Guerras Secretas

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Em meados dos anos 80 a DC Comics lançou uma minissérie em 12 edições que marcou pra sempre a história dos quadrinhos.

A editora estava comemorando seus 50 anos de existência decidindo acabar com a terrível bagunça de sua continuidade (e o resto deste comentário já estamos cansados de saber como foi).

Bom, praticamente ao mesmo tempo a Marvel Comics também lançou uma grande saga com doze edições.

Só pra constar, essa história é considerada a primeira Mega-saga dos gibis (mesmo havendo outros crossovers com vário heróis anteriores).

Dizem as lendas que a Mattel estava interessada em lançar uma linha de brinquedos da editora. Porém isso só aconteceria se houvesse uma história que realmente chamasse atenção do público.

O projeto foi idealizado pelo editor-chefe Jim Shooter incluindo também os desenhistas Mike Zeck e Bob Layton.

Lembrando que aqui em terra brazilis essa aventura foi lançada pela Editora Abril, em 1986.

Guerras Secretas (ou Secret Wars, no original) apresentou uma trama envolvendo os melhores personagens do panteão da editora.

Os heróis: Capitão América, Hulk, Thor, Homem-de-Ferro, Capitã Marvel, Colossus, Vespa, Senhor Fantástico, Tocha Humana, Wolverine, Coisa, Mulher-Hulk, Gavião Arqueiro, Professor X, Tempestade, Cíclope, Vampira, Noturno entre outros.

E os vilões: Doutor Destino, Gangue da Demolição, Ultron, Homem Molecular, Kang, o conquistador, Encantor, Doutor Octopus, Homem Absorvente, Lagarto e mais alguns.

Não poderia esquecer do enorme Galactus que também estava nesse meio, mas afirmar que o gigante seja apenas um vilão seria sintetizar algo que simplesmente não tem nada a ver. O Devorador de Planetas é necessário pra manutenção do universo (algo que está muito além de nossas simples capacidades mentais).

Continuando, foram abduzidos por Beyonder, um ser alienígena de incomensurável poder. E num lugar chamado Planeta de Guerra tiveram que disputar sob as regras impostas por ele.

Pra se ter uma noção Beyonder construi esse planeta usando pedaços de vários outros ao redor do universo.

Beyonder prometeu ao grupo vencedor que iria realizar qualquer desejo que tivessem.

Obviamente o Capitão age como líder sempre organizando a todos e dizendo como agir. E o Hulk está como seu braço direito colocando em pratica tudo que lhe for ordenado.

Houve um problema enorme no grupo dos heróis, porque Magneto havia sido escolhido pra ficar com eles. Charles até tentou defender seu ex-amigo, mas obviamente Erik tinha seus próprios interesses.

Um detalhe interessante é que o Doutor Destino através do maquinário tecnológico avançado concedeu poderes pra duas mulheres. Transformando-as em Titânia (Mary Macpherran) e Vulcana (Marsha Rosenberg).

Outra coisa que me chocou bastante foi quando a fortaleza dos heróis ficou sob ataque. Eles até conseguiram escapar, mas depois o Homem Molecular jogou uma montanha enorme sobre eles (foi uma cena muito impactante).

Somente a inteligência de Reed foi capaz de arranjar uma forma deles sairem daquele jazigo mortal.

Houveram momentos importantíssimos nessa edição com o Coisa retornando a sua forma humana de Ben Grimm. Outro foi quando Thor refez seu uniforme, o Cabeça de Teia viu e queria fazer o mesmo sendo que encontrou o uniforme simbionte e já nesta saga tivemos a introdução do famoso uniforme negro.

Em meio as escruciantes batalhas há também alguns relacionamentos. Vemos o mulherengo Johnny Storm encontrando Szaji, uma alienígena que possui o toque de cura. Seu poder ajuda os heróis quando estão bastante machucados.

O Homem Molecular se encanta com Vulcana que demonstra algum sentimento por ele. Até a Vespa dá uma bitocas no Magneto, mas foi algo que não durou muito. E Colossus fica sofrendo pra caçamba por estar distante da Kitty.

Não poderia deixar de lembrar que a cronologia de alguns personagens estava bastante atrasada por aqui quando a saga foi lançada. Como solução a Editora Abril sumiu com as personagens Capitã Marvel (Monica Rambeau) e Vampira.

E também modificou o final da saga pra que estivesse de acordo com os acontecimentos nos quadrinhos do Brasil.

Só pra constar, a história foi relançada resumida em Capitão América # 119 e algum tempo depois na íntegra na Teia do Aranha nº 62 à nº 66.

Houveram outros relançamentos tanto da Abril, quanto da Panini Comics todas mostrando a história completa.

Voltando, o sucesso foi tão grande na época que a Gulliver, uma empresa de brinquedos lançou dois castelos nesse tema (Homem-Aranha e Doutor Destino). Além das action figures de alguns heróis e vilões também havia turbo-cycles, veículos que os personagens usavam pra se locomover nas batalhas (e até mini gibi).

Enquanto nos Estados Unidos os brinquedos foram lançados pela empresa Gulliver.

Aqui houve um problema de licenciamento dos brinquedos, pois em nosso país a empresa responsável foi a Mattel (que já trabalhava com a Marvel desde os anos 70).

Aproveitando o momento a Editora Abril lançou Super-Heróis Marvel Secret Wars, um album de figurinhas contendo diversas coisas sobre o gibi.

A saga teve continuação em Guerras Secretas 2 com Beyonder retornando, mas ficou péssima. A intenção dele era entender o ser humano e tivemos diversas situações ridículas neste processo. Pra se ter uma noção o Homem-Aranha ensina-o a ir no banheiro sentar no trono, putz que horrível!

A história foi adaptada na série animada do Cabeça de Teia dos anos 90. Isso foi mostrado durante a quinta temporada do desenho (episódios 61 e 62).

E realmente pra fechar no ano passado a editora fez um reboot de seu universo mostrando-o em Guerras Secretas. Essa versão foi desenhada por Esad Ribic e teve roteiro de Jonathan Hickman.

A intenção é terminar com o multiverso da editora unindo-os no Mundo de Batalha. Confesso que atualmente não acompanho mais essas grandes sagas (perdi a paciência pra esperar tantos meses pro desfecho).

Espero que tenham gostado.

 

Supermulher – Segunda Parte

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Ao longo das décadas a DC Comics nomeia vários personagens com o mesmo codinome, mas nem sempre você tem oportunidade de conhece-los.

Porém o seu amigo nerd de plantão arranjou um tempo para selecionar quais mulheres ostentaram o codinome de Superwoman (sem mais enrolação vamos a elas).

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Laurel Kent

A heroína é uma integrante da famosa Legião dos Super-Heróis que atuou no distante séc. XXX (período Pré-Crise). Criada pelo lendário roteirista Jim Shooter e pelo artista Mike Grell, em 1976.

No início, Laurel foi a primeira descendente do Superman que surgiu no século 30, mas não sei por qual motivo estapafúrdio ao longo dos anos mudaram de maneira drástica sua origem (até sumirem com ela).

Seus poderes incluíam voo, invulnerabilidade, ficando fraca somente ao ser exposta a ktriptonita e também tornou-se uma exímia combatente corpo a corpo.

Quando entrou pra Academia da Legião, Laurel teve que dividir seu quarto com Vésper (e elas se tornaram grandes amigas).

Então veio aquela confusão desgraçada, pois afirmaram que Laurel era uma Caçadora Cósmica disfarçada que esteve hibernando por mil anos e acordou naquela época.

Depois retiraram essa loucura mostrando que o robô que havia atacado a LSH não passava de uma cópia, porque a verdadeira heroína esteve presa em cativeiro.

Na última versão, Laurel atua como Superwoman também no séc. XXXI ao lado de Kent Shakespeare, um outro descendente do Azulão neste período e também Batman (Brane Taylor) e Robin (Tom Wayne).

Há uma outra versão de Laurel Kent, na Terra-11 (mostrando versões femininas dos heróis que conhecemos). Nesta realidade paralela a heroína continua usando o nome de Superwoman.

Só pra constar na excelente edição Vingança Máxima parece que temos uma homenagem pra Supermulher em dose dupla, pois se refere a história antiga de Clara Kent entre várias outras referências (e seu nome também é Laurel).

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Laurel Gand

Houve um período em que Laurel Kent foi substituída, pois haviam retirado o Superboy como vínculo de origem da LSH.

Puseram Lar Gand (Mon-El) no lugar do Garoto de Aço como maior herói do século 20 servindo de inspiração pra equipe do futuro distante.

Laurel Gand possuía todos os poderes do Homem de Aço e foi inspirada na nossa Supergirl, pois tinha cabelo loiro. Há algum tempo atrás, Gand teve seu codinome heroico mudado pra Andromeda.

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Lucy Lane

Criada pelas lendas Otto Binder e Curt Swan na edição Superman Pal Jimmy Olsen # 36, de 1959.

Lucy é a irmã mais nova de Lois e surgiu durante a Era de Prata como uma aeromoça servindo de interesse romântico pro Jimmy Olsen. Além de já ter sido namorada de Jimmy, Lucy foi casada com Ron Troupe.

Anos depois ressurgiu durante a fase de John Byrne e ficou cega sendo curada quando o Azulão enfrentou Bizarro nos céus.

Ficou mais um tempo no limbo retornando após Crise Infinita como uma oficial do Exército americano. Houve uma enorme mudança em seu status quo que sempre foi gentil e adorável, pois agora morre de inveja de sua irmã e tornou-se uma vilã.

Foi durante a saga Novo Krypton que aliada ao seu pai, General Sam Lane. Lucy passou a usar um traje que lhe confere superpoderes (iguais aos de qualquer kriptoniano).

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Superwoman – Sociedade do Crime

É uma supervilã que vive na Terra-3 e surgiu em 2007, seu mundo paralelo é bastante semelhante ao nosso. A grande diferença é que essa Superwoman integra a Sociedade do Crime uma versão deturpada da Sociedade da Justiça.

Essa equipe foi vista durante a Contagem Regressiva para a Crise Final lutando contra Donna Troy, Kyle Rayner e Jason Todd. Eles estavam procurando Ray Palmer que havia sumido desde que sua esposa havia enlouquecido e assassinado Sue Dibny.

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Cir-El

Como curiosidade também temos esta Supergirl como descendente do Homem do Amanhã. Cir-El foi criada por Steven Seagle e Scott McDaniel surgindo pela primeira vez na edição Superman. The 10 Cent Adventure # 1 (2003).

A heroína possui quase todas as habilidades de Kal-El e podia emitir rajadas óticas num tipo de sol vermelho. Fato que anulava os poderes dos kriptonianos que estava sob o sol amarelo.

A adolescente havia surgido de repente em Metrópolis dizendo ser Supergirl e afirmando ser filha de Kal com Lois, mas que tinha vindo de um futuro apocalíptico. O Azulão fez um exame de DNA comprovando que ela era kriptoniana. Só que não tinha parentesco com Lois (deixando a repórter com a pulga atrás da orelha).

Depois ficamos sabendo que Cir-El havia sido criada por Brainiac e seu corpo tinha um vírus que controlaria o Superman no futuro atacando a Terra. Então para evitar que isso acontecesse, Cir-El se sacrificou atravessando um portal indo pra outra dimensão (apagando da existência tanto ela mesma quanto aquele futuro terrível).

Cir-El chamou minha atenção pelo seu jeito meio inocente de ser amiga de todos, por manter esse aspecto heroico de fazer o bem maior e até se sacrificar por causa disso.

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Supergirl – Louise-L

E só pra fechar num tempo muito, muito, muito distante temos uma heroína do período Pré-Crise dos anos 80. Loiuse-L é a Supergirl de 500.000 anos no futuro e ela afirma que é uma descendente de nossa Kara Zor-El.

Essa versão da Supergirl possui os mesmos poderes que um kriptoniano apresenta sob o sol amarelo.

Na aventura em que surgiu, Loiuse havia viajado pro passado para capturar dois vilões de sua época e pediu pra Linda Danvers que tomasse seu lugar enquanto estava por aqui.

No futuro do qual veio, Louise obtém seus poderes de um sol alaranjado que modificou significativamente seu nível de poder e também lhe concedeu a capacidade de hipnotizar quem quiser.

Atualmente a heroína está jogado no limbo como diversos e vários outros personagens da DC Comics.

Bom, essas foram somente algumas personagens que conheci garimpando na web, mas se for pesquisar mais a fundo encontraremos vários outras versões tanto da Superwoman, Supergirl e até da Mulher-Maravilha.

Relembre aqui da primeira parte e se gostou deixe algum comentário.