Jay Ward Productions

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Aqui no blog já comentei sobre diversas empresas antigas que trouxeram personagens inesquecíveis pra telinha.

E só relembrando foram: Fleischer Studios, King Features, DePatie Freleng , Filmation e agora Jay Ward Productions. Sei que falta apenas a Hanna-Barbera e a Disney, mas vou pensar no assunto já que tem muita coisa pra abordar.

Bom, a Jay Ward Productions foi um famoso estúdio de animação criado por Jay Ward, baseado no condado de Los Angeles, Califórnia em 1947.

Quando Alexander Anderson tornou-se seu sócio criaram o primeiro programa de desenho animado exclusivamente pra televisão “The Comic Strips of Television” , em 1949.

O desenho Crusader Rabitt foi veiculado, mas tinham intenção de mostrar também   Janota Age Certo (Dudley Do-Right) e Hamhock Jones (que foram pra telinha algum tempo depois).

Devido a saída de Anderson da produtora quem assumiu em seu lugar foi Bill Scott.

Scott havia trabalhado na United Productions of America (UPA) produtora de Mr. Magoo e Gerald McBoing-Boing.

O sucesso veio com o desenho As Aventuras de Alceu e Dentinho e também com História Improvável.

A biblioteca e os direitos da Jay Ward Productions são administrados por seus descendentes através da empresa Bullwinkle Studios (antiga Classic Media) que já lançou alguns desenhos antigos em DVD (e também pela DreamWorks Animation).

Venha comigo retirar a poeira dessas pérolas que merecem ser lembradas

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George, O Rei da Floresta – George of the Jungle

Quando vi na telinha a versão de 2007 sabia que já havia visto algo antes, mas não me lembrava em qual época (só deve ter sido na década de 80 mesmo).

George, O Rei da Floresta foi lançado na telinha americana pela Rede ABC, em 1967.

George é uma escrachada paródia ao Tarzan com situações muito malucas. Na trama, George ainda era um bebê e foi o único sobrevivente de um acidente aéreo. Foi criado pelo Garila, um gorila falante, cultíssimo e muito inteligente.

George cresceu na floresta tranformando-se num herói bastante atrapalhado, age de forma abobalhada e geralmente vemos ele se esborrachando direto nas árvores.

Ao seu lado temos Úrsula, sua fiel companheira a parte engraçada é que George a trata como homem. Se referindo a ela como: “aquele que nunca faz barba”.

Na grande maioria das vezes é Úrsula quem avisa ao herói pra tomar cuidado com as árvores, mas isso nunca adianta.

Ainda temos animais Panti, um elefante que se comporta como cachorro, Tuc-Tuc, um pássaro que diz apenas o próprio nome mais os outros personagens o entendem e o Comissário Distrital (que chama o herói quando há problemas na selva).

O narrador desempenha um importante papel na história, pois age como conselheiro e vigia tudo que acontece na floresta (sua voz sempre tem um tom de ironia).

A dublagem dessa versão contou com Orlando Drummond (Garila) Milton Rangel (narrador) e Nair Amorim (Úrsula).

George, o Reida Floresta teve apenas 17 episódios com duração de 6 minutos cada terminando no mesmo ano no qual foi criado.

Devido ao seu sucesso, a Gold Key Comics lançou uma revista em quadrinhos baseada no personagem em 1968 (foram publicadas somente 2 edições).

Em 1997 tivemos o filme da Disney, George, o Rei da Floresta sendo que Brendan Fraser interpretou o personagem. O filme começa com uma animação e na história Úrsula Stanhope (Leslie Mann) viaja numa expedição pra África e lá encontra seu noivo, Lyle Van De Groot (Thomas Haden Church).

Os nativos contam a história do Macaco Branco e os caçadores com Lyle o procuram pra conseguir dinheiro. Só que a expedição tem um problema quando Úrsula é atacada por um leão, mas Geoge a salva (e acaba se apaixonado pela moça).

Depois, George vai pra cidade de São Francisco com Úrsula e devido a sua total ingenuidade e falta de tato arranja inimizade com Beatrice Stanhope, a esnobe mãe de Ursula.

Goerge, o Rei da Floresta é uma versão divertida, cheia de ação e que consegue evocar bastante daquilo que há no desenho.

Em 2003, graças ao sucesso da versão anterior, tivemos George, o Rei da Floresta 2 que infelizmente não teve a participação de Fraser. No seu lugar temos Christopher Showerman que atuou muito bem como herói atrapalhado.

Neste filme a mãe de Úrsula (Julie Benz) faz uma tramóia pra levar a filha de volta pra cidade (Beatrice é a vilã da vez).

Van De Groot hipnotiza Úrsula fazendo-a esquecer que era casada com George. E pra piorar o Leão Mau quer se tornar Rei da Floresta.

A parte engraçada fica com o narrador que participa bastante do filme e também com o pássaro Tuc-Tuc. Como eu comentei antes Brendan Fraser não participa desta continuação, mas tem referências sobre ele ter feito o primeiro filme.

Gostei de Showerman que consegue mostrar um George burro, inocente e tão carismático quanto Fraser.

Só pra constar, o ator mirim Angus T. Jones interpreta George Jr. filho do herói. Algum tempo depois ficou famoso ao trabalhar no seriado Dois Homens e Meio através do personagem Jake Harper.

Como curiosidade, Úrsula novamente diz a frase clássica do desenho, temos uma excelente versão animada iniciando o filme e no final há algumas cenas que deram errado.

Mesmo não sendo um dos meus filmes preferidos, George, o Rei da Floresta 2 é bastante engraçado. Servindo como ótimo entretenimento pra assistir com a família.

Por último em 2008 foi a vez da série animada que trouxe os personagens de uma forma mais moderna e caricata. Só que eu não gostei dessa versão que ficou muito estranha pra mim.

Na versão original de George havia outros dois desenhos que foram apresentados em segmento (e que comento logo abaixo).

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Super Galo – Super Chiken

Super Galo, estreou em 9 de setembro de 1967 na telinha da Rede ABC.

No desenho, o Sr. Dondoco Careta III (Henry Cabot Henhouse III), era um milionário que morava num cobertura. Sempre quando havia necessidade para transformar-se em herói ele tomava o super-suco.

O leão Fred é seu fiel companheiro de aventuras que tinha o azar de se machucar quando preparava o super-suco (também invariavelmente se dava mal nos episódios).

Abordo do Supercóptero a dupla combatia o crime nos mais variados lugares. O único problema é que o super-suco tinha pouca duração e pra piorar o Super-Galo tinha um grito de guerra horrível de se escutar.

Como curiosidade os dubladores Mário Monjardim (Super Galo) e Orlando Drumond (Fred) também emprestaram voz pro desenho Scooby-Doo. Respectivamente fizeram Salsicha e o cão medroso.

Super-Galo teve 17 episódios com apenas 6 minutos de duração.

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Tom Sem Freio – Tom Slick

Tom Sem Freio era um amante do esporte que competia em várias modalidades ao redor do mundo.

Um aspecto importante é que seu carro Thunderbolt Grease-Slapper pode se converter em qualquer tipo de veículo que precise. Já se transformou em trem, balão, submarino, skate, balão entre outros.

Ao seu lado estavam Maria (Marigold), sua namorada que demonstra ser apaixonada pelo herói e a Coroa que também o acompanhava em suas aventuras.

Como antogonista havia o Barão Otomático (Baron Otto Matic), um vilão desprezível que tentava sacanear das mais diversas maneiras. Seu fiel lacaio era o Cafaja e a dupla como fato normal da época se dava mal em suas tramóias.

A parte engraçada era das pessoas na arquibancada que apareciam dormindo, mas de repente gritavam: “hey!” (sem ânimo algum).

Tom Sem Freio teve somente 17 episódios do mesmo jeito que seus predecessores.

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Roger Ramjet

Só pra constar, Roger Ramjet não faz parte da Jay Ward Productions, mas seu estilo lembra muito os desenhos citados acima.

Essa série animada foi produzida pela Pantomime Pictures Corporation em parceria com a Hero Entertainment Inc. (indo pra telinha em 1965).

Roger Ramjet é um herói patriótico, pois usa um uniforme na cores da bandeira amenricana.

Suas missões governamentais eram organizadas pelo General  G.I. Brassbottom (que era do Pentágono). Sempre disposto a lutar pelo bem maior e no momento que mais necessita utiliza sua uma arma secreta.

Uma pílula que lhe concedia o incrível poder de 20 bombas atômicas, no entanto seu efeito durava apenas alguns segundos.

Se não conseguisse concluir seu intento Rogere pedia ajuda do esquadrão de águias americanas, uma equipe de crianças prontas pra ação.

O grupo era formado por: Yank, uma versão miniatura do herói, Doodle que adora comer, Dan, o mais inteligente deles e Dee, a única menina do grupo.

Como curiosidade todos os meninos pilotavam avião, mas infelizmente Dee era exceção (suponho que “talvez” fosse preconceito lembre-se que era os anos 60).

Continuando, Lotta Love era o grande amor do herói o problema era que a moça era disputada também por Lance Crossfire, um piloto de testes e seu inimigo número 1.

Ainda tínhamos Ma Ramjet, sua mãe que vivia lhe arranjando problemas.

Roger Ramjet era um desenho bem simples e engraçado, pois seu estilo de ação é marca registrada daquela época que foi produzido.

Mesmo sendo antigo o desenho bateu a marca espantosa de 156 episódios distribuídos em 5 temporadas.

Pra fechar, todos os desenhos citados acima foram exibidos durante a década de 80 pela TV Record.

Até o próximo texto.

 

 

 

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Coleção DC 70 Anos – Última Parte

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Liga da Justiça – “Semente Estelar”

A quinta edição é dedicada a Liga e fiquei muito tentado a falar sobre “Um Novo Começo” que conta sobre a formação da equipe na fase cômica.

É uma história de início mesmo já mostrando os atritos entre Batman contra Guy Gardner (e principalmente todo aquele clima divertido que virou clássico).

Por mais que seja uma aventura importante decidi deixar de lado pra comentar “Semente Estelar” que tem roteiro de Grant Morrison & Mark Millar e ainda arte de Howard Porter.

Nela também temos o surgimento de uma outra formação numa fase bastante aclamada. O principal inimigo é aquela estrela do mar espacial ridícula que eu detesto, mas foi adaptada de uma maneira melhor.

Na trama, Starro está invadindo nosso planeta e o Flash foi o primeiro a sucumbir.

Enquanto isso no QG da Liga: Superman, Lanterna Verde (Kyle Rayner), Mulher-Maravilha, Aquaman, Caçador de Marte e Batman discutem em como abordar a situação.

De repente, o Espectro (Jim Corrigan) se intromete proibindo a equipe de tentar impedir a invasão.

Apesar do sério problema os heróis decidem ir pra Blue Valley. Então Corrigan mostra um futuro apocalíptico com a Liga da Justiça dominada pelo vilão e conquistando todos os lugares do universo.

Mesmo sabendo do alto risco a equipe age, mas sem poderes (como sempre Batman é seu maior triunfo).

Bom, é chover no molhado comentar que o Morcegão usando sua astúcia consegue ludibriar o inimigo.

Pelo que citei acima ficou óbvio que “Semente Estelar” chamou minha atenção, porque ao saberem do problema que desencadearia ao perder a equipe decidiu ir de encontro do perigo.

E pra piorar combatendo sem poder algum um inimigo praticamente imbatível. Essa fase dos roteiros de Grant Morrison é muito bem comentada na web.

A melhor parte é a arte de Howard Porter que de maneira sutil nos apresenta uma história prazerosa e eficiente.

O que me deixou de bobeira com essa aventura foi que resolveram ajudar de qualquer jeito sem se importar com a vida deles. O Espectro é sinistro, pois age apenas conforme seus interesses tomando decisões importantes e assustadoras.

Só pra constar, na edição Os Melhores do Mundo # 26 temos uma continuação direta desta aventura.

“A Coisa” com arte de Porter e roteiro de Morrison mostrando a Liga se unindo com Sandman pra derrotar Starro (tendo que dormir pra agir no mundo dos sonhos).

Tudo estaria perdido se não fosse por Michael Haney, pois sua ajuda foi fundamental pros heróis vencerem.

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Batman – “O Preferido”

A sexta e última edição é dedicada ao Homem-Morcego foi a pior e mais difícil pra escolher apenas uma história (e não é só porque o Morcegão é um dos meus heróis preferidos).

Numa lista que apresenta: “O Batman que Ninguém Conhece”, “A Morte chega a Meia-Noite e Três”, “Procurado Papai Noel… Vivo ou Morto!”, “A Noite do Caçador”, “24 Horas” entre outras pérolas.

Fiquei com “O Preferido” com roteiro de Mark Millar e desenhos e Steve Yeowell.

O Cruzado Embuçado está numa caçada feroz tentando pegar uma gangue especializada em arrombar mansões dos ricos.

Depois ficamos sabendo que algo muito importante havia sido levado da Mansão Wayne.

O comportamento implacável do herói na busca por informações sobre o paradeiro dos ladrões é muito violento (beirando a insanidade).

Durante sua empreitada Bruce deixou até de dormir pra conseguir seu intento.

A gangue se autointitulava “Peças de Xadrez” e uma denúncia anônima havia entregue seu esconderijo secreto.

A situação se complicou, porque o Chefe Yeats, da equipe da Swat pensando apenas em ganhar fama (deixou os bandidos fazerem reféns).

Obviamente o Cruzado de Capa foi pro local agindo de forma eficaz contra a bandidagem.

É só no final que compreendemos o motivo pelo qual Bruce fazia questão de encontrar a gangue. O objeto que havia sido roubado de sua casa foi um trenzinho de brinquedo.

O último presente que seus pais haviam lhe dado antes de serem assassinados.

Sendo exatamente aí que o roteiro de Mark Millar me surpreendeu. Vemos Bruce correndo pela cidade numa fúria desenfreada pra encontrar uma parte importante de seu passado (ouso até afirmar de sua inocência perdida e feliz).

Na penúltima parte temos Wayne ajoelhado por entre o brinquedo. A cena é de uma tristeza tão grande e ao mesmo tempo tão poética que ficou guardada em minha memória por um longo tempo.

Confesso que a arte de Steve Yeowell não ficou muito legal, mas devido a densidade do roteiro podemos deixar esse aspecto de lado.

Só pra constar, essa história de brinquedo do Morcegóide me lembrou de outra que li no gibi Liga da Justiça Sem Limites # 5.

Temos, “Liga da Justiça: Feliz Natal Fatal” com roteiro de Mike McAvennie e arte de Sanford Greene.

Na trama como diz o título estamos na época natalina e a Liga enfrenta o Cara de Barro que estava disfarçado de Papai Noel. Só que o Flash pensando em agir rápido acaba atrapalhando a missão.

Após aquela burrada, Batman lhe dá uma sermão e lhe incumbe o trabalho de procurar um dos integrantes do bando que fugiu.

É claro que Wally ficou chateado (por causa da seriadade do Morcegão), mas o Vingador Fantasma surge mostrando-lhe alguns fatos de natais passados do Morcegão.

Algo do tipo Um Conto de Natal do Ebenezer Scrooge ambos recuaram no passado do pequeno Bruce Wayne descobrindo qual era o seu brinquedo favorito.

Quando era menino tanto Bruce quanto Clark gostavam do Fantasma Cinzento. A cena da confraternização dos pais de Kent com Batman foi constrangedora.

Bom, resumindo Wally prendeu o bandido que restava e como era época de natal (resolveu presentear Wayne com seu brinquedo favorito).

Pra ser sincero, “Liga da Justiça: Feliz Natal Fatal” não é lá grandes coisas, porém esses acontecimentos no passado de BW ajudam e muito pra ficarmos sabendo quem era e no que se tornou.

Fechando, na Coleção DC 70 Anos tive que deixar várias aventuras de lado, no entanto escolhi aquelas que tiveram um significado maior na minha leitura.

Espero que tenham gostado e relembre aqui do texto anterior.

 

 

Coleção DC 70 Anos – Segunda Parte

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A terceira edição é dedicada a Guerreira Amazona. Bom, temos aquela história de origem com arte de H. G. Peter e roteiro de William M. Marston (criador da personagem).

Há outras aventuras da Era de Prata que não gostei muito e por isso nem vou  comentar.

Só pra constar, a introdução de Lynda Carter contando como foi interpretar a heroína é sensacional.

Mais confesso que a história “Quem Matou Mindy Mayer?” tem uma narrativa ótima.

Gostei demais quando li na primeira vez, porém a minha escolhida foi essa abaixo.

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Mulher-Maravilha – “Seja a Mulher-Maravilha… e Morra!”

Apresentando roteiro de Robert Kanigher e arte de Jose Delbo temos uma homenagem pra Jenette Khan e Len Wein que na época eram os editores da revista da personagem.

Aqui, conhecemos Amy Kelley uma atriz que desejava atuar no papel principal num filme sobre a Mulher-Maravilha.

Infelizmente, Amy havia descoberto que estava  com uma doença terminal restando-lhe apenas seis meses de vida.

Mesmo não tendo muita sorte em sua audiência ela continua usando a imagem da heroína pra tentar salvar o pessoal do estúdio que estava pegando fogo.

Enquanto isso, Diana havia visto o noticiário na telinha ficando perplexa ao saber de sua cópia fajuta. A heroína decide ir pro local salvando a todos. E ao descobrir a história da farsante decide deixar Amy levar a diante sua vontade.

Após ser descoberta e aclamada por sua coragem Kelley consegueo papel que tanto queria. Durante as filmagens a atriz fez praticamente quase todas as suas cenas, mas Amy passa mal e Diana assume em seu lugar.

Conseguindo frustar os planos do terrorista Konrad Kardion que havia guardado seus planos secretos no estúdio. Depois, Diana leva Amy pra ser tratada na Ilha Paraíso mais já era tarde demais (a atriz morre sendo enterrada lá).

Seu esforço não foi em vão, pois recebeu o Oscar de Melhor Atriz. A história me ganhou pelo aspecto humano, porque assim como Amy Kelley os heróis nos inspiram a sermos melhores como pessoas.

Seja ajudando ao próximo com trabalho voluntário, quando necessário ou servindo de exemplo de bondade, solidariedade e companheirismo.

Amy era uma mulher simples sabia que iria morrer, no entanto escolheu deixar sua marca no mundo servindo como exemplo pra outros.

Após notar esse detalhe mínimo detalhe importantíssimo afirmo que o roteiro de Robert Kanigher ficou sensacional.

Eu nunca havia visto o trabalho de Jose Delbo e apesar de não ter um nível excelente (achei melhor do que muito desenhista atual).

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Flash – “Deslocado no Tempo”

A quarta edição é dedicada ao Homem Mais Rápido do Mundo.

É impossível comentar sobre o velocista e deixar de constatar que o herói marcou a história dos quadrinhos pra sempre.

Primeiro com o surgimento de Jay Garrick, depois com o acréscimo de Barry Allen e finalmente concretizando com o Multiverso.

Podemos afirmar que o Multiverso surgiu e morreu com o Flash 2 (durante a crise oitentista), mas a Distinta Concorrente resolveu trazer a bagunça de volta.

O seriado com Grant Grustin trouxe vários elementos dos gibis como: universos paralelos, homenagem pro Flash 1, vilões clássicos (Flash Reverso, Grood, Capitão Frio entre outros), e até heróis secundários (Cigana, Vibro, Doutora Luz e etc, etc…). É muito detalhe pra prestarmos atenção.

Apesar de gostar muito do seriado, sua popularidade atinge até quem não é fã de gibis.

Pra mim parece que nessa terceira temporada os roteiros cairam muito. A trama está se arrastando. E podemos notar a enorme diferença mostrada no estilo Marvel/Netflix de temporadas curtas que deram uma guinada na forma de manter nosso interesse.

Continuando, fiquei pensando em qual aventura abordar principalmente, porque “Flash: Fato ou Ficção” homenageando Julius Schwartz me deixou muito intrigado.

Barry vem pro mundo real encontrando o mítico editor de suas histórias foi sensacional. Quem não gostaria de encontrar seu herói favorito pessoalmente?

Na minha época de moleque era doido pra conhecer Christopher Reeve, mas infelizmente o sonho acabou.

Voltando, a melhor situação foi Barry ter descoberto outra Terra no caso a nossa , passando a saber que em algum lugar sua vida não passa de ficção (isso foi o máximo).

Bom, chega de enrolação “Deslocado no Tempo” tem roteiro de Mark Waid e arte de  Mike Wieringo.

Nessa aventrura, o Flash 3 (Wally West) impede um roubo de carga numa ponte. Apesar de sua velocidade usou a fórmula de super poderes de Johnny Quick (velocista pai da Jesse Quick).

Afinal estava pensando que sua velocidade não era suficiente pro salvamento que iria fazer (desejando velocidade extra usou a tal fórmula).

Algo que o tornou tão veloz que tudo ao seu redor parecia que estava parado.

Isso me lembrou um desenho da Liga no qual a equipe enfrentou o Doutor Destino. O Flash tinha um pesadelo no qual só ele podia se mover enquanto todo mundo estava do mesmo jeito dessa história.

O episódio é sensacional, porque Batman tira onda com John Dee cantarolando uma musiquinha mentalmente (pra não cair no sono).

Continuando, perdido em reflexões, Wally recebe ajuda  de Max Mercúrio tendo uma conversa importantíssima sobre decisões e escolhas.

“Deslocado no Tempo” não é minha história preferida do Wally, mas justamente por ser veloz aprendeu a difícil lição que não pode estar em todos os lugares com pensava.

Outra coisa importante é que o roteiro de Mark Waid conta sobre a força de aceleração, fonte dos poderes de um velocista.

E arte de Mike Wieringo é estilizada e bem simples fazendo nossa atenção fluir pela história facilmente.

Fim da segunda parte e relembre aqui o texto anterior.

 

 

Artista

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Pin-ups

Há algum tempo atrás, numa galáxia não muito distante. Fiz uma postagem de pin-ups com artistas clássicos.

Pesquisando pela web encontrei outros desenhistas com trabalhos mais recentes.

Na galeria abaixo você pode contemplar a arte de: Atomic kirby, Gelipe, Jfsouzatoons, Kondaspeter1, Jhonny-manic e Promethean-arts.

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Coleção DC 70 Anos

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Quando a empresa atingiu a marca de sete décadas de publicações lançou gibis com seu melhores ícones.

Então foram 6 edições abordando As Maiores Histórias do Superman, Lanterna Verde, Mulher-Maravilha, Flash, Liga da Justiça e Batman.

Obviamente são aventuras dos personagens que abordam a Era de Ouro, Prata, Bronze e Moderna.

É importante notarmos que as histórias lançadas são as mais influentes de cada período citado servindo pra termos uma ideia da evolução dos heróis a cada década.

Bom, ao invés de comentar cada uma das revistas (algo que sempre faço). Desta vez vou apenas falar de uma aventura que me impressionou bastante.

As capas de todas as edições tem arte de Alex Ross dando mais destaque pra cada uma delas.

Chega de enrolação e vamos ao que interessa

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Superman – “O Exílio á Beira da Eternidade”

A primeira edição é dedicada ao Azulão mostrando momentos importantes como sua origem, funcionamento dos poderes, a versão de John Byrne, Os Últimos Dias do Superman e Olho por Olho que já fiz comentários há um tempo atrás.

Aqui temos roteiro e arte de Jim Steranko, um dos mais renomados desenhistas dos gibis de todos os tempos.

Na trama estamos no futuro, pois havia vinte mil anos que o Superman havia morrido. Seu legado foi honrado por seus descendentes e até uma constelação foi batizada com seu nome heroico.

Com o auxílio deles a humanidade desbravou o espaço colonizando milhares de planetas. Através dos séculos e milênios os descendentes de Kal evoluíram e se modificaram.

Paralelamente a tecnologia desenvolvida pelo homem atingiu seu ápice, mas nem tudo era perfeito nessa sociedade utópica (havia política, guerras, cobiça e mortes).

Pra piorar numa estação mineradora com robôs autômatos classificou de maneira errada uma chuva de meteoros como ameaça. Em retaliação detonaram armas tão poderosas que rasgaram o tecido da realidade causando um colapso que estava destruindo tudo no universo.

A explosão voraz fazia planetas e sistemas solares sumirem e a notícia se espalhou rapidamente. A Irmandade Superman foi convocada pra resolver o problema e pra solucioná-lo foi proposto algo extraordinário.

Toda a humanidade seria convertida em seres de luz, porém alguém deveria ficar pra lançar essa enrgia no vórtice devorador.

O único que se apresentou foi A’dam’ Mkent, um Superman deficiente visual. Ao realizar essa façanha monumental de salvar o universo, A’dam ficou sozinho e vagando por muito tempo, muito tempo (chegando até a enlouquecer por causa disso).

Bom, nem preciso contar que a arte psicodélica de Jim Steranko me deixou alucinado (confesso que virei fã só por causa dela).

O Exílio á Beira da Eternidade é uma aventura que vale a pena viajar em sua leitura. Principalmente, porque me surpreendeu pelos aspectos futuristas apresentados e lembrando o arrebatamento bíblico (entre outras coisas). Não vou comentar o final pra não estragar a surpresa de quem quiser ler.

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Lanterna Verde – “Vôo”

A segunda edição é dedicada ao Homem de Verde mais famoso da Tropa.

Vou deixar de fora “S.O.S Lanterna Verde” que é a história de origem , “O Mal Sucumbirá Ante Minha Presença” (introdução de John Stewart) e Velocidade da Luz, pois também já comentei.             

Antes de mais nada eu fiquei muito tentado em falar sobre “O Herói do Amanhã” que homenageia tanto Alan Scott quanto Hal Jordan.

Há vários elementos clássicos da mitologia de ambos mostrando Tom Kalmaku, Jade, Os Guardiões de Oa e até o chato do Krona.

Mais “Vôo” com arte de Darwyn Cooke e roteiro de Geoff Johns me pegou de surpresa.

Em relação a história anterior que citei posso afirmar que é bem simples, porém o fato importante é que mostra o fascínio de voar.

Algo que sinceramente é muito estranho, pois os heróis voam pra qualquer lugar com seu anel energético. O que nos conecta nessa aventura é a realidade que nós podemos voar de avião e apreciar o mundo lá de cima (algo que nunca fiz, mas sonho realizar futuramente).

Na trama, Harold Jordan é um aficcionado por aviões desde pequeno, principlamente, porque seu pai Martin é piloto de avião. Houve um período que todos os dias antes de ir pra escola Hal sumia pra ver seu pai voando.

Isso se tornou uma grave peocupação pra sua mãe e motivo de orgulho do pai é lógico. Só que transformou-se um problema quando o menino revelou pra eles que esse era o seu maior desejo.

Então, numa noite, Martin o leva pra voar escondido sendo um acontecimento inesquecível pro jovem Jordan. Marcando-o pra vida toda e a melhor parte nessa história é vermos o tempo passando e Hal levando no mesmo lugar Carol Ferris e Kyle Rayner.

Nesses anos todos que passaram a únca coisa constante é a presença de Johnny, na entrada do hangar transformando a aventura em algo pessoal (já que conhecia Jordan desde garotinho).

Essa passagem de tempo e o sentimento de vida particular tornam “Vôo” uma história singular conectando aquilo que nos faz ser nós mesmos. E nem preciso comentar sobre Darwyn Cooke e Geoff Johns, pois a carreira de ambos já fala por si só.

Espero que tenham gostado.