Imagens

z-action-comics-by-alex-ross

Superman 80 anos

Um dos maiores ícones da cultura pop reconhecido e querido ao redor do mundo todo.

“Mais rápido que uma bala!”, “Mais forte que uma locomotiva!”, “Capaz de saltar sobre os prédios mais altos com um simples pulo”, “Olhem! Lá no céu!”, “É um pássaro! É um avião!”

“Não! É o Super-Homem!”

“Sim, é o Super-Homem – estranho visitante de outro planeta, que veio á Terra, com poderes e habilidades superiores ás de qualquer mortal.

Super-Homem- pode mudar o curso do rio mais caudaloso, dobrar o aço com as mãos, ele que na vida real é Clark Kent, um discreto repórter de um grande jornal de Metrópolis, trava uma batalha sem fim pela Verdade, pela Justiça e pela América.”

Instigando a imaginação do ouvinte a primeira versão do Azulão depois dos gibis foi a série radiofônica de 1940.

Não é novidade afirmar que o gênero surgiu junto com o maior de todos os super-heróis em Action Comics #1, em 1938.

Seus criadores Jerry Siegel (1914-1996) e Joe Shuster (1914-1992) amargaram uma longa e sinuosa jornada até finalmente conseguirem lançar o Super-Homem.

Durante a Era de Ouro o Homem do Amanhã tinha uma imagem muito diferente da qual estamos acostumados. Seu short estava maior, a capa era indestrutível e principalmente não podia voar (apenas dava longos saltos).

A explicação dos poderes do Super era bem simples, pois sua força se baseava nas formigas enquanto o gafanhoto explicava seus grandes saltos.

Depois foram acrescentado outros poderes e explicando de uma forma mais científica.

Rapidamente o herói tornou-se um símbolo de justiça para as pessoas comuns numa época conturbada (Grande Depressão). Em suas páginas o Azulão lutava contra políticos corruptos, defendia os inocentes e prevenia catástrofes inspirando vários autores pro surgimento de outros personagens.

Um sucesso absoluto desde seu lançamento até os dias atuais, o Superman engloba muito mais do que poderíamos imaginar.

O “S” de seu emblema significa esperança e através de suas atitudes devemos cooperar pra que futuramente haja um mundo melhor.

Será uma ingenuidade minha num mundo cada vez mais tão violento? Afirmo que não amigo leitor. A esperança é algo que nós seres humanos devemos sempre mante-la dentro de nós.

O Superman demonstra que mesmo sendo tão poderoso quer apenas que a humanidade possa algum dia caminhar com os seus próprios passos e prosseguir sozinha.

Bom, não me recordo quando foi o meu primeiro contato com o Superman nos gibis, no entanto a edição que ele é divido em dois por um casal de feiticeiros é a mais antiga que posso lembrar.

Devo confessar que a versão de George Reeves também traz ótimas lembranças pra mim, pois foi apartir dele que comecei a conhecer o Super.

Mais sinceramente quem serviu de ponta pé inicial pra que eu me tornasse fã do herói foi Christopher Reeve. Sua atuação como Super-Homem é tão marcante que hoje tantos anos depois ainda é aplaudida como a forma definitiva de representar o herói.

Mesmo com todos os seus defeitos no roteiro como a inesquecível cena de fazer a Terra girar ao contrário pra voltar o tempo, símbolo sendo lançado e um estranho beijo amnésico. Não há como negar que é a minha versão preferida de todas que já assisti em minha vida.

O Superman ao longo das décadas possui várias versões e uma das mais famosas foi feita pelo Fleischer Studios, em 1941.

Nos gibis o herói não voava, porém isso foi remediado nesta versão animada lançada nos cinemas daquela época.

Pra mim a versão dos Fleischer é tão importante que mesmo anos depois Bruce Timm utilizou diversos de seu elementos para compor a Série Animada, na década de 90.

Porém não é só de desenhos que vimos o Azulão, pois a clássica reformulação de John Byrne trouxe um personagem inteiramente novo.

A DC Comics havia lançado a Crise nas Infinitas Terras e depois desta saga reiniciou praticamente todo o seu panteão de heróis.

John Byrne, um dos melhores contadores de história e desenhistas de todos os tempos pra esse humilde comentarista. Teve a árdua tarefa de recontar toda a origem do kriptoniano.

Nesse período o Homem de Aço não era mais um deus invencível, Clark Kent teve seu caráter moldado pela criação de seus pais adotivos, seus poderes surgiram apenas na vida adulta e havia um homem com o qual poderíamos nos identificar.

Além disso, Lex Luthor deixou de ser aquele cientista maluco da Era de Prata e Lois Lane também foi atualizada para uma mulher mais independente.

A mudança mais radical foi a perda da amizade com o Batman, pois ambos divergiam na forma de combate ao crime (e isso virou uma regra por algum tempo).

Desse vespeiro o saldo ruim foi retirar da cronologia a Supergirl e o Superboy, mas Byrne depois arranjou formas de traze-los de volta.

As mudanças promovidas nesse período foram as melhores pra mim sendo que realmente valeram a penas terem sido feitas.

Na década de 90, o Escoteiro Azul morreu combatendo Apocalypse. O embate com o monstro e sua ida pro além foi algo tão impactante que virou notícia nos jornais e na telinha também.

Depois disso acompanhei os gibis do herói até aquele momento no qual foi dominado pelo artefato kriptoniano.

E fiquei um bom tempo sem ler suas edições até que surgiu uma “nova” versão da Liga da Justiça em Os Melhores do Mundo com arte de Howard Porter e roteiros de Grant Morrison (a qual tenho todas as edições guardadas até hoje).

Ao final dessa coleção fiquei longos anos sem comprar gibis do herói, mas fico acompanhando notícias pela web.

Lembrei também do Superman que surgiu após a Saga Ponto de Ignição que estava conectado a versão original de 1938 (feito numa roupagem mais atual).

Infelizmente, ficamos sabendo da terrível notícia que Henry Cavill não fará mais o personagem pro Universo Estendido DC Comics (pra mim é inegável que ele ficou ótimo como Superman).

O problema é que teremos que esperar mais algum tempo pra ver quem erguerá o manto e a capa do Azulão. Nós sabemos que ao longo das décadas sempre mudará o ator, no entanto o Superman é eterno.

Continuando, o Superman da fase Renascimento (Rebirth, no original) veio após a Saga dos Novos 52. Devido a isso tivemos duas versões de Kal-El com experiências de vida diferentes.

Deste período o Super precisa ensinar seu filho a usar seus poderes e o anterior é o Clark que aprendemos a gostar que morreu no embate contra Apocalypse.

Como saldo pra resolver a bagunça, o Super da Nova Terra morreu e aquele mais velho ficou em seu lugar mantendo seu legado.

E pra fechar, atualmente o seriado Krypton narra as aventuras de Seg-El, avô do Azulão que luta para resgatar a honra da sua família e salvar seu amado mundo do caos.

Existem várias versões do Superman ao longo das décadas qual é a sua preferida?

Veja na galeria abaixo algumas imagens do herói que garimpei na web

Anúncios

Marvel Heroes – Última Parte

punisher

Neste post conheça mais alguns dos meus personagens preferidos da Casa de Ideias que eu gosto.

Chega de enrolação e vamos nessa

Justiceiro – Punisher

É um dos personagens mais populares da editora. O Justiceiro foi criado por Gerry Conway e também pelos artistas Ross Andru e John Romita Sr.

Surgindo pela primeira vez na edição Amazing Spider-Man # 129, em 1974.

Dizem as lendas que foi Stan Lee que batizou o personagem. O Justiceiro surgiu como anti-herói pra ser apenas antagonista do Cabeça de Teia, mas sua aparição foi um sucesso tão grande que resolveram aproveitar mais o personagem.

Frank Castle cresceu no Queens, em Nova York. Anos depois seguiu a carreira militar tornando-se Capitão do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos (United States Marine Corps).

Castle é um mestre em artes marciais, táticas de infiltração, guerrilha, manejo de explosivos e também numa enorme variedade de armas. Frank esteve na Guerra do Vietnã tornando-se o soldado perfeito (uma verdadeira máquina de matar).

Quando retornou foi condecorado como herói de guerra. Então casou-se com Maria Elizabeth com quem teve dois filhos: Frank Castle Jr. e Lisa Bárbara Castle.

Num belo dia, Castle foi fazer um piquenique com sua família no Central Park estava tudo tranquilo, mas de repente houve alguns disparos. Uma gangue disputava território e a família presenciou o assassinato.

Então, pra não ter testemunhas assassinaram a família inteira. Todos foram mortos, mas Castle foi o único que conseguiu sobreviver. Ao acordar reagiu querendo agredir a todos, no entanto pelo resto de seus dias desejou ter morrido com sua família.

No hospital ainda tentaram acabar com Frank mais conseguiu reagir a tempo matando um deles. Recebeu proteção policial, tentou levar os assassinos de sua família pra prisão e até descobriu que pertencia a Família Costa, mafiosos que forjaram alibi e compraram policiais.

Quando tentou expor tudo agindo pelo sistema com ajuda do jornalista Mike McTeer não arranjou nada (e o jornalista foi morto). A única solução foi reagir da maneira como sabia surgindo nesse momento o Justiceiro.

O anti-herói é um vigilante utilizando o rapto, extorsão, tortura, coerção e ameaça sempre de forma violenta em sua contínua guerra contra o crime.

Como Justiceiro, Frank exterminou primeiro os assassinos de sua família e depois continuou lutando contra o crime organizado e qualquer bandido que cruzasse o seu caminho.

Nos gibis, Castle teve a companhia do Microchip, um hacker responsável pela compra de armamentos, investigação dos alvos, invasão dos sistemas de segurança entre outras coisas.

Os principais inimigos do herói são:  Retalho, Rei do Crime, Mercenário, Barracuda, Russo e Mama Gnucci.

Seu melhor amigo é o Motoqueiro Fantasma, pois ambos tem como missão eliminar o mal.

Há diversas revistas com ótimas aventuras do personagem, no entanto eu gosto bastante de Justiceiro Massacra o Universo Marvel.

É uma história que lembra o estilo “O Que Aconteceria Se…” e pra mim das várias mortes mostradas a que mais ficou gravada em minha lembrança foi a do Wolverine.

No Universo Marvel 2099, Jake Galows teve o mesmo problema de perda e procurou os arquivos secretos de Castle transformando-se no Justiceiro 2099.

Lá na distante década de 80, Dolph Lundgren interpretou o herói no filme O Justiceiro. Havia aquela origem de perda da família, depois caçando e matando bandidos.

Castle se escondia nos esgotos algo que não tinha nada haver com os gibis. O ator Louis  Gosset Jr. interpretava o o tenente Jake Berkowitz que procurava seu ex-amigo devido ao rastro de mortes que estava encontrando.

Na época eu já achava o filme ruim, tem todo aquele estilo dos anos 80 com muito tiro e perseguição. E como adaptação de quadrinhos é considerada uma das piores de todos os tempos.

Em 2004 foi a vez de O Justiceiro com Thomas Jane. Se compararmos com sua versão anterior ficou melhor. Mostraram a perda trágica e motivação, misturando um tom sombrio e aquele clima de vingança, no entanto eu não gosto desta versão.

Ficou tudo colorido demais e Retalho feito pelo John Travolta estava razoável. Um típico filme feito mais pra Sessão da Tarde.

Depois tivemos O Justiceiro: Em Zona de Guerra com Ray Stevenson que pra mim se aproximou um pouco melhor do clima dos gibis.

O Justiceiro já participou da série animada do Homem-Aranha da década de 90.

Em 2014 tivemos o anime Os Vingadores Confidencial: Viúva Negra e Justiceiro feito pela Madhouse.

Na trama após interferir numa investigação da SHIELD, Castle foi preso e pra poder ficar livre teve que agir em parceria com a Natasha.

O problema era a organização terrorista Leviathan que planejava leiloar tecnologia roubada da agência de espionagem.

O anime é bom, pois tem muitas cenas de ação tanto Frank quanto a Natasha demonstram estarem prontos pro combate quando necessário. Infelizmente  a história fica se arrastando em alguns momentos e tem uma historinha mamão com açúcar do namorado cientista da Viúva.

Fora isso, ainda tem participação do Nick Fury e uma aparição dos Vingadores (pra quem ainda não viu vale a pena conhecer).

Na segunda temporada do Demolidor pela Netflix, Jon Bernthal nos deu uma interpretação tão realista e impressionante que pra mim ficou impossível esquecer.

A mentalidade do Justiceiro é fascinante, pois demonstra ter um código de conduta próprio. E o embate principalmente ideológico entre Murdock (Charlie Cox) e Castle foi o ápice daquela temporada.

O sucesso inegável rendeu um seriado protagonizado pelo Justiceiro e sinceramente eu esperava que fosse mais violento. Arrastaram tramas desnecessárias e ficou muito água com açúcar o relacionamento da Dinah Madani com o Russo.

Espero que a segunda temporada venha com uma pegada mais dos gibis que fizeram tanto sucesso com o personagem.

Só pra constar, temos uma versão feminina do herói, Lady Punisher (Lynn Michaels) é uma policial bem treinada de Nova York.

Lynn fez uma parceria com Frank inicialmente pra caçar um estuprador que aterrorizava o Central Park, mas não demoraram muito tempo agindo juntos. Seu uniforme é bastante similar ao de Castle.

A Sargento da Marinha, Rachel Cole é outra que também usou esse codinome. Durante sua festa de casamento explodiu uma guerra de gangues e além de perder seu marido também se foi toda sua família.

Severamente ferida e sem ninguém, Cole tinha apenas como amiga Norah Winters, uma repórter do Clarim Diário (sendo através dela que conseguia informações pra sua vingança pessoal).

Durante algum tempo, Cole e Catle fizeram parceria, mas quando Frank descobriu que ela ainda tinha sentimentos por seu marido morto. Decidiu que isso atrapalharia em alguma missão futura e desfez a parceria.

Beta Ray Bill

Bill Raio Beta – Beta Ray Bill

Foi criado por Walt Simonson surgindo pela primeira vez na edição The Mighty Thor # 337, em 1983.

Bill pertence a raça alienígena korbinita e teve que fugir do seu planeta quando Surtur o destruiu. Todos de seu planeta iniciaram uma viagem em animação suspensa.

Antes dessa jornada, Bill foi modificado geneticamente ganhando poderes pra que pudesse defender sua raça.

Thor obedecendo um pedido de Nick Fury intercepta, Ferocimea, a nave de Raio Beta. Mais o asgardiano é atacado confundido com um inimigo. Durante a luta, Bill consegue erguer Mjolnir ganhando os poderes de Thor.

Então, Odin transporta Bill pra Asgard por engano achando que tratava-se do filho. Após esclarecer tudo convoca o Deus do Trovão, mas ambos os guerreiros reinvindicam a posse do martelo.

O pai dos deuses resolve o problema num duelo entre ambos (até a morte). Bill vence, porém não se sente bem usando o martelo (mesmo precisando dele).

A solução foi criar um outro martelo o Rompedor de Tormentas (Stormbreaker) que possui os mesmos poderes que Mjolnir.

Deste momento em diante, Bill e Thor tornaram-se amigos e aliados.

Bill Raio Beta possui força, velocidade e resistência fora do comum. Devido as modificações genéticas que sofreu pode sobreviver no espaço por um longo período de tempo.

Ao manipular o Rompedor de Tormentas consegue controlar raios e relâmpagos, abrir portais dimensionais e voar.

Bill Raio Beta é um protetor de Asgard e também do universo.

Durante sua viagem a procura de uma nova moradia, Lady Sif e Bill tiveram um relacionamento, mas não sei explicar por qual motivo não durou muito.

A primeira aparição do herói foi no desenho do Surfista Prateado no qual recebeu ajuda do Oscar espacial.

Depois foi no excelente Esquadrão de Heróis numa aventura parodiando um pouco de sua versão dos gibis.

Na excelente série animada dos Vingadores, temos a participação do herói. Surgindo no episódio “A Balada do Bill Raio Beta” que demonstra sua origem como foi descrita acima.

Outro momento que vemos o korbinita é na animação Planeta Hulk, na qual inicialmente luta contra o Grandão (sendo quase morto na batalha).

alpha-flight

Tropa Alfa – Alpha Flight

O grupo foi criado por John Byrne surgindo na edição Uncanny X-Men # 120, em 1979.

A Tropa Alfa é uma equipe canadense que se equivale aos Vingadores na Terra do Tio Sam.

Sua primeira aparição foi no Almanaque do Hulk # 9 publicado pela RGE, em 1982.

A equipe trabalhava pro Departamento H, um ramos do Departamento de Defesa Nacional do Canadá que combate os super-vilões.

Inicialmente seria apenas pra fazer parte do passado de Wolverine, mas devido ao sucesso ganharam uma série própria.

A primeira missão do grupo foi capturar o baixinho enfezado que estava nos X-Men e levá-lo pro Canadá. Deu um problema enorme pra eles (lembro que li essa aventura).

Na formação inicial tínhamos: Guardião ou Vindix (James MacDonald Hudson) líder da equipe, um cientista que criou seu traje que lhe permite voar e também manipular o campo magnético da Terra.

Sasquatch (Walter Langowski), um cientista da Colúmbia Britânica que após um acidente com raios gama pode se transformar na criatura lendária.

Shaman (Michael Twoyoungmen), um renomado médico e feiticeiro nativo das Primeiras Nações de Calgary. Dentro da sacola carrega poções, ervas e vários segredos usando-os  conforme necessidade.

Pássaro da Neve (Narya), uma semi-deusa inuíte que possui a habilidade de se transformar em qualuqer animal pertencente ao Canadá.

Aurora (Jeanne-Marie Beaubier), uma mutante que tem poderes de velocidade, geração de luz, aceleração molecular e voo. É irmã gêmea do Jean-Paul e tem problemas de múltipla personalidade.

Estrela Polar (Jean-Paul Beaubier) demonstra ter os mesmos poderes que sua irmã. Historicamente é um dos heróis da editora que assumiu sua homossexualidade.

Pouco tempo depois ingressaram na equipe: Pigmeu (Eugene Judd Nilton), um anão saltador que possui resistência fora do comum e habilidades acrobáticas extremas.

Marrina, uma mulher anfíbio que fazia parte de uma força invasora extraterrestre denominada Plodex.

Não poderia me esquecer da Guardiã ou Vindix (Heather McNeil Hudson), esposa de James Hudson. Ela assumiu o comando da equipe no período que havia sido dado como “morto”.

Na verdade após a explosão dos circuitos internos de seu uniforme James foi lançado há milhares de anos no passado. Indo parar em Ganimedes, um satélite de Júpiter (retornando apenas com ajuda dos habitantes de lá).

Há várias formações da Tropa Alfa, porém não vou me estender nesse assunto.

Lembrei de um assunto interessante durante a clássica “Saga da Encruzilhada” escrita por Bill Mantlo o Hulk havia ficado descontrolado e selvagem. Os heróis tiveram que detê-lo e a única solução arranjada pelo Doutor Estranho foi enviá-lo pra uma encruzilhada composta por várias dimensões.

O grandão fica viajando por mundos diferentes e bastante bizarros pra ser sincero. Conhece, Jarella, um dos grandes amores de sua vida (nesse período Banner assumiu a consciência do Hulk).

Mais o que eu queria comentar mesmo é quando o Hulk retorna da Encruzilhada, pois a Tropa Alfa pensava que estava salvando o Sasquatch, mas trouxeram-no de volta pra Terra.

A fúria demonstrada pelo Hulk arrebentando todo mundo foi marcante e inesquecível pra mim.

Espero que tenham gostado e relembre aqui do texto anterior.

 

 

Grandes Heróis Marvel # 36

mulher-hulk

A Sensacional Mulher-Hulk

Logo na introdução temos uma referência de como as personagens femininas não tinham grande relevância nos quadrinhos. Principalmente as mais importantes como Mulher-Maravilha e Supergirl (sendo usadas apenas em histórias masculinas estereotipadas).

O surgimento da Mulher-Hulk foi uma tentativa de quebrar tal tipo de abordagem. Inicialmente Jen era chamada de A Selvagem Mulher-Hulk e seu título mudou quando John Byrne assumiu.

Byrne é mundialmente reconhecido por sua característica de modificar os personagens nos quais trabalha, pois com ela não foi diferente.

Começou assinando como A Sensacional Mulher-Hulk tornando-a mais feminina, sexy e engraçada. Foi justamente a partir de Byrne que passei a gostar da heroína.

Bom, Grandes Heróis Marvel # 36 tem roteiro e arte de Byrne juntamente com o estilo de quarta parede, pois Jen fala conosco algumas vezes.

Essa edição é logo após o término do relacionamento dela com Wyatt Wyngfoot a qual lemos em sua Graphic Novel lutando contra baratas, blaaarghh!!!

Logo no inicio a Mulher-Hulk está num circo lembrando que seu primo também havia feito isso anos antes.

Só que o Mestre do Picadeiro havia hipnotizado a heroína, fazendo-a contar todo seu passado e também através de seus comparsas transformaram-na em Glamazônia (nomezinho ridículo mais deixa pra lá!).

A intenção do Circo do Crime era ganhar três milhões de dólares que um financiador anônimo iria pagar se testassem os poderes dela.

Mesmo se apresentando travestida daquele jeito, Jen tem sua hipnose quebrada e o Circo foi preso. Quem estava por trás da tramóia era o grupo Os Cabeças (nossa cada vilãozinho chinfrim que surge nestas edições).

Os Cabeças (Headmen, no original) são vilões do segundo escalão da editora que eu nunca tinha lido nada antes.

Seu líder é Arthur Nagan, um cientista cirurgião com corpo de gorila, Jerome Morgan, outro cientista que tem a pele maior que os ossos, Chondu, o Místico que possui tentáculos, asas e usa magia e Ruby Thursdsday, uma mulher com bola na cabeça que se transforma em diversas coisas (sinceramente todos são estranhíssimos demais).

Voltando, a Mulher-Hulk após se livrar deste problema resolve procurar um lugar pra morar. E a Janet (vulgo heroína Vespa) deixa-a em seu luxuoso apartamento em Nova York com vista pro Edifício Baxter e World Trade Center.

Enquanto isso os vilões estranhos dos cabeças ainda continuavam armando contra Mulher-Hulk. Mais ela após reconhecer todas as depências do lugar foi ver televisão e seu seriado preferido é Star Trek, a série clássica (ótimo bom gosto).

De repente um noticiário extraordinário conta sobre uma invasão de homens-sapos e Jen aborrecida reclama com Byrne sobre essa palhaçada.

Ao mesmo tempo um escritório de advocacia reve as credencias dela e o dono pensa em contratá-la. Quando a cena volta a heroína estava esperando por nós  pra recomeçar a ação.

Então, a Mulher-Hulk descobre que a invasão era apenas uma encenação e por trás dela quem comandava era Mysterio inimigo do Cabeça de Teia. Enganda pelo vilão a heroína inala gás ficando desacordada (sendo presa pelos Cabeças).

O assunto fica mais estranho após retirarem a cabeça dela do lugar. E logo nosso Amigo da Vizinhança aparece indo atrás do Mysterio.

Ao descobrir que foi enganado Mysterio entrega seus empregadores e o Homem-Aranha resolve ajudar a heroína.

Ao entrar no esconderijo dos Cabeças, o Homem-Aranha precisa lhe dar com todos e acaba sucumbindo. A edição fica mais maluca, pois Chondu nota que sua cabeça ficou no corpo da Mulher-Hulk.

Pra encurtar o Aranha descobre que Jen estava com seu corpo e juntos acabam prendendo os Cabeças.

Grandes Heróis Marvel # 36 pode não ser uma das melhores edições sob esse título mais o que a torna interessante é seu humor bem descompromissado.

John Byrne estava começando a trabalhar com a Mulher-Hulk que logo depois iria ter sua própria revista e aqui nós temos uma visão de como seria esse trabalho.

No final desta GHM temos uma entrevista do artista mostrando o que faria com a personagem.

 

 

 

 

Who’s Who in the DC Universe

z

É uma série da Distinta Concorrente  que existe desde 1985 e se não me engano houve outras duas versões (1988 e também 1990).

Definindo a grosso modo Who’s Who é tipo um dicionário com biografia tanto de heróis, quanto de vilões da editora.

Além disso há detalhes importantes contendo história, poderes e armas de todos os personagens obscuros relacionando com cada letra (de A até Z).

Foi dividido em 26 capítulos e teve inspiração num projeto da Marvel que também visava catalogar seus personagens.

A parte mais interessante é que Who’s Who também nos conecta A História do Universo DC uma excelente revista que havia sido criada pela dupla Wolfman e Pérez depois da Crise nas Infinitas Terras.

Nessa edição a Precursora estava contando a história da editora após o término do Multiverso.

Voltando, quanto ao Who’s Who tivemos diversos artistas envolvidos nesse projeto no qual vemos: George Pérez, Gil Kane, John Byrne, Curt Swan, Murphy Anderson, Jack Kirby, José Luis Garcia-López, Jerry Ordway, Carmine Infantino, Jim Aparo entre vários outros.

Confira na galeria abaixo algumas imagens que consegui na web

 

 

 

 

 

 

Superman: Origem Secreta

superman-secret-origin

A história saiu diluída em seis partes nas edições do Azulão do n° 90 até 95, em 2010.

O excelente roteiro de Geoff Johns e a bela arte de Gary Frank tornam nossa aventura mais empolgante.

Na edição # 90,  temos “O Menino de Aço”, uma óbvia homenagem ao Superboy pelo título da aventura. Aqui presenciamos o período da vida de Clark em Smallville.

A descoberta dos seus poderes, o medo de ser diferente do resto das pessoas, sua origem kriptoniana, o romance com Lana Lang e o uniforme costurado por Martha.

Fatos que nos conectam tanto com a versão de John Byrne quanto ao seriado televisivo com Tom Weilling.

Na edição # 91, temos “Superboy e a Legião dos Super-Heróis”, Clark usando o uniforme azul e vermelho pela primeria vez evita que um motorista bêbado morra num acidente. O homem ao relatar o acontecido é desacreditado pela polícia, justamente, por causa de suas condições.

Martha orgulhosa recorta as reportagens dos atos heroicos do misterioso Super-Boy igual na versão de Byrne. Clark pergunta a Jonathan se estamos sozinhos no universo e a resposta vem de Lex Luthor (no colégio).

Lex já demonstra ser insuportável e dono de uma ambição desmedida (pensando em formar um império em Metrópolis). Devido aos seus poderes e por se sentir diferente dos demais, Clark se afasta de todos, até de Lana que apaixonada estava disposta a tudo pra ajudá-lo.

Quando caminhava tristonho e sozinho encontra Cósmico, Satúrnia e Relâmpago, a primeira formação da LSH. Eles vieram para agradecer o quanto, Kal seria importante no futuro de onde vieram o séc. XXXI.

Clark implora pra viajar com eles conhecendo Smallville, a sede da equipe naquela época. (lembrando que nas ediçoes antigas a sede ficava em Metrópolis).

Logo  surge uma emergência e eles combatem Supremacistas Humanos, um grupo separatista que odeia aliens. Aqui a Polícia Científica não age a favor da Legião algo que nos conecta a edição Superman e a Legião dos Super-Heróis que acontece algo semelhante.

Voltando, depois da confusão Brainiac 5 reclama com os adolescentes sobre o fato catastrófico de mostrar o futuro para Kal e como isso poderia destruir a realidade na qual vivem. Éterea e Tríade ficam encantadas com Clark. Relâmpago explica que ele é a causa de sua inspiração heroica e tornou-se amigo deles.

Na volta pro passado Kal pede que se encontrem novamente mais vezes. Eles consideram a situação apenas se omitirem acontecimentos bons e ruins do seu futuro (fato que também nos conecta as aventuras antigas da LSH).

Ao revelar pros seus pais sua aventura no futuro, Clark escuta uma espaçonave chegando (vinda do seu planeta nela está Kripto que não é mostrado). A cena é cortada pra casa de Lex com o Chefe Parker contando-lhe sobre a morte de Lionel Luthor. Pela cara de Lex, pra mim fica evidente que ele assassinou o próprio pai para poder ficar rico.

Na edição # 92, temos “Pacato Repórter”, com Clark iniciando sua vida em Metrópolis. O melhor nisso tudo é constatar que Gary Frank homenageia Christopher Reeve, pois o herói tem a fisionomia dele.

Clark fica deslumbrado com a cidade. Lembrando que Metrópolis foi baseada em Nova York por isso ela é tão esplêndida.

Neste período o Planeta Diário estava muito mal de vendagens (quase fechando suas portas). Então vemos os coadjuvantes do herói na redação com Lois Lane, Jimmy Olsen, Perry White, Cat Grant entre outros. Clark demonstra ser muito atrapalhado,se veste de maneira formal com terno e gravata e encontra Rudy Jones no elevador (ele está trabalhando como auxiliar de serviços gerais no prédio).

Após ser apresentado pros seus colegas, Lois usa Clark pra entrar numa apresentação do exoesqueleto Metallo, da Lexcorp. Durante uma confusão com o robô, Lois acaba caindo do prédio. Eis outra cena que nos conecta ao filme de 1978, pois o Azulão voa pra salvá-la.

O surgimento do herói tornar-se o maior acontecimento da cidade deixando, Kal bastante assustado.

Na edição # 93, temos “Parasitas”, Lex é considerado o maior benfeitor de Metrópolis (escolhendo todas as manhãs um humilde cidadão para ser “ajudado”).

No portão da Lexcorp várias pessoas se acotovelam e brigam para serem agraciadas pelo auxílio dele. Os seguranças escolhem no computador a dedo quem será o individuo. E desta vez quem teve a sorte foi Rudy Jones apenas, porque trabalha no Planeta.

Luthor já começa a ser ofuscado pelo aparecimento do Homem de Aço e convoca a força, Lois e Clark pra uma reunião. O assunto é claro trata-se sobre o misterioso “Homem Voador”. Enquanto a discussão dos três ficava acalorada, Rudy muito glutão come uma rosquinha contaminada com um produto químico tóxico sendo transformado no Parasita (causando confusão e atacando quem estiver por perto).

O Super age resultando no primeiro confronto entre eles. Depois de conter a ameaça, o herói é interpelado por Lex sofrendo a acusação de ser alienígena e de ter vindo nos conquistar. As afirmações do careca repercutem nas pessoas deixando-as atemorizadas.

Diante dos acontecimentos, Kal fica no alto do globo do Planeta pensativo encontrando Jimmy que estava disposto a abandonar tudo. E retornar pra casa, Clark também estava pensando da mesma forma. Tem início a amizade entre eles e Jimmy tira a primeira foto do herói.

Então, Lois com a história e Jimmy levando a foto lançam uma reportagem apoiando o Azulão (quando todos os outros jornais demonstram temê-lo).

Na edição # 94, é a vez de “Estranho Visitante”, mesmo o Superman tendo salvo algumas pessoas de um incêndio a desconfiança sobre ele ainda persiste.

Lois e Jimmy tornam-se realmente seus amigos e Lex se corrói de inveja pela crescente popularidade do herói. Diante do surgimento de alguém tão poderoso o General Sam Lane pensando na segurança nacional arranja tecnologia bélica vinda da Lexcorp pra deter o alien.

Enquanto isso o Sargento John Corben visita Lois na redação que devido as reportagens do Azulão aumenta consideravelmente o número de vendas (trazendo melhorias pra estrutura do prédio).

Corben tenta impor um novo encontro com ela, mas Clark intervem no último momento. Fato que faz ser bem visto por Lois. Só que durante o almoço, Clark disfarça ser destrambelhado novamente e afasta o interesse que ela estava começando a ter nele.

Luthor mostra pro general a kriptonita sendo usada no exoesqueleto Metallo (que será pilotado por John Corben).

Clark sai pro que seria um salvamento de incêndio, mas é intimado pelo general num interrogatório sobre suas verdadeiras intenções aqui na Terra. Ao sair é atacado pelo exército e por Corben e mesmo sendo bastante alvejado, fica debilitado por causa da exposição a pedra. As balas ricocheteiam na kriptonita que alimenta o traje causando uma enorme explosão ferindo Corben gravemente.

A história termina com o Planeta sendo obrigado a fechar por ordem presidencial e o Homem do Amanhã caçado como inimigo público.

Na edição # 95, temos ‘Apenas o Início”, com o general acusando sua filha de ser a namorado de um alien e seus soldados acuando o pessoal da redação. Lane demonstra que não dá a mínima pra filha revelando que o herói foi considerado uma ameaça nacional.

E conta também que o Super é um alienígena deixando a todos boquiabertos. Enquanto isso Lex opera Corben tranformando-o definitivamente no Metallo (algo semelhante havia acontecido na série animada do Super nos anos 90).

Superman é caçado pelo exército nos esgotos tendo que reagir pra se defender.

Na redação, Sam revela possuir a kriptonita que pode realmente matar o herói, porém devido a uma distração causada por Jimmy, Lois consegue fugir.

O combate entre Metallo e o Super destrói uma parte do centro da cidade. Durante a luta vemos Corben ataca friamente seus comandados. Depois que o Super deixa Metallo insconsciente o general ordena seus homens a atacalo, mas seus comandados não executam tal ação.

Afirmando que o Azulão os salvou da ira de Corben. Quando a população partia pro confronto contra o exército pra defender o herói. Kal ameniza os ânimos afirmando que não é um salvador e que mesmo sendo diferente usa seus dons pra ajudar propondo que todos façam o mesmo (servindo como inspiração pra construir um mundo melhor).

Depois, Superman confronta Luthor afirmando que ele não é o dono das pessoas, da cidade e que estará sempre pronto pra lhe impedir. No alto do Planeta, Kal agradece a Lois por ter acreditado nele e por fazê-lo se sentir parte da humanidade. O clima estava rolando, mas Jimmy chega estragando tudo.

Ao final a edição mostra novamente, Lex  indo ver se havia pessoas no portão da Lexcorp, mas ninguém mais deu-lhe atenção. Depois temos um rapaz chegando na cidade deslumbrado com sua grandeza e dá pra notar que todas as pessoas agem com um renovado sentimento de esperança, pois o Superman está nos céus protegendo-os.

Bom, quase todos, porque Lex não está nada satisfeito com a presença dele.

Geoff Johns demonstra seu enorme conhecimento da mitologia do herói. Redefinindo a LSH como uma parte importante nas aventuras do Superboy. E também conectando de forma primorosa outras versões marcantes do Superman: o filme dos anos 70, a reformulação de Byrne e o seriado televisivo Smallville.

Só pra fechar esta aventura ficou interessante, por que demonstrou novas origens pros vilões Parasita e Metallo.

Até o próximo texto.

 

 

 

 

Vidas Paralelas se Encontram no Infinito

super-powers-17

O título é grande pra caramba e chama bastante atenção, porque pra mim desde da primeira vez que li sempre me pareceu um poema.

Só pra constar, essa aventura foi lançada por aqui na clássica edição Super Powers # 17, em 1990.

Nela temos argumento e também arte feita a quatro mãos pelos mestres John Byrne e Jerry Ordway.

Era uma continuação direta da edição Super Powers # 11 que reintroduziu o Superboy nas histórias do Homem de Aço. Bom, pra quem não lembra após a Crise nas Infinitas Terras todo o passado do Azulão havia sido apagado da continuidade.

E durante a reformulação feita por Byrne veio a afirmação de que o Super-Homem nunca havia sido Superboy. Já que Clark assumiu sua cueca por sobre a calça quando adulto.

Continuando, a LSH tem sua origem atrelada ao Superboy, pois foram inspirados pelos atos do jovem herói que viajavam através de uma bolha do tempo pra se encontrar com o Garoto de Aço.

No Pós-Crise as histórias do Menino de Aço foram desconsideradas causando um grande alvoroço entre os fãs americanos, mas choveram cartas reclamando quanto a isso.

E Byrne veio com a ideia da existência do Mundo Compacto, uma realidade alternativa criada pelo Senhor do Tempo, arqui-inimigo da Legião dos Super-Heróis.

Essa aventura pra nós brasileiros foi lançada na edição citada acima. Uma história em que o Super conhece a LSH quando acabam vindo parar em nossa realidade.

É claro que surge um confronto entre eles, pois acham que Kal se esqueceu das aventuras que tiveram no passado (só que isso nunca ocorreu no Pós-Crise).

Durante a luta o Superboy aparece e o Homem de Aço atônito vai procura-lo indo parar em Pequenópolis (Smallville era chamada assim há algum tempo atrás). Pertencente ao Mundo Compacto que foi inspirado nas histórias surgidas durante a Era de Prata do Menino de Aço.

Pra encurtar, Kal descobre a tramóia do Senhor do Tempo que havia criado uma máquina que mantinha aquela realidade fora do trelele que rolava com a onda de destruição causa pela antimatéria.

E infelizmente, o Superboy se sacrificou heroicamente para salvar seu mundo.

Fato que nos leva a história deste texto, pois aqui presenciamos o surgimento da nova Supergirl, uma Lana Lang criada por Lex Luthor desta realidade alternativa que era feita de protomatéria.

lana-lang

Lembrando que a minha querida Supergirl conhecida pelos fã durante a Era de Prata também havia morrido assassinada pelo vilão Antimonitor. Acontecimento trágico e marcante visto durante a Crise dos anos 80 (se sacrificando para salvar seu primo).

Voltando, essa nova Moça de Aço veio do Mundo Compacto que estava sem a proteção do Superboy seu único e maior herói.

Lex Luthor era bem diferente do careca que adoramos odiar, pois era um cientista benevolente que sem conhecimento algum acabou libertando três criminosos da Zona Fantasma: General Zod, Quex-Ul e Zaora, uma versão da vilã Faora.

Após a morte dos Kent, Lex foi pra Pequenópolis procura-lo, mas o herói já havia morrido sem eles saberem.

Junto a Lana Lang e Peter Ross estava procurando enviar uma mensagem pro Garoto de Aço no futuro. Até que encontraram Zod que havia enganado Lex afirmando ser tio do jovem herói e acaba libertando-os de sua prisão.

Durante dez anos os vilões causaram diversas destruições a humanidade do Mundo Compacto e Lex  construiu uma resistência humana contra eles.

Vemos versões de personagens que em nosso mundo se tornaram lendários heróis como: Bruce Wayne, Hal Jordan e Oliver Queen que durante as batalhas acabaram morrendo.

Uma das cenas mais impactantes da edição foi ver o trio de criminosos kriptonianos perfurando a crosta terrestre. Sua intenção era chegar ao centro da Terra fato conseguido que jorrou milhões de litros de água sobre o magma destruindo o equilíbrio atmoférico do planeta (assim como diversas espécies).

Tamanha crueldade exterminou com cinco bilhões de vidas naquele mundo e o Super-Homem teve que tomar a decisão mais difícil de toda sua vida.

Diante da afirmação de Zod que faria o mesmo em nossa Terra, Kal como único recurso agiu como Juiz, Juri e Executor.

Sendo que primeiro utilizando a Kriptonita Dourada removeu pra sempre os poderes dos kriptonianos e depois com Kriptonita Verde matou aqueles vilões.

O herói retorna do Mundo Compacto acompanhado de sua única sobrevivente a Supergirl/Matriz que havia retornado ao estado de protomatéria.

Deixando-a aos cuidados de seus pais na fazenda. Os acontecimentos daquela realidade alternativa tiveram consequências drásticas na vida do Azulão, pois ele se exilou no espaço em aventuras posteriores.

Nesta época foi quando acabou indo parar no Mundo Bélico enfrentando o vilão  Mongul e também conhecendo o artefato kriptoniano que se transformou no Erradicador.

Na série animada da Liga também tivemos uma ótima adaptação desta aventura com Kal e Ajax (mostrada no Planeta Arena).

absolute-power

Voltando, pra quem se assustou ao ver Kal-El matando Zod em Superman: O Homem de Aço.

Talvez não tivesse conhecido essa aventura, mas temos outras histórias do Superman na quais aconteceram dele matar.

A mais emblemática dela foi sua própria morte quando lutou de maneira implacável contra o monstro Apocalypse e ambos caíram exaustos sem vida.

Outra edição que se não me falha a memória foi Superman & Batman # 6 da Panini Comics que foi lançada, em 2005.

Durante essas histórias tivemos o arco Poder Absoluto que mostrava os Melhores do Mundo numa realidade alternativa em que se tornavam controladores tiranos da Terra.

Nesse mundo os heróis havia sido criados pela Legião dos Super-Vilões, uma equipe inimiga da LSH vinda também do sec. XXXI.

A equipe de vilões é formada por: Rainha Satúrnia, Rei Cósmico e Lorde Relâmpago versões malignas dos principais integrantes da Legião.

Numa batalha feroz em que Batman morre, Kal luta contra a Mulher-Maravilha matando-a de forma impiedosa com seu próprio laço da verdade (cena fortíssima muito impactante).

Só pra constar na série animada da Liga da Justiça temos o episódio “No Além”, aonde vemos um grupo de supervilões conspirando pra matar o Azulão.

O Mestre dos Brinquedos atira um raio que aparentemente mata Kal, mas na verdade ele havia sido jogado 30 mil anos no futuro. Lá encontramos Vandal Savage como único sobrevivente da raça humana (todo esse holocausto foi provocado por ele).

Ambos desenvolvem uma amizade e Clark precisa lutar contra baratas geneticamente alteradas pra sobreviver. Ele consegue retornar graças a energia de um sol miniatura que energiza a máquina do tempo que Savage tinha em seu laboratório.

E aonde fica a morte nisso tudo? Quando o Super chegou nesse futuro foi perseguido por uma alcatéia de lobos e pra sobreviver teve que lutar contra o líder deles.

Após mata-lo Clark tornou-se o macho alfa e os lobos passaram a segui-lo.

Bom, quem disse que Superman não mata está redondamente enganado esses foram apenas alguns acontecimentos que lembrei fuçando minha memória, porém pesquisando mais a fundo deve se encontrar outras situações.

As edições Super Powers # 11 e 17 foram lançadas com a intenção de homenagear Kal-El que na época estava se tornando cinquentão.

E só pra fechar a edição 17 finaliza homenageando Mort Weisinger e Otto Binder que foram o editor e roteirista que ajudaram no surgimento da Moça de Aço na Era de Prata.

Temos também fichas de Jerry Siegel e Joe Shuster que todos estamos cansados de saber foram os criadores do Azulão.

Mais do meu ponto de vista ao invés de Siegel e Shuster deveria ter algo sobre Al Plastino o desenhista que fez a arte da Supergirl naquele período.

Se gostou do texto deixe algum comentário, mas se não gostou deixe também.

O Mundo de Pequenópolis

worldofsmallville

Havia uma época aqui no Brasil em que a cidade em que Clark cresceu era conhecida por nós leitores como Pequenópolis. Ao invés do original Smallville como é feito atualmente esta história é daquele período (1989).

Essa história foi lançada em Super-Homem Especial # 3 e também teve roteiro de John Byrne, mas a arte é de Kurt Schaffenberger, um importante desenhista na mitologia do herói.

Na trama temos os acontecimentos da vida de Jonathan e Martha Kent muito antes de encontrarem o foguete de Kal-El.

Na primeira aventura temos, “Segredos”, com o Azulão voando pra Pequenópolis e em supervelocidade se mistura aos passageiros que descem do ônibus (seus pais já estavam lá esperando).

Jonathan e Martha conversam com Clark numa lanchonete contado sobre o passado deles que também estava relacionado a Dan Fordman (da família mais influente da cidade).

Eles revelam que décadas atrás, Martha havia sido casada com Dan e somos levados ao passado com Jonathan voltando da Segunda Guerra Mundial. O pensamento de todos é que Jonathan havia morrido durante a guerra, mas ele retornou. Sendo recebido por seu pai e passando em frente a mansão de Fordman.

Uma curiosidade é que o nome Clark aqui veio do sobrenome de solteira de Martha, porém originalmente surgiu do nome do ator Clark Gable.

Voltando, Jonathan confessa pra Sarah que ainda pensava no seu grande amor e a pedido dela vai pra cidade no outro dia fazer compras.  Jonathan acaba encontrando Martha na mercearia e ela lhe conta que Dan está com um câncer no pulmão em estado terminal.

Martha estava abalada e Jonathan a leva pra casa sendo recebido por Dan que o trata cordialmente e o convida pra ir em seu escritório (no dia posterior). A conversa deles é bastante franca com Dan pedindo para que Jonathan fique com Martha deixando-o atônito com a revelação.

O que nos leva pra segunda história, “Momentos Roubados”, o Super está sentado na Lua e olhando pra Terra refletindo sobre os acontecimentos. Enquanto no passado, Jonathan aturdido volta pra casa e revela pra cunhada sua relutância em aceitar a proposta.

Na volta pro escritório de Dan, Jonathan ouve uma terrível discussão entre Fordman e Eliza, sua irmão (além de estar preocupada com a herança ela não gostava de Martha).

Jonathan sai sem ser notado indo pra uma lanchonete. Enquanto isso a discussão entre os irmãos fica pior e Dan Fordman vive seus momentos finais. Seu último pedido pra Martha é suplicar para que continue sua vida vindo a falecer em seguida.

No “presente”, o Azulão pondera em como seria sua vida se tivesse sido criado pela família Fordman ao invés dos Kent. Também pensa como foi importante a educação que lhe deram e volta querendo saber como foi que se casaram.

Voltamos novamente pro passado temos a leitura do testamento de Fordman, no qual deixou uma boa quantia em dinheiro pra Eliza e pra Martha o terreno que fica a fazenda.

Após terem se casado, Jonathan e Martha tentaram ter filhos, mas não conseguiram (se continuassem tentando a consequencia seria a morte de Martha).

Diante da apatia e abatimento dela, Jonathan decidiu deixar de lado. Então temos o momento em que o foguete cai do céu e eles encontram, Kal e devido ao instinto materno, Martha decide levá-lo pra casa.

Alguns meses depois o casal leva o bebê pra cidade para ser examinado pelo Dr. Whitney (um caçador cósmico disfarçado). Saltando pro “presente” de novo, Lana Lang surge pra rever Clark e também se desculpar pela época em que estava sendo controlada pelos Caçadores.

Isso nos conecta a saga Milênio, pois os Caçadores Cósmicos são uma tentativa frustrada dos Guardiões em criar um grupamento de proteção intergalática antes da Tropa dos Lanternas Verdes.

Como os robôs não entendiam a noção de certo e errado punindo severamente a todos que encontravam, os anões decidiram retirar os robôs de sua função (fato que fez eles odiarem seus criadores).

Quando os anões azuis decidiram ajudar na evolução da humanidade criando Os Novos Guadiões, os caçadores estavam infiltrados entre amigos e familiares do super-heróis para tentar impedir que isto acontecesse.

Só pra constar na série animada da Liga temos o episódio “Na Noite Mais Escura” (ou “In Blackest Night”, no original). John Stewart é preso pelos Caçadores Cósmicos sendo acusado de destruir um planeta inteiro.

A parte engraçada foi ver o Flash dando uma de advogado muito atrapalhado naquele tribunal espacial. Depois ficamos sabendo que Kanjar Ro havia armado pro herói esmeralda

Continuando, pra fechar temos, “Almas Roubadas”, contando sobre Lana. Clark evita um assalto no banco de Pequenópolis usando apenas a visão de calor e o super sopro. Depois Lana revela pro amigo tudo que os caçadores fizeram com sua família.

No seriado após a morte de seus pais durante a chuva de meteoros, Lana foi adotada por sua tia Nell. Na edição, quando o foguete caiu durante a chuva de meteoros, seus pais foram abduzidos e mortos.

Fizeram a morte dos pais de Lana parecer um acidente de carro. Restando apenas ela ainda bebê recebendo um dispositivo de controle mental (sendo usada como uma marionete dos robôs alienígenas).

Lana havia sido criada por sua tia Helen, no entanto o falso Dr. Whitney controlava todas as crianças da cidade para que espionassem seu amigo. Durante os anos em que ia crescendo, Lana fazia relatórios constantes sobre Clark e até pensou que talvez seus sentimentos por ele também haviam sido manipulados.

No momento da revelação de Clark sobre seus poderes, Lana pensava que ele iria pedir sua mão. E como seu destino não estaria mais ligado ao dele sentiu-se muito magoada.

Desnorteada havia ido sozinha pra Metrópolis procurar pelo Clark e chegando até a vê-lo no prédio do Planeta Diário. Ainda sendo controlada ela relata tudo que viu pros seus mestres.

Vagando pela cidade, Lana teve que trabalhar em diversos empregos e perdeu todos já que era obrigada a qualquer hora ter que seguir os passos do herói (perdeu toda sua herança chegando no fundo do poço).

Seguindo um instinto, Lana havia voltado pra casa e percebeu que havia se passado alguns anos desde que partiu, pois sua tia Helen havia morrido e sua casa estava em ruínas.

Foi pedir ajuda aos Kent praticamente sem forças  sendo amparada por eles. Levou algum tempo para se recuperar e voltar pra casa, mas assim que pisou lá o falso Dr. Whtney a sequestrou novamente (só que retirou seu dispositivo de controle).

Lana pode recomeçar sua vida sendo viagiada constantemente sem saber até que encontrou, Clark vagando pela fazenda. É um momento em que nos conecta a descoberta de sua herança kriptoniana.

Na conclusão de todas essas revelações, Clark e Lana reatam o enorme elo de amizade que sempre os uniu.

A parte interessante nisto tudo é a preocupação de mostrar uma base sólida no passado de todos que estão presentes na vida do Super. Para pavimentar a nova etapa que John Byrne havia feito reformulando a mitologia do herói.

Afirmo que de todas as três edições a melhor pra mim ainda é o Mundo de Krypton, mas essa teve a chance de nos encantar com a história de amor que havia entre Martha e Jonathan e tudo que enfrentaram pra poderem ficar juntos.

Até o próximo texto.