Simbad

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Simbá, o Marujo (também grafado Sinbad ou Sindbad) é um marinheiro que surgiu nos contos tendo origem no antigo Oriente Médio.

O herói é da cidade de Bagdá e viveu durante o califado abássida. Suas sete viagens pelos mares a leste da África e sul da Ásia o fizeram passar por inúmeras aventuras fantásticas.

Enfrentando seres monstruosos, fenômenos sobrenaturais e encontrando povos estranhos.

Suas histórias foram lidas no livro As Mil e uma Noites, que reúne diversos contos árabes e que foi traduzida pelo escritor e orientalista francês Antoine Galland (1646-1715), um especialista em manuscritos antigos, línguas orientais e moedas.

O clássico livro foi publicado na França entre 1704 e 1717.

Dizem as lendas que Galland tomou várias liberdades artísticas quando reescreveu o livro, pois incluiu As Viagens de Simbad. Sendo que na verdade o conto era avulso e foi incluído nas Noites.

A mesma situação ocorreu com Aladim e a Lâmpada Maravilhosa e Ali Babá e os Quarenta Ladrões, porque essas histórias ele escutou do contista sírio Hanna Diab. E ambas foram incluídas também nas Noites.

O escritor adaptou grande parte do estilo da narrativa, falas dos personagens e outros aspectos pra que o público europeu ficasse mais a vontade na leitura.

Apesar das críticas recebidas de escritores e estudiosos posteriores, sua versão das Mil e uma Noites é a mais célebre e tornou-se um dos fundamentos da literatura ocidental.

Na história Simbad vivia nos dias de Harune Arraxide, califa de Bagdá, nesta cidade tinha um carregador pobre. Certo dia, o carregador fez uma pausa em seu trabalho pra descansar perto da casa de um homem comerciante e rico.

Então pragueja quanto a injustiça e sua sorte miserável no mundo, pois ele é tão pobre e o dono da casa tão rico. O comerciante escutou seus lamentos e pediu que o rapaz fosse trazido pra dentro.

Descobriram que compartilhavam o mesmo nome, Simbad e o comerciante disse que já havia sido pobre. Tornou-se rico por fortuna e destino e se oferece pra contar sobre suas histórias das sete viagens fantásticas que teve.

Ao longo das décadas suas narrativas são um dos contos mais populares de As Mil e uma Noites. Sendo adaptada pra música, cinema, teatro, desenhos animados e quadrinhos.

Vou deixar de fora a versão do marinheiro Popeye, porque já fiz um comentário sobre o assunto.

Então, vamos conhecer algumas dessas versões?

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Sinbad the sailor – 1935

É um curta-metragem animado produzido e dirigido pela Ub Iwerks.

No desenho, o lendário Sinbad viaja pelos mares num navio acompanhado de um papagaio. Então, de repente um grupo de piratas causa problemas, pois estão planejando roubar seu tesouro.

Sinbad precisa usar sua inteligência pra poder salvar o que conquistou.

É um desenho muito simples tendo toda aquela inocência, nostalgia e canções que haviam na época.

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Simbad, o Marujo – Sinbad, The Sailor – 1947

Numa época muito distante nos tempos do califa Harun-Al-Rashid (na antiga Pérsia).

Simbad (Douglas Fairbanks Jr.) conta suas aventuras, porém ninguém sabe se talvez seja mentira ou está dizendo a verdade.

Em sua oitava viagem, na companhia de seu amigo Abbu (George Tobias) descobriu um navio aonde estava o mapa do tesouro que mostra a localização das riquezas de Alexandre, O Grande.

Durante o leilão da embarcação, Shireen (Maureen O’Hara) também queria compra-lo a mando de seu mestre. Sinbad querendo obter o navio acaba arranjando uma dívida enorme por causa dele.

Mais na procura por esse tesouro, o herói terá que enfrentar, Emir (Anthony Quinn) e Melik (Walter Slezak) que farão de tudo pra se apossar dessas riquezas.

Juntos todos irão numa perigosa viagem querendo encontrar uma enorme riqueza escondida deixada pelo maior general da antiguidade.

Confesso que sou suspeito pra comentar sobre essa produção, pois faz parte de minha memória afetiva. Já que assisti na Sessão da Tarde na década de 1980.

É um filme de fantasia feito numa época na qual Hollywood caprichava nos figurinos, canções e interpretações.

Maurren O’Hara impressiona por sua beleza, Douglas Fairbanks Jr. faz todas as suas acrobacias legais e Anthony Quinn nos entrega um excelente vilão.

Mesmo sendo um filme tão antigo é óbvio que gosto dessa versão.

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Simbad e a Princesa – The 7th Voyage of Sinbad – 1958

Vai entender tradutor se o título original era A Sétima Viagem de Sinbad, porque mudaram?

Bom, foi o primeiro filme de uma trilogia da Columbia Pictures tendo como protagonista o herói Sinbad. Lembrando que todo conceito e animação em stop motion foi realizado pelo mestre Ray Harryhausen.

Esse filme teve como sequência A Nova Viagem de Sinbad e Simbad Contra o Olho do Tigre.

Na trama, Simbad (Kerwin Matthews) embarca numa perigosa jornada para a misteriosa Ilha de Colossus, mas se envolve com diversos problemas quando um diabólico feiticeiro Sokurah (Torin Thatcher) joga um feitiço em sua amada a princesa de Chandra (Kathryn Grant).

A fim de salvá-la, o herói terá que enfrentar diversos monstros místicos como o terrível Ciclope, o enorme pássaro Roc, um exército de esqueletos entre outros desafios.

Também sou suspeito pra comentar sobre esse filme, pois vi na Sessão da Tarde (mais confesso que não é o meu preferido da trilogia).

Seria chover no molhado dizer que os efeitos especiais estão bem toscos atualmente, mas eu adorava ver esse filme quando era moleque.

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As Aventuras do Capitão Sindbad – Captain Sindbad – 1963

Essa versão do herói foi protagonizada por Guy Williams que no seu currículo foi o inesquecível Zorro da Disney e também o Professor John Robinson de Perdidos no Espaço.

Na trama, o reino de Baristan é comandado pelo tirano El-Carim (Pedro Armendáriz). Ele planeja capturar seu rival, Simbad que logo retornará do mar, pois pretende se casar com a Princesa Jana (Heidi Brüh).

A princesa resolve pedir ajuda do mago Galgo (Abraham Sofaer) para transformá-la num pássaro a fim de avisar seu amado da armadilha que lhe espera.

Infelizmente a princesa não consegue chegar a tempo, porque o vilão consegue transformar seus soldados em gaviões que destroem o navio do herói.

Só que Simbad continua vivo e descobre que a única forma de destruir seu inimigo é roubando seu coração que está escondido numa distante torre de marfim.

Então, Simbad parte nessa viagem não só pra ajudar sua amada, mas também pra salvar o povo deste terrível tirano.

Esse é outro clássico da antiga Sessão da Tarde, lembro que o mago era bastante atrapalhado e por causa de suas mágicas que sempre davam errado eu me divertia muito quando via o filme.

Feito numa época mais inocente é um filme que retrata a jornada do herói e isso é o há de melhor nele.

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Sinbad Jr. –  Sinbad Jr. and his magic belt – 1965

É uma produção da Hanna-Barbera que surgiu baseado no famoso marinheiro dos livros. No desenho acompanhamos as aventuras de Sinbad Jr. na companhia do papagaio Calado.

Sinbad Jr. utiliza um cinto dourado que lhe concede poderes como grande força.

Só pra constar, suponho que “talvez” não tenha sido exibido em terras tupiniquins.

O desenho teve 102 episódios, dividido em 3 temporadas e terminando no mesmo ano que começou.

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A Nova Viagem de Simbad – The Golden Voyage of Sinbad – 1974

É o segundo filme com o herói distribuído pela Columbia Pictures e com “efeitos especiais” em stop motion feitos por Ray Harryhausen.

Desta vez, Simbad (John Philip Law) encontra um mapa e viaja em busca da Ilha de Lemuria. Além de seus tripulantes temos a bela Margiana (Caroline Munro), uma misteriosa mulher que possui um olho em sua mão.

O problema é quando o grão-vizir, herdeiro do sultão sofre com uma maldição lançada por Koura (Tom Baker) e o herói terá que levá-lo á fonte da vida pra que seja desfeita  a magia negra.

A viagem não será fácil, pois além de enfrentar Koura, Simbad precisa vencer diversos desafios como uma estátua com seis espadas, um grifo assustador, um centauro entre outros.

Mesmo pra época os efeitos especiais são ótimos e o clima de fantasia e aventura foi um dos melhores vistos das sequências.

Caroline Munro já era musa nesse período e Tom Baker que interpreta o vilão Koura depois ficou mundialmente famoso e imortalizado ao interpretar o Quarto Doutor de Doctor Who.

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The Arabian Nights: Sinbad’s Adventures – 1975

Arabian Nights: Sindbad no Bōken é um anime  dirigido por Fumio Kurokawa e produzido pela Nippon Animation.

No desenho, Sinbad é um menino e filho de um famoso comercinate de Bagdá. O garoto gosta de ouvir as histórias de seu tio Ali que narra muitas aventuras.

Ele trouxe pro garoto Shera, um estranho pássaro falante e Sinbad une-se ao tio na esperança de partir em outra de suas viagens. Após uma baleia gigante atacar o navio, Sinbad fica numa ilha deserta.

Separado de Ali e apenas acompanhado por Shera começa suas próprias aventuras.

Ao retornar pra casa fica desesperado ao saber que seus pais haviam desaparecido (e parte novamente pra encontra-los).

Ao longo dos episódios o menino via pra diversos lugares diferentes e acaba fazendo amizade com Ali Baba e Aladdin. Nos episódios eles encontram criaturas estranhas, incluindo um pássaro gigante, sereias, gÊnios, liliputianos, cobras enormes e mágicos hostis.

Sinbad também conhece outros personagens apresentados nas Mil e Uma Noites, incluindo os Quarenta Ladrões, também da história O Gênio e o Mercador ou o Cavalo Voador.

No final após derrotar os mágicos malvados que estavam atrapalhando sua jornada, Sinbad reencontra todos os seus amigos, seus pais e seu tio que haviam sido capturados por uma feiticeira malévola.

A série animada apresentou um total de 52 episódios, terminando em 1976.

Espero que tenham gostado e fim da primeira parte.

 

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Os Trapalhões

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Pra mim o grupo é o maior fenômeno da comédia nacional de todos os tempos.

Seu estilo obviamente estava conectado com o dos Três Patetas, O Gordo e o Magro e também da dupla Bud Spencer e Terence Hill.

Lembro de quando eu era moleque que o programa dos Trapalhões era transmitido de noite.

Um detalhe muito importante é que ninguém ficava na rua, então todo mundo sentava no sofá e ficava assistindo era incrível (e só depois tínhamos o Fantástico pra fechar a noite de domingo).

Os Adoráveis Trapalhões foram criados por Wilton Franco e surgiram pela primeira vez na antiga TV Excelsior, em 1966.

Nessa época o grupo era formado por Wanderley Cardoso (fazia o tipo galã), Ivon Cury (tipo diplomata), o famoso lutador de telecatch Ted Boy Marino (o esquentadinho), Didi Mocó (Renato Aragão – o palhaço do grupo) e Dedé Santana (Manfried Sant’anna).

No início dos anos 70, Renato Aragão, Dedé Santana, Roberto Guilherme e Mussum (Antônio Carlos Bernardes Gomes), um pagodeiro do grupo Os Originais do Samba.

Foram trabalhar na TV Record no programa humorístico Os Insociáveis, porém na TV Tupi e a inclusão do Zacarias (Mario Faccio Gonçalves) o grupo se tornou Os Trapalhões fazendo muito sucesso.

Já em 1977 o grupo foi contratado pela Rede Globo através do Boni (José Bonifácio de Oliveira) e o resto entrou pra história.

O estilo dos Trapalhões em matéria de humor nacional é incomparável seja pela esperteza nordestina do Didi, o jeito meio bobo do Dedé, a malandragem carioca do Mumu da Mangueira e sua forma engraçada de falar cacildis entre outras coisas.

E também não poderia esquecer da forma infantil que o Zacarias se apresentava, um menino grande, mas quando sua peruca caia era hilário.

Geralmente o programa apresentava esquetes com situações cômicas entre os integrantes. Algumas vezes o trio Dedé, Mussum e Zacarias arranjavam alguma coisa pra sacanear o Didi (só que sempre dava errado).

Havia homenagens pra artistas nacionais tipo: Roberto Carlos, Ritchie, Chico Buarque, Gonzaguinha, Fábio Jr. tudo encenado por eles de uma maneira muito doida.

Ou ainda as paródias dos super-heróis com: Didi de Super-Homem, Dedé de Batman, Zacarias de Robin (na época tinha aquela bobeira de insinuar que o Morcegão era homossexual).

Mussum já surgiu interpretando Superman, Flash, Capitão Marvel e  também O Fantasma, mas era muito divertido quando vinha de Nega Maravilha.

É inegável que a enorme popularidade do grupo veio por causa do carisma deles unidos. No entanto não podemos negar que também se deve a extensa lista de colaboradores que ao longo dos anos ajudaram a criar o sucesso do quarteto.

Tipo Roberto Guilherme, o eterno Sargento Pincel, Tião Macalé (com seu bordão “Nojento!”), Felipe Levy, Jorge Lafond, Carlos Alberto de Nóbrega, Arnaud Rodrigues, Maurício Sherman entre vários outros.

Os Trapalhões entraram pro Livro Guinness dos Recordes Mundiais como o programa humorístico de maior duração da telinha (foram trinta anos no ar).

Só pra constar o programa foi vendido pra outros países: Portugal, Estados Unidos, Canadá e Angola.

Infelizmente o programa havia perdido um pouco da graça pra mim quando o Zacarias morreu, em março de 1990. E pra piorar o grupo realmente se desfez quando perdemos o Mussum em julho de 1994.

Os Trapalhões tem uma extensa filmografia contando com 47 filmes. Dizem as lendas que os filmes eram feitos baseados em livros, fábulas e filmes internacionais.

Só pra constar, inicialmente os filmes apresentavam Renato Aragão e Dedé Santana como protagonistas.

Entre os quais cito: Na Onda do Iê-Iê-Iê (1966), Adorável Trapalhão (1966), A Ilha dos Paqueras (1967), Ali Babá e os 40 Ladões (1972), Aladim e a Lâmpada Maravilhosa (1973), Robin Hood, O Trapalhão da Floresta (1973), O Trapalhão na Ilha do Tesouro (1974) e Simbad, o Marujo Trapalhão (1975). Já O Trapalhão no Planalto dos Macacos (1976) tem a primeira participação do Mussum.

Fato marcante é que há alguns anos atrás Os Trapalhões lançavam filmes na época das férias e sempre rendiam uma bilheteria absurda.

Vou comentar apenas os meus preferidos e aqueles que lembro de ter assistido.

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Simbad, o Marujo Trapalhão – 1975

Se não me falha a memória havia uma época na Rede Globo que tínhamos uma semana com filme dos Trapalhões, na outra Jerry Lewis, depois Roberto Carlos e também Elvis Presley. Obviamente não lembro se foi nesta ordem, no entanto foram esses que vi na telinha.

Simbad, o Marujo Trapalhão surgiu inspirado em Simbá, o Marujo do Livro As Mil e Uma Noites e foi dirigido por J.B. Tanko.

Como curiosidade, foi um recorde de bilheteria com mais de 4 milhões de espectadores algo totalmente fora do comum pros padrões atuais.

Na trama, Kiko (Renato Aragão) e Duda (Dedé Santana) trabalham num circo e se envolvem num grande confusão, pois Kiko é confundido com Simbad (Edson Rabello), um trapezista famosíssimo.

Pra piorar a situação ele e Duda foram raptados pelos comparsas do mágico Ali Tuffi (Carlos Kurt) que possui o poder do gênio da lâmpada mágica. Só que precisa do trapezista que é descente do marujo pra localizar a pedra filosofal (sua intenção é ficar bastante rico).

Querendo ajudar seus amigos, o verdadeiro Simbad e sua namorada Luciana (Rosina Malbouisson) também se tornam prisioneiros no navio dos bandidos.

Simbad, o Marujo Trapalhão é um filme divertido e muito engraçado, pois Renato apronta grandes confusões. A melhor parte é vermos muitas cenas de ação com perseguições, lutas e correria.

O vilão Carlos Kurt rouba a cena quando surge e também participa de outros filmes dos Trapalhões. Não devo mentir que apresenta algumas cenas muito surreais , porém isso faz parte dos filmes do grupo.

E por falar em grupo neste filme temos somente Renato Aragão e Dedé Santana como principais, pois Mussum e Zacarias ainda não haviam ingressado nos Trapalhões.

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Os Trapalhões Nas Minas do Rei Salomão – 1977

Vale a pena lembrar que este filme foi a maior bilheteria dos Trapalhões, contando com 5,8 milhões de pessoas que foram assisti-lo e ocupando o 6º lugar no ranking de maior público na história do cinema nacional.

Na trama, os amigos Pilo (Renato Aragão) e Duka (Dedé Santana) sobrevivem de brigas simuladas nas praças e feiras públicas. Enquanto Fumaça (Mussum) pega o dinheiro das apostas.

Num dia, Glória (Monique Lafond) presencia a trapaça deles e acredita ter encontrado guerreiros formidáveis. Então, contrata o trio numa expedição até as minas do Rei Salomão, pois seu pai o arqueólogo Aristóbulo (Carlos Kurt) foi feito prisioneiro.

Ela oferece como prêmio um grandioso tesouro que há nas minas, no entanto a única pista que há é um medalhão pra encontrar o lugar.

Logo, Pilo se apaixona pela moça, mas Glória fica interessada por Alberto (Francisco Di Franco, outro integrante da expedição. Só que não será fácil achar tal tesouro, pois além da bruxa malvada  (Vera Setta) existem diversos outros perigos a serem enfrentados durante o caminho.

Lembrando que nesse período o Zacarias ainda não fazia parte do grupo.

Esse filme é muito marcante pra mim por causa do cachorro Lupa que morria no final (fato que me deixou muito triste na época que vi). Porém graças a um pó mágico o simpático cãozinho ressuscita pra nossa alegria.

Lembro que havia uma fórmula já utilizada em outros filmes que consistia do Renato ficar apaixonado pela mocinha (enquanto ela gostava do bonitão da vez).

Havia um tipo de tristeza em sua atuação que nos conectava diretamente com o inesquecível Carlitos, interpretado por Charles Chaplin.

Continuando, é lógico que atualmente veremos diversos furos no roteiro, efeitos especiais e nas interpretações, mas sinceramente é um filme feito pra família com o intuito de divertir e esquecer do problemas.

OS TRAPALHÕES NA GUERRA DOS PLANETAS

Os Trapalhões na Guerra dos Planetas – 1978

Dirigido por Adriano Stuart, é o primeiro filme que tem a participação do quarteto de comediantes e historicamente uma de suas maiores bilheterias no cinema nacional.

Perdendo somente pro filme citado acima e também para Os Saltimbancos Trapalhões (1981).

Obviamente, Os Trapalhões na Guerra dos Planetas surgiu inspirado no estrondoso sucesso do filme Star Wars IV: Uma Nova Esperança, dirigido por George Lucas, em 1977.

Na história, depois de uma perseguição por causa de uma mulher, os Trapalhões precisam acampar em volta de uma fogueira. E de noite surge um disco voador pilotado por Bonzo (Emil Rached) que aterrisa perto deles.

O príncipe Flick (Pedro Aguinaga) desce da espaçonave e pede ajuda do grupo, pois Zucko (Carlos Rucka) pretende dominar o universo e ruma pra aldeia que está Myrna (Christina Rocha), sua mulher.

Mesmo tendo uma bilheteria absurda o maior problema deste filme é o seu péssimo enredo (feito sem pé e nem cabeça). Sinceramente, as atuações do quarteto são a única coisa que “quase” o salvam, pois de todo resto há diversas falhas horríveis.

Aproveitaram muito mal e porcamente o enredo de Star Wars, pois Flick se parece com Luke e Han Solo ao mesmo tempo e o vilão Zucko é um arremedo de Darth Vader.

Quando vi pela primeira vez já achei chato aquele recurso de ficar voltando as cenas repetindo-as várias vezes e pra piorar os efeitos especiais são muito, muito, muito fracos de tão ruins.

Devo afirmar que o cinema nacional ainda estava engatinhando naquela época, mas pra mim é o pior filme do grupo de todos que já assisti.

O Rei e os Trapalhões

O Rei e os Trapalhões – 1979

Também dirigido por Adriano Stuart, o filme surgiu inspirado no conto O Ladrão de Bagdá que faz parte do livro clássico As Mil e Uma Noites.

Na trama, o trono do Rei Amad (Mário Cardoso) foi usurpado pelo terrível Vizir Jafar (Carlos Kurt). O rei está preso e na cadeia conhece os ladrões do reino: Abdul (Renato Aragão), Abel (Dedé Santana), Abol (Mussum) e Abil (Zacarias).

Recebendo ajuda do grupo, o rei foge e conhece a princesa Alina (Heloísa Millet) por quem se apaixona.

O problema é que o Vizir possui poderes mágicos e para que possam enfrentá-lo precisam da ajuda  do Gênio da Garrafa (Tony Vermont).

O melhor aspecto deste filme é sua esmerada produção a qual parece realmente acontecer no antigo Oriente Médio (e suas locações foram feitas no Rio de Janeiro).

O Grão Vizir Jafar é um vilão e tirano que merece destaque, pois o ator Carlos Kurt estava acostumado a fazer esse tipo de papel nos filmes do grupo.

A qualidade melhorou bastante mesmo que os efeitos estejam fraquíssimos pra atualidade e a melhor coisa é vermos as confusões que a trupe nos proporcionam sendo uma diversão garantida pra toda família.

Fim da primeira parte.