Imagens

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Sexy Girls

Sempre quando estou surfando pela web, acabo encontrando diversas pin-ups que merecem destaque.

Então contemple nas imagens abaixo algumas musas dos desenhos animados que tenho certeza que você irá gostar.

Nesta galeria temos:  Elsa, Lisa Simpson, Princesa Jasmine, Mulher-Elástica, Candace Flynn, Vanessa Doofenshmirtz, Kim Possible, Princesa Jujuba, Videl, Alegria e Nojinho entre várias outras

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Os Trapalhões – Terceira Parte

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Em 1982, o programa era apresentado no antigo Teatro Fênix. Essa nova fase teve direção de Gracindo Júnior e também a participação de Carlos Alberto de Nóbrega na redação.

No ano seguinte, o programa passou por problemas quando o grupo se separou. Zacarias, Dedé e Mussum deixaram a Renato Aragão Produções, empresa que cuidava dos negócios que envolvia os Trapalhões.

E formaram sua própria empresa, Demuza Produções deixando o programa e seguindo com sua carreira cinematográfica. Essa separação durou seis meses, mas nesse período Renato apresentava o programa sozinho.

Felizmente, esse intervalo não durou muito e após as “férias conjugais”, eles voltaram em março de 1984 num programa especial comandado por Chico Anysio (1931-2012).

A intenção era reapresentar o grupo pro público e além de Chico o programa ainda teve a participação de Simony (Turma do Balão Mágico), Izabela Bicalho (Narizinho, do Sítio do Pica-Pau Amarelo) e Gabriela Bicalho, atriz-mirim da novela Champagne.

Chega de enrolação e vamos ao texto

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O Cangaceiro Trapalhão – 1983

O filme foi dirigido por Daniel Filho e surgiu inspirado na história do famoso Lampião, o Rei do Cangaço (Virgulino Ferreira da Silva).

A trama também foi inspirada na minissérie global Lampião e Maria Bonita (1982) protagonizada por Nelson Xavier e Tânia Alves que no filme deram vida aos mesmos personagens.

Na história, Severino do Quixadá (Renato Aragão), um simples criador de cabras, salva o Capitão (Nelson Xavier) e seu bando de uma emboscada armada pelo tenente Zé Bezerra (José Dumont).

Então, capitão acaba escapando e leva uma caixa misteriosa que retirou do trem assaltado na cidade de Cajarana. Durante o tiroteio pra fugir daquela confusão, Severino, Zacarias e Mussum (que estavam na cadeia) vão pro acampamento dos cangaceiros.

Lá, Maria Bonita (Tânia Alves) percebe a semelhança de Severino com Lampião, e ele lhe dá o nome de Lamparino. Encarregando-o de ir pra Água Lindas vingar uma desavença dos poderosos da cidade com um de seus cangaceiros.

Só pra constar, Dedé interpreta Gavião, um cangaceiro de confiança do Capitão.

Devido a direção de Daniel Filho há uma mudança significativa neste filme do grupo.

Seja por mostrar um importante vulto histórico de nosso país, seja pelo capricho nas cenas de ação e até no figurino de época que achei ótimo.

Só que fica tudo por aí, pois na segunda parte em diante parece que temos um outro filme diferente sendo mostrado.

Infelizmente, ficou muito difícil engolir que Severino seja parecido com Lampião (mais deixa pra lá). Outra coisa que achei meio sem pé e nem cabeça foi a bruxa interpretada por Bruna Lombardi.

Lembro de quando era moleque adorava essa parte, porém agora não encontrei sentido nenhum naquilo.

Outra coisa que me deixou encafifado foi aquela caixa misteriosa que parece até vinda de outro planeta (qual a finalidade dela dentro da história?).

E pra piorar ainda tem a galinha que põe ovos de ouro (uma viagem purinha de tão doida).

Bom, fora isso tudo que estraga nossa aventura pela história, ainda continua sendo um filme dos Trapalhões divertido e engraçado.

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Atrapalhando a Suate – 1983

Foi produzido pela Demuza (que expliquei no início da postagem) com parceria da  J. B. Tanko Filmes Ltda.

O filme surgiu inspirado no antigo seriado SWAT – Comando Tático Especial que foi televisionado pela Rede Globo há alguns anos atrás.

Só pra constar, logo no início temos uma introdução animada da produtora citada acima. Parodiando empresas famosas do cinema americano: Metro Goldwyn Mayer, Columbia Pictures, Paramount Pictures e Twenty Century Fox.

Atrapalhando a Suate foi feito na época em que o grupo estava separado, no entanto essa produção não foi bem de bilheteria.

Na trama, os policiais, Dedé, Mussum e Zacarias fazem parte do grupo tático, mas infelizmente causam muitos problemas pra corporação.

Então, o Comandante (Oswaldo Loureiro) decide dar a eles sua última e definitiva missão. Proteger uma importante caixa nuclear impedindo que seja levada por criminosos.

Obviamente o artefato nuclear foi levado e isso faz com que eles sejam expulsos. E pra piorar a Tenente Vera (Lucinha Lins) foi sequestrada pelos meliantes.

Pra recuperar o emprego os atrapalhados decidem resgatar sua amiga e contam com ajuda de Juca (João Bourbonnais), chefe dos escoteiros e namorado de Vera.

Sinceramente, não é um dos melhores filmes que já vi na minha vida, mas tem o trio agindo de forma hilária a todo instante (e só por isso já vale a pena assistir).

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Os Trapalhões e o Mágico de Oróz – 1984

Bom, lembrando que o filme anterior O Trapalhão na Arca de Noé foi estrelado por Renato Aragão, Sérgio Mallandro e teve a primeira aparição da Xuxa (no final da história).

Não vou nem me dar ao trabalho de comentar, porque não gosto deste filme.

Continuando, Os Trapalhões e o Mágico de Oróz foi produzido em parceria entre a Renato Aragão Produções e a DeMuza Produções (e também marca o retorno do quarteto de comediantes).

É uma paródia do famoso livro O Mágico de Oz, escrito por L. Frank Baum, em 1921.

Sua adaptação mais famosa foi estrelada por Judy Garland, em 1939.

Só pra constar, há uma versão conhecida como O Mágico Inesquecível (The Whiz-1978). Historicamente o filme é conhecido por ter apenas atores afro-americanos em seu elenco.

Foi o primeiro filme do astro no qual interpreta o Espantalho. Diana Ross fez Dorothy, uma professora do Harlem de Nova York. E Richard Pryor era o Mágico de Oz.

No filme, Didi tenta fugir da seca nordestina junto com seus amigos Soró (Arnaud Rodrigues) e Tatu (José Dumont).

Durante sua jornada, Didi encontra outros que também precisam de ajuda: o Espantalho (Zacarias), que desejava ter um cérebro; o Homem de Lata (Mussum) que ansiava por um coração e o Leão (Dedé Santana), que precisava conquistar coragem.

O problema acontece quando precisam encontrar água e levar pra cidade. Então, pedem ajuda ao Mágico de Oróz (Dary Reis) que passa a orientá-los.

Só que pra conseguirem seu intento precisam encontrar o monstro de metal que jorra água pela boca.

Mais pra piorar a situação precisam enfrentar o inescrupuloso Coronel Ferreira (Mauríco do Valle) que comercializava água pros moradores da cidade.

Quase ia me esquecendo, pois temos a Xuxa que participa como Professora Ana sendo perseguida pelo Coronel. Ana está apaixonada pelo Leão que é delegado da cidade, mas não consegue enfrentar o Coronel que devido ao seu poder comanda a todos por lá.

Nem preciso comentar que é um dos melhores filmes do grupo, pois trata-se de uma comédia musical com trilha sonora composta pelo saudoso Arnaud Rodrigues.

Além disso tem uma forte crítica social da pobreza, fome e seca que há no nordeste brasileiro (uma triste realidade que ainda persiste até hoje).

Até o próximo texto e relembre aqui o post anterior.

 

Momento Crítico

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É um aventura com argumento de Grant Morrison, arte de Howard Porter e cores de Pat Garrahy que foi publicada no gibi Os Melhores do Mundo #29, em 2000.

Nesse período a Liga era formada por: Super-Homem, Caçadora, Aço, Batman, Homem-Borracha, Oráculo, Aquaman, Zauriel, Flash (Wally West), Mulher-Maravilha, Órion, Grande Barda e Lanterna Verde (Kyle Rayner).

Na trama, o General Wade Eiling preocupado com a Liga da Justiça agir protegendo o mundo todo e não apenas o território americano.

Criou a Tropa Ultramarine, uma equipe militar de elite que através de um projeto científico ganharam superpoderes.

Os soldados atravessaram um portal dimensional que lembrava muito aquele que foi mostrado no filme Stargate (1994).

A equipe dos Ultramarine era formada por: Bélico Um (Tenente-Coronel Scott Sawyer), 4-D (Capitã Lea Corbin), Fluido (Major Dan Stone) e Pulsato (Capitão John Wether).

Enquanto Weiling apresentava a nova equipe no fundo oceano o corpo de um antigo inimigo da Liga estava sendo roubado.

Tratava-se do Shaggy, um ser sintético enorme que tinha força descomunal e um fator de cura ilimitado (simplificando uma máquina de destruição implacável).

Arthur e Kyle foram enviados pra deter quem estava roubando, porém havia contra medidas prontas pra detê-los.

Logo depois do incidente, Super, Aço e Zauriel foram conversar com o presidente americano sobre os Ultramarines, no entanto devido há outros países fazerem o mesmo (criando super heróis patrióticos). O líder da Casa Branca não retrocedeu em sua decisão.

O detalhe importante é que o rosto do presidente daquela administração não é mostrado (não sei por qual motivo).

A Liga é convocada pra agir após uma “suposta” invasão alienígena estar ocorrendo em Fênix, no Arizona.

Alguns integrantes da equipe partem pro local, porém foi uma emboscada tramada por Eiling (pra testar sua tropa Ultramarine).

Isso nos leva a continuação desta história, “Terra Destruída” com arte e roteiro dos mesmos artistas citados no início do texto.

Wade ludibriou a todos forjando uma ordem presidencial pra que sua tropa medisse forças contra a Liga da Justiça.

Pulsato confronta Aço e Barda, 4-D enfrenta Diana, Fluido contra Arthur e Wally e Bélico Um ataca o Super-Homem. Aparentemente a Liga levou uma surra, mas a situação logo mudou.

Enquanto a luta estava rolando em Fênix, Batman, Caçadora e Homem-Borracha foram inspecionar a instalação do projeto militar que deu poderes aos Ultramarines.

Eles descobrem que Eiling estava morrendo e transferiu seu cérebro pro corpo do Shaggy.

Essa parte nos leva pra conclusão,”Em Pé de Guerra”, com argumento de Grant Morrison, arte de Mark Pajarillo.

Wade utiliza o corpo indestrutível de Shaggy se autointitulando o General (sua intenção é destruir a Liga para se tornar o grande salvador da pátria).

Lembrei que na série animada da Liga, Eiling fez algo surpreendente.  Foi no episódio “Ato Patriótico”, após descobrir que a equipe possuía um canhão de fusão binária, entrou pro Projeto Cadmus arranjando formas pra destruir a Liga.

O General injetou nele um soro de super soldado que lhe concedeu poderes incríveis que lembravam o Shaggy, pois sua aparência também está parecida com a desta edição.

Neste episódio, Sir Justin tem uma batalha memorável contra Wade quase morrendo, mas mesmo assim lutando com honra e bravura. Confesso que pra mim este é um dos melhores episódios da série animada da Liga.

Voltando, a Tropa Ultramarine estava notando que seus corpos não estavam bem. Na verdade a história contada por Wade era falsa.

Foram usados compostos de metagene que concedem superpoderes ao heróis pra que desenvolvessem suas habilidades (seus poderes iriam falhar e todos iriam morrer).

O Super-Homem através de um discurso dramático convence a equipe militar que estavam sendo usados pelo General.

Todos se unem pra detê-lo e como única solução, o General é mandado pro espaço pra onde não poderá ferir ninguém.

Como epílogo, a tropa militar monta uma cidade flutuando chamada de Soberba. Esse lugar servirá como sede pros heróis que quiserem agir sem jurisdição pra atuar no mundo inteiro.

O problema é que a Tropa Ultramarine Internacional irá executar terroristas, executivos corruptos e déspotas se for preciso.

Nem preciso comentar que a história ficou ótima, porque ainda deu margem pro desenho da Liga que se inspirou na atuação do Eiling. Mesmo sendo dividida em três partes a ação é bem rápida. O estilo de arte nos conecta a um desenho animado.

Só pra constar, há uma carta minha que foi publicada na seção “Ligação Direta” (lembro que fiquei pulando de alegria na época).

E pra fechar, a última aventura, “O Segredo”, com arte de Todd Nauch e argumento de Todd Dezago é com a Justiça Jovem.

Robin (Tim Drake), Impulso (Bart Allen) e Superboy (Conner Kent) estavam sendo interrogados pelo DOE (Departamento de Operações Extranormais).

Os garotos foram ajudar na prisão de uma criatura que havia sido solta, mas depois descobriram que se tratava de uma menina.

Desde de pequena ela havia sido feita refém pelo DOE e usada como cobaia em experimentos. Tanto ela, quanto outras crianças sofreram traumas terríveis nos laboratórios deles.

Os jovens heróis resolvem ajudar e mentem pros seus mentores e pra organização afim de proteger a moça.

Não é uma história sensacional, mas serve pra mostrar que os garotos são unidos e  agem como heróis auxiliando quem precisa.

Espero que tenha gostado.

 

Artista

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Misturados

Surfando pela web acabo achando trabalhos espetaculares.

Então escolho artistas que tenham pin-ups com excelente nível de qualidade.

Veja na galeria abaixo a arte impressionante de: BrendanCorris, Jonpinto, JustinDurden, Kioffie12, Lostonwallace, Prywinko e VirtualBarata.

É só clicar no nome que você poderá conferir a página do artista

BrendanCorris

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Jonpinto

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JustinDurden

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Kioffie12

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LostonWallace

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Prywinko

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VirtualBarata

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Os Trapalhões – Segunda Parte

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No auge da popularidade o grupo contava com outros comediantes que ficaram fixos no programa.

Entre os quais cito: Roberto Guilherme, o eterno Sargento Pincel (um quinto Trapalhão que ficou com o grupo durante toda sua trajetória), Tião Macalé (que popularizou o bordão: “Ih! Nojento!”), Jorge Lafond (que satirizava os homossexuais), Felipe Levy (sempre fazendo o papel de “chefe” ou “comandante”), Emil Rached (o gigante atrapalhado de 2,23m), Carlos Kurt (o alemão mal-humorado), Dino Santana (irmão de Dedé Santana), o anão Quinzinho entre muitos outros.

Nesse período no qual faziam bastante sucesso o grupo comemorou seus quinze anos de existência. A emissora veiculou o especial Os Trapalhões – 15 anos, exibido no domingo, dia 28 de junho de 1981.

Foram sete horas de apresentação, com a participação de praticamente todo elenco da Rede Globo (incluindo jornalistas e músicos convidados). Foram onze quadros e uma campanha em prol dos deficientes físicos.

Os Trapalhões conseguiam atingir um enorme público infantil e tiveram uma grande repercussão após participarem do Festival de Berlim (Bernilale), um dos mais importantes festivais de cinema da Europa e também do mundo.

A partir deste momento tanto o público, quanto os críticos passaram a ver Os Trapalhões como os principais representantes nacionais da comédia em nosso país.

Chega de enrolação e vamos ao texto

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O Incrível Monstro Trapalhão – 1981

Desta vez temos uma história que aproveita o enredo do famoso livro O Médico e o Monstro, de Robert Louis Stevenson.

É o meu filme favorito de todos, pois o roteiro também faz parodia aos super-heróis: Super-Homem e O Incrível Hulk (seriado com Bill Bixby e Lou Ferrigno).

Nesta aventura, estamos no universo das corridas. O galã da vez é o piloto Carlos Alberto (Paulo Ramos) que possui uma inimizade acirrada com Hugo (Eduardo Conde), um piloto inescrupuloso que usa sempre seus asseclas em suas tramóias.

Enquanto, Kiko (Dedé), Sassá (Mussum), Quindim (Zacarias) e Jegue (Renato Aragão) compõe uma bastante atrapalhada equipe de mecânicos envolvidos em diversas confusões.

Mais o Dr. Jegue é um cientista tão inteligente, quanto atrapalhado que inspirado no Super-Homem (vemos um poster com arte de Curt Swan em seu laboratório) cria uma fórmula secreta para torná-lo forte e bonito como o referido herói.

Só que o tal experimento dá errado e surge um enorme monstrengo mais parecido com um homem das cavernas. E através do mameleiro nordestino também acaba criando um combustível especial que pode até substituir a gasolina.

Obviamente o filme é muito divertido devido ao quarteto que demonstra um entrosamento muito grande em suas cenas. Devo comentar que Renato demonstra um ar de tristeza tipo Carlitos (Charles Chaplin), pois está apaixonado pela Ritinha (Alcione Mazzeo) que não lhe dá a mínima.

No filme ainda temos o Sr. Correção (Wilson Grey), um banqueiro que deseja receber o aluguel dos mecânicos e também os eternos vilões Felipe Levy e Carlos Kurt que dão vida ao Russo e o Árabe.

O Incrível Monstro Trapalhão ficou melhor desenvolvido, pois não há muitos efeitos especiais em suas cenas. Fato que não atrapalha seu desenvolvimento, as atuações são simples e seus personagens bem plausíveis. É claro que o fato de parodiar os referidos heróis é um ótimo ponto a seu favor.

Só pra fechar não sei se naquela época já existia algum tipo de pesquisa relacionada ao biocombustível, no entanto pra mim essa foi uma grande sacada dos roteiristas.

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Os Saltimbancos Trapalhões – 1981

A história original surgiu do conto Os Músicos de Bremen dos Irmãos Grimm que deu origem a uma peça teatral Os Saltimbancos, de Sergio Bardotti, Luis Enríquez Bacalov e Chico Buarque.

O filme Os Saltimbancos Trapalhões é uma adaptação desta história que foi dirigido por J.B. Tanko.

Só pra constar, o picadeiro usado neste filme pertencia ao Circo Irmãos Power.

Neste filme, Didi, Dedé, Mussum e Zacarias são funcionários do Grand Circo Bartholo, porém devido as confusões que fazem diante do público (acabam agradando e se transformando na maior atração).

O problema é que o grupo é explorado pelo Barão (Paulo Fortes), o inescrupuloso dono do circo.

Infelizmente aqui ainda vemos aquela velha fórmula sendo explorada, pois Didi está apaixonado pela bailarina Karina (Lucinha Lins), filha do Barão. Enquanto a moça está interessada no Frank, um acrobata que também despertou a atenção de Tigrana (Mila Moreira).

O vilão da vez é Assis Satã (Eduardo Conde), um maldoso mágico e hipnotizador que é sócio do Barão no circo.

Como já foi comentado antes, devido ao sucesso que o grupo faz, o Barão começa a explorá-los, mas Frank une-se a eles conscientizando contra o dono do circo.

Infelizmente, ainda vemos aquele negócio chato do Didi ficar apaixonado pela mocinha e perdê-la pro galã da vez.

Mais nem preciso comentar que tem muitas cenas engraçadas como o hipnotismo que dá errado com a frase clássica: “vou te popotizar”.

A trilha sonora do filme era um disco que contava com as participações de Bebel Gilberto, Elba Ramalho, Chico Buarque, Lucinha Lins e também dos Trapalhões.

Mais a minha preferida de todas é Piruetas, que ficou inesquecível em minha memória ao longo destes anos.

Pra mim é o melhor filme de todos do grupo e consta como uma das maiores bilheterias do cinema nacional levando mais de 5 milhões de pessoas pro cinema.

Em 2017, tivemos o remake Os Saltimbancos Trapalhões: Rumo a Hollywood

Na trama, o Grande Circo Sumatra está em meio a uma grande crise financeira desde a proibição de animais em espetáculos e Barão (Roberto Guilherme), dono do circo, acaba aceitando fazer leilões de gado, comícios e outros eventos alternativos no circo. Didi (Renato Aragão), Dedé (Dedé Santana) e Karina (Letícia Colin), artistas do circo, estão infelizes com a situação e decidem montar um novo número e, assim, tentar atrair o público novamente.

Os Vagabundos Trapalhões

Os Vagabundos Trapalhões – 1982

É o nono filme do grupo dirigido por J.B. Tanko.

Na história, o vagabundo Bonga (Renato Aragão), Loló, sua namorada Loló (Louise Cardoso), Dedé, Mussum e Zacarias vivem numa caverna (perto da periferia).

Bonga e seu grupo cantam e dançam próximos as boates e discotecas pra ganhar algum dinheiro. Porque vivem percorrendo as ruas do Rio e recolhendo crianças orfãos que foram abandonadas.

Num dia chega até eles Pedrinho (Fábio Villa Verde), um menino rico, porém infeliz por causa da falta de atenção do seu pai Ricardo (Edson Celulari), um empresário industrial bastante ocupado.

Pedrinho foge de casa conta uma mentira pra Bonga e se junta ao grupo. Mas devido ao desaparecimento do garoto, Ricardo pede ajuda da professora Juliana (Denise Dumont).

O problema surge quando Ricardo oferece uma recompensa pra quem encontrar seu filho desaparecido. Já que bandidos descobrem aonde está e o sequestram pra conseguir a grana.

Nesse filme mesmo que sendo abordado de uma maneira leve e divertida. Há uma grande preocupação de mostrar uma realidade que infelizmente ainda existe. As crianças que são abandonadas pelas ruas por seus pais.

Bonga demonstra ter um bom coração recolhendo-as e sempre arranjando uma forma de ludibriar as pessoas pra adota-los.

Pra fechar, nem preciso comentar que é divertido, pois apenas de ver o grupo em cena isso se torna óbvio.

Fim da segunda parte e relembre do texto anterior aqui.

Os Trapalhões

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Pra mim o grupo é o maior fenômeno da comédia nacional de todos os tempos.

Seu estilo obviamente estava conectado com o dos Três Patetas, O Gordo e o Magro e também da dupla Bud Spencer e Terence Hill.

Lembro de quando eu era moleque que o programa dos Trapalhões era transmitido de noite.

Um detalhe muito importante é que ninguém ficava na rua, então todo mundo sentava no sofá e ficava assistindo era incrível (e só depois tínhamos o Fantástico pra fechar a noite de domingo).

Os Adoráveis Trapalhões foram criados por Wilton Franco e surgiram pela primeira vez na antiga TV Excelsior, em 1966.

Nessa época o grupo era formado por Wanderley Cardoso (fazia o tipo galã), Ivon Cury (tipo diplomata), o famoso lutador de telecatch Ted Boy Marino (o esquentadinho), Didi Mocó (Renato Aragão – o palhaço do grupo) e Dedé Santana (Manfried Sant’anna).

No início dos anos 70, Renato Aragão, Dedé Santana, Roberto Guilherme e Mussum (Antônio Carlos Bernardes Gomes), um pagodeiro do grupo Os Originais do Samba.

Foram trabalhar na TV Record no programa humorístico Os Insociáveis, porém na TV Tupi e a inclusão do Zacarias (Mario Faccio Gonçalves) o grupo se tornou Os Trapalhões fazendo muito sucesso.

Já em 1977 o grupo foi contratado pela Rede Globo através do Boni (José Bonifácio de Oliveira) e o resto entrou pra história.

O estilo dos Trapalhões em matéria de humor nacional é incomparável seja pela esperteza nordestina do Didi, o jeito meio bobo do Dedé, a malandragem carioca do Mumu da Mangueira e sua forma engraçada de falar cacildis entre outras coisas.

E também não poderia esquecer da forma infantil que o Zacarias se apresentava, um menino grande, mas quando sua peruca caia era hilário.

Geralmente o programa apresentava esquetes com situações cômicas entre os integrantes. Algumas vezes o trio Dedé, Mussum e Zacarias arranjavam alguma coisa pra sacanear o Didi (só que sempre dava errado).

Havia homenagens pra artistas nacionais tipo: Roberto Carlos, Ritchie, Chico Buarque, Gonzaguinha, Fábio Jr. tudo encenado por eles de uma maneira muito doida.

Ou ainda as paródias dos super-heróis com: Didi de Super-Homem, Dedé de Batman, Zacarias de Robin (na época tinha aquela bobeira de insinuar que o Morcegão era homossexual).

Mussum já surgiu interpretando Superman, Flash, Capitão Marvel e  também O Fantasma, mas era muito divertido quando vinha de Nega Maravilha.

É inegável que a enorme popularidade do grupo veio por causa do carisma deles unidos. No entanto não podemos negar que também se deve a extensa lista de colaboradores que ao longo dos anos ajudaram a criar o sucesso do quarteto.

Tipo Roberto Guilherme, o eterno Sargento Pincel, Tião Macalé (com seu bordão “Nojento!”), Felipe Levy, Jorge Lafond, Carlos Alberto de Nóbrega, Arnaud Rodrigues, Maurício Sherman entre vários outros.

Os Trapalhões entraram pro Livro Guinness dos Recordes Mundiais como o programa humorístico de maior duração da telinha (foram trinta anos no ar).

Só pra constar o programa foi vendido pra outros países: Portugal, Estados Unidos, Canadá e Angola.

Infelizmente o programa havia perdido um pouco da graça pra mim quando o Zacarias morreu, em março de 1990. E pra piorar o grupo realmente se desfez quando perdemos o Mussum em julho de 1994.

Os Trapalhões tem uma extensa filmografia contando com 47 filmes. Dizem as lendas que os filmes eram feitos baseados em livros, fábulas e filmes internacionais.

Só pra constar, inicialmente os filmes apresentavam Renato Aragão e Dedé Santana como protagonistas.

Entre os quais cito: Na Onda do Iê-Iê-Iê (1966), Adorável Trapalhão (1966), A Ilha dos Paqueras (1967), Ali Babá e os 40 Ladões (1972), Aladim e a Lâmpada Maravilhosa (1973), Robin Hood, O Trapalhão da Floresta (1973), O Trapalhão na Ilha do Tesouro (1974) e Simbad, o Marujo Trapalhão (1975). Já O Trapalhão no Planalto dos Macacos (1976) tem a primeira participação do Mussum.

Fato marcante é que há alguns anos atrás Os Trapalhões lançavam filmes na época das férias e sempre rendiam uma bilheteria absurda.

Vou comentar apenas os meus preferidos e aqueles que lembro de ter assistido.

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Simbad, o Marujo Trapalhão – 1975

Se não me falha a memória havia uma época na Rede Globo que tínhamos uma semana com filme dos Trapalhões, na outra Jerry Lewis, depois Roberto Carlos e também Elvis Presley. Obviamente não lembro se foi nesta ordem, no entanto foram esses que vi na telinha.

Simbad, o Marujo Trapalhão surgiu inspirado em Simbá, o Marujo do Livro As Mil e Uma Noites e foi dirigido por J.B. Tanko.

Como curiosidade, foi um recorde de bilheteria com mais de 4 milhões de espectadores algo totalmente fora do comum pros padrões atuais.

Na trama, Kiko (Renato Aragão) e Duda (Dedé Santana) trabalham num circo e se envolvem num grande confusão, pois Kiko é confundido com Simbad (Edson Rabello), um trapezista famosíssimo.

Pra piorar a situação ele e Duda foram raptados pelos comparsas do mágico Ali Tuffi (Carlos Kurt) que possui o poder do gênio da lâmpada mágica. Só que precisa do trapezista que é descente do marujo pra localizar a pedra filosofal (sua intenção é ficar bastante rico).

Querendo ajudar seus amigos, o verdadeiro Simbad e sua namorada Luciana (Rosina Malbouisson) também se tornam prisioneiros no navio dos bandidos.

Simbad, o Marujo Trapalhão é um filme divertido e muito engraçado, pois Renato apronta grandes confusões. A melhor parte é vermos muitas cenas de ação com perseguições, lutas e correria.

O vilão Carlos Kurt rouba a cena quando surge e também participa de outros filmes dos Trapalhões. Não devo mentir que apresenta algumas cenas muito surreais , porém isso faz parte dos filmes do grupo.

E por falar em grupo neste filme temos somente Renato Aragão e Dedé Santana como principais, pois Mussum e Zacarias ainda não haviam ingressado nos Trapalhões.

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Os Trapalhões Nas Minas do Rei Salomão – 1977

Vale a pena lembrar que este filme foi a maior bilheteria dos Trapalhões, contando com 5,8 milhões de pessoas que foram assisti-lo e ocupando o 6º lugar no ranking de maior público na história do cinema nacional.

Na trama, os amigos Pilo (Renato Aragão) e Duka (Dedé Santana) sobrevivem de brigas simuladas nas praças e feiras públicas. Enquanto Fumaça (Mussum) pega o dinheiro das apostas.

Num dia, Glória (Monique Lafond) presencia a trapaça deles e acredita ter encontrado guerreiros formidáveis. Então, contrata o trio numa expedição até as minas do Rei Salomão, pois seu pai o arqueólogo Aristóbulo (Carlos Kurt) foi feito prisioneiro.

Ela oferece como prêmio um grandioso tesouro que há nas minas, no entanto a única pista que há é um medalhão pra encontrar o lugar.

Logo, Pilo se apaixona pela moça, mas Glória fica interessada por Alberto (Francisco Di Franco, outro integrante da expedição. Só que não será fácil achar tal tesouro, pois além da bruxa malvada  (Vera Setta) existem diversos outros perigos a serem enfrentados durante o caminho.

Lembrando que nesse período o Zacarias ainda não fazia parte do grupo.

Esse filme é muito marcante pra mim por causa do cachorro Lupa que morria no final (fato que me deixou muito triste na época que vi). Porém graças a um pó mágico o simpático cãozinho ressuscita pra nossa alegria.

Lembro que havia uma fórmula já utilizada em outros filmes que consistia do Renato ficar apaixonado pela mocinha (enquanto ela gostava do bonitão da vez).

Havia um tipo de tristeza em sua atuação que nos conectava diretamente com o inesquecível Carlitos, interpretado por Charles Chaplin.

Continuando, é lógico que atualmente veremos diversos furos no roteiro, efeitos especiais e nas interpretações, mas sinceramente é um filme feito pra família com o intuito de divertir e esquecer do problemas.

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Os Trapalhões na Guerra dos Planetas – 1978

Dirigido por Adriano Stuart, é o primeiro filme que tem a participação do quarteto de comediantes e historicamente uma de suas maiores bilheterias no cinema nacional.

Perdendo somente pro filme citado acima e também para Os Saltimbancos Trapalhões (1981).

Obviamente, Os Trapalhões na Guerra dos Planetas surgiu inspirado no estrondoso sucesso do filme Star Wars IV: Uma Nova Esperança, dirigido por George Lucas, em 1977.

Na história, depois de uma perseguição por causa de uma mulher, os Trapalhões precisam acampar em volta de uma fogueira. E de noite surge um disco voador pilotado por Bonzo (Emil Rached) que aterrisa perto deles.

O príncipe Flick (Pedro Aguinaga) desce da espaçonave e pede ajuda do grupo, pois Zucko (Carlos Rucka) pretende dominar o universo e ruma pra aldeia que está Myrna (Christina Rocha), sua mulher.

Mesmo tendo uma bilheteria absurda o maior problema deste filme é o seu péssimo enredo (feito sem pé e nem cabeça). Sinceramente, as atuações do quarteto são a única coisa que “quase” o salvam, pois de todo resto há diversas falhas horríveis.

Aproveitaram muito mal e porcamente o enredo de Star Wars, pois Flick se parece com Luke e Han Solo ao mesmo tempo e o vilão Zucko é um arremedo de Darth Vader.

Quando vi pela primeira vez já achei chato aquele recurso de ficar voltando as cenas repetindo-as várias vezes e pra piorar os efeitos especiais são muito, muito, muito fracos de tão ruins.

Devo afirmar que o cinema nacional ainda estava engatinhando naquela época, mas pra mim é o pior filme do grupo de todos que já assisti.

O Rei e os Trapalhões

O Rei e os Trapalhões – 1979

Também dirigido por Adriano Stuart, o filme surgiu inspirado no conto O Ladrão de Bagdá que faz parte do livro clássico As Mil e Uma Noites.

Na trama, o trono do Rei Amad (Mário Cardoso) foi usurpado pelo terrível Vizir Jafar (Carlos Kurt). O rei está preso e na cadeia conhece os ladrões do reino: Abdul (Renato Aragão), Abel (Dedé Santana), Abol (Mussum) e Abil (Zacarias).

Recebendo ajuda do grupo, o rei foge e conhece a princesa Alina (Heloísa Millet) por quem se apaixona.

O problema é que o Vizir possui poderes mágicos e para que possam enfrentá-lo precisam da ajuda  do Gênio da Garrafa (Tony Vermont).

O melhor aspecto deste filme é sua esmerada produção a qual parece realmente acontecer no antigo Oriente Médio (e suas locações foram feitas no Rio de Janeiro).

O Grão Vizir Jafar é um vilão e tirano que merece destaque, pois o ator Carlos Kurt estava acostumado a fazer esse tipo de papel nos filmes do grupo.

A qualidade melhorou bastante mesmo que os efeitos estejam fraquíssimos pra atualidade e a melhor coisa é vermos as confusões que a trupe nos proporcionam sendo uma diversão garantida pra toda família.

Fim da primeira parte.