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Superman 80 anos

Um dos maiores ícones da cultura pop reconhecido e querido ao redor do mundo todo.

“Mais rápido que uma bala!”, “Mais forte que uma locomotiva!”, “Capaz de saltar sobre os prédios mais altos com um simples pulo”, “Olhem! Lá no céu!”, “É um pássaro! É um avião!”

“Não! É o Super-Homem!”

“Sim, é o Super-Homem – estranho visitante de outro planeta, que veio á Terra, com poderes e habilidades superiores ás de qualquer mortal.

Super-Homem- pode mudar o curso do rio mais caudaloso, dobrar o aço com as mãos, ele que na vida real é Clark Kent, um discreto repórter de um grande jornal de Metrópolis, trava uma batalha sem fim pela Verdade, pela Justiça e pela América.”

Instigando a imaginação do ouvinte a primeira versão do Azulão depois dos gibis foi a série radiofônica de 1940.

Não é novidade afirmar que o gênero surgiu junto com o maior de todos os super-heróis em Action Comics #1, em 1938.

Seus criadores Jerry Siegel (1914-1996) e Joe Shuster (1914-1992) amargaram uma longa e sinuosa jornada até finalmente conseguirem lançar o Super-Homem.

Durante a Era de Ouro o Homem do Amanhã tinha uma imagem muito diferente da qual estamos acostumados. Seu short estava maior, a capa era indestrutível e principalmente não podia voar (apenas dava longos saltos).

A explicação dos poderes do Super era bem simples, pois sua força se baseava nas formigas enquanto o gafanhoto explicava seus grandes saltos.

Depois foram acrescentado outros poderes e explicando de uma forma mais científica.

Rapidamente o herói tornou-se um símbolo de justiça para as pessoas comuns numa época conturbada (Grande Depressão). Em suas páginas o Azulão lutava contra políticos corruptos, defendia os inocentes e prevenia catástrofes inspirando vários autores pro surgimento de outros personagens.

Um sucesso absoluto desde seu lançamento até os dias atuais, o Superman engloba muito mais do que poderíamos imaginar.

O “S” de seu emblema significa esperança e através de suas atitudes devemos cooperar pra que futuramente haja um mundo melhor.

Será uma ingenuidade minha num mundo cada vez mais tão violento? Afirmo que não amigo leitor. A esperança é algo que nós seres humanos devemos sempre mante-la dentro de nós.

O Superman demonstra que mesmo sendo tão poderoso quer apenas que a humanidade possa algum dia caminhar com os seus próprios passos e prosseguir sozinha.

Bom, não me recordo quando foi o meu primeiro contato com o Superman nos gibis, no entanto a edição que ele é divido em dois por um casal de feiticeiros é a mais antiga que posso lembrar.

Devo confessar que a versão de George Reeves também traz ótimas lembranças pra mim, pois foi apartir dele que comecei a conhecer o Super.

Mais sinceramente quem serviu de ponta pé inicial pra que eu me tornasse fã do herói foi Christopher Reeve. Sua atuação como Super-Homem é tão marcante que hoje tantos anos depois ainda é aplaudida como a forma definitiva de representar o herói.

Mesmo com todos os seus defeitos no roteiro como a inesquecível cena de fazer a Terra girar ao contrário pra voltar o tempo, símbolo sendo lançado e um estranho beijo amnésico. Não há como negar que é a minha versão preferida de todas que já assisti em minha vida.

O Superman ao longo das décadas possui várias versões e uma das mais famosas foi feita pelo Fleischer Studios, em 1941.

Nos gibis o herói não voava, porém isso foi remediado nesta versão animada lançada nos cinemas daquela época.

Pra mim a versão dos Fleischer é tão importante que mesmo anos depois Bruce Timm utilizou diversos de seu elementos para compor a Série Animada, na década de 90.

Porém não é só de desenhos que vimos o Azulão, pois a clássica reformulação de John Byrne trouxe um personagem inteiramente novo.

A DC Comics havia lançado a Crise nas Infinitas Terras e depois desta saga reiniciou praticamente todo o seu panteão de heróis.

John Byrne, um dos melhores contadores de história e desenhistas de todos os tempos pra esse humilde comentarista. Teve a árdua tarefa de recontar toda a origem do kriptoniano.

Nesse período o Homem de Aço não era mais um deus invencível, Clark Kent teve seu caráter moldado pela criação de seus pais adotivos, seus poderes surgiram apenas na vida adulta e havia um homem com o qual poderíamos nos identificar.

Além disso, Lex Luthor deixou de ser aquele cientista maluco da Era de Prata e Lois Lane também foi atualizada para uma mulher mais independente.

A mudança mais radical foi a perda da amizade com o Batman, pois ambos divergiam na forma de combate ao crime (e isso virou uma regra por algum tempo).

Desse vespeiro o saldo ruim foi retirar da cronologia a Supergirl e o Superboy, mas Byrne depois arranjou formas de traze-los de volta.

As mudanças promovidas nesse período foram as melhores pra mim sendo que realmente valeram a penas terem sido feitas.

Na década de 90, o Escoteiro Azul morreu combatendo Apocalypse. O embate com o monstro e sua ida pro além foi algo tão impactante que virou notícia nos jornais e na telinha também.

Depois disso acompanhei os gibis do herói até aquele momento no qual foi dominado pelo artefato kriptoniano.

E fiquei um bom tempo sem ler suas edições até que surgiu uma “nova” versão da Liga da Justiça em Os Melhores do Mundo com arte de Howard Porter e roteiros de Grant Morrison (a qual tenho todas as edições guardadas até hoje).

Ao final dessa coleção fiquei longos anos sem comprar gibis do herói, mas fico acompanhando notícias pela web.

Lembrei também do Superman que surgiu após a Saga Ponto de Ignição que estava conectado a versão original de 1938 (feito numa roupagem mais atual).

Infelizmente, ficamos sabendo da terrível notícia que Henry Cavill não fará mais o personagem pro Universo Estendido DC Comics (pra mim é inegável que ele ficou ótimo como Superman).

O problema é que teremos que esperar mais algum tempo pra ver quem erguerá o manto e a capa do Azulão. Nós sabemos que ao longo das décadas sempre mudará o ator, no entanto o Superman é eterno.

Continuando, o Superman da fase Renascimento (Rebirth, no original) veio após a Saga dos Novos 52. Devido a isso tivemos duas versões de Kal-El com experiências de vida diferentes.

Deste período o Super precisa ensinar seu filho a usar seus poderes e o anterior é o Clark que aprendemos a gostar que morreu no embate contra Apocalypse.

Como saldo pra resolver a bagunça, o Super da Nova Terra morreu e aquele mais velho ficou em seu lugar mantendo seu legado.

E pra fechar, atualmente o seriado Krypton narra as aventuras de Seg-El, avô do Azulão que luta para resgatar a honra da sua família e salvar seu amado mundo do caos.

Existem várias versões do Superman ao longo das décadas qual é a sua preferida?

Veja na galeria abaixo algumas imagens do herói que garimpei na web

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Pânico nos Céus!

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Essa aventura foi lançada pela Editora Abril no gibi Super-Homem Anual n° 1, em 1994.

Infelizmente, Superman: Panic in the Sky é uma edição do Azulão que nos dias de hoje não está entre as melhores feitas pro herói. Mais pra mim com certeza vale a pena dar uma conferida.

Um detalhe bem interessante foi que essa história havia sido inspirada num episódio do seriado “Adventures of Superman”, estrelado pelo ator George Reeves.

Bom, enquanto que nas terras do Tio Sam os leitores tiveram que desembolsar uma ganinha extra pra acompanhar a história toda (que saiu dividida em alguns gibis).

Aqui no Brasil Pânico nos Céus, foi lançada em edição única com 160 páginas pra gente se divertir.

Só pra constar, nesse período eu ainda colecionava algumas revistas. Lembro quando comprei no jornaleiro o que chamou muito minha atenção foi a capa e se eu não estiver enganado sua arte foi feita por Jerry Ordway.

Nela mostra os personagens vindo em nossa direção e também temos a contracapa com versões esqueléticas deles (sinalizando que todos estavam mortos).

Houve uma quantidade significativa de desenhistas trabalhando nesse gibi como: Dan Jurgens, Jon Bogdanove, Tom Grummett, Bob Mcleod entre outros.

Outro aspecto interessante é que a saga foi mostrada em várias partes iniciando pelo prólogo, depois seis partes e temos no final um epílogo.

Se não me falha a memória essa história antecede a clássica Morte do Super-Homem.

Nossa aventura acontece após o período em que Kal-El esteve exilado no espaço e teve que lutar no Mundo Bélico contra a tirania de Mongul. Lembrando que a série animada da Liga aproveitou uma parte dessa história no Planeta Arena.

Arranjou inimizade com o feioso do Draaga e conheceu parte do seu legado kriptoniano através do Clérigo que estava de posse do Erradicador.

Bom, a Supergirl/Matriz foi reintroduzida em Super Powers # 17,depois viveu um certo tempo com os Kents absorvendo as memórias do Clark, assumindo sua forma e chegando até a lutar contra o herói.

No final a Supergirl também se exila no espaço e a encontramos nessa edição.

Só pra acrescentar Pânico nos Céus acontece após a dissolução da Liga da Justiça Internacional (a famosa fase cômica ou também LJI) e abre caminho pra uma nova formação dos Justiceiros.

Logo no inicio temos um B.O. feito pela Legião dos Super-Heróis nos informando sobre a origem de Brainiac que havia dominado a mente do paranormal Mílton Fine e também do Mundo Bélico.

Na trama a Terra está pra ser invadida pelo Mundo Bélico que ficou sob o comando de Brainiac.

Diante de tal problema, o Super-Homem soube que não conseguiria vencê-lo sozinho e convoca um enorme time de heróis pra se unirem nessa batalha.

Então temos: Exterminador, Mulher-Maravilha, Aquaman, Besouro Azul, Gladiador Dourado, Guy Gardner, Kilowog, Agente Liberdade, Capitão Marvel, Fogo e Gelo, Mon-El (ou Lar Gand), Magtron, Órion, Batman, Asa Noturna, Metamorfo, Homens Metálicos, Guardião, Povo da Eternidade entre vários outros.

Na narrativa, Brainiac estava controlando mentalmente tanto a Supergirl, quanto Draaga. E Máxima estava sendo coagida pra aproiá-lo em sua investida (ele havia destruído facilmente as defesas de seu planeta Almerac).

Lembrando que Draaga e Máxima guardavam ódio do Homem de Aço. Enquanto Draaga desejava ter sua morte honrada que lhe foi negada na batalha contra o herói.

No caso de Máxima estava morrendo de ciúme, porque o Azulão não quis desposá-la.

Vemos o inteligentíssimo Metron sendo subjugado por Brainiac, mas Dubbilex assume seu lugar na Poltrona Mobius sendo uma valorosa ajuda pro Azulão.

O roteiro também esteve sendo feito por vários autores diferentes mais nossa história ficou muito bem conduzida. E temos diversas cenas de ação com batalhas praticamente sendo mostradas do início ao fim.

Superman: Pânico nos Céus tem aquela velha pegada de bem versus mal aonde vemos nosso heróis tendo que lutar pra salvar nosso planeta. Confesso que é algo que adoro ler num gibi, pois todos mesmo agindo do seu jeito sem empenham pra acabar com o problema.

Pra mim um dos aspectos mais importantes desta edição foi a afirmação da Supergirl/Matriz como heroína e como não poderia deixar de notar a participação de Guy Gardner que ficou divertidíssima.

Realmente pra fechar temos a participação do fingido benfeitor e cabeludo, Lex Luthor Jr. afirmando ser filho do careca original. Na verdade trata-se do próprio mais com sua mente transferida num clone (depois sua história vai sendo contada nas edições de linha do Super-Homem).

Por enquanto é só pppessoal.

 

 

 

 

Liga da Justiça: O Prego

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É uma minissérie dividida em 3 edições com arte de Alan Davis e roteiro de Mark Farmer que foi lançada em 1998.

JLA: The Nail foi publicada pela Mythos Editora essa edição faz parte do famoso selo Túnel do Tempo (ou Elseworlds).

A premissa básica parte do princípio que apenas um pequeno fato conseguiu mudar uma sequencia de enventos importantes.

Neste caso foi um prego que furou o pneu da caminhonete dos Kents e por isso o casal não pegou o foguete do pequeno bebê Kal-El.

Clark cresceu entre os Amish, uma comunidade famosa por ser distinta e também reclusa (sua ausência causou uma mudança drástica nesta realidade).

Na trama, Lex Luthor é prefeito de Metrópolis e sua administração está marcada como uma das melhores da cidade. Além do fato de conseguir diminuir o nível de criminalidade a praticamente zero.

A tecnologia envolvida nesse processo tornou-o um símbolo de sucesso mundo afora.

Podemos notar Perry White agindo como âncora de talk show e entrevistando Jimmy Olsen. Há uma homenagem pro Jimmy quando vemos os heróis: Tartaruga e Rapaz Elástico. Suponho que isso deva ter acontecido durante a Era de Prata período em que Olsen tinha sua própria revista.

Perry também entrevista Oliver Queen que está amargurado e rancoso após ter sofrido um ataque do Amazo que quase lhe retirou a vida (infelizmente neste fatídico combate o Gavião Negro tombou). Na telinha, Oliver destilou seu ódio contra seus antigos companheiros da Liga.

A formação da equipe era: Mulher-Gavião, Eléktron, Flash, Lanterna Verde, Caçador de Marte, Mulher-Maravilha, Aquaman e Batman.

Há uma campanha na mídia que jogou a opinião pública contra os meta-humanos, principalmente a LJA (e o Morcegóide tinha a pior imagem pra população).

Seu M.O. de agir nas sombras assustava a todos. É óbvio que nós sabemos o motivo, pois Batman não tem superpoderes. A Liga pede ajuda de Lois Lane pra que possam ganhar credibilidade na mídia.

Na primeira vez que li essa história confesso que fiquei embasbacado quando o Coringa fez um rebu no Asilo Arkham assassinando o Robin e a Batgirl.

A expressão de terror nos olhos de Bruce ao ver seus pupilos sendo brutalmente massacrados em sua frente ficou marcada em minha memória por horas (tal situação deixou BW num estado depressivo lastimável).

Quando Hal começa a investigar uma flutuação de energia encontra um campo de força envolvendo nosso planeta. Isso acaba desencadeando uma guerra entre Apokolips e Nova Gênese.

A situação só piora com Batman matando o Coringa e isso sendo trasmitido pela telinha. Todos os integrantes da LJA são atacados, mas isso não passava de uma manipulação orquestrada (esse spoiler não vou revelar).

É interessante notar que Os Renegados e a Patrulha do Destino desempenham uma importante função na aventura.

Gosto da grande quantidade de heróis envolvidos nesse gibi. Isso acaba destacando o extenso panteão da editora. Temos: Homem Animal, Metamorfo, Homem Elástico, Fera Bwana, Homens Metálicos, Metron entre outros. Pra mim tornam nossa leitura mais empolgante (descobrir quem é quem).

É nessa edição que Selina troca de uniforme e passa a agir como Batwoman.

Continuando, diversos meta-humanos são atacados por uma força-tarefa feita de clones do Bizarro e sendo encarcerrados no Kansas.

No momento de maior conflito quando toda a esperança estava indo embora é que descobrem Clark vivendo escondido entre os Amish. É quando vemos o Superman surgindo e salvando o dia.

A arte de Alan Davis mostra as reações dos personagens diante do aspecto sombrio que a trama traz. Fica evidente a qualidade dos cenários, expressões faciais e as cenas de ação.

Não poderia esquecer de comentar que as cores de Patricia Mulvill nos ajudam nesta viagem direta com o gibi.

O roteiro de Mark Farmer consegue nos envolver construindo uma panorama instigante nesta aventura. A medida que tudo vai acontecendo notamos que há algo realmente suspeito se desenrolando.

E a cada página lida confesso Liga da Justiça: O Prego é uma daquelas raras ocasiões em que roteiro, arte e cores se conectam trazendo-nos um trabalho de altíssimo nível.

Saiba que você não irá se arrepender depois que tiver acompanhado essa magnífica trama.

Fico por aqui.

 

 

Sociedade da Justiça – Reino do Amanhã: Superman

Liga da Justiça #84

Na história, Um Mundo Sob Gog, com roteiro de Geoff Johns & Alex Ross com arte de Fernando Pasarin que saiu nas edições da Liga da Justiça (n° 79, 80, 82, 83, 87 e 88).

Gog, supostamente um deus, ou um alienígena de vasto poder concede poderes ilimitados para o herói Lança (David Reid). Transformando-o numa versão do Magog, o supervilão da clássica “O Reino do Amanhã” (que aqui ficou definida estar na Terra-22).

O “deus” Gog causou um grande impacto nos heróis da Sociedade, pois estavam, perplexos diante daquilo que podiam ver e naquilo que acreditavam no fundo de sua alma.

Então a SJA acaba se dividindo em duas, pois uma segue os padrões estabelecidos pelos membros originais. Enquanto a outra segue Magog que deseja mudar o mundo e acabam se confrontando numa luta de ideais heroicos.

 

Essa história que comento aqui foi lançada na edição Liga da Justiça # 84, em 2009. Justamente na época que o arco de aventuras acima estava acontecendo.

Só pra constar há algum tempo atrás fiz um post sobre uma aventura da Poderosa deste mesmo gibi.

Voltando, Sociedade da Justiça – Reino do Amanhã: Superman tem roteiro e arte de Alex Ross. Acho sensacional a capa feita pelo artista que mostra os Supermen se confrontando.

Durante aquele arco de histórias por algum motivo que não podemos simplesmente entender a versão mais velha de Kal-El veio parar em nosso mundo. E Tempestade (Maxine Hunkel) pede pra lhe contar o que aconteceu em sua realidade.

O herói veterano relembra aquilo que lemos no “Reino do Amanhã” e ficamos sabendo que a explosão detonada pela bomba nuclear que o Capitão Marvel tentou impedir jogou-o pro nosso mundo.

Então, Kal se recorda de Norman McCay pedindo pro Senhor Incrível pesquisar sobre ele.

De repente o herói ouve um problema com sua superaudição e saiu voando em disparada pro Planeta Diário que estava envolto por gás de kriptonita (podemos notar que há lembranças momentâneas do passado).

O gás de kriptonita não fez muito efeito no herói veterano deixando-o apenas cego temporariamente. No entanto o Kal-El mais velho estava agindo com truculência e isso deixou os bandidos bastante assustados.

Quando nosso Azulão chegou foi acertado com força demasiada indo parar longe. Mais o veterano avistou Lois Lane e tratou de pedir desculpas pro nosso herói e fugiu pesaroso.

Depois foi procurar Norman McCay explicando que sua maior preocupação seria presenciar novamente a mesma catástrofe que viu em seu mundo (e que ele fosse o causador desta destruição).

Mesmo diante de tantas revelações impressionantes até demais, McCay presta uma enorme ajuda ao comentar pro herói que essa possa ser uma segunda chance pra resolver problemas que não conseguiu corrigir tempos atrás.

No QG da SJA os membros da equipe demonstraram preocupação devido as atitudes extremas do velho herói no Planeta Diário, porém a situação se complica devido a uma visita de Lois.

Somente com a insistência dela é que o veterano revela como sua esposa morreu.

O Coringa havia invadido o prédio do Planeta liberando seu nefasto gás do riso e matando a todos na redação.

Lois guardava uma máscara de gás em sua escrivaninha e resolveu enfrenta-lo, mas infelizmente não conseguiu impedir o vilão.

O Superman estava há quilômetros distante dali chegando apenas pra vê-la morrer em seus braços. A nossa Lois descobre que a dor do herói é algo inexpressível e acaba chorando de emoção.

Desde aquele dia, o Kal-El veterano nunca mais voltou a se vestir como Clark Kent.

Essa é uma história emocionante, pois todos sabemos do amor que o Superman sente por Lois e vice-versa também. É um sentimento que podemos ter em nossa realidade quando encontramos aquela metade da laranja.

Só pra vocês terem uma noção a dor do velho Superman é tão imensurável que ele nem consegue olhar pra nossa Lois Lane (pra não lembrar ainda mais de seu amor perdido).

Nem preciso comentar que a arte de Alex Ross ficou ótima emoldurando todos aqueles sentimentos amargurados do velho Superman e saber como ele se sente pela sua perda é algo sem palavras.

Deixe algum comentário.

 

 

 

Vidas Paralelas se Encontram no Infinito

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O título é grande pra caramba e chama bastante atenção, porque pra mim desde da primeira vez que li sempre me pareceu um poema.

Só pra constar, essa aventura foi lançada por aqui na clássica edição Super Powers # 17, em 1990.

Nela temos argumento e também arte feita a quatro mãos pelos mestres John Byrne e Jerry Ordway.

Era uma continuação direta da edição Super Powers # 11 que reintroduziu o Superboy nas histórias do Homem de Aço. Bom, pra quem não lembra após a Crise nas Infinitas Terras todo o passado do Azulão havia sido apagado da continuidade.

E durante a reformulação feita por Byrne veio a afirmação de que o Super-Homem nunca havia sido Superboy. Já que Clark assumiu sua cueca por sobre a calça quando adulto.

Continuando, a LSH tem sua origem atrelada ao Superboy, pois foram inspirados pelos atos do jovem herói que viajavam através de uma bolha do tempo pra se encontrar com o Garoto de Aço.

No Pós-Crise as histórias do Menino de Aço foram desconsideradas causando um grande alvoroço entre os fãs americanos, mas choveram cartas reclamando quanto a isso.

E Byrne veio com a ideia da existência do Mundo Compacto, uma realidade alternativa criada pelo Senhor do Tempo, arqui-inimigo da Legião dos Super-Heróis.

Essa aventura pra nós brasileiros foi lançada na edição citada acima. Uma história em que o Super conhece a LSH quando acabam vindo parar em nossa realidade.

É claro que surge um confronto entre eles, pois acham que Kal se esqueceu das aventuras que tiveram no passado (só que isso nunca ocorreu no Pós-Crise).

Durante a luta o Superboy aparece e o Homem de Aço atônito vai procura-lo indo parar em Pequenópolis (Smallville era chamada assim há algum tempo atrás). Pertencente ao Mundo Compacto que foi inspirado nas histórias surgidas durante a Era de Prata do Menino de Aço.

Pra encurtar, Kal descobre a tramóia do Senhor do Tempo que havia criado uma máquina que mantinha aquela realidade fora do trelele que rolava com a onda de destruição causa pela antimatéria.

E infelizmente, o Superboy se sacrificou heroicamente para salvar seu mundo.

Fato que nos leva a história deste texto, pois aqui presenciamos o surgimento da nova Supergirl, uma Lana Lang criada por Lex Luthor desta realidade alternativa que era feita de protomatéria.

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Lembrando que a minha querida Supergirl conhecida pelos fã durante a Era de Prata também havia morrido assassinada pelo vilão Antimonitor. Acontecimento trágico e marcante visto durante a Crise dos anos 80 (se sacrificando para salvar seu primo).

Voltando, essa nova Moça de Aço veio do Mundo Compacto que estava sem a proteção do Superboy seu único e maior herói.

Lex Luthor era bem diferente do careca que adoramos odiar, pois era um cientista benevolente que sem conhecimento algum acabou libertando três criminosos da Zona Fantasma: General Zod, Quex-Ul e Zaora, uma versão da vilã Faora.

Após a morte dos Kent, Lex foi pra Pequenópolis procura-lo, mas o herói já havia morrido sem eles saberem.

Junto a Lana Lang e Peter Ross estava procurando enviar uma mensagem pro Garoto de Aço no futuro. Até que encontraram Zod que havia enganado Lex afirmando ser tio do jovem herói e acaba libertando-os de sua prisão.

Durante dez anos os vilões causaram diversas destruições a humanidade do Mundo Compacto e Lex  construiu uma resistência humana contra eles.

Vemos versões de personagens que em nosso mundo se tornaram lendários heróis como: Bruce Wayne, Hal Jordan e Oliver Queen que durante as batalhas acabaram morrendo.

Uma das cenas mais impactantes da edição foi ver o trio de criminosos kriptonianos perfurando a crosta terrestre. Sua intenção era chegar ao centro da Terra fato conseguido que jorrou milhões de litros de água sobre o magma destruindo o equilíbrio atmoférico do planeta (assim como diversas espécies).

Tamanha crueldade exterminou com cinco bilhões de vidas naquele mundo e o Super-Homem teve que tomar a decisão mais difícil de toda sua vida.

Diante da afirmação de Zod que faria o mesmo em nossa Terra, Kal como único recurso agiu como Juiz, Juri e Executor.

Sendo que primeiro utilizando a Kriptonita Dourada removeu pra sempre os poderes dos kriptonianos e depois com Kriptonita Verde matou aqueles vilões.

O herói retorna do Mundo Compacto acompanhado de sua única sobrevivente a Supergirl/Matriz que havia retornado ao estado de protomatéria.

Deixando-a aos cuidados de seus pais na fazenda. Os acontecimentos daquela realidade alternativa tiveram consequências drásticas na vida do Azulão, pois ele se exilou no espaço em aventuras posteriores.

Nesta época foi quando acabou indo parar no Mundo Bélico enfrentando o vilão  Mongul e também conhecendo o artefato kriptoniano que se transformou no Erradicador.

Na série animada da Liga também tivemos uma ótima adaptação desta aventura com Kal e Ajax (mostrada no Planeta Arena).

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Voltando, pra quem se assustou ao ver Kal-El matando Zod em Superman: O Homem de Aço.

Talvez não tivesse conhecido essa aventura, mas temos outras histórias do Superman na quais aconteceram dele matar.

A mais emblemática dela foi sua própria morte quando lutou de maneira implacável contra o monstro Apocalypse e ambos caíram exaustos sem vida.

Outra edição que se não me falha a memória foi Superman & Batman # 6 da Panini Comics que foi lançada, em 2005.

Durante essas histórias tivemos o arco Poder Absoluto que mostrava os Melhores do Mundo numa realidade alternativa em que se tornavam controladores tiranos da Terra.

Nesse mundo os heróis havia sido criados pela Legião dos Super-Vilões, uma equipe inimiga da LSH vinda também do sec. XXXI.

A equipe de vilões é formada por: Rainha Satúrnia, Rei Cósmico e Lorde Relâmpago versões malignas dos principais integrantes da Legião.

Numa batalha feroz em que Batman morre, Kal luta contra a Mulher-Maravilha matando-a de forma impiedosa com seu próprio laço da verdade (cena fortíssima muito impactante).

Só pra constar na série animada da Liga da Justiça temos o episódio “No Além”, aonde vemos um grupo de supervilões conspirando pra matar o Azulão.

O Mestre dos Brinquedos atira um raio que aparentemente mata Kal, mas na verdade ele havia sido jogado 30 mil anos no futuro. Lá encontramos Vandal Savage como único sobrevivente da raça humana (todo esse holocausto foi provocado por ele).

Ambos desenvolvem uma amizade e Clark precisa lutar contra baratas geneticamente alteradas pra sobreviver. Ele consegue retornar graças a energia de um sol miniatura que energiza a máquina do tempo que Savage tinha em seu laboratório.

E aonde fica a morte nisso tudo? Quando o Super chegou nesse futuro foi perseguido por uma alcatéia de lobos e pra sobreviver teve que lutar contra o líder deles.

Após mata-lo Clark tornou-se o macho alfa e os lobos passaram a segui-lo.

Bom, quem disse que Superman não mata está redondamente enganado esses foram apenas alguns acontecimentos que lembrei fuçando minha memória, porém pesquisando mais a fundo deve se encontrar outras situações.

As edições Super Powers # 11 e 17 foram lançadas com a intenção de homenagear Kal-El que na época estava se tornando cinquentão.

E só pra fechar a edição 17 finaliza homenageando Mort Weisinger e Otto Binder que foram o editor e roteirista que ajudaram no surgimento da Moça de Aço na Era de Prata.

Temos também fichas de Jerry Siegel e Joe Shuster que todos estamos cansados de saber foram os criadores do Azulão.

Mais do meu ponto de vista ao invés de Siegel e Shuster deveria ter algo sobre Al Plastino o desenhista que fez a arte da Supergirl naquele período.

Se gostou do texto deixe algum comentário, mas se não gostou deixe também.

Faora

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Tanto na Casa de Ideias quanto na DC Comics temos diversas vilãs que obviamente detonam com a nossa imaginação entre as quais posso citar: Mulher-Gato, Hera Venenosa, Supermulher, Circe, Arlequina, Terra, Nevasca, Safira Estrela, Lince, Linha Viva, Mulher-Leopardo, Plastique entre diversas outras.

Então resolvi comentar sobre a mais recente bad girl que encantou a todos nós.

Faora Hu-Ul surgiu na edição Action Comics # 471 e foi criada pelo mestre Curt Swan e Cary Bates, em 1977.

Em sua origem, Faora era uma serial killer conhecida como “a inimiga dos homens”, pois seu ódio era voltado somente contra seus compatriotas masculinos.

Ela é mestre no Horu-Kanu, uma mortal arte marcial de Krypton. Além dos poderes que todo kriptoniano adquirem quando estão exposto aos raios de nosso sol.

A vilã também possui o poder de lançar raios psíquicos (causando imensa dor aos seus oponentes).

Faora foi presa e condenada a ficar 300 anos na Zona Fantasma após assassinar 25 kriptonianos. Sendo lá que conheceu e se aliou ao General Zod e Jax-Ur na intenção de fugir de sua prisão.

Mesmo conseguindo fugir o trio era novamente enviado pra ZF pelo Azulão.

Tivemos uma realidade alternativa criada por Brainiac 13, na qual Kal-El e Lois vão até Krypton sendo perseguidos por Zod e seus asseclas.

Então Faora e Kru-El são enviados numa missão para capturar o casal, porém ambos são assassinados por um grupo de religiosos ortodoxos. Essa aventura foi mostrada na edição Action Comics # 772, em 2000.

Durante a ótima aventura ‘Vidas Paralelas se Encontram no Infinito” mostrada na edição Super Powers # 17, da Editora Abril. Temos o surgimento da nova Supergirl, uma Lana Lang criada por Lex Luthor de uma realidade alternativa que era feita de protomatéria.

A heroína ressurgiu no Pós-Crise criada por John Byrne e veio pedir ajuda do Azulão pra enfrentar três criminosos kriptonianos que destruíram aquela Terra.

Entre eles estava Zaora como haviam assassinado cinco bilhões de pessoas, Kal-El agiu como Juiz, Juri e Executor. Primeiro usando a Kriptonita Dourada que remove pra sempre os poderes dos kriptonianos e depois com  Kriptonita Verde retirando suas vidas.

É claro que algo assim teve consequências terríveis na vida do herói tanto que é fato que ele se auto-exilou no espaço devido sua consciência pesada.

Na série animada do Super-Homem, da Ruby-Spears temos o episódio “The Hunter” em que Faora está presa na Zona Fantasma junto com Zod e Ursa.

Como curiosidade na excelente versão do Azulão, de Bruce Timm temos a kriptoniana Mala. Ela era uma criminosa presa na ZF seguidora de Jax-Ur (pra mim ambos eram versões de Faora e Zod).

Kal libertou Mala da Zona Fantasma ensinado-lhe a usar seus poderes aqui na Terra.

Inicialmente as intenções dela era ter um relacionamento com o herói, mas contra Mala já pesava algumas atitudes violentas e sua total intolerância com os seres humanos.

E só pra piorar, Kal já estava apaixonado por Lois resistindo aos encantos de Mala.

Então rejeitada planejou libertar Jax-Ur causando uma enorme reviravolta ao prender o Azulão na Zona Fantasma. É um dos melhores episódios dentre vários outros deste nostálgico desenho.

Bom, na série animada da Legião dos Super-Heróis, Faora surge no episódio “The Phantoms”quando os heróis da Legião estão presos na ZF.

Já no seriado Smallville, a vilã é mostrada como um fantasma que se apossou do corpo de Lois (Erica Durance) com a intenção de fugir da Zona Fantasma pra encontrar seu filho com Zod (Callum Blue). Depois Faora surge novamente, mas sendo interpretada pela linda atriz Sharon Taylor.

Por último a atriz Antje Traue interpretou nossa vilã na introdução do Universo Cinematográfico DC. Desta vez, Faora é segunda em comando no exército de Zod.

Além de ser completamente fiel ao seu líder, Faora age de maneira fria e cruel demonstrando uma grande destreza militar em combate (deu muito trabalho na luta contra o herói).

Eu não poderia de jeito algum deixar de homenagear a sensual Ursa. Nos filmes do meu querido Chris Reeve que foram dirigidos por Richard Donner.

Tivemos a inesquecível atriz Sarah Douglas que povoou de sonhos a imaginação de muito moleque na década de 80. Eu por exemplo sou um destes, pois não gostava da versão de Lois Lane feita pela Margot Kidder.

Só pra fechar Ursa obviamente era uma versão de Faora, mas ambas são duas personagens diferentes (na maioria das vezes até a editora se confunde tratando-as como se fossem uma só).

Ursa ressurgiu na continuidade da editora durante a edição Action Comics # 845, em 2007.

Confira na galeria abaixo algumas das mais perigosas e encantadoras vilãs da Distinta Concorrente que garimpei na web

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O Mundo de Pequenópolis

worldofsmallville

Havia uma época aqui no Brasil em que a cidade em que Clark cresceu era conhecida por nós leitores como Pequenópolis. Ao invés do original Smallville como é feito atualmente esta história é daquele período (1989).

Essa história foi lançada em Super-Homem Especial # 3 e também teve roteiro de John Byrne, mas a arte é de Kurt Schaffenberger, um importante desenhista na mitologia do herói.

Na trama temos os acontecimentos da vida de Jonathan e Martha Kent muito antes de encontrarem o foguete de Kal-El.

Na primeira aventura temos, “Segredos”, com o Azulão voando pra Pequenópolis e em supervelocidade se mistura aos passageiros que descem do ônibus (seus pais já estavam lá esperando).

Jonathan e Martha conversam com Clark numa lanchonete contado sobre o passado deles que também estava relacionado a Dan Fordman (da família mais influente da cidade).

Eles revelam que décadas atrás, Martha havia sido casada com Dan e somos levados ao passado com Jonathan voltando da Segunda Guerra Mundial. O pensamento de todos é que Jonathan havia morrido durante a guerra, mas ele retornou. Sendo recebido por seu pai e passando em frente a mansão de Fordman.

Uma curiosidade é que o nome Clark aqui veio do sobrenome de solteira de Martha, porém originalmente surgiu do nome do ator Clark Gable.

Voltando, Jonathan confessa pra Sarah que ainda pensava no seu grande amor e a pedido dela vai pra cidade no outro dia fazer compras.  Jonathan acaba encontrando Martha na mercearia e ela lhe conta que Dan está com um câncer no pulmão em estado terminal.

Martha estava abalada e Jonathan a leva pra casa sendo recebido por Dan que o trata cordialmente e o convida pra ir em seu escritório (no dia posterior). A conversa deles é bastante franca com Dan pedindo para que Jonathan fique com Martha deixando-o atônito com a revelação.

O que nos leva pra segunda história, “Momentos Roubados”, o Super está sentado na Lua e olhando pra Terra refletindo sobre os acontecimentos. Enquanto no passado, Jonathan aturdido volta pra casa e revela pra cunhada sua relutância em aceitar a proposta.

Na volta pro escritório de Dan, Jonathan ouve uma terrível discussão entre Fordman e Eliza, sua irmão (além de estar preocupada com a herança ela não gostava de Martha).

Jonathan sai sem ser notado indo pra uma lanchonete. Enquanto isso a discussão entre os irmãos fica pior e Dan Fordman vive seus momentos finais. Seu último pedido pra Martha é suplicar para que continue sua vida vindo a falecer em seguida.

No “presente”, o Azulão pondera em como seria sua vida se tivesse sido criado pela família Fordman ao invés dos Kent. Também pensa como foi importante a educação que lhe deram e volta querendo saber como foi que se casaram.

Voltamos novamente pro passado temos a leitura do testamento de Fordman, no qual deixou uma boa quantia em dinheiro pra Eliza e pra Martha o terreno que fica a fazenda.

Após terem se casado, Jonathan e Martha tentaram ter filhos, mas não conseguiram (se continuassem tentando a consequencia seria a morte de Martha).

Diante da apatia e abatimento dela, Jonathan decidiu deixar de lado. Então temos o momento em que o foguete cai do céu e eles encontram, Kal e devido ao instinto materno, Martha decide levá-lo pra casa.

Alguns meses depois o casal leva o bebê pra cidade para ser examinado pelo Dr. Whitney (um caçador cósmico disfarçado). Saltando pro “presente” de novo, Lana Lang surge pra rever Clark e também se desculpar pela época em que estava sendo controlada pelos Caçadores.

Isso nos conecta a saga Milênio, pois os Caçadores Cósmicos são uma tentativa frustrada dos Guardiões em criar um grupamento de proteção intergalática antes da Tropa dos Lanternas Verdes.

Como os robôs não entendiam a noção de certo e errado punindo severamente a todos que encontravam, os anões decidiram retirar os robôs de sua função (fato que fez eles odiarem seus criadores).

Quando os anões azuis decidiram ajudar na evolução da humanidade criando Os Novos Guadiões, os caçadores estavam infiltrados entre amigos e familiares do super-heróis para tentar impedir que isto acontecesse.

Só pra constar na série animada da Liga temos o episódio “Na Noite Mais Escura” (ou “In Blackest Night”, no original). John Stewart é preso pelos Caçadores Cósmicos sendo acusado de destruir um planeta inteiro.

A parte engraçada foi ver o Flash dando uma de advogado muito atrapalhado naquele tribunal espacial. Depois ficamos sabendo que Kanjar Ro havia armado pro herói esmeralda

Continuando, pra fechar temos, “Almas Roubadas”, contando sobre Lana. Clark evita um assalto no banco de Pequenópolis usando apenas a visão de calor e o super sopro. Depois Lana revela pro amigo tudo que os caçadores fizeram com sua família.

No seriado após a morte de seus pais durante a chuva de meteoros, Lana foi adotada por sua tia Nell. Na edição, quando o foguete caiu durante a chuva de meteoros, seus pais foram abduzidos e mortos.

Fizeram a morte dos pais de Lana parecer um acidente de carro. Restando apenas ela ainda bebê recebendo um dispositivo de controle mental (sendo usada como uma marionete dos robôs alienígenas).

Lana havia sido criada por sua tia Helen, no entanto o falso Dr. Whitney controlava todas as crianças da cidade para que espionassem seu amigo. Durante os anos em que ia crescendo, Lana fazia relatórios constantes sobre Clark e até pensou que talvez seus sentimentos por ele também haviam sido manipulados.

No momento da revelação de Clark sobre seus poderes, Lana pensava que ele iria pedir sua mão. E como seu destino não estaria mais ligado ao dele sentiu-se muito magoada.

Desnorteada havia ido sozinha pra Metrópolis procurar pelo Clark e chegando até a vê-lo no prédio do Planeta Diário. Ainda sendo controlada ela relata tudo que viu pros seus mestres.

Vagando pela cidade, Lana teve que trabalhar em diversos empregos e perdeu todos já que era obrigada a qualquer hora ter que seguir os passos do herói (perdeu toda sua herança chegando no fundo do poço).

Seguindo um instinto, Lana havia voltado pra casa e percebeu que havia se passado alguns anos desde que partiu, pois sua tia Helen havia morrido e sua casa estava em ruínas.

Foi pedir ajuda aos Kent praticamente sem forças  sendo amparada por eles. Levou algum tempo para se recuperar e voltar pra casa, mas assim que pisou lá o falso Dr. Whtney a sequestrou novamente (só que retirou seu dispositivo de controle).

Lana pode recomeçar sua vida sendo viagiada constantemente sem saber até que encontrou, Clark vagando pela fazenda. É um momento em que nos conecta a descoberta de sua herança kriptoniana.

Na conclusão de todas essas revelações, Clark e Lana reatam o enorme elo de amizade que sempre os uniu.

A parte interessante nisto tudo é a preocupação de mostrar uma base sólida no passado de todos que estão presentes na vida do Super. Para pavimentar a nova etapa que John Byrne havia feito reformulando a mitologia do herói.

Afirmo que de todas as três edições a melhor pra mim ainda é o Mundo de Krypton, mas essa teve a chance de nos encantar com a história de amor que havia entre Martha e Jonathan e tudo que enfrentaram pra poderem ficar juntos.

Até o próximo texto.