Transformers–Terceira Parte

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Minha intenção não é comentar tudo o que existe sobre os robozões, pois sua mitologia é tão rica que dá pra escrever um livro (ou até vários).

Vou apenas mostrar alguns aspectos mais importantes que tive a chance de acompanhar. E sempre tem alguma coisa que agente não conhece (essa é a oportunidade pra você saber).

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Transformers: A Nova Geração – Transformers: Car Robot – 2000

Foi a primeira série animada dos robozões feita totalmente no Japão sendo produzida pelo Studio Gallop.

Transfmormers: Robots in Disguise é um anime que sofreu diversos cortes em nomes, episódios, músicas e aberturas quando foi pros Estados Unidos (a intenção era agradar aos fãs antigos dos personagens).

Só pra constar Robots in Disguise era uma frase cantada na abertura do desenho clássico.

Nesse anime a Terra se torna alvo de Megatron e seus Predacons, mas Optimus Prime e sua equipe se preparam pra detê-lo. Instalando-se em segredo entre os seres humanos.

Os Autobots construíram uma intrincada rede de túneis subespaciais conectadas ao redor de nosso mundo (e assim dessa forma podem viajar pra onde quiserem).

Há também a presença da equipe Trem-Bala composta por Midnight Express, Railspike e Rapid Run. Como o nome já diz é um grupo de trens muito velozes comandados por Optimus (sempre surgindo quando há problemas) .

No QG dos Autobots, os heróis recebem auxílio de Tai, uma inteligencia artificial que aparece em forma holográfica.

Devido aos seus planos, Megatron sequestra Kenneth Onishi, um importante cientista. Ele é aliado dos Autobots e Koji, seu filho se esforça pra resgata-lo.

Na mente do cientista há um segredo de suma importância que Megatron deseja conquistar. É a localização de uma estação de batalha cybertroniana perdida em nosso planeta.

Como curiosidade quem lidera os Predacons nessa versão é Scard, uma cópia maligna do Optimus. E, Megatron possui diversas transformações diferentes: um dragão de duas cabeças, um morcego, jato e até uma mão gigante (sério é loucura demais!).

Optimus tem alguns problemas de liderança com Ultra Magnus, no entanto depois descobrimos que são irmãos. E também que podem se unir formando Omega Prime, um robô muito poderoso que nessa forma podem até energizar alguns Autobots.

Lembro que eu não gostei da Nova Geração, pois ficou muito diferente do desenho antigo.

Essa versão dos Transformers teve duração curta com somente 39 episódios.

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Transformers Armada – Transformers Micron Legend – 2003

Veio logo depois do anime comentado acima. Transformers Armada não tinha relação com as séries anteriores criando sua mitologia própria.

Seu enredo teve sequência em Transformers Energon e Tranformers Cybertron (as três séries se conectam formando Unicron Trilogy).

A trama principal gira em torno dos Mini-Cons, um tipo de robô pequeno que possui a altura de um ser humano normal.

Assim que os Mini-cons se unem a um robô de estatura maior causam um aumento considerável de poder. No passado tanto Autobots, quanto Decepticons utilizaram os Mini-Cons em suas guerras.

Mais eles decidiram abandonar o conflito aterrissando na Terra há milhares de anos atrás (ficando aqui até na época em que a trama do anime acontece).

A maioria dos episódios demonstram os Autobots querendo conquistar o apoio dos Mini-Cons. Em contrapartida os Decpticons também querem utiliza-los pra conquistar a Terra derrotando seus inimigos.

Os Mini-Cons foram inspirados nos Pokémons fato que desagradou aos fãs de longa datas dos robozões.

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Transformers – O Filme – 2007

Foi o início de uma rentável franquia cinematográfica dirigido por Michael Bay e tendo produção de Steven Spielberg.

A trama segue o trivial dos desenhos, pois Autobots e Decepticons são raças alienígenas que travaram uma guerra em Cybertron. Fato que acabou destruindo o planeta e fazendo-os viajar pelo universo.

Megatron vem a Terra buscando o Allspark, mas fica congelado no Ártico. Então décadas depois os Decepticons detectam o cubo rumando pra cá.  Mais a família de Sam Witwicky (Shia LaBeouf) já havia encontrado informações sobre o artefato.

O rapaz querendo apenas ter seu primeiro carro e conquistar Mikaela Banes (Megan Fox) sem querer se encontra no meio desta guerra.

A equipe Autobot é pequena contando somente com Optimus Prime, Bumblebee, Jazz, Ironhide e Ratchet.

Enquanto os Decepticons estavam em maior quantidade com Megatron, Starscream, Barricade, Bonecrusher, Brawl, Scorponok, Blackout e Frenzy.

Infelizmente o tom de comédia deveria ter sido deixado de lado. Transformers 1 consegue misturar ação e entretenimento na medida certa. A única coisa que acho muito fora de sincronia é Shia Labeouf, pois nunca gostei dele (sei lá ficou muito estranho e sem graça pra mim).

Só que o personagem que se destaca mesmo é Optimus Prime meu Autobot preferido. Também gosto do agente Seymour Simmons (John Turturro) que em alguns momentos rouba a cena.

O envolvimento dos militares é de suma importância pro desenvolvimento da história. Mostrando que mesmo com uma tecnologia atrasada a humanidade tem condições de se organizar pra se defender.

Fiquei estupefato com o som das transformações dos Autobots em automóveis pro meu delírio foram retiradas do desenho antigo.

Transformers 1 é o meu preferido de todos da franquia somente, porque foi o primeiro. Revejo sempre que posso, pois não consigo deixar de gostar.

Relembre aqui a segunda parte.

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Transformers–Segunda Parte

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O sucesso do primeiro desenho dos robozões desencadeou uma febre que dura até hoje. Ao longo das décadas foram diversos gibis que ajudaram a expandir o universo cybertroniano.

Além das famosas action figures da Hasbro temos também jogos, filmes e animes.

Conheça aqui mais um pouco da mitologia dos heróis

Transformers – O Filme – Transformers: The Movie – 1986

Pra quem como eu cresceu na década de 80 esse desenho foi uma das coisas mais sensacionais sobre os personagens que pude assistir na época.

Lembro que na primeira vez que vi deixei de jogar bola com meus amigos pra poder voltar correndo pra casa e assistir na Sessão da Tarde.

A trama acontece em 2005 e dá sequência aos acontecimentos da série animada, pois Autobots e Decepticons ainda mantém aquela eterna luta.

Os Autobots montaram definitivamente sua base aqui na Terra e os Decepticons assumiram o controle de Cybertron. Mais os Autobots mantinham bases lunares no planeta e estavam planejando uma ofensiva pra retomar a posse dele.

A parte interessante é que vemos Líder Optimus e Megatron numa batalha decisiva na qual ambos ficam mortalmente feridos. Infelizmente vários Autobots acabam morrendo nesta guerra insidiosa.

Pouco antes de morrer Optimus cita uma antiga profecia que no momento de maior escuridão um corajoso Autobot iluminará o caminho pra vitória. Então Prime deixa sua Matriz de Liderança com Ultra Magnus morrendo logo após isso (lembro que foi muito triste pra mim ver essa cena).

Enquanto isso Megatron é deixado pra morrer por Starscream e ao ser encontrado por Unicron é transformado em Galvatron. Há também outros Decepticons que são modificados pelo planeta vivo.

Unicron revela ser uma ameaça assustadora, pois devora planetas inteiros pra poder se alimentar. Apesar de demonstrar um poder incalculável Unicron possui um medo enorme da Matriz de Liderança enviando Galvatron e suas tropas pra destruí-la.

Finalmente Starscream conseguiu tornar-se líder dos Decepticons mais sua alegria durou pouco, pois Galvatron o destrói (e assume seu lugar de direito).

Devido a morte de Prime os Autobots remanescentes tiveram que fugir senão seriam destruídos por Galvatron.

Então, antes do final Hot Rod e sua equipe estão divididos em planetas diferentes. Rod estava em poder dos Quintesseson, uma raça robótica que gosta de manipula a justiça da forma que lhe convém.

Enquanto o outro grupo estava no planeta Junkion, uma lixeira habitada por robôs sucatas.

Outro destaque importante é que Ultra Magnus não consegue abrir a Matriz de  Liderança sendo morto por Gavaltron. Finalmente descobrimos que Hot Rod era digno de usar a Matriz sendo transformado em Rodimus Prime.

A trilha sonora de Transformers: O Filme é excelente porque ouvimos muito rock n’ roll. Os produtores não tiveram a intenção de mostrar um desenho infantil, pois a trama é mais sombria (principalmente devido as mortes dos personagens que vemos nele).

Mais há uma grande diferença da primeira parte para a segunda, porque ficou mais arrastado demorando pra se desenvolver. É óbvio que a tecnologia envolvida nessa produção está bem defasada pros tempos atuais, mas pra quem é saudosista como este humilde comentarista isso não quer dizer nada.

Serve pra relembrar os velhos tempos e viajar um pouco pra uma época sem muitas responsabilidades.

Só pra constar os acontecimentos desta animação ocorrem 20 anos após a segunda temporada da série televisiva (estando também conectada a terceira).

Após a série animada clássica no Japão houveram outros animes do personagens. Foram lançados: Transformers: The Headmasters, Transformers: Super-God Masterforce, Transformers: Victory e Transformers: Zone que não fizeram muito sucesso.

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Transformers: Beast Wars – 1996

Historicamente é uma das primeiras séries animadas feitas em 3D e foi criada pela Mainframe Entertainment.

Continuação da saga Transformers a grande diferença é que temos animais robóticos.

Os Maximals que são descendentes dos Autobots formados por: Optimus Primal (gorila), Rattrap (rato), Cheetor (guepardo), Rhinox (rinoceronte), e Dinobot (velociraptor), um Maximal que mudou de lado.

E seus inimigos os Predacons descendentes dos Decepticons que eram Megatron (tiranossauro rex), Terrorsauro (pteranodonte), Tarântulos (tarântula), Scorponok (escorpião), Waspinator (vespa), Airazor (falcão) e Inferno (formiga).

A parte interessante é que essa aventura acontece aqui na Terra há milhares de anos atrás (tanto Autobots, quanto Deceptcons ainda estavam desativados durante a série).

Megatron, líder Predacon rouba junto com seus aliados um disco dourado com informação importantíssima sobre o passado e futuro.

Optimus Primal durante um voo Maximal recebe uma mensagem emergência pra deter Megatron. Durante a perseguição todos acabam viajando pro passado.

Ambas as naves caem em nosso planeta ficando danificadas. O lugar é inóspito, mas descobrem ser rico em Energon.

Mais a fonte de energia encontra-se em estado bruto que pode ser fatal pra eles. A decisão tomada é encontrar formas alternativas de se transformarem e escolhem animais.

Além de resolverem esse problema os Maximals ainda devem proteger os Autobots inertes pra assegurarem seu futuro (e proteger a raça humana que ainda está surgindo naquele planeta).

Atualmente tanto as transformações, quanto os efeitos em CGI estão defasados, mas a história desse desenho é ótima. Gosto demais das personalidades dos animais sendo bem definidas.

Transformers: Beast Wars tinha duração de 30 minutos, tendo um total de 52 episódios e durou de 1996 até 1999.

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Transformers – Beast Machines – 1999

Também produzida pela Mainframe Entertainment é uma continuação do desenho citado acima. Tanto Beast Wars, quanto Beast Machines foram exibidas pela Rede Record.

Dizem as lendas que os produtores iriam batizar o desenho de Beast Hunters, mas decidiram manter Machines (devido ao personagem Skybolt que está em ambos os desenhos).

Na trama Optimus Primal e os Maximal estavam retornando da pré-história depois de terem capturado Megatron. Quando estavam viajando pra Cybertron, o vilão consegue escapar através de um buraco de minhoca.

Devido a isso, Megatron consegue dominar o planeta tornando-se um ditador cruel e poderoso. Assim que os Maximals chegam em Cybertron são atacados pelos Viacons sendo infectados por um vírus.

Os Viacons são diversos soldados zangões que foram criados por Megatron. Por causa do vírus os Maximals perdem seus corpos transmetais ficando aprisionados nas formas animais.

Pra piorar Silverbolt e Rhinox foram capturados sendo transformados em Jetstorm e Tankor. Os Maximals que sobraram Primal, Blackarachnia, Cheetor e Rattrap encontram o Oráculo de Cybertron. Através dele são reformatados em corpos tecnorgânicos podendo se transformar em robôs novamente.

A história de Beast Machines é continuada no gibi Transformers: Universe sendo situadas durante a segunda temporada do desenho.

Infelizmente Beast Machines teve curta duração foram 26 episódios divididos em duas temporadas.

Relembre da primeira parte aqui.

 

 

Artista

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Misturados

Há uma infinidade de artistas na web que demonstram os mais variados estilos de trabalho e justamente por nos apresentar uma arte de qualidade incrível.

Eu acabo escolhendo algumas das melhores pin-ups para mostrar aqui.

Contemple na galeria abaixo a excelente arte que encontrei de: 800PoundProductions, Epictones, Kuvshinov-Ilya, Natelovett, Terminaitor e Xdtopsu01.

Basta apenas clicar no nome que você poderá conferir a página do artista

800PoundProductions

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Epictones

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Kuvshinov-Ilya

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Natelovett

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Terminaitor

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Xdtopsu01

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Transformers

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Generation 1 – O desenho Clássico

A empresa Hasbro teve a ideia de criar uma série animada para lançar sua nova linha de brinquedos (Micro Change e Diaclone). Mais encarregou a Marvel Comics pra que fizessem uma revista em quadrinhos contando a origem destes personagens.

E por último a produção do desenho ficou sob os cuidados da Toei Animation e Sunbow Productions.

Cybertron é um planeta que fica há milhares de anos-luz da Terra. Sendo habitado por formas de vida cibernéticas evoluídas que se antagonizam há séculos: os Autobots e os Decepticons.

Só que as reservas de energias estão exauridas e Optimus Prime num ato de desespero põe todos os Autobots na Arca em busca de salvação em outro planeta. Mas Megatron mandou seus comandados espionarem todos os passos de Optimus e seguiram seus adversários.

Durante uma batalha no espaço ambos vieram parar aqui na Terra há quatro milhões de anos atrás. O Teletran 1 é o computador de bordo da nave dos Autobots e ao ser despertado nos tempos atuais (isto é 1980). Enviou uma sonda que atualizou tanto Autobots que viraram automóveis quanto Decepticons que foram adaptados para aeronaves.

Se prestarmos atenção esta característica básica já havia em Cybertron para eles, mas na Terra foram apenas transformados para poderem se infiltrarem sem ser notados.

Em alguns episódios víamos o fato inédito que os Autobots também podiam voar, não sei por qual motivo isto acontecia (e de repente havia momentos que não podiam voar, vai entender!).

Devemos levar em conta que o desenho surgiu na década de 80, mas a premissa é tão original e boa que virou uma adaptação pra telona. O que mais me impressionava era a transformação de robô pra veículo a parte que eu mais gosto.

Quando os planos dos Decepticons são frustrados sempre batem em retirada (fugindo da batalha algo até meio inocente devido ao período e repetitivo em todos os episódios).

Antigamente o que parecia ser um grande avanço nos desenhos animados hoje está marcado justamente pelos termos técnicos de computação que havia no distante ano de 1984.

Termos como transistores, fusível, chips, reles entre outras relíquias, mas se assistirmos o desenho original comparando com a técnica em CGI podemos notar que é bem fraquinho. Só que pra quem era garoto naquela época (tipo assim este comentarista) as aventuras eram o máximo mexendo com a nossa imaginação.

Os Transformers que aparecem nas aventuras foram: Optimus Prime, Round, Prowl, Ironhide, Sunstreaker, Trailbreaker, Sidewispe, Bumblebee, Cliffjumper, Jazz, Wheeljack, Ratchet e Mirage. Fazendo muita diferença dos 5 que vimos no filme de 2008.

Enquanto a equipe dos Decepticons era formada por: Megatron, Starscream, Thundercraker, Shockwave, Soundwave, Reflector, Rumblee, Laserbeak e Ravage.

É engraçado como a idade nos faz notar algumas coisas, porque Starscream não vale nada desejando apenas tomar o lugar na liderança de Megatron.

E olha que Megatron apesar de que também era bastante ruim é o mais inteligente dos Decepticons sempre pensando ao invés de agir. O Cliffjumper é um baixinho chato pra caramba sempre muito convencido e metido a durão.

Naquela época eu já não gostava do Bumblebee me parecia muito estranho, sei lá!

Soundwave era um rádio que trazia dentro dele alguns robôs: Ravage, uma pantera que só dava dor de cabeça, Laserbick, uma ave espiã que se transformava numa fita de áudio e Rumble, um robô sem graça que tinha dois bate estacas nos braços.

Um episódio memorável foi “Fogo no Céu”, no qual temos o passado de Starscream que era um cientista em Cybertron ele e seu amigo Skyfire mostrando que já estiveram na Terra há milhares de anos atrás (quando era apenas uma enorme bola de gelo).

Devido a uma tempestade glacial Skyfire ficou congelado intacto por milhares de anos e foi reativado pelos Decepticons. Megatron tratou logo de nomeá-lo como aliado, mas o robozâo demonstrou ter ética decidindo defender a vida ao invés da destruição.

Infelizmente deu apenas pro grandalhão trocar de insígnia pra Autobot e terminar como começou confinado eternamente no gelo (muito triste).

O óbvio sucesso do desenho fez surgir até um álbum de figurinhas lançado pela Cedibra, em 1986 (eu até vi esse álbum mais não lembro se cheguei a colecionar).

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Outros Robôs

Como todo moleque demonstra adorar um dinossauro, eu também fiquei fissurado quando vi os Dinobots. Tendo como inspiração os antigos reptéis que dominaram a Terra há bilhões de anos atrás.

Os Dinobots são um subgrupo dos robozões e foram criados por Wheeljack e Ratchet pra executarem tarefas pesadas. Além de serem mais fortes do que a maioria dos Autobots em contrapartida não são muito inteligentes.

Vemos os Dinobots liderados pelo tiranossauro Grimlock, Slag, um triceratops e segundo em comando, Sludge, um apatossauro, Snarl, um estegossauro e Swoop, um pterodáctilo.

Inicialmente a convivência entre Autobots e Dinobots não foi muito boa, principalmente porque os Dinobots não gostavam muito de acatar ordens.

Causaram muita confusão e foram desativados, porém quando mais precisaram de sua ajuda. Os Dinobots lutaram contra o Devastador, um robozão resultante da união dos Constructicons.

Os Constructicons são um subgrupo dos Decepticons formados pór veículos de construção que se unem no Devastador (como citei acima).

A equipe é formada por: Scrapper, um trator e líder do grupo, Hook, um guindaste móvel e segundo em comando, Bonecrusher, uma escavadeira, Savenger, uma máquina escavadora, Long Haul, um caminhão de lixo e Mixmaster, um caminhão bitoneira.

Unidos formam o Devastador uma máquina de destruição implacável. A parte interessante é que o Devastador também tem mente própria decorrente dessa união, mas as vezes algo pode dar errado (se seus componentes discordarem).

Há diversos outros robôs que se unem pra formar algo maior que é chamado de Gestalt (ou Combiner, no original).

Só que eu não vou ficar me estendendo nisso, pois há vários grupos deles. Então vou comentar sobre os Aerialbolts.

Os Aerialbolts são uma equipe de aeronaves que se combinam formando o Superion.

A equipe é formada por Silverbolt pelo líder, um Concorde SST, Air Raid, um F-15 Eagle, Fireflight, um F-4 Phantom II, Skydive, um F-16 Fightin Falcon e Slingshot, um AV-8B Harrier II.

Devido ao enorme poder dos Aerialbolts, Megatron cria os Stunticons, uma equipe de automóveis extremamente violentos.

Os Stunticons eram formados por: Motormaster, um caminhão parecidíssimo com Optimus, Drag Strip, um carro de corrida, Dead End, um carro esporte, Wildrider, uma ferrari e Breakdown, um Lamborghini Countach .

Juntos formam Menasor, um robô totalmente psicótico e imprevisível. O Menasor é o principal inimigo do Superion.

Só pra constar Generation 1 também é usado pra designar os primeiros action figures dos Transformers.

E realmente pra fechar a série animada original teve 4 temporadas num total de 98 episódios sendo exibida de 1984 a 1987.

Fim da primeira parte.

 

Grandes Heróis Marvel # 36

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A Sensacional Mulher-Hulk

Logo na introdução temos uma referência de como as personagens femininas não tinham grande relevância nos quadrinhos. Principalmente as mais importantes como Mulher-Maravilha e Supergirl (sendo usadas apenas em histórias masculinas estereotipadas).

O surgimento da Mulher-Hulk foi uma tentativa de quebrar tal tipo de abordagem. Inicialmente Jen era chamada de A Selvagem Mulher-Hulk e seu título mudou quando John Byrne assumiu.

Byrne é mundialmente reconhecido por sua característica de modificar os personagens nos quais trabalha, pois com ela não foi diferente.

Começou assinando como A Sensacional Mulher-Hulk tornando-a mais feminina, sexy e engraçada. Foi justamente a partir de Byrne que passei a gostar da heroína.

Bom, Grandes Heróis Marvel # 36 tem roteiro e arte de Byrne juntamente com o estilo de quarta parede, pois Jen fala conosco algumas vezes.

Essa edição é logo após o término do relacionamento dela com Wyatt Wyngfoot a qual lemos em sua Graphic Novel lutando contra baratas, blaaarghh!!!

Logo no inicio a Mulher-Hulk está num circo lembrando que seu primo também havia feito isso anos antes.

Só que o Mestre do Picadeiro havia hipnotizado a heroína, fazendo-a contar todo seu passado e também através de seus comparsas transformaram-na em Glamazônia (nomezinho ridículo mais deixa pra lá!).

A intenção do Circo do Crime era ganhar três milhões de dólares que um financiador anônimo iria pagar se testassem os poderes dela.

Mesmo se apresentando travestida daquele jeito, Jen tem sua hipnose quebrada e o Circo foi preso. Quem estava por trás da tramóia era o grupo Os Cabeças (nossa cada vilãozinho chinfrim que surge nestas edições).

Os Cabeças (Headmen, no original) são vilões do segundo escalão da editora que eu nunca tinha lido nada antes.

Seu líder é Arthur Nagan, um cientista cirurgião com corpo de gorila, Jerome Morgan, outro cientista que tem a pele maior que os ossos, Chondu, o Místico que possui tentáculos, asas e usa magia e Ruby Thursdsday, uma mulher com bola na cabeça que se transforma em diversas coisas (sinceramente todos são estranhíssimos demais).

Voltando, a Mulher-Hulk após se livrar deste problema resolve procurar um lugar pra morar. E a Janet (vulgo heroína Vespa) deixa-a em seu luxuoso apartamento em Nova York com vista pro Edifício Baxter e World Trade Center.

Enquanto isso os vilões estranhos dos cabeças ainda continuavam armando contra Mulher-Hulk. Mais ela após reconhecer todas as depências do lugar foi ver televisão e seu seriado preferido é Star Trek, a série clássica (ótimo bom gosto).

De repente um noticiário extraordinário conta sobre uma invasão de homens-sapos e Jen aborrecida reclama com Byrne sobre essa palhaçada.

Ao mesmo tempo um escritório de advocacia reve as credencias dela e o dono pensa em contratá-la. Quando a cena volta a heroína estava esperando por nós  pra recomeçar a ação.

Então, a Mulher-Hulk descobre que a invasão era apenas uma encenação e por trás dela quem comandava era Mysterio inimigo do Cabeça de Teia. Enganda pelo vilão a heroína inala gás ficando desacordada (sendo presa pelos Cabeças).

O assunto fica mais estranho após retirarem a cabeça dela do lugar. E logo nosso Amigo da Vizinhança aparece indo atrás do Mysterio.

Ao descobrir que foi enganado Mysterio entrega seus empregadores e o Homem-Aranha resolve ajudar a heroína.

Ao entrar no esconderijo dos Cabeças, o Homem-Aranha precisa lhe dar com todos e acaba sucumbindo. A edição fica mais maluca, pois Chondu nota que sua cabeça ficou no corpo da Mulher-Hulk.

Pra encurtar o Aranha descobre que Jen estava com seu corpo e juntos acabam prendendo os Cabeças.

Grandes Heróis Marvel # 36 pode não ser uma das melhores edições sob esse título mais o que a torna interessante é seu humor bem descompromissado.

John Byrne estava começando a trabalhar com a Mulher-Hulk que logo depois iria ter sua própria revista e aqui nós temos uma visão de como seria esse trabalho.

No final desta GHM temos uma entrevista do artista mostrando o que faria com a personagem.

 

 

 

 

Imagens

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Filmes Anos 90

Quando começei a pesquisar imagens sobre essa época acabei encontrando vários filmes que havia assisitido (e pra dizer a verdade a maioria deles são muito bons).

É inegável comentar a importância de Matrix pro cinema seja por sua história que envolve internet, espiritualismo, física quântica, filosofia entre diversas outras coisas.

Mais principalmente pelo desenvolvimento da tecnologia Bullet-time que demonstra um acontecimento com a câmera lenta girando em 360º.

Neo, Morpheus, Trinity, o Arquiteto, Oráculo e o terrível Sr. Smith estarão guardados eternamente na história do cinema.

Porém devo lembrar que durante a década de 90 o ator que mais contribuiu com filmes foi Robin Williams. Sua carreira começou no programa Richard Pryor Show e decolou na série televisiva Happy Days (que resultou no spin-off Mork & Mindy).

Ainda nos anos 80, Williams trabalhou em Bom Dia, Vietnã, Popeye, Sociedade dos Poetas Mortos, Moscou em Nova York, As Aventuras do Barão Munchausen, Eu sou de Hollywood, O Melhor dos Tempos entre outros.

Sua contribuição na década posterior vai desde personagens inesquecíveis como Andrew Martin, de O Homem Bicentenário.

Num futuro não muito distante uma família compra um robô programado com as Três Leis da Robótica para que faça as tarefas domésticas.

Entretanto a conviência diária com os familiares Andrew desenvolve características humanas como curiosidade, inteligência, emoções e até demonstra personalidade própria.

A jornada de Andrew em sua busca de liberdade é o que torna O Homem Bicentenário um dos meus filmes preferidos, porque apesar de ser um robô é o personagem mais humano dentro desta história.

Outro filme bom é Hook – A Volta do Capitão Gancho mostrando Peter Pan que cresceu esquecendo quem foi (passou um perrengue pra lembrar do passado). Dizer que Hook é divertido e fascinante seria desnecessário, mas já comentei mesmo. Gosto também da atuação de Dustin Hoffman como Gancho que ficou impecável.

Já no emocionante, Amor Além da Vida, Chris Nielsen fica abalado após a perda trágica de seus filhos num acidente (infelizmente algum tempo depois Chris morre).

Devido a tanto infortúnio, sua esposa Annie (Annabella Sciorra) acaba cometendo suicído. Só que enquanto Chris estava descansando no Paraíso a alma de Annie sofria no Purgatório.

Chris, decide sair numa busca espiritual por sua esposa que havia perdido a memória e não lembrava mais dele. O filme é magnífico com cenários caprichados e numa trama que foi inspirada na Divina Comédia de Dante Alighieri.

Em, Um Sinal de Esperança estamos na Polônia em plena Segunda Guerra Mundial. Presenciamos a vida de Jacob, um comerciante judeu usando um rádio que não existe pra comentar boletins fictícios sobre o avanço das tropas aliadas.

É através do seu bom humor que ajuda a distribuir esperança entre seus compatriotas. Mais como nem tudo são flores soldados alemães ficam sabendo do tal “rádio” procurando por esse herói escondido.

Não preciso recordar que a situação era desesperadora durante a ocupação nazista e a pobreza e a fome acabariam com qualquer um.  Mais essa história é bastante comovente e me deixou apreensivo durante algumas passagens.

Na animação Aladdin, a Disney mostrou a história do menino pobre que foi enganado pelo feiticeiro malvado.

Foi sua versão do clássico infantil Aladim e a Lâmpada Maravilhosa (que faz parte do Livro das Mil e Uma Noites).

Sem sombra de dúvidas o carisma de Aladdin ao apaixonar-se pela Jasmin e lutar por seu amor impossível desperta nosso interesse. No entanto Williams dubla o engraçadíssimo Gênio que pra mim rouba a cena em suas aparições.

A cidade de Agrabah é realmente linda e há os personagens secundários que ajudam nosso divertimento pela animação: o doido do Sultão, o infame Jafar (um dos melhores vilões da Disney), o sarcástico Iago, o adorável Tapete Mágico e atrapalhado Abu que adorava roubar.

O sucesso da animação rendeu até uma série animada exibida primeriro na Globo e depois no SBT.

Em, Jumanji vemos a história começando em 1869 quando dois garotos enterram um baú. Então cem anos depois Alan Parrish, um menino descobre o jogo levando-o pra casa. Após um desentendimento com seu pais Alan abre o tabuleiro junto com sua amiga Sarah Whittle.

Ao jogar os dados cada peça acaba se movendo sozinha surgindo desafios incríveis, mas devido a uma jogada Alan fica preso na floresta dentro do jogo (sumindo por vinte e seis anos).

É quando vemos a chegada de Judy e Peter Shepherd que encontram o jogo e libertam Alan. Só que para terminar a partida precisam reencontrar Sarah é quando nossa diversão se inicia.

Obviamente o tabuleiro demonstra ser mágico e vemos surgir animais selvagens, plantas carnívoras em todas as jogadas. Além disso tudo a vida dos jogadores entra em risco após o surgimento de um caçador de pessoas e a cidade vira de pernas pro ar nessa confusão toda.

É um filme que resgata o nosso lado infantil, porque fica mexendo com a imaginação que lembra essa época maravilhosa.

Só pra constar Jumanji foi um sucesso absoluto e surgiu como livro do escritor Chris Val Allburg. E alguns anos depois outro livro dele Zathura: Uma Aventura Espacial também foi adaptado pra telona.

Há uma notícia na web em que teremos uma nova sequência de Jumanji programada pra 2017 que será dirigido por Jake Kasdan. Os atores Dwayne Johnson, Jack Black, Karen Gillan e Nick Jonas já estão confirmados na película. Basta esperar pra saber se vale a pena.

E pra fechar comento sobre Gênio Indomável aonde temos Will Hunting (Matt Damon), um jovem rebelde que trabalha como servente numa universidade (após ter tido problemas com a polícia).

Durante uma aula o professor Gerald Lambeau (Stellan Skarsgård) passa um teorema pros alunos resolverem e Will consegue com extrema facilidade. Só que ao ser preso novamente o professor se esforça pra arranjar uma determinação legal pra que faça terapia, porém devido ao seu temperamento debocha de seus analistas.

Até se identificar com Sean Maguire (Williams) fazendo-o mudar buscando um caminho melhor (e até conquistando a garota pela qual estava apaixonado).

Gênio Indomável nos faz questionar sobre nossas vidas trazendo momentos de uma sinceridade, complexidade humana e superação que acho muito difícil encontrar em alguma outra película.

Nesse filme, Robin Williams merecidamente ganhou o Oscar de melhor Ator Coadjuvante enquanto Matt Damon e Ben Affleck receberam o Oscar de Melhor Roteiro.

Você pensa que acabou? A lista é mesmo enorme e nela temos: Uma Babá Quase Perfeita, O Pescador de Ilusões, Tempo de Despertar, A Gaiola das Loucas, Patch Adams, Flubber e Jack.

Só que não foi somente Robin Williams que se destacou há vinte anos atrás, pois houveram vários filmes especiais.

Entre os quais estão: Um Sonho Liberdade, O Exterminador do Futuro 2 (cena antológica com T-1000), A Espera de Um Milagre, Coração Valente, Forest Gump, O Chacal, Tropas Estelares, O Último dos Moicanos, Fervura Máxima, Boogie Nigths, Um Drink no Inferno, O Talentoso Ripley, Os Suspeitos, A Balada do Pistoleiro, O Quinto Elemento, Os Bons Companheiros, Ghost, O Sexto Sentido entre outros.

Confira na galeria abaixo algumas lembranças que acho que você havia esquecido no passado

 

Sherlock Holmes

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O maior detetive de todos os tempos foi criado pelo escritor e médico Sir Arthur Conan Doyle.

Como curiosidade a inspiração pro surgimento de Holmes veio do Dr. Joseph Bell, um professor da faculdade que Conan Doyle frequentou.

Junto com Tarzan, Conan, o Bárbaro, Flash Gordon, Zorro e John Carter. Sherlock Holmes é um daqueles heróis que vieram dos livros e tiveram diversas adaptações através dos anos.

O personagem é fascinante, porque utiliza sempre um método científico junto com lógica dedutiva. Sendo que desta maneira desvenda crimes praticamente insolúveis auxiliando até a famosa Scotland Yard.

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Sua primeira aparição foi na história A Study in Scarlet que surgiu na revista Beeton’s Christmas Annual publicada em 1887.

Depois vieram The Sign of the Four e também A Scandall in Bohemia aventuras que ajudaram a consolidar o sucesso do detetive.

Sherlock Holmes tem a moradia mais famosa da Inglaterra, pois seu endereço fica na 221B Baker Satreet (local que fica o museu dedicado ao detetive).

Não poderia deixar de mencionar o Doutor Watson, pois além de ser seu amigo, assistente e fiel escudeiro (é através dos seus registros que conhecemos as aventuras de Holmes).

A título de curiosidade a famosa frase: “Elementar meu caro, Watson!” nunca foi mencionada em nenhum livro do detetive feito pelo escritor. Surgindo pela primeira vez no filme O Retorno de Sherlock Holmes, de 1929. E ganhou popularidade através da série radiofônica The New Adventures of Sherlock Holmes que foi ao ar de 1939 até 1950.

Arthur Conan Doyle escreveu 60 obras sobre o detetive com 56 contos e 4 romances.

Sherlock teve diversas adaptações ao longo de seus 120 anos de existência, no entanto há duas interpretações marcantes feitas do detetive. A primeira foi feita pelo ator Basil Rathbone (durante a década de 40). Algum tempo depois tivemos Jeremy Brett num seriado que durou dez anos na telinha (1984 até 1994).

Ambos os atores estão marcados na história por causa de sua atuação impecável de Sherlock Holmes.

Há uma série sobre o herói que está sendo bem comentada na web. Em, Sherlock temos as aventuras de Holmes (Benedict Cumberbatch) ao lado do Dr. John Watson (Martin Freeman).

O melhor disso tudo é que a série foi baseada nos livros de Arthur Conan Doyle, mas acontecendo na Londres dos dias atuais.

Só pra constar também temos Elementar (Elementary), um seriado americano protagonizado por Jonny Lee Miller que interpreta o Sherlock e ao seu lado temos Lucy Liu (Joan Watson).

Na trama, Sherlock é ex-consultor da Scotland Yard que viajou pra Nova York (depois de ter saído de uma clínica de reabilitação). E precisa dividir um apartamento com a Dra. Watson, uma cirurgiã que perdeu a liçença após a morte de um paciente.

A série também é ambientada nos dias atuais e Holmes age como consultor pra polícia de NY.

Robert Downey Jr. ao lado de Jude Law estrelaram dois filmes sobre Sherlock Holmes. Li que há boatos na web sobre um terceiro longa com a dupla que será lançado ano que vem (só pra constar apesar de serem razoáveis não gostei de nenhum dos dois filmes).

Continuando, lembrei  de um episódio interessante de Batman: Os Bravos e Destemidos. Jason Blood estava pra ser condenado a fogueira  por crimes que não havia cometido.

Sherlock Holmes e Watson estavam no caso, mas não tinham obtido sucesso.

Então, Blood convou o Morcegão pra ajudá-lo e durante esta aventura o uniforme do herói é trocado por outro num estilo vitoriano. Mais esse traje foi visto na edição Um Conto de Batman – Gotham City 1889.

Depois dizem que desenho é coisa de criança (sabe de nada inocente).

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O fato é que também lembrei que Sherlock havia feito dupla com o Homem-Morcego  numa aventura relançada em Batman – Lendas do Cavaleiro das Trevas – Alan Davis vol. 1 (2014).

Essa aventura foi publicada no gibi Detective Comics # 572, em 1987. A intenção era celebrar o aniversário de 50 anos desta edição.

O Livro do Juízo Final tem roteiro de Mike W. Barr e arte de Alan Davis, mas há outras histórias que vemos tanto Carmine Infantino, quanto Paul Nery.

Nossa história começa com Slam Bradley, um detetive particular do terceiro escalão de personagens da editora. É noite de Natal e Bradley é contratado por Thomas Morton que estava sendo perseguido. Quando ambos estavam escapando foram encurralados num beco e seriam mortos.

Mais surge a Dupla Dinâmica (Bruce e Jason Todd) infelizmente no meio da confusão Morton é sequestrado fazendo com que Bruce decida ir a Londres. E Bradley faz o mesmo mais primeiro ele continua investigando o caso.

Slam encontra a noiva raptada do rapaz, salvando-a e descobrindo que seu nome é Mary Watson descendente do Dr. Watson (a dupla viaja pro velho mundo).

Na terceira parte o Homem- Elástico (Ralph Dibny) também está em Londres visitando o museu dedicado a Holmes, pois bandidos estão a procura de um manuscrito feito por Watson.

Nele encontra-se um plano mortal feito pelo Professor Moriarty (maior inimigo de Sherlock). Infelizmente Dibny não consegue impedir os bandidos, mas Bradley e Mary chegam a tempo de salvá-lo.

Em, “As Aventuras do Parasita Vermelho”, temos uma história acontecendo no passado com Holmes e Watson desvendando um caso. O Dr. Nigel Brewster pede ajuda do detetive, pois achava que está enlouquecendo.

Holmes descobre uma conspiração tramada por Moriarty que utilizaria um sósia do Brewster para matar a rainha e controlar o trono (sinceramente não entendi aonde essa história estava conectada com o resto, mas bola pra frente).

Depois é, “Deus Salve o Reino”, Batman e Robin estaõ na cidade e todos se reunem dividindo suas tarefas. Enquanto, Dibny, Slam, Robin e Mary vão pra Greenham Common impedindo o lançamento de foguete do insano Edgar Moriarty (descendente do vilão vitoriano).

Batman vai pro Museu do Castelo Grimsby, pois a família real se apresentará pra uma cerimônia histórica. O Morcegão frustra um atentado contra a rainha, pois o Inspetor Foxborough era um comparsa de Moriarty.

Quando o Inspetor tentou fugir foi nocauteado por Sherlock Holmes que está bem velhinho. A cara de espanto que Bruce faz não tem preço, mas é óbvio que a presença de Holmes tão envelhecido deixa a todos atônitos. Ele explica como sobreviveu por tantas décadas (pela narrativa tem mais de 100 anos e morando no Tibete).

Não é uma história que eu possa afirmar que seja uma das melhores de todas do Homem-Morcego que já li, pois está muito, muito, muito longe disso.

O que a torna interessante é termos o fato incrível da presença de Sherlock Holmes bem velhinho, mas não deixando de ser aquele detetive que todos aprendemos a gostar.

Pude notar também um aspecto importante dessa época nas aventuras do Morcegão é como a personalidade do Jason era muito parecida com a do Dick.

O estilo de Alan Davis é refinado, pois seu Batman é muito atlético (não há músculos exagerados). Gostei do roteiro de Mike W. Barr que sempre destaca o lado detetivesco do Cruzado Embuçado.

Bom, o fato de ver Holmes idoso nesse gibi acabou me lembrando do filme Sr. Holmes com Ian Mckellan, o Magneto da antiga franquia dos X-Men.

Na trama o detetive está perdendo a memória por causa da idade. Usa de artifício pra pra recordar o nome das pessoas. Apesar de sua fama, Holmes mora nos arredores de Londres tendo auxílio da Sra. Munro (Laura Linney) sua governanta e Roger (Milo Parker) filho dela.

A amizade do garoto com Holmes é um dos pontos altos do filme. O detetive está escrevendo sobre seu último caso, pois foi por causa dele que a amizade com Watson foi rompida.

Vemos a trama retornar pro passado e continuar no “presente”, porém considero isso uma das melhores partes do filme. Infelizmente a trama desmistifica o uso do chapéu que se tornou a marca registrada do personagem.

Além de bons diálogos, posso destacar a fotografia, as locações e nem preciso comentar que as atuações estão ótimas. Fato inegável é que mesmo a mente do melhor detetive do mundo não pode fugir da velhice.

Outra versão interessante e praticamente esquecida foi produzida pela Disney. As Peripécias de Um Ratinho Detetive lançada em 1986.

Na trama vemos o detetive Basil que teve como inspiração o nome do ator citado lá encima. Ele está investigando o rapto do Senhor Flaversham, um fabricante de brinquedos e Olívia, sua filha pede pra que ajude a encontra-lo. O vilão Ratagão também planeja raptar a rainha declarando-se rei.

Em sua empreitada, Basil tem a companhia do Dr. Dawson e durante essa aventura haverá um forte elo de amizade.  É uma animação caprichada com bons personagens e muito divertida depois que acaba você nunca mais consegue esquecer.

Também temos a série animada Sherlock Holmes no Século 22 que foi lançada em 1999.No enredo estamos em Nova Londres e a cidade está sofrendo com vários crimes (algo que não acontecia há muito tempo).

Numa noite enquanto a Inspetora Beth Lestrade perseguia um suspeito encontra o Professor Moriarty e descobre que possivelmente os problemas sejam causados por ele.

Decidiu como única solução utilizar tecnologia pra clonar a única pessoa que está apta pra lhe ajudar Sherlock Holmes.

E realmente pra fechar temos O Enigma da Pirâmide, um clássico das antigas na Sessão da Tarde. Como curiosidade o filme que não tem conexão com o cânone de Conan Doyle (sendo uma adaptação livre do detetive).

Sherlock (Nicholas Rowe) e Watson (Alan Cox) são adolescentes ainda na escola e que se deparam com um grande mistério. Algumas pessoas após serem atingidas por um dardo tem alucinações e acabam morrendo.

Essa aventura acaba se tornando o primeiro caso a ser desvendado pelo detetive e consolida sua amizade com Watson.

O Enigma da Pirâmide é um filme inteligente repleto de cenas de ação que lembra bastante Indiana Jones, pois Steven Spielberg assina como produtor. Vale a pena dar uma conferida para relembrar ou também pra conhecer.

Claro que há alguns momentos ruins, mas que se formos levar em consideração não estragam nossa diversão pela trama.

Espero que tenham gostado.