Superman: Entre a Foice e o Martelo

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Histórias com realidades alternativas do Morcegão existem várias. E na grande maioria delas o personagem continua interessante.

Mais com o Homem do Amanhã o assunto muda de figura, pois posso escolher a dedo qual edição do selo Elseworlds vale a pena ler.

E Superman: Entre a Foice o Martelo (Superman: Red Son) é definitivamente uma delas. O gibi tem roteiro do consagrado Mark Millar, arte em dupla de Dave Johnson com Killian Plunkett e foi lançada por aqui em 2004.

Lembrando que inicialmente a história foi lançada como minissérie dividida em 3 edições.

Imagine uma realidade na qual o foguete lançado por Jor-El ao invés de cair no território americano. Por algum acaso do destino a aeronave tenha ido cair na antiga União Soviética e no período da Guerra Fria?

O foguete do bebê havia caído numa fazenda coletiva na Ucrânia. Então Kal cresceu sob os valores socialistas e mostrado como um Campeão dos proletários (ou trabalhadores).

Tal notícia difundida na telinha pelo presidente J. Edgar Hoover caiu como uma bomba devastadora nos lares americanos.

O mundo vivia com medo da Guerra Fria e nessa época os Estados Unidos era mostrado como capitalista e a URSS era comunista.

Devido ao surgimento do Super-Homem soviético a balança do poder estava pendendo pro lado comunista (transformando-a numa superpotência).

Os americanos ficaram alarmados e tentando correr atrás do prejuízo contrataram o Dr. Lex Luthor, nos Laboratórios S.T.A.R.

Seu contato na Casa Branca é o Agente James Olsen, pois Luthor é o homem mais inteligente que existe.

O aspecto de Luthor ser uma mente fora do comum é fascinante (e isso é demonstrado a todo momento na história).

A grande diferença é que Lois Lane tornou-se a Sra. Luthor, pois aqui o caso de amor entre Kal e Lois nunca aconteceu.

Deixando isso de lado um dos aspectos mais importantes desta narrativa é que Kal-El nos conta sua história.

O roteiro de Mark Millar é surpreendente do tipo elevado a nona potência e fica ainda melhor ao notarmos versões de personagens conhecidos como Mulher-Maravilha, Batman, Lanterna Verde, Bizarro e Brainiac.

Há também referências clássicas como a cidade engarrafada de Kandor, Senhorita Teschmacher, Fortaleza da Solidão, Zona Fantasma entre várias outras.

Além desses detalhes importantes há um pouco de história com acontecimentos que nos conectam com o que ocorreu na década de 50 e 60.

A arte de Dave Johnson com Killian Plunkett e as cores de Paul Monts demonstram um tom sombrio trazendo-nos um daqueles momentos que tudo se complementa brindando-nos de forma única e inesquecível.

É importante lembrar que o Superman de Karl Max é elevado ao extremo, pois seu comportamento humanista difere do seu regime ditatorial.

Sendo assim antagoniza com a maneira fria e intelectual de Lex Luthor.

Devido a passagem de tempo a luta entre Superman e Luthor torna-se um jogo de xadrez sem precedentes.

Lembrando que no final da segunda e terceira edição há um glossário pra que saibamos sobre palavras e situações daquele período.

Só pra constar, no arco Multiplicidade do Superman: Renascimento, há um vilão que está caçando várias versões do Azulão pelo multiverso da DC Comics.

Na oitava edição, Kal recebe um aviso do Superman soviético que logo depois morre em seus braços.

Para enfrentar esse inimigo o herói decide se unir com diversas versões suas pra que possam sobreviver.

E pra fechar, eu gostaria que a editora adaptasse Entre a Foice e o Martelo pra DVD, pois além da edição ser magnífica o final é surpreendente e ficou fora de série.

Espero que tenham gostado.

 

 

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Batman no Túnel do Tempo -Segunda Parte

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Confesso que sou fã de realidades alternativas, pois nela podemos notar que algumas alterações por mínimas que sejam podem mudar todo um contexto.

Ou no caso do Homem-Morcego por mais que sejam diferentes ainda conseguem manter algo que sempre desperta nosso interesse.

E que na grande maioria das vezes valem a pena dar uma conferida.

Sem mais enrolação veja o texto abaixo

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O Tirano

Na terceira revista o argumento é de Alan Grant e a arte ficou com a dupla Tom Raney e Joe Staton.

Nossa aventura começa com Batman reflexivo, pois havia feito algo imperdoável. Ele está pesaroso, porque através de seus atos talvez nunca mais haja um protetor pra Gotham City.

Logo a história volta no tempo e vemos a Mulher-Gato roubando documentos importantíssimos. Batman a caça, pois a ladra já havia o enrolado e fugido antes.

Seus pensamentos divagam, porque a moça lhe interessa. Mais consegue prender a criminosa e descobre sua identidade secreta, Vicki Vale, uma repórter que trabalha em sua empresa.

Após descobrir quem é a Mulher-Gato, Batman desconfia que ela tinha um informante e descobre ser Jim Gordon (que foi preso).

Só pra constar, nessa realidade BW é dono da Waynemídia, uma empresa de comunicação e também do Departamento de Polícia sendo comandado pelo Morcegão.

Enquanto isso o Dia dos Pais estava chegando.

Depois, Batman dá um depoimento na TV para que denunciem o Anarquia (Lonnie Machin), em nossa realidade é um moleque supervilão inteligente e hacker que surgiu nos anos 90 nas revistas do Homem-Morcego. Então de posse dos documentos roubados, Lonnie retorna pro seu apartamento.

Devido a suas atitudes como defensor da cidade a criminalidade havia diminuído bastante em 2 anos. Fato que estava deixando Bruce muito nervoso.

Vemos, Jonathan Crane torturando, Vale que quase consegue fugir (sendo logo recapturada). No entanto pra piorar, Crane usa seu gás nela e também em outros criminosos.

Loonie descobre o que estava criptografado naqueles arquivos deixando-o alarmado com as atitudes do maior herói da cidade.

Ao interrogar Gordon usando um gás para induzi-lo a confessar, Batmna descobre que há algo errado em Gotham e a culpa é totalmente dele.

Sua obsessão doentia por ordem causou um a insatisfação em algumas pessoas. Só que Crane é o seu mentor ludibrinado-o novamente e afirmando que estão agindo da melhor maneira possível.

Anarquia convoca uma reunião com todos os vilões de Gotham: Pinguim, Duas-Caras, Crocodilo, Cara de Barro, Charada, Mariposa Assassina entre outros. Convocando-os pra deter o suposto herói que está drogando a água da cidade com gás tranquilizante.

Foi somente por esse motivo que a criminalidade em Gotham  começou a diminuir. O fato principal nessa realidade quando houve a perda dos pais de Bruce, o garoto havia sido salvo por Jonathan Crane conhecido por nós como o Espantalho.

O assassinato havia acontecido no dia dos pais (por isso a data era tão importante).

Crane aproveitou seus conhecimentos em psicologia e moldou a mente de Bruce para sempre obedecê-lo.  No dia dos pais, Anarquia comandou o ataque.

Ao crescer sem a influência de Alfred ou Leslie Thompkins, BW tornou-se um maníaco obssessivo em acabar com a violência em Gotham.

Durante a investida dos vilões, Alfred é morto, mas infelizmente Anarquia é capturado.

Corajoso, o jovem conta toda verdade pro Batman que descobre ter sido manipulado por todos esses anos. Ao final o herói se entrega pro julgamento do povo de Gotham que revoltado por suas atitudes põe fogo em sua mansão (algo que até lembra aqueles filmes de terror antigos).

Eu não gosto desta edição, porque de todas as linhas temporais criadas pro herói essa é a mais inusitada de todas. Eu também nunca gostei da capa, pois sempre achei-a bastante estranha.

A arte compartilhada de Joe Staton e Tom Raney não ficou ruim, pois deu todo aquele clima de medo e revolta descrito no argumento de Alan Grant (que ficou bem explorado.

Não sei explicar o motivo, talvez seja porque já vi o Superman agindo como um ditador fascista (Lordes da JustiçaInjustiça: Deuses Entre Nós e Admirável Metrópolis Nova). E essa situação não fosse algo inteiramente novo pra mim.

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O Corsário

A quarta e última edição  tem argumento de Chuck Dixon que nesta época estava trabalhando nas edições mensais do herói. E a arte estava com Alcatena.

Obviamente é uma história de piratas e quando eu era moleque havia assistido alguns filmes na Sessão da Tarde. Quem pensa que Piratas do Caribe fez sucesso á toa esta redondamente enganado, pois havia uma época em que filmes sobre piratas eram exibidos a exaustão em Hollywood.

O ator , Errol Flynn que interpretou pra mim a melhor versão de Robin Hood foi seu maior expoente.

Na trama, o navio Raposa Voadora singrava os mares sob o comando do intrépido Capitão Asas de Couro. E seu braço direito era o fiel, Alfredo.

Asas de Couro era um nobre inglês de vasta fortuna, mas agia como pirata contribuindo com partes de sua pilhagem pro Rei James. Entrou nessa vida para resgatar seu título de nobreza perdido e a fortuna de sua família que havia sido roubada.

Ele havia abordado um navio espanhol saqueando seu conteúdo e resgatando a princesa Quest’ Chala, uma prisioneira que iria ser vendida como escrava.

De repente acompanhamos o jovem Robin as ruas de Londres. Unido a outras crianças rouba todos aqueles marinheiros que estão bêbados para que possam garantir sua sobrevivência. O garoto idolatra o famoso comandante e se veste como pirata.

Mesmo entregando seu tributo a sua majestade e protegendo-o das invasões de Espanha. Asas de Couro é convidado a visitar a corte, mas é algo que se recusa a fazer.

Sua desistência é para proteger o nome de sua família que poderia sofrer represálias de seus inimigos que não são poucos.

Naquela época também navegava pelo oceano, O Pescador, um navio comando pelo inescrupuloso Homem que Ri.

Só pra constar esse é o nome de um filme antigo lançado em 1928, foi estrelado pelo ator Conrad Veidt e serviu de inspiração pra criação do Coringa.

Voltando, um capitão subjugado rogava por sua vida, mas o Coringa além de matar toda sua tripulação. Iria acabar com ele com requintes de crueldade. A fim de barganhar por sua vida, o pobre homem disse saber da localização da Gruta Vespertílio, o esconderijo secreto do Asas de Couro somente isso foi capaz de salvá-lo (por algum tempo).

Então, o jovem Robin entra furtivamente no navio que zarpa pras Ilhas Caimã pra devolver a princesa a seu pai.  Apenas ao dar-lhe um vestido e receber uma pulseira em troca. Asas de Couro estava prestes a se casar com a princesa (um costume que o deixou intrigado).

Enquanto isso, a Capitã Felina, comandante do navio Pata-do-Gato lutava contra sua tripulação. Não estavam a fim de partilhar o saque que tinham pelos simples fato dela ser mulher deixando-a bravíssima.

A chegada do Coringa que propôs roubtr a Gruta Vespertílio usando seus atributos para seduzir Asas de Couro despertou seu interesse (detalhe o Coringa mandou matar todos os insurgentes da tripulação dela).

Sempre agindo de maneira sorrateira, Robin escuta um motim contra o Capitão e depois de quase ser morto ajuda entregando os descontentes e passando a ser protegido do Batman.

Disfarçada de Contessa, a Felina foi salva de afogar-se pelo Asas de Couro e se enamorou de sua coragem por lutar contra tubarões pra defende-la.

Mais ao chegar na Gruta descobriu a “esposa” del remonedo-se de ciúmes e voltando ao seu palno original. Infelizmente, Robin havia sido capturado ao segui-la. Felina entrega a localização do esconderijo pro Homem que Ri, porém no último momento.

O garoto conta que Asas de Couro a ama e quer se casar com ela. Reconhecendo seu erro, a Mulher-Gato dispara uma bola de canhão. E a situação muda completamente com Felina e Robin tentando sobreviver até a chegada do Capitão.

Logo Asas de Couro surge, o navio do Coringa recebe vários disparos e vemos uma luta de espadas espetacular entre ambos.

Essa também é uma das minhas edições pelos motivos que expliquei no ínicio do texto. O roteiro de Chuck Dixon de maneira eficaz nos faz realmente viajar pro período mostrado.

E a arte de Alcatena pra mim ficou perfeita demonstrando os detalhes dos cenários e também dos personagens lembrando demais o século XVII.

Veja a primeira parte aqui.

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Batman no Túnel do Tempo

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O Homem-Morcego é um dos pouquíssimos heróis em que suas aventuras quando transportadas pra outro período histórico ainda consegue manter uma dinâmica interessante.

Durante a década de 90 tivemos várias edições do Morcegão sob o título Túnel do Tempo (ou Elseworlds, no original). Foram: Terror Sagrado, A Guerra de Secessão e Morcego de Aço.

Ainda nesse mesmo estilo também tivemos: Gotham City 1889, Mestre do Futuro, Reinado do Terror, Houdini: A Oficina do Diabo e O Livro dos Mortos.

Só pra constar a clássica Batman: O Filho do Demônio também pertence ao estilo Túnel do Tempo.

Bom, essa minissérie em quatro edições foi lançada em 1995. E se você não conhece terá a oportunidade de saber um pouco sobre elas agora.

Cidadão Wayne

A primeira edição havia sido inspirada no filme Cidadão Kane, um clássico do cinema estrelado e dirigido por Orson Welles, em 1941.

Só pra constar durante a reformulação do Super-Homem feita por John Byrne, a versão Lex Luthor também foi inspirada neste filme.

Voltando, essa aventura tem argumento de Brian Augustyn & Mark Waid e arte de Joe Staton.

Como no filme estamos na década de 40 e logo no início ficamos sabendo que duas pessoas importantes na cidade haviam morrido.

Bruce Wayne, um magnata dono de um jornal muito influente e Harvey Dent, ex-promotor público que defendia a justiça acima de tudo. Ambos despensacaram de um prédio de forma fatídica.

Um detetive conduz a investigação perguntando sobre a vida das vítimas. É quando vemos o depoimento de várias pessoas.

Na Mansão Wayne, Martha conta que desde que seu marido morreu como herói querendo protege-los. Tentou manter a vida do filho longe do legado de seu pai, mas tudo que fez foi em vão.

Numa academia, Ted Grant conta que Bruce e Harvey eram amigos treinavam boxe juntos, porém havia um misto de rivalidade muito grande entre eles.

Depois foi a vez do Capitão aposentado James Gordon explicar como duas pessoas tão díspares agiam praticamente da mesma forma.

Quando estava na ativa, Gordon supervisionou o caso de Joe Chill, assassino de Thomas Wayne. Também esteve no caso da promotoria contra Sal Maroni , um dos mais tumultuados daquela época.

Como na versão original Harvey Dent sofreu um atentado com ácido sendo jogado em seu rosto (deixando-o desfigurado pra sempre). A grande diferença é que Gordon também estava com ele e quase morreu.

Após a tentativa de assassinato que sofreu deixando-o aleijado, Gordon preferiu esquecer tudo que havia presenciado (mais ele sabia da identidade secreta do Batman).

Ao ir embora o detetive ouviu o relato sobre o Batman contado pelo policial que o estava escoltando.

Essa versão do Homem-Morcego agia de forma impiedosa chegando a assassinar os criminosos que estavam no seu caminho.

No relato de Vicky Vale soubemos que Bruce era tão obssessivo quanto Batman e ela acusa seu chefe de ser o herói fantasiado. Fato que nega veemente aproximando ambos que estavam iniciando um romance. A morte de BW deixou Vale bastante arrasada.

No final Harvey Dent e Bruce Wayne se enfrentam no alto de um prédio durante uma tempestade. A luta é tão ferrenha que ambos despencam pra morte.

Quem estava investigando o caso era o detetive novato Dick Grayson e podemos notar que há uma inspiração pra que Batman surja novamente.

Essa é uma das minhas edições preferidas, porque Joe Staton conseguiu imprimir com sua arte todo um clima de filme noir que havia na trama.

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O Ninja

Essa segunda edição tem argumento de Chuck Dixon e arte de Enrique Villagrán.

A história se passa no Japão Feudal e começa com uma versão do Batman trajado de samurai enfrentando vários adversários.

Diversos soldados forma enviados pra matá-lo, mas só conseguiram a muito custo usando rifles. Robin estava distante, porém só chegou a tempo de ouvir o último pedido de seu sensei.

Fazendo-o jurar não matar pra vinga-lo e devotar sua lealdade ao Shogun. Após a morte do seu Mestre, o jovem divaga sobre o passado e ficamos sabendo que o Samurai Morcego servia ao clã Hideyoshi como assassino protegendo-o de seus inimigos.

Devido a morte dele sua lealdade passou a ser de Hideyori, seu filho que enfrentou diversas batalhas e numa delas sucumbiu as forças do Tokugawa Ieyasu.

Ao assumir o poder, Tokugawa fez coisas terríveis com todos os camponeses, samurais e daimyos. Somente Hiedeyori mantinha uma resistência graças aos esforços do Samurai Morcego.

O jovem havia sido criado pelo Samurai para futuramente tomar seu lugar. Pensando até que ele fosse seu pai, mas não era. E antes de morrer pediu que entregasse a Espada Massamune pro Shogun junto com uma mensagem.

Depois de queimar tudo que havia dentro da caverna, o rapaz partiu em sua missão. No caminho foi confrontado por um grupo de guerreiras ninjas que se vestiam no estilo da Mulher-Gato. Formando uma aliança contra um inimigo em comum a Rosa Venenosa.

Ao se dirigir novamente pro Castelo de Osaka sofreu outra emboscada, porém consegue sobreviver devido a sua desteza unido ao árduo treinamento que teve.

O castelo estava cercado com diversos regimentos de soldados de Tokugawa. Tanto a muralha, quanto seus soldados estavam fraquejando e seria apenas questão de horas pra que tomasse conta de tudo.

mesmo em menor número, mas agindo sorrateiramente, Robin consegue entrar no castelo e luta fervorosamente a fim de encontar respostas cruciais pra sua vida.

Ao procurar seu amo, acaba descobrindo ser irmão dele e que tinha direito ao trono mais as ordens era que deveria ter sido morto pelo Samurai Morcego. Só que ao invés de retirar sua vida, criou-o como um filho, protegendo-o e ensinado tudo aquilo que sabia.

Robin teve que lutar contra Hideyori por sua vida tendo que mata-lo (pra se defender). No final ao saber que já não tinha cumprido a promessa do seu Sensei, o Tengu comete harakiri.

O Ninja é uma história bastante sinistra, pois em busca pelo conhecimento de seu passado. Robin encontra algo que nunca deveria saber.

A arte de Enrique Villagrán não é uma das melhores, porém seus detalhes são bem precisos. E também devido as cores escuras de Phil Allen conseguem realmente nos fazer viajar durante a aventura

Fim da primeira parte.