Coleção DC 70 Anos

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Quando a empresa atingiu a marca de sete décadas de publicações lançou gibis com seu melhores ícones.

Então foram 6 edições abordando As Maiores Histórias do Superman, Lanterna Verde, Mulher-Maravilha, Flash, Liga da Justiça e Batman.

Obviamente são aventuras dos personagens que abordam a Era de Ouro, Prata, Bronze e Moderna.

É importante notarmos que as histórias lançadas são as mais influentes de cada período citado servindo pra termos uma ideia da evolução dos heróis a cada década.

Bom, ao invés de comentar cada uma das revistas (algo que sempre faço). Desta vez vou apenas falar de uma aventura que me impressionou bastante.

As capas de todas as edições tem arte de Alex Ross dando mais destaque pra cada uma delas.

Chega de enrolação e vamos ao que interessa

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Superman – “O Exílio á Beira da Eternidade”

A primeira edição é dedicada ao Azulão mostrando momentos importantes como sua origem, funcionamento dos poderes, a versão de John Byrne, Os Últimos Dias do Superman e Olho por Olho que já fiz comentários há um tempo atrás.

Aqui temos roteiro e arte de Jim Steranko, um dos mais renomados desenhistas dos gibis de todos os tempos.

Na trama estamos no futuro, pois havia vinte mil anos que o Superman havia morrido. Seu legado foi honrado por seus descendentes e até uma constelação foi batizada com seu nome heroico.

Com o auxílio deles a humanidade desbravou o espaço colonizando milhares de planetas. Através dos séculos e milênios os descendentes de Kal evoluíram e se modificaram.

Paralelamente a tecnologia desenvolvida pelo homem atingiu seu ápice, mas nem tudo era perfeito nessa sociedade utópica (havia política, guerras, cobiça e mortes).

Pra piorar numa estação mineradora com robôs autômatos classificou de maneira errada uma chuva de meteoros como ameaça. Em retaliação detonaram armas tão poderosas que rasgaram o tecido da realidade causando um colapso que estava destruindo tudo no universo.

A explosão voraz fazia planetas e sistemas solares sumirem e a notícia se espalhou rapidamente. A Irmandade Superman foi convocada pra resolver o problema e pra solucioná-lo foi proposto algo extraordinário.

Toda a humanidade seria convertida em seres de luz, porém alguém deveria ficar pra lançar essa enrgia no vórtice devorador.

O único que se apresentou foi A’dam’ Mkent, um Superman deficiente visual. Ao realizar essa façanha monumental de salvar o universo, A’dam ficou sozinho e vagando por muito tempo, muito tempo (chegando até a enlouquecer por causa disso).

Bom, nem preciso contar que a arte psicodélica de Jim Steranko me deixou alucinado (confesso que virei fã só por causa dela).

O Exílio á Beira da Eternidade é uma aventura que vale a pena viajar em sua leitura. Principalmente, porque me surpreendeu pelos aspectos futuristas apresentados e lembrando o arrebatamento bíblico (entre outras coisas). Não vou comentar o final pra não estragar a surpresa de quem quiser ler.

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Lanterna Verde – “Vôo”

A segunda edição é dedicada ao Homem de Verde mais famoso da Tropa.

Vou deixar de fora “S.O.S Lanterna Verde” que é a história de origem , “O Mal Sucumbirá Ante Minha Presença” (introdução de John Stewart) e Velocidade da Luz, pois também já comentei.             

Antes de mais nada eu fiquei muito tentado em falar sobre “O Herói do Amanhã” que homenageia tanto Alan Scott quanto Hal Jordan.

Há vários elementos clássicos da mitologia de ambos mostrando Tom Kalmaku, Jade, Os Guardiões de Oa e até o chato do Krona.

Mais “Vôo” com arte de Darwyn Cooke e roteiro de Geoff Johns me pegou de surpresa.

Em relação a história anterior que citei posso afirmar que é bem simples, porém o fato importante é que mostra o fascínio de voar.

Algo que sinceramente é muito estranho, pois os heróis voam pra qualquer lugar com seu anel energético. O que nos conecta nessa aventura é a realidade que nós podemos voar de avião e apreciar o mundo lá de cima (algo que nunca fiz, mas sonho realizar futuramente).

Na trama, Harold Jordan é um aficcionado por aviões desde pequeno, principlamente, porque seu pai Martin é piloto de avião. Houve um período que todos os dias antes de ir pra escola Hal sumia pra ver seu pai voando.

Isso se tornou uma grave peocupação pra sua mãe e motivo de orgulho do pai é lógico. Só que transformou-se um problema quando o menino revelou pra eles que esse era o seu maior desejo.

Então, numa noite, Martin o leva pra voar escondido sendo um acontecimento inesquecível pro jovem Jordan. Marcando-o pra vida toda e a melhor parte nessa história é vermos o tempo passando e Hal levando no mesmo lugar Carol Ferris e Kyle Rayner.

Nesses anos todos que passaram a únca coisa constante é a presença de Johnny, na entrada do hangar transformando a aventura em algo pessoal (já que conhecia Jordan desde garotinho).

Essa passagem de tempo e o sentimento de vida particular tornam “Vôo” uma história singular conectando aquilo que nos faz ser nós mesmos. E nem preciso comentar sobre Darwyn Cooke e Geoff Johns, pois a carreira de ambos já fala por si só.

Espero que tenham gostado.

 

 

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DC: A Nova Fronteira

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É uma edição em que Darwyn Cooke trabalhou tanto com a arte, quanto no roteiro.

DC: A Nova Fronteira (DC: The New Frontier) foi lançada nos Estados Unidos como uma minissérie divida em 6 partes.

Aqui nós acompanhamos a história reunida em duas edições ambas com mais de 200 páginas.

Na trama vemos acontecer um momento histórico não só dos gibis época convencionada como Era de Prata, mas do mundo como a Guerra Fria.

Período no qual os States e a União Soviética estavam travando uma intensa corrida espacial.

Nossa aventura começa logo após a Segunda Guerra Mundial devido ao medo do comunismo o governo americano realiza uma verdadeira caça as bruxas.

O clima de perseguição ficou ainda pior, pois as autoridades declararam que os heróis deveriam retirar suas máscaras. Revelando suas identidades secretas para que não fossem declarados traidores (e por consequência foras-da-lei).

A Sociedade da Justiça veio a público ficando contra tal decisão e abandonando a vida heroica e assim a grande maioria dos heróis fizeram o mesmo.

Vemos a trindade agindo cada um á sua maneira, pois Superman e Mulher-Maravilha estavam na ativa realizando incursões no campo inimigo sob comando do governo americano. Enquanto, Batman agia sozinho como vigilante sombrio.

No entanto o clima de paranóia só aumentou após o governo descobrir que havia um marciano vivendo escondido no país. A verdade é que o Caçador de Marte veio pra Terra contra sua vontade tendo que sobreviver com medo. Mais também descobrindo a cultura dos americanos seja sob sua identidade de John Jones, assistindo TV ou indo ao cinema.

Após a Guerra da Coréia vemos Hal Jordan procurando um significado maior pra sua vida, Os Desafiadores do Desconhecido viajando pelo mundo em busca de aventuras, a desilusão do Flash que enfrentou aquela loucura fazendo de tudo pra ser apenas ele mesmo.

Até o Esquadrão Suicida agindo de forma intrépida para proteger a vida comum dos cidadãos americanos.

Além da ameaça nuclear, desrespeito aos direitos civis, censura à liberdade de expressão, violência e perseguição política (havia um outro problema surgindo).

O Centro, uma ameaça monstruosa que emitia sons telepáticos. Só pra piorar o nível de destruição dele pode chegar ao universo inteiro. O monstro é tão gigantesco que há outras criaturas que se assemelham a dinossauros dentro da criatura.

Somente a união de todos os heróis será necessária pra que a humanidade não sucumba.

A edição é tão rica de participação demonstrando diversos heróis do segundo escalão da editora como: Os Perdedores, Demônios do Mar, Falcões Negros, Príncipe Viking, Slam Bradley, King Faraday entre outros.

DC: A Nova Fronteira é uma edição excelente, porque o roteiro conectando acontecimentos históricos importantes unindo a perspectiva da narrativa intimista dos personagens torna essa obra única.

Nem preciso comentar da arte de Darwyn Cooke que consegue resgatar com maestria essa época.

E acrescento também o trabalho das cores de Dave Stewart apresentando contrastes, brilho e tons sombrios que tornam nossa viagem pela história muito aprazível.

Merecidamente a edição ganhou os prêmios Eisner, Harvey e Shuster (as mais importantes da indústria de gibis americanas).

Então, afirmo depois que você ler essa história nunca mais irá esquecê-la.

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Liga da Justiça: A Nova Fronteira – Justice League: New Frontier – 2008

A animação em DVD foi a segunda adaptação lançada pela DC Comics sendo que sua classificação é PG-13, pois apresenta conteúdo violento.

Na abertura do DVD temos algumas cenas mostradas em estilo minimalista como: a perseguição aos heróis encapuzados, a desistência da Sociedade da Justiça, morte do Homem-Hora I (Rex Tyler) e origem do Flash II (Barry Allen). Fatos que ajudam na introdução da trama.

Pra mim o mais complicado nessa adaptação é o que seria deixado de fora de algo tão mínimamente detalhado no gibi.

Sinceramente foi uma tarefa ingrata não mostrar Os Perdedores e o peso dramático que representa na narrativa. Ainda houve uma reunião que alguns personagens místicos entre os quais estão: Zatanna, Vingador Fantasma, Billy Batson, Doutor Destino e Espectro.

Eles debatem se irão entrar na batalha ou deixar que os outros heróis decidam o sucesso ou a derrota da humanidade.

A passagem da lenda de John Wilson em sua luta solitária contra o racismo também foi mostrado (só que de forma sutil). Não há realmente uma confirmação se Henry existiu ou se sua história é apenas um mito. Mais essa figura incrível serviu de inspiração pro herói Aço (nos quadrinhos é descendente dele).

Lembro que a Disney fez uma ótima animação homenageando o lendário John Henry. Foi apresentada por James Earl Jones (famoso por emprestar sua voz pro vilão Darth Vader). Só pra constar no gibi John trocou seu sobrenome de Wilson pra Henry.

Continuando, é por isso que os leitores reclamam quando um livro é adaptado pra telona, pois algumas passagens significativas são perdidas (mas deixa pra lá).

Pra compensar outros momentos importantes foram mostrados e pra mim isso foi o grande acerto da animação deixando a Trindade de lado e focar em seus coadjuvantes.

Seja mostrando a origem do Lanterna Verde, a determinação de King Faraday que forjou um certo nível de amizade com Ajax, a inocência perdida do Flash e a personalidade marcante de Carol Ferris.

Só por diversão vemos a Mulher-Maravilha esculachando o Escoteiro Azul (é estranho notar que Diana é mais alta que Kal).

Batman mudando de herói sombrio, suavizando sua imagem e adotando um parceiro mirim (tanto na edição, quanto no DVD vemos o Batmóvel da década de 50). Também notei que a amizade entre Kal e Bruce lembra o antigo gibi World’s Finnest.

Liga da Justiça: A Nova Fronteira mostra cenários detalhadíssimos, apresenta uma história adaptada na medida certa, há um roteiro dramático, momentos de ação impressionantes e uma arte que respeita o design de Darwyn Cooke.

Continuo a afirmar que mesmo tendo cortado diversas cenas é a melhor reinterpretação de uma época.

É óbvio que o clima de conspiração, intolerância, paranóia e o sentimento de conspiração que fez o governo perseguir seus heróis e cidadãos foi mantido.

Aqui vemos os acontecimentos que culminaram no surgimento da Liga da Justiça (terminando nos anos 60 quando estão enfrentando Starro).

É uma história de heroismo, coragem e lealdade numa época em que o mundo vivia com medo de uma guerra nuclear.

Mesmo que você já tenha visto vale a pena assistir de novo apreciando cada momento desta aventura emocionante do início ao fim, pois há as origens dos heróis que gostamos.

Mais vemos em seu contexto clássico original sem nenhuma firula ou baboseira como estão tentando fazer atualmente nesses reboots.

Pra fechar outro aspecto importante da dublagem brasileira são as vozes dos atores que integram a série animada da Liga (tornando nossa viagem ainda melhor).

Espero que tenham gostado.

 

Vidas Paralelas se Encontram no Infinito

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O título é grande pra caramba e chama bastante atenção, porque pra mim desde da primeira vez que li sempre me pareceu um poema.

Só pra constar, essa aventura foi lançada por aqui na clássica edição Super Powers # 17, em 1990.

Nela temos argumento e também arte feita a quatro mãos pelos mestres John Byrne e Jerry Ordway.

Era uma continuação direta da edição Super Powers # 11 que reintroduziu o Superboy nas histórias do Homem de Aço. Bom, pra quem não lembra após a Crise nas Infinitas Terras todo o passado do Azulão havia sido apagado da continuidade.

E durante a reformulação feita por Byrne veio a afirmação de que o Super-Homem nunca havia sido Superboy. Já que Clark assumiu sua cueca por sobre a calça quando adulto.

Continuando, a LSH tem sua origem atrelada ao Superboy, pois foram inspirados pelos atos do jovem herói que viajavam através de uma bolha do tempo pra se encontrar com o Garoto de Aço.

No Pós-Crise as histórias do Menino de Aço foram desconsideradas causando um grande alvoroço entre os fãs americanos, mas choveram cartas reclamando quanto a isso.

E Byrne veio com a ideia da existência do Mundo Compacto, uma realidade alternativa criada pelo Senhor do Tempo, arqui-inimigo da Legião dos Super-Heróis.

Essa aventura pra nós brasileiros foi lançada na edição citada acima. Uma história em que o Super conhece a LSH quando acabam vindo parar em nossa realidade.

É claro que surge um confronto entre eles, pois acham que Kal se esqueceu das aventuras que tiveram no passado (só que isso nunca ocorreu no Pós-Crise).

Durante a luta o Superboy aparece e o Homem de Aço atônito vai procura-lo indo parar em Pequenópolis (Smallville era chamada assim há algum tempo atrás). Pertencente ao Mundo Compacto que foi inspirado nas histórias surgidas durante a Era de Prata do Menino de Aço.

Pra encurtar, Kal descobre a tramóia do Senhor do Tempo que havia criado uma máquina que mantinha aquela realidade fora do trelele que rolava com a onda de destruição causa pela antimatéria.

E infelizmente, o Superboy se sacrificou heroicamente para salvar seu mundo.

Fato que nos leva a história deste texto, pois aqui presenciamos o surgimento da nova Supergirl, uma Lana Lang criada por Lex Luthor desta realidade alternativa que era feita de protomatéria.

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Lembrando que a minha querida Supergirl conhecida pelos fã durante a Era de Prata também havia morrido assassinada pelo vilão Antimonitor. Acontecimento trágico e marcante visto durante a Crise dos anos 80 (se sacrificando para salvar seu primo).

Voltando, essa nova Moça de Aço veio do Mundo Compacto que estava sem a proteção do Superboy seu único e maior herói.

Lex Luthor era bem diferente do careca que adoramos odiar, pois era um cientista benevolente que sem conhecimento algum acabou libertando três criminosos da Zona Fantasma: General Zod, Quex-Ul e Zaora, uma versão da vilã Faora.

Após a morte dos Kent, Lex foi pra Pequenópolis procura-lo, mas o herói já havia morrido sem eles saberem.

Junto a Lana Lang e Peter Ross estava procurando enviar uma mensagem pro Garoto de Aço no futuro. Até que encontraram Zod que havia enganado Lex afirmando ser tio do jovem herói e acaba libertando-os de sua prisão.

Durante dez anos os vilões causaram diversas destruições a humanidade do Mundo Compacto e Lex  construiu uma resistência humana contra eles.

Vemos versões de personagens que em nosso mundo se tornaram lendários heróis como: Bruce Wayne, Hal Jordan e Oliver Queen que durante as batalhas acabaram morrendo.

Uma das cenas mais impactantes da edição foi ver o trio de criminosos kriptonianos perfurando a crosta terrestre. Sua intenção era chegar ao centro da Terra fato conseguido que jorrou milhões de litros de água sobre o magma destruindo o equilíbrio atmoférico do planeta (assim como diversas espécies).

Tamanha crueldade exterminou com cinco bilhões de vidas naquele mundo e o Super-Homem teve que tomar a decisão mais difícil de toda sua vida.

Diante da afirmação de Zod que faria o mesmo em nossa Terra, Kal como único recurso agiu como Juiz, Juri e Executor.

Sendo que primeiro utilizando a Kriptonita Dourada removeu pra sempre os poderes dos kriptonianos e depois com Kriptonita Verde matou aqueles vilões.

O herói retorna do Mundo Compacto acompanhado de sua única sobrevivente a Supergirl/Matriz que havia retornado ao estado de protomatéria.

Deixando-a aos cuidados de seus pais na fazenda. Os acontecimentos daquela realidade alternativa tiveram consequências drásticas na vida do Azulão, pois ele se exilou no espaço em aventuras posteriores.

Nesta época foi quando acabou indo parar no Mundo Bélico enfrentando o vilão  Mongul e também conhecendo o artefato kriptoniano que se transformou no Erradicador.

Na série animada da Liga também tivemos uma ótima adaptação desta aventura com Kal e Ajax (mostrada no Planeta Arena).

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Voltando, pra quem se assustou ao ver Kal-El matando Zod em Superman: O Homem de Aço.

Talvez não tivesse conhecido essa aventura, mas temos outras histórias do Superman na quais aconteceram dele matar.

A mais emblemática dela foi sua própria morte quando lutou de maneira implacável contra o monstro Apocalypse e ambos caíram exaustos sem vida.

Outra edição que se não me falha a memória foi Superman & Batman # 6 da Panini Comics que foi lançada, em 2005.

Durante essas histórias tivemos o arco Poder Absoluto que mostrava os Melhores do Mundo numa realidade alternativa em que se tornavam controladores tiranos da Terra.

Nesse mundo os heróis havia sido criados pela Legião dos Super-Vilões, uma equipe inimiga da LSH vinda também do sec. XXXI.

A equipe de vilões é formada por: Rainha Satúrnia, Rei Cósmico e Lorde Relâmpago versões malignas dos principais integrantes da Legião.

Numa batalha feroz em que Batman morre, Kal luta contra a Mulher-Maravilha matando-a de forma impiedosa com seu próprio laço da verdade (cena fortíssima muito impactante).

Só pra constar na série animada da Liga da Justiça temos o episódio “No Além”, aonde vemos um grupo de supervilões conspirando pra matar o Azulão.

O Mestre dos Brinquedos atira um raio que aparentemente mata Kal, mas na verdade ele havia sido jogado 30 mil anos no futuro. Lá encontramos Vandal Savage como único sobrevivente da raça humana (todo esse holocausto foi provocado por ele).

Ambos desenvolvem uma amizade e Clark precisa lutar contra baratas geneticamente alteradas pra sobreviver. Ele consegue retornar graças a energia de um sol miniatura que energiza a máquina do tempo que Savage tinha em seu laboratório.

E aonde fica a morte nisso tudo? Quando o Super chegou nesse futuro foi perseguido por uma alcatéia de lobos e pra sobreviver teve que lutar contra o líder deles.

Após mata-lo Clark tornou-se o macho alfa e os lobos passaram a segui-lo.

Bom, quem disse que Superman não mata está redondamente enganado esses foram apenas alguns acontecimentos que lembrei fuçando minha memória, porém pesquisando mais a fundo deve se encontrar outras situações.

As edições Super Powers # 11 e 17 foram lançadas com a intenção de homenagear Kal-El que na época estava se tornando cinquentão.

E só pra fechar a edição 17 finaliza homenageando Mort Weisinger e Otto Binder que foram o editor e roteirista que ajudaram no surgimento da Moça de Aço na Era de Prata.

Temos também fichas de Jerry Siegel e Joe Shuster que todos estamos cansados de saber foram os criadores do Azulão.

Mais do meu ponto de vista ao invés de Siegel e Shuster deveria ter algo sobre Al Plastino o desenhista que fez a arte da Supergirl naquele período.

Se gostou do texto deixe algum comentário, mas se não gostou deixe também.

Universo DC: Legados

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A história saiu diluída nas edições de Universo DC do n° 10 ao 18, lançadas em 2011.

Mais sinceramente não merecia ter saído assim (quem sabe não republicam um encadernado?).

Universo DC: Legados conta com roteiro de Len Wein que teve um trabalho consistente costurando numa bela narrativa boa parte da história da DC Comics.

E também temos vários artistas diferentes entre eles: Dave Gibbons, Andy Kubert, José Luis Garcia-Lopez, Jerry Ordway e diversos outros.

Acompanhamos a trajetória de vida de Paul Lincoln desde sua adolescência até sua velhice.

Um fato marcante ao longo da vida de Lincoln é que ele virou um colecionador de notícias publicadas nos jornais, mas seu assunto preferido são as manchetes sobre super-heróis.

É claro que já havíamos visto algo muito semelhante na clássica Marvels, de Alex Ross e Kurt Busiek.

Só que enquanto o fotógrafo Phil Sheldon documenta sobre o período histórico do início da Casa de Ideias que se entende até aos anos 70.

Aqui temos algo mais abrangente, pois vemos todas as fases da vida de Paul Lincoln quanto casamento, o nascimento e crescimento de sua filha, a morte de sua esposa e o seu declínio na velhice.

Tudo ao mesmo tempo com acontecimentos históricos marcantes não só da sociedade americana mais também na vida dos super-heróis. Durante os anos 40, Paul presenciou a Era de Ouro com o surgimento da Sociedade da Justiça, pois nesta época era um jovem que saiu da vida do crime para vender jornais nas ruas.

E logo se depara com uma gangue que tomava conta do pedaço. Por sorte se livrou de levar uma surra pela intervenção da Legião Jovem e o Guardião original (o policial Jim Harper).

Um fato interessante é que o Projeto Cadmus clonou tanto a Legião Jovem quanto Jim Harper e o herói ressurgiu nas edições do Superman nos anos 80 ou 90 (se eu não estou enganado).

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Outros fatos que permeiam a narrativa foram o desaparecimento da SJA devido a perseguição do senado dos Estados Unidos, a notícia sendo divulgada pelo rádio e o advento da televisão.

Vale a pena lembrar que durante os anos 50 os super-heróis ficaram em baixa. Uma grande parte disso foi culpa de Frederick Whertham e seu famigerado livro “A Sedução do Inocente”. Os editores tiveram que cancelar diversas revistas e mudar drasticamente os tipos de histórias publicadas.

Na aventura enquanto os “super” saíram de cena houveram outros heróis que desfilavam pela telinha influenciados, “eu suponho”, pelos filmes de faroeste daquela época.

Tipos como: Tomahawk, Wyoming Kid entre outros que eu nunca li nada a respeito.  Mais também temos personagens que vira e mexe aparecem numa dessas crises como: Desafiadores do Desconhecido, Demônios do Mar e Falcões Negros.

A parte interessante nisso tudo é que além de vermos diversos heróis da editora alguns conhecidos e outros que foram retirados do limbo. É notar que Paul tinha uma vida normal, pois se casou com Peggy, irmã do seu amigo Jimmy Mahooney que escolheu a vida do crime (e teve que pagar por isso).

Paul estudou e tornou-se policial por inspiração de Jim Harper e agiu ao lado de John Jones, o Caçador de Marte em sua identidade secreta. Eles eram amigos pessoais e presenciamos a promoção de Jones para detetive. Pra mim são estas peculiaridades postas nas entrelinhas que tornam nossa leitura mais atraente e acabamos aprendendo mais da história do Universo DC.

Depois pulamos pra uma aparição do Superman salvando Lois de cair do helicóptero numa bela homenagem ao filme de 1978 (o que nos traz pro surgimento da Liga nos anos 60).

Aqui temos algumas diferenças já que os fatos mostrados nos conectam com o Batman enfrentando vilões na indústria química e a primeira aparição do Coringa quando cai no tanque (cenas do filme de 1989).

E a reformulação da Mulher Maravilha por George Pérez quando enfrenta Ares, o deus da guerra tudo misturado com a primeira aventura da Liga da Justiça lutando contra os 7 alienígenas que queriam dominar a Terra. Alguns destes fatos aconteceram cronologicamente nos anos 60 e outros na década de 80 no pós-crise (saiba apenas que misturaram tudo).

Presenciamos a Turma Titã em sua primeira aventura enfrentando o Senhor Ciclone, o Dr. Will Magnus fazendo uma apresentação pública dos Homens Metálicos.

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O primeiro encontro do Flash (Barry Allen) com Joel Ciclone e por consequência a história conjunta da Liga com a SJA são momentos fantásticos dos quadrinhos costurados numa narrativa inteligente.

A saga ainda descreve o retorno dos Novos Titãs enfrentando a raça alienígena dos gordanianos, a mudança de uniforme do Oliver que ficou mais sombrio, o surgimento do Nuclear, a fase de Jason Todd como Robin e até mostra a catastrófica Crise dos anos 80.

Depois seguindo adiante chega a vez das histórias que aconteceram na década de 90. É quando alguns aspectos da morte do Superman (funeral e retorno), Batman retornando como guardião de Gotham (após derrotar Azrael). E o pior de tudo, Hal Jordan tranformando-se no vilão Parallax, sua redenção quando destruiu o Devorador de Sóis e o momento que tornou-se o novo Espectro.

E por último os fatos que aconteceram durante a Crise de Indentidade como a morte de Sue Dibny, a caçada enlouquecida dos heróis pra descobrir o culpado terminando pouco antes da entediante Crise Infinita.

Outro fato importante que lemos nas edições é a parte intitulada “Fotografia” todas com roteiro do consagrado Len Wein, mas também com a participação de vários artistas como: Bill Sienkiewicz, Joe Kubert, Brian Bolland, Keith Giffen, Walt Simonson entre outros.

Geralmente com apenas 4 páginas aprendemos a história ou tem alguma aventura de personagens como: Desafiadores do Desconhecido, Os Sete Soldados da Vitória, Demônios do Mar, Adam Strange, Tommy Futuro e mais alguns.

É uma daquelas raríssimas chances em que a editora retira do limbo vários de seus heróis mostrando como sua mitologia é rica, extensa e variada.

Pra finalizar a melhor parte de Universo DC: Legados é que Paul está conversando conosco tipo contando tudo aquilo que sabe, viu e conviveu quando presenciou os acontecimentos heroicos.

Como eu já disse antes merecia ter saído numa edição encadernada, pois é um material tão bom que vale a pena se lançado desta forma (assim como também ler, reler e guardar em sua coleção).