Artista

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ArtistAbe

Seu nome verdadeiro é Abraham Lopez, mas utiliza o nick de ArtistAbe.

O que chamou minha atenção em suas pin-ups é que os personagens estão bem á vontade demonstrando emoção seja alegria ou raiva em seus rostos.

Sua arte se destaca com cores fortes contrastantes, bem coloridas e podemos notar também que seu estilo nos conecta a um desenho animado

Confira na galeria abaixo e veja mais no Deviantart do artista

 

King Kong – Última Parte

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Nem preciso comentar que ao longo das décadas por causa de sua enorme influência no imaginário coletivo surgiram diversas cópias de Kong, mas nunca obtiveram tanto sucesso quanto o filme original.

Entre os quais posso citar: Mighty Joe Young (1949), Konga (1961), The Mighty Gorga (1970), Queen Kong (1976), The Mighty Peking Man (1977) e The Mighty Kong (1998).

Chega de enrolação e vamos ao que interessa

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Kong: The Animated Series – 2000

É uma produção americana-canadense que foi lançada pela Rede BKN.

Como curiosidade esse desenho foi criado para competir com Godzilla: A Série Animada que passou nos programas Xuxa Park e Xuxa no Mundo da Imaginação.

A história de Kong: The Animated Series se desenvolve no mesmo universo do filme clássico de 1933, porque após a morte de King Kong. A cientista, Dra. Lorna Jenkins pegou amostras do DNA usando-a pra recria-lo tendo ajuda de seu neto, Jason.

Alguns anos depois, a Dra. Jenkins manda um e-mail pro seu neto convidando ele e seu amigo Eric Tannenbaum pra visita-la na Ilha Kong.

O que eles não sabiam é que seu professor Ramone De La Porta tinha adulterado o e-mail pra que também pudesse ser convidado.

Quando conheceram a garota Lua, o grupo foi levado até o laboratório da Dra., sendo que Ramone revela suas verdadeiras intenções. Obter acesso a tecnologia do local pra roubar as Pedras Primordiais para conquistar o mundo.

Então, Jason e seus amigos enfrentam Ramone afim de recuperar as pedras e também pra que não consiga cumprir seu objetivo maléfico.

Kong: The Animated Series teve duas temporadas com 40 episódios e finalizando em 2001.

Depois foram feitas duas animações pra DVD: Kong: King of Atlantis (2005), onde Kong luta para salvar a ilha mítica de uma feiticeira perigosa e Kong: Return to the Jungle (2007), no qual caçadores capturam Kong e outros animais de sua ilha para vender a um zoológico.

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King Kong – 2005

Devido a enorme sucesso da trilogia O Senhor dos Anéis, Peter Jackson conseguiu levar pras telonas seu personagem preferido de infância King Kong.

É o segundo remake feito sobre o gorila gigante, uma superprodução caprichada e a minha versão preferida de todas.

Na trama, estamos na década de 30 durante a Grande Depressão, Ann Darrow (Naomi Watts) é uma atriz de vaudeville que está passando por dificuldades pra se sustentar. Quando estava caminhando por Manhattan (roubou uma maça, pois estava com fome).

Ela foi salva por Carl Denham (Jack Black), um cineasta que lhe oferece o papel principal de sua próxima produção. Na verdade, Carl teve seu patrocínio cancelado por seu filme que não terminou (e pra piorar sua atriz principal havia ido embora).

Ann ficou muito indecisa mais decidiu aceitar a oferta quando descobriu que Jack Driscoll (Adrien Brody), um dramaturgo famoso seria o roteirista.

Carl embarca com sua equipe e elenco no cargueiro S.S. Venture rumando pra Ilha da Caveira, local que tem a  fama de abrigar diversas criaturas perdidas e uma raça perdida.

Bom, eu sou suspeito pra comentar sobre esse filme, pois pra mim apresenta cenários belíssimos. Além disso iluminação e ambientação impecável, trilha sonora envolvente (marcando cada cena de maneira ímpar), temos atuações convincentes e um final dramático.

Só pra constar, minhas cenas preferidas são: Kong lutando contra três dinossauros pra salvar Darrow, a sequência do grupo quase morrendo no ataque dos insetos gigantes, Kong se libertando no teatro e causando o maior caos, Kong e Darrow brincando num lago congelado (momento poético e inocente) e a última no alto do Empire State que é simplesmente apoteótica.

Lembrando que o gorila foi interpretado por Andy Serkis que estudou o movimento dos símios pra ser mais realista possível (sua performance intimista e expressiva é o motivo pra que nos afeiçoemos ao personagem).

E pra fechar, King Kong foi indicado a quatro estatuetas do Oscar no ano seguinte, vencendo nas categorias de Melhores Efeitos Especiais, Melhor Edição de Som e Melhor Mixagem de Som.

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Kong: Rei dos Macacos – Kong: King of the Apes – 2016

É uma série animada americana-canadense-japonesa exclusiva da Netflix. Foi co-criada entre os estúdios Arad Animation, Oriental Light and Magic, Sprite Animation Studios e 41 Entertainment.

Na trama, o garoto Lukas Remy, filho do renomado cientista Dr. Leo Remy, salva um bebê gorila de dois caçadores na floresta. Ao adotar o bebê batiza-o de Kong, mas seu irmão Richard desgostoso passa a ter ciúmes do animal.

Com o passar do tempo, Kong fica gigante, forçando o Dr. e seus filhos a abandonar a cidade pra morarem na floresta. Depois, Richard desenvolve projetos criando dinossauros robóticos e invade po laboratório de seu pai pra testar suas invenções.

E por conta disso sofre um acidente que o força a ter partes biônicas em seu  corpo.

Sua inveja piora e Richard precisa viver com sua mãe, afastando-se de seu pai e irmão e jurando vingança contra Kong.

Após dez anos, Lukas faz missões de resgate salvando tanto pessoas, quanto animais.

Devido a problemas envolvendo o Governo, Kong foi transferido pra Ilha de Alcatraz (tornado-se a atração principal). Richard retorna acompanhado por seus “bionobôs” (dinossauros biônicos) e propõe a seu pai que a ilha seja transformada numa reserva natural e marinha. No entanto, após a morte de seu pai força Kong a usar uma coleira manipulando-o pra perder o controle e a atacar as pessoas.

Mais Lukas unido de sua equipe resgatam Kong levando-o pra um esconderijo secreto na floresta. Depois disso, Kong passa a lutar contra os bionobôs salvando a humanidade quando necessário.

Kong: Rei dos Macacos apresentou sua primeira temporada com 13 episódios. E a Netflix disponibilizou vídeos extras contendo batalhas de Kong contra seus inimigos destravando-os ao fim de cada episódio.

Existe um boato que haverá a segunda temporada vamos esperar pra que seja confirmada.

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Kong: A Ilha da Caveira – Kong: Skull Island – 2017

Dirigido por Jordan Vogt-Roberts é a mais recente versão do personagem.

O filme se inicia, em 1944 durante a Segunda Guerra Mundial, pois dois aviadores inimigos, o americano Hank Marlow e o japonês Gunpei Ikari  (são abatidos em pleno combate aéreo).

Ambos sobrevivem e continuam sua batalha numa ilha desconhecida do Pacífico Sul, mas de repente são surpreendidos por um enorme gorila gigante.

Depois temos uma passagem de tempo pra 1973, quando Bill Randa (John Goodman) que é visto com descrédito no meio político por acreditar em lendas misteriosas (num tipo que lembra o agente Mulder, de Arquivo X).

Então a muito custo consegue obter dinheiro pra uma expedição pra essa ilha perdida. Através de suas pesquisas ele acredita que haja monstros naquele lugar, porém necessita de provas  concretas.

Sua expedição é coordenada por militares sendo que o coronel Preston Packard (Samuel L. Jackson) é o líder do esquadrão de helicópteros Sky Devils. Além deles também estão na expedição o rastreador e James Conrad (Tom Hiddleston) e a fotógrafa Mason Weaver (Brie Larson).

Bom, saiba que esta é uma adaptação diferente, pois não há aquela paixonite entre a bela e a fera que já foi mostrada outras vezes.

Como sempre Samuel L. Jackson demonstra competência com seu militar sedento por vingança (após perder vários de seus comandados).

Em contraponto, Tom Hiddleston é um ex-militar que esteve na guerra do Vietnã e por causa de seu jeito de anti-herói destaca-se no filme. Brie Larson não é a musa indefesa de Kong, porém é a única que consegue interagir com o gigante.

Obviamente, há os conflitos de interesses entre os personagens principais por causa de suas convicções e experiências de vida.

Mais a grande estrela é King Kong que está maior e tão realista quanto possível (há momentos que apenas sua aparição impressiona). As cenas de ação estão impactantes e temos um rock anos 70 que deixa na lembrança alguns filmes no quais foram inspirados (tipo Apocalypse Now e Platoon).

Kong: A Ilha da Caveira é um filme de entretenimento, pois não espere um roteiro complicado ou mirabolante pra pensar muito. Basta apenas sentar e se divertir com momentos de bons efeitos especiais, várias explosões e adrenalina da melhor qualidade (tudo que um filme blockbuster precisa oferecer).

Li boatos na web que haverá uma série televisiva chamada de “King Kong Skull Island“, inspirada nos quadrinhos de mesmo nome da DeVito ArtWorks e também no primeiro filme clássico, em 1933.

Só pra fechar, a Legendary Pictures e a Warner. Bros  criaram um universo compartilhado, pois Gozdilla irá enfrentar King Kong, em 2020 nas telonas.

Devido aos efeitos especiais que evoluíram bastante nestes últimos anos, vamos esperar que o crossover dos maiores monstros da história do cinema seja épico.

Seja influenciando o surgimento de diversos tipos de monstros, com fantásticos efeitos em stop motion, homens trajando roupas de gorilas ou tecnologia totalmente digitalizada a lenda de King Kong ainda persiste nessas décadas e pelo jeito ainda o veremos por um longo tempo.

Espero que tenham gostado e reveja aqui o texto anterior.

Fonte de Pesquisa: Wikipédia, Omelete, Cinema com Rapadura e Fourgeeks.

 

 

 

 

 

 

King Kong – Segunda Parte

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Neste texto vou deixar de fora o desenho animado do gorila gigante lançado pela Rankin/Bass, em 1966. Porque já havia escrito sobre ele num outro post.

Chega de enrolação e vamos ao que interessa

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King Kong Comics – 1960

Em 1965, uma empresa de quadrinhos mexicana chamada Editorial Orizaba publicou uma série baseada em King Kong. Essa edições apresentavam capa colorida e miolo em preto e branco (esse gibi apresentou 185 edições).

Em 1972, a revista foi reimpressa pela empresa Ediciones Joma, mas somente 118 edições saíram.

Depois, a Editorial América publicou King Kong in the Microcosmos, em 1979 (durando apenas 35 edições).

Porém ao longo das décadas várias editoras publicaram aventuras do gorila gigante entre as quais foram: Valiant Comics (1964), Gold Key Comics (1968), Monster Comics (1991), Dark Horse Comics (2005), Boom! Studios! (2016), Altus Press (2016), Legendary Comics (2017) e também diversas outras empresa menores.

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 A Fuga de King Kong – King Kong Escapes – 1967

Mais uma produção em parceria da empresa Toho (japonesa) com a Universal Studios (americana).

Kingukongu no gyakushu foi dirigido por Ishiro Honda e teve efeitos especiais do lendário Eiji Tsuburaya.

Um gênio maligno chamado de Doctor Who (Hideyo Amamoto) seu nome não tinha nada haver com o seriado inglês homônimo. Ele criou, uma versão robótica de King Kong. A intenção era que escavasse o Elemento X que era bastante radioativo encontrado somente no Pólo Norte.

O Mechani-Kong escavou uma geleira, no entanto a radiação acabou com seus circuitos. Então sua colaboradora e financiadora Madame Piranha (Mie Hama) sugere que capturem o gorila original.

Enquanto isso, um submarino comandado por Carl Nelson (Rhodes Reason) chega na Ilha Mondo (onde mora Kong). Durante a expedição o gorila enfrenta alguns dinossauros e acaba se apaixonando pela tenente Susan Watson (Linda Jo Miller) essa situações lembram a versão clássica, de 1933.

Então, Doctor Who sequestra Kong levando-o hipnotizado ao Pólo Norte e pasmem pra controlar o gigante usa um fone de ouvido via rádio.

Depois Kong escapa e nada pro Japão e obviamente o clímax é a luta contra Mechani-Kong na Torre  de Tóquio.

A Fuga de King Kong é um dos piores filmes já feitos na filmografia do personagem, pois devido ao baixíssimo orçamento os “efeitos especiais” estão deprimentes de tão fracos.

Sinceramente é perda de tempo assisti-lo, veja apenas se você adora um filme trash.

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 King Kong – 1976

É o primeiro remake feito da versão original, foi produzido pelo famoso Dino de Laurentis e teve direção de John Guillermin.

Desta vez, Fred Wilson (Charles Grodin), um executivo da Petrox Oil Company, forma uma expedição baseada em imagens infravermelhas numa ilha do Oceno Pacífico (que era desconhecida já que estava escondida por nuvens).

Wilson acredita que uma vasta quantidade de petróleo inexplorado no local e deseja garantir essa fortuna pra sua empresa.

A bordo clandestinamente está Jack Prescott (Jeff Bridges), um paleontólogo de primatas que declara que a ilha pode ser bastante perigosa. Prescott e Wilson antagonizam e o pesquisador fica preso até segunda ordem.

Então, Prescott vê um bote salva-vidas que traz Dawn (Jessica Lange) que estava desacordada. Devido a sua formação médica afirma que pode ajudar a moça. E acaba descobrindo que Dawn é uma aspirante a atriz que estava num iate que infelizmente explodiu.

Desta parte em diante há elementos que se assemelham com a versão clássica, pois na ilha está a tribo selvagem que sequestra Dawn oferecendo-a como tributo ao gorila gigante.

A cena final em Nova York não mostra o Empire State, pois foi trocada pelo World Trade Center.

Não vou ficar me estendendo muito, mas pra mim essa foi a melhor versão de Kong até aquele momento. Obviamente há algumas divergências quanto a versão original, mas isso nem chega a atrapalhar tanto assim.

É interessante notar que há um desenrolar maior nas cenas de convívio entre Dawn e Kong (e isso torna o sentimento mais pessoal entre eles).

Fato é que Jessica Lange ganhou  um Globo de Ouro de Melhor Nova Estrela. E também Globo de Ouro de melhor revelação feminina.

Não há como negar, pois se trata de uma superprodução caprichada com ótimos efeitos especiais e uma performance intimista de Kong, pois quando seu rosto ficava em close víamos o ator Rick Baker vestido como gorila.

Só pra constar, o filme ganhou o Oscar de efeitos especiais, foi indicado nas categorias de melhor som e melhor fotografia. Ganhou um prêmio especial em 1977 e neste mesmo ano ainda foi indicado ao BAFTA (categoria de melhor desenho de produção).

King Kong II
king kong lives
1986
real : John Guillermin
COLLECTION CHRISTOPHEL

King Kong Vive! King Kong Lives! – 1986

Também conhecido como King Kong 2, foi dirigido por John Guillermin,  produzido por Dino de Laurentis e apesar dos 10 anos de diferença é uma continuação direta da versão anterior.

Desta vez, a trama continua exatamente no final de seu antecessor, pois apesar da enorme queda do WTC, Kong ainda estava vivo. Ele estava em coma sendo tratado no Instituto de Atlanta pela cirurgiã, Dra. Amy Franklin (Linda Hamilton).

A intenção é realizar um tranplante de coração sendo implantado um orgão mecânico, porém o problema é a transfusão de sangue (já que precisam de outro animal que tenha o mesmo tipo dele).

Então, o aventureiro Hank Mitchell (Brian Kerwin) viaja para Bornéu aonde se estima aconteceu a história do longa anterior e consegue capturar uma gorila fêmea gigante (Lady Kong).

A operação e o transplante ocorrem com sucesso, no entanto Kong foge junto com sua amada.

Pra deter a ameaça o tenente-coronel do exército  (John Ashton) caça os gorilas em fuga com a missão de capturá-los (e caso resistam exterminá-los).

Mais a Dra. Franklin e Hank se unem pra evitar que uma catástrofe possa acontecer.

Bom, decidiram realizar esse filme, pois achava-se as pessoas haviam esquecido do King Kong (e seria bem melhor que não tivessem realizado essa versão).

Os efeitos especiais são toscos, dá pra notar que os gorilas são pessoas vestidas, a história é muito sem graça, as atuações estão fraquíssimas e pra piorar há uma violência demasiada e totalmente desnecessária.

Pra mim chega a ser a pior versão de todas que fizeram (é pura perda de tempo assisti-lo).

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Donkey Kong – 1981

Criado por Shigeru Miyamoto o famoso jogo da Super Nintendo é bastante popular e ao longo dos anos já ganhou várias versões.

Na época que o jogo original surgiu pela primeira vez, Mario conhecido naquela época pelo nome “Jumpman”.

Donkey Kong sequestrava uma mulher chamada Pauline tornado-se inimigo do Jumpman que precisava desviar de vários barris até chegar no seu adversário pra derrota-lo.

Dizem as lendas que seria lançado um jogo do Popeye, mas o projeto teve algum problema. Então pra reaproveitar as imagens do marinheiro e Brutus foram substituídas pelos personagens Donkey e Mario tornando-o famoso mundialmente.

Continuando, em 1982 a  Universal Studios processou a Nintendo alegando que Donkey Kong era um plágio de King Kong. O problema é que a empresa não sabia que King Kong havia entrado pra domínio público.

E isso foi considerado um dos grandes vacilos da história dos videogames.

Lembrei que no filme Pixels há uma homenagem pra diversos jogos populares dos anos 80 incluindo Pacman, Galaga, Space Invaders, Tetris, Centipede, Donkey Kong entre vários outros.

Fim da segunda parte e reveja aqui o texto anterior.

Imagens

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Sexy Girls

Sempre quando estou surfando pela web, acabo encontrando diversas pin-ups que merecem destaque.

Então contemple nas imagens abaixo algumas musas dos desenhos animados que tenho certeza que você irá gostar.

Nesta galeria temos: Penélope Charmosa, She-ra, Jane Jetson, Mavis, Boa Hanckok, Kim Possible, Tifa Lockhart, Princesa Alurra entre várias outras

King Kong

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É um dos personagens mais clássicos da história do cinema e ao longo das décadas surgiram várias versões, pois a cena no alto do Empire State Building que é antológica (já foi reproduzida diversas vezes).

Só pra constar, King Kong foi um dos primeiros filmes da história do cinema que utilizou efeitos especiais.

Na trama, o gorila apresentava 20 metros de altura, mas na verdade foram usados bonecos de 50 centímetros de altura durante sua apresentação.

Além disso é o caso mais famoso de a bela e a fera que conheço, mas chega de enrolação e vamos ao que interessa

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King Kong – 1933

O filme foi produzido pela RKO Radio Pictures que antigamente distribuía os filmes de Walt Disney (curtas e longas-metragens).

King Kong foi dirigido e produzido por Merian C. Cooper e Ernest B. Schoedsack.

O filme é reconhecido por sua animação feita no estilo stop motion por Willis O’Brien e trilha sonora inovadora de Max Steiner.

Na trama, Carl Denham (Robert Armstrong), um cinegrafista fracassado, em sua tentativa desesperada de conseguir um best-seller, contrata Ann Darrow (Fay Wray), uma atriz novata e embarcam num navio rumando pra Ilha da Caveira (da qual acreditavam tratar-se apenas de uma lenda).

Chegando lá, encontram uma tribo de nativos que veneram um gorila gigante chamado de Kong, porém Ann é sequestrada e oferecida como sacrífico ao gorila.

Mais o intrépido Jack Driscoll (Bruce Cabot)  e uma equipe de marinheiros correm ao seu resgate. Durante o caminho eles enfrentam diversos perigos tais como dinossauros e também insetos gigantes. Nesse meio tempo, o gorila acabou se apaixonando pela moça.

Quando retornam em segurança, Denham captura o gorila afim de levá-lo pra Nova York pra ser exibido na Broadway (querendo lucrar com isso).

Sua atração será conhecida como: “Kong, a Oitava Maravilha do Mundo”.

Só que o gorila escapa e furioso causa o terror na cidade, recapturando a moça e subindo pelo Empire State (cena que tornou-se ícone pop). Então, aviões metralham Kong que desaba do alto da torre, morrendo e Ann assiste sua morte.

Temos também a famosa frase dita por Denham: “Foi a bela que matou a fera”.

Não há nem o que comentar sobre o clássico, pois inspirou várias sequências, remakes, spin-offs, imitadores, paródias, desenhos animados, livros, quadrinhos, videogames, passeios em parques temáticos e uma peça de teatro.

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O Filho de Kong – The Son of Kong – 1933

É uma sequência direta do filme anterior, também foi produzido pela RKO Radio Pictures, teve direção de Ernest B. Schoedsack e foi lançado apenas nove meses depois da versão clássica.

Sua história, acontece um mês após a morte do gorila gigante. Carl Denham (Robert Armstrong) está com sérios problemas judiciais por causa da destruição causada por Kong.

Então, decide escapar dos problemas saindo escondido de Nova York viajando no navio Venture, do Capitão Englehorn (Frank Reicher).

Ambos movidos por ganância conseguem dinheiro através das cargas que transportam mundo afora.

Mais um marinheiro vendeu pra Denham um mapa com a localização da Ilha da Caveira (onde achavam que havia um tesouro escondido).

Depois descobrem que a cantora Hilda Petersen (Helen Mack), uma jovem treinadora de macacos num show de circo (estava escondida no navio deles).

O problema é que houve um motim na embarcação e alguns dos tripulantes vão de bote pra Ilha.

E ao retornarem descobrem Kiko, um filhote albino de Kong que torna-se amigo da tripulação.

Obviamente é uma sequência fraquíssima, pois se aproveitou do sucesso de seu predecessor. Contando até com alguns dos atores que também trabalharam no clássico, no entanto não conseguiu alcançar o êxito do mesmo.

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King Kong vs. Godzilla – Kingukongu tai Gojira – 1962

Essa versão foi uma parceria feita entre americanos (Universal Internacional) e japonês (Toho).

Só pra constar esse foi o primeiro filme colorido estrelado pelo Godzilla, pois a sua versão anterior havia sido feito há sete anos.

King Kong vs Godzilla foi dirigido por Ishiro Honda e teve participação nos efeitos especiais do mestre Eiji Tsuburaya (criador da consagrada franquia Ultraman).

Na trama, o Sr. Tako é o presidente de uma empresa farmacêutica que convoca seus funcionários Sakurai e Kinsaburo pra viajar e capturar King Kong. Sua intenção era usa-lo como seu patrocinador pra melhorar venda de seus produtos (é muito louco, mas ainda piora).

Enquanto isso, Godzilla que estava num iceberg se liberta e ataca uma base militar. Só pra piorar Oodako, um polvo gigante ataca algumas pessoas em Faro Island e Kong impede a criatura.

Kinsaburo e Sakurai conseguem dar uma bebida pro Kong que adormece sendo levado pro Japão. Mais ao chegar no país um raio cai no gorila que enfurecido ataca a terra do sol nascente.

Então, num floresta, King Kong encontra Godzilla e eles começam a lutar várias vezes. No final ambos caem no mar, porém somente Kong é mostrado e não sabemos do paradeiro de Godzilla.

O que foi um sucesso tremendo na época, atualmente não há como negar que é um filme fraquíssimo. Não desmereço a todos que estiveram envolvidos no projeto, pois a grana envolvida para tal não deveria ser das melhores.

Eiji Tsuburaya quis que o filme fisgasse um público mais jovem retirando todo peso dramático que havia da obra original.

É reconhecido como um clássico filme B e recomendo apenas pros mais nostálgicos.

Após o reboot de Godzila, de 2014 a produtora Legendary pretende continuar lançado uma franquia com monstros na telona. Em 2017 foi a vez de Kong: A Ilha da Caveira (que comentarei num outro post).

Já está na web que em 2020 será lançado Godzilla Vs. Kong é um retorno dos monstros gigantes que fascinaram gerações de fãs ao longo das décadas.

Fim da primeira parte.

 

 

DC Comics Heroes – Última Parte

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Adam Strange

É um herói espacial que foi criado por Gardner Fox e Mike Sekowski surgindo pela primeira vez no gibi Showcase # 17, em 1958.

Dizem as lendas que sua inspiração veio dos personagens John Carter, Buck Rogers e Flash Gordon.

Como curiosidade o herói foi lançado aqui no Brasil na revista Homem do Espaço pela Editora O Cruzeiro, em 1961. Strange já foi chamado de Joe Cometa, mas depois que migrou pras outras editoras mantiveram seu nome original.

Adam é um arqueólogo que estava trabalhando numa escavação no Peru procurando um tesouro Inca. E através dos efeitos dos raios zeta foi teletransportado pelo universo se rematerializando no distante Planeta Rann (que fica em Alfa Centauro).

No planeta conheceu Sardath, seu líder e também cientista que havia inventado os raios zeta e acabou fazendo amizade com seus habitantes. Adam se apaixonou pela Princesa Alanna, filha de Sardath (eles se casaram e juntos tiveram a menina Aleea).

Infelizmente Alanna havia sido dada como morta após o nascimento da filha.

Só pra constar, Aleea Strange ressurge na clássica Reino do Amanhã usando o mesmo traje que seu pai (durante a Era de Prata).

Voltando, Strange tornou-se o principal defensor de Rann lutando contra diversas ameaças utilizando um traje espacial com propulsor a jato, uma pistola de raios e um capacete com visor transparente.

Devido a gravidade diferente de Rann, Adam ganha força fora do comum quando está no planeta.

Strange só permanece por lá enquanto os efeitos do raio agem no seu corpo, pois é imediatamente mandado de volta pra Terra quando passam. Pra retornar a Rann, viaja pelo mundo procurando locais que o raio atingirá nosso planeta novamente.

Depois, Adam Strange foi publicado no gibi Mystery in Space # 53 que também mostrava histórias de Space Ranger e Space Cabby.

Na edição Os Melhores do Mundo # 21, “Mistério no Espaço” e “Estranho Mundo Novo” ambas com roteiro de Mark Waid e arte de Arnie Jorgensen.

Adam sequestra a Liga composta por: Super-Homem (que deixou de ser elétrico), Ajax, Mulher-Maravilha, Grande Barda, Órion, Aço, Lanterna Verde e Flash.

Obrigando a equipe na reconstrução de Rann e até chegando a castigá-los severamente pra tal intento. Os En’tarranos haviam “ressuscitado” Alanna (e aprisionaram seu pai). Ela na verdade não estava morta realmente, pois tinha uma doença que a cura não havia sido descoberta.

Os En’taranos queriam usar os raios zeta pra obviamente conquistar o universo, mas Strange conseguiu enganá-los. Além de inteligente, Strange é um ótimo estrategista, pois sua mente analítica fica rivalizando até com Bruce Wayne.

Essa é uma aventura surpreendente homenageando os gibis antigos do herói e terminando de uma forma muito triste.

Há diversas aventuras do herói espacial nos quadrinhos, porque esteve auxiliando a Liga da Justiça num embate contra Kanjar Ro, Monstro do Pântano e Guerra Rann/Thanagar.

Na série animada, Batman: Os Bravos e Destemidos participa do episódio “Mistério no Espaço” (título homenageando sua antiga edição). Continuando, Batman leva o Aquaman pra Rann, pois Arthur estava deprimido após não conseguir salvar um grupo de baleias que foram assassinadas na sua frente.

Traumatizado o Rei de Atlântida perdeu seu gosto pela aventura, mas pra piorar Adam também estava desistindo e iria entregar Ran pros Gordanianos. Há uma reviravolta emocionante com um direito a discurso motivacional feito por Arthur (pra mim é uma das melhores aventuras do Morcegão nesse desenho).

No crossover Future Quest entre personagens da DC Comics com a Hanna-Barbera (Adam Strange encontra Johnny Quest).

Após os acontecimentos de The Death of Hawkman, Strange fica perdido entre as dimensões indo parar na Terra (no Valley Perdido aonde estão Dino Boy e Ugh).

Lembrei que Adam Strange aparece na segunda temporada de Justiça Jovem e sua participação é de grande importância pros eventos mostrados.

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Tornado Vermelho – Red Tornado II

Houve um Tornado Vermelho (Ma Hunkel) na Era de Ouro que foi criado por Sheldon Mayer e surgiu pela primeira vez no gibi All-American Comics # 20, em 1940.

Bom, historicamente, Abigail Mathilda ” Ma ” Hunkel foi uma das primeiras paródias de super-heróis. E também possivelmente uma das primeiras super-heroínas dos quadrinhos.

Seu traje era muito estranho consistindo de um pijama vermelho, camiseta amarela, capa e uma panela na cabeça usando-a como máscara. Ela usou esse traje pra proteger seu bairro de bandidos que cobravam grana pra protegê-los.

Sua popularidade a fez ingressar como membro de apoio da famosa Sociedade da Justiça. A Tornado Vermelho original tinha grande força física e era uma excelente combatente.

Décadas depois a editora resolveu retira-la do limbo transformando-a em conselheira da Sociedade e também guardiã do museu da equipe.

A versão do Tornado Vermelho mais conhecida debutou na Era de Prata e foi criado por Gardner Fox e Dick Dillin. Surgindo na edição Justice League of America # 64, em 1968.

O segundo Tornando Vermelho é um androide criado pelo supervilão F.U.Turo pra se infiltrar na LJA.

Antes de ser conhecido como Tornado Vermelho teve o nome de Tornado Tirano e Tornado Campeão.

O Tornado Campeão surgiu pela primeira vez na edição de Mystery In Space # 61.

Só pra constar, no desenho Batman: Os Bravos e Destemidos há um episódio com o Tornado Vermelho que cria seu filho o Tornando Campeão, mas houve diversos problemas e o herói teve que destruí-lo (foi triste pra caçamba!).

No entanto, sua primeira aparição como Tornado Vermelho foi na edição citada alguns parágrafos acima.

O vilão havia enviado o androide pra destruir a equipe agindo como membro pra depois derrotá-los. Fato que realmente aconteceu, mas sua natureza heroica prevaleceu sobre a programação.

Lembrei que anos depois o Professor também havia criado a Tomorrow Woman, uma androide poderosíssima pra agir novamente como super-heroína. E também estava programada com uma bomba pra destruir a LJA (mais aconteceu a mesma coisa que com o Tornado Veremelho).

Voltando, então, o Tornado ajudou a LJA prendendo F.U.Turo e após isso se tornando um novo membro do grupo.

O único e maior problema é que devido as missões da equipe o corpo do androide era destruído várias vezes (sempre tendo que ser reparado).

Passado algum tempo o herói criou a identidade de John Smith, começou um romance com Kathy Sutton e adotaram uma criança (Traya).

Nesse período o Tornado Vermelho fez um forte elo de amizade com o Nuclear e a Mulher-Gavião.

Durante, a Crise dos anos 80, o Tornado Campeão havia sido separado do seu corpo androide transformando-se num espírito do ar. O problema é que o Anti-Monitor usou o herói como arma contra a SJA e a Liga.

Quando a Crise terminou ambos os Tornados se reuniram formando uma força da natureza (um elemental do ar). Nesse mesmo período o Nuclear virou um elemental do fogo e o Monstro do Pântano, um elemental da terra.

O Tornando Vermelho é o ar alojado num corpo androide. Seu poder consiste em manipular fortes correntes de ar podendo até derrubar prédios apenas em alguns segundos.

Ele pode canalizar a força do vento através de seus braços e pernas produzindo um tipo de ciclone (ajudando até a voar).

O Tornado Vermelho se tornou um conselheiro da Justiça Jovem no gibi Os Melhores do Mundo #31, em 2000. A equipe de adolescentes é formada por Robin, Impulso e Superboy (e no desenho da Justiça Jovem, o herói desempenha a mesma função).

No episódio “Ataque Vermelho” a equipe foi atacada pelos “irmãos” do herói. Os androides Inferno Vermelho e Torpedo Vermelho que possuem poderes de manipular fogo e água.

Depois no episódio “Humanidade”, surge o Vulcão Vermelho que não possui qualquer tipo de sentimento e tenta destruir toda raça humana.

Ambos os episódios valem a pena pra notarmos que mesmo sendo um androide a importância que o Tornado representa pra Liga da Justiça.

No seriado da Supergirl (Melissa Benoist) o Tornado Vermelho é usado num teste pelo exército americano para combater a heroína. A versão do personagem mostrada ficou péssima, pois seus efeitos especiais estavam ruins demais.

Só pra constar, após Os Novos 52 surgiu uma nova realidade e temos uma outra Terra 2 e há uma versão do Tornado Vermelho o androide possui a mente de Lois Lane que havia morrido.

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Guardião – Guardian 

Obviamente é bastante similar ao Capitão América, pois até seus criadores são os mesmos.

O Guadião surgiu na edição Star-Spangled Comics # 7, em 1942 e foi criado por Jack Kirby e Joe Simon.

O guarda Jim Harper resolveu combater o crime no Bairro do Suicídio em Metrópolis agindo como vigilante mascarado.

Ele foi treinado pelo ex-boxeador Joe Morgan que também havia ensinado os heróis Pantera e Átomo.

Devido ao seu treinamento, Harper era um excelente ginasta e ótimo lutador. Usava um capacete dourado e escudo indestrutível da mesma cor. E também uma moto personalizada (com um conjunto de câmera de vídeo).

Jim protegia a Legião Jovem, um grupo de garotos formado por: Faísca, Gênio, Gabby, Scubba e Tommy Tompkins. Os meninos eram orfãos arruaceiros que viviam comentendo delitos, mas devido a intervenção de Harper tornaram-se melhores.

A Legião amadureceu transformando-se nos mentores do Projeto Cadmus e por causa disso salvaram a mente de Jim, pois quando estava velho (transferiram num clone mais novo).

O clone do Guardião tinha todas as características do herói original, mas também apresentava força, reflexos e um fator de cura além do normal.

O Guardião tornou-se chefe de segurança do Projeto Cadmus. Essa aventura foi mostrada na edição  Jimmy Olsen # 135 de Superman, em  1971. Foi ideia de Jack Kirby reintroduzir o personagem.

Depois ficamos sabendo que Harper é tio-avô de Roy Harper que se tornou o Ricardito, dos Novos Titãs.

Após a Crise oitentista, o Guardião retornou nas histórias do Superboy aparecendo junto com Dubbilex.

Houveram outros personagens que adotaram o nome do personagem.

Mal Duncan, um Titã que adotou o uniforme original, mas com um exoesqueleto pra aumentar suas habilidades e força.

Jake Jordan tornou-se o herói protegendo Manhattan temporariamente.

No desenho Justiça Jovem, o Guardião faz parte do Projeto Cadmus e estava sendo controlado mentalmente por Mark Desmond. Dubbilex induz Aqualad, Robin e Kid Flash a entrarem no complexo pra salvar Superboy.

E no seriado da Supergirl, o ator Mehcad Brooks que interpreta Jimmy Olsen age secretamente como Guardião. Sua armadura foi criada por Winn Schott e melhora sua resistência e força pra combater seus adversários.

Espero que tenham gostado e reveja o texto anterior aqui.

Imagens

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Superman 80 anos

Um dos maiores ícones da cultura pop reconhecido e querido ao redor do mundo todo.

“Mais rápido que uma bala!”, “Mais forte que uma locomotiva!”, “Capaz de saltar sobre os prédios mais altos com um simples pulo”, “Olhem! Lá no céu!”, “É um pássaro! É um avião!”

“Não! É o Super-Homem!”

“Sim, é o Super-Homem – estranho visitante de outro planeta, que veio á Terra, com poderes e habilidades superiores ás de qualquer mortal.

Super-Homem- pode mudar o curso do rio mais caudaloso, dobrar o aço com as mãos, ele que na vida real é Clark Kent, um discreto repórter de um grande jornal de Metrópolis, trava uma batalha sem fim pela Verdade, pela Justiça e pela América.”

Instigando a imaginação do ouvinte a primeira versão do Azulão depois dos gibis foi a série radiofônica de 1940.

Não é novidade afirmar que o gênero surgiu junto com o maior de todos os super-heróis em Action Comics #1, em 1938.

Seus criadores Jerry Siegel (1914-1996) e Joe Shuster (1914-1992) amargaram uma longa e sinuosa jornada até finalmente conseguirem lançar o Super-Homem.

Durante a Era de Ouro o Homem do Amanhã tinha uma imagem muito diferente da qual estamos acostumados. Seu short estava maior, a capa era indestrutível e principalmente não podia voar (apenas dava longos saltos).

A explicação dos poderes do Super era bem simples, pois sua força se baseava nas formigas enquanto o gafanhoto explicava seus grandes saltos.

Depois foram acrescentado outros poderes e explicando de uma forma mais científica.

Rapidamente o herói tornou-se um símbolo de justiça para as pessoas comuns numa época conturbada (Grande Depressão). Em suas páginas o Azulão lutava contra políticos corruptos, defendia os inocentes e prevenia catástrofes inspirando vários autores pro surgimento de outros personagens.

Um sucesso absoluto desde seu lançamento até os dias atuais, o Superman engloba muito mais do que poderíamos imaginar.

O “S” de seu emblema significa esperança e através de suas atitudes devemos cooperar pra que futuramente haja um mundo melhor.

Será uma ingenuidade minha num mundo cada vez mais tão violento? Afirmo que não amigo leitor. A esperança é algo que nós seres humanos devemos sempre mante-la dentro de nós.

O Superman demonstra que mesmo sendo tão poderoso quer apenas que a humanidade possa algum dia caminhar com os seus próprios passos e prosseguir sozinha.

Bom, não me recordo quando foi o meu primeiro contato com o Superman nos gibis, no entanto a edição que ele é divido em dois por um casal de feiticeiros é a mais antiga que posso lembrar.

Devo confessar que a versão de George Reeves também traz ótimas lembranças pra mim, pois foi apartir dele que comecei a conhecer o Super.

Mais sinceramente quem serviu de ponta pé inicial pra que eu me tornasse fã do herói foi Christopher Reeve. Sua atuação como Super-Homem é tão marcante que hoje tantos anos depois ainda é aplaudida como a forma definitiva de representar o herói.

Mesmo com todos os seus defeitos no roteiro como a inesquecível cena de fazer a Terra girar ao contrário pra voltar o tempo, símbolo sendo lançado e um estranho beijo amnésico. Não há como negar que é a minha versão preferida de todas que já assisti em minha vida.

O Superman ao longo das décadas possui várias versões e uma das mais famosas foi feita pelo Fleischer Studios, em 1941.

Nos gibis o herói não voava, porém isso foi remediado nesta versão animada lançada nos cinemas daquela época.

Pra mim a versão dos Fleischer é tão importante que mesmo anos depois Bruce Timm utilizou diversos de seu elementos para compor a Série Animada, na década de 90.

Porém não é só de desenhos que vimos o Azulão, pois a clássica reformulação de John Byrne trouxe um personagem inteiramente novo.

A DC Comics havia lançado a Crise nas Infinitas Terras e depois desta saga reiniciou praticamente todo o seu panteão de heróis.

John Byrne, um dos melhores contadores de história e desenhistas de todos os tempos pra esse humilde comentarista. Teve a árdua tarefa de recontar toda a origem do kriptoniano.

Nesse período o Homem de Aço não era mais um deus invencível, Clark Kent teve seu caráter moldado pela criação de seus pais adotivos, seus poderes surgiram apenas na vida adulta e havia um homem com o qual poderíamos nos identificar.

Além disso, Lex Luthor deixou de ser aquele cientista maluco da Era de Prata e Lois Lane também foi atualizada para uma mulher mais independente.

A mudança mais radical foi a perda da amizade com o Batman, pois ambos divergiam na forma de combate ao crime (e isso virou uma regra por algum tempo).

Desse vespeiro o saldo ruim foi retirar da cronologia a Supergirl e o Superboy, mas Byrne depois arranjou formas de traze-los de volta.

As mudanças promovidas nesse período foram as melhores pra mim sendo que realmente valeram a penas terem sido feitas.

Na década de 90, o Escoteiro Azul morreu combatendo Apocalypse. O embate com o monstro e sua ida pro além foi algo tão impactante que virou notícia nos jornais e na telinha também.

Depois disso acompanhei os gibis do herói até aquele momento no qual foi dominado pelo artefato kriptoniano.

E fiquei um bom tempo sem ler suas edições até que surgiu uma “nova” versão da Liga da Justiça em Os Melhores do Mundo com arte de Howard Porter e roteiros de Grant Morrison (a qual tenho todas as edições guardadas até hoje).

Ao final dessa coleção fiquei longos anos sem comprar gibis do herói, mas fico acompanhando notícias pela web.

Lembrei também do Superman que surgiu após a Saga Ponto de Ignição que estava conectado a versão original de 1938 (feito numa roupagem mais atual).

Infelizmente, ficamos sabendo da terrível notícia que Henry Cavill não fará mais o personagem pro Universo Estendido DC Comics (pra mim é inegável que ele ficou ótimo como Superman).

O problema é que teremos que esperar mais algum tempo pra ver quem erguerá o manto e a capa do Azulão. Nós sabemos que ao longo das décadas sempre mudará o ator, no entanto o Superman é eterno.

Continuando, o Superman da fase Renascimento (Rebirth, no original) veio após a Saga dos Novos 52. Devido a isso tivemos duas versões de Kal-El com experiências de vida diferentes.

Deste período o Super precisa ensinar seu filho a usar seus poderes e o anterior é o Clark que aprendemos a gostar que morreu no embate contra Apocalypse.

Como saldo pra resolver a bagunça, o Super da Nova Terra morreu e aquele mais velho ficou em seu lugar mantendo seu legado.

E pra fechar, atualmente o seriado Krypton narra as aventuras de Seg-El, avô do Azulão que luta para resgatar a honra da sua família e salvar seu amado mundo do caos.

Existem várias versões do Superman ao longo das décadas qual é a sua preferida?

Veja na galeria abaixo algumas imagens do herói que garimpei na web