Liga da Justiça: Escada Para o Céu

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É uma edição especial com roteiro de Mark Waid, arte de Bryan Hitch, cores de Laura Depuy e foi lançada pela Painini Comics, em 2002.

Nossa aventura, começa com Átomo auxiliando o Caçador de Marte a imunizar seu corpo, mas de repente algo inesperado acontece.

E presenciamos uma situação impressionante, pois a estrutura toda está tremendo (lembrando que estão no espaço).

Bom, os heróis se encontram na base lunar da LJA que nesse período era composta por: Superman, Mulher-Maravilha, Flash, Lanterna Verde (Kyle Rayner), Ajax, Batman, Aço, Aquaman e Homem-Borracha.

Logo, o Super capta com sua visão uma nave, no entanto é tão absurdamente gigantesca que não há como medir.

A situação fica estranha já que nosso planeta foi retirado do lugar deixando toda a equipe sem reação por alguns instantes. Os heróis mais fortes da Liga Kal, Diana e Arthur tentaram retirar o objeto que estava cravado na Terra, porém suas tentativas foram em vão.

Então, Ajax entra em contato telepático com todos mostrando a estrutura mais devido a complexidade do lugar por ser tão vasto (eles ficaram com uma baita dor de cabeça).

Na verdade vários planetas havia sido retirados de suas órbitas e assim unidos tínhamos uma formidável cadeia de DNA.

A tecnologia usada é tão avançada que mesmo fora de seus lugares esses planetas se mantinham estáveis.

Diante de algo totalmente inexplicável e sentindo-se como um grão de areia no deserto a Liga da Justiça age.

Só que Ajax foi atacado por um alienígena vermelho que deseja destruir o maquinário da estrutura. Lançando-o pra bem longe numa explosão e ao cair num tipo de líquido azul foi salvo pelo Aquaman (que descobriu que aquilo também tratava-se de uma raça alienígena).

Essa raça havia surgido segundos após o Big Bang, através do tempo solitariamente vagou pelo cosmo pesquisando tudo e adquirindo apenas conhecimento.

Mais como aquilo que tem início, um dia chegará ao fim. Agora é o momento de partirem e usarem todo seu conhecimento pra procurar em outras culturas o significado da morte e do paraíso (sua intenção é construir o local definitivo pro descanso deles).

Bruce estava resolvendo um crime em Gotham e por causa disso ficou de fora da viagem ao espaço.

Sua missão era coordenar outras equipes de heróis pra conter a histeria mundial dado a um acontecimento tão inesperado. E mesmo assim ele ainda agia dando conselhos táticos pra Liga.

A equipe se dispersou pra conter os problemas em diversos planetas. E procurando os agentes alienígenas temos: Flash e Aquaman no planeta dos durlanianos, Aço e Homem-Borracha em Collu.

Depois Átomo e Aquaman em Rann onde são auxiliados por Adam Strange, Superman e Aço em Thanagar, Diana e Kyle com os khundios e por último Superman e Átomo na Quinta Dimensão.

Todas essas culturas alienígenas tem uma visão diferente da morte para chegar ao paraíso. É claro que as duplas sempre encontram algum conflito, mas conseguem resolver o problema.

Enquanto isso ficamos sabendo como cada um dos integrantes da Liga acreditam como é o pós vida.

Liga da Justiça: Escada Para o Céu é uma das melhores histórias da equipe que eu já tive o prazer de ler.

Seja pelo conceito fantástico que o roteiro bem elaborado de Mark Waid nos apresenta. Já que todos em algum momento pensamos como será quando morrermos (cada pessoa tem sua crença desse momento).

Seja pela arte hiper realista de Bryan Hitch que nos ajuda de maneira eficaz a viajar pelas páginas dessa aventura.

Ou também pelas cores de Laura Depuy emoldurando as cenas e deixando-as praticamente perfeitas pelos contrastes que vemos.

Afirmo que depois que você ler essa edição nunca mais conseguirá esquecê-la .

Fim por enquanto.

 

 

 

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Superman & Batman: Gerações

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Com o sugestivo subtítulo de “Uma Saga Imaginária” é uma minissérie em 4 edições lançada pela Editora Opera Graphica, em 2001.

Comento sobre a primeira, pois houveram continuações que se não me engano foram duas (as quais nunca consegui ler completamente).

Bom, Gerações é uma história no estilo Túnel do Tempo (ou Elseworlds) contando com roteiro e arte de John Byrne.

As edições são tratadas como livros e cada um deles compreende o tempo de dez anos na vida dos Melhores do Mundo.

Devo frisar que essa história parte do ponto de vista de como Batman e Superman envelheceriam do aspecto de “pessoas comuns”.

O mais importante a destacar é notarmos as mudanças que os personagens tiveram ao longo destes anos.

Só pra citar, o Livro Um vem abordando o período de 1939 a 1949 então vemos características dos heróis que nos conectam aquele momento.

Tipo Bat-Man (a grafia era assim mesmo) usando luvas mais simples, suas orelhas são enormes e não há aquela elipse amarela no peito.

Enquanto o Azulão tem seu símbolo triangular e poderes reduzidos (superforça, invulnerabilidade e podendo dar apenas grandes saltos).

Outra curiosidade interessante é a presença de Julie Madison, uma das primeiras namoradas de Bruce Wayne.

Fora isso podemos notar uma homenagem pro Batmóvel da década de 50 (esse automóvel tem muitos fãs desenhistas, pois sempre alguém faz referência).

Ainda temos o Ultra Humanóide que historicamente foi o primeiro grande antagonista do Homem do Amanhã.

E aquilo que mais gostei foi presenciar que tanto Kal quanto Bruce tiveram descendentes entre filhos e netos.

Bruce com Kathy Kane teve Bruce Jr que depois se tornou Robin e Clark com Lois além de Joel Kent teve Lara (seu nome homenageando a mãe kriptoniana do herói).

Alguns destes personagens foram realmente retirados de histórias antigas dos heróis.

Obviamente eu sou suspeito para comentar sobre gibis Túnel do Tempo, pois sou fã desse estilo (são pouquíssimas as aventuras que não ficam boas).

Mais tenho que afirmar o fato de que Byrne é um excelente contador de histórias. Seja mostrando diversos elementos que nos conectam a Era de Ouro, Prata e Moderna.

Seja por sua arte detalhadíssima que a cada página faz nossa viagem tornar-se cada vez mais incrível.

Só pra constar, há um glossário no final de cada edição ajudando-nos a compreender melhor os detalhes mostrados.

Superman & Batman: Gerações é uma edição riquíssima apresentando vários acontecimentos marcantes.

E principalmente levando-nos para um futuro tão distante que atiçou minha imaginação de uma forma que eu nunca havia visto antes.

Confesso que vale a pena ler, reler e guardar em sua coleção.

Até o próximo texto.

 

Momento Crítico

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É um aventura com argumento de Grant Morrison, arte de Howard Porter e cores de Pat Garrahy que foi publicada no gibi Os Melhores do Mundo #29, em 2000.

Nesse período a Liga era formada por: Super-Homem, Caçadora, Aço, Batman, Homem-Borracha, Oráculo, Aquaman, Zauriel, Flash (Wally West), Mulher-Maravilha, Órion, Grande Barda e Lanterna Verde (Kyle Rayner).

Na trama, o General Wade Eiling preocupado com a Liga da Justiça agir protegendo o mundo todo e não apenas o território americano.

Criou a Tropa Ultramarine, uma equipe militar de elite que através de um projeto científico ganharam superpoderes.

Os soldados atravessaram um portal dimensional que lembrava muito aquele que foi mostrado no filme Stargate (1994).

A equipe dos Ultramarine era formada por: Bélico Um (Tenente-Coronel Scott Sawyer), 4-D (Capitã Lea Corbin), Fluido (Major Dan Stone) e Pulsato (Capitão John Wether).

Enquanto Weiling apresentava a nova equipe no fundo oceano o corpo de um antigo inimigo da Liga estava sendo roubado.

Tratava-se do Shaggy, um ser sintético enorme que tinha força descomunal e um fator de cura ilimitado (simplificando uma máquina de destruição implacável).

Arthur e Kyle foram enviados pra deter quem estava roubando, porém havia contra medidas prontas pra detê-los.

Logo depois do incidente, Super, Aço e Zauriel foram conversar com o presidente americano sobre os Ultramarines, no entanto devido há outros países fazerem o mesmo (criando super heróis patrióticos). O líder da Casa Branca não retrocedeu em sua decisão.

O detalhe importante é que o rosto do presidente daquela administração não é mostrado (não sei por qual motivo).

A Liga é convocada pra agir após uma “suposta” invasão alienígena estar ocorrendo em Fênix, no Arizona.

Alguns integrantes da equipe partem pro local, porém foi uma emboscada tramada por Eiling (pra testar sua tropa Ultramarine).

Isso nos leva a continuação desta história, “Terra Destruída” com arte e roteiro dos mesmos artistas citados no início do texto.

Wade ludibriou a todos forjando uma ordem presidencial pra que sua tropa medisse forças contra a Liga da Justiça.

Pulsato confronta Aço e Barda, 4-D enfrenta Diana, Fluido contra Arthur e Wally e Bélico Um ataca o Super-Homem. Aparentemente a Liga levou uma surra, mas a situação logo mudou.

Enquanto a luta estava rolando em Fênix, Batman, Caçadora e Homem-Borracha foram inspecionar a instalação do projeto militar que deu poderes aos Ultramarines.

Eles descobrem que Eiling estava morrendo e transferiu seu cérebro pro corpo do Shaggy.

Essa parte nos leva pra conclusão,”Em Pé de Guerra”, com argumento de Grant Morrison, arte de Mark Pajarillo.

Wade utiliza o corpo indestrutível de Shaggy se autointitulando o General (sua intenção é destruir a Liga para se tornar o grande salvador da pátria).

Lembrei que na série animada da Liga, Eiling fez algo surpreendente.  Foi no episódio “Ato Patriótico”, após descobrir que a equipe possuía um canhão de fusão binária, entrou pro Projeto Cadmus arranjando formas pra destruir a Liga.

O General injetou nele um soro de super soldado que lhe concedeu poderes incríveis que lembravam o Shaggy, pois sua aparência também está parecida com a desta edição.

Neste episódio, Sir Justin tem uma batalha memorável contra Wade quase morrendo, mas mesmo assim lutando com honra e bravura. Confesso que pra mim este é um dos melhores episódios da série animada da Liga.

Voltando, a Tropa Ultramarine estava notando que seus corpos não estavam bem. Na verdade a história contada por Wade era falsa.

Foram usados compostos de metagene que concedem superpoderes ao heróis pra que desenvolvessem suas habilidades (seus poderes iriam falhar e todos iriam morrer).

O Super-Homem através de um discurso dramático convence a equipe militar que estavam sendo usados pelo General.

Todos se unem pra detê-lo e como única solução, o General é mandado pro espaço pra onde não poderá ferir ninguém.

Como epílogo, a tropa militar monta uma cidade flutuando chamada de Soberba. Esse lugar servirá como sede pros heróis que quiserem agir sem jurisdição pra atuar no mundo inteiro.

O problema é que a Tropa Ultramarine Internacional irá executar terroristas, executivos corruptos e déspotas se for preciso.

Nem preciso comentar que a história ficou ótima, porque ainda deu margem pro desenho da Liga que se inspirou na atuação do Eiling. Mesmo sendo dividida em três partes a ação é bem rápida. O estilo de arte nos conecta a um desenho animado.

Só pra constar, há uma carta minha que foi publicada na seção “Ligação Direta” (lembro que fiquei pulando de alegria na época).

E pra fechar, a última aventura, “O Segredo”, com arte de Todd Nauch e argumento de Todd Dezago é com a Justiça Jovem.

Robin (Tim Drake), Impulso (Bart Allen) e Superboy (Conner Kent) estavam sendo interrogados pelo DOE (Departamento de Operações Extranormais).

Os garotos foram ajudar na prisão de uma criatura que havia sido solta, mas depois descobriram que se tratava de uma menina.

Desde de pequena ela havia sido feita refém pelo DOE e usada como cobaia em experimentos. Tanto ela, quanto outras crianças sofreram traumas terríveis nos laboratórios deles.

Os jovens heróis resolvem ajudar e mentem pros seus mentores e pra organização afim de proteger a moça.

Não é uma história sensacional, mas serve pra mostrar que os garotos são unidos e  agem como heróis auxiliando quem precisa.

Espero que tenha gostado.

 

Artista

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Scott Dalrymple

Ao longo de sua carreira ele já trabalhou nas principais editoras das mais variadas mídias. Seja publicando livros, revistas, graphic novel entre diversas outras coisas.

Podemos notar que além da óbvia sensualidade de suas personagens é um artista que demonstra uma versatilidade incrível no seu estilo de pin-ups.

Em seu trabalho temos diversos personagens conhecidos: Líder Optimus, Megatron, Wolverine, Batman, Surfista Prateado, Cheetara, Mulher-Hulk, Mary Jane, She-ra, Feiticeira, Batgirl entre outros.

Confira na galeria abaixo a arte impressionante de Scott Dalrymple

 

Coleção DC 70 Anos – Última Parte

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Liga da Justiça – “Semente Estelar”

A quinta edição é dedicada a Liga e fiquei muito tentado a falar sobre “Um Novo Começo” que conta sobre a formação da equipe na fase cômica.

É uma história de início mesmo já mostrando os atritos entre Batman contra Guy Gardner (e principalmente todo aquele clima divertido que virou clássico).

Por mais que seja uma aventura importante decidi deixar de lado pra comentar “Semente Estelar” que tem roteiro de Grant Morrison & Mark Millar e ainda arte de Howard Porter.

Nela também temos o surgimento de uma outra formação numa fase bastante aclamada. O principal inimigo é aquela estrela do mar espacial ridícula que eu detesto, mas foi adaptada de uma maneira melhor.

Na trama, Starro está invadindo nosso planeta e o Flash foi o primeiro a sucumbir.

Enquanto isso no QG da Liga: Superman, Lanterna Verde (Kyle Rayner), Mulher-Maravilha, Aquaman, Caçador de Marte e Batman discutem em como abordar a situação.

De repente, o Espectro (Jim Corrigan) se intromete proibindo a equipe de tentar impedir a invasão.

Apesar do sério problema os heróis decidem ir pra Blue Valley. Então Corrigan mostra um futuro apocalíptico com a Liga da Justiça dominada pelo vilão e conquistando todos os lugares do universo.

Mesmo sabendo do alto risco a equipe age, mas sem poderes (como sempre Batman é seu maior triunfo).

Bom, é chover no molhado comentar que o Morcegão usando sua astúcia consegue ludibriar o inimigo.

Pelo que citei acima ficou óbvio que “Semente Estelar” chamou minha atenção, porque ao saberem do problema que desencadearia ao perder a equipe decidiu ir de encontro do perigo.

E pra piorar combatendo sem poder algum um inimigo praticamente imbatível. Essa fase dos roteiros de Grant Morrison é muito bem comentada na web.

A melhor parte é a arte de Howard Porter que de maneira sutil nos apresenta uma história prazerosa e eficiente.

O que me deixou de bobeira com essa aventura foi que resolveram ajudar de qualquer jeito sem se importar com a vida deles. O Espectro é sinistro, pois age apenas conforme seus interesses tomando decisões importantes e assustadoras.

Só pra constar, na edição Os Melhores do Mundo # 26 temos uma continuação direta desta aventura.

“A Coisa” com arte de Porter e roteiro de Morrison mostrando a Liga se unindo com Sandman pra derrotar Starro (tendo que dormir pra agir no mundo dos sonhos).

Tudo estaria perdido se não fosse por Michael Haney, pois sua ajuda foi fundamental pros heróis vencerem.

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Batman – “O Preferido”

A sexta e última edição é dedicada ao Homem-Morcego foi a pior e mais difícil pra escolher apenas uma história (e não é só porque o Morcegão é um dos meus heróis preferidos).

Numa lista que apresenta: “O Batman que Ninguém Conhece”, “A Morte chega a Meia-Noite e Três”, “Procurado Papai Noel… Vivo ou Morto!”, “A Noite do Caçador”, “24 Horas” entre outras pérolas.

Fiquei com “O Preferido” com roteiro de Mark Millar e desenhos e Steve Yeowell.

O Cruzado Embuçado está numa caçada feroz tentando pegar uma gangue especializada em arrombar mansões dos ricos.

Depois ficamos sabendo que algo muito importante havia sido levado da Mansão Wayne.

O comportamento implacável do herói na busca por informações sobre o paradeiro dos ladrões é muito violento (beirando a insanidade).

Durante sua empreitada Bruce deixou até de dormir pra conseguir seu intento.

A gangue se autointitulava “Peças de Xadrez” e uma denúncia anônima havia entregue seu esconderijo secreto.

A situação se complicou, porque o Chefe Yeats, da equipe da Swat pensando apenas em ganhar fama (deixou os bandidos fazerem reféns).

Obviamente o Cruzado de Capa foi pro local agindo de forma eficaz contra a bandidagem.

É só no final que compreendemos o motivo pelo qual Bruce fazia questão de encontrar a gangue. O objeto que havia sido roubado de sua casa foi um trenzinho de brinquedo.

O último presente que seus pais haviam lhe dado antes de serem assassinados.

Sendo exatamente aí que o roteiro de Mark Millar me surpreendeu. Vemos Bruce correndo pela cidade numa fúria desenfreada pra encontrar uma parte importante de seu passado (ouso até afirmar de sua inocência perdida e feliz).

Na penúltima parte temos Wayne ajoelhado por entre o brinquedo. A cena é de uma tristeza tão grande e ao mesmo tempo tão poética que ficou guardada em minha memória por um longo tempo.

Confesso que a arte de Steve Yeowell não ficou muito legal, mas devido a densidade do roteiro podemos deixar esse aspecto de lado.

Só pra constar, essa história de brinquedo do Morcegóide me lembrou de outra que li no gibi Liga da Justiça Sem Limites # 5.

Temos, “Liga da Justiça: Feliz Natal Fatal” com roteiro de Mike McAvennie e arte de Sanford Greene.

Na trama como diz o título estamos na época natalina e a Liga enfrenta o Cara de Barro que estava disfarçado de Papai Noel. Só que o Flash pensando em agir rápido acaba atrapalhando a missão.

Após aquela burrada, Batman lhe dá uma sermão e lhe incumbe o trabalho de procurar um dos integrantes do bando que fugiu.

É claro que Wally ficou chateado (por causa da seriadade do Morcegão), mas o Vingador Fantasma surge mostrando-lhe alguns fatos de natais passados do Morcegão.

Algo do tipo Um Conto de Natal do Ebenezer Scrooge ambos recuaram no passado do pequeno Bruce Wayne descobrindo qual era o seu brinquedo favorito.

Quando era menino tanto Bruce quanto Clark gostavam do Fantasma Cinzento. A cena da confraternização dos pais de Kent com Batman foi constrangedora.

Bom, resumindo Wally prendeu o bandido que restava e como era época de natal (resolveu presentear Wayne com seu brinquedo favorito).

Pra ser sincero, “Liga da Justiça: Feliz Natal Fatal” não é lá grandes coisas, porém esses acontecimentos no passado de BW ajudam e muito pra ficarmos sabendo quem era e no que se tornou.

Fechando, na Coleção DC 70 Anos tive que deixar várias aventuras de lado, no entanto escolhi aquelas que tiveram um significado maior na minha leitura.

Espero que tenham gostado e relembre aqui do texto anterior.

 

 

Um Conto de Batman – Shaman

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Esse gibi pertence ao título Legends of Dark Knight que foram edições do Morcegão lançadas de 1989 até 1997.

Nessa imensa lista que consta de Um Conto de Batman temos: Gotham City – 1889, Gothic, Acossado, Veneno, Duelo, AsasFaces, Devoção, Lâminas, Gangues, Estufa, Tao, De Volta à Sanidade, Criminosos, Lobisomem e Coma.

Um Conto de Batman – Shaman foi uma minissérie dividida em cinco partes lançada em 1991. A edição tem argumento de Dennis O’Neil, um dos mais importantes roteiristas do herói, desenhos de Edward Hannigan, arte-final de John Beatty e cores de Richmond Lewis.

O aspecto mais empolgante desta trama é estarmos novamente acompanhando o início das aventuras de Bruce Wayne como vigilante de Gotham.

Nossa história começa com Bruce que está no Norte do Alasca e pagou Willy Dodget, um exímio caçador de recompensas pra lhe ensinar seu modo de rastrear fugitivos.

Dodget procurava Thomas Woddley que estava mais acima na montanha e acertou um tiro na testa do caçador. Bruce consegue apenas se esconder e devido a um truque “sobrevive”, mas perdeu sua mochila e casaco ao lutar por sua vida contra Woodley.

Caminhando no frio sem proteção alguma ele desmaia. No entanto algum tempo depois ouve sobre “a lenda do morcego”, um antigo ritual indígena. Nela há o relato da cura do corvo através do rato que se torna morcego pra salvar seu amigo.

Essa lenda é um ritual de cura secreto mais Bruce fica intrigado com a história.

Shaman está conectada a Ano Um, pois há elementos na narrativa que explicam fatos importantes que foram deixados de lado na edição de Miller.

É na entrada do morcego pela janela unida a lenda indígena que ajuda Bruce na escolha do símbolo pra seu uniforme de combate ao crime.

Vemos também o relacionamento entre Alfred e Bruce sendo melhor demonstrado, pois foi Pennyworth quem confeccionou o uniforme do patrão. Seus comentários sarcásticos e cheios de ironia são o ponto alto da história.

Outra coisa que pude notar é que durante as patrulhas iniciais do Morcegão não havia Batmóvel e Alfred auxiliava com sua locomoção.

Minha impressão é que Alfred age como um Doutor Watson ajudando o herói a pensar na solução dos problemas.

Nessa edição, vemos a escolha da caverna como QG, porque a Mansão estava ficando pequena pra guardar seu equipamento.

A situação piora quando uma série de assassinatos começa a acontecer em Gotham. Um pouco antes, Bruce enviou o Dr. Spurlock, um pesquisador pra Other Ridge.

E descobre que os crimes estão relacionados com a tribo do Alasca devido aos rituais envolvidos neles.

Pra solucionar os crimes, Bruce decide usa-los como seu batismo de fogo pra saber se realmente deverá agir como Batman ou deixar essa ideia permanentemente esquecida.

Um Conto de Batman – Shaman é uma edição excelente, pois o roteiro de O’Neil destaca o lado detetivesco do herói. Sempre usando inteligência e astúcia pra descobrir o que precisa no caso.

Além da arte excelente de Ed Hannigan que demonstra vários detalhes de paisagens, expressões faciais e planos de enquadramento.

Complementando tudo estão as cores de Richmond Lewis geralmente em tons frios e escuros ajudando na ambientação da trama que ficou sombria e tétrica.

Shaman é uma daquelas raras edições do Morcegão que valem a pena ler cada página de sua aventura.

Espero que tenham gostado.