Pânico nos Céus!

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Essa aventura foi lançada pela Editora Abril no gibi Super-Homem Anual n° 1, em 1994.

Infelizmente, Superman: Panic in the Sky é uma edição do Azulão que nos dias de hoje não está entre as melhores feitas pro herói. Mais pra mim com certeza vale a pena dar uma conferida.

Um detalhe bem interessante foi que essa história havia sido inspirada num episódio do seriado “Adventures of Superman”, estrelado pelo ator George Reeves.

Bom, enquanto que nas terras do Tio Sam os leitores tiveram que desembolsar uma ganinha extra pra acompanhar a história toda (que saiu dividida em alguns gibis).

Aqui no Brasil Pânico nos Céus, foi lançada em edição única com 160 páginas pra gente se divertir.

Só pra constar, nesse período eu ainda colecionava algumas revistas. Lembro quando comprei no jornaleiro o que chamou muito minha atenção foi a capa e se eu não estiver enganado sua arte foi feita por Jerry Ordway.

Nela mostra os personagens vindo em nossa direção e também temos a contracapa com versões esqueléticas deles (sinalizando que todos estavam mortos).

Houve uma quantidade significativa de desenhistas trabalhando nesse gibi como: Dan Jurgens, Jon Bogdanove, Tom Grummett, Bob Mcleod entre outros.

Outro aspecto interessante é que a saga foi mostrada em várias partes iniciando pelo prólogo, depois seis partes e temos no final um epílogo.

Se não me falha a memória essa história antecede a clássica Morte do Super-Homem.

Nossa aventura acontece após o período em que Kal-El esteve exilado no espaço e teve que lutar no Mundo Bélico contra a tirania de Mongul. Lembrando que a série animada da Liga aproveitou uma parte dessa história no Planeta Arena.

Arranjou inimizade com o feioso do Draaga e conheceu parte do seu legado kriptoniano através do Clérigo que estava de posse do Erradicador.

Bom, a Supergirl/Matriz foi reintroduzida em Super Powers # 17,depois viveu um certo tempo com os Kents absorvendo as memórias do Clark, assumindo sua forma e chegando até a lutar contra o herói.

No final a Supergirl também se exila no espaço e a encontramos nessa edição.

Só pra acrescentar Pânico nos Céus acontece após a dissolução da Liga da Justiça Internacional (a famosa fase cômica ou também LJI) e abre caminho pra uma nova formação dos Justiceiros.

Logo no inicio temos um B.O. feito pela Legião dos Super-Heróis nos informando sobre a origem de Brainiac que havia dominado a mente do paranormal Mílton Fine e também do Mundo Bélico.

Na trama a Terra está pra ser invadida pelo Mundo Bélico que ficou sob o comando de Brainiac.

Diante de tal problema, o Super-Homem soube que não conseguiria vencê-lo sozinho e convoca um enorme time de heróis pra se unirem nessa batalha.

Então temos: Exterminador, Mulher-Maravilha, Aquaman, Besouro Azul, Gladiador Dourado, Guy Gardner, Kilowog, Agente Liberdade, Capitão Marvel, Fogo e Gelo, Mon-El (ou Lar Gand), Magtron, Órion, Batman, Asa Noturna, Metamorfo, Homens Metálicos, Guardião, Povo da Eternidade entre vários outros.

Na narrativa, Brainiac estava controlando mentalmente tanto a Supergirl, quanto Draaga. E Máxima estava sendo coagida pra aproiá-lo em sua investida (ele havia destruído facilmente as defesas de seu planeta Almerac).

Lembrando que Draaga e Máxima guardavam ódio do Homem de Aço. Enquanto Draaga desejava ter sua morte honrada que lhe foi negada na batalha contra o herói.

No caso de Máxima estava morrendo de ciúme, porque o Azulão não quis desposá-la.

Vemos o inteligentíssimo Metron sendo subjugado por Brainiac, mas Dubbilex assume seu lugar na Poltrona Mobius sendo uma valorosa ajuda pro Azulão.

O roteiro também esteve sendo feito por vários autores diferentes mais nossa história ficou muito bem conduzida. E temos diversas cenas de ação com batalhas praticamente sendo mostradas do início ao fim.

Superman: Pânico nos Céus tem aquela velha pegada de bem versus mal aonde vemos nosso heróis tendo que lutar pra salvar nosso planeta. Confesso que é algo que adoro ler num gibi, pois todos mesmo agindo do seu jeito sem empenham pra acabar com o problema.

Pra mim um dos aspectos mais importantes desta edição foi a afirmação da Supergirl/Matriz como heroína e como não poderia deixar de notar a participação de Guy Gardner que ficou divertidíssima.

Realmente pra fechar temos a participação do fingido benfeitor e cabeludo, Lex Luthor Jr. afirmando ser filho do careca original. Na verdade trata-se do próprio mais com sua mente transferida num clone (depois sua história vai sendo contada nas edições de linha do Super-Homem).

Por enquanto é só pppessoal.

 

 

 

 

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Batmóvel

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Nós como fãs de quadrinhos, desenhos animes e seriados sempre nos deparamos com algum carro que costuma fazer nossa imaginação viajar.

O Batmóvel (ou Batmobile, no original) é um dos carros mais queridos entre os fãs e já vi pela web algumas pessoas fazendo sua própria versão dele.

Acho que “talvez” a grande maioria não sabe é que há dezenas de versões do Batmóvel ao longo das décadas. Todo artista dos quadrinhos que passa pelas páginas do herói demonstram sua versão.

Devo acrescentar que devido ao surgimento de novas tecnologias cada versão do carro foi ganhando aparatos adicionais incríveis.

Essa ideia foi se aprimorando só pra ficar tecnologicamente mais avançada estando sempre um passo á frente de qualquer outra coisa (no mundo real).

Eu modestamente vou apenas citar algumas versões que conheci lendo e também pesquisando.

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Cord 1936

O primeiro carro do Homem-Morcego nem era chamado de Batmóvel sendo conhecido simplesmente conhecido como  “o carro” e surgiu na edição Detective Comics # 27, em 1939.

Nosso primeiro Batmóvel de verdade apareceu na edição Detective Comics # 48, em 1941.

Essa versão era apenas um conversível vermelho sem nenhuma tecnologia diferente.

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Studebaker – 1944

Esse carro é uma das versões mais clássicas do famoso carro. Desde a primeira vez que vi esse Batmóvel praticamente saindo da página e vindo em nossa direção tornou-se um dos meus preferidos.

Baseado num Studebaker apareceu pela primeira vez na edição Batman # 20.

A ilustração foi feita pelo mestre Dick Sprang esse Batmóvel possuia um rosto de morcego enorme e ameaçador na frente, listras vermelhas nas laterais e barbatanas na parte de cima.

Podemos notar que alguns carros que vieram após o Studebaker mantinham um pouco do seu design.

E só pra constar essa versão do Batmóvel aparece num episódio de Batman: Os Bravos e Destemidos. O Homem-Morcego se alia ao Coringa para derrotar o Coruja, uma versão distorcida do herói vindo de uma Terra Paralela.

O Coruja havia jogado o nome do herói na lama, pois estava usando o uniforme original do Morcegão de 1939 pra cometer crimes. Pra piorar ainda havia modificado o controle do Batmóvel.

Então o Batman usa um carro antigo pra poder limpar seu nome e precisa até combater seus amigos pra concluir seus intentos (é um ótimo episódio).

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Cadillac 1939

Esse Batmóvel surgiu no primeiro seriado cinematográfico do Morcegão exibido na década de 40.

Batman era interpretado por Lewis Wilson e Robin por Douglas Croft. O conversível não tinha nenhum apetrecho diferente sendo apenas usado como meio de transporte pra Dupla Dinâmica.

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Mercury 1949

No segundo seriado do Homem-Morcego também tivemos um outro conversível ajudando nossos heróis a combater o crime.

Desta vez Batman foi interpretado por Robert Lowery e Robin por Johnny Duncan.

A parte estranha era que tanto Bruce, quanto Batman usavam o mesmo automóvel, porém ninguém notava isso.

Como na versão anterior esse Batmóvel também não tinha nenhum apetrecho eletrônico, pois o orçamento do seriado era baixíssimo.

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Chrysler Imperial 1950

Em Detective Comics # 156 surgiu uma nova versão do carro, pois o Studebaker que havia sido o anterior foi destruído num acidente (quando caiu de um penhasco).

Só por curiosidade foi a própria Dupla Dinâmica que construiu essa versão do carro.

A parte interessante foi a afirmação que esse Batmóvel estaria dez anos a frente de seu tempo. E não foi pra menos, porque nele tínhamos vários equipamentos.

Tipo foguetes na traseira pra ajudar na aceleração de velocidade (algo que se tornou a marca registrada de vários veículos posteriores), laboratório completo na parte traseira, projetor de bat sinal no teto, uma navalha afiada no rosto do morcego á frente do carro pra cortar barreiras, televisão, radar entre outras coisas.

Lembrei que na introdução do episódio The Color of Revenge, de Batman: Os Bravos e Destemidos, há uma homenagem pro seriado televisivo dos anos 60, pois mostra o telefone vermelho com a Dupla Dinâmica descendo pra caverna.

E também vemos o Morcegão dirigindo este carro citado no texto (aliás o episódio como todos desta série animada é excelente).

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Marmom 1905

Sinceramente de todos os caros estranhos que já vi o Morcegão usar talvez este seja um dos mais bizarros de todos.

Surgido na edição Detective Comics # 219 quando houve uma corrida em Gotham City, a Dupla Dinâmica usou um Marmom 1905 pra participar da competição.

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Na edição Batman # 164 houve outra mudança significativa no design do carro quando surgiu essa versão, em 1964.

Na verdade também é creditado que foi baseado num Chevrolet Corvette 1950.

A grande novidade é que temos um cupê esportivo, sem contar que ficou batante diferente o rosto do morcego no capô ganhando um estilo minimalista e a parte traseira dos pará-lamas forma alargados.

Essa tendência retirou muito do clima arrojado que havia nos carros anteriores significando uma nova proposta pros gibis do personagem.

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Bat-Tanque – 1956

Quem pensa que o Batmóvel feito tipo um tanque surgiu apenas quando Frank Miller concebeu O Cavaleiro das Trevas está redondamente enganado.

Em Detective Comics # 236 também tivemos um tanque usado pelo Cruzado Embuçado.

O cientista Wallace Waley queria de qualquer forma arranjar invenções pro submundo destruir o Batman. A fim de combatê-lo o herói arranja um novo bat-sinal e também um novo Batmóvel.

Waley queria expor a identidade secreta do Morcegão mais no final acabou retornando pra prisão.

Fico por aqui.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Liga da Justiça: Outro Prego

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Continuação da edição anterior, Justice League of America: Another Nail também foi uma trabalho da dupla Alan Davis responsável pela arte e roteiro e Mark Farmer que ficou com a arte-final.

Foi uma minissérie em três edições lançada pela Panini Comics, em 2005.

A história já começa de forma empolgante, pois devido aos acontecimentos da primeira aventura. Nova Gênese e Apokolips estão deflagrando uma guerra avassaladora.

Os Guardiões do Universo convocaram toda a Tropa dos Lanternas Verdes pra minimizar os problemas do holocausto, mas não adiantou nada.

Darkseid age de maneira implacável, porque quando o campo de força estava envolvendo a Terra (ele já estava pondo em prática seu plano nefasto).

Mais ao notar que sua derrota será iminente Darkseid utiliza a Sina Ômega, uma máquina de destruição vasta, suprema e de proporções inimagináveis.

A Sina Ômega é um tipo de ameba de energia e sua onda de explosão se torna tão abrangente que atingiria toda existência no Multiverso.

O Senhor Milagre e Grande Barda haviam sido capturados pelo Senhor de Apokolips e após ser torturado a exaustão por Desaad. Scott morre (deixando Barda enfurecida e inconsolável).

Mais o Senhor Milagre numa fuga incrível consegue esconder sua alma numa caixa materna e após Barda conseguir um anel de LV atua em conjunto com sua esposa.

Então, Hal, Barry e Ray após um ano começam a investigar os fatos acontecidos em Apokolips. Só ficamos sabendo que há algo sinistro acontecendo quando o Vingador Fantasma está agindo de sua forma enigmática.

Como não poderia deixa de acontecer a situação fica ainda pior, pois Batman ouve a risada do Coringa ameaçando-o. Selina até pensou que Bruce estava enlouquecendo, mas depois que o Desafiador surge assustado sabemos que até o plano astral estava sendo ameaçado.

Acompanhamos o Palhaço do Crime retornando do Tártaro e temos o confronto definitivo dele contra o Morcegóide.

Outro aspecto importante  desta história é que também destaca vários personagens da editora como: Orquídea Negra, Rastejante, Rapina e Columba, Nuclear, Halo, Etrigan, Sindicato do Crime entre outros.

Tanto a Patrulha do Destino, quanto os Renegados novamente desempenham uma importante função na trama.

Bom, apesar de eu particularmente não gostar mais das crises da editora. Notamos que há uma enorme crise temporal desestabilizando tudo.

Vemos isso quando Diana e Arthur vão parar na época dos dinossauros. E também quando Barry e Ray fogem do Sindicato do Crime através do Multiverso que está com problemas em todas as suas realidades.

Mais não tenho como negar que a maneira de como vemos isso acontecendo é empolgante.

A parte engraçada foi quando Martha tentou arranjar um disfarce pro Clark, pois estava diferentão. Só que Lois chegou e deu aquele visual que estamos acostumados a vê-lo. Mesmo diante de tantos problemas o relacionamento entre eles rola.

Aqui presenciamos o Superman realmente aceitar as características marcantes que simboliza e o definem a verdade, justiça e também a esperança.

Mais quem rouba cena é Oliver Queen que estava quase morrendo e faz algo surpreendente (que obviamente não vou contar).

Como na edição anterior a arte de Alan Davis consegue contribuir bastante com nossa leitura. Sua participação no roteiro foi eficiente prendendo minha atenção até a última  página.

Sem sombra de dúvidas sua arte de unir diversos heróis na página me lembrou muito George Pérez (mais a melhor parte é que faz isso com seu próprio estilo).

Quero acrescetar que as cores de John Kalisz mantém o excelente nível da edição anterior.

Liga da Justiça da América: Outro Prego é uma história tão boa que ao chegar no final deixa aquela nítida sensação de querer mais e mais e mais. Fazendo-nos não querer nunca sair daquela aventura incrível.

Até o próximo texto.

 

 

 

 

 

 

Artista

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Jagodibuja

É um desenhista colombiano que encontrei quando estava perambulando pelo Deviantart.

Jago é o autor da webcomic Living with Hipstergirl and Gamegirl que demonstra o cotidiano da vida dos protagonistas.

Ao contemplarmos seu trabalho fica praticamente impossível não gostar do que faz.

Isso é porque sua arte reflete ao mesmo tempo a sensualidade das pin-ups antigas com algo no estilo cartunesco.

Suas personagens são bem expressivas e sempre se destacam por estarem provocantes de um jeito bastante caliente.

Na galeria abaixo temos algumas musas conhecidas como: Poderosa, Cheetara, Betty e Wilma, Chun-Li, Zatanna, Canário Negro, Misty, Leela entre várias outras

Confira aqui também mais do excelente trabalho de Jagodibuja

 

Liga da Justiça: O Prego

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É uma minissérie dividida em 3 edições com arte de Alan Davis e roteiro de Mark Farmer que foi lançada em 1998.

JLA: The Nail foi publicada pela Mythos Editora essa edição faz parte do famoso selo Túnel do Tempo (ou Elseworlds).

A premissa básica parte do princípio que apenas um pequeno fato conseguiu mudar uma sequencia de enventos importantes.

Neste caso foi um prego que furou o pneu da caminhonete dos Kents e por isso o casal não pegou o foguete do pequeno bebê Kal-El.

Clark cresceu entre os Amish, uma comunidade famosa por ser distinta e também reclusa (sua ausência causou uma mudança drástica nesta realidade).

Na trama, Lex Luthor é prefeito de Metrópolis e sua administração está marcada como uma das melhores da cidade. Além do fato de conseguir diminuir o nível de criminalidade a praticamente zero.

A tecnologia envolvida nesse processo tornou-o um símbolo de sucesso mundo afora.

Podemos notar Perry White agindo como âncora de talk show e entrevistando Jimmy Olsen. Há uma homenagem pro Jimmy quando vemos os heróis: Tartaruga e Rapaz Elástico. Suponho que isso deva ter acontecido durante a Era de Prata período em que Olsen tinha sua própria revista.

Perry também entrevista Oliver Queen que está amargurado e rancoso após ter sofrido um ataque do Amazo que quase lhe retirou a vida (infelizmente neste fatídico combate o Gavião Negro tombou). Na telinha, Oliver destilou seu ódio contra seus antigos companheiros da Liga.

A formação da equipe era: Mulher-Gavião, Eléktron, Flash, Lanterna Verde, Caçador de Marte, Mulher-Maravilha, Aquaman e Batman.

Há uma campanha na mídia que jogou a opinião pública contra os meta-humanos, principalmente a LJA (e o Morcegóide tinha a pior imagem pra população).

Seu M.O. de agir nas sombras assustava a todos. É óbvio que nós sabemos o motivo, pois Batman não tem superpoderes. A Liga pede ajuda de Lois Lane pra que possam ganhar credibilidade na mídia.

Na primeira vez que li essa história confesso que fiquei embasbacado quando o Coringa fez um rebu no Asilo Arkham assassinando o Robin e a Batgirl.

A expressão de terror nos olhos de Bruce ao ver seus pupilos sendo brutalmente massacrados em sua frente ficou marcada em minha memória por horas (tal situação deixou BW num estado depressivo lastimável).

Quando Hal começa a investigar uma flutuação de energia encontra um campo de força envolvendo nosso planeta. Isso acaba desencadeando uma guerra entre Apokolips e Nova Gênese.

A situação só piora com Batman matando o Coringa e isso sendo trasmitido pela telinha. Todos os integrantes da LJA são atacados, mas isso não passava de uma manipulação orquestrada (esse spoiler não vou revelar).

É interessante notar que Os Renegados e a Patrulha do Destino desempenham uma importante função na aventura.

Gosto da grande quantidade de heróis envolvidos nesse gibi. Isso acaba destacando o extenso panteão da editora. Temos: Homem Animal, Metamorfo, Homem Elástico, Fera Bwana, Homens Metálicos, Metron entre outros. Pra mim tornam nossa leitura mais empolgante (descobrir quem é quem).

É nessa edição que Selina troca de uniforme e passa a agir como Batwoman.

Continuando, diversos meta-humanos são atacados por uma força-tarefa feita de clones do Bizarro e sendo encarcerrados no Kansas.

No momento de maior conflito quando toda a esperança estava indo embora é que descobrem Clark vivendo escondido entre os Amish. É quando vemos o Superman surgindo e salvando o dia.

A arte de Alan Davis mostra as reações dos personagens diante do aspecto sombrio que a trama traz. Fica evidente a qualidade dos cenários, expressões faciais e as cenas de ação.

Não poderia esquecer de comentar que as cores de Patricia Mulvill nos ajudam nesta viagem direta com o gibi.

O roteiro de Mark Farmer consegue nos envolver construindo uma panorama instigante nesta aventura. A medida que tudo vai acontecendo notamos que há algo realmente suspeito se desenrolando.

E a cada página lida confesso Liga da Justiça: O Prego é uma daquelas raras ocasiões em que roteiro, arte e cores se conectam trazendo-nos um trabalho de altíssimo nível.

Saiba que você não irá se arrepender depois que tiver acompanhado essa magnífica trama.

Fico por aqui.

 

 

Mitos Marvel – Parte Final

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No começo de cada aventura há a página MITOS que dá uma pequena referência de como cada personagem surgiu (algo que até hoje em dia continua no início da página).

E também vemos imagens das HQs originais de cada herói emoldurando a história (é um trabalho marcante).

Se você achava que já conhecia bem Homem-Aranha, Hulk, Capitão América e cia. saiba que está redondamente enganado.

Chega de enrolação e vamos ao que interessa

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Motoqueiro Fantasma

Sinceramente eu deixaria de fora este herói pra colocar o Thor em seu lugar. Na verdade creio que o Motoqueiro tenha muitos fãs, mas convenhamos que não é nenhum top de linha como o Deus do Trovão (bom, deixa pra lá!).

A premissa segue aquilo que vimos no filme com Nicolas Cage, pois a trama se concentra no fato de Johnny Blaze ter feito um contrato com o diabo para salvar a vida de seu padrasto que estava com câncer num estado terminal.

É óbvio que Blaze foi enganado e teve que manter sua promessa pra não perder sua alma transformando-se no Motoqueiro Fantasma. Johnny também tem uma história trágica perdendo em seu caminho todos de quem mais gosta.

A história é angustiante e assustadora, porém não acrescenta nada de novo ao que já conhecemos. E sem sombra de dúvidas ver Roxanne Simpson na história me fez lembrar da beleza de Eva Mendes no franquia do anti-herói (e só).

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Capitão América

O Sentinela da Liberdade é de longe uma das maiores criações que o mundo dos quadrinhos já viu. Tanto o Capitão América quanto o Superman são tão icônicos no que há de melhor naquilo que define o ideal do super-herói.

Quando há uma crise e eles convocam todos os seguem justamente pelo que representam é estupendo. A aventura do Capitão é a mais tocante e triste de todas, pois Steve Rogers é um homem que viveu as agrúrias da maior guerra que humanidade já passou.

Vários homens morreram na busca de um sonho de viver num mundo melhor durante a Segunda Guerra Mundial (e o Capitão esteve ao lado daqueles que se sacrificaram acreditando nisso).

Então vemos fatos marcantes que descrevem o bandeiroso como sua vida simples quando perdeu o pai cedo e teve que dar um jeito de sobreviver com a mãe, a pobreza durante o período da recessão. E principalmente o rapaz magrelo, porém corajoso que serviu de cobaia pra Operação Renascimento.

Fatos que até vimos alguma coisa sendo mostrada no filme de 2011, como servir de garoto propaganda incentivando o sentimento de nacionalidade dos americanos. E aqui vemos a Base Lehigh com a presença do sargento Mike Duffy (elementos importantes da mitologia do herói).

Há outros momentos clássicos como a morte de Bucky, o descongelamento no futuro e a participação nos Vingadores.

Aqui temos a síntese que define o Capitão América, um homem deslocado no tempo e tendo que conviver com suas lembranças do passado. Steve é atormentado por continuar vivo e ver todos aqueles que realmente fizeram diferença em sua vida morrerem. O melhor de tudo é o encontro com os sobreviventes da guerra principalmente com Dougie Haggins, um soldado que participa de toda narrativa (ele e Steve se conhecem desde criança).

A história é uma bela homenagem não apenas pro bandeiroso, mas também para todos aqueles soldados que perderam a vida durante a Segunda Guerra Mundial.

Só pra constar essa última mudança radical que fizeram com o Bandeiroso é uma tremenda falta de respeito com todos nós fãs que acreditamos naquilo que Steve Rogers mais personifica.

Não vou ler nada da porcaria desta fase, pois joga por água abaixo tudo aquilo que aprendi sobre o Capitão nesses anos todos.

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O Homem-Aranha

É a aventura mais simples de todas, porque sua origem junto com a do Bandeiroso, Superman e também do Batman são as mais exploradas de todos os heróis que já li (sempre nos lembram deste aspecto).

Algo que vimos acontecer na franquia de Sam Raimi e nesta versão de Marc Webb. O Homem-Aranha é tão influente na cultura pop que até as crianças já sabem de sua origem.

São tantas versões em desenho animado ao longo dos anos que não conseguem apresentar nada de relevante só neste aspecto, mas pra mim Ultimate Homem-Aranha é ótimo.

Bom, chega de enrolar a abordagem feita com Peter traz apenas os elementos que todos já conhecemos e suas relações na escola como o chato do Flash Tompson que o persegue, a falta de tato com as garotas e os tios Ben e May Parker que o tratavam com um carinho muito grande.

O lema que todo nerd ao redor do mundo conhece bem, o acidente com a ranha radioativa, o uso dos poderes pra ganhar dinheiro e a busca pela vingança ao ladrão que assassinou seu tio. Mesmo sendo algo tão repetitivo vale a pena ver sob a arte magnífica de Paolo Rivera.

Mitos Marvel apresenta fatos primordiais pra tudo aquilo que nós conhecemos bem, mas esta releitura com dois nomes conceituados da  atualidade. No geral é uma leitura tão gratificante que se torna indispensável pra quem se diz fã de gibis.

Só pra fechar a participação do Homem-Aranha (Tom Holland) em Capitão 3 esteve ótima, pois mostrou não só os movimentos do herói. Mais principalmente aquela tagarelice típica do Peter que adoramos ver (aguardo ansioso pelo seu filme solo).

Espero que tenham gostado e relembre aqui da primeira parte.

O Corvo

 

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Antes de comentar sobre a HQ vale a pena  relembrar a adaptação cinematográfica.

O personagem surgiu primeiro nos quadrinhos underground e foi criado pelo artista James O’ Barr. Por mais estranha que possa parecer a origem do Corvo está relacionada a vida pessoal do artista que perdeu sua noiva quando era jovem (ela foi atropelada por um motorista bêbado, em 1978).

A dor de sua perda que era grande demais unida a história de um crime brutal que aconteceu na realidade viraram inspiração para a história de The Crow (em português O Corvo).

Na HQ, Eric Draven e sua esposa são assassinados friamente por uma gangue, mas como havia um forte sentimento de vingança. Então um corvo que ouviu tal súplica o fez retornar do além e logo após começa caçando os criminosos.

O sucesso do gibi foi tão grande que algum tempo depois veio a excelente adaptação pro cinema com o  ator Brandon Lee.

A premissa básica era mesma sendo que Eric (Brandon Lee) voltou dos mortos guiado por um corvo, mas sem nenhuma noção do por que estava ali. Foi somente em seu antigo apartamento que a  morte de Shelly (Sofia Shinas) que infelizmente foi estuprada e depois assassinada (e também seu próprio assassinato vieram a tona em suas lembranças).

O filme é sensacional com uma trama que mistura amor, tragédia e vingança de uma maneira ímpar, pois conseguiu pegar aquela densidade que havia no gibi tornando-o bastante pesado. E principalmente seu visual gótico unido ao  som de Rock n’ Roll faz nossa viagem ser ainda melhor.

O filme foi um sucesso, mas infelizmente também é marcado pela morte trágica de Brandon Lee (que levou um tiro durante as gravações). O Corvo na época não foi muito reverenciado pela crítica, porém anos depois virou cult.

Também não é pra menos, pois acho que qualquer pessoa que pudesse se colocar no lugar de Eric Draven iria fazer o mesmo vingar sua morte (e isto é algo primordial que fez o sucesso tanto da HQ quanto do filme).

O Corvo teve três sequencias, Cidade dos Anjos (1996), A Salvação (2000) e Vingança Maldita (2005), mas todos não chegam perto da qualidade mostrada no primeiro filme.

A série televisiva O Corvo: Uma Escada para o Céu, em 1998 trazia Mark Dacascos no papel de Eric Draven. Esta série durou somente uma temporada, mas de uma forma bem improvisada transformaram  Eric num tipo de detetive sobrenatural (e eu não lembro de ter assistido tudo na telinha). Bom, chega de enrolar e vamos ao que interessa.

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HQ

O Corvo: Carne e Sangue é uma minissérie de apenas 2 edições, mas o roteiro de J. O’ Barr é denso, provocante e muito envolvente (somos carregados pelo contraste de emoções de seus personagens).

Um detalhe importante é que a arte da capa foi feita pelo artista Alexandre Juban tornando a personagem principal bastante sexy, perigosa e chamando nossa atenção pro que rola dentro da revista.

A arte de Alex Maleev não é ruim, porém não surpreende mais em contrapartida também não decepciona (dando significado ao tom sombrio da trama). Acho que foi justamente por terem deixado as edições em preto e branco que retirou parte do peso psicológico que o roteiro nos dá.

A história gira em torno de Íris Shaw que presenciou algo que não deveria ver e por isso foi sentenciada a morte. Só que ela estava grávida e após ser assassinada numa explosão criminosa (volta a vida graças ao corvo e sedenta por vingança).

Não queira procurar algo do tipo bem e mal nas páginas desta HQ, pois o que vemos são apenas sentimentos básicos da humanidade sendo mostrados (tipo dor, frustração, raiva, ódio e principalmente vingança).

A melhor parte desta narrativa é isso podermos ver a mudança de Íris que anteriormente era uma mulher de boa índole que queria somente fazer um bom trabalho. Se transformar numa encarnação viva da vingança.

O Corvo: Carne e Sangue nunca ficará eternamente guardada na lembrança, mas quando você estiver lendo irá caminhar junto com Íris nessa jornada.