Superalmanaque DC # 3

Hawkworld

É uma edição com 140 páginas que veio na esteira do sucesso da Crise dos anos 80.

Então tanto o Gavião Negro que estava no Lado A, quanto o Lanterna Verde que está no Lado B eram personagens “novos”.

O gibi Superalmanaque DC # 3 foi lançado pela Editora Abril, em 1992.

Gavião Negro – Lado A

Apresentando três histórias, na parte um temos “Predadores”, na parte dois “Surge… O Gavião Negro” e “Fúria Alada”, na parte três.

Nesta versão Katar Hol vem de uma origem abastada, mas torna-se policial combatendo as injustiças contra o povo não thanagariano que é bastante oprimido.

Katar possui um senso de honra e justiça diferente do resto de seus pares que trata quem vive na cidade de baixo como seres inferiores (lixo a ser controlado).

Devido a suas opiniões ele entra em conflito com sua parceira Shayera Thal que foi colocada em sua companhia pra mantê-lo fora de problemas.

Algo muito difícil devido a personalidade complacente dele.

Paran Katar, pai de Hol era um renomado cientista que foi acusado de liderar uma conspiração. Resultando em sua morte pelas mãos do próprio filho.

Apesar de entrar em conflito com Byth o verdadeiro responsável pelo que aconteceu foge pra Terra.

Então, Katar e Shiera viajam pro nosso planeta, os policias interplanetários seguem no encalço dele.

Aqui os heróis alados precisam conviver com nossos costumes enfrentando uma gangue de Chicago. Na cidade recebem ajuda do relações públicas, Joe Tracy e ganham os codinomes de Gavião Negro e Mulher-Gavião.

As diferenças entre a cultura thanagariana e os costumes terrestres causam um conflito maior entre Shayera e Katar. E a situação piora quando os membros de uma gangue conhecida como Os Fúrias são assassinados causando uma má impressão sobre os heróis.

É uma boa reintrodução do personagem, principalmente devido ao comportamento explosivo da Mulher-Gavião que age como uma guerreira feroz e intransigente (algo que me lembrou sua personalidade no desenho da Liga).

O roteiro de John Ostrander e Timothy Truman é muito bom destacando minuciosamente o retorno do herói, seus conflitos e enfatizando seu jeito de agir.

Só que a arte de Graham Nolan está bastante fraca e pra mim que considero o desenhista um dos melhores do Homem-Morcego suponho que na época deveria estar começando.

É justamente a arte de péssima qualidade que estraga um pouco nossa leitura tornando-a cansativa.

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Lanterna Verde – Lado B

Aqui também acompanhamos três histórias com roteiro de Gerard Jones e desenhos de Pat  Broderick.

Na parte um “Pé no Chão”, “Em Busca da Felicidade”, na parte dois e “Som e Fúria” na parte três.

Só pra constar, no Pós-Crise a Tropa dos Lanternas Verdes havia deixado de existir restando apenas três patrulheiros pra monitorar o universo: Hal Jordan, John Stewart e Guy Gardner.

Cansado de voar pelo espaço, Jordan decide viajar pelo interior americano. Algo que nos conecta um pouco as aventuras feitas por Neal Adams na década de 70.

Hal vai até a sede da Liga Cômica tentando se encontrar e recebe boas vindas de todos, Batman, Gelo, Fogo, Oberon e até sendo convidado a participar da equipe.

Ao se recusar, Guy não acredita taxando-o até de boneca e bundão por não dar nenhuma importância pro grupo.

Depois, Jordan viaja pra cidade de Esperança indo direto pra fazenda de Rose Lewis e passando a trabalhar lá.

Inconformado, Guy vai atrás dele por não aceitar suas decisões. Ambos brigam e Rose expulsa Hal ao vê-lo usando seu anel energético.

Então ao cair na estrada novamente Hal encontra outro trabalho num pequeno barco pesqueiro. Enquanto isso, Gardner foi pra Nova York ainda contrariado por causa do estilo de vida que Jordan está levando.

Nisso acaba encontrando o vilão Tatuado, um inimigo de segunda categoria do Hal.

Guy enfurece o Tatuado a ponto do vilão segui-lo por vários quilômetros. Sua intenção é pra fazê-lo enfrentar Jordan, mas não consegue (e como consequência Hal perde outro emprego).

John Stewart é outro herói que participa desta edição. nesta época estava arrasado plea culpa após a destruição do planeta Ajuris-5, na edição Odisséia Cósmica (situação aproveitada no desenho da Liga).

Stewart procurava respostas que o ajudassem a compreender seu problema pessoal.

Ao viajar pra Oa acaba encontrando um anãozinho azul enlouquecido.

A participação de John é inconclusiva, pois fica preso no planeta na companhia do baixinho maluco (suponho que a conclusão saiu numa revista de linha).

Por último, Guy continua na cola de Jordan e o embate deles chega numa cidadezinha perdida e ambos decidem retirar o anel pra brigar.

Como consequência são presos pelo xerife local e seus anéis são roubados. Os ladrões caipiras causam confusão no lugar e a única solução foi soltar Gardner e Jordan pra resolver o problema.

É a melhor história desta parte com Jordan e mesmo assim não achei tão sensacional assim ao relê-la.

Serve apenas pra mostrar que Jordan estava passando por um novo momento em sua vida. Revendo quem era e decidindo qual rumo iria tomar.

O roteiro de Gerard Jones é interessante, mas não maravilhosos acho que há um momento em nossas vidas no qual devemos fazer como Jordan.

No entanto a arte de Pat Broderick é ruim, pois não consigo gostar de seu estilo em nenhum momento da narrativa.

Só pra fechar, “Som & Fúria”, consta da Coleção DC 70 Anos # 2 – As Maiores Histórias do Lanterna Verde.

Pra mim o artista da aventura  anterior “O Dia do Julgamento”, Dave Gibbons seria uma escolha bem melhor já que demonstra uma arte mais detalhada e limpa (eu não entendo as escolhas dos editores).

Fico por aqui.

Os Maiores Super-Heróis do Mundo – Última Parte

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Os Maiores Super-Heróis do Mundo – Última Parte

Liga da Justiça: Origens Secretas – JLA: Secrets Origins

Nesta aventura temos relatos das pessoas contando como foram salvas pelos heróis da equipe.

Como nas introduções anteriores aqui temos origens de outros heróis que compõe a Liga da Justiça.

Vemos, Barry Allen que numa noite tempestuosa, um raio caiu em seu laboratório transformando-o no Flash. Sua história tem tonalidade vermelha (e há uma homenagem pra primeira edição do Joel Ciclone).

Com, Hal Jordan é mostrada a mitologia da Tropa, os Guardiões de Oa, o juramento e o momento em que Abin Sur lhe convocou deixando-lhe seu anel de poder pra tornar-se um Lanterna Verde. Sua história tem tonalidade verde (dããããã! Roxa é que não daria pra ser).

Já a história do Arthur mostra o enlace de seus pais, a descoberta dos poderes marinhos e a procura por sua identidade na Atlântida até tornar-se rei (sua tonalidade é azul).

Depois temos J’onn J’onzz com o Doutor Erdel transportando-o pra cá, seu aprendizado dos costumes terrestres, agindo secretamente como detetive John Jones e também como herói sempre que necessário.

Apesar de morar entre nós o Caçador de Marte se mantém sozinho apenas acompanhando a humanidade (acho isso muito triste e a tonalidade de sua história é vermelha).

Há também Oliver Queen o milionário que naufragou numa ilha, teve que manejar arco e flecha pra sobreviver e ao voltar pra cidade decidiu usar seu aprendizado na vida heroica.

Adotou Ricardito, ingressou na Liga, sua luta pessoal pelos direitos civis e sua parceria com a Canário Negro (sua tonalidade obviamente é verde).

A história de Katar Hol e Shayera Thal começa no distante planeta Thanagar, pois ambos são policiais que vem pra Terra caçando um criminoso. Depois da missão cumprida Carter e Shiera Hall decidem trabalhar num museu adotando os codinomes de Gavião Negro e Mulher-Gavião (a tonalidade da aventura é marrom).

O cientista Ray Palmer descobre uma estrela anã. Devido ao seu estudo de alteração de tamanho, Ray construiu um uniforme especial pra controlar tal efeito sempre que a necessidade lhe convier.

Eléktron decidiu tornar-se combatente do crime e também ingressou na Liga. O que gosto no herói além de sua inteligência é o fato que pode surfar pelos impulsos elétricos do telefone e os mundos subatômicos que visita.

Em várias aventuras da equipe é somente com a intervenção do Eléktron que conseguem resolver algum problema (sua tonalidade é azul).

Com Enguia O’Brien o assunto fica muito engraçado, pois essa é sua principal característica. A origem de ladrão que sofre acidente químico que lhe concede poderes elásticos foi mostrada até em Batman: Os Bravos e Destemidos.

O Homem-Borracha pode se transformar em qualquer coisa que lhe der na telha e seu senso de humor irreverente o torna um dos heróis mais legais de todos que já vi. Pena que seja pouco aproveitado, porque o Máskara é uma cópia descarada sua (a tonalidade de sua história é vermelha).

Por último temos a introdução da Liga original e com o passar do anos outros integrantes vieram pras fileiras da equipe. Sendo que Adam Strange, Zatanna, Metamorfo, Homem-Elástico, Vingador Fantasma e Tornado Vermelho são mostrados (e o Satélite dos anos 70 é homenageado).

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LJA: Liberdade e Justiça – JLA: Liberty and Justice

Logo no início há um salvamento de avião feito pelo Ajax, Flash intervem num assalto a banco e Aquaman salva baleias de serem mortas. Assim que o marciano pousa o avião, Diana pede pra convocar a Liga em caráter de urgência.

Alguns membros da equipe vão pro Pentágono sabendo que há uma doença contagiosa se propagando na África.

Dinate do problema enorme a equipe debate se deve intervir na situação. Então, Diana deixa Ajax, Jordan e Barry irem avaliar a extensão do problema. Enquanto o Caçador está pensando vemos algumas histórias antigas da Liga sendo homenageadas.

Ao chegarem na África descobrem que um vírus alienígena está infectando a população local. A doença deixa a mente das pessoas funcionando, mas seu corpo é privado das funções motoras.

Quando o Flash estava levando o vírus pro Batman achar uma cura foi infectado pela doença. Ajax estava protegendo os aldeões de serem mortos, no entanto quase sucumbiu com eles.

Na Batcaverna, Bruce mesmo sendo inteligente não conseguiu avaliar o vírus. A situação muda somente através de Eléktron que foi injetado na corrente sanguínea de Barry.

A notícia da doença se espalha e o mundo inteiro entrou em pânico. Pra piorar a Liga da Justiça leva a culpa pela propagação da doença que recebe o nome de Superpraga.

A histeria coletiva transformou-se em guerra civil, pois as pessoas assustadas estavam saqueando e quebrando lojas, supermercados entre outros tipos de violência.

Kal, Diana e Bruce decidem que a equipe precisa de reforços pra conter o caos. Então,  Metamorfo, os Gaviões, Zatanna, Homem-Elástico, Tornado Vermelho, Arqueiro, Canário e Homem-Borracha são convocados pra ajudar.

Agindo pra conter o tumulto em vários lugares dos Estados Unidos. Os noticiários sensacionalistas mostravam uma Liga vingativa, mas não era verdade.

Contra sua vontade tiveram que usar força pra conter a população (quando é normal agirem assim contra os vilões).

Depois do Lanterna Verde e o Flash mandarem o vírus pro espaço. A Liga convoca uma reunião extraordinária na ONU.

Ajax como orador explica pra todos o que aconteceu pedindo pra que as pessoas continuem mantendo a confiança na equipe. Sempre quando precisarem a LJA estará pronta pra auxiliar a humanidade.

LJA: Liberdade e Justiça é uma história ótima, pois de todas as abordagens lidas essa foi uma das mais realistas dentro do universo fantástico que geralmente vemos com a equipe.

Obviamente a aventura ainda está sob o estilo super-heróis devido a confiança na Liga ter sido abalada. E principalmente, porque tinham que lhe dar com duas ameaças graves.

Só pra constar a revista Wizard americana lançou uma notícia falsa sobre uma história com os Supergêmeos “Formulário da Água”. Na sinopse os irmão usariam seus poderes pra salvar Gleek, o animal de estimação deles acabando com uma seca.

Nesse link vocês podem encontrar todas as edições desta aventura que comentei.

Espero que tenham gostado. Revejam aqui a segunda parte.

 

The Flash – Personagens – Segunda Parte

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A segunda temporada do seriado do Flash veio pra consolidar o sucesso que presenciamos anteriormente.

Então confira meus comentários sobre as diferenças dos personagens dos quadrinhos e da telinha.

A Dra. Caitlin Snow (Danielle Panabaker), é uma bioengenheira do Star Labs. Snow era noiva e se casou com Ronnie Raymmond que por sua vez unindo-se ao ao professor Martin Stein formam o Nuclear (Firestorm, no original).

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Nos gibis Catlin Snow é a atual vilã Nevasca (Killer Frost), mas outras mulheres já usaram esse codinome. A primeira foi Crystal Frost, uma cientista apaixonada pelo professor Martin Stein.

Após saber que o sentimento não era recíproco decidiu trabalhar num prjeto no Ártico. Infelizmente acabou se trancando numa câmara fria sendo transformada e capaz de absorver calor de seres vivos (projetando frio e gelo).

Nevasca tornou-se inimiga do Nuclear enfrentando-o diversas vezes e acabou morrendo ao tentar absorver muita energia do herói.

A segunda Nevasca foi a Dra. Louise Lincoln que era amiga de Crystal Frost. Quando sua amiga morreu decidiu fazer a mesma experiência consigo mesma.

Era um tipo de homenagem pra sua mentora, porém tornou-se cruel e fria partindo com uma vingança pessoal contra o Nuclear (culpando-o pela morte de Crystal).

A segunda Nevasca participou do Esquadrão Suicida e se eu não me engano é ela quem  estava na excelente animação Batman: Ataque ao Arkham.

Surgida durante o reboot dos Novos 52 temos a terceira Nevasca que foi Loren Fontier.

Nesta versão Jason Rusch e Ronnie Raymond são colegas de escola e ganham seus poderes ao mesmo tempo. Mais uma célula terrorista ataca a escola e nesse grupo está Loren Fontier que estava decidida a mata-los (para conseguir a Matrix do Nuclear).

Quando ela estava presters a extermina-los ambos se unem formando o herói, porém houve uma explosão. E descobrimos que Loren foi transformada em Nevasca.

Catlin Snow é a quarta mulher a usar o codinome de Nevasca. Catlin era uma cientista dos Laboratórios Star que havia sido enviada pro Ártico num posto de pesquisas. Ela estava trabalhando num motor termodinâmico, mas Agentes da C.O.L.M.E.I.A se infiltraram no laboratório tentando matar a doutora jogando-a no motor.

Só que se corpo se fundiu ao gelo transformado-a num tipo de “vampira de calor”, Snow matou todos os agentes e saiu em busca de outras fontes para se aquecer.

Nevasca acabou descobrindo que os poderes do Nuclear poderiam curar sua ansia por calor, no entanto quando ele foi dado como morto pelo Sindicato do Crime perdeu suas esperanças de ser curada.

Quero ver como irão mostrar a transformação de Catlin no seriado em Nevasca?

E pra fechar no excelente episódio da Liga Sem Limites, “Em Outras Terras”, temos a história do Príncipe Viking. Seu navio foi encontrado numa geleira e a Diana estava lá participando de uma reunião da ONU.

Destaco a participação da Nevasca e também do Caçador de Marte que tenta compreender a humanidade e deixa a Liga por algum tempo.

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Só pra constar devo comentar também que no seriado tivemos uma versão do Nuclear (Firestorm, no original). Interpretado pela fusão da dupla Ronnie Rammond (Robbie Amell) e Dr. Martin Stein (Victor Garber).

Nos gibis a primeira versão do herói de fogo também era formado por eles. Ronnie era um estudante e Stein Prêmio Nobel de Física e ambos foram pegos num acidente nuclear que lhes concedeu a capacidade de se fundirem no herói.

A parte interessante é que a personalidade de Ronnie se sobresaia sobre o professor que servia como uma voz da razão na mente do Nuclear (algo que foi mostrado na série).

Além de poder voar, o Nuclear possui força fora do comum e a incrível capacidade de controlar a matéria transformando-a em qualquer coisa que quiser.

Na última versão do clássico desenho dos Super Amigos seu nome ficou conhecido como Tempestade.

Quase no final da década de 80, o Nuclear foi reescrito como um “Elemental do Fogo” (tipo o Monstro do Pântano que é Elemental do Verde).

Ao longo dos anos houveram algumas mudanças como a fusão de Ronnie com Mikhail Denisovitch Arkadin, um russo. Porém depois mudaram novamente seus status quo pro normal.

Durante a ótima Crise de Identidade, Ronnie foi  transpassado por uma espada mágica explodindo. Então sua energia fundiu-se a Jason Rusch que transformou-se no novo Nuclear. A grande diferença é que agora pode se fundir com qualquer pessoa e Ronnie está apenas como espírito dentro do herói.

Na telinha após o sumiço de Raymond o professor estava morrendo e o pessoal do Star procurou uma outra pessoa que pudesse formar o herói.

Jay Jackson (Franz Drameh), um ex-atleta do colégio que sofreu um grave ferimento e pra sobreviver trabalha como mecânico faz parte do novo alter-ego do Nuclear.

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E realmente pra fechar nesta segunda temporada o Dr.Wells teve sua filha sequestrada pelo Zoom.

Seu nome é Jesse Quick (Violett Beane), porém nos quadrinhos Jesse Chambers é uma velocista. Filha dos heróis Johnny Quick e Liberty Belle ambos da Era de Ouro (ela tem os poderes de ambos).

Jesse Quick usa a fórmula de seu pai para ganhar super velocidade (3×2 (9yz) 4a). Se eu não me engano é uma velocista que pode voar. Durante algum tempo, Jesse adotou o codinome de sua mãe Liberte Belle II. Ela já participou das equipes Sociedade da Justiça, Novos Titãs e Liga da Justiça.

Vamos esperar pra saber se a versão da heroína no seriado irá ganhar ou não superpoderes?

Quanto a Mulher Gavião (Ciara Renée) e o Gavião Negro (Peter Francis James) foi muito empolgante ver como aproveitaram a história deles na telinha. No entanto já fiz  postagens sobre os campeões alados há algum tempo atrás.

A participação do Gavião e da Mulher Gavião no crossover entre The Flash e Arrow irá futuramente culminar na série Legends of Tomorrow.

Quero acrescentar que já promete pela presença de Rip Hunter, um viajante do tempo que nos gibis participa do grupo Homens Lineares.

Na série Hunter formará uma equipe mista entre heróis e vilões para deter Vandal Savage que almeja destruir o próprio tempo.

Relembre aqui da primeira parte.

Se gostou deixe algum comentário, mas se não gostou deixe um comentário também.

 

 

Filmation

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A empresa era comandada pelos produtores Lou Scheimer, Norm Prescott e Hal Shuterland que funcionou desde 1963 até 1989. Era uma concorrente direta da DePatie-Frelang Enterprises e Hanna-Barbara na telinha.

Seu nome verdadeiro é Filmation Associates e foi muito importante para todas as crianças que tiveram a sorte de contemplar suas séries live action e desenhos animados.

Sua marca registrada era ambientar o telespectador ao universo do personagem logo na abertura. No final tínhamos uma lição de moral sobre a aventura vista no episódio.

Outro fato importante foi a técnica da rotoscopia que consistia em usar cenas com atores para dar um tom de realidade.

Pra quem não conhece ou pra quem quiser relembrar vou retirar um pouco da poeira daquilo que faz parte das minhas melhores recordações infantis.

Vou deixar de fora: Superman, Batman, Flash, Flash Gordon, Superboy, He-Man, She-ra, Capitão Marvel, Cavaleiro Solitário, Liga da Justiça, Gavião Negro, Lanterna Verde, Jovens Titãs, Tarzan, Jornada nas Estrelas e Web Woman, porque já fiz alguns comentários sobre estes clássicos desenhos antigos.

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Viagem ao Centro da Terra – (Journey to the Center of the Earth) – 1967

O desenho havia inspirado no filme homônimo que tive o prazer de assistir na Sessão da Tarde quando víamos filmes que prestavam. A produção é caprichada e mesmo pra época foi superinteressante ver como aquilo mexia com nossa imaginação. O filme obviamente também havia sido inspirado no livro do autor Julio Verne.

O explorador Arnie Saccnuson havia feito uma descoberta sensacional do túnel que levava a antiga cidade perdida de Atlântida (no centro da Terra). Só que isso havia acontecido há muito tempo atrás, pois quando morreu seu segredo descansou com ele.

Alguns séculos haviam se passado até que o túnel fosse redescoberto pelo nobre Professor Oliver Linderbrook na companhia de sua sobrinha Cindy e também de Alec, Gertrude e Lars.

O Conde Saccnuson seguindo a expedição de Linderbrook mandou se capanga Torg destruir o grupo. Somente para ficar com os tesouros que pensava existir daquela terra perdida, pois era o último descendente do primeiro explorador.

Diante da explosão criada por Torg a equipe precisa encontra um caminho para retornar a superfície e vemos durante os episódios diversas criaturas estranhas no fundo da Terra.

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Viagem Fantástica – Fantastic Voyage – 1968

Essa animação surgiu baseada no famoso filme homônimo, Viagem Fantástica, dirigido por Richard Fleischer, em 1966.

Na trama, uma equipe é miniaturizada e injetada no corpo de um cientista para operar um coágulo, mas tal operação deverá ser feita no limite máximo de tempo de 60 minutos.

Obviamente, eles passam por vários problemas, correm diversos riscos para conseguirem seu objetivo e é isso que torna o filme interessante.

Se não me falha a memória a nostálgica Sessão da Tarde já passou esse filme há muito tempo atrás.

Na série animada acompanhamos as aventuras do C.M.D.F.  – Combined Miniature Defence Force (Força de Defesa Miniatura Combinada), uma organização secreta americana que possui a capacidade de reduzir o tamanho das pessoas a nível microscópico.

A equipe era formada por Jonathan Kidd (comandante), Erica Lane (bióloga), Guru (místico com poderes psíquicos) e o cientista Busby Birdwell.

Juntos eles poderiam ficar miniaturizados pelo período máximo de 12 horas. A equipe realizava missões secretas com a intenção de proteger o mundo que conheciam.

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Aventuras dos Hardy – The Hardy Boys – 1969

Esse desenho surgiu inspirado no livro de mesmo nome escrito por Edward L. Stratemeyer que usava o pseudômino de Franklin W. Dixon.

The Hardy Boys é como são conhecidos os irmãos adolescentes Frank e Joe Hardy que são detetives amadores (em histórias de mistério). A dupla aparece em diversas séries de livros feitas para crianças e adolescentes.

Na série animada acompanhamos a banda de rock The Hardy Boys que durante suas turnês acabam resolvendo algum mistério.

A parte interessante é que havia um grupo de músicos profissionais que interpretavam as canções da série (e até fizeram uma turnê pelos Estados Unidos).

A série produziu dois discos que fizeram um sucesso razoável na época.

Historicamente, The Hardy Boys foi o primeiro desenho da telinha americana que incluiu um personagem afro-americano.

A série estreou ao mesmo tempo que Scooby Doo, Cadê Você? e como curiosidade seu enredo também é parecido tanto com o cão medroso, quanto A Turma do Archie (The Archie Show).

Aventuras dos Hardy teve somente uma temporada exibindo apenas 17 episódios.

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Jerry Lewis – (Will the Real Jerry Lewis Please Sit Down?) – 1970

O comediante mais carismático de todos os tempos. Começou sua carreira cantando nos palcos, depois que conheceu o galã Dean Martin. Iniciou uma parceria em que fazia o cara engraçado demonstrando diversas caretas e muito atrapalhado. Fizeram muito sucesso, diversos shows e estrelaram alguns filmes como: O Bagunceiro Arrumadinho, O Professor Aloprado, Artistas e Modelos entre vários outros.

Tanto sucesso fez o ator virar desenho animado e nesta versão Jerry trabalhava pro chato do Sr. Barra Funda. Na Agência de Empregos Malucos sendo enviado para os mais variados lugares que você possa imaginar.

A parte mais interessante é que todos os outros personagens tinham o rosto do ator como: O Professor Lewis, seu pai um inventor malucão, Geraldine, sua irmã, o tio Cão do Mar, um capitão de navio, o detetive Hon Kong, seu tio entre vários outros.

Se ainda não bastasse a enorme lista de coadjuvantes, Jerry era apaixonado pela Honda, tinha um cão de estimação, Alf e também Spot, um sapo (era uma confusão muito divertida).

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Lassie Socorro – Lassie’s Rescue Rangers – 1973

Lassie é um dos cães mais famosos da ficção que já teve várias produções ao longo dos anos. Bom, eu já fiz um comentário sobre a Collie aqui.

Como curiosidade, o episódio piloto, Lassie and the Spirit of Thunder Mountain, foi exibido no The ABC Saturday Superstar Movie (desenhos com duração de uma hora exibidos nas manhãs de sábado pela rede ABC).

No desenho, Lassie vive perto desta montanha com a família Thunder.

O guarda Ben Turner trabalha com sua esposa Laura e seus filhos Susan, Jackie e Ben Jr. Juntos formam A Força Florestal, uma equipe de resgate que protege o Parque Nacional.

Lassie é líder dos The Rescue Rangers, um grupo de animais selvagens que vivem no parque, trabalhando pros Turner e ajudando a proteger o meio ambiente e mantê-lo seguro pros vistantes.

The Rescue Rangers era formado por: Groucho (coruja), Musty (gambá), Toothless (leão-da-montanha) e Roobie (guaxinim). Também tinha Gene Fox, um indígena amigo das crianças que auxiliava a Força Florestal.

Em terras tupiniquins foi transmitido pela antiga TVS (atual SBT).

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Brucutu e Sua Turma – Fabulous Funnies – 1978

Alley Oop foi criado pelo desenhista Vinvent T. Hamlin e publicado em tiras de jornais americnaos, em 1932.

Nas histórias, Brucutu é muito forte e vive no reino pré-histórico de Mu (Moo) onde estava na companhia de Dinny, seu dinossauro de estimação.

Suas primeiras aventuras tinham como enredo sua vida junto com Ulla (Ooola), sua namorada e Foozy, seu melhor amigo. Ainda tínhamos o Rei Guz (Guzzle e a Rainha Umpateedle entre outros persinagens da aldeia.

Geralmente tinha algum problema envolvendo o reino de Lem, governado pelo Rei Tunk.

Em 1939, Hamlin demonstrou uma história introduzindo uma máquina do tempo. Inventada pelo Dr. Elbert Wonmug (parodiando Albert Einstein), no séc. XX e trazendo Brucutu para aquele período.

O personagem curtia aventuras através da História encontrando: Cleópatra, Rei Arthur,, Ulisses e até viajando pra Lua.

Na versão animada da Filmation, Fabulous Funnies apresentava episódios do Brucutu com segmentos de outros personagens que foram muito populares nas antigas tiras de jornais.

No seu desenho, Brucutu era um homem das cavernas que tentava viver de uma maneira civilizada, mas infelizmente não conseguia.

Como curiosidade, o termo Brucutu ficou famoso em nosso país por causa de uma música do Roberto Carlos. E tornou-se popular ao demonstar ser sinônimo de homem primitivo, bruto e sem modos.

Na verdade, o nosso Rei Roberto fez uma versão da música Alley Oop cantada pelo grupo “The Hollywood Argyles“,

Os segmentos apresentados continha os personagens: Nancy, uma menina de oito anos que sempre está acompanha de seu amigo Tico (Slugo), Broom-Hilda, uma bruxa feia e muito atapalhada, Os Sobrinhos do Capitão (The Captain and the Kids), Emmy Lou e Tumbleweeds.

A série animada de Brucutu e Sua Turma foi mostrada na telinha da Rede Globo nos anos 70 (e também na metade da década seguinte).

Havia aquela marca registrada da Filmation, porque no final tinha uma lição de moral pras crianças. Algo que demonstrava uma certa preocupação de ensinar o que era certo e aquilo que não deveria ter sido feito.

Fabulous Funnies teve somente uma temporada com 13 episódios e terminando em 1979.

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Sport Billy – 1980

É um desenho que conta a história do garoto conhecido como Sport Billy que veio do planeta Olympus.

Esse planeta é gêmeo da Terra e se posiciona no lado oposto do Sol. Olympus é povoado por seres atléticos que se parecem com deuses.

A parte interessante é que Billy possui a Omni-Sac, uma maleta mágica esportiva que muda de tamanho (conforme for preciso).

Ele viaja pra Terra numa importante missão de promover o trabalho em equipe e espírito esportivo.

Em suas viajentes o herói recebe ajuda da menina Lilly e de seu cachorro falante Willy. O trio usa uma nave espacial que se assemelha a um despertador gigante (pra viajar no tempo).

A principal antagonista é a vilã Rainha Vanda que junto ao gnome Snipe dejesa destruir todos os esportes que existem na galáxia.

Durante os episódios o grupo viaja pelo tempo pra salvar um esporte diferente antes que seja destruido pela Rainha Vanda.

Só pra constar, Sport Billy surgiu primeiro numa revista em quadrinhos que foi vendida tanto na Europa, quanto na América Latina.

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Blackstar – 1981

Surgiu inspirado no desenho Thundarr, O Bárbaro, da Ruby-Spears Productions.

O astronauta, John Blackstar durante uma viagem espacial havia ido parar dentro de um buraco negro. Caindo no estranho planeta primitivo Sagar, um reino místico de espada e feitiçaria (controlado pelo ditador Overlord do Submundo). Ele havia escravizado a maior parte dos habitantes usando a “Power Stone”.

Diante daquela situação e acreditando que nunca mais voltaria pra Terra, Balckstar resolveu adotar o planeta como seu lar.  Tendo que combater o mal recebeu a Star Word, uma poderosa espada mística.

O vilão queria a espada de Blackstar para juntar com a sua, dominar o mundo e conquistar o universo. Durante os episódios nosso herói tinha companhia da Mara, uma feiticeira, Warlock, um dragão, os Trobbits, uma tribo de anões e Klone, um elfo-mutante.

Como curiosidade, Bruce Timm participou da produção desta série animada. Dizem as lendas que Blackstar seria afro-americano, mas os produtores ficaram receosos quanto a isso e resolveram muda-lo pra moreno.

Foi devido ao sucesso de Blackstar que também surgiu a inspiração pro desenho do He-Man que possuía algumas característica idênticas. E só pra constar é um dos meus desenhos preferidos de todos que já assisti.

Escola de Hérois Hero High

Escola de Heróis – (Hero High) – 1981

Como o título já diz era uma escola aonde os jovens heróis iam aprender a usar seus poderes. Nos Estados Unidos o desenho era intercalado com Kid’s Super Power Hour, um segmento live-action com atores vestidos como os personagens da série animada mostrando um auditório com crianças, cantando e contando piadas (algo que hoje em dia soa muito, muito ridículo, mas naquela época as crianças deviam adorar).

Durante os episódios os heróis: Capitão Calmo, a bela Glória Gloriosa, sua amiga Mística e o chato do Rex Implacável faziam uma enorme confusão. A parte interessante é que tínhamos algumas participações especiais do Capitão Marvel, Mary Marvel e da Poderosa Ísis.

Além deles o desenho ainda tinha diversos coadjuvantes como: a Sra. Grimm, a professora mais velha da escola, o Garoto do Tempo, um menino muito atrapalhado, Maligna que usava uma bolsa retirando tudo aquilo que precisava usar e o maluco do Zé da Guitarra.

Haviam provas práticas sendo que para tirar boa nota era preciso realizar alguma boa ação.

Rolava até uma paquera ente os alunos tipo Gloria Gloriosa e Maligna disputando a  atenção do playboy Capitão Calmo.

Eu adorava quando moleque, mas depois de rever no Youtube parece que o encanto se acabou, mas vale como recordação.

Até o próximo texto e fim da primeira parte.