Liga da Justiça: Escada Para o Céu

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É uma edição especial com roteiro de Mark Waid, arte de Bryan Hitch, cores de Laura Depuy e foi lançada pela Painini Comics, em 2002.

Nossa aventura, começa com Átomo auxiliando o Caçador de Marte a imunizar seu corpo, mas de repente algo inesperado acontece.

E presenciamos uma situação impressionante, pois a estrutura toda está tremendo (lembrando que estão no espaço).

Bom, os heróis se encontram na base lunar da LJA que nesse período era composta por: Superman, Mulher-Maravilha, Flash, Lanterna Verde (Kyle Rayner), Ajax, Batman, Aço, Aquaman e Homem-Borracha.

Logo, o Super capta com sua visão uma nave, no entanto é tão absurdamente gigantesca que não há como medir.

A situação fica estranha já que nosso planeta foi retirado do lugar deixando toda a equipe sem reação por alguns instantes. Os heróis mais fortes da Liga Kal, Diana e Arthur tentaram retirar o objeto que estava cravado na Terra, porém suas tentativas foram em vão.

Então, Ajax entra em contato telepático com todos mostrando a estrutura mais devido a complexidade do lugar por ser tão vasto (eles ficaram com uma baita dor de cabeça).

Na verdade vários planetas havia sido retirados de suas órbitas e assim unidos tínhamos uma formidável cadeia de DNA.

A tecnologia usada é tão avançada que mesmo fora de seus lugares esses planetas se mantinham estáveis.

Diante de algo totalmente inexplicável e sentindo-se como um grão de areia no deserto a Liga da Justiça age.

Só que Ajax foi atacado por um alienígena vermelho que deseja destruir o maquinário da estrutura. Lançando-o pra bem longe numa explosão e ao cair num tipo de líquido azul foi salvo pelo Aquaman (que descobriu que aquilo também tratava-se de uma raça alienígena).

Essa raça havia surgido segundos após o Big Bang, através do tempo solitariamente vagou pelo cosmo pesquisando tudo e adquirindo apenas conhecimento.

Mais como aquilo que tem início, um dia chegará ao fim. Agora é o momento de partirem e usarem todo seu conhecimento pra procurar em outras culturas o significado da morte e do paraíso (sua intenção é construir o local definitivo pro descanso deles).

Bruce estava resolvendo um crime em Gotham e por causa disso ficou de fora da viagem ao espaço.

Sua missão era coordenar outras equipes de heróis pra conter a histeria mundial dado a um acontecimento tão inesperado. E mesmo assim ele ainda agia dando conselhos táticos pra Liga.

A equipe se dispersou pra conter os problemas em diversos planetas. E procurando os agentes alienígenas temos: Flash e Aquaman no planeta dos durlanianos, Aço e Homem-Borracha em Collu.

Depois Átomo e Aquaman em Rann onde são auxiliados por Adam Strange, Superman e Aço em Thanagar, Diana e Kyle com os khundios e por último Superman e Átomo na Quinta Dimensão.

Todas essas culturas alienígenas tem uma visão diferente da morte para chegar ao paraíso. É claro que as duplas sempre encontram algum conflito, mas conseguem resolver o problema.

Enquanto isso ficamos sabendo como cada um dos integrantes da Liga acreditam como é o pós vida.

Liga da Justiça: Escada Para o Céu é uma das melhores histórias da equipe que eu já tive o prazer de ler.

Seja pelo conceito fantástico que o roteiro bem elaborado de Mark Waid nos apresenta. Já que todos em algum momento pensamos como será quando morrermos (cada pessoa tem sua crença desse momento).

Seja pela arte hiper realista de Bryan Hitch que nos ajuda de maneira eficaz a viajar pelas páginas dessa aventura.

Ou também pelas cores de Laura Depuy emoldurando as cenas e deixando-as praticamente perfeitas pelos contrastes que vemos.

Afirmo que depois que você ler essa edição nunca mais conseguirá esquecê-la .

Fim por enquanto.

 

 

 

Imagens

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DC Girls

Existem diversas e belíssimas pin-ups das heroínas da Distinta Concorrente espalhadas pela web.

Basta conferir na excelente galeria abaixo algumas das melhores imagens que encontrei.

Aqui você irá contemplar: Supergirl, Mary Marvel, Estelar, Ravena, Poderosa, Batgirl, Mulher-Gavião, Sideral, Linha Viva, Hera Venenosa, Safira Estrela entre várias outras

Superman & Batman: Gerações

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Com o sugestivo subtítulo de “Uma Saga Imaginária” é uma minissérie em 4 edições lançada pela Editora Opera Graphica, em 2001.

Comento sobre a primeira, pois houveram continuações que se não me engano foram duas (as quais nunca consegui ler completamente).

Bom, Gerações é uma história no estilo Túnel do Tempo (ou Elseworlds) contando com roteiro e arte de John Byrne.

As edições são tratadas como livros e cada um deles compreende o tempo de dez anos na vida dos Melhores do Mundo.

Devo frisar que essa história parte do ponto de vista de como Batman e Superman envelheceriam do aspecto de “pessoas comuns”.

O mais importante a destacar é notarmos as mudanças que os personagens tiveram ao longo destes anos.

Só pra citar, o Livro Um vem abordando o período de 1939 a 1949 então vemos características dos heróis que nos conectam aquele momento.

Tipo Bat-Man (a grafia era assim mesmo) usando luvas mais simples, suas orelhas são enormes e não há aquela elipse amarela no peito.

Enquanto o Azulão tem seu símbolo triangular e poderes reduzidos (superforça, invulnerabilidade e podendo dar apenas grandes saltos).

Outra curiosidade interessante é a presença de Julie Madison, uma das primeiras namoradas de Bruce Wayne.

Fora isso podemos notar uma homenagem pro Batmóvel da década de 50 (esse automóvel tem muitos fãs desenhistas, pois sempre alguém faz referência).

Ainda temos o Ultra Humanóide que historicamente foi o primeiro grande antagonista do Homem do Amanhã.

E aquilo que mais gostei foi presenciar que tanto Kal quanto Bruce tiveram descendentes entre filhos e netos.

Bruce com Kathy Kane teve Bruce Jr que depois se tornou Robin e Clark com Lois além de Joel Kent teve Lara (seu nome homenageando a mãe kriptoniana do herói).

Alguns destes personagens foram realmente retirados de histórias antigas dos heróis.

Obviamente eu sou suspeito para comentar sobre gibis Túnel do Tempo, pois sou fã desse estilo (são pouquíssimas as aventuras que não ficam boas).

Mais tenho que afirmar o fato de que Byrne é um excelente contador de histórias. Seja mostrando diversos elementos que nos conectam a Era de Ouro, Prata e Moderna.

Seja por sua arte detalhadíssima que a cada página faz nossa viagem tornar-se cada vez mais incrível.

Só pra constar, há um glossário no final de cada edição ajudando-nos a compreender melhor os detalhes mostrados.

Superman & Batman: Gerações é uma edição riquíssima apresentando vários acontecimentos marcantes.

E principalmente levando-nos para um futuro tão distante que atiçou minha imaginação de uma forma que eu nunca havia visto antes.

Confesso que vale a pena ler, reler e guardar em sua coleção.

Até o próximo texto.

 

Alice no País das Maravilhas – Última Parte

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Houveram ao longo das décadas diversas adaptações da personagem pro teatro, televisão e cinema.

Confesso que algumas nem merecem ser mencionadas, porque não há material suficiente na web para tal. Mais se a sua versão preferida não estiver aqui comente pra mim saber.

Então, chega de enrolar e vamos ao que interessa

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Alice no País da Maravilhas – Alice in Wonderland: An X-Rated Musical Comedy – 1976

É um filme musical pornográfico inspirado no livro infantil e foi dirigido por Bud Townsend.

Na trama, após recusar as investidas de seu namorado a bibliotecária Alice (Kristine De Bell) adormece quando estava lendo o referido livro.

Logo a moça segue o coelho branco se deparando com situações fora do comum.

Como curiosidade, naquela época haviam duas versões do filme uma hardcore mostrando sexo realmente e outra soft (aonde tinha apenas insinuações do ato em si).

Pra fechar, quando Alice acorda está preparada para ter relações com seu namorado, pois teve “experiências incríveis” no País das Maravilhas.

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Alice no País da Maravilhas – Fushigi no Kuni no Alice  – 1983

É um anime que foi uma co-produção japonesa-alemã (Nippon Animation e Apollo Films).

No início a série animada é semelhante a história original depois adapta parte de Alice Através do Espelho.

A grande diferença mostrada é que Alice volta pro mundo real no final de cada desenho. E retornando ao País das Maravilhas (no início do próximo episódio).

Essas mudanças entre ambos os mundos são retratadas como sonhos, e geralmente a menina percebe que alguma coisa mudou.

Fushigi no Kuni no Alice teve 52 episódios, porém apenas 32 chegaram nas terras do Tio Sam.

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Alice no País das Maravilhas – Alice in Wonderland – 1985

É uma minissérie televisiva com alguns segmentos musicais que adaptou os dois livros de Lewis Carroll, Alice no País das Maravilhas e Através do Espelho.

A série foi filmada em Los Angeles no MGM Studios sendo transmitida pela Rede CBS americana.

Dizem as lendas que foi produzida por Irwin Allen que nos presenteou com Perdidos no Espaço, Terra de Gigantes, Viagem ao Fundo do Mar e outros clássicos.

Só pra constar, havia algumas celebridades nesta versão tipo: Sammy Davis Jr., Ringo Starr, Telly Savalas, Roddy McDowall, Pat Morita, Ernest Borgnine, Lloyd Bridges, Beau Bridges entre outros.

A série foi dividida em duas partes e mostrava as aventuras de Alice (Natalie Gregory) que não tinha permissão pra participar das festas de chá, pois seus pais não acreditavam que era madura o suficiente (algo que a menina tenta ser ao longo de sua jornada).

Como curiosidade, as celebridades que trabalham nessa versão surgem todas fantasiadas. E durante a primeira parte Alice sempre tenta arranjar uma maneira de voltar pra casa.

E na segunda parte a menina entra no espelho sendo recebida por um sapo depois de tocar o sino de seu novo palácio (quando ela se torna rainha). O grande inimigo a ser combatido é o Jaguadarte (ou Jabberwocky, no original).

Desta vez, Alice terá que enfrentar seus medos pra que finalmente possa voltar pra casa.

Essa versão teve cinco nomeações ao Emmy e passou na Rede Globo, em 1988. A emissora dividou a minissérie em cinco partes pra que durasse uma semana (apresentado-a de seg a sex-feira).

Em, 1989, fez mais cortes e apresentou como filme na Sessão da Tarde.

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Alice no País da Maravilhas – Alice in Wonderland – 1999

É um filme feito direto para telinha que adapta a história de ambos os livros. Alice in Wonderland foi transmitido originalmente pela rede NBC inglesa (no canal Channel 4).

Se não me falha a memória por aqui o SBT exibiu pra nós, mas não me lembro exatamente quando.

O filme narra as aventuras de Alice (Tina Majorino) que está em seu quarto nervosa devido a uma apresentação musical que terá que fazer.

Por causa disso, a menina foge pro jardim pretendendo se esconder até que a festa dos seus pais termine. De repente, uma maçã cai em sua cabeça e ela percebe um coelho seguindo-o até cair num buraco (e indo para no Páis da Maravilhas).

O aspecto mais importante para se prestar atenção é a participação de vários atores consagrados.

Entre os quais posso citar: Ben Kingsley (Lagarta), Martin Short (Chapeleiro Louco), Whoopi Goldberg (Gato de Chesire), Christopher Lloyd (Cavaleiro Branco), Gene Wilder (Tartaruga Fingida), Miranda Richardson (Rainha de Copas) entre outros.

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Alice no País das Maravilhas –  Alice in Wonderland – 2007

Grimm Fairy Tales: Return to Wonderland é uma adaptação feita para os quadrinhos da empresa Zenescope Entertainment.

Grimm Fairy Tales é uma série de sucesso que atualiza diversos contos de fadas para versões mais modernas (geralmente essas histórias são mostradas num estilo de terror).

Na trama, acompanhamos a vida de Alice Liddle que está adulta e com uma filha Calie Liddle (anagrama de Alice).

Alice tornou-se uma adulta mentalmente perturbada devido aquilo que viu nos País das Maravilhas.

A história mostra toda família Liddle, desde a infância de Alice e também Calie se aventurando no País das Maravilhas mais sombrio e assustador que sua mãe havia visitado no passado.

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Alice no País da Maravilhas – Alice in Wonderland – 2010

É um filme da Disney, foi dirigido por Tim Burton e sua narrativa acontece 13 anos após a história original, pois Alice tem 19 anos.

A trama acontece durante a era vitoriana, Alice Kingsleigh (Mia Wasikowska) perdeu seu pai recentemente, no entanto estava tendo sonhos com um lugar estranho.

Durante uma festa da nobreza ela descobriu que seria pedida em casamento. Aturdida diante daquele acontecimento inusitado, Alice sai para pensar e de repente vê o Coelho Branco que está correndo (olhando pro relógio).

Alice vai atrás do animal e acaba caindo no buraco que a leva até ao País das Maravilhas. Mais quando retorna pro mundo das maravilhas não se lembrava que esteve lá antes.

Então, o Chapeleiro Louco (Johnny Depp) a recepciona e junto a Feiticeira Branca (Anne Hattaway) vão ajudá-la, porque o maior problema é a terrível Rainha de Copas (Helena Bonham Carter).

Não há como negar que o tom sombrio e fascinante de Burton demonstrado em todas as suas produções anteriores sendo também visto nesta versão.

No entanto, como se trata da Disney há um capricho inegável nos cenários, figurinos e músicas compostas por Danny Elfman.

Alice terá que se tornar uma heroína numa cruzada por um lugar que ela nem se lembrava mais da existência e nós acompanhamos o crescimento da personagem dentro da história.

Como se trata de Tim Burton é um bom filme, principalmente na luta de Alice contra o Jaguadarte.

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Once Upon a Time in Wonderland – 2013

É um spin-off da aclamada série televisiva Once Upon a Time (acontecendo no mesmo universo).

O seriado conta a história de Alice Kingsleigh (Sophie Lowe) que na época vitoriana conta para todos a história de uma terra subterrânea estranha.

Um lugar no qual havia um coelho branco, um gato invisível, lagarta que fuma e ainda cartas que falam. Devido aos acontecimentos incríveis narrados a moça é tida como louca. E os médicos pretendem curá-la usando lobotomia (para que possa esquecer tudo).

Porém, o Valete de Copas (Michael Socha) e o Coelho Branco (John Lithgow) surgem para salvá-la e Alice está determinada a encontrar o gênio Cyrus (Peter Gadiot), o grande amor de sua vida.

Pra isso ela terá que enfrentar a Rainha Vermelha (Emma Rigby), o cruel Jafar (Naveen Andrews) e todos os perigos do País da Maravilhas, incluindo o Jaguadarte.

Seguindo o estilo de adaptações da série original, o atual País das Maravilhas surge sempre em flashbacks mostrando a pré-maldição do lugar.

Once Upon a Time in Wonderland teve uma única temporada com 13 episódios no total e terminando em 2014.

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Alice Através do Espelho – Alice Through the Looking Glass – 2016

É uma continuação direta de sua versão anterior. O primeiro foi um sucesso absoluto e faturou a enorme quantia de US$1 bilhão no mundo inteiro.

Só que desta vez, Tim Burton retorna apenas como produtor, pois quem dirigiu o filme foi James Bobin. Burton não gosta de fazer sequências, pois está traumatizado por alguns fracassos históricos.

Lembrando que há uma homenagem pro ator Alan Rickman que atuou em diversos filmes ao longo da carreira. Entre os quais cito: Duro de Matar (Hans Gruber), Robin Hood: O Princípe dos Ladrões (Xerife de Nottingham) e Harry Potter (Severo Snape).

Bom, na trama, Alice (Mia Wasikowska) retorna depois de uma longa viagem pelo mundo, reencontrando sua mãe. Durante uma festa num casarão, ela percebe um espelho mágico.

Sendo através dele que ela volta ao País das Maravilhas e acaba descobrindo que o Chapeleiro (Johnny Deep) corre risco de morte, pois descobriu algo sobre o seu passado. Sua família pode estar viva e correndo um grande perigo.

A fim de salvá-lo, Alice deverá conversar com o Senhor do Tempo (Sacha Baron Cohen) para voltar ás vésperas de um acontecimento traumático. E assim mudar o destino de seu amigo.

Nessa viagem temporal, Alice também descobre um trauma que separou as irmãs Rainha Branca (Anne Hathaway) e Rainha Vermelha (Helena Bonham Carter).

Confesso que há uma leve inspiração no livro do qual foi retirado o título deste filme e só.

Os atores estão mais convincentes em seus personagens, no entanto deixaram o humor de lado e o tom sombrio ainda persiste.

Porém não há como negar a existência de um drama familiar recorrente nesta produção (num estilo feito mesmo para pensarmos em nossos entes queridos).

É claro que os cenários, figurinos e todo resto ainda estão caprichados mais elevados num nível bem maior. Não chega a ser um filme ruim, mas muito extravagante e até cansativo em alguns momentos.

Confesso que não é um filme ruim, mas prefiro a versão anterior e teria sido bem melhor se tivessem ficado apenas nela.

Espero que tenham gostado e relembre aqui o texto anterior.

Fonte de Pesquisa: Wikipédia.

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Sexy Girls

Sempre quando estou surfando pela web, acabo encontrando diversas pin-ups que merecem destaque.

Então contemple nas imagens abaixo algumas musas dos desenhos animados que tenho certeza que você irá gostar.

Nesta galeria temos: Wilma Flintstone, Pedrita, Betty Rubble, Teela, Cheetara, Chun-li, Peridot, Lapis Lazúli, Wanda, Gwen, Princesa Jasmine, Frankie Foster, Momo Yaoyorozu entre várias outras

Alice no País das Maravilhas

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A história também ficou conhecida como As Aventuras de Alice no País das Maravilhas (Alice’s Adventures in Wonderland), em 1865.

Alice no País das Maravilhas é o livro mundialmente mais famoso de Lewis Carroll (Charles Lutwidge Dodgson – 1832-1898).

Só pra constar, além de escritor Carrol também lecionou matemática no Christ College em Oxford.

No livro, a menina Alice segue o coelho branco e cai numa toca sendo transportada para um lugar fantástico povoado por criaturas estranhas, revelando uma lógica do absurdo e parecendo ter característica de sonhos.

Dizem as lendas que o livro estava repleto de alusões satíricas dirigidas tanto para amigos, quanto para inimigos do autor.

Ainda havia paródias a poemas populares infantis ingleses do século XIX e também referências linguísticas e matemáticas através de enigmas que contribuíram para sua popularidade.

A obra é de difícil interpretação, pois contém dois livros num só texto (um para crianças e outro só pra adultos).

Uma análise interessante diz que Alice era esquizofrênica, pois vivia num sanatório e a toca do coelho era a janela do seu quarto. Sendo que ali vivera toda sua vida e queria sair pra conhecer o mundo.

Outra afirma que as transformações sofridas pela menina eram uma metáfora. Já que estava chegando na puberdade época que o corpo sofre diversas mudanças.

Sua continuação é Alice No País dos Espelhos ou também Alice Através do Espelho e O Que Ela Encontrou Por Lá (Through the Looking-Glass and What Alice Found There).

Nesta história, Alice precisa ultrapassar vários obstáculos como se fosse num jogo de xadrez para se tornar rainha.

Assim que avança no jogo surgem outros personagens enigmáticos e instigantes. O livro exalta o fato da esperteza que os adultos tratam como insolência.

Se não fosse por essa qualidade, Alice não teria sobrevivido no País das Maravilhas e também no mundo dos espelhos.

Já que trata-se de universos paralelos, num tipo de pesadelo, povoado por criaturas estranhas que sobrevivem com paradoxos e argumentos peculiares.

Tanto Alice no País das Maravilhas quanto Alice Através do Espelho são obras-primas da literatura fantástica , destinadas para leitores de todas as idades (e não podem ser confinadas como uma simples história infantil).

No Brasil há duas traduções mais conhecidas a primeira feita por Monteiro Lobato dirigida pro público infantil. E a segunda por Augusto Campos numa forma mais erudita e fiel ao original.

Como curiosidade, existe uma Síndrome de Alice no País das Maravilhas: o distúrbio, que é neurológico e atinge a visão, faz com que o paciente veja os objetos maiores do que são (macropsia) ou menores (micropsia).

Ao longo das décadas surgiram várias e várias versões desta história inesquecível conheça algumas delas

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Alice no País das Maravilhas – Alice in Wonderland – 1903

Historicamente foi a primeira adaptação do livro de Lewis Carroll. É um filme mudo britânico, dirigido por Cecil M. Hepworth e Percy Stow.

Dizem as lendas que o filme tornou-se memorável pelo uso de efeitos especiais, incluindo o encolhimento de Alice (na sala com muitas portas).

Existe apenas uma cópia do filme original que foi restaurado pelo British Film Institute (BFI) e a atriz May Clark foi quem interpretou Alice.

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Thru The Mirror – 1933

É um excelente curta-metragem da Disney que também ficou conhecido como Through the Mirror.

Nesta versão, Mickey Mouse adormece em sua cama quando estava lendo Alice Através do Espelho.

Sendo mostrado numa espécie de sonho que ele atravessa o  espelho do seu quarto indo parar num tipo de mundo paralelo.

Podemos notar que Thru The Mirror teve apenas Alice como inspiração, pois apresenta pouquíssimas situações iguais as do livro mostrado. Mesmo assim não deixa de ser interessante assisti-lo.

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Alice au pays des merveilles – Alice in Wonderland – 1949

É um filme francês feito em stop motion, dirigido por Dallas Bower e efeitos especiais de Lou Bunin.

Alice foi interpretada pela atriz Carol Marsch que na época tinha 20 anos de idade, no entanto a personagem no livro mostrava ter apenas 7 anos.

Na época houve um problema judicial, pois a Disney processou querendo embargar a apresentação nos EUA. Porque a empresa estava preparando sua própria versão da história do livro.

O caso foi mostrado na revista Time e a empresa que lançou a versão britânica acusou a Disney de tentar explorar seu filme querendo lançar sua versão ao mesmo tempo.

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Alice no País das Maravilhas – 1951

Foi o o 13º longa-metragem produzido pela Disney, porém infelizmente na época do seu lançamento não atraiu o público que desejava.

Pra piorar, a imprensa criticou demais a animação devido as mudanças que foram feitas diferenciando-a da obra original.

A animação aproveitou a história dos livros Alice no País da Maravilhas e sua continuação Alice No País Dos Espelhos.

Na trama, acompanhamos Alice, uma menina que persegue um coelho branco de colete e relógio de bolso até uma toca. Quando a menina cai chega a um lugar muito estranho (o País das Maravilhas).

Então, encontra vários animais e também plantas que falam. Ainda temos o Chapeleiro Louco, o Gato de Chesire que aparece e desaparece (ficando apenas seu sorriso sarcástico), animais misturados com objetos e a parte que eu mais gosto a festa de desaniversário.

Além disso, ela tem de percorrer um mundo fora do comum, se deparar com uma porta falante, escutar a lagarta azul e se virar com cartas vivas. E também ainda precisa se preocupar em não perder a cabeça por causa da maluca da Rainha de Copas.

Alice no País das Maravilhas brinca muito com o sonho, realidade e situações malucas que te deixam mais confuso do que nunca. Os personagens são bem elaborados e fazem-nos realmente acreditar na lógica do absurdo daquele lugar fantástico.

Sinceramente, é um clássico produzido pela Disney e pra mim é a melhor adaptação feita baseada no livro.

Como curiosidade, a atriz Kathryn Beamount  serviu como modelo vivo para a personagem Alice. Lembrando que depois também fez o mesmo trabalho de modelo vivo em Peter Pan.

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Alice no País das Maravilhas – Alice in Wonderland or What’s a Nice Kid Like You Doing in a Place Like This? – 1966

É um especial de TV feito pela Hanna-Barbera, mas é uma versão um pouco diferente da história clássica.

Nesse desenho, Alice cai dentro de um televisor ao invés do buraco de coelho. E além disso encontra uma Lagarta de duas cabeças que são Fred Flintstone e Barney Rubble.

Outra personagem feita só para essa animação foi Hedda Hatter, uma versão feminina do Chapeleiro Louco.

Na época a animação da HB foi patrocinada pela Coca-Cola e a trilha sonora fez tanto sucesso que resolveram lançar um disco.

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Alice in Wonderland – Rankin/Bass – 1973

Essa versão foi feita pela empresa australiana Rankin/Bass, no entanto foi vista apenas pelas crianças americanas sendo mostrada no Festival of Family Classics.

The Festival of Family Classics adaptava versões animadas de famosos contos populares e literatura clássica. Esses desenhos foram ao ar entre 1972 e 1973.

Foram apresentados: A Bela Adormecida, Robinson Crusoé, As Mil e Uma Noites, Gato de Botas, Cinderela, Branca de Neve e os Sete Anões entre vários outros.

Uma jovem chamada Alice cai em um buraco de coelho e se encontra no País das Maravilhas, uma terra de fantasia com personagens e idéias estranhas.

O desenho seguia de maneira fiel o que havia no livro de Lewis Carroll, mas a duração do episódio é curta de apenas 20 minutos.

Fim da primeira parte.

Hanna-Barbera Productions – Última Parte

BILL AND JOE AND HUCK

No final da década de 1980 a Turner Broadcasting System, um conglomerado de TV por assinatura do empresário Ted Turner. Comprou o acervo de filmes do MGM incluindo o catálogo antigo dos desenhos da Warner Bros.

O Cartoon Network surgiu em 1992 depois que Turner comprou o estúdio de animação com desenhos de Hanna-Barbera (no ano anterior).

Esse canal transmite uma variedade de programas, que vão de animações com ação à comédia.

Bom, vou deixar de fora O Jovem Robin Hood, Droopy, o Grande Detetive, Dois Cães Estúpidos, As Meninas Superpoderosas, O Laboratório de Dexter e Amigos da Justiça, pois já fiz textos sobre esses desenhos.

Chega de enrolação

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Capitão Planeta – Captain Planet And The Planeteers – 1990

O super-herói foi criado pelo empresário americano Ted Turner como uma forma de alerta e interação para seus telespectadores. Visando atingir como público alvo crianças e adolescentes.

Fato que realmente conseguiu, pois lembro que na época Capitão Planeta fazia um tremendo sucesso por aqui.

O Capitão Planeta surge após a combinação dos poderes de cinco Protetores – terra, fogo, água, vento e coração. O herói surge falando o bordão: “Pela união de seus poderes, eu sou o Capitão Planeta!“.

Seus poderes são retirados dos elementos naturais e fica bastante enfraquecido ao ser exposto a qualquer  tipo de poluente.

Os Protetores são adolescentes oriundos de alguns países do mundo. Kwame, da África ( poder terra), Joey Wheeler, dos Estados Unidos (poder fogo), Linka, Soviética (poder vento), Gi, tailandesa (poder água), e Ma-Ti, sul-americano (poder coração).

Gaia é o espírito da Terra e protetora do nosso planeta. Foi quem levou os Protetores para Ilha da Esperança, um lugar fora do comum, pois ela consegue se materializar na forma humana (convocando-os pra ajudá-la na defesa da Terra).

Os vilões são: Zarm, principal inimigo de Gaia e do Capitão Planeta, Porco Greedly, Rigger, Drª. Blight, Looten Plunder, Argos Bleak, Dr. Duke Nukem, Verminoso Escória, Roupa-de-Chumbo, Matreiro e Capitão Poluição (oposto do herói).

A  série animada obviamente serve como uma conscientização sobre os problemas que a poluição causa pro meio ambiente.

Capitão Planeta teve 6 temporada, com 113 episódios e terminando em 1996.

Houveram diversos boatos que haveria uma adaptação live action do personagem, porém isso nunca aconteceu.

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Os Piratas das Águas Sombrias – The Pirates of Dark Water – 1991 

O mundo alienígena de Mer estava sendo devorado por uma substância estranha conhecida como Água Negra.

Então, o príncipe Ren na tentativa detê-la precisa encontrar 13 tesouros perdidos.

Nessa jornada ele tem a companhaia de Tula, que possui o poder de controlar os elementos e os animais, Ioz, um pirata que desejava apenas conseguir fortuna e Niddler, um macaco-pássaro usado como montaria.

O antagonista é o pirata Bloth que tenta atrapalhar os heróis na expectativa de conquistar os tesouros pra si mesmo.

Os Piratas das Águas Sombrias teve duas temporadas, apresentando 21 episódios e terminando em 1993.

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Fish Police – 1992

Foi originalmente uma revista em quadrinhos criada pelo cartunista Steven Moncuse.

Fish Police tem um estilo de filme noir, pois sua história é centrada nos crimes que acontecem numa metrópole subaquática.

O detetive Gil é o herói que tenta solucionar vários crimes que estão relacionados com a máfia e outras organizações criminosas (e também evitar a sedutora Angel Jones).

Só pra constar, o desenho surgiu como uma tentativa de superar Os Simpsons, pois tinha 6 episódios previstos pra primeira temporada. Mais devido aos baixos índices de audiência foram exibidos apenas 3.

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Johnny Bravo – 1997

Criado por Van Partible, Johnny Bravo é uma parceria da Hanna-Barbera com o Cartoon Network.

O personagem faz o estilo fortão e se parece muito com Elvis Presley. A diferença é que possui um topete loiro enorme e gosta de usar sempre óculos escuros.

Suas aventuras acontecem na cidade fictícia de Aron, uma óbvia homenagem ao cantor citado acima.

Ainda tínhamos, Bunny Bravo (sua mãe superprotetora), Cacá seu melhor amigo (inteligente e ao mesmo tempo ingênuo) e a menina Suzy (sua vizinha).

Johnny era engraçadíssimo, porque tinha uma queda por mulheres e garotas bonitas.

Ele fazia várias coisas para conquistar seu novo amor, mas devido ao seu jeito bobo e atrapalhado tudo sempre acabava em confusão.

Só pra constar, o ator Seth MacFarlane foi o produtor do desenho na primeira temporada.

Johnny Bravo teve 4 temporadas, rendendo 67 episódios e terminando em 2004.

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A Vaca e o Frango – Cow and Chicken – 1997

O desenho foi criado pelo animador David Feiss e nele temos algo muito estranho, porque uma vaca e um frango que são irmãos.

Para manter o tom diferente ambos são filhos de pais humanos, sendo somente a parte debaixo do corpo deles era mostrada.

Além deles o desenho ainda mostrava o Bum de Fora, um personagem parecido com o capiroto.

Me desculpem os fãs mais pra ser sincero esse era um desenho que eu nem via. Detestava tanto que toda vez que ia começar eu trocava de canal, pois não tinha nada nele que despertasse meu interesse.

A Vaca e o Frango teve 4 temporadas, num total de 52 episódios e terminando em 1999.

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Eu Sou o Máximo – I Am Weasel – 1997

Esta série animada também foi criada pelo animador citado acima.

O desenho conta as aventuras de Máximo, uma doninha e seu amigo Babão, um babuíno.

Enquanto Máximo é mostrado como inteligente, gosta de ajudar a todos e obtêm sucesso naquilo que faz.

Babão demonstra ter bastante inveja do protagonista (apesar de serem amigos).

Por isso Babão sempre tenta fazer tudo melhor que o Máximo tentando superá-lo, no entanto nunca tem cuidado (e todos acabam rindo dele).

Apesar de tudo Máximo sente pena do amigo ajudando-o em todos os momentos.

Outro que aparece diversas vezes é Bum de Fora (desenho acima) surgindo disfarçado querendo pegar a dupla infligindo a lei. Só que Máximo de maneira inteligente sempre consegue resolver qualquer problema.

Eu Sou o Máximo teve 5 temporadas, num total de 75 episódios e terminado em 2000.

Confesso que não foi fácil pesquisar sobre tantos desenhos antigos. Na verdade alguns eu nem lembrava mais da existência deles.

Escolhi apenas aqueles que tive certeza que foram veiculados em nossa telinha (e também algumas curiosidades que valiam a pena mostrar). Porém não escrevi sobre especiais de natal, adaptações literárias entre outras coisas.

Mais espero que tenham gostado desta longa viagem pelas produções da Hanna-Barbera, pois pra mim foi muito gratificante relembrar de desenhos que fizeram parte da minha infância e juventude.

Até o próximo texto e relembre da parte anterior aqui.

Fonte de Pesquisa: Blog do Ranger Sombra, Mundo Hanna-Barbera, InfanTV, Mofolândia, Illustration History e Wikipédia.