Um Conto de Batman – Shaman

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Esse gibi pertence ao título Legends of Dark Knight que foram edições do Morcegão lançadas de 1989 até 1997.

Nessa imensa lista que consta de Um Conto de Batman temos: Gotham City – 1889, Gothic, Acossado, Veneno, Duelo, AsasFaces, Devoção, Lâminas, Gangues, Estufa, Tao, De Volta à Sanidade, Criminosos, Lobisomem e Coma.

Um Conto de Batman – Shaman foi uma minissérie dividida em cinco partes lançada em 1991. A edição tem argumento de Dennis O’Neil, um dos mais importantes roteiristas do herói, desenhos de Edward Hannigan, arte-final de John Beatty e cores de Richmond Lewis.

O aspecto mais empolgante desta trama é estarmos novamente acompanhando o início das aventuras de Bruce Wayne como vigilante de Gotham.

Nossa história começa com Bruce que está no Norte do Alasca e pagou Willy Dodget, um exímio caçador de recompensas pra lhe ensinar seu modo de rastrear fugitivos.

Dodget procurava Thomas Woddley que estava mais acima na montanha e acertou um tiro na testa do caçador. Bruce consegue apenas se esconder e devido a um truque “sobrevive”, mas perdeu sua mochila e casaco ao lutar por sua vida contra Woodley.

Caminhando no frio sem proteção alguma ele desmaia. No entanto algum tempo depois ouve sobre “a lenda do morcego”, um antigo ritual indígena. Nela há o relato da cura do corvo através do rato que se torna morcego pra salvar seu amigo.

Essa lenda é um ritual de cura secreto mais Bruce fica intrigado com a história.

Shaman está conectada a Ano Um, pois há elementos na narrativa que explicam fatos importantes que foram deixados de lado na edição de Miller.

É na entrada do morcego pela janela unida a lenda indígena que ajuda Bruce na escolha do símbolo pra seu uniforme de combate ao crime.

Vemos também o relacionamento entre Alfred e Bruce sendo melhor demonstrado, pois foi Pennyworth quem confeccionou o uniforme do patrão. Seus comentários sarcásticos e cheios de ironia são o ponto alto da história.

Outra coisa que pude notar é que durante as patrulhas iniciais do Morcegão não havia Batmóvel e Alfred auxiliava com sua locomoção.

Minha impressão é que Alfred age como um Doutor Watson ajudando o herói a pensar na solução dos problemas.

Nessa edição, vemos a escolha da caverna como QG, porque a Mansão estava ficando pequena pra guardar seu equipamento.

A situação piora quando uma série de assassinatos começa a acontecer em Gotham. Um pouco antes, Bruce enviou o Dr. Spurlock, um pesquisador pra Other Ridge.

E descobre que os crimes estão relacionados com a tribo do Alasca devido aos rituais envolvidos neles.

Pra solucionar os crimes, Bruce decide usa-los como seu batismo de fogo pra saber se realmente deverá agir como Batman ou deixar essa ideia permanentemente esquecida.

Um Conto de Batman – Shaman é uma edição excelente, pois o roteiro de O’Neil destaca o lado detetivesco do herói. Sempre usando inteligência e astúcia pra descobrir o que precisa no caso.

Além da arte excelente de Ed Hannigan que demonstra vários detalhes de paisagens, expressões faciais e planos de enquadramento.

Complementando tudo estão as cores de Richmond Lewis geralmente em tons frios e escuros ajudando na ambientação da trama que ficou sombria e tétrica.

Shaman é uma daquelas raras edições do Morcegão que valem a pena ler cada página de sua aventura.

Espero que tenham gostado.

 

 

 

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Artista

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Craig Drake

É um ilustrador que mora em San Francisco. Seu estilo é marcante, no entanto vemos que tem influência fortíssima de Patrick Nagel, artista muito importante nos anos 80.

Temos várias referências aos personagens consagrados dos desenhos animados, filmes e artistas da cultura pop: Princesa Leia, Darth Vader, Bruce Lee, Sr. Spock, Akira, Tron, Duro de Matar, Senhor dos Anéis, De Volta para o Futuro entre outros.

Confira na galeria abaixo a arte exuberante de Craig Drake

 

X-Men: Deus Ama, O Homem Mata

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A edição é considerada um dos maiores clássicos na mitologia dos mutantes.

X-Men: Deus Ama, O Homem Mata (God Loves, Man Kills) tem arte de Brent Eric Anderson, roteiro do inigualável Chris Claremont e cores de Steve Ollif sendo publicada em 1982.

Dizem as lendas que esse gibi serviu de base pro enredo do filme X-Men 2.

A história já começa de forma pesada com duas crianças sendo assassinadas só porque eram mutantes. Seus assassinos se autodenominam os purificadores e sua intenção é óbvia matar todos os mutunas.

Infelizmente, Magneto chega logo depois e jura que pegará de qualquer maneira os executores de um crime tão brutal.

Só pra constar, essa cena inicial me lembrou algo similar que acontece na edição Mitos Marvel, aventura dos X-Men.  Devido ao crescimento do ódio contra os mutantes três rapazes mataram uma criança.

E o próprio Magneto acaba com a raça dos assassinos (são cenas fortíssimas e impactantes).

Continuando, o Reverendo William Striker, um pastor fundador da Cruzada Stryker que prega na televisão ostensivamente o ódio mutante (seus seguidores se alastraram rapidamente usando sua cartilha).

A situação começa a piorar quando Striker destila seu veneno durante uma debate de TV. Charles que também estava participando tenta mostrar que os mutantes não são tão ruins assim, mas o problema já estava enorme.

Após o debate Ororo, Scott e Charles sofrem um atentado sendo aparentemente dados como “mortos”.

Na mansão restou somente: Wolverine, Colossus, sua irmã Yllana, Noturno e Kitty Pride usando o codinome de Ariel.

Em, Nova York, Wolverine e Piotr checam o local do acidente e Logan devido aos seus anos de treinamento militar constata que aquilo foi preparado pra parecer um acidente.

Na verdade Charles, Ororo e Scoot haviam sido capturados e pra piorar Kitty e Illyana também haviam sido pegas.

Continuando, pouco depois ambos foram atacados, mas devido a chegada de Erik conseguem prender dois purificadores descobrindo tudo que precisavam.

Magneto outrora inimigo da equipe decide se aliar a eles, pois Charles estava em perigo.

O Reverendo William Striker é muito perigoso, porque prega que os mutantes devem ser exterminados (várias pessoas acreditam em suas palavras). No passado quando descobriu que seu filho havia nascido mutante Striker matou o bebê e sua esposa também.

O ódio que sentia pelos mutantes só piorou após descobrir que Charles Xavier era um mutante. Ao sequestrar o Professor sua intenção era usar seu poder mental pra matar todos os mutantes do mundo (causando um genocídio em massa).

Nem preciso comentar que a edição é uma das melhores que já li, mas destaco o aspecto psicológico vemos a raiva, o preconceito e a violência de uma forma tão realista que poucas vezes foi abordada numa revista em quadrinhos.

Pra se ter uma noção a situação estava ficando tão alarmante que Magneto deixou suas desavenças com a equipe de lado enfrentando Striker.

A arte de Brent Eric Anderson consegue imprimir os sentimentos que comentei acima deixando-nos com uma imensa vontade se aprofundar mais naquele universo.

Não posso deixar de afirmar que essa arte atualmente está defasada, mas isso não atrapalha em nada a leitura do gibi.

Lembrando que Anderson também é responsavel pela arte do miolo da renomada HQ Astro City (enquanto as capas foram feitas por Alex Ross).

Bom, outra parte que merece destaque são as cores de Steve Ollif que carregou nos tons escuros ajudando a nos conectar com a trama bem sombria.

E só pra completar no gibi Striker foi apenas um sargento militar e se tornou reverendo, mas no filme transformaram-no num cientista.

Seu filho Jason (Mestre Mental) é quem cria ilusões na mente de Xavier pra que mate toda a raça mutante. No gibi Striker matou o bebê comentei isso em algum parágrafo lá encima.

Na versão da telona, William Striker (Brian Cox) foi responsável pela inserção de adamantium no Wolverine (e no gibi esse fato nunca aconteceu).

Bom, pra terminar depois que você acabar de ler X-Men: Deus Ama, O Homem Mata tenho certeza absoluta que nunca mais irá esquecer.

Fico por aqui.

 

Estranhos no Paraíso: Sonho com Você

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Pra quem ainda não sabe Estranhos no Paraíso trata-se de uma divertidíssima história do trio Katchu, Francine e David. Sua primeira edição foi lançada numa minissérie bem aclamada, em 1993.

Terry Moore ainda continua assinando a arte e o roteiro mantendo o ótimo nível e tornando nossa viagem pela edição mais aprazível.

Estranhos no Paraíso: Sonho com Você foi publicada pela Via Lettera no mesmo ano citado acima.

Bom, a situação aqui já se complicou com Katchu voltando de Toronto num avião e vemos o poema que nomeia esta edição. Aliás Terry Moore escreve outros poemas desconcertantes de tão maravilhosos nesta história.

Continuando, no avião Katchu deixa um passageiro doidinho ao relatar alguns casos estranhos (deixando-o muito mau e isso foi engraçado).  O maior problema é que Katchu havia ido viajar de repente sem dar explicação alguma pra Francine.

Essa falta de compromisso com uma amiga que considerava uma irmã deixou-a bastante transtornada. Na verdade, Katchu foi visitar Emma, uma amiga que está morrendo de AIDS.

Emma acolheu Katchu num período conturbado de sua vida ajudando-a se erguer. Nessa época Katchu fazia programa, mas nem chegou a trabalhar tanto assim.

É um passado do qual Katchu se resguardou muito pra ficar escondido, mas parece que há um sentimento de gratidão misturado com amor de Katchu por Emma.

Só que o pior ainda estava por vir, porque a Sra. Darcy Parker, uma mulher muito poderosa e perigosa deseja acabar com a vida de Katchu.

Fiquei estarrecido ao descobrir que há algo sinistro contra Katchu vindo da parte da Sra. Parker.

A pergunta que não quer calar é por qual motivo ela quer fazer isso? Infelizmente é um mistério que Moore não revelou nesta aventura.

Fora isso a edição continua sendo fantástica seja pela presença inconveniente da mãe de Francine e também do chato de galocha do seu tio (um caçhaceiro purinho).

Ou ainda pela insistência de David que se declara pra Katchu.

A parte interessante é que ela que sempre havia afirmado odiar homens sente alguma coisa forte pelo rapaz.

O que se pode realmente ter certeza ao ler Estranhos no Paraíso: Sonho com Você é que a vida não é perfeita, nem muito menos simples pra ninguém. Ainda mais quando se trata de assuntos relacionados ao coração.

Quando cheguei no final notei que essa é uma daquelas raras ocasiões na qual fica aquela imensa vontade de ler mais, mais e mais…

Deixe algum comentário.

 

 

 

 

 

Imagens

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Transformers

Bom, todo mundo já está cansado de saber que os Transformers são máquinas inteligentes que podem se adaptar nos veículos que desejarem.

Mais um fato interessante é que o sucesso alcançado pelo desenho clássico foi tão grande que a Hanna-Barbera resolveu também lançar um produto similar.

Então surgiu a série animada Os Gobots e se não me falha a memória na minha época era conhecido dessa forma.

Só que ao pesquisar na web encontrei A Batalha dos Gobots (The Challenge of Gobots).

Continuando, Os Gobots também surgiram no Japão e foram uma linha de brinquedos que se transformam criada pela empresa Tonka. Esses robôs reaproveitavam o modelo dos brinquedos Machine Robo, da Popy (uma subsidiária da Bandai).

Eles fugiram de seu planeta vindo pra Terra aonde estão agindo disfarçados de veículos (eu já vi isso não sei em qual lugar?).

Pra promover os brinquedos a empresa criou o anime Machine Robo: Revenge of Cronos, que mostrava a batalha no distante planeta Cronos. Habitado por duas raças antagonistas que brigavam por causa de energia.

Pena que essa versão nunca veio pra cá, pois pelo que eu pude ver o anime realmente parece bom.

Então, a empresa Tonka adquiriu os direitos pra comercializar os Machine Robo na terra do Tio Sam. Reformulando os personagens e assim criando Os Gobots.

Não há diferença alguma na origem dos Gobots, pois é a mesmíssima que vemos em Transformers. Gobotron era um planeta que estava destruído após incontáveis guerras entre os Guardiões (heróis) e Renegados (vilões).

Então essa disputa veio parar aqui em nosso planeta. Os Guardiões eram comandados pelo Líder-Um (jato), Scooter (moto), Blaster (lançador de míssil) e Turbo (carro esporte).

Entre os Rengados temos Cy-kill (líder e motocicleta), Crasher (carro de corrida), Cop-Tur (helicóptero) e Pincher (jato alienígena).

Os Gobots tinha duração de 22 minutos, foram feitos 65 episódios, sendo produzidos até 1985.

Pra aproveitar uma nova linha de brinquedos assim que terminou o desenho foi lançada a animação Gobots: Batalha dos Rock Lords, em 1986 (algo que eu nem sabia).

Durante a febre que foi o desenho dos Transformers é óbvio que também passei a assistir Gobots, mas infelizmente a qualidade era bastante inferior de tão ruim (que parei de ver).

E não era apenas eu que pensava desta forma meus amigos também esculachavam esse desenho (algo do tipo primo pobre e primo rico). Depois de tantos anos ao rever no Youtube continuo detestando o desenho.

Só pra constar, depois que a Hasbro comprou a Tonka atualmente Os Gobots e Transformers compartilham o mesmo universo.

Veja na galeria abaixo algumas imagens dos Transformers que garimpei na web

 

 

Fleischer Studios

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É uma das empresas mais importantes da história dos desenhos animados (de todos os tempos). Houve uma época em que o Fleischer Studios era uma enorme concorrente da Disney.

Fundada pelos irmãos Max Fleischer, Joe Fleischer e Dave Fleischer surgiu inicialmente como Inkwell Studios, em Nova York, em 1921.

A dupla dirigiu a empresa até 1942, quando a Paramount Pictures forçou os irmãos a abandonarem o ramo comprando sua empresa.

A qualidade de suas produções é inegável, pois historicamente a dupla lançou Betty Boop, Super-Homem e Popeye personagens icônicos aclamados mudialmente.

Dizem as lendas que a empresa foi a primeira a introduzir cenas sonoras em seus desenhos. Algo que precede até o clássico Steamboat Willie, de 1928.

Outro fato importante é que também foram inovadores no colorido do Popeye e no realismo do Superman.

Max Fleischer criou um conceito pra simplificar o movimento da animação, fazendo traços sobre quadros de filmes (com ação ao vivo).

Sua patente pra Rotoscopia só foi concedida em 1915, mas no ano anterior já haviam usado esse sistema.

Os primeiros personagens do Fleischer Studios foram Betty Boop, Bimbo e Koko the Clown. Em 1933 a empresa formou um contrato com a King Features Syndicate a fim de produzir desenhos do Popeye e também licenciamento de Betty Boop.

A empresa produziu os longa-metragens As Viagens de Gulliver e O Grilo Pula-Pula, desenhos Popeye Contra Sindbad o MarujoPopeye Contra Ali Babá e os 40 Ladrões, e Popeye e sua Lâmpada Maravilhosa.

Infelizmente os fundadores se aposentaram 1942 e a Paramount Pictures comprou o Fleischer Studios. Então seu nome foi mudado pra Famous Studios (criando Harveytoons).

Os Harveytoons foram os desenhos do Gasparzinho, Luluzinha, Herman e Katnip, Huguinho, Audrey entre outros. Essa produtora fechou suas portas em 1967.

Atualmente, a empresa ainda detém os direitos de Betty Boop, Bimbo, Koko the Clow e Grampy. Sendo chefiada por Mark, neto de Max Fleischer que supervisiona o merchandising. E a King Features Syndicate licencia os personagens Fleischer em vários produtos.

Relembre os desenhos da Harveytoons e se não conhecia eis aqui a sua chance de saber quais são

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Gasparzinho – Casper

O Fantasminha Camarada surgiu primeiro num livro infantil e foi criado por Seymour Reit e Joe Oriolo, em 1939.

O curta-metragem The Friendly Ghost foi a primeira animação do personagem lançada pelo Famous Studious, em 1945.

O que chama atenção no Gasparzinho é que ele estava sempre querendo fazer novoa amigos ao invés de assustá-los. Seus tios que eram três não gostavam nada desta maneira do pequeno fantasma agir.

Em diversas ocasiões Gasparzinho age como herói salvando pessoas ou animais.

O personagem  já teve diversos gibis ao longo dos anos e atualmente  a Dreamworks é detentora dele.

Na década de 90 tivemos o filme Gasparzinho, o Fantasminha Camarada estrelado por Bill Pullman e Christina Ricci (lembro que foi razoável). Depois tivemos uma sequência na qual conhecia Luísa, a boa bruxinha.

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 Luluzinha – Little Lulu

Foi criada pela desenhista Marjorie Henderson Buell (que assinava como Marge) e surgiu pela primeira vez no jornal The Saturday Evening Post, em 1935.

Dizem as lendas que a aparência da menina foi inspirada na própria autora quando era mais jovem.

Inicialmente a personagem surgiu nas tiras diárias dos jornais, mas depois migrou pros gibis. Houve também alguns livros com brincadeiras e passatempos na companhia do Bolinha (o mais popular depois dela).

Diversas empresas já publicaram gibis da Luluzinha entre as quais destaco: Dell Comics, King Features Sindicated, Western Publishing Company, Gold Key e Whitman Comics.

Aqui no Brasil foram: O Cruzeiro, Editora Abril, Editora Devir e Pixel Media (são várias edições que nos levam até 1955 e continuam até atualmente).

Luluzinha é uma menina de 10 anos de idade e sempre gostou de aprontar muito. Em sua primeira aparição estava jogando cascas de banana no corredor da igreja durante um casamento.

Quando está tomando conta do Alvinho ela inventa diversas histórias de aventura pra entretê-lo.

O melhor amigo de Lulu é o Bolinha, líder do clube dos meninos. O grande problema é que nesse clubinho há um lema no qual as meninas não podem entrar.

Não sei se a firmativa é verdadeira mais o personagem era tão querido que surgiu o Clube do Bolinha, um programa de TV homônimo comandado pelo apresentador Bolinha (Édson Cabariti 1936-1998).

Além deles há diversos coadjuvantes em suas histórias: Dona Marta e Seu Jorge Palhares (pais da Lulu), os integrantes do clube (Carequinha, Alvinho, Juca e Zeca), a Turma da Zona Norte (seus rivais), Aninha (melhor amiga da Lulu), Plínio Raposo, um menino rico que não consegue entrar pro clube, Glória, uma menina que a maioria dos garotos gosta, Carlinhos entre vários outros.

Obviamente surgiram desenhos animados da personagem e sua primeira versão da Famous Studios durou de 1943 até 1948. Nos anos 70 tivemos Luluzinha e Seus Pequenos Amigos, um anime da produtora Nippon Animation que por aqui foi exibido na década seguinte pela TVS (atual SBT).

E por último na década de 90 tivemos o Show da Luluzinha, uma série animada produzida pela Cinar Animation, do Canadá. O desenho apresentava todas as características e confusões dos personagens como eram nos quadrinhos originais.

Atualmente como havia acontecido com a Turma da Mônica, Lulu também migrou pro universo dos mangás.

Nas edições de Luluzinha Teen e sua Turma temos roteiro de Renato Fagundes e ilustrações da Labareda Design.

São aventuras voltadas pro público adolescente, mas infelizmente ainda não tive oportunidade de ler nada.

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Luísa, a Boa Bruxinha – Wendy the Good Little Witch

Surgiu como amiga do Gasparzinho, em 1954. Ambos se conheceram após uma batalha entre fantasmas e bruxas.

Sua popularidade a fez ganhar seu próprio gibi no qual além do fantasminha camarada também temos suas três tias: Thelma, Velma e Zelma. Elas moram juntas numa casa na floresta encantada.

No filme de 1998, Casper Meets Wendy a personagem é interpretada por Hillary Duff.

Como curiosidade nas antigas edições da editora O Cruzeiro a Wendy era chamada de Luíza com “z” (1960 até 1970). Na Editora Vecchi era Luíza, a Boa Bruxinha (entre 1975 a 1977).

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A Pequena Audrey – Little Audrey 

Foi criada pela Paramount Pictures através do Famous Studios, em 1947 (depois migrou pra Harvey Comics).

Audrey também já foi conhecida por aqui como Tininha não sei explicar por que mudaram seu nome.

A imagem de Audrey foi inspirada na Luluzinha, porém as situações que acontecem em seus desenhos são um pouco diferentes.

Só pra constar, tivemos o filme A Pequena Audrey dirigido por Seymour Kneitel, em 1982.

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Herman and Katnip

Obviamente copiando Tom e Jerry, da Hanna-Barbera. Tivemos a dupla Herman (o rato) e Katnip (o gato).

Geralmente em sua série animada mesmo arranjando diversas formas de pegar seu adversário Katnip sempre leva a pior.

Seja num deslizamento de rochas, mordido por tubarões, sendo eletrocutado entre diversas outras loucuras que acontecem nos desenhos.

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Baby Huey

É um pato enorme, de temperamento dócil e muito desengonçado, mas dotado de uma força descomunal.

Infelizmente por causa de sua força exagerada Baby Huey fica atrapalhando a vida de seu pai (seja quebrando a casa, carro ou algo no seu trabalho).

Devido a isso seu pai o trata mal geralmente desaprovando-o, mas Huey age como um garoto normal (sempre querendo brincar com outras crianças).

No entanto nem tudo era tranquilo, porque havia uma raposa que o perseguia de olho grande achando que seria uma ótima refeição.

A raposa tentava enganá-lo de diversas maneiras num tipo de brincadeira, mas como Baby Huey era bem inocente e grande tudo dava errado (era um desenhos simples e divertido).

Havia outros personagens que se destacaram que foram: Buzzy The Crow e Tommy Tortoise and Moe Hare, é mais uma versão da lebre e a tartaruga.

Desta vez a lebre pensando que iria se dar bem aposta na tartaruga, porém mesmo ajudando não consegue fazê-la vencer. No final acontece uma inversão bem inteligente.

Alguns desses desenhos passaram por aqui na telinha durante a década de 80 (só não me lembro quando).

Espero que tenham gostado.

 

 

Batman Preto e Branco

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É uma minissérie em 4 edições lançada pela Editora Abril, em 1998.

São histórias com participação de diversos desenhistas tipo: Joe Kubert, Howard Chaykin, Richard Corben, Simon Bisley, Katsuhiro Otomo, Klaus Janson, Matt Wagner entre vários outros.

Não poderia esquecer dos roteiristas: Denny O’Neill, Neil Gaiman, Archie Goodwyn, Jan Strnad, Chuck Dixon.

Bom, ao invés de comentar todas as edições (algo que normalmente faço). Vou destacar as aventuras que mais me impressionaram de cada gibi.

Todas as histórias mostram uma faceta diferente do Morcegão e a melhor parte é podermos acompanharmos isso.

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Dúbio Amor – Primeira Edição

Bruce Tim dispensa apresentações, porque obviamente sem ele nunca teríamos o universo animado da Distinta Concorrente.

Na trama, a Dra. Marilyn Crane é uma renomada cirurgiã plástica que conseguiu o incrível feito de restaurar a face do Duas Caras.

Só pra constar em Batman: O Cavaleiro das Trevas, da década de 80, Harvey também teve seu rosto reconstituído.

Continuando, Dent após se recuperar começou a ter um relacionamento com ela (sendo que até noivaram. Tudo ia muito bem até que surge Madeline, irmã gemea da doutora.

Tal acontecimento já demonstrava que haveria problemas. Num dia Madeline foi ao escritório de Dent fingindo ser sua irmã, provocando-o e conseguindo (daí então tornaram-se amantes).

Mais devido ao seu casamento marcado, Harvey queria terminar com Madeline. Só que ela não aceitou isso tão fácil e jurou se vingar.

O final é trágico tendo todo aquele jogo de dupla personalidade que é a principal característica de Dent.

Nem preciso comentar sobre a arte de BT, pois sua fama o precede. A história é tão psicológica e quanto densa (e sempre quando a releio fico pasmo e viajando na maionese).

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Lenda – Segunda Edição

Confesso que fiquei balançado pra comentar sobre “Um Mundo Preto e Branco” com roteiro de Neil Gaiman e arte de Simon Bisley.

Porque nela vemos Batman e Coringa como atores que precisam passar suas falas pra depois irem contracenar. É uma perspectiva muito perspicaz da eterna luta destes antagonistas. Algo que somente Gaiman poderia nos mostrar.

Bom, com arte de Walter Simonson, “Lenda” retrata uma sociedade futurista na qual o Homem-Morcego é um herói antigo usado como esperança de uma vida melhor.

A história de combate ao crime do herói transmite algum tipo de alento, pois no passado surgiu um homem que foi capaz de lutar contra o crime e a violência.

Descrevendo alguém praticamente imbatível, capaz de voar, respirar debaixo da água, incansável, combate o mal e seu esconderijo secreto (aspectos que conhecemos bem).

Isso é visto ao mesmo tempo em que uma mãe conta pro filho sobre o herói e no finalzinho da aventura notamos que o Morcegão retornou pra defender a quem precisar dele.

É uma história simples, curtíssima pra ser sincero, mas demonstra uma essência do herói deixando implícita a mensagem que mesmo após a morte de BW o mito irá perdurar pra sempre.

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Pais e Filhos – Terceira Edição

Escolher a mais marcante foi difícil (fora “Canção Mortal” que é a última que nunga gostei).

As outras três “Boa Noite, Meia-Noite, “Sonhos” e “O Assalto” merecem bastante atenção.

Bom, “Pais e Filhos” tem arte de Bill Sienkiewicz famoso por Elektra Assassina entre outros trabalhos.

Na trama estamos no alto de um prédio, onde um pai tenta dar uma lição de moral em Kyle seu filho.

O fato cruel é que ele joga a gata de estimação do menino lá do alto e o animal obviamente morre.

Batman estava próximo e presencia toda a maldade do homem. Chegando com muita vontade de surrá-lo, pois não teve tempo de reação pra salvar o animal.

Não há como falar de outra forma, pois é o melhor momento de debate que já li num gibi. Enquanto o pai reclama dos problemas de perder sua esposa e se lamuriar por estar criando o menino sozinho

Batman fica contradizendo-o pelo ponto de vista de quem só viu o que estava acontecendo naquele momento.

O menino estava assustado e seu pai sempre usava a figura do herói pra oprimi-lo. Quando na verdade, Kyle tinha medo do próprio pai. Isso é algo que nos conecta com toda relação de pai e filho (tipo opressor e orpimido e conflito de gerações).

A ideia foi incrível e a conclusão deixa-nos com aquela pulga atrás orelha, porque só o tempo irá responder.

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Um Sujeito Inocente – Última Edição

Brian Bolland também é outro artista que dispensa qualquer apresentação, mas só pra constar em seu currículo temos Batman: A Piada Mortal, Camelot 3000, Mulher-Maravilha, Homem-Animal e Juiz Dredd.

Na trama como já diz o título um homem comum num momento de desvairio começa a pensar em como seria um crime praticado por uma pessoa comum.

Sua intenção é cometer um crime grandioso algo que nunca será esquecido tipo o assassinato de John Lennon.

Ele está gravando seu depoimento em video, no entanto sua intenção é queimar a prova depois que cometer o ato.

Como mora em Gotham deseja matar o Homem-Morcego e meticulosamente vai contando cada detalhe de como seria tal acontecimento.

Batman sairia numa ronda noturna, iria combater alguns de seus inimigos e quando menos esperasse levaria um tiro mortal na cabeça (caindo ensanguentado e morrendo logo depois).

A história me surpreendeu, principalmente, porque morte do Batman seria algo tão grandioso pra ele.

E pra piorar pude notar a total frieza do sujeito ao afirmar que poderia sair ileso e continuaria sua vida pacata normalmente se casando e tendo filhos ao longo dos anos.

Só pra fechar, afirmo que foi uma tarefa ingrata escolher qual história merecia comentar, mas a qualidade de todas é inegável. Tanto que depois surgiram outras edições no mesmo estilo.

Espero que tenham gostado.