Imagens

z-action-comics-by-alex-ross

Superman 80 anos

Um dos maiores ícones da cultura pop reconhecido e querido ao redor do mundo todo.

“Mais rápido que uma bala!”, “Mais forte que uma locomotiva!”, “Capaz de saltar sobre os prédios mais altos com um simples pulo”, “Olhem! Lá no céu!”, “É um pássaro! É um avião!”

“Não! É o Super-Homem!”

“Sim, é o Super-Homem – estranho visitante de outro planeta, que veio á Terra, com poderes e habilidades superiores ás de qualquer mortal.

Super-Homem- pode mudar o curso do rio mais caudaloso, dobrar o aço com as mãos, ele que na vida real é Clark Kent, um discreto repórter de um grande jornal de Metrópolis, trava uma batalha sem fim pela Verdade, pela Justiça e pela América.”

Instigando a imaginação do ouvinte a primeira versão do Azulão depois dos gibis foi a série radiofônica de 1940.

Não é novidade afirmar que o gênero surgiu junto com o maior de todos os super-heróis em Action Comics #1, em 1938.

Seus criadores Jerry Siegel (1914-1996) e Joe Shuster (1914-1992) amargaram uma longa e sinuosa jornada até finalmente conseguirem lançar o Super-Homem.

Durante a Era de Ouro o Homem do Amanhã tinha uma imagem muito diferente da qual estamos acostumados. Seu short estava maior, a capa era indestrutível e principalmente não podia voar (apenas dava longos saltos).

A explicação dos poderes do Super era bem simples, pois sua força se baseava nas formigas enquanto o gafanhoto explicava seus grandes saltos.

Depois foram acrescentado outros poderes e explicando de uma forma mais científica.

Rapidamente o herói tornou-se um símbolo de justiça para as pessoas comuns numa época conturbada (Grande Depressão). Em suas páginas o Azulão lutava contra políticos corruptos, defendia os inocentes e prevenia catástrofes inspirando vários autores pro surgimento de outros personagens.

Um sucesso absoluto desde seu lançamento até os dias atuais, o Superman engloba muito mais do que poderíamos imaginar.

O “S” de seu emblema significa esperança e através de suas atitudes devemos cooperar pra que futuramente haja um mundo melhor.

Será uma ingenuidade minha num mundo cada vez mais tão violento? Afirmo que não amigo leitor. A esperança é algo que nós seres humanos devemos sempre mante-la dentro de nós.

O Superman demonstra que mesmo sendo tão poderoso quer apenas que a humanidade possa algum dia caminhar com os seus próprios passos e prosseguir sozinha.

Bom, não me recordo quando foi o meu primeiro contato com o Superman nos gibis, no entanto a edição que ele é divido em dois por um casal de feiticeiros é a mais antiga que posso lembrar.

Devo confessar que a versão de George Reeves também traz ótimas lembranças pra mim, pois foi apartir dele que comecei a conhecer o Super.

Mais sinceramente quem serviu de ponta pé inicial pra que eu me tornasse fã do herói foi Christopher Reeve. Sua atuação como Super-Homem é tão marcante que hoje tantos anos depois ainda é aplaudida como a forma definitiva de representar o herói.

Mesmo com todos os seus defeitos no roteiro como a inesquecível cena de fazer a Terra girar ao contrário pra voltar o tempo, símbolo sendo lançado e um estranho beijo amnésico. Não há como negar que é a minha versão preferida de todas que já assisti em minha vida.

O Superman ao longo das décadas possui várias versões e uma das mais famosas foi feita pelo Fleischer Studios, em 1941.

Nos gibis o herói não voava, porém isso foi remediado nesta versão animada lançada nos cinemas daquela época.

Pra mim a versão dos Fleischer é tão importante que mesmo anos depois Bruce Timm utilizou diversos de seu elementos para compor a Série Animada, na década de 90.

Porém não é só de desenhos que vimos o Azulão, pois a clássica reformulação de John Byrne trouxe um personagem inteiramente novo.

A DC Comics havia lançado a Crise nas Infinitas Terras e depois desta saga reiniciou praticamente todo o seu panteão de heróis.

John Byrne, um dos melhores contadores de história e desenhistas de todos os tempos pra esse humilde comentarista. Teve a árdua tarefa de recontar toda a origem do kriptoniano.

Nesse período o Homem de Aço não era mais um deus invencível, Clark Kent teve seu caráter moldado pela criação de seus pais adotivos, seus poderes surgiram apenas na vida adulta e havia um homem com o qual poderíamos nos identificar.

Além disso, Lex Luthor deixou de ser aquele cientista maluco da Era de Prata e Lois Lane também foi atualizada para uma mulher mais independente.

A mudança mais radical foi a perda da amizade com o Batman, pois ambos divergiam na forma de combate ao crime (e isso virou uma regra por algum tempo).

Desse vespeiro o saldo ruim foi retirar da cronologia a Supergirl e o Superboy, mas Byrne depois arranjou formas de traze-los de volta.

As mudanças promovidas nesse período foram as melhores pra mim sendo que realmente valeram a penas terem sido feitas.

Na década de 90, o Escoteiro Azul morreu combatendo Apocalypse. O embate com o monstro e sua ida pro além foi algo tão impactante que virou notícia nos jornais e na telinha também.

Depois disso acompanhei os gibis do herói até aquele momento no qual foi dominado pelo artefato kriptoniano.

E fiquei um bom tempo sem ler suas edições até que surgiu uma “nova” versão da Liga da Justiça em Os Melhores do Mundo com arte de Howard Porter e roteiros de Grant Morrison (a qual tenho todas as edições guardadas até hoje).

Ao final dessa coleção fiquei longos anos sem comprar gibis do herói, mas fico acompanhando notícias pela web.

Lembrei também do Superman que surgiu após a Saga Ponto de Ignição que estava conectado a versão original de 1938 (feito numa roupagem mais atual).

Infelizmente, ficamos sabendo da terrível notícia que Henry Cavill não fará mais o personagem pro Universo Estendido DC Comics (pra mim é inegável que ele ficou ótimo como Superman).

O problema é que teremos que esperar mais algum tempo pra ver quem erguerá o manto e a capa do Azulão. Nós sabemos que ao longo das décadas sempre mudará o ator, no entanto o Superman é eterno.

Continuando, o Superman da fase Renascimento (Rebirth, no original) veio após a Saga dos Novos 52. Devido a isso tivemos duas versões de Kal-El com experiências de vida diferentes.

Deste período o Super precisa ensinar seu filho a usar seus poderes e o anterior é o Clark que aprendemos a gostar que morreu no embate contra Apocalypse.

Como saldo pra resolver a bagunça, o Super da Nova Terra morreu e aquele mais velho ficou em seu lugar mantendo seu legado.

E pra fechar, atualmente o seriado Krypton narra as aventuras de Seg-El, avô do Azulão que luta para resgatar a honra da sua família e salvar seu amado mundo do caos.

Existem várias versões do Superman ao longo das décadas qual é a sua preferida?

Veja na galeria abaixo algumas imagens do herói que garimpei na web

Anúncios

Fleischer Studios

fleischer-studios

É uma das empresas mais importantes da história dos desenhos animados (de todos os tempos). Houve uma época em que o Fleischer Studios era uma enorme concorrente da Disney.

Fundada pelos irmãos Max Fleischer, Joe Fleischer e Dave Fleischer surgiu inicialmente como Inkwell Studios, em Nova York, em 1921.

A dupla dirigiu a empresa até 1942, quando a Paramount Pictures forçou os irmãos a abandonarem o ramo comprando sua empresa.

A qualidade de suas produções é inegável, pois historicamente a dupla lançou Betty Boop, Super-Homem e Popeye personagens icônicos aclamados mudialmente.

Dizem as lendas que a empresa foi a primeira a introduzir cenas sonoras em seus desenhos. Algo que precede até o clássico Steamboat Willie, de 1928.

Outro fato importante é que também foram inovadores no colorido do Popeye e no realismo do Superman.

Max Fleischer criou um conceito pra simplificar o movimento da animação, fazendo traços sobre quadros de filmes (com ação ao vivo).

Sua patente pra Rotoscopia só foi concedida em 1915, mas no ano anterior já haviam usado esse sistema.

Os primeiros personagens do Fleischer Studios foram Betty Boop, Bimbo e Koko the Clown. Em 1933 a empresa formou um contrato com a King Features Syndicate a fim de produzir desenhos do Popeye e também licenciamento de Betty Boop.

A empresa produziu os longa-metragens As Viagens de Gulliver e O Grilo Pula-Pula, desenhos Popeye Contra Sindbad o MarujoPopeye Contra Ali Babá e os 40 Ladrões, e Popeye e sua Lâmpada Maravilhosa.

Infelizmente os fundadores se aposentaram 1942 e a Paramount Pictures comprou o Fleischer Studios. Então seu nome foi mudado pra Famous Studios (criando Harveytoons).

Os Harveytoons foram os desenhos do Gasparzinho, Luluzinha, Herman e Katnip, Huguinho, Audrey entre outros. Essa produtora fechou suas portas em 1967.

Atualmente, a empresa ainda detém os direitos de Betty Boop, Bimbo, Koko the Clow e Grampy. Sendo chefiada por Mark, neto de Max Fleischer que supervisiona o merchandising. E a King Features Syndicate licencia os personagens Fleischer em vários produtos.

Relembre os desenhos da Harveytoons e se não conhecia eis aqui a sua chance de saber quais são

gasparzinho

Gasparzinho – Casper

O Fantasminha Camarada surgiu primeiro num livro infantil e foi criado por Seymour Reit e Joe Oriolo, em 1939.

O curta-metragem The Friendly Ghost foi a primeira animação do personagem lançada pelo Famous Studious, em 1945.

O que chama atenção no Gasparzinho é que ele estava sempre querendo fazer novoa amigos ao invés de assustá-los. Seus tios que eram três não gostavam nada desta maneira do pequeno fantasma agir.

Em diversas ocasiões Gasparzinho age como herói salvando pessoas ou animais.

O personagem  já teve diversos gibis ao longo dos anos e atualmente  a Dreamworks é detentora dele.

Na década de 90 tivemos o filme Gasparzinho, o Fantasminha Camarada estrelado por Bill Pullman e Christina Ricci (lembro que foi razoável). Depois tivemos uma sequência na qual conhecia Luísa, a boa bruxinha.

lulu

 Luluzinha – Little Lulu

Foi criada pela desenhista Marjorie Henderson Buell (que assinava como Marge) e surgiu pela primeira vez no jornal The Saturday Evening Post, em 1935.

Dizem as lendas que a aparência da menina foi inspirada na própria autora quando era mais jovem.

Inicialmente a personagem surgiu nas tiras diárias dos jornais, mas depois migrou pros gibis. Houve também alguns livros com brincadeiras e passatempos na companhia do Bolinha (o mais popular depois dela).

Diversas empresas já publicaram gibis da Luluzinha entre as quais destaco: Dell Comics, King Features Sindicated, Western Publishing Company, Gold Key e Whitman Comics.

Aqui no Brasil foram: O Cruzeiro, Editora Abril, Editora Devir e Pixel Media (são várias edições que nos levam até 1955 e continuam até atualmente).

Luluzinha é uma menina de 10 anos de idade e sempre gostou de aprontar muito. Em sua primeira aparição estava jogando cascas de banana no corredor da igreja durante um casamento.

Quando está tomando conta do Alvinho ela inventa diversas histórias de aventura pra entretê-lo.

O melhor amigo de Lulu é o Bolinha, líder do clube dos meninos. O grande problema é que nesse clubinho há um lema no qual as meninas não podem entrar.

Não sei se a firmativa é verdadeira mais o personagem era tão querido que surgiu o Clube do Bolinha, um programa de TV homônimo comandado pelo apresentador Bolinha (Édson Cabariti 1936-1998).

Além deles há diversos coadjuvantes em suas histórias: Dona Marta e Seu Jorge Palhares (pais da Lulu), os integrantes do clube (Carequinha, Alvinho, Juca e Zeca), a Turma da Zona Norte (seus rivais), Aninha (melhor amiga da Lulu), Plínio Raposo, um menino rico que não consegue entrar pro clube, Glória, uma menina que a maioria dos garotos gosta, Carlinhos entre vários outros.

Obviamente surgiram desenhos animados da personagem e sua primeira versão da Famous Studios durou de 1943 até 1948. Nos anos 70 tivemos Luluzinha e Seus Pequenos Amigos, um anime da produtora Nippon Animation que por aqui foi exibido na década seguinte pela TVS (atual SBT).

E por último na década de 90 tivemos o Show da Luluzinha, uma série animada produzida pela Cinar Animation, do Canadá. O desenho apresentava todas as características e confusões dos personagens como eram nos quadrinhos originais.

Atualmente como havia acontecido com a Turma da Mônica, Lulu também migrou pro universo dos mangás.

Nas edições de Luluzinha Teen e sua Turma temos roteiro de Renato Fagundes e ilustrações da Labareda Design.

São aventuras voltadas pro público adolescente, mas infelizmente ainda não tive oportunidade de ler nada.

wendy

Luísa, a Boa Bruxinha – Wendy the Good Little Witch

Surgiu como amiga do Gasparzinho, em 1954. Ambos se conheceram após uma batalha entre fantasmas e bruxas.

Sua popularidade a fez ganhar seu próprio gibi no qual além do fantasminha camarada também temos suas três tias: Thelma, Velma e Zelma. Elas moram juntas numa casa na floresta encantada.

No filme de 1998, Casper Meets Wendy a personagem é interpretada por Hillary Duff.

Como curiosidade nas antigas edições da editora O Cruzeiro a Wendy era chamada de Luíza com “z” (1960 até 1970). Na Editora Vecchi era Luíza, a Boa Bruxinha (entre 1975 a 1977).

Little_Audrey's_Island

A Pequena Audrey – Little Audrey 

Foi criada pela Paramount Pictures através do Famous Studios, em 1947 (depois migrou pra Harvey Comics).

Audrey também já foi conhecida por aqui como Tininha não sei explicar por que mudaram seu nome.

A imagem de Audrey foi inspirada na Luluzinha, porém as situações que acontecem em seus desenhos são um pouco diferentes.

Só pra constar, tivemos o filme A Pequena Audrey dirigido por Seymour Kneitel, em 1982.

herman-katnip

Herman and Katnip

Obviamente copiando Tom e Jerry, da Hanna-Barbera. Tivemos a dupla Herman (o rato) e Katnip (o gato).

Geralmente em sua série animada mesmo arranjando diversas formas de pegar seu adversário Katnip sempre leva a pior.

Seja num deslizamento de rochas, mordido por tubarões, sendo eletrocutado entre diversas outras loucuras que acontecem nos desenhos.

baby-huey

Baby Huey

É um pato enorme, de temperamento dócil e muito desengonçado, mas dotado de uma força descomunal.

Infelizmente por causa de sua força exagerada Baby Huey fica atrapalhando a vida de seu pai (seja quebrando a casa, carro ou algo no seu trabalho).

Devido a isso seu pai o trata mal geralmente desaprovando-o, mas Huey age como um garoto normal (sempre querendo brincar com outras crianças).

No entanto nem tudo era tranquilo, porque havia uma raposa que o perseguia de olho grande achando que seria uma ótima refeição.

A raposa tentava enganá-lo de diversas maneiras num tipo de brincadeira, mas como Baby Huey era bem inocente e grande tudo dava errado (era um desenhos simples e divertido).

Havia outros personagens que se destacaram que foram: Buzzy The Crow e Tommy Tortoise and Moe Hare, é mais uma versão da lebre e a tartaruga.

Desta vez a lebre pensando que iria se dar bem aposta na tartaruga, porém mesmo ajudando não consegue fazê-la vencer. No final acontece uma inversão bem inteligente.

Alguns desses desenhos passaram por aqui na telinha durante a década de 80 (só não me lembro quando).

Espero que tenham gostado.