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Besouro Verde

The Green Hornet foi criado por George W. Trendle e Fran Striker surgindo pela primeira vez numa série radiofônica.

No seriado radiofônico o ator Al Hodges fazia a voz do Besouro Verde.

Esse programa foi ao ar pela Rádio WXYZ de Detroit, Michigan (e fez muito sucesso durando de 1936 até 1952).

Como curiosidade a dupla também é responsável pelo surgimento de outro personagem famoso o Cavaleiro Solitário (The Lone Ranger) sendo que o Besouro é sobrinho-neto dele.

Na trama, Britt Reid é um milionário dono do jornal “O Sentinela Diária” (Daily Sentinel) que transforma-se no Besouro Verde pra combater o crime. Reid recebe ajuda de Kato, seu mordomo que é mestre em artes marciais.

“Green Hornet Comics” foi a primeira revista em quadrinhos do herói lançada em 1940. Publicada pela Helnit Comics tendo roteiros do próprio Fran Striker (essa versão teve curta duração com apenas seis edições).

Ao longo das décadas várias editoras publicaram gibis do Besouro entre elas estão: Harvey Comics, Dell Comics, Gold Key Comics, Now Comics e a mais recente Dynamite Entertainment.

A primeira adaptação do herói pra telona foi feita pela Universal Pictures, em 1940.

No serial O Besouro Verde (The Green Hornet, no original) apresentando Britt Reid (Gordon Jones), dono do jornal Sentinela Diária que recebendo ajuda de seu criado coreano Kato (Keye Luke) expõe vários crimes.

Tais descobertas levam os heróis ao conflito final contra o Líder, um criminoso que comanda o Sindicato.

Sua continuação The Green Hornet Strikes Again! também foi lançada pela Universal Pictures, em 1941.

Desta vez o Besouro Verde (Warren Hull) e seu ajudante Kato (Keye Luke) lutam contra uma organização vinculada ao crime organizado que envolve potências estrangeiras.

A versão mais famosa do personagem foi a televisiva da Rede ABC, lançada em 1966. Justamente pela presença de Bruce Lee que chamava muita atenção por seus golpes de artes marciais.

Nesta versão o Besouro Verde veio na onda do seriado do Batman. Os produtores eram os mesmos e por isso apresentavam características semelhantes.

No seriado há aquela premissa básica de origem, pois Britt Reid (Van Williams) é o dono e editor do jornal que transforma-se no Besouro Verde. Sua intenção é defender sua cidade dos criminosos que surgem pra destruí-la.

O Besouro Verde é atacado pelo repórter Mike Axford que em suas matérias distorcidas mancham a reputação do herói. Como não era bem visto o Besouro era tratado como criminoso sendo perseguido pela polícia.

Auxiliando-o na luta contra o crime temos seu mordomo Hayashi Kato (Bruce Lee), Leonore Case sua secretária e o promotor público Frank Scanlon (só eles conhecem sua identidade secreta).

O Beleza Negra, seu automóvel é um dos carros mais espetaculares e famosos da ficção. Black Beauty é um Chrysler Imperial 1965 que foi customizado por Dean Jeffries. Nele tínhamos computador de bordo, disparador de gelo,  carroceria a prova de balas, monitores de vigilância, fumaça pra camuflagem e portas que podiam abrir e fechar automaticamente.

O seriado dos anos 60 fez um relativo sucesso quando foi lançado, mas que infelizmente não durou muito. Foram apenas 26 episódios que duraram até 1967.

Quando os produtores notaram que a audiência estava caindo surgiram com a ideia de um crossover entre as séries.

O Besouro Verde fez participação em dois episódios do Homem-Morcego (“A Piece of the Action” e “Batman’s Satisfaction”).

Depois que o seriado televisivo terminou só tivemos histórias do herói nos quadrinhos.

Na Harvey Comics temos Britt Reid com sua história de origem atrelada na década de 40. Conheceu Kato quando estava viajando na China, salvando-o e tornando-se amigos (ao retornar Reid tranforma-se no Besouro Verde I).

Sua atuação como herói durou 5 anos quando acabou com o crime na cidade decidiu aposentar a máscara vivendo com Jane, sua esposa e filho Britt Jr. Na velhice teve sua identidade secreta revelada sendo morto pelo filho de seu arqui-inimigo.

Na versão da Now Comics há uma família usando o nome do herói através das décadas. Temos Britt Reid I sendo denominado como Besouro Verde I lutando contra o crime durante a Segunda Guerra. Casou-se com Ruth Hopkins e teve uma filha Diana Reid. Seu irmão mais velho Jack Reid deu nome ao filho de Britt Reid II.

Brit Reid II gostava de ouvir a s aventuras do tio quando era criança, mas não queria saber disso na vida adulta. Foi somente após o assassinato de seus amigo que decidiu adotar o manto tornado-se o segundo Besouro Verde.

Alan Reid também assumiu a identidade do herói assumindo seu manto em 1986, mas morreu numa explosão (nesse mesmo ano). Depois da morte de Alan seu irmão, Paul Reid decide viver como Besouro Verde atuando em 1989.

Gordon Reid assumiu o manto após a morte de seu pai Paul Reid. E  por último temos Clayton Reid que assumiu a identidade no final do século 21.

Na versão da Dynamite Entertainment é a vez de Britt Reid Jr. que procura o herói após a morte de seu pai (Kato lhe revela a verdade sobre sua herança). Reid não queria continuar o legado de seu pai, mas quando sua vida estava em perigo recebeu auxílio de Mulan Kato. Assumindo de vez o manto do Besouro Verde.

Há uma versão futurista do Besouro Verde Luke Reid é quem usa a máscara.

Nas revista do Batman 66’ houve um novo crossover da Dupla Dinâmica com o herói.

Só pra constar a minissérie em oito edições Masks é um retorno dos personagens pulps. Nela temos arte de Alex Ross reunindo os heróis: O Sombra, Miss Fury, Zorro, The Spider, Morcego Negro, Black Terror e Green Lama.

Ambientada na década de 30 os heróis se reúnem pra combater o mal quando políticos corruptos são controlados por criminosos (se não me engano acho que nunca foi lançada por aqui).

Durante o tempo em que o Besouro Verde esteve na Dynamite. Tivemos uma mudança, pois nesta versão apresentaram a lutadora Mulan Kato, como sua ajudante.

Como curiosidade The Green Hornet é um curta-metragem do herói feito em 2006. Na história o Besouro Verde (Manu Lanzi) e Kato (Patrick Vo) precisam provar sua inocência de um crime.

Mais quando estão na captura do criminoso sofrem uma emboscada tendo que lutar pra sobreviver.

Infelizmente em 2011 tivemos uma péssima versão dirigida por Michael Gondry.

Britt Reid (Seth Rogen) é filho de um respeitado dono de jornal na cidade de Los Angeles. Mudando sua atitude irresponsável e boêmia após a morte de seu pai.

Reid faz amizade com Kato (Jay Chou), um inteligente mecânico e ótimo artista marcial. Inicialmente a relação de amizade deles é conturbada, mas vai melhorando gradualmente. Após quebrarem uma estátua são perseguidos como criminosos pela polícia.

E Britt convence Kato para se tornarem combatentes do crime parecendo criminosos (se infiltrando no meio dos criminosos pra salvar vidas inocentes).

Seu inimigo na trama é Benjamin Chudnofsky muito bem interpretado por Christoph Waltz. A dupla se apaixona por Lenore Casey (Cameron Diaz) trazendo alguma confusão na amizade deles.

Foi o maior fracasso de bilheteria da época, principalmente pelo estilo de comédia adotado que estragou tudo. Pra mim não custava nada fazer um filme de ação demonstrando o Besouro como herói perseguido, mas não sei o que havia na cabeça dos produtores achando que valeria apena investir nessa porcaria.

É um daqueles filmes que você deve assistir só pra poder falar mal depois.

Parece até que deve haver um carma na adaptação desses personagens, pois o Cavaleiro Solitário lançado pela Disney, em 2013. Também sofreu com uma péssima versão boboca do seu protagonista.

Só realmente nos quadrinhos é que podemos apreciar ótimas aventuras do Besouro Verde.

Contemple na galeria abaixo algumas imagens do herói que garimpei na web

 

 

 

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Os Maiores Super-Heróis do Mundo

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Há alguns anos atrás o artista Alex Ross e o roteirista Paul Dini trabalharam juntos em edições num formato gigante.

Bom, nem preciso comentar que Alex Ross é um dos meu desenhistas preferidos, mas fiz assim mesmo. Obviamente por causa da qualidade detalhista de sua arte que exprime um tom de realidade insuperável.

Enquanto Paul Dini é reconhecido por diversos trabalhos tanto nos gibis, quanto em séries animadas que assistimos na telinha.

E só pra constar essas edições que comento abaixo foram lançadas pela Editora Abril, no ano 2000 (em diante).

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Superman: Paz na Terra – Superman: Peace on Earth

Na trama temos a introdução da origem de Kal-El. É importante salientar que a educação dada por Jonathan foi essencial pra criar a moral e bons costumes que Superman exibe como exemplo.

Estamos na época do Natal e o herói leva um árvore pra comemoração que acontece anualmente em Nova York. O sentimento marcado por este período nos faz ter uma consideração pelo próximo.

Após salvar uma moça que quase morreu por desnutrição. O herói se volta pra fome mundial e pensando em realmente ajudar um pouco. Resolve ir numa reunião da ONU pra ser mais atuante nessa questão.

É claro que sua atitude foi vista com desconfiança, mas resolveram deixá-lo ajudar.

Após reunir milhares de toneladas de alimento o Super começa sua árdua tarefa de distribuição ao redor do mundo. Pensando que estava ajudando a manter esperança pros necessitados o herói vou pelos Estados Unidos. África, Índia, Leste Europeu, Rio de Janeiro e diversos outros países.

Mais houveram problemas como uma floresta incendiada pelo calor e o Homem de Aço tendo que conter uma manada de animais desesperados fugindo, um ditador tirano que quis se aproveitar pra continuar subjugando a população. O déspota mandou atirar no povo pra intimidar o herói que conseguiu impedir um massacre.

A atitude do Superman é louvável, mas esbarra na própria mesquinharia da humanidade. Se em algumas localidades o Azulão era bem visto em outros países suas intenções são rechaçadas com mísseis e canhões.

Podemos notar que o ódio, a raiva e o medo sensações tão inerentes a nós atrapalham uma iniciativa de tornar o mundo um lugar mais aceitável pra sobreviver.

O Superman se frustra por não poder fazer aquilo que Jonathan lhe ensinou (usar seus poderes pra auxiliar a todos que necessitam dele).

Eis aqui o maior diferencial do roteiro de Paul Dini desta história, porque o Azulão apesar de todo seu imenso poder. Lá no fundo de sua alma sabe que é apenas “humano” e que sozinho nunca poderá mudar a iniquidade que presenciou ao redor do mundo.

Sinceramente levando pro lado mais realista possível dada a proposta do enredo. Mesmo não querendo admitir é impossível não pensar que os americanos se consideram os salvadores do mundo. Essa abordagem mostra que nem todos estão afim de aceitar tal possibilidade.

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Batman: Guerra ao Crime – Batman: War on Crime

Nessa história Paul Dini agradece a Alan Burnett e temos uma homenagem pra Bill Finger (co-criador do herói).

A edição do Homem-Morcego também se inicia com sua origem. A perda trágica dos pais, o juramento de vingança e seu árduo treinamento físico e mental para tornar-se um combatente do crime.

Estamos cansados de saber que Batman não tem poder nenhum, mas consegue instilar medo nos criminosos (esse é o seu grande trunfo).

O Morcegão defende Gotham City agindo pelas sombras. Geralmente as pessoas acham que o herói é uma lenda urbana (acreditando que não exista).

Além de proteger as ruas da cidade, Batman se disfarça de Bruce Wayne e no meio da alta sociedade busca informações necessárias pra sua verdadeira identidade.

Quando Randall Winters propõe um enorme investimento industrial numa área em que o herói protege. É através do empresário que Bruce pensa no homem que poderia ter se tornado (algo que o incomoda).

Naquela noite, Batman age no bairro e ouve tiros agindo rápido consegue prender o ladrão, porém o pior já havia acontecido. Os pais do garoto Marcus que eram donos de uma loja de conveniência haviam sido assassinados.

A tragédia que aconteceu com Marcus fez Bruce reviver seu passado vendo no garoto um reflexo de si mesmo.

Utilizando seus métodos furtivos, Batman age tomando conta de Marcus. Seja avaliando a situação decadente na qual o bairro de encontra. Ou se deparando com uma gangue e ao detê-los encontra Marcus novamente.

Bruce pensa como estaria se não tivesse uma herança abastada pra ajudá-lo em sua vida? E o que seria dele sem a presença protetora de Alfred?

A visão do rosto assustado de Marcus não sai de seus pensamentos. Devido a tragédia ocorrida com o menino, Batman continua protegendo a baía, principalmente por causa de Winters.

Numa de suas investidas é através de um dono de clube que Batman consegue a informação que precisa. Então noite após noite o Morcegão combate diversos crimes no bairro transformando-se num protetor infatigável.

Num outro turno de vigilância o herói vai até uma fábrica de papel abandonada que está sendo usada na produção de drogas. Como sempre agindo rápido e sorrateiramente o Cavaleiro das Trevas destrói o lugar (arrebentando os traficantes). Mais uma vez, Marcus estava no local, pegando uma arma mira na direção do Homem-Morcego.

É quando Bruce abre sua guarda confessando ao menino seu passado, mas que isso sirva de aditivo pra se tornar alguém melhor (o garoto comovido abraça-o).

Mesmo não obtendo grandes lucros com seu investimento na baía, Bruce resolve ajudar a população local trazendo trabalho. E também colocando Winters na justiça por causa de seus empreendimentos escusos.

Batman: Guerra ao Crime é uma edição que mostra a verdadeira face de Bruce Wayne, pois a tragédia que matou seus pais. Marcou-o definitivamente, mas a convivência com Alfred e Leslie Thompkins fez dele um ser humano capaz de estender a mão ao próximo.

Sabendo que todos quando realmente querem são merecedores de uma segunda chance. Essa é uma daquelas raras ocasiões que presenciamos o aspecto humano de Bruce sendo mostrado de uma forma bem sincera.

Só pra constar na aventura do Azulão vemos muitas tonalidades claras influenciando o sentimento de esperança que o kriptoniano inspira.

Com Batman as cores que visualizamos estão mais escuras e sombrias, no entanto isso não quer dizer que a luz no final do túnel não deixará de existir. Também há muita esperança nas atitudes de Bruce Wayne e  isso é o que torna essa história marcante.

Fim da primeira parte.

 

 

 

 

 

 

 

O Poderoso Thor – A Saga de Surtur

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É considerada uma das melhores histórias do deus nórdico de todos os tempos.

A Saga de Surtur foi inicialmente publicada numa minissérie em 6 partes pela editora Abril entre 1988 e 1989.

Anos depois teve relançamento na edição Os Maiores Clássicos do Poderoso Thor vol. 2 (2007).

A história tem argumento e arte de Walter Simonson que conseguiu consolidar um momento épico e definitivamente marcante quando esteve trabalhando com o Deus do Trovão.

Na trama há muitos e muitos milênios atrás Surtur havia forjado a Espada do Crespúsculo. Quando inflamasse a espada na pira mística da Eterna Destruição liberaria um poder incalculável capaz de destruir todos os Nove Reinos (e também aniquilar o universo inteiro).

Na aurora da raça humana três corajosos deuses asgardianos Vili, Ve e Odin viajaram até ao Reino de Fogo para deter Surtur. Durante uma luta que pareceu estender-se por  séculos, Surtur foi impedido de realizar seus planos maléficos.

Mais a vitória dos deuses foi somente com o desprendimento de Vili e Ve irmãos de Odin que se sacrificaram em prol da paz. No entanto após milhares e milhares de anos a ameaça de Surtur paira não só sobre Asgard, mas também sobre todo universo.

Nessa época Thor usava a identidade civil de Sigurd Jarlson e Lorelei, irmã mais nova de Encantor estava disfarçada de Melodi (namorada do herói).

Na primeira edição temos a introdução do passado de Odin como perdeu seus irmãos e conseguiu através da morte deles um poder inimaginável. Devido ao retorno do anjo caído, seu maior inimigo, Odin convoca todos os deuses pra ajudarem na batalha que está prestes a acontecer.

Pra reforçar sua fileiras temos a presença de Bill Raio Beta e Lady Sif que nesse período era companheira do carbonita.

Na segunda edição Thor, Bill, Os Três Guerreiros (Frandal, Volstagg e Hogun) unem-se as demais combatentes por sobre a Ponte do Arco-Íris rumando pra Midgard.

Enquanto isso na cidade dourada, Odin mandou Frigga com as crianças pra se esconderem. Deixando com Balder a missão de procurar Karnilla pra convence-la a se unir na batalha que virá. Mesmo receoso o guerreiro cumpre as ordens de seu rei.

A rainha afirma que só entrará com suas tropas na batalha se Balder tornar-se seu amante.

Na Terra, Nova York estava sendo invadida pelos Filhos de Muspell causando destruição e morte por onde passavam. Logo, Thor surge atacando os demônios e também vemos alguns Vingadores: Feiticeira Escarlate, Starfox, Mulher-Hulk, Hércules, Capitã Marvel e Vespa ajudando a combater o inimigo.

Quando a situação não ia bem surgem as tropas asgardianas e a batalha se intensifica.

De repente o próprio Surtur aparece pra lutar, porém deixa tudo rumando pra Asgard (na verdade nem era ele sendo apenas um simulacro ardente). Assim que o Loirão percebe o engodo já é tarde, pois Surtur já estava invadindo Asgard.

Na terceira parte estamos na Bifrost, Heimdall tenta deter Surtur, mas fracassa e o monstro destrói a Ponte do Arco-Íris (antes disso o herói já havia retornado). Em nosso planeta, Bill Raio Beta comanda as tropas numa tentativa de destruir o portal que os demônios surgem.

De volta ao Reino Dourado mesmo Thor usando todo seu poder pra confrontar Surtur não consegue efeito nenhum (caindo desacordado). Então, Odin surge pra detê-lo e a batalha entre eles é épica de tão grandiosa.

Na Inglaterra, o Tocha Humana e Roger Willis, amigo do Thor vão atrás da Caixa dos Invernos Antigos pra reconstruí-la e salvar nosso planeta de morrer congelado (sendo prontamente atacados por seres de fogos).

Através de um exímio plano de ataque Bill consegue chegar até ao portal que envia seus inimigos e o Senhor Fantástico o auxilia.

Em Asgard, Odin reune toda sua energia cósmica pra derrubar o vilão, mas Surtur também convoca o poder do gelo pra ataca-lo.

Na quarta parte, as tropas asgardianas vão pro deserto do Saara se deparando com milhares de inimigos. No Reino Dourado, Surtur aprisiona Odin numa esfera de gelo e consegue por sua espada na pira mística.

Loki intervém no momento derradeiro, mas não consegue muito. No entanto Willis consegue reunir os fragmentos da caixa. Fato que ajuda Odin a ser liberto e na sua companhia estão Thor e Loki.

No deserto graças a chegada das tropas da Rainha Karnilla a ameaça dos demônios é contida.

Surtur que estava quase vencendo sente a mudança de imediato, porém a sua derrota tem um preço alto demais (algo que não vou contar pra não estragar a surpresa de quem irá ler, ok).

Na quinta edição, com a invasão terminada os guerreiros asgardianos estão presos em Midgard, pois a Bifrost foi quebrada por Surtur.

Bill Raio Beta e Sif vão pras lojas tentarem usufurir uma vida “normal” durante o tempo que ficarão na Terra.

Hela, a Deusa da Morte surge em Asgard pra reclamar seu direito só que Thor a faz fugir rapidamente. Mesmo a distância ela controla os passos do trovejante e faz cair uma avalanche sobre o herói.

Na conclusão, o Loirinho é salvo indo parar na morada de um gigante. Tiwaz é intrigante cheio de histórias e mistérios. Mais não sei por qual motivo sempre convida Thor pra lutar antes de comer.

O trovejante se restabelece e seu sentimento de proteção por Midgard é renovado devido as conversas que teve com Tiwaz (que na verdade revela ser bisavô dele quando estava sozinho).

Bom, o aspecto mais importante em A Saga de Surtur é notar a forma como Walter Simonson conseguiu destacar a mitologia nórdica misturando com magia no enredo desta aventura.

Também presenciamos a empolgante batalha dividida em vários lugares diferentes (Nova York, Asgard e deserto do Saara).

A presença de Loki é importante por querer se apoderar do trono, principalmente que para conseguir tal coisa. Utilizando a ambiciosa Lorelei que está apaixonada pelo herói e fará de tudo pra tê-lo ao seu lado.

A arte de Simonson consegue nos fazer viajar pela edição não só por causa de seus cenários detalhados. Destaco ainda os sentimentos de honra, nobreza e senso de dever que ficam evidentes a cada página lida.

Se você não conhecia está edição eis aqui a chance de poder conferir e se maravilhar nessa aventura inesquecível.

Fico por aqui.

 

Crise nas Infinitas Terras

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Eu já havia feito um texto comentando sobre essa edição. E após lê-la novamente pela milésima vez fiquei pensando o que poderia abordar de novo nela.

Estarei comentando o óbvio ao lembrar que a Crise dos anos 80 foi importantíssima pra DC Comics e também pros fãs (principalmente pra mim).

O Multiverso foi destruído e as cinco terras restantes formaram um único universo (totalmente renovado). Esse evento serviu pra definir um novo momento da editora.

Já comentei diversas vezes que essa pra mim deveria ser a única crise feita pela Distinta Concorrente, mas seu sucesso foi tão estrondoso (rendendo tanto dindin). E somente devido a isso infelizmente de tempos em tempos há uma nova crise abalando as estruturas do cosmo.

Bom, durante a confusão temporal presente, passado e futuro estão co-existindo simultaneamente. A notícia era veiculada pela televisão e tanto Miriam Lane (lembrando que Lois era conhecida assim naquela época) e Lana Lang davam entrevistas com pessoas de tempos distintos.

A versão delas estava vinculada com os anos 70 em que Clark também era um âncora de telejornal.

Outro ponto importante era o poder do Antimonitor que crescia de forma imensurável diante da onda de antimatéria. Então, Pária visitava mundo após mundo somente para vê-los sendo destruídos e milhões morreram.

A Precursora era outra personagem que me deixou muito fascinado quando li o gibi pela primeira vez. Lyla Michaels pode dividir-se em várias identidades diferentes e sua função é convocar os heróis das diversas Terras que não foram destruídas.

Depois da Crise a Precursora pesquisou A História do Universo DC lançando-o uma orbe pro espaço como homenagem pro Monitor. Quando foi convidada pra morar em Themyscira como historiadora da Amazonas, Lyla foi morta quando Darkseid planejou atacar a Supergirl que estava completando seu treinamento na ilha.

Alexander Luthor, da Terra-3 foi outra peça importante pra que houvesse um meio pra que a mudança proposta no roteiro viesse realmente a acontecer.

Fato interessante muito importante pra mim foi ter conhecido a versão original do Super-Homem que habitava a Terra-2. E todos os heróis criados na década de 40 foram colocados nesta realidade.

A crise oitentista não foi a única crise da editora, pois houveram outras menores em edições antigas que serviram de inspiração pra essa famosa.

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A primeira foi “Crise na Terra-Um” (Crisis on Earth-One!, no original) lançada em Liga da Justiça #21. Só pra constar essa capa já foi homenageada por diversos artistas ao longo dos anos.

Um detalhe importante a ser mencionado é que essa história acontece após a clássica “Flash de Dois Mundos”.

O gibi tinha roteiro de Gardner Fox, arte de Mike Sekowski, com colaboração de Murphy Anderson e Julius Schwartz como editor, em 1963.

Temos o primeiro encontro das equipes Liga da Justiça composta por: Superman, Mulher-Maravilha, Aquaman, Batman, Caçador de Marte, Lanterna Verde (Hal Jordan), Eléktron, Arqueiro Verde e Flash.

Enquanto na Sociedade da Justiça estavam: Senhor Destino, Lanterna Verde (Alan Scott), Átomo, Canário Negro, Joel Ciclone, Gavião Negro e Homem-Hora.

A Liga havia se reunido pra deter os vilões Félix Fausto, Doutor Alquimia e e Cronos que “anunciaram” que iriam roubar um banco, um navio naufragado e um submarino.

Sei que é surreal, mas a história é muto simples mesmo. Então os heróis se dividem pra capturar os encrenqueiros.

Enquanto isso na Terra-2 a SJA se reencontra após doze anos parada e também foi convocada pra deter crimes. Seus inimigos os vilões Geada, o Violinista e o Mago afirmaram que iriam roubar um milhão de dólares cada.

A equipe se sente feliz por voltar ao bom combate e parte atrás dos vilões.

No navio Fausto sofre represália de Ajax, Aquaman e Eléktron, Doutor Alquimia luta contra Superman, Arqueiro Verde e Flash. E Batman, Mulher-Maravilha e Arqueiro Verde vão deter Cronos.

Curiosamente todos os heróis fracassam, pois seus inimigos somem de maneira misteriosa.

Enquanto isso os vilões comemoram numa enorme esfera de energia na barreira entre os mundos. O Mago se gabando conta como derrotou Allan Scott e Dinah, o Violinista também faz o mesmo relatando como foi contra Gavião Negro, Joel Ciclone e Átomo.

Pra não mudar o rumo infelizmente o Senhor Destino e Homem-Hora também cairam diante do Geada.

Os vilões prenderam Barry e Ciclone pra que não interfiram em seus planos, pois mudaram pras terras diferentes a fim de cometerem seus crimes sem a interferência dos heróis.

A liga da Justiça é convocada novamente pra deter os vilões da Terra-1 que estão disfarçados como seus inimigos e falham ao cair numa armadilha.

Quando descobrem que estão presos por força de magia a LJA usando uma bola de cristal pede ajuda pros heróis da Terra-2 (imagem clássica da capa desta edição).

Depois que Barry explica tudo, a LJA viaja pra Terra Paralela encontrando pela primeira vez a Sociedade. Então a Liga fica no QG da Sociedade e eles partem pra Terra Um afim de combater seus inimigos.

Allan e Hal vão até a barreira entre os mundos pra libertar os velocistas (terminando nesse ponto).

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A conclusão lemos em Crise na Terra-2! (Crisis on Earth-Two) novamente com arte de Mike Sekowski, roteiro de Gardner Fox e lançada em Liga da Justiça # 22, também em 1963.

A SJA parte pra deter os vilões que se esconderam em nossa Terra. Em Clayville o Homem-Hora e Átomo derrotam o Violinista, o Senhor Destino em Three Corners acaba com o Geada e em Alfa City o Mago perde pro Gavião e a Canário.

Na Terra-2 a Liga da Justiça enfrenta Félix Fausto, Doutor Alquimia e Cronos.

Num parque de diversões Félix Fausto é detido por Oliver, Jonn e Ray Palmer. Batman e Mulher-Maravilha lutam contra o Doutor Alquimia numa montanha. Por último Cronos é detido por Arthur e Kal.

Mais enquanto os Lanternas soltam Barry e Ciclone na barreira entre os mundos todos os heróis desaparecem misteriosamente (e surgindo presos em gaiolas no espaço sideral).

É só através da astúcia de Eléktron que consegue pensar em algo pra sairem daquela situação que a SJA e a Liga consegue sair daquela situação.

Os vilões ao descobrirem que seus inimigos vem caça-los tentam partir pra Terra-3, porém já era tarde demais.

No final há uma promessa deles pra que sempre se unam quando for necessário.

Ambas as edições são bem simples mesmo. Pra mim Mike Sekowiski não é um dos melhores desenhistas de sua época, pois seus quadros não demonstram muita qualidade.

E principalmente o roteiro de Gardner Fox não acrescenta nada de espetacular ao enredo. Podemos notar que havia uma visão bem diferente de heroísmo e maldade (bem inocente pra ser sincero).

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Quase ia me esquecendo a Terra-3 que havia sido comentada pelos Campeões do Crime que pretendiam fugir pra lá teve sua introdução em Liga da Justiça # 29 e 30, de 1964. É o lar do Sindicato do Crime da América, uma versão distorcida da LJA.

Os membros do Sindicato descobrem a Terra Um e partem pra conquista-la. Quando dizem a palavra mágica “Volthoom” os heróis da Liga viajam pra Terra-3.Há algo de estranho nessa realidade, pois o mal sempre prevalece sobre o bem e a LJA é derrotada.

Mesmo alertando a Sociedade da Justiça do inimigo poderoso, mas a Liga enfrenta o Sindicato na Terra 2 sendo lá que conseguem vencer esse inimigo.

Só pra fechar as histórias servem apenas pra sabermos como o Multiverso surgiu e também notarmos como a qualidade dos quadrinhos foi se aprimorando durante as décadas.

Fico por aqui.

 

 

 

 

 

 

Artista

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Mro16

Quando surfo na web consigo encontrar desenhistas que merecem destaque com seu trabalho.

Nessas viagens geralmente fico no Deviantart e acabei encontrando Matthew Orders que usa o nick de Mro16.

Seu estilo é muito simples, mas ao mesmo tempo consegue destacar nas cores uma ambientação que impressiona pelos detalhes.

A forma como os personagens se apresentam seja na expressão facial ou fazendo alguma posição heroica são o destaque de sua arte.

Na galeria abaixo você irá encontrar: Mulher-Maravilha, Capitão América, Supergirl, She-Hulk, Poderosa, Mary Jane, Grande Barda entre outros personagens

Transformers – Última Parte

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O grande e maior problema dos Transformers são os produtores que demonstram roteiros infantis e a Hasbro que geralmente pensa sempre numa forma de lucrar com as novas action figures (lançadas após cada produção).

Eu gostaria muito que os filmes dos Transformers tivessem uma temática mais coerente e inteligente voltada pra nós fãs adultos. Mais é Hollywood quem manda e quando a grana continua surgindo eles vão fazendo mais do mesmo.

Muitos críticos esculacham tanto Michael Bay, quanto os roteiros dos filmes na web, mas enquanto estiveram caindo milhões de verdinhas nos cofres dos produtores é isso que veremos na telona.

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Transformers: Rescue Bots – 2012

É uma serie animada infantil produzida pelo Canal The Hub.

A história mostra um grupo de Autobots especializado em missões de resgate: Heatwave, caminhão de bombeiros é o líder da equipe, Boulder, um trator, Blades, um helicóptero e Chase, uma viatura de polícia. Eles responderam uma mensagem de Optimus que pediu ajuda pra defender nosso planeta de qualquer ameaça.

A equipe acaba aterrissando em Griffin Rock, uma ilha na costa leste. Defendendo nosso planeta dos Decepticons os Bots auxiliam uma família formada pele Chefe Charlie Burns, Dani Burns, Kade Burns, Graham Burns e o menino Cody.

E ainda temos o cientista Ezrra Greene e sua filha Francine Greene, amiga de Cody (que depois atua com High Tide que pode se transformar em navio e submarino).

Aqui no Brasil Rescue Bots é exibido pelo Discovery Kids foram exibidas 4 temporadas num total de 85 episódios.

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Transformers: A Era da Extinção – Transformers: Age of Extinction – 2014

Na trama se passaram alguns anos desde que houve o confronto que destruiu Chicago no filme anterior. Os robôs alienígenas estão sumidos e agora Autobots e Decepticons são caçados pelos humanos pra que não continuem sua guerra sem fim em nosso planeta.

Cade Yeager (Mark Wahlberg) é um engenheiro que encontra um caminhão abandonado. Ao consertá-lo pra arranjar dinheiro pra faculdade de sua filha Tessa (Nicola Peltz)  descobre que é Optimus Prime.

Após reativar o Líder Autobot, Cade é caçado pelas autoridades americanas tendo que fugir. O problema é que Joshua Joyce (Stanlei Tucci), um cientista da KSI, uma importante indústria tecnológica.

Se aproveita do corpo robótico de Megatron tentando dominar sua tecnologia pra criar seus próprios Transformers. Resultando em Galvatron que havia surgido na animação dos anos 80.

Só pra constar na minissérie dos robozões lançada em 2003 acontece algo idêntico.

Voltando, aqui começa uma nova trilogia, pois graças a Deus Beouf saiu e Mark Walberg ficou em seu lugar. Há novos atores pra que haja mais interesse pela franquia e também temos a introdução dos Dinobots.

Transformers 4 é o pior filme de todos da franquia pra mim, pois há uma vontade de renovar que infelizmente não aconteceu. E pra piorar o elemento humano mostrado na relação pai e filha ficou piega demais.

Fora isso temos muita explosão e destruição como na maioria dos seus anteriores. A única coisa que me deixou com a pulga atrás da orelha é quem são os criadores dos Transformers?

Obviamente é algo que será explicado no próximo longa da franquia.

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Transformers: Robots in Disguise – 2015

Sua história é uma sequência direta de Transformers: Prime mais foi feita de forma muito diferente.

Na trama após os acontecimentos de Predacons Rising, Bumblebee precisa retornar a Terra pra lutar contra os Decepticons (que escaparam de uma nave-prisão).

Sem a presença de Optimus, Bee assume a liderança convocando uma nova equipe de Autobots. Nessa formação temos: Sidewispe, Strongarm, um carro de polícia, Grimlock, um tiranossauro e Fixit.

Ainda temos a presença de outros heróis como: Windblade, uma aeronave, Difti, um bugatti, samurai que demontra um rígido código de honra. Ele anda na companhia dos seus discípulos Jetstorm e Slipstream, Mini-Cons que lhe ensinam muita coisa.

A equipe Autobot consegue auxílio de Denny Clay que vive na companhia de seu filho Russell. Eles usam como QG, um depósito de ferro-velho, em Crown City.

Bumblee tem algumas visões de Optimus que está morto, porém em episódios posteriores voltará a vida.

O grande inimigo do amarelinho é Steeljaw que lidera uma nova facção de Decepticons. Entre os quais temos: Thunderhoof, Fracture, Underbite e Clampdown.

Transformers: Robots in Disguise teve 39 episódios distribuídos em duas temporadas e “talvez” haja uma terceira.

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Transformers: Combiner Wars – 2016

É um anime feito exclusivamente pra internet. Há alguns episódios no Youtube que servem como introdução aos acontecimentos desta nova série animada.

Foi feito em parceria da Hasbro com Machinima e animado pela Tatsunoko Production. Então logo teremos uma avalanche de action figures pra serem compradas.

Desta vez várias décadas se passaram da guerra entre Autobots e Deceptcions e ambas facções estão dissolvidas. Prime e Megatron se envovleram numa luta definitiva e devido a sua ausência há um novo conselho em Cybertron.

Esse conselho é composto por três membros: Starscream, Rodimus Prime e uma transformer feminina sem nome definido.

Winblade parte em busca de vingança após Caminus, seu planeta natal ser destruído por um Combinador. É através do vilão que ela descobre algo sobre o Enigma da Combinação.

Gostei do que pude ver e espero que mantenham o excelente nível de qualidade nos próximos episódios.

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Transformers: O Último Cavaleiro – Transformers: The Last Knight – 2017

Na sinopse quando, Optimus Prime está procurando seus criadores no espaço, encontra os Quintessons. Mais também se depara com o Unicron, um robô-entidade que devora planetas (lembrando que o vilão surgiu na animação de 1986).

Na Terra, Cade Yeager (Mark Wahlberg) irá se unir aos Autobots: Bumblebee, Drift, Hot Rod, Hound, Crosshairs e também aos Dinobots para juntos enfrentarem Unicron que ameaça destruir nosso planeta.

Devido a presença de Hot Rod lembrei que Optimus morre na referida animação acima (devo supor que algo assim “talvez” possa ser mostrado). Eu espero que não, porque Prime é o mais carismático dos robozões.

Infelizmente ainda teremos Michael Bay como diretor, mas vamos esperar pra saber como será essa aventura.

O quinto filme da franquia chegará as telonas em em 23 de junho de 2017.

Espero que tenham gostado e reveja a quarta parte aqui.

 

Thunderbirds

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É um seriado britânico que fez história na televisão mundial. Sendo criado por Gerry Anderson (1929-2012) e Sylvia Anderson (1927-2016) foi ao ar na telinha entre 1965 até 1966.

A parte interessante é que Thunderbirds em Ação (Thunderbirds are Go, no original) era uma animação que utilizava marionetes ou supermarionation a forma como aparecia nos créditos da série.

O evidente sucesso fez a dupla de produtores lançarem outros seriados nos mesmos moldes tipo: Joe 90, Stingray, Fireball XL-5 e Capitão Escarlate.

Só pra constar Thunderbirds já foi exibido aqui no Brasil por algumas emissoras como: TV Tupi, Rede Record, Rede Globo e por último no SBT (no extinto programa Hora do Malandro).

O seriado mostravas as missões da organização secreta de resgate internacional (formada pela corajosa família Tracy). É claro que seu quartel general escondido numa ilha repleto de foguetes e máquinas atiçou a imaginação de todos que acompanharam a série clássica.

Jeff Tracy era o líder da equipe junto com seus filhos: Virgil, Scott, Alan, John e Gordon Tracy. E também por alguns de seus empregados como Kyrano e sua filha Tin-Tin (não confundam com o jornalista criado por Hergé, ok!).

Durante a empolgante abertura dos episódios já eram mostrados os equipamentos da equipe:

Thunderbird 1: aeronave, pilotada por Scott Tracy que decolava debaixo da piscina.

Thuderbird 2: nave de carga, pilotada por Virgil Tracy que levava equipamentos pros locais que precisavam (carregando na maioria da vezes o Thunderbid 4).

Thunderbird 3: foguete que decolava de um prédio, pilotado por Alan Tracy, sempre usado em missões espaciais.

Thunderbird 4: submarino, pilotado por Gordon Tracy, usado pra missões submarinas.

Thuderbird 5: estação espacial, controlada por John Tracy, usada pra monitorar as comunicações da Terra.

Toupeira (Mole): um perfurador pra missões em baixo da terra.

Todas as máquinas vistas no seriado são invenções do Cérebro (ou Brains, no original) engenheiro mecânico muito inteligente.

Completando a trupe ainda temos, Lady Penelope, uma agente londrina e seu mordomo Parker, motorista do Fab-1, um Rolls-Royce futurista cheio de gadgets (no melhor estilo James Bond).

Eu não poderia esquecer do vilão The Hood, um mestre dos disfarces com poderes hipnóticos e irmão de Kyrano.

Dizem as lendas que os nome dos filhos de Jeff foram homenagens aos astronautas do Projeto Mercury: Scott Carpenter, Virgil Grissom, Alan Shepard, Gordon Cooper e John Gleen.

Como curiosidade os rostos das marionetes foram feitos em homenagem pra alguns artistas: Jeff Tracy (Lorne Greene), Alan (Robert Reed), Scott (Sean Connery) e John (Charlton Heston).

Remexendo o fundo do baú lembrei que o Dire Straits fez uma excelente homenagem pros Thunderbirds no clip “Calling Elvis”.  É claro que a música ficou ótima, pois até os integrantes da banda viram marionetes.

A série original teve somente 32 episódios de 50 min. de duração cada distribuídos em duas temporadas. Também houve dois longa metragens da equipe: Thunderbirds are Go (1966) e Thunderbirds 6 (1968).

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Thunderbirds 2086 – Scientific Rescue Team TechnoVoyager – 1982

É um anime que surgiu inspirado nos personagens clássicos. Infelizmente como não há envolvimento de Gerry e Sylvia Anderson não faz parte do cânone oficial da franquia.

Foi lançada pela Fuji TV no Japão e dublada em inglês pela ITC Entertainment empresa que produziu a equipe original.

A trama se passa em 2086 cronologicamente 20 anos após a série clássica. Acompanhamos as missões da TechnoBoyager, uma equipe de resgate chamada de Thunderbirds.

Fora isso a grande diferença é que ao contrário da equipe de resgate original que se concentrava apenas na família Tracy (que não é mencionada). Nessa versão há uma enorme organização que agrupa diversas ramificações sendo supervisionada pela Federação (equivalente a ONU).

No anime há diversos equipamentos sendo utilizados indo do 1 até ao 17 (na série eram apenas 5).

Foi mantido o formato girando em torno de um desastre natural ou causado pelo homem em que a equipe precisa investigar pra resolver.

Arcology é a base do grupo que também fica numa ilha no pacífico, porém seu formato é uma enorme pirâmide (contendo uma cidade inteira dentro).

Liderados pelo Dr. Warren Simpson vemos as aventuras da equipe composta por: Dylan Beyda, Jesse Rigel, Johnathan James Junior, Gran Harrison e Kallan James.

Seu principal inimigo é o Star Crusher que lidera um grupo separatista conhecido como Shadow Axis. Suspeita-se que Crusher não seja humano mais algum tipo de alienígena.

Thunderbirds 2086 teve apenas 24 episódios sendo produzidos numa única temporada e terminando no mesmo ano em que foi lançada.

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Os Thunderbirds: O Filme – 2004

Dirigido por Jonathan Frakes foi uma tentativa de trazer a tona o antigo sucesso do seriado.

A trama se concentra no jovem, Alan Tracy (Brady Corbet) que precisa melhorar suas notas no colégio. Pra que finalmente possa participar das atividades de resgate de sua família.

Quando os Tracy partem no que parecia ser apenas mais uma missão. Acabam caindo numa armadilha feita pelo vilão Hood (Ben Kingsley) que finalmente consegue invadir a ilha secreta.

Então, Alan se une com Fermat (Soren Fulton), filho do Brains e Tin-Tin (Vanessa Hudgens), sobrinha do vilão para salvar Jeff Tracy (Bill Paxton) e seus irmãos.

Infelizmente apesar dos efeitos especiais que ficaram bons pra época esse filme é uma perda de tempo total. Tentaram fazer a mesma coisa com o remake de Perdidos no Espaço, em 1998 (outro fiasco de tão ruim).

Se você quiser perder tempo é por sua conta e risco mais depois não reclame comigo.

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Thunderbirds ao Resgate – Thunderbirds Are Go! – 2015

“Resgate Internacional em Ação!”

É um remake da série clássica que foi ao ar no ano passado justamente pra coincidir com o aniversário de 50 anos da versão original.

Desta vez a animação foi toda feita em CGI fato que ajudou bastante a modernizar os personagens.

A abertura ficou muito boa dando realmente uma conotação de veracidade pras aeronaves mostradas (e principalmente a música incidental é uma viagem incrível).

Como a tecnologia digital avançou consideravelmente nestes últimos anos a qualidade da animação é realmente impressionante.

O primeiro episódio O Anel de Fogo: Parte 1 foi transmitido pela ITV1, no Reino Unido em 2015.

A trama acontece no distante ano de 2060. Só que a história continua a mesma, pois a família Tracy forma uma equipe de resgate. Indo de maneira corajosa aos mais diferentes lugares dispostos a ajudarem as pessoas com os desastres que ponham suas vidas em risco.

Pelo visto infelizmente não temos a presença de Jeff Tracy, pois parece que morreu.

A agente secreta Lady Penelope ao lado de Parker, seu engraçado mordomo estão de volta. Assim como também o vilão Hood provocando ameaças cada vez maiores.

No entanto outra grande diferença é Kyra, chefe de segurança da ilha que parece ser uma nova versão da Tin-Tin.

No início ela não possui uma aeronave, mas depois de um certo tempo recebe o Thunderbird S (Thunderbird Shadow).

Cada episódio tem 22 min. de duração e a primeira temporada teve apenas 26 episódios. Mais há boatos de uma segunda temporada também composta por 26 episódios.

Por enquanto Thunderbirds ao Resgate está sendo exibido apenas pelo canal de assinatura infantil Gloob.

É um desenho que realmente vale a pena ser assistido, porém teremos que esperar por certo tempo até que algum santo disponibilize os episódios dublados no Yotube.

Só pra constar houve uma revista em quadrinhos da equipe lançada pela editora Fletway em 1991 (as capas nos conectavam ao seriado clássico).

Foram 30 ou 60 publicações não sei especificar corretamente, pois a informação está confusa, porém terminou em 1995.

Até o próximo texto.