Ciborgue

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Atualmente podemos ver que Ciborgue é um membro fundador da Liga da Justiça, pois durante a saga Novos 52 sua origem foi recontada.

Obviamente pra nós que conhecemos o personagem há algum tempo sempre estará marcado como um integrante dos Titãs. Tal afirmação é uma referência marcante, pois participou das duas versões mostradas na telinha deles.

Cyborg foi criado pela dupla Marv Wolfman e George Pérez surgindo pela primeira vez na edição DC Comics Presents # 26 (durante aquela famosa fase dos Novos Titãs, em 1980).

Victor Stone é filho dos cientistas Silas e Elionore Stone. Vic cresceu sendo obrigado por seus pais a seguir na carreira de cientista, pois tinha Q.I. elevado de 170.

Seus pais dedicavam mais tempo de sua vida pra ciência do que com o menino. Isso acabou tornando-se um problema, porque se sentia muito só. Quando passou a frequentar uma escola pública, Vic optou por tornar-se atleta de futebol americano.

Nesse período conheceu Marcy Reynolds, sua namorada e ficava treinando pra ingressar nos Jogos Olímpicos. Seu pai não gostou, porque seus planos pra ele eram outros (o relacionamento deles era muito conturbado).

Num dia, Vic decidiu visitar seu pai nos Laboratórios S.T.A.R (STAR Labs.), Silas e Elionore trabalhavam juntos estudando e observando outras dimensões. E também desenvolviam peças cibernéticas pra serem usadas por soldados deficientes.

Silas observava uma outra dimensão quando uma criatura atravessou acidentalmente ( o animal matou Elionore e deixou Vic mortalmente ferido). Devido ao medo de também perder seu filho, Silas reconstruiu seu corpo com protótipos cibernéticos (feitos de aço reforçado, plásticos e polímeros especiais).

Vic ficou revoltado ao perceber no que havia se tornado, foi morar sozinho e acabou se isolando de todos. Até ser convocado pela Ravena pra se unir aos Titãs.

Atuando na equipe dos Titãs, Ciborgue tornou-se amigo do Mutano (Garfield Logan) e juntos tiveram várias aventuras incríveis.

Na fase dos Novos 52 feita por Jim Lee e Geoff Johns (2011) sua origem foi modificada só um pouco, pois continua sendo atleta de futebol. Após ganhar um jogo, Vic fica com raiva, pois seu pai havia quebrado a promessa de ir vê-lo.

Depois foi visitá-lo nos Laboratórios S.T.A.R, os cientistas pesquisavam uma caixa materna encontrada pelo Superman. Ambos discutem e Silas afirma que nunca verá um jogo do filho. A caixa explode matando vários cientistas e destruindo a maior parte do corpo de Vic.

Silas com a ajuda de Sarah Charles, sua assistente usam a tecnologia do Quarto Vermelho, composta de tudo que há de mais avançado encontrado em nosso planeta.

Graças a energia da caixa materna, Vic é salvo surgindo o Ciborgue que consegue acessar o banco de dados dos Novos Deuses.

Devido a sua capacidade de se comunicar, interagir e manipular todas as formas de tecnologia.

Ciborgue descobriu os planos de invasão de Darkseid se unindo aos heróis: Superman, Batman, Lanterna Verde, Mulher-Maravilha, Flash e Aquaman para detê-lo.

A animação Liga da Justiça: Guerra demonstra de maneira formidável esses acontecimentos.

Como herói Ciborgue possui: super força, velocidade, agilidade, resistência e invulnerabilidade. Como se apenas isso não bastasse ainda demonstra ter: canhão laser, produção de energia, capacidade de voo (utilizando um jato), serra elétrica e garras retráteis.

Em Ponto de Ignição, o Professor Zoom com seu ódio pelo Flash alterou a realidade. Nesta Terra o Ciborgue é o maior herói da América, agindo como líder da resistência para deter as forças de Aquaman e da Mulher-Maravilha.

Só pra constar, Ciborgue já integrou a Liga da Justiça há muito tempo atrás na última versão dos Super Amigos (na qual torna-se amigo do Nuclear).

No desenho Os Jovens Titãs, temos um Vic mais descontraído e inteligente. Parecendo até que havia superado aquela amargura por ter se transformado meio homem, meio máquina (olááá, Robocop!). Ele é orfão de mãe e ganhou suas partes cibernéticas depois de um acidente de carro.

É a melhor versão mostrada da equipe até agora (e será imbatível por um longo tempo).

Em Smallville o ator Lee Thompson Young interpreta o personagem. Vic era uma ex-estrela de futebol da Metropolis High School. O corpo cibernético do herói foi implantado pelo Dr. Hong.

No seriado tivemos uma Liga da Justiça formada por: Clark (Tom Welling), Aquaman, Impulso e Arqueiro Verde.

Infelizmente, o ator Lee Thompson Young morreu em 2013 a polícia acredita que tenha cometido suicídio por causa das provas que encontraram no local do crime (R.I.P.).

Continuando, na versão, Os Jovens Titãs em Ação sua personalidade mudou drasticamente. Pra ser sincero a personalidade de todos foi elevada a nona potência (no intuito de ser cômica e engraçada). As vezes consegue dar certo, mas em outras fica absurda até demais.

Ciborgue está mais brincalhão e muito bobo. Mutano continua sendo seu melhor amigo e discutem bastante por motivos fúteis. Enquanto Ciborgue adora comer hambúrguer já o Mutano gosta de burrito.

Gosto do relacionamento do herói com Jynx, uma vilã integrante do Quinteto Mortal, acho engraçada a Estelar sempre dando o fora no Robin e me divirto quando Ravena bate no Mutano (só que lá no fundo ela gosta do verdinho).

Mais vemos diversos momentos engraçados como na música “A Noite vai Brilhar” rendendo homenagens pros anos 80, principalmente pro desenho Transformers.

Teve outro episódio da televisão comentando sobre Esquadrão Classe A entre outros seriados daquela época.

Outro que também gosto acontece quando a equipe volta das férias e todos vão pra escola sendo detidos algo inspirado no Clube dos Cinco. O Robin lembra até do golpe da garça que nos conecta ao Karatê Kid (mais um filme marcante daquela época).

O episódio que eu mais adoro é aquele que entram na Sala de Justiça feita igual ao desenho dos Super Amigos. O Ciborgue é fã da equipe e sonha um dia entrar pra LJA.

Dentro do QG precisam usar os uniformes sendo que Lanterna Verde (virou Ciborgue), Ravena (Mulher-Maravilha), Robin (Batman esse era óbvio), Flash (Estelar) e Mutano (com sua cor verde só poderia ser o Caçador de Marte).

Eles descobrem que a Liga foi capturada por Darkseid tendo até uma zoação com Star Wars. Na intenção de salvar a Liga acabam matando eles e necessitam voltar no tempo várias e várias vezes, mas sempre tendo consequências desastrosas.

Isso é outra referência, pois Ciborgue gira em torno de Apokolips (tipo o Super-Homem fez no filme de 1978).

Um detalhe interessante é que a equipe tem um mecha robo no melhor estilo tokusatsu. O Robô Titã é composto obviamente pela equipe, mas me lembrou bastante o Titã Simbiônico.

Os Jovens Titãs em Ação é o típico desenho ame-o ou deixe-o, no entanto existem aquelas situações que foram bem exploradas.

Ciborgue também participa de Justice League Action sua origem e modo de agir mantiveram-se da mesma forma da versão animada anterior.

No filme da Liga da Justiça o ator Ray Fisher interpretou o herói.

Sua origem está conectada ao que comentei sobre a versão do personagem lançada em 2011. Se não me falha a memória no fraco, Batman vs Superman já temos algo que demonstra isso.

A intenção da editora era lançar um filme solo do herói, porém o fraco desempenho da Liga nas bilheterias fez  o projeto naufragar.

Continuando, na animação, Liga da Justiça vs Novos Titãs que é focada na interação do Damian Wayne com os heróis adolescentes. Vemos que a equipe é liderada pela Estelar, Robin e Ravena se interessam um pelo outro e Vic se comporta de forma engraçada interagindo sempre com as duas equipes.

Ciborgue é um dos melhores personagens já criados pela DC Comics e sua ascensão pra mim tem sido ótima.

Só pra fechar, no universo Ame-Comi temos uma versão feminina do herói (que também tem o codinome de Cyborg).

Veja na galeria abaixo algumas imagens do Vic que pesquei na web

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Coleção DC 70 Anos – Última Parte

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Liga da Justiça – “Semente Estelar”

A quinta edição é dedicada a Liga e fiquei muito tentado a falar sobre “Um Novo Começo” que conta sobre a formação da equipe na fase cômica.

É uma história de início mesmo já mostrando os atritos entre Batman contra Guy Gardner (e principalmente todo aquele clima divertido que virou clássico).

Por mais que seja uma aventura importante decidi deixar de lado pra comentar “Semente Estelar” que tem roteiro de Grant Morrison & Mark Millar e ainda arte de Howard Porter.

Nela também temos o surgimento de uma outra formação numa fase bastante aclamada. O principal inimigo é aquela estrela do mar espacial ridícula que eu detesto, mas foi adaptada de uma maneira melhor.

Na trama, Starro está invadindo nosso planeta e o Flash foi o primeiro a sucumbir.

Enquanto isso no QG da Liga: Superman, Lanterna Verde (Kyle Rayner), Mulher-Maravilha, Aquaman, Caçador de Marte e Batman discutem em como abordar a situação.

De repente, o Espectro (Jim Corrigan) se intromete proibindo a equipe de tentar impedir a invasão.

Apesar do sério problema os heróis decidem ir pra Blue Valley. Então Corrigan mostra um futuro apocalíptico com a Liga da Justiça dominada pelo vilão e conquistando todos os lugares do universo.

Mesmo sabendo do alto risco a equipe age, mas sem poderes (como sempre Batman é seu maior triunfo).

Bom, é chover no molhado comentar que o Morcegão usando sua astúcia consegue ludibriar o inimigo.

Pelo que citei acima ficou óbvio que “Semente Estelar” chamou minha atenção, porque ao saberem do problema que desencadearia ao perder a equipe decidiu ir de encontro do perigo.

E pra piorar combatendo sem poder algum um inimigo praticamente imbatível. Essa fase dos roteiros de Grant Morrison é muito bem comentada na web.

A melhor parte é a arte de Howard Porter que de maneira sutil nos apresenta uma história prazerosa e eficiente.

O que me deixou de bobeira com essa aventura foi que resolveram ajudar de qualquer jeito sem se importar com a vida deles. O Espectro é sinistro, pois age apenas conforme seus interesses tomando decisões importantes e assustadoras.

Só pra constar, na edição Os Melhores do Mundo # 26 temos uma continuação direta desta aventura.

“A Coisa” com arte de Porter e roteiro de Morrison mostrando a Liga se unindo com Sandman pra derrotar Starro (tendo que dormir pra agir no mundo dos sonhos).

Tudo estaria perdido se não fosse por Michael Haney, pois sua ajuda foi fundamental pros heróis vencerem.

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Batman – “O Preferido”

A sexta e última edição é dedicada ao Homem-Morcego foi a pior e mais difícil pra escolher apenas uma história (e não é só porque o Morcegão é um dos meus heróis preferidos).

Numa lista que apresenta: “O Batman que Ninguém Conhece”, “A Morte chega a Meia-Noite e Três”, “Procurado Papai Noel… Vivo ou Morto!”, “A Noite do Caçador”, “24 Horas” entre outras pérolas.

Fiquei com “O Preferido” com roteiro de Mark Millar e desenhos e Steve Yeowell.

O Cruzado Embuçado está numa caçada feroz tentando pegar uma gangue especializada em arrombar mansões dos ricos.

Depois ficamos sabendo que algo muito importante havia sido levado da Mansão Wayne.

O comportamento implacável do herói na busca por informações sobre o paradeiro dos ladrões é muito violento (beirando a insanidade).

Durante sua empreitada Bruce deixou até de dormir pra conseguir seu intento.

A gangue se autointitulava “Peças de Xadrez” e uma denúncia anônima havia entregue seu esconderijo secreto.

A situação se complicou, porque o Chefe Yeats, da equipe da Swat pensando apenas em ganhar fama (deixou os bandidos fazerem reféns).

Obviamente o Cruzado de Capa foi pro local agindo de forma eficaz contra a bandidagem.

É só no final que compreendemos o motivo pelo qual Bruce fazia questão de encontrar a gangue. O objeto que havia sido roubado de sua casa foi um trenzinho de brinquedo.

O último presente que seus pais haviam lhe dado antes de serem assassinados.

Sendo exatamente aí que o roteiro de Mark Millar me surpreendeu. Vemos Bruce correndo pela cidade numa fúria desenfreada pra encontrar uma parte importante de seu passado (ouso até afirmar de sua inocência perdida e feliz).

Na penúltima parte temos Wayne ajoelhado por entre o brinquedo. A cena é de uma tristeza tão grande e ao mesmo tempo tão poética que ficou guardada em minha memória por um longo tempo.

Confesso que a arte de Steve Yeowell não ficou muito legal, mas devido a densidade do roteiro podemos deixar esse aspecto de lado.

Só pra constar, essa história de brinquedo do Morcegóide me lembrou de outra que li no gibi Liga da Justiça Sem Limites # 5.

Temos, “Liga da Justiça: Feliz Natal Fatal” com roteiro de Mike McAvennie e arte de Sanford Greene.

Na trama como diz o título estamos na época natalina e a Liga enfrenta o Cara de Barro que estava disfarçado de Papai Noel. Só que o Flash pensando em agir rápido acaba atrapalhando a missão.

Após aquela burrada, Batman lhe dá uma sermão e lhe incumbe o trabalho de procurar um dos integrantes do bando que fugiu.

É claro que Wally ficou chateado (por causa da seriadade do Morcegão), mas o Vingador Fantasma surge mostrando-lhe alguns fatos de natais passados do Morcegão.

Algo do tipo Um Conto de Natal do Ebenezer Scrooge ambos recuaram no passado do pequeno Bruce Wayne descobrindo qual era o seu brinquedo favorito.

Quando era menino tanto Bruce quanto Clark gostavam do Fantasma Cinzento. A cena da confraternização dos pais de Kent com Batman foi constrangedora.

Bom, resumindo Wally prendeu o bandido que restava e como era época de natal (resolveu presentear Wayne com seu brinquedo favorito).

Pra ser sincero, “Liga da Justiça: Feliz Natal Fatal” não é lá grandes coisas, porém esses acontecimentos no passado de BW ajudam e muito pra ficarmos sabendo quem era e no que se tornou.

Fechando, na Coleção DC 70 Anos tive que deixar várias aventuras de lado, no entanto escolhi aquelas que tiveram um significado maior na minha leitura.

Espero que tenham gostado e relembre aqui do texto anterior.

 

 

DC: A Nova Fronteira

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É uma edição em que Darwyn Cooke trabalhou tanto com a arte, quanto no roteiro.

DC: A Nova Fronteira (DC: The New Frontier) foi lançada nos Estados Unidos como uma minissérie divida em 6 partes.

Aqui nós acompanhamos a história reunida em duas edições ambas com mais de 200 páginas.

Na trama vemos acontecer um momento histórico não só dos gibis época convencionada como Era de Prata, mas do mundo como a Guerra Fria.

Período no qual os States e a União Soviética estavam travando uma intensa corrida espacial.

Nossa aventura começa logo após a Segunda Guerra Mundial devido ao medo do comunismo o governo americano realiza uma verdadeira caça as bruxas.

O clima de perseguição ficou ainda pior, pois as autoridades declararam que os heróis deveriam retirar suas máscaras. Revelando suas identidades secretas para que não fossem declarados traidores (e por consequência foras-da-lei).

A Sociedade da Justiça veio a público ficando contra tal decisão e abandonando a vida heroica e assim a grande maioria dos heróis fizeram o mesmo.

Vemos a trindade agindo cada um á sua maneira, pois Superman e Mulher-Maravilha estavam na ativa realizando incursões no campo inimigo sob comando do governo americano. Enquanto, Batman agia sozinho como vigilante sombrio.

No entanto o clima de paranóia só aumentou após o governo descobrir que havia um marciano vivendo escondido no país. A verdade é que o Caçador de Marte veio pra Terra contra sua vontade tendo que sobreviver com medo. Mais também descobrindo a cultura dos americanos seja sob sua identidade de John Jones, assistindo TV ou indo ao cinema.

Após a Guerra da Coréia vemos Hal Jordan procurando um significado maior pra sua vida, Os Desafiadores do Desconhecido viajando pelo mundo em busca de aventuras, a desilusão do Flash que enfrentou aquela loucura fazendo de tudo pra ser apenas ele mesmo.

Até o Esquadrão Suicida agindo de forma intrépida para proteger a vida comum dos cidadãos americanos.

Além da ameaça nuclear, desrespeito aos direitos civis, censura à liberdade de expressão, violência e perseguição política (havia um outro problema surgindo).

O Centro, uma ameaça monstruosa que emitia sons telepáticos. Só pra piorar o nível de destruição dele pode chegar ao universo inteiro. O monstro é tão gigantesco que há outras criaturas que se assemelham a dinossauros dentro da criatura.

Somente a união de todos os heróis será necessária pra que a humanidade não sucumba.

A edição é tão rica de participação demonstrando diversos heróis do segundo escalão da editora como: Os Perdedores, Demônios do Mar, Falcões Negros, Príncipe Viking, Slam Bradley, King Faraday entre outros.

DC: A Nova Fronteira é uma edição excelente, porque o roteiro conectando acontecimentos históricos importantes unindo a perspectiva da narrativa intimista dos personagens torna essa obra única.

Nem preciso comentar da arte de Darwyn Cooke que consegue resgatar com maestria essa época.

E acrescento também o trabalho das cores de Dave Stewart apresentando contrastes, brilho e tons sombrios que tornam nossa viagem pela história muito aprazível.

Merecidamente a edição ganhou os prêmios Eisner, Harvey e Shuster (as mais importantes da indústria de gibis americanas).

Então, afirmo depois que você ler essa história nunca mais irá esquecê-la.

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Liga da Justiça: A Nova Fronteira – Justice League: New Frontier – 2008

A animação em DVD foi a segunda adaptação lançada pela DC Comics sendo que sua classificação é PG-13, pois apresenta conteúdo violento.

Na abertura do DVD temos algumas cenas mostradas em estilo minimalista como: a perseguição aos heróis encapuzados, a desistência da Sociedade da Justiça, morte do Homem-Hora I (Rex Tyler) e origem do Flash II (Barry Allen). Fatos que ajudam na introdução da trama.

Pra mim o mais complicado nessa adaptação é o que seria deixado de fora de algo tão mínimamente detalhado no gibi.

Sinceramente foi uma tarefa ingrata não mostrar Os Perdedores e o peso dramático que representa na narrativa. Ainda houve uma reunião que alguns personagens místicos entre os quais estão: Zatanna, Vingador Fantasma, Billy Batson, Doutor Destino e Espectro.

Eles debatem se irão entrar na batalha ou deixar que os outros heróis decidam o sucesso ou a derrota da humanidade.

A passagem da lenda de John Wilson em sua luta solitária contra o racismo também foi mostrado (só que de forma sutil). Não há realmente uma confirmação se Henry existiu ou se sua história é apenas um mito. Mais essa figura incrível serviu de inspiração pro herói Aço (nos quadrinhos é descendente dele).

Lembro que a Disney fez uma ótima animação homenageando o lendário John Henry. Foi apresentada por James Earl Jones (famoso por emprestar sua voz pro vilão Darth Vader). Só pra constar no gibi John trocou seu sobrenome de Wilson pra Henry.

Continuando, é por isso que os leitores reclamam quando um livro é adaptado pra telona, pois algumas passagens significativas são perdidas (mas deixa pra lá).

Pra compensar outros momentos importantes foram mostrados e pra mim isso foi o grande acerto da animação deixando a Trindade de lado e focar em seus coadjuvantes.

Seja mostrando a origem do Lanterna Verde, a determinação de King Faraday que forjou um certo nível de amizade com Ajax, a inocência perdida do Flash e a personalidade marcante de Carol Ferris.

Só por diversão vemos a Mulher-Maravilha esculachando o Escoteiro Azul (é estranho notar que Diana é mais alta que Kal).

Batman mudando de herói sombrio, suavizando sua imagem e adotando um parceiro mirim (tanto na edição, quanto no DVD vemos o Batmóvel da década de 50). Também notei que a amizade entre Kal e Bruce lembra o antigo gibi World’s Finnest.

Liga da Justiça: A Nova Fronteira mostra cenários detalhadíssimos, apresenta uma história adaptada na medida certa, há um roteiro dramático, momentos de ação impressionantes e uma arte que respeita o design de Darwyn Cooke.

Continuo a afirmar que mesmo tendo cortado diversas cenas é a melhor reinterpretação de uma época.

É óbvio que o clima de conspiração, intolerância, paranóia e o sentimento de conspiração que fez o governo perseguir seus heróis e cidadãos foi mantido.

Aqui vemos os acontecimentos que culminaram no surgimento da Liga da Justiça (terminando nos anos 60 quando estão enfrentando Starro).

É uma história de heroismo, coragem e lealdade numa época em que o mundo vivia com medo de uma guerra nuclear.

Mesmo que você já tenha visto vale a pena assistir de novo apreciando cada momento desta aventura emocionante do início ao fim, pois há as origens dos heróis que gostamos.

Mais vemos em seu contexto clássico original sem nenhuma firula ou baboseira como estão tentando fazer atualmente nesses reboots.

Pra fechar outro aspecto importante da dublagem brasileira são as vozes dos atores que integram a série animada da Liga (tornando nossa viagem ainda melhor).

Espero que tenham gostado.

 

Os Melhores do Mundo #19

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A Liga da Justiça na fase de Grant Morisson tem uma das melhores formações da equipe nos gibis pra mim. Já vi muitos comentários da época do satélite nos anos 70, mas nunca tive a chance de ler nada deste material.

Seria um bom momento pra Panini relançar algo relevante pra termos um conhecimento dessas histórias.

Continuando, em parceria com o escritor temos a arte de Howard Porter. Foi nessa fase que o Morcegão derrotou a raça dos marcianos brancos, houve uma repaginada na formação original em Ano Um e também destaco A Pedra da Eternidade.

Em Os Melhores do Mundo #19, temos uma nova formação da equipe. Além do Super-Homem Elétrico, Batman, Aquaman, Caçador de Marte, Mulher-Maravilha, Lanterna Verde (Kyle Rayner) e Flash.

Foram incluídos: Aço, Caçadora, Homem-Borracha, Aztek e Zauriel (que era um anjo).

“Era Uma vez um Canalha…”, tem argumento de Morrison e desenhos de Arnie Jorgensen. Prometheus está contando sua história pro herói Retrô, pois seus pais eram ladrões que sempre estavam fugindo da justiça.

Até que morreram de forma violenta num cerco policial (algo que até me lembrou um pouco Bonnie and Clyde).

O Retrô era um rapaz sem poderes que havia ganho um concurso pra conhecer a Torre de Vigilância, da LJA que ficava na Lua. Só pra constar esse quartel-general da equipe é muito maneiro e era novo nesta época.

Pelo visto parece que Retrô menciona que ganhou do Wolverine e do Motoqueiro Fantasma (acho que foi uma homenagem pros personagens).

Então, Prometheus conta toda sua jornada por conhecimento entre aprender técnicas de combate, descoberta do reino místico de Shamballa e até seu nome retirado da mitologia grega.

Usando uma chave mística o vilão transporta Retrô pra um tipo de limbo, matando o rapaz e assumindo em seu lugar. A parte interessante é que através do seu capacete acabou copiando a origem e a forma de agir do rapaz.

A próxima aventura é “Camelot”, com roteiro de Grant Morrison e desenhos de Howard Porter.

Como referência ao mítico Rei Arthur a Camelot do título trata-se da equipe, pois há uma imensa mesa redonda pra reunião deles.

A Liga está aumentando sua equipe querendo uma rotatividade maior de heróis. Devido a presença do “Retrô” a Liga abre a Torre de Vigilância pra visita de vários reporteres.

Ajax está disfarçado de Clark e o verdadeiro Azulão recepciona os visitantes. Batman diante do monitor já estranha algo de diferente no herói convidado.

Durante a coletiva de imprensa, Prometheus disfarçado de Retrô começa seu plano de ataque (o primeiro a ter problemas foi Aço).

O vilão hackeia os computadores da Torre transmitindo dados pro seu capacete neural.

O segundo a cair foi o marciano, depois Zauriel e a Caçadora que lutou bravamente (afirmo que até o Homem-Morcego foi derrotado por Prometheus).

Então o restante da Liga fica sabendo que algo estranho está acontecendo.

A continuação veio na edição seguinte MM #20, “Prometheus á Solta”, novamente com argumento de Grant Morrison e desenho de Arnie Jorgensen.

Afim de destruir a LJA, o vilão continua derrubando um a um os heróis do grupo. Com o Lanterna Verde usa um inibidor de pensamentos e com o Flash espalha diversas bombas pra impedi-lo de correr.

Obviamente a LJA se recupera e providencia um contra-ataque ao vilão. Diante da derrota iminente, Prometeus se retira. E no limbo fica absorto pra tentar uma nova chance de derrotar a Liga da Justiça.

Antes da história terminar temos a chegada de Órion e Grande Barda, pois Táquion explica que a Terra se encontra num grande perigo e precisará destes heróis pra ajudá-los.

A premissa do vilão Prometheus foi realmente inteligente, pois através daquele capacete neural computadorizado. Ele é capaz de fazer praticamente qualquer coisa.

Só que a conclusão da história ficou fraquíssima servindo apenas pra mostrar os novos integrantes da LJA.

Há algum tempo atrás o Arqueiro Verde assassinou Prometheus tendo vários problemas em sua vida pessoal após esse crime.

Espero que tenham gostado.

Os Maiores Super-Heróis do Mundo – Última Parte

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Os Maiores Super-Heróis do Mundo – Última Parte

Liga da Justiça: Origens Secretas – JLA: Secrets Origins

Nesta aventura temos relatos das pessoas contando como foram salvas pelos heróis da equipe.

Como nas introduções anteriores aqui temos origens de outros heróis que compõe a Liga da Justiça.

Vemos, Barry Allen que numa noite tempestuosa, um raio caiu em seu laboratório transformando-o no Flash. Sua história tem tonalidade vermelha (e há uma homenagem pra primeira edição do Joel Ciclone).

Com, Hal Jordan é mostrada a mitologia da Tropa, os Guardiões de Oa, o juramento e o momento em que Abin Sur lhe convocou deixando-lhe seu anel de poder pra tornar-se um Lanterna Verde. Sua história tem tonalidade verde (dããããã! Roxa é que não daria pra ser).

Já a história do Arthur mostra o enlace de seus pais, a descoberta dos poderes marinhos e a procura por sua identidade na Atlântida até tornar-se rei (sua tonalidade é azul).

Depois temos J’onn J’onzz com o Doutor Erdel transportando-o pra cá, seu aprendizado dos costumes terrestres, agindo secretamente como detetive John Jones e também como herói sempre que necessário.

Apesar de morar entre nós o Caçador de Marte se mantém sozinho apenas acompanhando a humanidade (acho isso muito triste e a tonalidade de sua história é vermelha).

Há também Oliver Queen o milionário que naufragou numa ilha, teve que manejar arco e flecha pra sobreviver e ao voltar pra cidade decidiu usar seu aprendizado na vida heroica.

Adotou Ricardito, ingressou na Liga, sua luta pessoal pelos direitos civis e sua parceria com a Canário Negro (sua tonalidade obviamente é verde).

A história de Katar Hol e Shayera Thal começa no distante planeta Thanagar, pois ambos são policiais que vem pra Terra caçando um criminoso. Depois da missão cumprida Carter e Shiera Hall decidem trabalhar num museu adotando os codinomes de Gavião Negro e Mulher-Gavião (a tonalidade da aventura é marrom).

O cientista Ray Palmer descobre uma estrela anã. Devido ao seu estudo de alteração de tamanho, Ray construiu um uniforme especial pra controlar tal efeito sempre que a necessidade lhe convier.

Eléktron decidiu tornar-se combatente do crime e também ingressou na Liga. O que gosto no herói além de sua inteligência é o fato que pode surfar pelos impulsos elétricos do telefone e os mundos subatômicos que visita.

Em várias aventuras da equipe é somente com a intervenção do Eléktron que conseguem resolver algum problema (sua tonalidade é azul).

Com Enguia O’Brien o assunto fica muito engraçado, pois essa é sua principal característica. A origem de ladrão que sofre acidente químico que lhe concede poderes elásticos foi mostrada até em Batman: Os Bravos e Destemidos.

O Homem-Borracha pode se transformar em qualquer coisa que lhe der na telha e seu senso de humor irreverente o torna um dos heróis mais legais de todos que já vi. Pena que seja pouco aproveitado, porque o Máskara é uma cópia descarada sua (a tonalidade de sua história é vermelha).

Por último temos a introdução da Liga original e com o passar do anos outros integrantes vieram pras fileiras da equipe. Sendo que Adam Strange, Zatanna, Metamorfo, Homem-Elástico, Vingador Fantasma e Tornado Vermelho são mostrados (e o Satélite dos anos 70 é homenageado).

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LJA: Liberdade e Justiça – JLA: Liberty and Justice

Logo no início há um salvamento de avião feito pelo Ajax, Flash intervem num assalto a banco e Aquaman salva baleias de serem mortas. Assim que o marciano pousa o avião, Diana pede pra convocar a Liga em caráter de urgência.

Alguns membros da equipe vão pro Pentágono sabendo que há uma doença contagiosa se propagando na África.

Dinate do problema enorme a equipe debate se deve intervir na situação. Então, Diana deixa Ajax, Jordan e Barry irem avaliar a extensão do problema. Enquanto o Caçador está pensando vemos algumas histórias antigas da Liga sendo homenageadas.

Ao chegarem na África descobrem que um vírus alienígena está infectando a população local. A doença deixa a mente das pessoas funcionando, mas seu corpo é privado das funções motoras.

Quando o Flash estava levando o vírus pro Batman achar uma cura foi infectado pela doença. Ajax estava protegendo os aldeões de serem mortos, no entanto quase sucumbiu com eles.

Na Batcaverna, Bruce mesmo sendo inteligente não conseguiu avaliar o vírus. A situação muda somente através de Eléktron que foi injetado na corrente sanguínea de Barry.

A notícia da doença se espalha e o mundo inteiro entrou em pânico. Pra piorar a Liga da Justiça leva a culpa pela propagação da doença que recebe o nome de Superpraga.

A histeria coletiva transformou-se em guerra civil, pois as pessoas assustadas estavam saqueando e quebrando lojas, supermercados entre outros tipos de violência.

Kal, Diana e Bruce decidem que a equipe precisa de reforços pra conter o caos. Então,  Metamorfo, os Gaviões, Zatanna, Homem-Elástico, Tornado Vermelho, Arqueiro, Canário e Homem-Borracha são convocados pra ajudar.

Agindo pra conter o tumulto em vários lugares dos Estados Unidos. Os noticiários sensacionalistas mostravam uma Liga vingativa, mas não era verdade.

Contra sua vontade tiveram que usar força pra conter a população (quando é normal agirem assim contra os vilões).

Depois do Lanterna Verde e o Flash mandarem o vírus pro espaço. A Liga convoca uma reunião extraordinária na ONU.

Ajax como orador explica pra todos o que aconteceu pedindo pra que as pessoas continuem mantendo a confiança na equipe. Sempre quando precisarem a LJA estará pronta pra auxiliar a humanidade.

LJA: Liberdade e Justiça é uma história ótima, pois de todas as abordagens lidas essa foi uma das mais realistas dentro do universo fantástico que geralmente vemos com a equipe.

Obviamente a aventura ainda está sob o estilo super-heróis devido a confiança na Liga ter sido abalada. E principalmente, porque tinham que lhe dar com duas ameaças graves.

Só pra constar a revista Wizard americana lançou uma notícia falsa sobre uma história com os Supergêmeos “Formulário da Água”. Na sinopse os irmão usariam seus poderes pra salvar Gleek, o animal de estimação deles acabando com uma seca.

Nesse link vocês podem encontrar todas as edições desta aventura que comentei.

Espero que tenham gostado. Revejam aqui a segunda parte.

 

Crise nas Infinitas Terras

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Eu já havia feito um texto comentando sobre essa edição. E após lê-la novamente pela milésima vez fiquei pensando o que poderia abordar de novo nela.

Estarei comentando o óbvio ao lembrar que a Crise dos anos 80 foi importantíssima pra DC Comics e também pros fãs (principalmente pra mim).

O Multiverso foi destruído e as cinco terras restantes formaram um único universo (totalmente renovado). Esse evento serviu pra definir um novo momento da editora.

Já comentei diversas vezes que essa pra mim deveria ser a única crise feita pela Distinta Concorrente, mas seu sucesso foi tão estrondoso (rendendo tanto dindin). E somente devido a isso infelizmente de tempos em tempos há uma nova crise abalando as estruturas do cosmo.

Bom, durante a confusão temporal presente, passado e futuro estão co-existindo simultaneamente. A notícia era veiculada pela televisão e tanto Miriam Lane (lembrando que Lois era conhecida assim naquela época) e Lana Lang davam entrevistas com pessoas de tempos distintos.

A versão delas estava vinculada com os anos 70 em que Clark também era um âncora de telejornal.

Outro ponto importante era o poder do Antimonitor que crescia de forma imensurável diante da onda de antimatéria. Então, Pária visitava mundo após mundo somente para vê-los sendo destruídos e milhões morreram.

A Precursora era outra personagem que me deixou muito fascinado quando li o gibi pela primeira vez. Lyla Michaels pode dividir-se em várias identidades diferentes e sua função é convocar os heróis das diversas Terras que não foram destruídas.

Depois da Crise a Precursora pesquisou A História do Universo DC lançando-o uma orbe pro espaço como homenagem pro Monitor. Quando foi convidada pra morar em Themyscira como historiadora da Amazonas, Lyla foi morta quando Darkseid planejou atacar a Supergirl que estava completando seu treinamento na ilha.

Alexander Luthor, da Terra-3 foi outra peça importante pra que houvesse um meio pra que a mudança proposta no roteiro viesse realmente a acontecer.

Fato interessante muito importante pra mim foi ter conhecido a versão original do Super-Homem que habitava a Terra-2. E todos os heróis criados na década de 40 foram colocados nesta realidade.

A crise oitentista não foi a única crise da editora, pois houveram outras menores em edições antigas que serviram de inspiração pra essa famosa.

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A primeira foi “Crise na Terra-Um” (Crisis on Earth-One!, no original) lançada em Liga da Justiça #21. Só pra constar essa capa já foi homenageada por diversos artistas ao longo dos anos.

Um detalhe importante a ser mencionado é que essa história acontece após a clássica “Flash de Dois Mundos”.

O gibi tinha roteiro de Gardner Fox, arte de Mike Sekowski, com colaboração de Murphy Anderson e Julius Schwartz como editor, em 1963.

Temos o primeiro encontro das equipes Liga da Justiça composta por: Superman, Mulher-Maravilha, Aquaman, Batman, Caçador de Marte, Lanterna Verde (Hal Jordan), Eléktron, Arqueiro Verde e Flash.

Enquanto na Sociedade da Justiça estavam: Senhor Destino, Lanterna Verde (Alan Scott), Átomo, Canário Negro, Joel Ciclone, Gavião Negro e Homem-Hora.

A Liga havia se reunido pra deter os vilões Félix Fausto, Doutor Alquimia e e Cronos que “anunciaram” que iriam roubar um banco, um navio naufragado e um submarino.

Sei que é surreal, mas a história é muto simples mesmo. Então os heróis se dividem pra capturar os encrenqueiros.

Enquanto isso na Terra-2 a SJA se reencontra após doze anos parada e também foi convocada pra deter crimes. Seus inimigos os vilões Geada, o Violinista e o Mago afirmaram que iriam roubar um milhão de dólares cada.

A equipe se sente feliz por voltar ao bom combate e parte atrás dos vilões.

No navio Fausto sofre represália de Ajax, Aquaman e Eléktron, Doutor Alquimia luta contra Superman, Arqueiro Verde e Flash. E Batman, Mulher-Maravilha e Arqueiro Verde vão deter Cronos.

Curiosamente todos os heróis fracassam, pois seus inimigos somem de maneira misteriosa.

Enquanto isso os vilões comemoram numa enorme esfera de energia na barreira entre os mundos. O Mago se gabando conta como derrotou Allan Scott e Dinah, o Violinista também faz o mesmo relatando como foi contra Gavião Negro, Joel Ciclone e Átomo.

Pra não mudar o rumo infelizmente o Senhor Destino e Homem-Hora também cairam diante do Geada.

Os vilões prenderam Barry e Ciclone pra que não interfiram em seus planos, pois mudaram pras terras diferentes a fim de cometerem seus crimes sem a interferência dos heróis.

A liga da Justiça é convocada novamente pra deter os vilões da Terra-1 que estão disfarçados como seus inimigos e falham ao cair numa armadilha.

Quando descobrem que estão presos por força de magia a LJA usando uma bola de cristal pede ajuda pros heróis da Terra-2 (imagem clássica da capa desta edição).

Depois que Barry explica tudo, a LJA viaja pra Terra Paralela encontrando pela primeira vez a Sociedade. Então a Liga fica no QG da Sociedade e eles partem pra Terra Um afim de combater seus inimigos.

Allan e Hal vão até a barreira entre os mundos pra libertar os velocistas (terminando nesse ponto).

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A conclusão lemos em Crise na Terra-2! (Crisis on Earth-Two) novamente com arte de Mike Sekowski, roteiro de Gardner Fox e lançada em Liga da Justiça # 22, também em 1963.

A SJA parte pra deter os vilões que se esconderam em nossa Terra. Em Clayville o Homem-Hora e Átomo derrotam o Violinista, o Senhor Destino em Three Corners acaba com o Geada e em Alfa City o Mago perde pro Gavião e a Canário.

Na Terra-2 a Liga da Justiça enfrenta Félix Fausto, Doutor Alquimia e Cronos.

Num parque de diversões Félix Fausto é detido por Oliver, Jonn e Ray Palmer. Batman e Mulher-Maravilha lutam contra o Doutor Alquimia numa montanha. Por último Cronos é detido por Arthur e Kal.

Mais enquanto os Lanternas soltam Barry e Ciclone na barreira entre os mundos todos os heróis desaparecem misteriosamente (e surgindo presos em gaiolas no espaço sideral).

É só através da astúcia de Eléktron que consegue pensar em algo pra sairem daquela situação que a SJA e a Liga consegue sair daquela situação.

Os vilões ao descobrirem que seus inimigos vem caça-los tentam partir pra Terra-3, porém já era tarde demais.

No final há uma promessa deles pra que sempre se unam quando for necessário.

Ambas as edições são bem simples mesmo. Pra mim Mike Sekowiski não é um dos melhores desenhistas de sua época, pois seus quadros não demonstram muita qualidade.

E principalmente o roteiro de Gardner Fox não acrescenta nada de espetacular ao enredo. Podemos notar que havia uma visão bem diferente de heroísmo e maldade (bem inocente pra ser sincero).

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Quase ia me esquecendo a Terra-3 que havia sido comentada pelos Campeões do Crime que pretendiam fugir pra lá teve sua introdução em Liga da Justiça # 29 e 30, de 1964. É o lar do Sindicato do Crime da América, uma versão distorcida da LJA.

Os membros do Sindicato descobrem a Terra Um e partem pra conquista-la. Quando dizem a palavra mágica “Volthoom” os heróis da Liga viajam pra Terra-3.Há algo de estranho nessa realidade, pois o mal sempre prevalece sobre o bem e a LJA é derrotada.

Mesmo alertando a Sociedade da Justiça do inimigo poderoso, mas a Liga enfrenta o Sindicato na Terra 2 sendo lá que conseguem vencer esse inimigo.

Só pra fechar as histórias servem apenas pra sabermos como o Multiverso surgiu e também notarmos como a qualidade dos quadrinhos foi se aprimorando durante as décadas.

Fico por aqui.

 

 

 

 

 

 

Imagens

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Desenhos Anos 2000

Há algum tempo atrás eu já havia feito alguns comentários sobre desenhos dos anos 80 e também da década de 90.

Quando dizem que assistir desenho é dos 8 aos 80, afirmo que não é brincadeira, pois até hoje consigo sentar no sofá e relaxar assistindo bons desenhos.

Durante a década de 2000 eu já não era mais nenhum garotinho ou adolescente e me deparei com algumas séries animadas que chamaram minha atenção.

Começo logo com Liga da Justiça que pra mim foi o que marcou esse período. A melhor coisa é que não havia aquela inocência dos Super Amigos (apesar do comentário sou fãzaço desta versão).

Voltando, há momentos antológicos como: Lordes da Justiça, morte do Solomon Grundy, viagens no tempo quando estiveram na Segunda Guerra Mundial, velho oeste e futuro, Superman usando realmente toda sua força pra derrotar Darkseid entre várias outras coisas.

Mais pra mim foi realmente histórico o Flash botar chifre no Lex com a Tala (toma careca).

Há boatos na web que haverá uma nova série animada da Liga, mas que virá seguindo o exemplo de Teen Titans Go! (suponho que talvez será bastante infantilizada, é uma pena).

Ainda tínhamos Os Jovens Titãs conquistando mais fãs com Estelar, Robin e cia. A melhor parte é que podemos ver o desenvolvimento da personalidade cada herói em aventuras influenciada pelo estilo anime.

Sem sombra de dúvidas Ben 10 é um desenho marcante, pois começou mostrando apenas um garoto que ganha um relógio maneiríssimo transformando-se em aliens pra salvar o dia.

Até aí nada demais, porém depois o universo começou a se expandir, Kevin deixou de ser inimigo pra tornar-se aliado e surgiu uma mitologia vasta de personagens e lugares pra poder viajar pelo espaço.

E no futuro, Ben 10.000 é pai do Kenneth Tennyson (ou Ken) que secretamente age como o viajante do tempo, Crono Spanner.

Outro desenho que gosto é MIB – Homens de Preto estamos no mesmo universo do filme, mas há algumas diferenças.

Lembro que todo episódio tinha o nome de A Síndrome de alguma coisa.

Podemos acompanhar as loucura na vida dos Agentes K,  J e L cheia de tecnologia e culturas alienígenas ao seu redor (mostrando tudo de uma maneira bem engraçada e divertida).

Não poderia esquecer de Avatar: A Lenda de Aang que conseguiu misturar magia, mitologia chinesa, japonesa e kung fu em cenas lindíssimas. Um avatar consegue dominar os quatro elementos: terra, ar, fogo e água.

Aang é um dominador de ar descendente de uma extensa linhagem de Avatares. Quando descobriu que era Avatar, Aang fugiu ficando desaparecido por 100 anos.

Depois que é descongelado nós presenciamos sua jornada pelo mundo em busca de aprendizado pra dominar os elementos restantes.

Em sua companhia estão: Katara, Sokka, Toph e também pelo Príncipe Zuko que inicialmente odiava Aang.

Na trama enquanto Aag esteve hibernando a Nação do Fogo tornou-se dominante tornado-se o grande inimigo a ser derrotado.

Repleto de cenário belíssimos, misturando ação com  lutas fantásticas, comédia e até um pouco de romance (recomendo assistir).

Chegaram a lançar O Último Mestre do Ar, uma adaptação cinematográfica do anime que pra mim ficou muito boa. Pelo jeito M. Night Shyamalan não tem sorte mesmo.

Era pra ser o início de uma trilogia, mas infelizmente além de não ter conseguido uma grande bilheteria a crítica caiu matando sobre o filme.

Há outros desenhos que merecem destaque como Batman: Os Bravos e Destemidos aonde o Morcegão age em parceria com algum herói.

Projeto Zeta conta a história de um sintozóide programado como unidade de infiltração. Suas missão era matar por ordem do governo, mas Zeta era tão avançado que adquiriu inteligência própria questionando suas ordens.

Após abortar uma missão passou a ser perseguido pela ANS (Agência Nacional de Segurança), comandada pelo Agente Bennet e tratado como traidor.

Zeta transforma-se num fugitivo e durante sua fuga acaba conhecendo Rosalie Rowan , uma adolescente orfã com vários problemas. Na companhia de Ro, Zee vasculha o país procurando Eli Selig, seu criador pra que ele possa provar  sua inocência.

Mesmo não querendo Zeta age como herói e a melhor parte é seu projetor holográfico lhe dá a capacidade pra se disfarçar em quem ele quiser.

Durante os episódios Zeta e Ro sempre ajudam várias pessoas pelo caminho. E parte engraçada é ver o atrapalhado Agente West tentando deter a dupla.

Podemos notar que é através da convivência com Ro que Zee acaba desenvolvendo ainda mais sua humanidade (enquanto ele ajuda na procura do irmão dela).

Dizem as lendas que Projeto Zeta acontece no mesmo universo de Batman do Futuro.

E, Os Padrinhos Mágicos, Timmy Turner apronta tudo que lhe vem nas ideias junto com Cosmo e Wanda. Pra piorar sua babá, Vicky inferniza a vida do moleque e seus pais são muito sem noção.

Dizer que Padrinhos Mágicos é divertido seria muito pouco são episódios totalmente loucos e surreais.

Bom, é claro que eu poderia comentar sobre vários outros desenhos mais não quero escrever nenhum livro.

Veja na galeria abaixo algumas lembranças suas que estavam perdidas