Os Caça-Fantasmas – (Ghostbusters)

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Há algum tempo atrás estava rolando na web que teríamos o lançamento de Os Caça-Fantasmas 3 (lembro até que houve outro boato que o filme seria estrelado apenas por mulheres).

Infelizmente após o falecimento do ator Harold Hamis “parece” que o filme realmente naufragou.

Então vou aproveitar lembrando das produções que marcaram época pra minha geração.

O primeriro filme foi dirigido pelo diretor Ivan Reitman, em 1984.

É sem sombra de dúvidas um dos maiores clássicos da Sessão da Tarde dos anos 80 que conseguiu misturar bastante comédia no pretendia ser um filme de terror.

Os Caça-Fantasmas é um ótimo filme, porque além de usar Nova York como locação, havia o tema paranormalidade como fundo. A equipe usava aquelas mochilas de próton para prender os fantasmas.

Sem contar que também conseguiu mostras cenas fantásticas como Stay Puff, o enorme monstro de marshmallow, aliar  uma trilha sonora dançante com efeitos especias convincentes pra época.

Eu não poderia esquecer das atuações do quarteto impecáveis e divertidíssimas: Bill Murray (Peter Venkman), Ernie Hudson (Winston Zeddemore), Dan Aykroyd (Ray Stantz) e Harold Hamis (Egon Spengler).

Sem contar que ainda temos nossa eterna musa Sigourney Weaver (Dana Barrett), o engraçado Rick Moranis (Louis Tully) e a  sarcástica Janine Melnitz (Annie Potts).

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Os Caça-Fantasmas – The Real Ghostbusters – 1986

A canção-tema do filme que também foi usada nesta versão era interpretada por Ray Parker Jr. (que ganhou um Oscar de melhor canção original).

Na época havia uma confusão enorme por causa de Os Fantasmas, da Filmation. Por causa do nome em inglês que era muito parecido (rolou até processo na Justiça).

A série animada teve inspiração direta no primeiro filme mostrando as aventuras do quarteto: Egon, Ray, Winston e Pete. Agindo sempre na companhia do esquisito e glutão Geléia e também de nossa querida Janine.

A parte mais interessante era a personalidade de cada um sendo mostrada. Enquanto Egon era o inteligente destacando-se por entender ciência, Ray era o inventor do grupo, porém no quesito inteligência não ficava muito atrás do Egon (sendo que fazia na práticas as teorias do amigo).

Apesar do Pete posar de líder do grupo era muito atrapalhado, mas tomava a maioria das decisões e não era levado a sério pelos demais. Enquanto Winston é o mais corajoso de todos, tinha uma mira perfeita usando o feixe de próton e tratava com um imenso carinho o Ecto-1 (como fã confesso que adorava esse carro).

Na série animada a sede deles também fica em Nova York, num prédio que inicialmente estava caindo aos pedaços. Quando Janine atendia ao telefone convocava os garotos para alguma missão.

Assim que os fantasmas eram atingidos pelo raio de prótons eram guardados numa armadilha portátil para serem confinados na prisão interdimensional no QG da equipe.

Devido ao inevitável sucesso desta versão acabou migrando pros gibis. Uma lançada pela NOW Comics, nos Estados Unidos. Enquanto outra no Reino Unido pela Marvel Comics.

Teve até uma linha de brinquedos lançados pela Kenner.

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Os Caça-Fantasmas 2 – Ghostbusters II – 1989

Graças ao merecido sucesso do primeiro filme e também da série animada citada acima. Foi lançado Os Caça-Fantasmas 2 nesta continuação, porém a diferença é cinco anos haviam se passado.

Aquele outrora glorioso surgimento da equipe foi desfeito por causa da total ausência de atividades paranormais. A credibilidade do grupo havia acavado.

E a solução foi se virar da maneira que podiam, enquanto Pete tinha um programa de TV, Ray era dono de uma livraria, mas também trabalhava com Winston animando festas infantis. Somente, Egon continuava pesquisando atividades paranormais.

De repente, começa a acontecer coisas estranhas pelas ruas de Nova York, mas ao mesmo que isto acontece, a população está contra a equipe, porque nossos heróis são julgados pelo Juiz Wexler como charlatões sendo sentenciados a prisão.

Quando a situação piora eles são soltos para salvar o bebê de Dana e também destruir Vigo, um terrível criatura milenar que tenta dominar a Terra.

Mesmo este comentarista sendo um nostálgico de carteirinha assinada prefiro o primeiro filme a esta continuação.

Confesso que há até alguns momentos interessantes como o retorno do Titanic e os condenados pelo juiz que fazem uma tremenda bagunça no tribunal.

É óbvio que os efeitos especiais está datados, mas continua sendo uma diversão garantida pros fãs que como eu adoram assistir filmes antigos.

Só pra fechar, após alguns anos afastados da telinha tivemos, Os Novos Caça-Fantasmas (Extreme Ghostbusters), em 1997.

A equipe de jovens universitários era liderada pelo velho Dr. Egon que tinha ajuda da Janine e também do Geléia.

O novo grupo era formado por: Kyllie Griffin, uma garota especialista em ocultismo, Roland Jackson, um rapaz muito inteligente, Garrett Miller, um jovem cadeirante e Eduardo Rivera, um rapaz muito sarcástico.

Os Caça-Fantasmas vão ficar marcados pra sempre no coração daqueles que assitiram seus filmes e séries animadas, mas podemos matar saudade assistindo algo no santo Youtube.

Fico até por aqui e até o próximo texto.

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Marvels

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A minissérie surgiu inicialmente dividida em 4 edições e foi lançada em 1994. É uma história clássica contendo arte hiper-realista impressionante de Alex Ross e roteiro contundente de Kurt Busiek (ambos dispensam quaisquer apresentações).

Marvels cobre um período amplo da narrativa desta editora englobando da década de 40 até o início dos anos 70.

A parte interessante é notar como foi o impacto do surgimento dos heróis na vida das pessoas. E o fotógrafo Phil Sheldon consegue demonstrar tal sentimento de maneira perfeita. Phil denomina os super-heróis como “maravilhas”.

Na primeira parte vemos como foram as primeiras aparições do Tocha Humana original, um homem sintético criado pelo cientista Phineas T. Horton. E o assombro das pessoas quanto ao fato de seu corpo gerar fogo.

Durante a apresentação temos Lois Lane e Clark Kent da década de 40 na plateia. Também há o surgimento do Princípe Submarino, pois o Namor era chamado assim naquela época.

A famosa luta entre ambos é outro ponto alto da história e a destruição causada pela batalha deles é magnífica. Depois, Namor e Tocha se unem pra enfrentar o inimigo na Segunda Guerra Mundial.

Diante da presença dos heróis Sheldon sente-se impotente pra cuidar de Dóris sua possível esposa e talvez futuramente mãe de sua família.

Há diversos momentos memoráveis como o Capitão América socando Hitler. Notícias de jornais importantes como: The New York Times, Boston Globe, mas também vemos o Clarim Diário e o Estrela Diária.

Durante a segunda parte temos a volta do Steve Rogers atuando nos Vingadores (anos 60).

Outro ponto importante mostra o ódio inflamado da população nas ruas causado por Bolívar Trask. Então, os X-Men sofrem sendo caçados pelos Sentinelas e com o crescimento da histeria mutante.

Alicia Masters promove uma exposição de suas esculturas e vemos Matt Murdock tateando sua estátua. Enquanto Scott, Jean e Charles ouvem de duas senhoras chatíssimas fazendo comentários maldosos sobre os Filhos do Átomo. A pior parte ficou pro Ben Grimm, pois teve que escutar também sobre sua estátua ficando puto da vida.

No casamento de Reed e Sue temos a presença de diversos heróis entre eles: Capitão América, Thor, Homem de Ferro, Gavião Arqueiro, Demolidor,Feiticeira Escarlate e até os Beatles. Na porta Nick Fury e Dun Dun Dungan tomam conta dos penetras.

Dizem as lendas que neste casório Stan Lee e Jack Kirby foram barrados na entrada.

A narrativa se destaca pelas ações de Phil Sheldon, pois ele realmente adora as “maravilhas” (mais ao mesmo tempo em que há esta fascinação). Ao longo do tempo que estava preparando seu livro, Phil também demonstrava preocupação pela ameaça e destruição causada pelas batalhas intermináveis.

O pior ainda estaria pra acontecer, pois na terceira parte. Uatu, o Vigia tentou esconder nosso planeta de Galactus, o Devorador de Mundos. O assombro no rosto das pessoas era tão real que parece que estamos vivenciando tudo com eles.

A chegada do gigante deixa toda a população em pânico. Enquanto o Quarteto Fantástico com a ajuda do Surfista Prateado enfrentava Galactus.

Sheldon fica revoltado, porque as pessoas falam mal daqueles que salvaram suas vidas.

Na quarta e última parte, Phil conseguiu lançar seu livro e estamos nos anos 70. Os Vingadores estavam no espaço participando da guerra Kree versus Skrulls.

E aqui na Terra, Sheldon estava entrevistando Luke Cage, Herói de Aluguel. Quando descobre que o Clarim Diário estava acusando nosso amigo Cabeça de Teia de assassinar George Stacy.

Phil começa a investigar o caso do Capitão Stacy por conta própria, porque já tinha desconfiança que o Teioso não era culpado. Por isso foi até ao apartamento de Gwen Stacy, filha do Capitão.

Em pouquíssimo tempo de convivência com Gwen que tinha um jeito próprio que misturava leveza e inocência. Ela transformou completamente a vida de Sheldon, pois voltou a ver o lado bom das coisas.

Durante a invasão de Namor, em Nova York vemos a nave do Coruja deWatchmen.

Infelizmente pouco tempo depois, Gwen havia sido sequestrada pelo Duende Verde. E a morte dela também foi marcante pra Phil Sheldon deixando-o arrasado demais por causa daquilo. Diante do sentimento de perda e fracasso ele decidiu passar o bastão pra sua assistente Marcia.

Para que ela mostrasse seu ponto de vista sobre as maravilhas. E no final, Danny Ketch, um jovem entregador de jornais é fotografado com Sheldon e sua esposa.

No futuro, Danny será o anti-herói Motoqueiro Fantasma: O Espírito da Vingança.

A aventura é um deleite a parte, porque Alex Ross demonstra uma enorme riqueza de detalhes seja nas roupas, prédios, expressões faciais, carros e todo resto.

Enquanto, Kurt Busiek nos presenteia com fatos importantes dos gibis da Casa de Ideias. Seja gerando inspiração, admiração, medo ou ódio o que realmente chama atenção é o impacto que a presença dos superseres causa na vida das pessoas.

Outro aspecto importantíssimo é notar as diversas referências feitas sobre personagens, atores e músicos como: o Superman, da Era de Ouro, Jimmy Olsen, Popeye, Monkeys, Beatles entre vários outros basta apenas prestar atenção.

Logo a edição fará 20 anos, vamos esperar pra saber se terá algum relançamento especial.

 

X-Men: Garotas em Fuga

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É muito raro ver um momento como esse onde algumas das maiores x-women dos gibis estão reunidas e feitas sob um arte extasiante.

No prefácio o editor, Joe Quesada já nos instiga a debruçar sobre as páginas e nos deliciar com a história pra ler.

Garotas em Fuga é uma edição que traz duas lendas do mundo dos gibis. O mítico roteirista Chris Claremont responsável por algumas das melhores sagas dos Filhos do Átomo (em parceria com John Byrne).

E o mestre do erotismo Milo Manara que desenha mulheres exuberantemente sensuais (algo que eleva nossos sentidos a enésima potência).

A edição ainda destaca apresentação de todas as heroínas, esboços e uma entrevista com Manara.

Quem conta esta aventura pra nós é a Lince Negra revelando todos acontecimentos como se fosse numa lembrança.

As X-Women: Vampira, Tempestade, Kitty Pride e Psylocke vão até a Ilha de Madripoor pra resgatar sua amiga Rachel Summers. A missão delas estava indo muito bem até que Rachel conta telepaticamente algum segredo pra Kitty.

Então cada uma delas recebe um raio de energia que cessa seus poderes mutantes tendo resultados catastróficos, mas a narrativa volta ao passado. Quando todas estavam dando tempo de suas missões e curtindo férias em Kirinos, na Grécia.

Numa festa muito animada, Rachel troca alguns amassos com um rapaz quando é  sedada e sequestrada, mas consegue enviar um socorro telepático pra Kitty.

As garotas restantes partem em seu auxílio e a arte de Manara se destaca, pois há vários momentos da narrativa em que podemos notar insinuações sexuais.

Só que Manara andou pegando leve pela total ausência de cenas de sexo e nudez. Situações normais em seus outros trabalhos, no entanto vemos nossas musas em poses provocantes (e também diversas trocas de roupas das heroínas principais).

Outro aspecto importante visto aqui são os cenários realmente impactantes.

A história é bastante curta mostrando apenas 68 páginas de ação. Nossas heroínas estão sem seus poderes migrando realmente pro estilo de pessoas normais de Milo Manara.

Em Madripoor, as X-Women precisam se virar, pois são cativas do “Culto á Nave”, uma tribo que adora aviões. O chefe da tribo fica caidinho pela Ororo e a persegue numa cena bem quente e instigante.

Mesmo sem seus poderes, nossas musas ainda continuam sendo hábeis combatentes, por causa do seu treinamento na Mansão X.

Depois descobrimos que tanto Rachel quanto Emma Frost haviam sido raptadas pela Baronesa Krieg. A vilã consegue anular os poderes de qualquer mutante e mantinha cativas as telepatas para iniciar uma guerra entre a China e a Índia (lucrando muito por causa disso).

Sinceramente, X-Men: Garotas em Fuga não é uma HQ sensacional, não há roteiro mirabolante ou se destaca como uma das melhores de todos os tempos sobre a equipe mutante.

Podemos notar também que as X-Women se comportam como qualquer outra garota querendo apenas se divertir (e tentando levar uma vida “normal”).

Mais vale a pena parar pra ler e se extasiar só por causa da arte de Milo Manara, pois o destaque são as garotas em posições instigantes. Pra mim o gibi realmente mostra isso em suas páginas de uma maneira enlouquecedora.