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Seriados Anos 2000

A década passada acrescentou diversas séries que valem a pena parar pra assistir.

É óbvio que não irei comentar sobre todas, mas somente algumas que consegui ver (e que gosto demais).

Lembrando que já fiz comentários sobre desenhos e também sobre alguns filmes.

Todo Mundo Odeia o Chris – Everybody Hates Chris – 2005

Um dos seriados mais populares do nosso país exibido pela Rede Record (que atualmente está no canal Comedy Central).

Nele ficamos sabendo sobre a adolescência do comediante Chris Rock.

Os episódios de Todo Mundo Odeia o Chris acontecem no bairro do Brooklyn nos anos 80 com seus familiares e amigos.

Dizem as lendas que na realidade Chris Rock cresceu na década de 70, mas devido ao seriado That ’70s Show que já contava histórias desse período resolveram mudar pra década seguinte.

Eu sinceramente adoro as músicas e referências da década de 80, pois cresci naquela época.

A parte interessante é que além de narrador o ator já fez participação num episódio como Sr. Abbott.

Bom, Chris (Tyler James Williams) é o protagonista e apesar de ter boa índole e estar bem intencionado (infelizmente sempre se dá mal nos episódios).

Em sua famíla estão seu pai Julius (Terry Crews), sua mãe Rochelle (Tichina Arnold) e seus irmãos Drew (Tequan Richmond) e Tonya (Imani Hakim).

O que é bastante divertido no seriado é a personalidade deles, pois Julius é um pai bastante trabalhador. Tem dois empregos, adora dormir quando pode, sempre dá conselhos importantes e demonstrar ser muito pão duro até demais.

Rochelle trabalha num salão de beleza, mas em casa manda em todos e adora gritar.

Não podemos negar que Rochelle é uma mãe zelosa e carinhosa, porém Tonya e Drew sempre ficam sem fazer nada (sobrando pro Chris as tarefas da casa).

Apesar de tudo ela age sempre com mão firme quando o assunto é a educação dos filhos. Drew é o irmão do meio é exatamente tudo aquilo que Chris gostaria de ser (popular na escola, lutador de arte marcial e principalmente muito namorador).

E por último temos sua irmã mais nova Tonya que se aproveita fazendo fofocas e arranjando problemas pros seus irmas. Geralmente usa de chantagens pra conseguir qualquer coisa que deseja chegando até a chorar ou gritar pra isso.

Chris é um estudante da Corleone Junior High sendo conhecido justamente pelo fato de ser o único aluno negro desta instituição. Seu maior e único amigo é o Greg (Vincent Martella) que geralmente está dando algum conselho legal pra ele.

Ambos possuem os mesmos gostos e sofrem perseguições do Caruso (Travis Flory) valentão do colégio.

Há diversos personagens marcantes no seriado tipo: Doc Harris, dono do armazém, Senhorita Morello, professora do Chris que parece ser racista mais adora um negão, Senhor Omar, um agente funerário que se aproveita das viúvas, Perigo, um rapaz que vende só coisas roubadas ou falsificadas, Golpe Baixo, um mendigo que tem uma mãe milionária (entre vários outros).

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Eu, a Patroa e as Crianças – My Wife and Kids – 2001

É outro seriado que conquistou vários fãs em terras tupiniquins indo ar pelo SBT.

Aprendemos algumas lições de convívio familiar de forma instrutiva e muito divertida através de Michael Kyle (Damon Wayans), um comerciante dono da Transportadoras Kyle, uma empresa de caminhões.

Michael adora tirar onda com seus filhos, sacaneando eles das mais variadas formas, mas a melhor parte é que sempre consegue demonstrar ser um pai zeloso e carinhoso.

Michael sempre diz frases com referências a Michael Jackson, Star Wars, Michael Jordan, O Poderoso Chefão, Bill Cosby e possui um enorme trauma com sua careca.

Seu bordão preferido é: “Ããhhhhhhhhh… Não!”, mas durante os episódios ouvimos várias frases engraçadas ditas por ele.

Em sua família temos Jay (Tisha Campbell) que inicialmente era apenas dona de casa, mas depois começa a trabalhar. Ela age quase da mesma forma que seu marido, porém adora competir, canta mal pra caramba, grita e berra diversas vezes e quando está com raiva chama Michael pelo nome completo.

Seus filhos são: Michale Kyle Jr (George O. Gore II), é o mais velho deles. Júnior gosta de desenhar, no entanto não é muito inteligente (geralmente leva tapa no cabeção). Começou a namora a Vanessa Scott, o relacionamento evoluiu e tiveram um filho.

Claire é a filha do meio e tem uma peculiaridade, pois foi interpretada por duas atrizes. Sendo que a primeira foi Jazz Raycole sua mãe a retirou preocupada devido ao enredo da série.

A segunda foi Jennifer Nicole Freeman pra mim essa substituição ficou bem melhor, pois a atriz anterior era muito fraquinha. Claire é uma adolescente normal gosta de música, adora roupas, é bastante atrapalhada, no entanto também não é muito inteligente.

Seu namorado Tony (Andrew McFarlane) é um rapaz muito religioso que entra em conflito por causa de seus desejos por ela.

A filha caçula é a Kady (Parker McKenna Posey), uma criança comum e adorável. Apesar de ser bastante nova seu namorado é o Franklin Aloysius Mumford (Noah Gray-Cabey).

Franklin é um menino superdotado que além de ser um excelente pianista consegue dar ótimos conselhos pro Michael. Apesar de toda sua inteligência não consegue fazer amizade com crianças de sua idade.

Quem também merece destaque são os pais de Vanessa, Calvin (Lester Speight) e Jasmine (Ella Joyce).

Calvin é um brutamontes forte pra caramba que assusta Michael (indo até morar em sua casa num episódio). Ele adora comer e quando está dormindo ronca alto pra caramba, mas seu bordão: “Hum é mesmo!” dito apenas pra concordar com assuntos banais é inesquecível.

Devo confessar que é impossível não gostar deste seriado, pois além dos personagens cativantes. Ainda vemos temas importantes sendo abordados com conflitos na adolescência, problemas familiares e uso de drogas.

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The Big Bang Theory – 2007

Neste hilário seriado vemos o dia-a- dia de um grupo de amigos que são nerds e uma adorável garçonete nem tão inteligente assim.

Como a maioria já sabe Leonard Hofstadter (Johnny Galecki) e Sheldon Cooper (Jim Parsons) são dois físicos inteligentes até dizer chega (dividindo o mesmo apartamento).

Ambos trabalham no Instituto de Tecnologia da Califórnia e sua vidinha ia indo muito bem até a chegada da nova vizinha. Penny (Kaley Cuoco), uma mulher bonita que foi morar no apartamento da frente

O aspecto mais fantástico de TBBT não é porque eles são nerds (acho que atualmente a grande maioria das pessoas são nerds de algum jeito), mas sim como essa nerdice é abordada.

Não há como negar que os comentários nerds são engraçadíssimos, porém a personalidade deles é o ponto marcante pra mim.

Leonard é um neuropsiquiatra que demonstra um grave complexo de inferioridade (principalmente quando sua mãe aparece). É o melhor amigo do Sheldon conseguindo conviver com seu jeito esquisito e bizarro em tudo.

Leonard ama Penny de paixão e o relacionamento deles é marcado por diversos términos e recomeços. Porém ao longo do tempo esteve namorando com: Leslie Winkle, Stephanie Barnett, Priya Koothrappali e Joyce Kim.

Sheldon é um físico teórico que possui 2 Doutorados e um Mestrado (é o meu personagem preferido de todos). Além de ser inteligentíssimo, é egocêntrico pra caçamba, metódico em tudo aquilo que faz e não gosta de nenhum contato físico.

Suas atitudes são execráveis (falando sem pensar nos sentimentos dos outros), mas seu comportamento é pior ainda.

Sua namorada é Amy Farrah Fowler (Mayim Bialik), uma neurobiologista que se comporta praticamente da mesma forma que Sheldon. O relacionamento entre ambos vai se tornando mais forte chegando a rolar beijo e muito tempo depois uma relação sexual.

Penny (Kaley Cuoco) é uma aspirante a atriz que trabalha como garçonete. É uma pessoa amável, extrovertida e compreensiva, mas não entende nada dos assuntos científicos que Leonard lhe conta.

Sua maneira descolada de agir entra em contraste direto com o resto dos rapazes.

Howard Holowitz (Simon Helberg) tem apenas um mestrado em engenharia aeroespacial pelo MIT e Sheldon fica enchendo a paciência dele por causa disso.

Suas roupas nos conectam direto ao período dos anos 60 (ele parece um integrante dos Beatles). Fora isso seus cintos tem fivela enorme usando símbolos do Flash, Batman, Pac-Man, Nintendo e até um comunicador klingom.

Howard se acha um grande conquistador mais na verdade suas cantadas são horríveis.

Inicialmente morava com sua mãe chatérrima que só vivia gritando, porém depois começou a namorar Bernadette Rostenkowski (Melissa Rauch) que se tornou sua esposa. Sua voz fina é entendiante, no entanto demonstra ser bastante geniosa quando está com raiva.

E por último temos Rajesh Koothrappali (Kunal Nayyar), um astrofísico indiano e melhor amigo de Howard.

Raj tem medo de falar com as mulheres ficando mudo diante delas. Geralmente comenta algo baixinho no ouvido de Howard (fato estranho demais).

Quando está bêbado Raj se solta ficando extrovertido e dizendo muita besteira. Como curiosidade a família dele na Índia é bastante rica, vemos ele se comunicando com os pais pelo notebook.

Priya Koothrappali (Aarti Mann), é sua irmã, porém ainda possui quatro irmãos e uma irmã.

No seriado Stuart (Kevin Sussman) é o dono da loja de quadrinhos que mostra mais gibis da DC Comics. Ele entrou pro grupo quando Howard foi pro espaço (sendo demitido pelo Sheldon após Holowitz voltar).

Big Bang tem muita referência aos heróis e também pra cultura pop em geral mais como já comentei é a convivência entre eles que torna o seriado o máximo.

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Dois Homens e Meio – Two and a Half Men – 2003

É um seriado repleto de frases ácidas, mas o melhor de tudo é ver a interação entre os personagens.

Charlie Harper (Charlie Sheen), não vale o chão onde pisa. É um compositor de jingles, no entanto bebe pra caramba, tem problemas com jogos e apostas. Por ser um solteirão convicto está sempre rodeado de mulheres e causando muita confusão no seus relacionamentos.

Su vida estava tranquila até que Alan Harper (Jon Cryer) , seu irmão que se divorciou vai morar em sua casa trazendo junto, Jake Harper (Angus T. Jones), seu sobrinho.

Enquanto Charlie é muito descolado, Alan é completamente ao contrário sempre certinho e educado. Ambos concordam apenas na educação do Jake.

O seriado acontece em Malibu (Los Angeles) numa casa de praia e a situação fica bem ruim quando surge Evelyn Harper (Holland Taylor). A mãe que não liga pros filhos e quando aparece ninguém gosta.

Ainda temos Rose (Melanie Lynskey), vizinha maluca de Charlie eles tiveram um relacionamento rápido (só que ela fica perseguindo-o).

Berta (Conchata Ferrell) é a empregada escrachada que age de maneira sarcástica com seu patrão (sempre criticando a vida de todos na casa). E Judith (Marin Hinkle) ex-esposa do Alan que vive discutindo sobre o Jake.

Só pra constar, Charlie morreu quando saiu do seriado e foi substituído por Ashton Kutcher que interpretou Walden Schimidt . Um bilionário da internet que comprou a casa e acaba morando com Alan.

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Arquivo Morto – Cold Case – 2003

Foi exibido há algum tempo atrás na telinha pelo SBT. Acompanhamos os casos da detetive Lilly Rush (Kathryn Morris) do Departamento de Homicídios da Filadélfia.

Sua missão é investigar casos antigos que ainda não foram solucionados reabrindo suas investigações.

Esses arquivos geralmente estão guardados há muitos anos dando tempo suficiente pra haver diversas mudanças (nas pessoas e até na tecnologia).

Ao seu lado, Rush tem uma excelente equipe formada por: Tenente John Stillman (John Finn), seu mentor que também age como pai, detetive Scott Valens (Danny Pino), detetive Will Jeffries (Thom Barry) e detetive Nick Vera (Jeremy Ratchford).

É importante notarmos a determinação de Lilly na busca das provas dos crimes.

A detetive era muito reservada e quieta, mas quando estava em casa sozinha dava muita atenção pro seu gato. Havia um interesse dela por Scott, mas não sei por qual motivo Rush nunca assumia seus sentimentos.

Vale a pena assistir, porque os crimes abordavam assuntos importantes como: feminicídio, racismo, hierarquias, drogas, estereótipos entre outros. Mais a forma como cada situação era mostrada é que despertava o meu interesse.

Outro grande destaque feito de forma perfeita é a mudança das pessoas desde o momento do acontecido para os “dias atuais”.

Gosto muito da trilha sonora usada em cada episódio fato que nos conectava ainda mais com os acontecimentos.

Eu ficava de bobeira no final quando o espírito da vítima surgia pra detetive demonstrando que aquele ciclo havia finalmente chegado ao fim.

A década de 2000 trouxe diversos seriados marcantes entre os quais cito: Doctor Who, Heroes, 24 Horas, Chuck, Família Soprano, House, Smallville, Fringe, Californication, Prison Break, Kyle XY, O Fugitivo entre várias outras

Confira na galeria abaixo algumas imagens dos seriados dos anos 2000 que garimpei na web