Os Invasores

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É uma antiga equipe da Marvel Comics que foi criada para ser a equivalente ao Esquadrão Vitorioso (All-Winners Squad).

Assim como aconteceu com a Sociedade da Justiça, Os Invasores também tiveram duas formações. Uma durante a Era de Ouro quando foi criada por Bill Finger  surgindo em All-Winners Comics # 19 e outra mais “recente”.

Na formação original tínhamos: Capitão América, Bucky (James Buchanan Barnes), Namor, o Príncipe Submarino, o Tocha Humana original (Jim Hammond), seu assistente o Centelha (Thomas Raymond), Miss America (Madeline Joyce), o velocista Whizzer (Bob Frank), Blonde Phantom ((Louise Mason Grant)) e Anjo (Thomas Halloway).

A segunda equipe de The Invaders foi criada pelos lendários Roy Thomas e Sal Buscema e surgiram na edição The Avengers # 71, em 1969.

Essas histórias foram mostradas em flashback’s fazendo referência aos acontecimentos dos anos 40 (naquela época a editora era conhecida como Timely Comics).

Nesta formação tínhamos o retorno dos heróis: Capitão América, Bucky, o Tocha Humana original, o Centelha e Namor, o Príncipe Submarino. Após salvarem a vida do primeiro ministro britânico Winston Churchill, ele sugeriu que unissem forças para combater o mal, pois se encontravam no período da Segunda Guerra Mundial.

Após irem pra Inglaterra numa missão tivemos a inclusão de outros heróis como: Union Jack e a bela Spitfire. Depois que Union Jack estabeleceu uma base pros Invasores na Inglaterra.

Depois foram incluídos na equipe a Miss America,  Whizzer (Bob Frank), Silver Scorpion e também Blazing Skull.

A equipe lutou diversas vezes contra agentes inimigos do Eixo e tiveram que superar um enorme trauma quando ocorreu as “mortes” do Bandeiroso e Bucky durante a clássica explosão daquele avião experimental.

Só pra constar se eu não estiver enganado, esse acontecimento foi visto no episódio “Conheçam o Capitão América”, na série animada dos Vingadores.

Voltando, essa aventura marcou o término da Segunda Guerra Mundial e foi mostrada na edição The Avengers, # 4, em1964.

Após o fim da Guerra tivemos uma nova formação da equipe que incluia William Naslund (Espírito de 76) e Fred Davis, que assumiram o manto de Capitão América e Bucky.

Algum, tempo depois o grupo participava da revista dos Vingadores e ganhou sua própria edição Giant-Size Invaders #1 de 1975.

Um fato estranho é que os gibis 5 e 6 mostraram outra equipe na Segunda Guerra, a Legião da Liberdade numa aventura dividida em duas partes conhecida como “O Caveira Vermelha Ataca” (“The Red Skull Strikes”) conectada com ais duas edições de Marvel Premiere # 29 e 30.

Em 2004, surgiu os Novos Invasores numa história conhecida como “Uma vez Invador…” (“Once na Invader). Era uma equipe reformulada por Chuck Austen que foi mostrada na edição The Avengers vol. 3, # 82.

Pouco tempo depois tivemos essa equipe em The New Invaders revista própria que começou do número zero e teve apenas dez edições indo até 2005. Nela havia o trabalho do desenhista C. P. Smith e do escritor Allan Jacobsen.

Essa nova formação era composta pelo Agente Americano (John Walker), Union Jack (Joseph Chapman), Blazing Skull (Mark Todd), Thin Man (Dr. Bruce Dicckson), o Tocha Humana original e também pelos heróis Fin e sua esposa Nia Noble que atuavam nela e vez em quando.

Os Novos Invasores se reuniram pela intervenção de Dell Rusk, Secretário de Defesa dos Estados Unidos. Na verdade era o Caveira Vermelha disfarçado que tinha aintenção de usar a equipe em seus próprios prpopósitos.

Só que os Novos Invasores descobriram sua trama  algo que custou a “morte” do Tocha Humana original e depois disso a maior parte dos membros abandonou a equipe.

Só pra constar na série animada do Escalador de Paredes dos anos 90. Tivemos o episódio “Seis Guerreiros Esquecidos”, no qual Capitão América, Miss America e outros heróis da Era de Ouro auxiliam o Cabeça de Teia para deter o Caveira Vermelha.

Há algum tempo atrás tivemos o crossover Vingadores vs Invasores: Choque de Gerações que foi publicado por aqui em 2009.

Na trama a equipe original dos Invasores composta pelo Sentinela da Liberdade, Bucky, Namor, Tocha Humana e Centelha estavam num combate contra o Caveira Vermelha.

Mais o vilão através do Cubo Cósmico (ou Tesseract) faz com que a equipe seja enviada pro futuro. Sem se dar conta quando chegam no séc. XXI encontrando um tempo em que Steve Rogers está morto.

Infelizmente a equipe do passado começou a virar um enorme problema pro fluxo temporal. Então os Novos Vingadores de Luke Cage e os Poderosos Vingadores do Homem de Ferro se juntam para envia-los de volta pra sua época.

Só que inesperadamente, Ultron também consegue atrapalhar os heróis alterando o passado. E através do conhecimento do Doutor Estranho todas as equipes precisam viajar pra alterar um passado onde os nazistas sairam vitoriosos e o Caveira Vermelha está ansioso pra destrui-los (podendo assim conquistar de vez o futuro).

Confira na galeria abaixo algumas imagens dos Invasores e outros heróis da Marvel que garimpei na web

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As Viagens de Gulliver – Segunda Parte

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É chover no molhado comentar que na história do personagem o que realmente chama atenção são os lugares por onde precisa ir. Simplesmente deixamos que nossa imaginação caminhe junto com o herói nessa incrível jornada.

Sem mais delongas vamos continuando nossa nostálgica perambulação pelas versões de Gulliver?

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As Viagens de Gulliver – Gulliver’s Travels – 1979

Desenho animado feito na Austrália realizado pela Rede CBS de televisão. Apesar de ser uma produção quase totalmente fiel a obra clássica. Infelizmente ficou bem abaixo da versão mostrada pelos irmãos Fleischer, em 1939.

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As Viagens de Gulliver – Gulliver’s Travels – 1996

Foi uma minissérie televisiva estrelada por Ted Danson e Mary Steenburgen.

Apesar das várias versões que foram mostradas anteriormente e mesmo que seus efeitos especiais estejam bem defasados atualmente.

Seja pela reconstituição dos cenários ou pelo figurino que remonta o séc. XVII.

Esta é sem sombra de dúvidas a versão que mais se empenhou em mostrar a viagem fantástica do herói (descrita no livro de Swift).

Gulliver está perdido por entre terras estranhas há nove anos e luta desesperadamente para voltar pra sua esposa e filho. Quando consegue retornar pra sua amada Inglaterra e conta sua história é preso como maluco tendo que provar sua sanidade.

A parte mais interessante é que vemos sua aventura num tipo de flashback.

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As Viagens de Gulliver – Gulliver’s Travels – Jack Black – 2010

Esse filme protagonizado pelo comediante é a pior versão de todas feita com o personagem.

Pra ser sincero o único filmes deste ator chatíssimo que acho suportável é Escola de Rock, obviamente, por causa da crianças que dão um verdadeiro show. É lógico que também pelas músicas que são verdadeiros clássicos do bom e velho rock n’ roll.

Voltando, na trama Gulliver (Jack Black) trabalha como entregador de correspondência em Nova York. O personagem é um zé ninguém que para se destacar mente pra linda Darcy Silverman (Amanda Peet), sua editora.

Ela o manda pro Triângulo das Bermudas pra fazer algumas matérias, mas Gulliver sofre um naufrágio sendo levado pra Lilliput.

Ali, Gulliver encontra a chance de poder ser quem sempre quis e consegue mudar a vida dos lilliputianos retirando os cidadãos da Idade Média e trazendo-os pra época atual (transformando a cidade numa versão diminuta de Nova York).

A única parte interessante são as referências como Star Wars, Avatar, Wolverine, Titanic, Guns N’ Roses e Kiss com a música Rock n’ Roll all Night entre pouquíssimas outras coisas e só.

O filme é uma comédia romântica das mais fracas possíveis perdendo longe pra aqueles filmes divertidos da Sessão da Tarde, dos anos 80.

Sinceramente não vi nenhuma situação engraçada nesta versão, acho que é uma perda de tempo assisti-lo e a dança final ficou muito estranha. Talvez, porque não conheço a música ou também pela loucura que todos fizeram as pazes e do nada começaram a dançar. Minha raiva por essa versão ridícula foi que me fez pesquisar sobre as outras existentes.

E só pra fechar antes daquele desastre que foi o filme do Lanterna Verde, com Ryan Reynolds. Houve um boato que Jack Black iria interpretar o herói (seja com Black ou Reynolds não teve jeito o filme foi uma porcaria mesmo).

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Gullivera – Milo Manara – 1996

O mestre italiano dispensa qualquer apresentação, pois basta apenas contemplarmos seu trabalho para nos extasiar com sua arte exuberante.

Milo Manara sempre desenha mulheres com uma sensualidade que beira o limite do soberbo deixando-nos boquiabertos com sua languidez e leveza.

Sem sombra de dúvidas esta versão do clássico nos transporta por mundos inigualáveis (recheados de momentos eróticos e vários outros acontecimentos sensuais).

Apesar da personagem ser tratada por Gullivera não há um momento da trama em que seu nome é mencionado. São 64 páginas fascinantes que nos dão vontade querer ler mais e mais e mais.

Nossa viagem já começa pela capa, pois a personagem está bem sensual de pernas abertas somente com o chapéu cobrinho-lhe seu sexo (olhando-nos de forma bem convidativa). Só isso já serve como desculpa para nos enveredarmos por suas páginas.

Na trama, Gullivera estava na praia e avistou um navio ancorado meio distante, porém como estava sozinha resolveu tomar banho de sol sem roupa em alto mar. Só que ela acaba relaxando, cochila e deixa seu maiô cair na água (ficando a deriva completamente nua).

Sua única salvação é subir no navio que havia avistado e nele acaba encontrando além do livro de Jonathan Swift outras quinquilharias do séc. XVIII.

Então, de repente uma tempestade surge do nada arrastando-a pras suas aventuras. Destaco a forma como Manara demonstra sua versão pros acontecimentos do livro.

Há várias cenas inusitadas como crianças brincando nos pelos pubianos de Gullivera, o exército lilliputiano marchando por sob suas pernas abertíssimas com apenas a bandeira inglesa cobrindo muito mal seu corpo.

Ou ainda a cena absurdamente maluca em que precisa apagar o incêndio no palácio urinando, fora isso ainda tem arrastar a frota inimiga totalmente pelada, fugir do gigante sacana que se aproveita dela ou do cavalo tarado que estava doido pra transar com ela.

É óbvio que há outras situações fantásticas, mas não me atrevo a estragar o passeio de quem ainda quiser ler. Recomendo pra quem aprecia Manara e também para aqueles que nunca leram uma obra dele.

Vamos esperar quando irá surgir uma próxima versão do nosso herói Gulliver?

Relembre aqui do primeiro texto e até a próxima viagem.