Batman: A Espada de Azrael

Azrael_Jean-Paul_Valley

Fora o vilão Bane, Jean Paul Valley pra mim é um dos melhores personagens que surgiram nas aventuras do Morcegão durante a década de 90.

Como curiosidade Azrael é uma homenagem a um anjo da morte árabe com nome homônimo.

Batman: A Espada de Azrael foi mostrada no formato de minissérie e dividida em duas edições. Nesta aventura temos arte de Joe Quesada e roteiro de Dennis O’Neil.

Logo no início já vemos Azrael prestes a mais uma execução, mas sua pretensa vítima estava preparada (e atirou no Anjo Vingador).

Mesmo ferido ainda despende um golpe que machuca o olho de seu oponente.

Azrael foge causando tumulto e confusão nos desfile que acontecia nas ruas de Gotham.

Depois ficamos sabendo que o Azrael ferido é o pai de Jean Paul Valley que havia se tornado Batman durante A Queda do Morcego (Bruce havia sido derrotado pelo Bane que fraturou sua coluna deixando-o incapacitado de proteger sua cidade).

No período em que Jean Paul atuou como Morcegão havia adotado uma armadura de combate assustadora pra combater o crime. Essa época também foi marcada pela agressividade crescente de Jean Paul que deixou o vilão Matadouro morrer (eu gostei demais daquilo).

Valley expulsou Tim Drake da Batcaverna atuando sozinho e ainda sofria problemas psicológicos extremos com visões de São Dumas. A melhor parte foi ve-lo lutando contra BW assim que retornou pra reaver o manto de Homem-Morcego.

E pra completar Dick havia ficado chateado por Bruce não te-lo escolhido pra usar seu manto.

Voltando, o pai de Jean Paul morreu, porém antes havia lhe contado tudo que aconteceu no prédio e deixou-lhe um pacote com algumas instruções. O rapaz viaja pra Suiça com uma enorme quantia em verdinhas pras despesas.

Ao mesmo tempo, Bruce começa a investigar o incidente na rua, pois uma repórter que era um caso seu havia morrido atropelada. Um fato que o deixou intrigado foi o colete á prova de balas perfurado, mas não havia nenhum corpo pra saber quem estava usando.

O Azrael que morreu estava caçando Carleton Lehah que havia trabalhado durante anos pra Ordem de São Dumas, porém se desiludiu decidindo ganhar a vida traficando armas e munições exóticas.

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Enquanto isso, Valley já na Suiça conhece Nomoz, um anãozinho estranho que mais parece um duende. Ele é o treinador de todo aquele que usa o traje de Azrael.

A Ordem de São Dumas é uma sociedade secreta que remonta até a época das Cruzadas (é bastante semelhante com os Templários). Pelo canone, São Dumas foi o primeiro guerreiro a ser conhecido como Azrael.

A Ordem faz experiências com crianças misturando seus genes com animais para lhes conferir habilidades fora do comum.

E também esses bebês sofrem um incessante processo de lavagem cerebral que é conhecido como “O Sistema”.

Nomoz trata de trazer a tona o condicionamento de Jean Paul que havia sido imposto desde pequeno (fazendo Valley vislumbrar o amuleto da Ordem e trazendo a tona seu condicionamento). O rapaz é treinado pra se tornar o assassino perfeito.

Ser o Anjo Vingador é uma tradição passada de pai pra filho, geração após geração há várias décadas. Algo que obviamente me lembrou O Fantasma e a grande diferença é que Azrael mata a quem atraplhe os interesses da Ordem de São Dumas.

Batman continua investigando Lehah e descobre sua viagem pra Suiça. Resolve ir atrás dele e leva seu fiel mordomo a tira colo. Ambos quase morrem numa explosão que resultou numa grandiosa avalanche.

Até Lehah quase morreu, mas depois deste momento fatídico teve a revelação do Grande Biis, um perigoso inimigo da Ordem. Passando a servi-lo e virando antagonista de Azrael.

Então, Lehah tornou-se o vilão da história, pois segue na tentativa de exterminar os membros vivos remasnescentes da Ordem de São Dumas (que se resumem na quantidade de 12 pessoas).

O vilão quer se apoderar das riquezas angariadas ao longo dos séculos pela Ordem e acaba descobrindo a identidade secreta do Homem-Morcego sequestrando-o e torturando também.

Nessa tortura em que foi usado o soro da verdade, Bruce menciona Nanda Parbat, lugar místico que vemos as aventuras do Desafiador (ou Deadman).

Se não me falha a memória o herói fantasmagórico aparece na série animada da Liga. Num episódio duplo em que usa o corpo do Batman pra matar o Arraia Negra deixando, Bruce arrasado e muito puto da vida.

Bom, na Inglaterra, Lehah usa o traje do Cavaleiro das Trevas pra incrimina-lo na morte do membro da Ordem que mora lá.

Azrael e Alfred seguem em seu encalço e a pasrte interessante é a upgrade que Valley faz no traje atualizando-o pra época.

Quando Jean Paul veste o uniforme seu comportamento calmo e tranquilo muda pra assassino ágil, frio, habilidoso e cruel (vemos isso nas cenas violentas no portão da mansão em Harcourt).

Na  última parte, Lehah ainda mantém Bruce cativo numa Refinaria de Petróleo, em Houston. BW estava quase sendo morto, mas Azrael surge no momento mais propício salvando-o.

Batman: A Espada de Azrael não é uma aventura eletrizante ou sensacional, porque o roteiro simples de Dennis O’Neil acaba servindo apenas pra elucidar o mistério sobre quem é Azrael.

Mesmo sendo uma história muito trivial gostei bastante da arte de Joe Quesada que é repleta de detalhes em todas as ambientações da trama. E isso acaba tornando nossa leitura um pouco melhor.

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X-Men: Garotas em Fuga

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É muito raro ver um momento como esse onde algumas das maiores x-women dos gibis estão reunidas e feitas sob um arte extasiante.

No prefácio o editor, Joe Quesada já nos instiga a debruçar sobre as páginas e nos deliciar com a história pra ler.

Garotas em Fuga é uma edição que traz duas lendas do mundo dos gibis. O mítico roteirista Chris Claremont responsável por algumas das melhores sagas dos Filhos do Átomo (em parceria com John Byrne).

E o mestre do erotismo Milo Manara que desenha mulheres exuberantemente sensuais (algo que eleva nossos sentidos a enésima potência).

A edição ainda destaca apresentação de todas as heroínas, esboços e uma entrevista com Manara.

Quem conta esta aventura pra nós é a Lince Negra revelando todos acontecimentos como se fosse numa lembrança.

As X-Women: Vampira, Tempestade, Kitty Pride e Psylocke vão até a Ilha de Madripoor pra resgatar sua amiga Rachel Summers. A missão delas estava indo muito bem até que Rachel conta telepaticamente algum segredo pra Kitty.

Então cada uma delas recebe um raio de energia que cessa seus poderes mutantes tendo resultados catastróficos, mas a narrativa volta ao passado. Quando todas estavam dando tempo de suas missões e curtindo férias em Kirinos, na Grécia.

Numa festa muito animada, Rachel troca alguns amassos com um rapaz quando é  sedada e sequestrada, mas consegue enviar um socorro telepático pra Kitty.

As garotas restantes partem em seu auxílio e a arte de Manara se destaca, pois há vários momentos da narrativa em que podemos notar insinuações sexuais.

Só que Manara andou pegando leve pela total ausência de cenas de sexo e nudez. Situações normais em seus outros trabalhos, no entanto vemos nossas musas em poses provocantes (e também diversas trocas de roupas das heroínas principais).

Outro aspecto importante visto aqui são os cenários realmente impactantes.

A história é bastante curta mostrando apenas 68 páginas de ação. Nossas heroínas estão sem seus poderes migrando realmente pro estilo de pessoas normais de Milo Manara.

Em Madripoor, as X-Women precisam se virar, pois são cativas do “Culto á Nave”, uma tribo que adora aviões. O chefe da tribo fica caidinho pela Ororo e a persegue numa cena bem quente e instigante.

Mesmo sem seus poderes, nossas musas ainda continuam sendo hábeis combatentes, por causa do seu treinamento na Mansão X.

Depois descobrimos que tanto Rachel quanto Emma Frost haviam sido raptadas pela Baronesa Krieg. A vilã consegue anular os poderes de qualquer mutante e mantinha cativas as telepatas para iniciar uma guerra entre a China e a Índia (lucrando muito por causa disso).

Sinceramente, X-Men: Garotas em Fuga não é uma HQ sensacional, não há roteiro mirabolante ou se destaca como uma das melhores de todos os tempos sobre a equipe mutante.

Podemos notar também que as X-Women se comportam como qualquer outra garota querendo apenas se divertir (e tentando levar uma vida “normal”).

Mais vale a pena parar pra ler e se extasiar só por causa da arte de Milo Manara, pois o destaque são as garotas em posições instigantes. Pra mim o gibi realmente mostra isso em suas páginas de uma maneira enlouquecedora.