Simbad

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Simbá, o Marujo (também grafado Sinbad ou Sindbad) é um marinheiro que surgiu nos contos tendo origem no antigo Oriente Médio.

O herói é da cidade de Bagdá e viveu durante o califado abássida. Suas sete viagens pelos mares a leste da África e sul da Ásia o fizeram passar por inúmeras aventuras fantásticas.

Enfrentando seres monstruosos, fenômenos sobrenaturais e encontrando povos estranhos.

Suas histórias foram lidas no livro As Mil e uma Noites, que reúne diversos contos árabes e que foi traduzida pelo escritor e orientalista francês Antoine Galland (1646-1715), um especialista em manuscritos antigos, línguas orientais e moedas.

O clássico livro foi publicado na França entre 1704 e 1717.

Dizem as lendas que Galland tomou várias liberdades artísticas quando reescreveu o livro, pois incluiu As Viagens de Simbad. Sendo que na verdade o conto era avulso e foi incluído nas Noites.

A mesma situação ocorreu com Aladim e a Lâmpada Maravilhosa e Ali Babá e os Quarenta Ladrões, porque essas histórias ele escutou do contista sírio Hanna Diab. E ambas foram incluídas também nas Noites.

O escritor adaptou grande parte do estilo da narrativa, falas dos personagens e outros aspectos pra que o público europeu ficasse mais a vontade na leitura.

Apesar das críticas recebidas de escritores e estudiosos posteriores, sua versão das Mil e uma Noites é a mais célebre e tornou-se um dos fundamentos da literatura ocidental.

Na história Simbad vivia nos dias de Harune Arraxide, califa de Bagdá, nesta cidade tinha um carregador pobre. Certo dia, o carregador fez uma pausa em seu trabalho pra descansar perto da casa de um homem comerciante e rico.

Então pragueja quanto a injustiça e sua sorte miserável no mundo, pois ele é tão pobre e o dono da casa tão rico. O comerciante escutou seus lamentos e pediu que o rapaz fosse trazido pra dentro.

Descobriram que compartilhavam o mesmo nome, Simbad e o comerciante disse que já havia sido pobre. Tornou-se rico por fortuna e destino e se oferece pra contar sobre suas histórias das sete viagens fantásticas que teve.

Ao longo das décadas suas narrativas são um dos contos mais populares de As Mil e uma Noites. Sendo adaptada pra música, cinema, teatro, desenhos animados e quadrinhos.

Vou deixar de fora a versão do marinheiro Popeye, porque já fiz um comentário sobre o assunto.

Então, vamos conhecer algumas dessas versões?

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Sinbad the sailor – 1935

É um curta-metragem animado produzido e dirigido pela Ub Iwerks.

No desenho, o lendário Sinbad viaja pelos mares num navio acompanhado de um papagaio. Então, de repente um grupo de piratas causa problemas, pois estão planejando roubar seu tesouro.

Sinbad precisa usar sua inteligência pra poder salvar o que conquistou.

É um desenho muito simples tendo toda aquela inocência, nostalgia e canções que haviam na época.

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Simbad, o Marujo – Sinbad, The Sailor – 1947

Numa época muito distante nos tempos do califa Harun-Al-Rashid (na antiga Pérsia).

Simbad (Douglas Fairbanks Jr.) conta suas aventuras, porém ninguém sabe se talvez seja mentira ou está dizendo a verdade.

Em sua oitava viagem, na companhia de seu amigo Abbu (George Tobias) descobriu um navio aonde estava o mapa do tesouro que mostra a localização das riquezas de Alexandre, O Grande.

Durante o leilão da embarcação, Shireen (Maureen O’Hara) também queria compra-lo a mando de seu mestre. Sinbad querendo obter o navio acaba arranjando uma dívida enorme por causa dele.

Mais na procura por esse tesouro, o herói terá que enfrentar, Emir (Anthony Quinn) e Melik (Walter Slezak) que farão de tudo pra se apossar dessas riquezas.

Juntos todos irão numa perigosa viagem querendo encontrar uma enorme riqueza escondida deixada pelo maior general da antiguidade.

Confesso que sou suspeito pra comentar sobre essa produção, pois faz parte de minha memória afetiva. Já que assisti na Sessão da Tarde na década de 1980.

É um filme de fantasia feito numa época na qual Hollywood caprichava nos figurinos, canções e interpretações.

Maurren O’Hara impressiona por sua beleza, Douglas Fairbanks Jr. faz todas as suas acrobacias legais e Anthony Quinn nos entrega um excelente vilão.

Mesmo sendo um filme tão antigo é óbvio que gosto dessa versão.

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Simbad e a Princesa – The 7th Voyage of Sinbad – 1958

Vai entender tradutor se o título original era A Sétima Viagem de Sinbad, porque mudaram?

Bom, foi o primeiro filme de uma trilogia da Columbia Pictures tendo como protagonista o herói Sinbad. Lembrando que todo conceito e animação em stop motion foi realizado pelo mestre Ray Harryhausen.

Esse filme teve como sequência A Nova Viagem de Sinbad e Simbad Contra o Olho do Tigre.

Na trama, Simbad (Kerwin Matthews) embarca numa perigosa jornada para a misteriosa Ilha de Colossus, mas se envolve com diversos problemas quando um diabólico feiticeiro Sokurah (Torin Thatcher) joga um feitiço em sua amada a princesa de Chandra (Kathryn Grant).

A fim de salvá-la, o herói terá que enfrentar diversos monstros místicos como o terrível Ciclope, o enorme pássaro Roc, um exército de esqueletos entre outros desafios.

Também sou suspeito pra comentar sobre esse filme, pois vi na Sessão da Tarde (mais confesso que não é o meu preferido da trilogia).

Seria chover no molhado dizer que os efeitos especiais estão bem toscos atualmente, mas eu adorava ver esse filme quando era moleque.

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As Aventuras do Capitão Sindbad – Captain Sindbad – 1963

Essa versão do herói foi protagonizada por Guy Williams que no seu currículo foi o inesquecível Zorro da Disney e também o Professor John Robinson de Perdidos no Espaço.

Na trama, o reino de Baristan é comandado pelo tirano El-Carim (Pedro Armendáriz). Ele planeja capturar seu rival, Simbad que logo retornará do mar, pois pretende se casar com a Princesa Jana (Heidi Brüh).

A princesa resolve pedir ajuda do mago Galgo (Abraham Sofaer) para transformá-la num pássaro a fim de avisar seu amado da armadilha que lhe espera.

Infelizmente a princesa não consegue chegar a tempo, porque o vilão consegue transformar seus soldados em gaviões que destroem o navio do herói.

Só que Simbad continua vivo e descobre que a única forma de destruir seu inimigo é roubando seu coração que está escondido numa distante torre de marfim.

Então, Simbad parte nessa viagem não só pra ajudar sua amada, mas também pra salvar o povo deste terrível tirano.

Esse é outro clássico da antiga Sessão da Tarde, lembro que o mago era bastante atrapalhado e por causa de suas mágicas que sempre davam errado eu me divertia muito quando via o filme.

Feito numa época mais inocente é um filme que retrata a jornada do herói e isso é o há de melhor nele.

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Sinbad Jr. –  Sinbad Jr. and his magic belt – 1965

É uma produção da Hanna-Barbera que surgiu baseado no famoso marinheiro dos livros. No desenho acompanhamos as aventuras de Sinbad Jr. na companhia do papagaio Calado.

Sinbad Jr. utiliza um cinto dourado que lhe concede poderes como grande força.

Só pra constar, suponho que “talvez” não tenha sido exibido em terras tupiniquins.

O desenho teve 102 episódios, dividido em 3 temporadas e terminando no mesmo ano que começou.

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A Nova Viagem de Simbad – The Golden Voyage of Sinbad – 1974

É o segundo filme com o herói distribuído pela Columbia Pictures e com “efeitos especiais” em stop motion feitos por Ray Harryhausen.

Desta vez, Simbad (John Philip Law) encontra um mapa e viaja em busca da Ilha de Lemuria. Além de seus tripulantes temos a bela Margiana (Caroline Munro), uma misteriosa mulher que possui um olho em sua mão.

O problema é quando o grão-vizir, herdeiro do sultão sofre com uma maldição lançada por Koura (Tom Baker) e o herói terá que levá-lo á fonte da vida pra que seja desfeita  a magia negra.

A viagem não será fácil, pois além de enfrentar Koura, Simbad precisa vencer diversos desafios como uma estátua com seis espadas, um grifo assustador, um centauro entre outros.

Mesmo pra época os efeitos especiais são ótimos e o clima de fantasia e aventura foi um dos melhores vistos das sequências.

Caroline Munro já era musa nesse período e Tom Baker que interpreta o vilão Koura depois ficou mundialmente famoso e imortalizado ao interpretar o Quarto Doutor de Doctor Who.

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The Arabian Nights: Sinbad’s Adventures – 1975

Arabian Nights: Sindbad no Bōken é um anime  dirigido por Fumio Kurokawa e produzido pela Nippon Animation.

No desenho, Sinbad é um menino e filho de um famoso comercinate de Bagdá. O garoto gosta de ouvir as histórias de seu tio Ali que narra muitas aventuras.

Ele trouxe pro garoto Shera, um estranho pássaro falante e Sinbad une-se ao tio na esperança de partir em outra de suas viagens. Após uma baleia gigante atacar o navio, Sinbad fica numa ilha deserta.

Separado de Ali e apenas acompanhado por Shera começa suas próprias aventuras.

Ao retornar pra casa fica desesperado ao saber que seus pais haviam desaparecido (e parte novamente pra encontra-los).

Ao longo dos episódios o menino via pra diversos lugares diferentes e acaba fazendo amizade com Ali Baba e Aladdin. Nos episódios eles encontram criaturas estranhas, incluindo um pássaro gigante, sereias, gÊnios, liliputianos, cobras enormes e mágicos hostis.

Sinbad também conhece outros personagens apresentados nas Mil e Uma Noites, incluindo os Quarenta Ladrões, também da história O Gênio e o Mercador ou o Cavalo Voador.

No final após derrotar os mágicos malvados que estavam atrapalhando sua jornada, Sinbad reencontra todos os seus amigos, seus pais e seu tio que haviam sido capturados por uma feiticeira malévola.

A série animada apresentou um total de 52 episódios, terminando em 1976.

Espero que tenham gostado e fim da primeira parte.

 

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A Volta ao Mundo em 80 Dias

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É um famoso livro lançado em 1873 pelo escritor francês Júlio Verne (1828-1905).

A Volta ao Mundo em 80 Dias (Le tour du monde en quatre-vingts jours) é considerada uma das maiores obras da literatura mundial.

O autor Júlio Verne também já escreveu Cinco Semanas em um Balão, Viagem ao Centro da Terra, Vinte Mil Léguas Submarinas, Da Terra á Lua entre diversos outros livros (chegando a escrever mais de 100 obras).

Júlio Verne é considerado um dos maiores pensadores da história, teve influência de Alexandre Dumas e Victor Hugo (e ainda previu o surgimento da televisão e a ida do home á Lua muito tempo antes destes fatos aconteceram realmente).

O estilo de Júlio Verne é marcado por demonstrar aventuras em locais extraordinários, ficção científica, lugares exóticos e aspectos culturais de povos, pessoas reais (e imaginárias).

Na história o cavaleiro inglês Phileas Fogg faz uma aposta com os integrantes do Reform Club, um clube ao qual pertencia que através da tecnologia da época poderia circum-navegar o mundo no prazo de 80 dias.

Obviamente, eles não acreditam que tal façanha seria possível devido aos imprevisto que tal viajem proporcionaria. E afirmam que Fogg receberia a quantia de 100 milhões de libras (se conseguisse realizar seu intento).

Phileas parte na companhia de seu valete Jean Passepartout, mas houve um roubo no Banco da Inglaterra. Sendo que o ladrão havia levado 55 mil libras da casa e pra piorar a descrição do meliante estava de acordo com a fisionomia do nobre inglês.

Então o Detetive Fix, um inspetor de polícia britânico passa perseguir Fogg, pois sua descrição se enquadra com o assaltante do banco.

Em sua viagem nosso herói sai de Londres, Suez (África) aonde conhece a Sra. Aouda, jovem que os acompanha por todo o resto da viagem, Bombaim e Calcutá (Índia), Hong Kong (China), Yokohama (Japão), São Francisco (EUA), Nova York e delá retorna pra Inglaterra.

A viagem não foi tão fácil assim, pois tiveram vários contratempos nas cidades aos quais visitaram e o final da história é emocionante.

Durante décadas foram feitas algumas versões de A Volta ao Mundo em 80 Dias, vamos conhecer algumas delas?

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A Volta ao Mundo em 80 Dias – Die Reise um die Erde em 80 Tagen – 1919

A primeira versão do clássico foi uma comédia alemã feita no clássico estilo de filme mudo.

A Volta ao Mundo em 80 Dias foi dirigido e produzido por Richard Oswald e Phileas Fogg foi interpretado por Conrad Veit.

Veidt foi um dos melhores atores de sua época tendo uma bem sucedida carreira no cinema mudo alemão (ganhava muito bem).

O ator também trabalhou no filme O Homem que Ri (The Man Who Laughs) dizem as lendas que serviu de inspiração pro Coringa, o pior inimigo do Homem-Morcego.

Na história, Pra ganhar uma aposta, o cavalheiro britânico Phileas Fogg (Veidt) viaja pelo globo em oitenta dias, junto com seu servo francês, Passepartout (Eugen Rex). Fogg é erroneamente suspeito de ter roubado o Banco da Inglaterra e corre o risco de ser interrompido ao longo de sua jornada.

Só pra constar, Veidt também trabalho no clássico Casablanca (1942), no qual interpretava o Major Strasser.

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A Volta ao Mundo em 80 Dias – Rádio – 1938

Antes desta versão radiofônica houve uma adaptação teatral feita em Paris no Théâtre de la Porte Saint-Martin (1874).

Ao longo das décadas houveram várias outras peças teatrais. Sendo que até o próprio Welles atuou como Fogg num musical em 1946. Sua versão era fiel ao original e Cole Porter tinha composto a música e a letra.

Bom, Orson Welles é óbvio que preciso lembrar que ele é famoso por ter comentado “A Guerra dos Mundos”, um romance de HG Wells (trata-se de uma invasão marciana).

Como a notícia era veiculada somente pelo rádio na época causou um verdadeiro alvoroço nas pessoas, pois dezenas haviam fugido de casa (acreditando que o fato era verídico).

Voltando, a versão de Welles foi veiculada no CBS Radio Network no programa The Mercury Theatre on the Air (que tinha uma hora de duração e apresentou diversas obras literárias clássicas).

Só pra constar, Bernard Hermann era responsável pela composição e os arranjos musicais apresentados no programa.

A parte interessante é que A Volta ao Mundo havia sido adaptada uma semana antes da obra de HG Wells.

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A Volta ao Mundo em 80 Dias – Around the World in Eighty Days – 1956

Dirigido por Michael Anderson e produzido por Michael Todd é uma aventura extremamente fiel ao livro devido aos locais das cenas gravadas.

Só pra constar, essa versão foi indicada pra oito prêmios do Oscar das quais ganhou: Melhor Filme, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Edição, Melhor Fotografia e Melhor Trilha Sonora. Ainda recebeu dois Globos de Ouro (e foi indicado pra outras premiações).

A trama do filme segue o básico da obra da qual foi inspirada. Phileas Fogg (David Niven) é um nobre inglês que passava parte do seu tempo num clube. Sempre seguindo rígidos horários.

Até que decide afirmar que daria a volta a volta ao mundo em exatos 80 dias. Mais pra cumprir essa aposta tem de enfrentar diversos perigos e seu criado Passepartout (Cantinflas) sempre o acompanha nessas aventuras impressionantes.

Além do figurino bem escolhido, dos cenários belíssimos que destacam os países visitados e das interpretações marcantes ainda temos não só a presença de Shirley Maclaine como princesa Aouda.

Mais também de outros atores importantes como: Frank Sinatra, Buster Keaton, Marlene Dietrich, Charles Boyer e Trevor Howard.

Nem preciso comentar que essa é a minha versão preferida, pois foi a melhor feita com personagem. Sendo um daqueles filmes que vemos e nunca mais conseguimos esquecer na vida toda.

Se eu não me engano esse filme foi veiculado na Sessão da Tarde há anos atrás.

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A volta ao mundo em 79 dias – Around the world in 79 days – 1969

É um desenho da Hanna-Barbera que fazia parte do segmento que apresentava A Turma da Gatolândia, Juca Bala e Zé Bolha e também É o Lobo!

Na trama, acompanhamos as aventuras do balonista Phineas Fogg Jr. e dos seus amigos. A fotógrafa Jenny Trent e o repórter Hoppy.

Além da intenção de viajarem pelo mundo queriam bater o recorde de 79 dias. O trio também estava competindo pelo prêmio de 1 milhão de dólares.

Mais contra o grupo tinha Grão-de-Bico que foi mordomo de Phineas, obviamente arranjava diversas formas pra atrasar nossos heróis. Seus comparsas eram Bomba, um chofer bem atrapalhado e o macaco Simão.

A Volta ao Mundo em 79 Dias teve 17 episódios, exibido em duas temporadas e terminando em 1971.

Fim da primeira parte.

 

Super-Heróis Hanna-Barbera – Última Parte

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Já comentei sobre Os Quatro Fantásticos, Os Robôbos, Os Três Mosqueteiros e a Tartaruga Touché, porém vou deixar de fora Falcão Azul e Capitão Caverna, porque já fiz postagem sobre eles.

Um herói esquecido foi a Super Motoca mostrando um estilo de competição tínhamos Cocota e Motoca no qual Wiilie Sheeler, um jornalista e sua namorada Dooley Lawrence resolvem diversos crimes.

Sempre quando surgia algum problema Willie dizia seu bordão: “Isto parece um trabalho para a super super super moootoocccaaaa!”. E pressionando um botão turbinava sua moto (é óbvio que eu adorava esse momento).

Cocota e Motoca foi uma série animada curta, pois teve apenas 16 episódios.

A empresa criou vários heróis e relembre de mais alguns que eu conheço

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Os Cavaleiros da Arábia – Arabian Nights – 1968

Esta série animada era apresentada dentro do programa dos divertidos Banana Splits.

No desenho acompanhamos um grupo de aventureiros na Arábia das Mil e uma noites.

Os Cavaleiros eram liderados pelo Príncipe Turhan (que havia perdido seu trono), mas ainda tínhamos a Princesa Nida (prima de Turhan), uma mestra dos disfarces, Bez, um mágico que se transformava em qualquer animal falando a frase: “do tamanho de um…”.

Junto com eles havia Raseem conhecido como “o homem mais forte de toda a Arábia”, o mago Fariek que sempre usava a palavra mágica “Hossan Kobah”.

E por último mais não menos importante Zazuum, um simpático burrinho que ficava muito invocado quando puxavam seu rabo (virando uma tempestade com direitos a raios e furacões).

Os cavaleiros lutavam contra a tirania do pérfido sultão Bakaar que havia usurpado o trono de Bagdá.

Infelizmente Os Cavaleiros da Arábia tiveram apenas uma temporada com 18 episódios e terminando no mesmo ano no qual começou.

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Shazzan – 1967

Aqui temos as aventuras dos irmão gêmeos Nancy e Chuck, num belo dia ao entrarem numa caverna nas costas do Maine.

Eles encontram um cofre no qual estava duas metades de um anel (com algumas letras inscritas).

Após juntarem os anéis acabam formando a palavra “SHAZZAN” e a dupla foi transportada pra um mundo misterioso. Encontrando o gênio gigantesco de mesmo nome que lhes ajudará pra que achem o verdadeiro dono do anel pra que voltem pra casa.

Os irmãos recebem de presente Kaboopy, um camelo voador que sempre ajuda a dupla a sair de alguma enrascada.

Além do camelo ainda ganharam: uma corda mágica que se move sob seu comando, um manto que os tornam invisíveis e um tapete voador (objetos que atiçavam a minha imaginação).

Durante suas viagens a dupla se deparava com vários problemas e a parte mais legal era ver como conseguiriam juntar seus anéis pra chamarem o gênio pra salvá-los.

Eu gostava do Shazzan, porque geralmente surgia de bom humor sorrindo e achava uma maneira inteligente de ajudá-los.

Só pra constar o gênio aparece na série Harvey, o Advogado acusando o juiz Mentork de ser na verdade o gênio Mufti (que o prendera na garrafa há séculos atrás).

Mufti fez isso, porque Shazzan estava apaixonado pela mulher que estava prometida ao rei.

Shazzan também prendeu na garrafa Chuck e Nancy, seus antigos mestres por terem feito muitos pedidos. No final do episódio o gênio é preso novamente na garrafa (e isso “quase” foi considerado como um final pra série).

Bom, a série animada teve duas temporadas, rendendo um total de 36 episódios e terminando em 1969.

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Os Super Globetrotters – The Super Globetrotters – 1979

É uma sequencia direta da versão anterior dos Globetrotters (1970) aonde a equipe viajava pelos Estados Unidos realizando jogos de basquete.

A grande diferença é que no desenho dos Super Globetrotters os jogadores são super-heróis.

Lembro que durante algum jogo os integrantes dos Harlem Globetrotters entravam em seus armários pra se transformarem.

Então, tínhamos: Homem Líquido (Nate Brech) que podia virar água, o líder da equipe Super Esfera (Freddie “Curly” Neal), sua cabeça tinha forma de bola de basquete (podendo quicar, encolher e crescer quando precisava).

Homem Espaguete (James “Twiggy” Sanders) podia esticar seu corpo num tipo de escada ou corda,  Homem Variedade (Louis “Sweet Lou” Dunbar) usava um cabelo black power do qual podia retirar várias coisas (era o herói que eu mais gostava) e Multi-Homem (Hubert “Geese” Ausbie) que podia se multiplicar em vários.

Bom, devo confessar que na época já achava alguns poderes cópias descaradas dos Impossíveis, mas a empresa sempre fez algo assim com seus personagens (deixa pra lá!).

Durante os episódios a equipe era convocada pra agir pelo Globo da Lei sendo enviados pros mais diversos lugares pra que possam agir.

Infelizmente Os Super Globetrotters tiveram uma temporada resultando num total de apenas 13 episódios.

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Família Drácula – Drak Pack – 1980

Com a intenção de expiar os erros de seus ancestrais os descendentes do Conde Drácula, Lobisomem e Frankstein decide levar uma vida de combatentes do crime.

A parte legal é que os heróis tinham formas humanas e quando se transformavam uniam as mãos gritando: “Drako!” (eu adorava essa parte).

Então, Drak transformava-se num vampiro que além da forma de morcego conseguia várias outras (o detalhe é que podia andar no sol tranquilamente), Lobão, obviamente um lobisomem tinha uivos ultrasônicos e supersopro e Frankie era o Frankstein apresentando descargas elétricas e superforça.

A equipe recebia ajuda do Draculão, tio-avô de Drak, um vampiro comum, pois tinha medo do sol. Geralmete ele tinha o azar de machucar os dedos ao fechar seu caixão.

Como não poderia deixar de faltar havia alguns vilões pra serem detidos o principal era o Dr. Terror que comandava uma organização criminosa formada por monstros.

Seus planos mais cruéis eram sempre frustados pela Família Drácula.

Em sua companhia estavam: Sapão, um tipo de homem-sapo que era capacho do vilão. Lembro que era muito divertido quando dizia: “mau sapão” a frase virou uma febre na época.

Vampira, uma vampira com poderes iguais aos do Drak (ela era apaixonadíssima pelo herói), Múmia, uma múmia que podia esticar suas bandagens (era bastante forte) e o mais nojento de todos Mosca que podia voar e falava zumbindo.

Só pra constar, Família Drácula foi exibido na extinta Rede Manchete dentro do programa Clube da Criança.

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Galtar e a Lança Dourada – Galtar and the Golden Lance – 1985

Surgiu somente pra aproveitar o sucesso do herói da Filmation He-Man. Galtar e a Lança Dourada fazia parte do programa The Fantastic World of Hanna-Barbera.

Feito no estilo espada e feitiçaria acompanhamos as aventuras de Galtar, Princesa Goleeta e Zorn, seu irmão mais novo.

Infelizmente os pais dos três haviam sido assassinados por Tormack, o usurpador do reino de Bandisar (que estava conquistando o mundo inteiro).

O herói usa a Lança Dourada que possui um incrível poder sobrenatural (a lança pode ser dividida em duas partes transformando-se em espadas).

Além da Lança Tormack também deseja conseguir o Escudo Sagrado, um artefato indestrutível que na verdade pertence a Goleeta e Zorn.

A lenda diz que quem utilizar a ambas as armas será invencível em qualquer combate.

Mais, o desenho foi cancelado antes da luta final entre Tormack e Galtar pudesse acontecer.

Galtar teve apenas uma temporada com 21 episódios produzidos.

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SWAT Kats, O Esquadrão Radical – SWAT Kats: The Radical Squadron – 1993

Nesse desenho acompanhamos as aventuras dos heróis T-Bone e Razor, ambos pilotos da força militar Os Defensores. Eles foram expulsos após desobedecerem ordens quando estavam perseguindo um criminoso o Gato Sinistro (Dark Kat) e devido a um acidente causado pelo Comandante Feral destruíram seu próprio quartel general.

Devido a isso a dupla havia sido proibida de voltar a pilotar um avião pra sempre. E pra piorar são obrigados a trabalharem num ferro-velho pra que possam quitar sua dívida enorme.

Só que devido a sua perícia mecânica e utilizando diversas peças de aviões destruídos Jake e Chance conseguem contruir o TurboKat (eu ficava de bobeira por esse feito deles), um avião modificado especialmente pra patrulhar MegaKat City.

Usando o codinome de Swat Kats a dupla protege a cidade de qualquer perigo que possa surgir.

É um dos melhores desenhos daquela época repleto  de cenas de ação espetaculares e com personagens bem desenvolvidos.

Haviam outros personagens como o Prefeito Manx pra mim parecia que não fazia nada.

Não poderia esquecer da Vice-Prefeita Callie Briggs (musa do desenho), inteligente, corajosa e defensora da dupla. Geralmente durante as confusões ela era raptada pra ser salva pelos heróis.

Lembro que eu detestava o Ulysses Feral, pois sempre demonstrava ser um idiota completo.

Em contrapartida sua sobrinha Felina Feral, era uma excelente piloto sendo infinitamente superior ao seu tio.

A repórter Ann Gora era quem cobria a maior parte dos acontecimentos na cidade.

No desenho além do Dark Kat que era o vilão principal ainda tínhamos Mad Kat (um tipo de Coringa), Past Master (que podia manipular o tempo) e Metalikats

Swat Kats apresentou duas temporadas, rendendo um total de 30 episódios e terminando em 1995.

Fico por aqui, mas relembre do texto anterior.

 

Super-Heróis Hanna-Barbera

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No ano passado a DC Comics lançou Future Quest uma linha de gibis em estilo crossover que unia vários super-heróis da HB.

Eu como a maioria das pessoas que foram crianças na minha época (anos 80) crescemos assistindo desenhos da empresa.

Lembro que há algum tempo atrás eu já havia feito postagens com: Os Super Amigos, Space Ghost, A Formiga Atômica, Força Jovem e O Jovem Sansão.

Só pra constar, lembrei do desenho A Corrida Espacial estrelada pelo Zé Colméia no qual temos a dupla de heróis Capitão Guapo e Branquinho.

Na verdade eram de araque, pois Falsão e Trambique (seu cachorro) se disfarçavam pra atrapalhar os outros competidores.

Ambos eram uma cópia deslavada do Dick Vigarista e Mutley (Trambique tinha o mesmo sorriso debochado).

Mais a Hanna-Barbera ao longo das décadas criou tantos e diversos personagens que faltou alguns outros.

Chega de enrolação e vamos ao que interessa

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Os Herculóides – The Herculoids – 1967

Os personagens foram criados pela lenda Alex Toth.

Em Quasar, um planeta alienígena Zandor o protege ao lado de Tara, sua esposa e Dorno, seu filho.

Em sua companhia estava as criaturas conhecidas como Os Herculóides que eram: Zok, um dragão alado que emitia raios dos olhos e também da cauda (era o único capaz de voar pelo espaço e respirar fogo).

Igoo, um gorila gigante e muito forte feito de pedra (geralmente ele protege Tara), Tundro, uma mistura de rinoceronte com triceratops com dez patas, tem a capacidade de atirar pedras explosivas de seu chifre (e ainda possui o poder de esticar as pernas).

E por último temos Gloop e Gleep, duas criaturas de tamanhos diferentes que parecem ser irmãos (Gloop é maior deles). Ambos possuem a capacidade de assumir qualquer forma que desejarem.

Parecendo um pouco com Shmoo, A Foca Fofa a maior diferença é a dupla pode se dividir em tamanhos menores e mesmo assim agir de maneira autonoma (seus corpos flexíveis podem se desviar com rapidez e servir como escudo pra raios inimigos).

A série animada teve 11 episódios produzidos no início da década de 80 fazendo parte do programa Space Stars (que também exibiu novas aventuras do Fantasma Espacial).

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Homem-PássaroBirdman – 1967

Exibido pela Rede NBC americana Homem-Pássaro também foi criado pelo desenhista Alex Toth sendo exibido em dias separados com outro grupo de heróis o Galaxy Trio.

Ray Randall era a identidade secreta do herói, um ser humano que ganhou seus poderes de luz solar do deus sol Rá.

O herói foi recrutado por uma agência secreta pra combater o crime e o agente Falcão 7 é seu contato.

Durante suas aventuras o Homem-Pássaro recebe ajuda da sua mascote o pássaro Vingador e do menino Birdboy, que recebeu seus poderes do herói.

O Homem-Pássaro pode voar através de um par de imensas asas em suas costas, podia disparar raios de luz ou se defender com um escudo solar, fator de cura solar, sentido de perigo (igual ao  Homem-Aranha) e capacidade de se comunicar com o Vingador.

Seus poderes funcionam tipo uma bateria, pois tinha que recarregar através da exposição ao sol.

Além de uma base secreta conhecida como “pássaro-caverna” (olááá, Batman!), aonde podia se comunicar com o Falcão 7, o herói tinha braceletes que usava como reserva de energia (pra emitir rajadas de calor ou pra batalhas noturnas).

E também dispunha um comunicador portátil num de seus braceleltes pra receber e enviar informações quando precisasse.

O Homem-Pássaro geralmente combatia: organizações terroristas, monstros, mutantes, seres alienígenas, cientistas malignos entre outros inimigos ocasionais.

Anos depois tivemos a série Harvey, O Advogado (Harvey Birdman, Attorney at Law), um bloco Adult Swim exibido pelo Cartoon Network americano.

Nele o herói agia como advogado resolvendo alguns problemas pra outros personagens da Hanna-Barbera.

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Galaxy Trio – 1967

Outro desenho criado por Alex Toth (foi exibido junto com o desenho citado acima).

Era uma equipe de heróis formada por Homem Vapor, Homem Meteoro e Mulher Flutuadora.

Os três eram alienígenas que singravam o espaço a bordo na nave Condor I e apresentavam poderes de acordo com seu planeta natal.

Homem Vapor, vindo de Vaporus pode transformar seus corpo em qualquer tipo de gás, Homem Meteoro, do planeta Meteorus é capaz de aumentar a massa de seu corpo e a Mulher Flutuadora, oriunda de Gravitas pode fazer qualquer objeto flutuar.

Galaxy Trio teve apenas 20 episódios terminado no mesmo ano no qual foi produzido.

FRANKENSTEIN JR BUZZ CONROY

Frankenstein Jr. – 1966

Na telinha americana passava junto com Os Impossíveis, mas aqui no Brasil não lembro se também era assim.

Nesse desenho o jovem cientista Bob Conroy (Buzz, no original) e seu pai, o professor Conroy combatiam o crime com o auxílio do enorme robô Frankenstein Jr.

Chamado de Frankie pelo menino o robô era ativado por um anel em seu dedo.

Suas aventuras infelizmente duraram até 1968 tendo apenas 18 episódios. O problema foram as queixas sobre a violência que mostrava algo que poderia incitar as crianças a fazerem o mesmo.

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O Poderoso Mightor – 1967

Essa série animada também foi exibida pela Rede NBC e dividia o espaço com o desenho Moby Dick (Moby Dick and the Mighty Mightor, no original).

Advinha quem criou O Poderoso Mightor? Quem respondeu Alex Toth acertou em cheio, mas não ganha nada.

Secretamente Tor, um homem das cavernas era quem se transformava no herói (através de sua clava mágica). Tog, seu dinossauro mascote era transformado numa fera voadora (oláááá, He-Man!).

Mightor protegia o vilarejo onde morava tendo ajuda de Sheera e seu mascote Bollo, um mamute, o chefe Pondo e Rok, um menino que usava uma fantasia de Mightor mais não tinha poderes (e sempre se metia em confusão).

Foram produzidas duas temporadas  rendendo num total de 36 episódios.

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Dino Boy e o Vale Perdido – 1966

Depois de um acidente de avião o garoto Dino cai no Vale Perdido. Quando ia ser atacado por um tigre dentes de sabre foi salvo por Ugh, um homem das cavernas.

Juntos a dupla enfrenta dinossauros, formigas guerreiras e caçadores consolidando uma forte amizade.

Dino Boy teve apenas uma única temporada rendendo um total de 18 episódios.

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Jana, Rainha das Selvas – Jana of the Jungle – 1978

Feita pra ser uma versão feminina do Tarzan, no estilo Garota das Selvas. O herói ao longo das décadas inspirou vários personagens similares (tanto masculinos quanto femininos).

No passado, quando era criança Jana estava passeando de barco junto com seu pai, mas ele sofreram um naufrágio.

Jana sobreviveu, porém seu pai ficou desaparecido. Ela foi criada pelo Chefe indígena  Montaro que usa um dardo sobrenatural que causa ondas de terremoto (ao atingir o chão).

A heroína usa como arma, um disco pra derrubar seus inimigos. Ao longo dos anos Jana vive diversas aventuras buscando o paradeiro de seu pai numa floresta tropical na América do Sul. Além de Montaro também recebe ajuda do Dr. Ben Cooper (e de alguns animais).

Jana, das Selvas teve apenas 13 episódios produzidos.

Vale a pena lembrar que o desenho da Jana era transmitido junto com Godzilla (The Godzilla Power Hour).

Inspirado na famosa versão japonesa dop personagem vemos Godzilla ajudando a equipe de pesquisa U.S. Calico. O grandão enfrenta várias ameaças como monstrons usando raios lasers e seu bafo de fogo.

Eu me divertia muito quando surgia Godzuky, uma versão bem menor e sobrinho do Godzilla. Godzuky era muito engraçado tentando fazer a mesma coisa que seu tio, mas a única diferença é que ele podia voar.

Foi produzida uma única temporada com apenas 13 episódios e terminando no mesmo ano no qual começou.

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O Vale dos Dinossauros – Valley of Dinosaurs – 1974

Esse desenho surgiu inspirado na série televisiva O Elo Perdido e nele temos a história da família Butler.

Chefiados pelo Professor John Butler que estava na companhia de sua esposa Kim e de Katie e Greg, filhos do casal (Digger cão deles).

Uma equipe de exploradores que estava fazendo pesquisa na região Amazônica, porém foram dragados por um redemoinho.

Indo parar numa caverna subterrânea e encontrando um mundo selvagem e pré-histórico. Por sorte encontraram uma família de nativos: Gorok, Gara (sua esposa), Lok e Tana (filhos) que os ajudam e a cada dia precisam se adaptar aquela realidade inóspita.

Lembro que eu gostava muito das confusões que Digger e Glump, um filhote de estegossauro aprontavam. Se não me engano havia até um clima de romance entre Lok e Katie.

O Vale dos Dinossauros teve apenas uma única temporada com 16 episódios.

E pra realmente fechar, todas essas lembranças são dos anos 80 um período que telinha havia muitos desenhos da empresa em vários canais.

Fim da primeira parte.

Imagens

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Scooby-Doo! A Máscara do Falcão Azul

Nesta animação temos homenagem pra vários heróis da Hanna-Barbera: Space Ghost, Os Herculóides, Mightor, Os Impossíveis, Frankenstein Jr e o Falcão Azul do título.

Continuando, além dos desenhos antigos essa versão do cão medroso também homenageia o desenho original do Scooby, de 1969 (podemos notar isso pelo design da turma).

Em, Scooby-Doo! A Máscara do Falcão Azul (Scooby-Doo! Mask of the Blue Falcon) vemos Salsicha e seu cachorro lendo gibis.

E todos estão indo pro Festival MegaMundo de Revista em Quadrinhos, uma convenção de quadrinhos. Na cidade de San Pedro sendo que a famosa Comic-Con, de San Diego deve ter servido de inspiração pro desenho.

Na trama haverá um remake do Falcão Azul e Dinamite o Bionicão e esse novo filme terá mais ação. Sendo que o desenho do herói aqui é tratado como um seriado antigo, pois o Falcão original foi interpretado pelo ator Owen Garrison.

Como seus tempos de glória há muito já se foram Garrison sobrevive dando autógrafos nessas convenções.

Durante o festival temos a apresentação do trailer desta nova versão do Falcão Azul.

O filme será produzido por Jennifer Severin e protagonizado por Brad Adams (que demonstra não gostar de seu papel).

A parte interessante é que esse trailer ficou muito parecido com a abertura de Batman: A Série Animada (cena do alto do prédio).

O monstro da vez é o Sr. Hyde, arqui-inimigo do herói. Infelizmente Garrison havia sido proibido de usar seu velho traje, pois o estúdio estava querendo remover todos os originais pra promover o remake.

Isso deixou o ator furioso e querendo a qualquer custo acabar com essa produção. E só pra piorar tudo levava a crer que Owen era o culpado dos acontecimentos estranhos na convenção.

Desta vez de quem parte a intenção de investigar o caso é de Salsicha e Scooby ambos fãs de carteirinha assinada do seriado clássico.

Obviamente há várias confusões e perseguições durante a animação, porém a melhor parte é reconhecer os cosplayers da Hanna-Barbera que surgem durante a convenção.

Notei que numa cena Scooby desiste de agir como herói largando seu uniforme de Bionicão. Isso é uma homenagem pra edição histórica do Homem-Aranha que abandona seu traje (fato aproveitado até na franquia de Sam Raimi).

Há outro momento no qual Scooby retorna e abre sua camisa que nos conecta ao Superman mostrando seu símbolo.

Destaco também a loucura da Daphne correndo atrás dos Felpudinhos, um bicho de pelúcia muito estranho. A ruiva faz de tudo pra colecioná-los agindo fora da caixinha.

Lembrei de um momento no qual Fred, Velma e Daphne são expulsos da convenção e pra retornar surgem vestidos de Herculóides.

E isso é outro aspecto importante nessa animação, pois além das homenagens também há participações especiais. Tipo o prefeito de San Pedro era o mesmo de Cidadópolis (no desenho do Falcão Azul), os seguranças da convenção são os vilões dos Apuros de Penélope Charmosa (Silvester Soluço e Os Irmãos Bacalhau seus capangas).

A estrangeira que o tio do Austin namora parece ser a heroína Elektra, do desenho Força Jovem (não sei por qual motivo mudaram pra “Princesa Garogflotach“).

Outra que vi foi Gilda, uma das Panterinhas surgindo como repórter quase no final da animação e se eu não me engano o caminhão de lixo da Ursuwat também aparece (há outros detalhes que agora não me recordo).

Afirmo que Scooby-Doo! A Máscara do Falcão Azul é a melhor animação do dogue alemão de todas que já assisiti pelos aspectos que expliquei acima (é claro que por ser muito divertido também).

Mais recomendo Scooby-Doo! Abracadabra Doo, A Espada do Samurai, O Rei dos Duendes e o Monstro do Lago Ness que valem a pena serem conferidos.

Veja nas imagens abaixo algumas animações do Scooby-Doo e algumas homenagens de vários artistas que garimpei na web

Scooby-Doo – Segunda Parte

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É um dos personagens da cultura pop que mais tem fãs ao redor do mundo. Ao longo das décadas milhares de crianças, adolescentes e adultos já assistiram seu desenho.

Chega de enrolação e vamos ao que interessa

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O Show de Scooby-Doo – 1976

É a terceira versão do personagem. A grande diferença é que apresentava segmentos com desenhos diferentes entre os quais estavam: O Show de Scooby-Doo! E o Bionicão, Scooby-Doo! Ho-Ho Límpicos e Scooby-Doo, Cadê Você? 

Lançada pela Rede ABC foram exibidas três temporadas num total de 40 episódios.

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 O Show de Scooby-Doo! E o Bionicão – Scooby-Doo-Dynomutt Show – 1976

O primeiro segmento exibia as aventuras do Scooby-Doo com a inclusão dos heróis Falcão Azul e Bionicão.

O milionário Radley Crown vive na companhia de seu cachorro biônico Dinamite. Sua base de operações fica em Cidadópolis (Big City, no original). Quando são alertados pelo Falco-Sinal vão pra Falco-Caverna e se transformam na dupla Falcão Azul e Bionicão.

Pelas situações demonstradas é óbvio que surgiram inspirados na Dupla Dinâmica.

Sempre que surge uma emergência a dupla combate os mais perigosos vilões resolvendo crimes pra polícia. O maior problema é que Dinamite atrapalha tudo. Seus aparatos tecnológicos não funcionam direito colocando-os em diversas enrascadas.

Dizem as lendas que Dinamite é muito parecido com Scooby-Doo, pois foi baseado nele.

No desenho Scooby-Doo Mistério S/A a dupla de heróis participa do episódio “Coração Maligno” que pertence a segunda temporada.

E também temos uma homenagem não só pra eles, mas pra diversos personagens da empresa. Na animação Scooby-Doo! A Máscara do Falcão Azul que comentarei num outro post.

Falcão Azul e Bionicão tiveram apenas 20 episódios, distribuídos em 2 temporadas terminando em 1977.

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Scooby-Doo! Ho-Ho Límpicos – Scooby’s All Star Laff-A-Lympics – 1977

O segundo segmento era composto por vários personagens da Hanna-Barbera que competiam num tipo de Olimpíada.

As equipes competiam em vários esportes em cidades diferentes ao redor do mundo. A parte interessante é que além do narrador tinha o Leão da Montanha e o Lobo Bobo agindo como repórteres.

Os times eram Os Assombrados: Scooby-Doo, Salsicha, Scooby-Dão, Sabina, Speed Buggy, Capitão Caverna, Nelly, Gilda, Babu, Hong Kong Fu, Falcão Azul e Dinamite.

Os Abelhudos: Zé Colméia, Catatau, João Grandão,Dom Pixote, Plic, Chuvisco, Pepe Legal, Olho Vivo, Faro Fino, Bob Filho, Joca, Wally Gator, Cindy, Patinho Duque e Bibo Pai.

Por último, Os Rabugentos era composto pelos vilões: Barão Negro, Rabugento, Sr. Medonho, Sra. Medonho, Medonho Jr., o Grande Fondu, o Coelho Mágico, Daisy Confusão, Orful Octopus e o porco sooey.

Foram produzidos 24 episódios distribuídos em duas temporadas finalizando em 1977.

Durante esse período foi apresentado o desenho do Capitão Caverna e as Panterinhas (Captain Caveman and the Teen Angels).

O desenho surgiu inspirado no seriado As Panteras e também nas aventuras da turma do Scooby.

O Capitão Caverna estava congelado quando foi descoberto pelas Panterinhas Gilda que tinha ideias pra solucionar os casos, a inteligente Sabina e a medrosa da Néli.

Juntas viajavam de furgão por diversos lugares solucionando mistérios em todos os lugares que visitam.

Caverna é um super-herói bastante atrapalhado, sua casa fica encima do automóvel delas. Seu bordão é inesquecível: Capitão … Cavernaaaaa!!!! Ele sempre demonstrava uma queda pela Gilda fazendo tudo que ela lhe pedia.

A melhor parte é quando usava seus poderes que até falhavam no momento no qual mais precisava. Fora isso possuia super-força, voo e retirava diversos animais pré-históricos do próprio corpo.

Se eu não me engano algum tempo depois mostraram aventuras do Capitão Caverna ao lado de seu filho Caverninha. O menino era mais inteligente que o pai e suas aventuras aconteciam na mesma época dos Flintstones.

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Scooby-Doo, Cadê Você? – 1978

É o terceiro segmento do personagem que apresentou novo episódios com duração de meia hora. Depois de algum tempo essa versão foi cancelada e tudo que havia sido produzido entre 1976 até 1978 foi transformado numa temporada única sendo nomeada de O Show de Scooby-Doo.

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Scooby-Doo e Scooby-Loo – 1979

Dizem as lendas que a empresa achava que a fórmula do desenho estava ficando desgastada.

Então decidiram fazer uma paródia intitulada Scooby Goes Hollywood, mas mesmo assim a rede ABC estava ameaçando cancelar o programa.

E durante sua reformulação decidiram inserir o pequeno Scooby-Loo (Scrappy-Doo), sobrinho do Scooby.

Mesmo tendo participações de Fred, Daphne e Velma o trio de adolescentes foi praticamente excluído.

Dando lugar pra Salsicha, Scooby  e seu sobrinho se sobressairem mais.

Lembro que enquanto Salsicha e Scooby fogem de todos os perigos que surgem, Scooby-Loo faz exatamente o contrário. Além de ser destemido e corajoso querendo ir pra luta acha que seu tio também age desta maneira.

Quando foi apresentado aqui Scooby-Loo recebeu a voz do dublador falecido Cleonir dos Santos.

Se eu não me engano faz parte desta época as aventuras do Xerife Dusty dono de do Yabba-Doo, tio do Scooby (eles vivem no velho oeste).

Na família do cão medroso ainda temos seus primos Scooby-Dee e Scooby-Dão.

Scooby-Doo e Scooby-Loo teve somente uma única temporada num total de 16 episódios e terminando em 1980.

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 O Novo Show do Scooby-Doo e do Scooby-Loo – The New Scooby e Scrappy-Doo Show – 1983

Nesta versão do personagem tentaram combinar os elementos que fizeram sucesso em Scooby-Doo, Cadê Você? e também de Scooby-Doo e Scooby-Loo.

O programa tinha meia hora de duração sendo composto por dois episódios de 11 minutos cada (foi dividido em duas temporadas).

Durante a primeira temporada tivemos a reintrodução da Daphne que estava ausente após quatro anos. Nos episódios acompanha de Salsicha, Scooby e e seu sobrinho. Ela trabalhava como repórter numa revista destinada ao público adolescente.

Na segunda temporada temos o retorno de Fred e Velma mantendo aquele clima de mistério e investigação que conhecemos.

Um detalhe interessante é que a música-tema foi executada num estilo que lembra Michael Jackson.

Foram produzidos no total 26 episódios terminando em 1984.

Até o próximo texto e relembre aqui o post anterior.

Ruby-Spears Productions

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Era uma concorrente da Hanna-Barbera que foi fundada por Joe Ruby e Ken Spears como subsidiária da Filmways Television, em 1977.

A Ruby-Spears Enterprises foi uma empresa de animação muito importante na vida das crianças há alguns anos atrás.

Dizem as lendas que ambos trabalharam como editores de áudio na Hanna-Barbera e escreveram histórias pra Space Ghost e The Herculoids. Ainda na HB, criaram Scooby-Doo, Cadê Você?

E também foram escritores e produtores pra DePatie-Freleng Entreprises.

Infelizmente a empresa foi vendida para Taft Broadcasting, em 1981. Fato que a fez tornar-se uma empresa-irmã da Hanna-Barbera Productions.

A empresa tentou voltar ao mercado, porém fechou em meados dos anos 90.

Quando a HB foi vendida pra Turner Broadcasting System a Ruby-Spears foi unida com a Time Warner em 1996 (foi quando tentou voltar novamente e tornou a fechar definitivamente).

Vou deixar de fora a série animada do Super-Homem e do Bicudo, O Lobisomem, pois já fiz um texto comentando sobre.

Então refresque sua memória ou conheça alguns desenhos.

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As Aventuras de Puppy – The Puppy’s Further Adventures – 1982

É um desenho que foi feito em parceria com a Hanna-Barbera.

A série animada se baseia nos personagens criados por Jane Thayer sobre Petey, um filhotinho que adorava seu dono Tommy, um menino orfão e solitário.

Não sei explicar a mudança pro nome Puppy, mas no desenho ele era um filhotinho da raça Beagle.

Em suas aventuras o simpático cãozinho tinha companhia de Dolly (sua namorada) e também dos seus amigos: Duke (pastor alemão), Dash (greyhond) e Lucky (São Bernardo).

As Aventuras de Puppy teve duas temporadas num total de 21 episódios e terminando em 1984.

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Alvin e os Esquilos – Alvin and The Chipmunks – 1983 a 1990

Dizem as lendas que a versão da década de 80 era uma continuação de The Alvin Show de 1961.

A série animada conta as aventuras dos esquilos cantores Alvin e seus irmãos Simon e Theodore.  Dave Sevill é um compositor e músico que age como um pai adotivo dos meninos.

E também temos a participação das versões femininas as Chipettes: Britanny, Jennete, Eleanor.

Como curiosidade houve The Cipmunk Aventure um filme que mostrava a trupe viajando pelo mundo que foi lançado em 1987.

Sinceramente nunca gostei desta série animada, mas devido ao sucesso da franquia cinematográfica fizeram uma nova safra de desenhos.

Surgindo em 2015 tivemos com o nome de “Alvinnn!!! and the Chipmunks” outro aspecto importante é que foi feito com computação gráfica.

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Buggy á jato – Rickety Rocket – 1979

Eu adorava muito esse desenho ainda mais pelo bordão: “Bu-u-u-u-ggy à Jato, Decolar!”. Era um dos poucos desenhos além dos Super Globetrotters que eu podia realmente me identificar por causa da cor dos personangens.

As aventuras aconteciam no espaço com o detetives: Cosmo, Moleza, Venus e Queimado desvendando algum caso.

O Buggy a Jato era uma verdadeira lata velha, mas tinha várias engenhocas que ajudavam quando a equipe precisava.

Infelizmente teve apenas uma temporada com 16 episódios, mas fez a alegria da molecada quando foi exibido na extinta Rede Manchete (bons tempos).

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Homem Elástico – The Plastic Man Comedy/Adventure Show – 1979 a 1980

O desenho do personagem é conhecido como Homem Elástico, mas na verdade trata-se do Homem Borracha nos gibis.

Plastic Man foi criado pelo artista Jack Cole pra Quality Comics, em 1941.

Patrick “Eel” O’Brian teve sua revista própria durante a Era de Ouro e várias anos mais tarde migrou pra DC Comics.

O Homem Elástico é na verdade Ralph Dibny que possui os mesmos poderes de esticar.

Dibny é um dos melhores detetives da DC Comics perdendo somente é claro pro Homem-Morcego.

No desenho Batman Os Bravos e Destemidos, o Homem Borrracha é parceiro de aventuras do Morcegão, tem um jeito de ser muito engraçado, adora dinheiro demais e temos um episódio que conta sua origem (só não me lembro qual).

Só pra constar tanto o Homem Elástico, quanto o Homem Borracha surgem numa introdução de episódio da série animada citada acima (me desculpem mais também não lembro o episódio).

Na série animada, o Homem Elástico viaja pelo mundo junto com Penny, sua namorada e Hula-Hula, seu melhor amigo. A  parte interessante é que o herói podia se transformar em vários veículos entre diversas outras coisas.

Eles trabalham pra Agência de Segurança combatendo o crime em qualquer lugar do mundo. Suas missões eram comandadas pela Chefe que surgia num relógio de pulso pra se comunicar com o herói (alguém se lembrou do Dick Tracy?).

Eu me divertia muito com ao ver o Homem Elástico mudando de forma e os episódios eram divertidos. Lembro que depois surgiu o bebê elástico com os mesmos poderes do pai.

Pra fechar,  Luke McDunagh é o filho do Homem Elástico que aparece nos gibis da editora. Ele tem os mesmos poderes que seu pai (participou da aventura Hipertempo).

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Centurions – The Centurions – 1985

Dizem as lendas que Jack Kirby e Gil Kane colaboraram pro surgimento da série animada.

Os Centurions formavam uma equipe força de combate de elite que utilizando vários tipos de armamentos sofisticados. Eu adorava o fato que seu QG, Skyvault ficava em órbita no espaço.

Crystal Kane era a operadora de suporte que sempre teletranportava os equipamentos dos heróis.

O grupo era formado por: Max Ray, líder da equipe (traje marinho), Jake Rockwell (traje terrestre), Ace McCloud (traje aéreo) e o meu preferido deles.

Depois na segunda temporada foram incluídos: Rex Charger e John Thunder.

Sem sombra de dúvidas é um dos meus desenhos preferidos daquela época. Principalmente quando os heróis gritavam: “Força Extrema” pra mudar de traje.

Os Centurions combatiam o vilão ciborgue Dr. Terror que obvimente queria conquistar o mundo (os vilões daquela época não sabiam fazer nada além disso). Amber, era sua filha e seu principal assecla é o Hacker que também era ciborgue.

Se não me falha a memória havia um final educativo contando sobre temas ambientais.

O desenho apresentava meia hora de duração e teve duas temporadas com 65 episódios no total. A equipe de heróis também migrou pros gibis.

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Os Invencíveis Dragões – Dragon’s Lair – 1983

É um jogo que ao invés de ter aqueles gráficos sofríveis daquela época. Tinha um nível de qualidade visual dos desenhos da Disney.

E isso não era pra menos, pois Don Blunt foi um antigo desenhista da empresa do Mickey Mouse. Ele já havia trabalhado com Steven Spielberg na animação Um Conto Americano.

Os Invencíveis Dragões narra a história de Dirk o Destemido que precisava resgatar a bela e sensual Princesa Daphne. Tudo era visto em cenas de desenho e conforme o jogador fosse acertando o jogo ia progredindo (caso houve alguma escolha errada o cavaleiro até morria).

Devido ao seu sucesso estrondoso rendeu um desenho animado. Assim como era visto no jogo tudo que o herói fazia tinha algum tipo de efeito.

Houve um boato na web que haveria uma nova versão do desenho sendo feito, mas não sei se o projeto vai deslanchar.

Fico por aqui.