Coleção DC 70 Anos

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Quando a empresa atingiu a marca de sete décadas de publicações lançou gibis com seu melhores ícones.

Então foram 6 edições abordando As Maiores Histórias do Superman, Lanterna Verde, Mulher-Maravilha, Flash, Liga da Justiça e Batman.

Obviamente são aventuras dos personagens que abordam a Era de Ouro, Prata, Bronze e Moderna.

É importante notarmos que as histórias lançadas são as mais influentes de cada período citado servindo pra termos uma ideia da evolução dos heróis a cada década.

Bom, ao invés de comentar cada uma das revistas (algo que sempre faço). Desta vez vou apenas falar de uma aventura que me impressionou bastante.

As capas de todas as edições tem arte de Alex Ross dando mais destaque pra cada uma delas.

Chega de enrolação e vamos ao que interessa

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Superman – “O Exílio á Beira da Eternidade”

A primeira edição é dedicada ao Azulão mostrando momentos importantes como sua origem, funcionamento dos poderes, a versão de John Byrne, Os Últimos Dias do Superman e Olho por Olho que já fiz comentários há um tempo atrás.

Aqui temos roteiro e arte de Jim Steranko, um dos mais renomados desenhistas dos gibis de todos os tempos.

Na trama estamos no futuro, pois havia vinte mil anos que o Superman havia morrido. Seu legado foi honrado por seus descendentes e até uma constelação foi batizada com seu nome heroico.

Com o auxílio deles a humanidade desbravou o espaço colonizando milhares de planetas. Através dos séculos e milênios os descendentes de Kal evoluíram e se modificaram.

Paralelamente a tecnologia desenvolvida pelo homem atingiu seu ápice, mas nem tudo era perfeito nessa sociedade utópica (havia política, guerras, cobiça e mortes).

Pra piorar numa estação mineradora com robôs autômatos classificou de maneira errada uma chuva de meteoros como ameaça. Em retaliação detonaram armas tão poderosas que rasgaram o tecido da realidade causando um colapso que estava destruindo tudo no universo.

A explosão voraz fazia planetas e sistemas solares sumirem e a notícia se espalhou rapidamente. A Irmandade Superman foi convocada pra resolver o problema e pra solucioná-lo foi proposto algo extraordinário.

Toda a humanidade seria convertida em seres de luz, porém alguém deveria ficar pra lançar essa enrgia no vórtice devorador.

O único que se apresentou foi A’dam’ Mkent, um Superman deficiente visual. Ao realizar essa façanha monumental de salvar o universo, A’dam ficou sozinho e vagando por muito tempo, muito tempo (chegando até a enlouquecer por causa disso).

Bom, nem preciso contar que a arte psicodélica de Jim Steranko me deixou alucinado (confesso que virei fã só por causa dela).

O Exílio á Beira da Eternidade é uma aventura que vale a pena viajar em sua leitura. Principalmente, porque me surpreendeu pelos aspectos futuristas apresentados e lembrando o arrebatamento bíblico (entre outras coisas). Não vou comentar o final pra não estragar a surpresa de quem quiser ler.

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Lanterna Verde – “Vôo”

A segunda edição é dedicada ao Homem de Verde mais famoso da Tropa.

Vou deixar de fora “S.O.S Lanterna Verde” que é a história de origem , “O Mal Sucumbirá Ante Minha Presença” (introdução de John Stewart) e Velocidade da Luz, pois também já comentei.             

Antes de mais nada eu fiquei muito tentado em falar sobre “O Herói do Amanhã” que homenageia tanto Alan Scott quanto Hal Jordan.

Há vários elementos clássicos da mitologia de ambos mostrando Tom Kalmaku, Jade, Os Guardiões de Oa e até o chato do Krona.

Mais “Vôo” com arte de Darwyn Cooke e roteiro de Geoff Johns me pegou de surpresa.

Em relação a história anterior que citei posso afirmar que é bem simples, porém o fato importante é que mostra o fascínio de voar.

Algo que sinceramente é muito estranho, pois os heróis voam pra qualquer lugar com seu anel energético. O que nos conecta nessa aventura é a realidade que nós podemos voar de avião e apreciar o mundo lá de cima (algo que nunca fiz, mas sonho realizar futuramente).

Na trama, Harold Jordan é um aficcionado por aviões desde pequeno, principlamente, porque seu pai Martin é piloto de avião. Houve um período que todos os dias antes de ir pra escola Hal sumia pra ver seu pai voando.

Isso se tornou uma grave peocupação pra sua mãe e motivo de orgulho do pai é lógico. Só que transformou-se um problema quando o menino revelou pra eles que esse era o seu maior desejo.

Então, numa noite, Martin o leva pra voar escondido sendo um acontecimento inesquecível pro jovem Jordan. Marcando-o pra vida toda e a melhor parte nessa história é vermos o tempo passando e Hal levando no mesmo lugar Carol Ferris e Kyle Rayner.

Nesses anos todos que passaram a únca coisa constante é a presença de Johnny, na entrada do hangar transformando a aventura em algo pessoal (já que conhecia Jordan desde garotinho).

Essa passagem de tempo e o sentimento de vida particular tornam “Vôo” uma história singular conectando aquilo que nos faz ser nós mesmos. E nem preciso comentar sobre Darwyn Cooke e Geoff Johns, pois a carreira de ambos já fala por si só.

Espero que tenham gostado.

 

 

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Marvel Especial n° 5 – Surfista Prateado

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É uma edição antiga estrelada pelo meu querido herói amargurado. O gibi tem 128 páginas e foi lançado pela Editora Abril, em 1988.

Nela temos a introdução de Leandro Luigi Del Mantlo que se não me engano era o editor daquela época, em nosso país. Eu adorava quando Luigi escrevia nas revistinhas do Super-Homem respondendo na seção de cartas dos leitores, porque comportava-se como fã.

Voltando, Del Manto nos introduz ao sofrimento que era ser Norrin Radd, uma alma nobre presa num mundo que não lhe compreendia.

“A Invasão dos Monstros Invisíveis”, é nossa primeira aventura com arte fantástica do mestre John Buscema e roteiro do Excelsior Stan Lee (toda edição é feita pela dupla).

Se eu não estiver enganado houve uma fase em que ambos estavam trabalhando com o Surfista Prateado, mas foi durante os anos 60. Eu supnho que esse material seja, justamente daquele período.

O Surfista está no espaço inconsolável por sua condição de estar preso em nosso planeta. Então após uma chuva de meteoros, Radd retorna pra Terra.

Nosso herói desce num povoado q    uew parece ser no leste europeu querendo conviver entre os humanos, mas por ser diferente é taxado como um ser diabólico.

A história mostra o medo do ser humano repelindo aquilo que não conhece. Ao sair dali, o Surfista divaga sobre as motivações ganaciosas do homem e também sobre seu desejo por destruição.

Depois visitou a cidade grande sendo confrontado por um policial, por causa da forma como estava vestido. E um tumulto é formado na rua apenas por sua presença.

Angustiado, Norrin parte pro espaço velozmente, porém apesar de sua inúmeras tentativas não consegue atravessar a barreira cósmica.

Cansado pelo esforço recolhe-se  a doce lembrança de Shalla Bal e por mais incrível que possa parecer (ela também pensa no herói ao mesmo tempo).

O Surfista se afoga em pensamentos sobre os maiores problemas da humanidade tipo: a pobreza, o câncer, a tirania e o abuso de poder que gostaria muito de tentar resolver. Só que o ser humano teme sua figura julgando-o como uma grande ameaça.

E por falar em ameaça, o herói avista uma nave espacial que se torna invísivel pra nós. Tentando até avisar a população, mas um grupo o ataca impiedosamente fazendo-o ser preso.

Depois mesmo atormentado pela selvageria da espécie humana decide ajudar. Fugindo facilmente da prisão pra saber qual o propósito daquela nave estar aqui.

Ao entrar na espaçonave conhece a Irmandade Badon, uma espécie reptiliana. Eles tentam ludibriar o herói, no entanto uma refém conta-lhe a verdade que os Badon queriam conquistar nosso planeta.

Ela infelizmente é alvejada, porém o herói a mantém viva num campo de contenção de energia.

Os invasores prometem caçar o Surfista até que sua armada invasora chegue para dominar a Terra. Mesmo a humanidade não merecendo, Norrin a auxiliará contra os invasores.

Os Badon liberam um monstro também invisível no meio da cidade que suponho seja Nova York pra destruir o Surfista. A luta é excruciante pro herói, mas o detalhe é que só ele consegue ver a ameaça. Para o restante da população parece que somente o herói está destruindo a cidade.

As pessoas estão apavoradas, pois pensam que que o Surfista quer mata-los.

O Exército envia uma enorme ataque para exterminar com Radd, mas os misseis atingem a espaçonave invasora que foge.

Nosso herói aproveita a chance pra atrevessar a barreira, no entanto se lembra da moça que deixou num casulo de energia, se fosse embora causaria a morte dela.

Ao retornar encontra-a aina viva, mas ele não nota que havia sido seguido pelos militares que o atacam (mesmo com a moça na mira de tiro).

Sem que Norrin saiba a moça morreu e a culpa caiu sobre ele. Então, vemos o Surfista partindo desolado e incompreendido.

A história termina com a pergunta: “o que seria da humanidade se ele se voltasse contra gente?”.

O roteiro de Stan Lee é bom por causa disso. Norrin é um ser poderossíssimo, mas está atormentado por viver preso aqui em nosso planeta e não poder singrar o espaço para encontrar sua amada. Pra piorar sendo totalmente hostilizado por nós seres inferiores ainda tenta nos ajudar pra que evoluamos a um patamar melhor.

Só que a beligerância e a selvageria do homem não deixa que notem as atitudes altruístas do Surfista Prateado. A humanidade precisa quebrar este ciclo para que possa conquistar algo melhor.

A melhor parte nisso tudo é a arte de John Buscema que emoldura de forma primorosa toda essa carga dramática que presenciamos na história do herói.

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A segunda  aventura é “Para Salvar a Humanidade”, estamos no Edifício Baxter, sede do Quarteto Fantástico. Temos, Ben tomando banho e Reed barbeando-se quando soa ao alarme de invasão. Ambos correm pra saber o que houve e partem pro laboratório na companhia de Johnny e Sue.

Lá descobrem que o Dimensionador Espacial, um dispositivo poderoso foi roubado. O Tocha Humana parte atrá do ladrão voando mais perde suas chamas o atingir uma certa altura.

O Surfista roubou o aparelho que pode atravessar as dimensões querendo se libertar de sua prisão e mesmo disparando contra barreira algumas vezes (a arma não resiste explodindo). O impacto foi tão grnade que le desmaiou chegando até a ter devaneios com sua amada.

Radd acordou na casa de Al Harper, um cientista que o carregou pra lá. E mesmo confuso relata sua situação pro Harper que lhe oferece ajuda. Então disfarçado, Radd caminha entre as pessoas procurando emprego.

Tentou diversas vezes em vários lugares, mas ninguém lhe arranjou, principalmente, por causa de sua aparência. Tomado pelo desespero, ele tenta até roubar um banco, porém desiste ao pensar na loucura do ato que cometeria.

Quando estava voltando encontra um homem numa situação pior que a sua, pois estava com a esposa doente e  recorreu pro jogo de azar pra conseguir grana. Só que havia perdido tudo e depois quando descobriu os dados viciados para que perdesse foi surrado por alguns brutamontes.

O Surfista não pensa duas vezes indo pro salão e através de seus poderes consegue bastante dinheiro (limpando a mesa). É óbvio que vão atrás dele e espancam Radd, mas ele finge estar desmaiado. Um trio de capangas entra no carro partindo pra atropelar o herói mais o homem entra na frente quase sendo atropelado também.

É quando o Surfista intervém usando seu poder cósmico, depois divide a grana e parte em sua prancha. Harper consegue criar um aparelho para disfarçar a estrutura celular do herói afim de que possa atravessar aquela maldita barreira.

Só queos disparos despertam a atenção do Estranho, um personagem que atualmente está no limbo. No passado o vilão havia enfrentado os X-Men e a Irmandade de Mutantes (ambas as equipes em suas formações originais).

O Estranho ve a humanidade como um mal a ser exterminado e cria a Bomba Nulificadora. Ele conta sua intenção de destruir a Terra pro herói que mesmo a humanidade não merecendo a protege “novamente”.

Norrin voa velozmente deixando, Harper a par dos acontecimentos que vai até uma delegacia relatar tudo (e ninguém acredita nele).

Então ambos saem desesperados pra encontrar o tal dispositivo e o Surfista tem uma batalha feroz contra o vilão.

Ao mesmo tempo, Harper procura pela bomba, mas quando está quase perto de encontra-la. Uma multidão desconfiada acha que está envolvido na luta que acontece no centro da cidade. Al encontra a Bomba Nulificadora e morre desativando-a.

O Estranho ao saber do gesto altruísta de apenas um homem, decide deixar a humanidade sobreviver e parte pro espaço longínquo.

Ao Surfista resta apenas dar um enterro digno pra Al Harper que escolhe perder a própria vida pra salvar toda raça humana (deixando uma pira funerária queimando eternamente em sua homenagem).

Sem sombra de dúvidas está é uma história fantástica e fica entre uma das minhas preferidas de todas que já tive o prazer de ler.

Overlord-supersenhor

Pra fechar temos, “Em Algum Lugar do Futuro”, novamente atormentado por sua condição, nosso herói encontra consolo ao pensar em Shalla Bal. Ao mesmo tempo ela no distante planeta Zenn-La também sente sua falta.

Norrin vai até a casa de Harper encontrando algumas anotações e decide viajar no tempo. Seu feito tem êxito, mas avança muito pro futuro. Encontrando a Terra totalmente destruída e apesar de inconsolável quanto ao destino do homem ruma pro seu planeta só pra ve-lo também desabitado.

Pra qualquer lugar que vá a situação se repete e o Surfista fica vagando indo para num distante planeta com alguns seres primitivos (sendo atacado por eles).

Quando caiu desacordado não soube da intervenção dos servos do Supersenhor que entram numa nave enorme. O Supersenhor é um mutante gigante que conseguiu destruir o universo inteiro.

Norrin estava estarrecido com tamanho desprezo pela vida e ficou fascinado por uma dançarina que lembrava Shalla Bal. Por mero capricho, o vilão  a matou e o herói é derrotado pela incrível força do vilão.

Quando levaram-no pra ser destruído, um homem também vindo de Zenn-La salvou o Surfista. E assim lhe conta que o monstro surgiu durante uma explosão atômica, contudo somente os pais do Supersenhor tinham algum sentimento por ele.

Após suas mortes começou seu reinado de loucura e destruição (ambos são descobertos e o home é morto friamente).

Enfurecido e angustiado depois da morte do único ser que havia lhe ajudado, Radd viaja velozmente no tempo. Alterando o passado e retirando da existência aquele futuro apocalíptico.

No final o Surfista pondera se todos os acontecimentos que havia vivenciado realmente aconteceram ou foram furuto de sua imaginação.

O roteiro de Stan Lee é excelente repleto de filosofia em diversos momentos das histórias. A única coisa que fica chata de tão repetitiva é o sentimento de alma atormentada do Surfista Prateado.

Fora isso todas as aventuras valem a pena serem lidas.

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