Superman & Batman: Gerações

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Com o sugestivo subtítulo de “Uma Saga Imaginária” é uma minissérie em 4 edições lançada pela Editora Opera Graphica, em 2001.

Comento sobre a primeira, pois houveram continuações que se não me engano foram duas (as quais nunca consegui ler completamente).

Bom, Gerações é uma história no estilo Túnel do Tempo (ou Elseworlds) contando com roteiro e arte de John Byrne.

As edições são tratadas como livros e cada um deles compreende o tempo de dez anos na vida dos Melhores do Mundo.

Devo frisar que essa história parte do ponto de vista de como Batman e Superman envelheceriam do aspecto de “pessoas comuns”.

O mais importante a destacar é notarmos as mudanças que os personagens tiveram ao longo destes anos.

Só pra citar, o Livro Um vem abordando o período de 1939 a 1949 então vemos características dos heróis que nos conectam aquele momento.

Tipo Bat-Man (a grafia era assim mesmo) usando luvas mais simples, suas orelhas são enormes e não há aquela elipse amarela no peito.

Enquanto o Azulão tem seu símbolo triangular e poderes reduzidos (superforça, invulnerabilidade e podendo dar apenas grandes saltos).

Outra curiosidade interessante é a presença de Julie Madison, uma das primeiras namoradas de Bruce Wayne.

Fora isso podemos notar uma homenagem pro Batmóvel da década de 50 (esse automóvel tem muitos fãs desenhistas, pois sempre alguém faz referência).

Ainda temos o Ultra Humanóide que historicamente foi o primeiro grande antagonista do Homem do Amanhã.

E aquilo que mais gostei foi presenciar que tanto Kal quanto Bruce tiveram descendentes entre filhos e netos.

Bruce com Kathy Kane teve Bruce Jr que depois se tornou Robin e Clark com Lois além de Joel Kent teve Lara (seu nome homenageando a mãe kriptoniana do herói).

Alguns destes personagens foram realmente retirados de histórias antigas dos heróis.

Obviamente eu sou suspeito para comentar sobre gibis Túnel do Tempo, pois sou fã desse estilo (são pouquíssimas as aventuras que não ficam boas).

Mais tenho que afirmar o fato de que Byrne é um excelente contador de histórias. Seja mostrando diversos elementos que nos conectam a Era de Ouro, Prata e Moderna.

Seja por sua arte detalhadíssima que a cada página faz nossa viagem tornar-se cada vez mais incrível.

Só pra constar, há um glossário no final de cada edição ajudando-nos a compreender melhor os detalhes mostrados.

Superman & Batman: Gerações é uma edição riquíssima apresentando vários acontecimentos marcantes.

E principalmente levando-nos para um futuro tão distante que atiçou minha imaginação de uma forma que eu nunca havia visto antes.

Confesso que vale a pena ler, reler e guardar em sua coleção.

Até o próximo texto.

 

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Superman: Entre a Foice e o Martelo

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Histórias com realidades alternativas do Morcegão existem várias. E na grande maioria delas o personagem continua interessante.

Mais com o Homem do Amanhã o assunto muda de figura, pois posso escolher a dedo qual edição do selo Elseworlds vale a pena ler.

E Superman: Entre a Foice o Martelo (Superman: Red Son) é definitivamente uma delas. O gibi tem roteiro do consagrado Mark Millar, arte em dupla de Dave Johnson com Killian Plunkett e foi lançada por aqui em 2004.

Lembrando que inicialmente a história foi lançada como minissérie dividida em 3 edições.

Imagine uma realidade na qual o foguete lançado por Jor-El ao invés de cair no território americano. Por algum acaso do destino a aeronave tenha ido cair na antiga União Soviética e no período da Guerra Fria?

O foguete do bebê havia caído numa fazenda coletiva na Ucrânia. Então Kal cresceu sob os valores socialistas e mostrado como um Campeão dos proletários (ou trabalhadores).

Tal notícia difundida na telinha pelo presidente J. Edgar Hoover caiu como uma bomba devastadora nos lares americanos.

O mundo vivia com medo da Guerra Fria e nessa época os Estados Unidos era mostrado como capitalista e a URSS era comunista.

Devido ao surgimento do Super-Homem soviético a balança do poder estava pendendo pro lado comunista (transformando-a numa superpotência).

Os americanos ficaram alarmados e tentando correr atrás do prejuízo contrataram o Dr. Lex Luthor, nos Laboratórios S.T.A.R.

Seu contato na Casa Branca é o Agente James Olsen, pois Luthor é o homem mais inteligente que existe.

O aspecto de Luthor ser uma mente fora do comum é fascinante (e isso é demonstrado a todo momento na história).

A grande diferença é que Lois Lane tornou-se a Sra. Luthor, pois aqui o caso de amor entre Kal e Lois nunca aconteceu.

Deixando isso de lado um dos aspectos mais importantes desta narrativa é que Kal-El nos conta sua história.

O roteiro de Mark Millar é surpreendente do tipo elevado a nona potência e fica ainda melhor ao notarmos versões de personagens conhecidos como Mulher-Maravilha, Batman, Lanterna Verde, Bizarro e Brainiac.

Há também referências clássicas como a cidade engarrafada de Kandor, Senhorita Teschmacher, Fortaleza da Solidão, Zona Fantasma entre várias outras.

Além desses detalhes importantes há um pouco de história com acontecimentos que nos conectam com o que ocorreu na década de 50 e 60.

A arte de Dave Johnson com Killian Plunkett e as cores de Paul Monts demonstram um tom sombrio trazendo-nos um daqueles momentos que tudo se complementa brindando-nos de forma única e inesquecível.

É importante lembrar que o Superman de Karl Max é elevado ao extremo, pois seu comportamento humanista difere do seu regime ditatorial.

Sendo assim antagoniza com a maneira fria e intelectual de Lex Luthor.

Devido a passagem de tempo a luta entre Superman e Luthor torna-se um jogo de xadrez sem precedentes.

Lembrando que no final da segunda e terceira edição há um glossário pra que saibamos sobre palavras e situações daquele período.

Só pra constar, no arco Multiplicidade do Superman: Renascimento, há um vilão que está caçando várias versões do Azulão pelo multiverso da DC Comics.

Na oitava edição, Kal recebe um aviso do Superman soviético que logo depois morre em seus braços.

Para enfrentar esse inimigo o herói decide se unir com diversas versões suas pra que possam sobreviver.

E pra fechar, eu gostaria que a editora adaptasse Entre a Foice e o Martelo pra DVD, pois além da edição ser magnífica o final é surpreendente e ficou fora de série.

Espero que tenham gostado.

 

 

A Era de Ouro

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Essa clássica edição tem roteiro de James Robinson, arte de Paul Smith e cores de Richard Ory.

Só pra constar, A Era de Ouro (ou The Golden Age, no original) foi uma minissérie dividida em quatro edições, sendo lançada pela Editora Metal Pesado, em 1998.

Não sei explicar por qual motivo, mas essa aventura faz parte do Túnel do Tempo (Elseworlds).

A trama acontece durante os anos 40 quando surgiram várias das lendas do quadrinhos que estão perambulando até hoje (e outros heróis que ficaram perdidos no tempo).

Aliás o principal foco desta narrativa é se concentrar em personagens do segundo e terceiro escalão que estão praticamente esquecidos atualmente ou apenas são mostrados de vez em quando em alguma grande saga.

Deixaram de fora a Trindade da DC Comics, mas confesso até que não fizeram falta alguma.

Quando lemos que o advento do Homem do Amanhã influenciou o surgimento de vários heróis não é a toa, pois aqui temos uma prova consistente da extensa quantidade desses personagens.

Infelizmente A Era de Ouro nunca foi relançada num encadernado, pois sua trama merece ser lida numa tacada só.

A trama acontece logo após a Segunda Guerra Mundial e somos introduzidos no clima de desconfiança que havia durante aquele período. Os heróis haviam retornado pra suas vidas normais, porém havia uma caça as bruxas promovida pelo Marcatismo.

Aqueles que escondiam sua identidade sob uma máscara eram vistos como comunistas e perseguidos como inimigos da América.

Nesse medo surgiu Tex Thompson (Mr. América), um herói que ao retornar da guerra na Europa tornou-se senador. Através da aclamação do povo criou um novo super-herói com os avanços tecnológicos de seu tempo o Homem-Dínamo (Daniel Dunbar).

Daniel era Dan, O Dinamite e se eu não me engano T.N.T, era o parceiro-mirim do herói. Dunbar recebeu poderes através de uma explosão nuclear que possibilitaram se “igualar” ao Azulão.

A situação era tão estranha que até  Johnny Trovoada e o Átomo (Al Pratt) estavam apoioando Thompson (somente o Homem Robô tinha um aspecto assustador).

No entanto o que ninguém desconfiava era que havia um plano sinistro de dominição orquestrado por Thompson e Paul Kirk, O Caçador iria contar (ele havia sofrido torturas terríveis durante a guerra).

Essa aventura é envolvente por mostrar que a vida de super-herói não era tão glamourosa como a maioria pensa.

Johnny Chambers (Johnny Quick) tinha problemas com sua ex-esposa Jesse Chambers (Liberty Belle). Ela estava morando com o Tarântula.

O Homem-Hora (Rex Tyler) tornou-se um viciado em suas pílulas Miraclo que possiblitavam torná-lo um super-herói por apenas uma hora.

Continuando, os pesos pesados na história também tinham seus problemas, tanto Alan Scott (Lanterna Verde) que está reticente quanto ao uso de seus poderes, quanto Ted Knigth (Starman) internado num sanatório, pois ficou mentalmente instável por causa de seus estudos terem sidos usados na criação da bomba atômica.

Gostaria de acrescentar que no mundo real aconteceu algo semelhante, pois Santos Dumont ficou decepcionado quando o avião foi usado na Primeira Guerra. Outro assunto pertinente foi quanto ao uso da Bomba Atômica, pois Albert Einstein também ficara chateado quando isso aconteceu.

Continuando, somente a revelação que Tex Thompson era o principal inimigo fez a Sociedade da Justiça, Os Combatentes da Liberdade e outros heróis se unirem pra enfrenta-lo.

Um detalhe muito importante foi revelado nesta edição. É que antigamente eu sempre afirmava que os super-heróis não entraram na guerra, por causa da Lança do Destino, um artefato místico usado por Hitler que anulava poderes.

Na verdade quem deixava os heróis sem força era Percival (Otto Frenz), um herói alemão que podia cancelar qualquer superpoder.

Acho que nem preciso comentar que A Era de Ouro é uma história fantástica seja por causa dos acontecimentos vistos ou pela enorme quantidade de heróis envolvidos.

Quero destacar também a arte de Paul Smith que ficou ainda melhor com as cores de Richard Ory que devido aos tons escuros aliada ao roteiro deixou a trama bastante sombria.

O roteiro de James Robinson pegou uma história real conectando-a ao universo dos super-heróis. Isso tudo nos traz uma trama repleta de conflitos emocionais que suponho tenham realmente acontecido durante aquele período de Guerra Fria.

Nossa aventura chega ao final homenageando alguns heróis queridos nossos que surgiram durante a Era de Prata como: Aquaman, Flash 2, Lanterna Verde, Caçador de Marte, Eléktron e Homem-Elástico.

Temos heróis menos conhecidos como: Capitão Cometa (que age de maneira importante na aventura), Adam Strange, Doutor Oculto, Patrulha do Destino, Desafiadores do Desconhecido entre outros.

Fico por aqui.

 

Liga da Justiça: Outro Prego

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Continuação da edição anterior, Justice League of America: Another Nail também foi uma trabalho da dupla Alan Davis responsável pela arte e roteiro e Mark Farmer que ficou com a arte-final.

Foi uma minissérie em três edições lançada pela Panini Comics, em 2005.

A história já começa de forma empolgante, pois devido aos acontecimentos da primeira aventura. Nova Gênese e Apokolips estão deflagrando uma guerra avassaladora.

Os Guardiões do Universo convocaram toda a Tropa dos Lanternas Verdes pra minimizar os problemas do holocausto, mas não adiantou nada.

Darkseid age de maneira implacável, porque quando o campo de força estava envolvendo a Terra (ele já estava pondo em prática seu plano nefasto).

Mais ao notar que sua derrota será iminente Darkseid utiliza a Sina Ômega, uma máquina de destruição vasta, suprema e de proporções inimagináveis.

A Sina Ômega é um tipo de ameba de energia e sua onda de explosão se torna tão abrangente que atingiria toda existência no Multiverso.

O Senhor Milagre e Grande Barda haviam sido capturados pelo Senhor de Apokolips e após ser torturado a exaustão por Desaad. Scott morre (deixando Barda enfurecida e inconsolável).

Mais o Senhor Milagre numa fuga incrível consegue esconder sua alma numa caixa materna e após Barda conseguir um anel de LV atua em conjunto com sua esposa.

Então, Hal, Barry e Ray após um ano começam a investigar os fatos acontecidos em Apokolips. Só ficamos sabendo que há algo sinistro acontecendo quando o Vingador Fantasma está agindo de sua forma enigmática.

Como não poderia deixa de acontecer a situação fica ainda pior, pois Batman ouve a risada do Coringa ameaçando-o. Selina até pensou que Bruce estava enlouquecendo, mas depois que o Desafiador surge assustado sabemos que até o plano astral estava sendo ameaçado.

Acompanhamos o Palhaço do Crime retornando do Tártaro e temos o confronto definitivo dele contra o Morcegóide.

Outro aspecto importante  desta história é que também destaca vários personagens da editora como: Orquídea Negra, Rastejante, Rapina e Columba, Nuclear, Halo, Etrigan, Sindicato do Crime entre outros.

Tanto a Patrulha do Destino, quanto os Renegados novamente desempenham uma importante função na trama.

Bom, apesar de eu particularmente não gostar mais das crises da editora. Notamos que há uma enorme crise temporal desestabilizando tudo.

Vemos isso quando Diana e Arthur vão parar na época dos dinossauros. E também quando Barry e Ray fogem do Sindicato do Crime através do Multiverso que está com problemas em todas as suas realidades.

Mais não tenho como negar que a maneira de como vemos isso acontecendo é empolgante.

A parte engraçada foi quando Martha tentou arranjar um disfarce pro Clark, pois estava diferentão. Só que Lois chegou e deu aquele visual que estamos acostumados a vê-lo. Mesmo diante de tantos problemas o relacionamento entre eles rola.

Aqui presenciamos o Superman realmente aceitar as características marcantes que simboliza e o definem a verdade, justiça e também a esperança.

Mais quem rouba cena é Oliver Queen que estava quase morrendo e faz algo surpreendente (que obviamente não vou contar).

Como na edição anterior a arte de Alan Davis consegue contribuir bastante com nossa leitura. Sua participação no roteiro foi eficiente prendendo minha atenção até a última  página.

Sem sombra de dúvidas sua arte de unir diversos heróis na página me lembrou muito George Pérez (mais a melhor parte é que faz isso com seu próprio estilo).

Quero acrescetar que as cores de John Kalisz mantém o excelente nível da edição anterior.

Liga da Justiça da América: Outro Prego é uma história tão boa que ao chegar no final deixa aquela nítida sensação de querer mais e mais e mais. Fazendo-nos não querer nunca sair daquela aventura incrível.

Até o próximo texto.

 

 

 

 

 

 

Liga da Justiça: O Prego

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É uma minissérie dividida em 3 edições com arte de Alan Davis e roteiro de Mark Farmer que foi lançada em 1998.

JLA: The Nail foi publicada pela Mythos Editora essa edição faz parte do famoso selo Túnel do Tempo (ou Elseworlds).

A premissa básica parte do princípio que apenas um pequeno fato conseguiu mudar uma sequencia de enventos importantes.

Neste caso foi um prego que furou o pneu da caminhonete dos Kents e por isso o casal não pegou o foguete do pequeno bebê Kal-El.

Clark cresceu entre os Amish, uma comunidade famosa por ser distinta e também reclusa (sua ausência causou uma mudança drástica nesta realidade).

Na trama, Lex Luthor é prefeito de Metrópolis e sua administração está marcada como uma das melhores da cidade. Além do fato de conseguir diminuir o nível de criminalidade a praticamente zero.

A tecnologia envolvida nesse processo tornou-o um símbolo de sucesso mundo afora.

Podemos notar Perry White agindo como âncora de talk show e entrevistando Jimmy Olsen. Há uma homenagem pro Jimmy quando vemos os heróis: Tartaruga e Rapaz Elástico. Suponho que isso deva ter acontecido durante a Era de Prata período em que Olsen tinha sua própria revista.

Perry também entrevista Oliver Queen que está amargurado e rancoso após ter sofrido um ataque do Amazo que quase lhe retirou a vida (infelizmente neste fatídico combate o Gavião Negro tombou). Na telinha, Oliver destilou seu ódio contra seus antigos companheiros da Liga.

A formação da equipe era: Mulher-Gavião, Eléktron, Flash, Lanterna Verde, Caçador de Marte, Mulher-Maravilha, Aquaman e Batman.

Há uma campanha na mídia que jogou a opinião pública contra os meta-humanos, principalmente a LJA (e o Morcegóide tinha a pior imagem pra população).

Seu M.O. de agir nas sombras assustava a todos. É óbvio que nós sabemos o motivo, pois Batman não tem superpoderes. A Liga pede ajuda de Lois Lane pra que possam ganhar credibilidade na mídia.

Na primeira vez que li essa história confesso que fiquei embasbacado quando o Coringa fez um rebu no Asilo Arkham assassinando o Robin e a Batgirl.

A expressão de terror nos olhos de Bruce ao ver seus pupilos sendo brutalmente massacrados em sua frente ficou marcada em minha memória por horas (tal situação deixou BW num estado depressivo lastimável).

Quando Hal começa a investigar uma flutuação de energia encontra um campo de força envolvendo nosso planeta. Isso acaba desencadeando uma guerra entre Apokolips e Nova Gênese.

A situação só piora com Batman matando o Coringa e isso sendo trasmitido pela telinha. Todos os integrantes da LJA são atacados, mas isso não passava de uma manipulação orquestrada (esse spoiler não vou revelar).

É interessante notar que Os Renegados e a Patrulha do Destino desempenham uma importante função na aventura.

Gosto da grande quantidade de heróis envolvidos nesse gibi. Isso acaba destacando o extenso panteão da editora. Temos: Homem Animal, Metamorfo, Homem Elástico, Fera Bwana, Homens Metálicos, Metron entre outros. Pra mim tornam nossa leitura mais empolgante (descobrir quem é quem).

É nessa edição que Selina troca de uniforme e passa a agir como Batwoman.

Continuando, diversos meta-humanos são atacados por uma força-tarefa feita de clones do Bizarro e sendo encarcerrados no Kansas.

No momento de maior conflito quando toda a esperança estava indo embora é que descobrem Clark vivendo escondido entre os Amish. É quando vemos o Superman surgindo e salvando o dia.

A arte de Alan Davis mostra as reações dos personagens diante do aspecto sombrio que a trama traz. Fica evidente a qualidade dos cenários, expressões faciais e as cenas de ação.

Não poderia esquecer de comentar que as cores de Patricia Mulvill nos ajudam nesta viagem direta com o gibi.

O roteiro de Mark Farmer consegue nos envolver construindo uma panorama instigante nesta aventura. A medida que tudo vai acontecendo notamos que há algo realmente suspeito se desenrolando.

E a cada página lida confesso Liga da Justiça: O Prego é uma daquelas raras ocasiões em que roteiro, arte e cores se conectam trazendo-nos um trabalho de altíssimo nível.

Saiba que você não irá se arrepender depois que tiver acompanhado essa magnífica trama.

Fico por aqui.

 

 

Batman no Túnel do Tempo -Segunda Parte

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Confesso que sou fã de realidades alternativas, pois nela podemos notar que algumas alterações por mínimas que sejam podem mudar todo um contexto.

Ou no caso do Homem-Morcego por mais que sejam diferentes ainda conseguem manter algo que sempre desperta nosso interesse.

E que na grande maioria das vezes valem a pena dar uma conferida.

Sem mais enrolação veja o texto abaixo

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O Tirano

Na terceira revista o argumento é de Alan Grant e a arte ficou com a dupla Tom Raney e Joe Staton.

Nossa aventura começa com Batman reflexivo, pois havia feito algo imperdoável. Ele está pesaroso, porque através de seus atos talvez nunca mais haja um protetor pra Gotham City.

Logo a história volta no tempo e vemos a Mulher-Gato roubando documentos importantíssimos. Batman a caça, pois a ladra já havia o enrolado e fugido antes.

Seus pensamentos divagam, porque a moça lhe interessa. Mais consegue prender a criminosa e descobre sua identidade secreta, Vicki Vale, uma repórter que trabalha em sua empresa.

Após descobrir quem é a Mulher-Gato, Batman desconfia que ela tinha um informante e descobre ser Jim Gordon (que foi preso).

Só pra constar, nessa realidade BW é dono da Waynemídia, uma empresa de comunicação e também do Departamento de Polícia sendo comandado pelo Morcegão.

Enquanto isso o Dia dos Pais estava chegando.

Depois, Batman dá um depoimento na TV para que denunciem o Anarquia (Lonnie Machin), em nossa realidade é um moleque supervilão inteligente e hacker que surgiu nos anos 90 nas revistas do Homem-Morcego. Então de posse dos documentos roubados, Lonnie retorna pro seu apartamento.

Devido a suas atitudes como defensor da cidade a criminalidade havia diminuído bastante em 2 anos. Fato que estava deixando Bruce muito nervoso.

Vemos, Jonathan Crane torturando, Vale que quase consegue fugir (sendo logo recapturada). No entanto pra piorar, Crane usa seu gás nela e também em outros criminosos.

Loonie descobre o que estava criptografado naqueles arquivos deixando-o alarmado com as atitudes do maior herói da cidade.

Ao interrogar Gordon usando um gás para induzi-lo a confessar, Batmna descobre que há algo errado em Gotham e a culpa é totalmente dele.

Sua obsessão doentia por ordem causou um a insatisfação em algumas pessoas. Só que Crane é o seu mentor ludibrinado-o novamente e afirmando que estão agindo da melhor maneira possível.

Anarquia convoca uma reunião com todos os vilões de Gotham: Pinguim, Duas-Caras, Crocodilo, Cara de Barro, Charada, Mariposa Assassina entre outros. Convocando-os pra deter o suposto herói que está drogando a água da cidade com gás tranquilizante.

Foi somente por esse motivo que a criminalidade em Gotham  começou a diminuir. O fato principal nessa realidade quando houve a perda dos pais de Bruce, o garoto havia sido salvo por Jonathan Crane conhecido por nós como o Espantalho.

O assassinato havia acontecido no dia dos pais (por isso a data era tão importante).

Crane aproveitou seus conhecimentos em psicologia e moldou a mente de Bruce para sempre obedecê-lo.  No dia dos pais, Anarquia comandou o ataque.

Ao crescer sem a influência de Alfred ou Leslie Thompkins, BW tornou-se um maníaco obssessivo em acabar com a violência em Gotham.

Durante a investida dos vilões, Alfred é morto, mas infelizmente Anarquia é capturado.

Corajoso, o jovem conta toda verdade pro Batman que descobre ter sido manipulado por todos esses anos. Ao final o herói se entrega pro julgamento do povo de Gotham que revoltado por suas atitudes põe fogo em sua mansão (algo que até lembra aqueles filmes de terror antigos).

Eu não gosto desta edição, porque de todas as linhas temporais criadas pro herói essa é a mais inusitada de todas. Eu também nunca gostei da capa, pois sempre achei-a bastante estranha.

A arte compartilhada de Joe Staton e Tom Raney não ficou ruim, pois deu todo aquele clima de medo e revolta descrito no argumento de Alan Grant (que ficou bem explorado.

Não sei explicar o motivo, talvez seja porque já vi o Superman agindo como um ditador fascista (Lordes da JustiçaInjustiça: Deuses Entre Nós e Admirável Metrópolis Nova). E essa situação não fosse algo inteiramente novo pra mim.

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O Corsário

A quarta e última edição  tem argumento de Chuck Dixon que nesta época estava trabalhando nas edições mensais do herói. E a arte estava com Alcatena.

Obviamente é uma história de piratas e quando eu era moleque havia assistido alguns filmes na Sessão da Tarde. Quem pensa que Piratas do Caribe fez sucesso á toa esta redondamente enganado, pois havia uma época em que filmes sobre piratas eram exibidos a exaustão em Hollywood.

O ator , Errol Flynn que interpretou pra mim a melhor versão de Robin Hood foi seu maior expoente.

Na trama, o navio Raposa Voadora singrava os mares sob o comando do intrépido Capitão Asas de Couro. E seu braço direito era o fiel, Alfredo.

Asas de Couro era um nobre inglês de vasta fortuna, mas agia como pirata contribuindo com partes de sua pilhagem pro Rei James. Entrou nessa vida para resgatar seu título de nobreza perdido e a fortuna de sua família que havia sido roubada.

Ele havia abordado um navio espanhol saqueando seu conteúdo e resgatando a princesa Quest’ Chala, uma prisioneira que iria ser vendida como escrava.

De repente acompanhamos o jovem Robin as ruas de Londres. Unido a outras crianças rouba todos aqueles marinheiros que estão bêbados para que possam garantir sua sobrevivência. O garoto idolatra o famoso comandante e se veste como pirata.

Mesmo entregando seu tributo a sua majestade e protegendo-o das invasões de Espanha. Asas de Couro é convidado a visitar a corte, mas é algo que se recusa a fazer.

Sua desistência é para proteger o nome de sua família que poderia sofrer represálias de seus inimigos que não são poucos.

Naquela época também navegava pelo oceano, O Pescador, um navio comando pelo inescrupuloso Homem que Ri.

Só pra constar esse é o nome de um filme antigo lançado em 1928, foi estrelado pelo ator Conrad Veidt e serviu de inspiração pra criação do Coringa.

Voltando, um capitão subjugado rogava por sua vida, mas o Coringa além de matar toda sua tripulação. Iria acabar com ele com requintes de crueldade. A fim de barganhar por sua vida, o pobre homem disse saber da localização da Gruta Vespertílio, o esconderijo secreto do Asas de Couro somente isso foi capaz de salvá-lo (por algum tempo).

Então, o jovem Robin entra furtivamente no navio que zarpa pras Ilhas Caimã pra devolver a princesa a seu pai.  Apenas ao dar-lhe um vestido e receber uma pulseira em troca. Asas de Couro estava prestes a se casar com a princesa (um costume que o deixou intrigado).

Enquanto isso, a Capitã Felina, comandante do navio Pata-do-Gato lutava contra sua tripulação. Não estavam a fim de partilhar o saque que tinham pelos simples fato dela ser mulher deixando-a bravíssima.

A chegada do Coringa que propôs roubtr a Gruta Vespertílio usando seus atributos para seduzir Asas de Couro despertou seu interesse (detalhe o Coringa mandou matar todos os insurgentes da tripulação dela).

Sempre agindo de maneira sorrateira, Robin escuta um motim contra o Capitão e depois de quase ser morto ajuda entregando os descontentes e passando a ser protegido do Batman.

Disfarçada de Contessa, a Felina foi salva de afogar-se pelo Asas de Couro e se enamorou de sua coragem por lutar contra tubarões pra defende-la.

Mais ao chegar na Gruta descobriu a “esposa” del remonedo-se de ciúmes e voltando ao seu palno original. Infelizmente, Robin havia sido capturado ao segui-la. Felina entrega a localização do esconderijo pro Homem que Ri, porém no último momento.

O garoto conta que Asas de Couro a ama e quer se casar com ela. Reconhecendo seu erro, a Mulher-Gato dispara uma bola de canhão. E a situação muda completamente com Felina e Robin tentando sobreviver até a chegada do Capitão.

Logo Asas de Couro surge, o navio do Coringa recebe vários disparos e vemos uma luta de espadas espetacular entre ambos.

Essa também é uma das minhas edições pelos motivos que expliquei no ínicio do texto. O roteiro de Chuck Dixon de maneira eficaz nos faz realmente viajar pro período mostrado.

E a arte de Alcatena pra mim ficou perfeita demonstrando os detalhes dos cenários e também dos personagens lembrando demais o século XVII.

Veja a primeira parte aqui.

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Batman no Túnel do Tempo

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O Homem-Morcego é um dos pouquíssimos heróis em que suas aventuras quando transportadas pra outro período histórico ainda consegue manter uma dinâmica interessante.

Durante a década de 90 tivemos várias edições do Morcegão sob o título Túnel do Tempo (ou Elseworlds, no original). Foram: Terror Sagrado, A Guerra de Secessão e Morcego de Aço.

Ainda nesse mesmo estilo também tivemos: Gotham City 1889, Mestre do Futuro, Reinado do Terror, Houdini: A Oficina do Diabo e O Livro dos Mortos.

Só pra constar a clássica Batman: O Filho do Demônio também pertence ao estilo Túnel do Tempo.

Bom, essa minissérie em quatro edições foi lançada em 1995. E se você não conhece terá a oportunidade de saber um pouco sobre elas agora.

Cidadão Wayne

A primeira edição havia sido inspirada no filme Cidadão Kane, um clássico do cinema estrelado e dirigido por Orson Welles, em 1941.

Só pra constar durante a reformulação do Super-Homem feita por John Byrne, a versão Lex Luthor também foi inspirada neste filme.

Voltando, essa aventura tem argumento de Brian Augustyn & Mark Waid e arte de Joe Staton.

Como no filme estamos na década de 40 e logo no início ficamos sabendo que duas pessoas importantes na cidade haviam morrido.

Bruce Wayne, um magnata dono de um jornal muito influente e Harvey Dent, ex-promotor público que defendia a justiça acima de tudo. Ambos despensacaram de um prédio de forma fatídica.

Um detetive conduz a investigação perguntando sobre a vida das vítimas. É quando vemos o depoimento de várias pessoas.

Na Mansão Wayne, Martha conta que desde que seu marido morreu como herói querendo protege-los. Tentou manter a vida do filho longe do legado de seu pai, mas tudo que fez foi em vão.

Numa academia, Ted Grant conta que Bruce e Harvey eram amigos treinavam boxe juntos, porém havia um misto de rivalidade muito grande entre eles.

Depois foi a vez do Capitão aposentado James Gordon explicar como duas pessoas tão díspares agiam praticamente da mesma forma.

Quando estava na ativa, Gordon supervisionou o caso de Joe Chill, assassino de Thomas Wayne. Também esteve no caso da promotoria contra Sal Maroni , um dos mais tumultuados daquela época.

Como na versão original Harvey Dent sofreu um atentado com ácido sendo jogado em seu rosto (deixando-o desfigurado pra sempre). A grande diferença é que Gordon também estava com ele e quase morreu.

Após a tentativa de assassinato que sofreu deixando-o aleijado, Gordon preferiu esquecer tudo que havia presenciado (mais ele sabia da identidade secreta do Batman).

Ao ir embora o detetive ouviu o relato sobre o Batman contado pelo policial que o estava escoltando.

Essa versão do Homem-Morcego agia de forma impiedosa chegando a assassinar os criminosos que estavam no seu caminho.

No relato de Vicky Vale soubemos que Bruce era tão obssessivo quanto Batman e ela acusa seu chefe de ser o herói fantasiado. Fato que nega veemente aproximando ambos que estavam iniciando um romance. A morte de BW deixou Vale bastante arrasada.

No final Harvey Dent e Bruce Wayne se enfrentam no alto de um prédio durante uma tempestade. A luta é tão ferrenha que ambos despencam pra morte.

Quem estava investigando o caso era o detetive novato Dick Grayson e podemos notar que há uma inspiração pra que Batman surja novamente.

Essa é uma das minhas edições preferidas, porque Joe Staton conseguiu imprimir com sua arte todo um clima de filme noir que havia na trama.

Batman.No.Tunel.do.Tempo.O.Ninja

O Ninja

Essa segunda edição tem argumento de Chuck Dixon e arte de Enrique Villagrán.

A história se passa no Japão Feudal e começa com uma versão do Batman trajado de samurai enfrentando vários adversários.

Diversos soldados forma enviados pra matá-lo, mas só conseguiram a muito custo usando rifles. Robin estava distante, porém só chegou a tempo de ouvir o último pedido de seu sensei.

Fazendo-o jurar não matar pra vinga-lo e devotar sua lealdade ao Shogun. Após a morte do seu Mestre, o jovem divaga sobre o passado e ficamos sabendo que o Samurai Morcego servia ao clã Hideyoshi como assassino protegendo-o de seus inimigos.

Devido a morte dele sua lealdade passou a ser de Hideyori, seu filho que enfrentou diversas batalhas e numa delas sucumbiu as forças do Tokugawa Ieyasu.

Ao assumir o poder, Tokugawa fez coisas terríveis com todos os camponeses, samurais e daimyos. Somente Hiedeyori mantinha uma resistência graças aos esforços do Samurai Morcego.

O jovem havia sido criado pelo Samurai para futuramente tomar seu lugar. Pensando até que ele fosse seu pai, mas não era. E antes de morrer pediu que entregasse a Espada Massamune pro Shogun junto com uma mensagem.

Depois de queimar tudo que havia dentro da caverna, o rapaz partiu em sua missão. No caminho foi confrontado por um grupo de guerreiras ninjas que se vestiam no estilo da Mulher-Gato. Formando uma aliança contra um inimigo em comum a Rosa Venenosa.

Ao se dirigir novamente pro Castelo de Osaka sofreu outra emboscada, porém consegue sobreviver devido a sua desteza unido ao árduo treinamento que teve.

O castelo estava cercado com diversos regimentos de soldados de Tokugawa. Tanto a muralha, quanto seus soldados estavam fraquejando e seria apenas questão de horas pra que tomasse conta de tudo.

mesmo em menor número, mas agindo sorrateiramente, Robin consegue entrar no castelo e luta fervorosamente a fim de encontar respostas cruciais pra sua vida.

Ao procurar seu amo, acaba descobrindo ser irmão dele e que tinha direito ao trono mais as ordens era que deveria ter sido morto pelo Samurai Morcego. Só que ao invés de retirar sua vida, criou-o como um filho, protegendo-o e ensinado tudo aquilo que sabia.

Robin teve que lutar contra Hideyori por sua vida tendo que mata-lo (pra se defender). No final ao saber que já não tinha cumprido a promessa do seu Sensei, o Tengu comete harakiri.

O Ninja é uma história bastante sinistra, pois em busca pelo conhecimento de seu passado. Robin encontra algo que nunca deveria saber.

A arte de Enrique Villagrán não é uma das melhores, porém seus detalhes são bem precisos. E também devido as cores escuras de Phil Allen conseguem realmente nos fazer viajar durante a aventura

Fim da primeira parte.