Supermulher – Segunda Parte

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Ao longo das décadas a DC Comics nomeia vários personagens com o mesmo codinome, mas nem sempre você tem oportunidade de conhece-los.

Porém o seu amigo nerd de plantão arranjou um tempo para selecionar quais mulheres ostentaram o codinome de Superwoman (sem mais enrolação vamos a elas).

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Laurel Kent

A heroína é uma integrante da famosa Legião dos Super-Heróis que atuou no distante séc. XXX (período Pré-Crise). Criada pelo lendário roteirista Jim Shooter e pelo artista Mike Grell, em 1976.

No início, Laurel foi a primeira descendente do Superman que surgiu no século 30, mas não sei por qual motivo estapafúrdio ao longo dos anos mudaram de maneira drástica sua origem (até sumirem com ela).

Seus poderes incluíam voo, invulnerabilidade, ficando fraca somente ao ser exposta a ktriptonita e também tornou-se uma exímia combatente corpo a corpo.

Quando entrou pra Academia da Legião, Laurel teve que dividir seu quarto com Vésper (e elas se tornaram grandes amigas).

Então veio aquela confusão desgraçada, pois afirmaram que Laurel era uma Caçadora Cósmica disfarçada que esteve hibernando por mil anos e acordou naquela época.

Depois retiraram essa loucura mostrando que o robô que havia atacado a LSH não passava de uma cópia, porque a verdadeira heroína esteve presa em cativeiro.

Na última versão, Laurel atua como Superwoman também no séc. XXXI ao lado de Kent Shakespeare, um outro descendente do Azulão neste período e também Batman (Brane Taylor) e Robin (Tom Wayne).

Há uma outra versão de Laurel Kent, na Terra-11 (mostrando versões femininas dos heróis que conhecemos). Nesta realidade paralela a heroína continua usando o nome de Superwoman.

Só pra constar na excelente edição Vingança Máxima parece que temos uma homenagem pra Supermulher em dose dupla, pois se refere a história antiga de Clara Kent entre várias outras referências (e seu nome também é Laurel).

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Laurel Gand

Houve um período em que Laurel Kent foi substituída, pois haviam retirado o Superboy como vínculo de origem da LSH.

Puseram Lar Gand (Mon-El) no lugar do Garoto de Aço como maior herói do século 20 servindo de inspiração pra equipe do futuro distante.

Laurel Gand possuía todos os poderes do Homem de Aço e foi inspirada na nossa Supergirl, pois tinha cabelo loiro. Há algum tempo atrás, Gand teve seu codinome heroico mudado pra Andromeda.

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Lucy Lane

Criada pelas lendas Otto Binder e Curt Swan na edição Superman Pal Jimmy Olsen # 36, de 1959.

Lucy é a irmã mais nova de Lois e surgiu durante a Era de Prata como uma aeromoça servindo de interesse romântico pro Jimmy Olsen. Além de já ter sido namorada de Jimmy, Lucy foi casada com Ron Troupe.

Anos depois ressurgiu durante a fase de John Byrne e ficou cega sendo curada quando o Azulão enfrentou Bizarro nos céus.

Ficou mais um tempo no limbo retornando após Crise Infinita como uma oficial do Exército americano. Houve uma enorme mudança em seu status quo que sempre foi gentil e adorável, pois agora morre de inveja de sua irmã e tornou-se uma vilã.

Foi durante a saga Novo Krypton que aliada ao seu pai, General Sam Lane. Lucy passou a usar um traje que lhe confere superpoderes (iguais aos de qualquer kriptoniano).

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Superwoman – Sociedade do Crime

É uma supervilã que vive na Terra-3 e surgiu em 2007, seu mundo paralelo é bastante semelhante ao nosso. A grande diferença é que essa Superwoman integra a Sociedade do Crime uma versão deturpada da Sociedade da Justiça.

Essa equipe foi vista durante a Contagem Regressiva para a Crise Final lutando contra Donna Troy, Kyle Rayner e Jason Todd. Eles estavam procurando Ray Palmer que havia sumido desde que sua esposa havia enlouquecido e assassinado Sue Dibny.

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Cir-El

Como curiosidade também temos esta Supergirl como descendente do Homem do Amanhã. Cir-El foi criada por Steven Seagle e Scott McDaniel surgindo pela primeira vez na edição Superman. The 10 Cent Adventure # 1 (2003).

A heroína possui quase todas as habilidades de Kal-El e podia emitir rajadas óticas num tipo de sol vermelho. Fato que anulava os poderes dos kriptonianos que estava sob o sol amarelo.

A adolescente havia surgido de repente em Metrópolis dizendo ser Supergirl e afirmando ser filha de Kal com Lois, mas que tinha vindo de um futuro apocalíptico. O Azulão fez um exame de DNA comprovando que ela era kriptoniana. Só que não tinha parentesco com Lois (deixando a repórter com a pulga atrás da orelha).

Depois ficamos sabendo que Cir-El havia sido criada por Brainiac e seu corpo tinha um vírus que controlaria o Superman no futuro atacando a Terra. Então para evitar que isso acontecesse, Cir-El se sacrificou atravessando um portal indo pra outra dimensão (apagando da existência tanto ela mesma quanto aquele futuro terrível).

Cir-El chamou minha atenção pelo seu jeito meio inocente de ser amiga de todos, por manter esse aspecto heroico de fazer o bem maior e até se sacrificar por causa disso.

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Supergirl – Louise-L

E só pra fechar num tempo muito, muito, muito distante temos uma heroína do período Pré-Crise dos anos 80. Loiuse-L é a Supergirl de 500.000 anos no futuro e ela afirma que é uma descendente de nossa Kara Zor-El.

Essa versão da Supergirl possui os mesmos poderes que um kriptoniano apresenta sob o sol amarelo.

Na aventura em que surgiu, Loiuse havia viajado pro passado para capturar dois vilões de sua época e pediu pra Linda Danvers que tomasse seu lugar enquanto estava por aqui.

No futuro do qual veio, Louise obtém seus poderes de um sol alaranjado que modificou significativamente seu nível de poder e também lhe concedeu a capacidade de hipnotizar quem quiser.

Atualmente a heroína está jogado no limbo como diversos e vários outros personagens da DC Comics.

Bom, essas foram somente algumas personagens que conheci garimpando na web, mas se for pesquisar mais a fundo encontraremos vários outras versões tanto da Superwoman, Supergirl e até da Mulher-Maravilha.

Relembre aqui da primeira parte e se gostou deixe algum comentário.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Vidas Paralelas se Encontram no Infinito

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O título é grande pra caramba e chama bastante atenção, porque pra mim desde da primeira vez que li sempre me pareceu um poema.

Só pra constar, essa aventura foi lançada por aqui na clássica edição Super Powers # 17, em 1990.

Nela temos argumento e também arte feita a quatro mãos pelos mestres John Byrne e Jerry Ordway.

Era uma continuação direta da edição Super Powers # 11 que reintroduziu o Superboy nas histórias do Homem de Aço. Bom, pra quem não lembra após a Crise nas Infinitas Terras todo o passado do Azulão havia sido apagado da continuidade.

E durante a reformulação feita por Byrne veio a afirmação de que o Super-Homem nunca havia sido Superboy. Já que Clark assumiu sua cueca por sobre a calça quando adulto.

Continuando, a LSH tem sua origem atrelada ao Superboy, pois foram inspirados pelos atos do jovem herói que viajavam através de uma bolha do tempo pra se encontrar com o Garoto de Aço.

No Pós-Crise as histórias do Menino de Aço foram desconsideradas causando um grande alvoroço entre os fãs americanos, mas choveram cartas reclamando quanto a isso.

E Byrne veio com a ideia da existência do Mundo Compacto, uma realidade alternativa criada pelo Senhor do Tempo, arqui-inimigo da Legião dos Super-Heróis.

Essa aventura pra nós brasileiros foi lançada na edição citada acima. Uma história em que o Super conhece a LSH quando acabam vindo parar em nossa realidade.

É claro que surge um confronto entre eles, pois acham que Kal se esqueceu das aventuras que tiveram no passado (só que isso nunca ocorreu no Pós-Crise).

Durante a luta o Superboy aparece e o Homem de Aço atônito vai procura-lo indo parar em Pequenópolis (Smallville era chamada assim há algum tempo atrás). Pertencente ao Mundo Compacto que foi inspirado nas histórias surgidas durante a Era de Prata do Menino de Aço.

Pra encurtar, Kal descobre a tramóia do Senhor do Tempo que havia criado uma máquina que mantinha aquela realidade fora do trelele que rolava com a onda de destruição causa pela antimatéria.

E infelizmente, o Superboy se sacrificou heroicamente para salvar seu mundo.

Fato que nos leva a história deste texto, pois aqui presenciamos o surgimento da nova Supergirl, uma Lana Lang criada por Lex Luthor desta realidade alternativa que era feita de protomatéria.

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Lembrando que a minha querida Supergirl conhecida pelos fã durante a Era de Prata também havia morrido assassinada pelo vilão Antimonitor. Acontecimento trágico e marcante visto durante a Crise dos anos 80 (se sacrificando para salvar seu primo).

Voltando, essa nova Moça de Aço veio do Mundo Compacto que estava sem a proteção do Superboy seu único e maior herói.

Lex Luthor era bem diferente do careca que adoramos odiar, pois era um cientista benevolente que sem conhecimento algum acabou libertando três criminosos da Zona Fantasma: General Zod, Quex-Ul e Zaora, uma versão da vilã Faora.

Após a morte dos Kent, Lex foi pra Pequenópolis procura-lo, mas o herói já havia morrido sem eles saberem.

Junto a Lana Lang e Peter Ross estava procurando enviar uma mensagem pro Garoto de Aço no futuro. Até que encontraram Zod que havia enganado Lex afirmando ser tio do jovem herói e acaba libertando-os de sua prisão.

Durante dez anos os vilões causaram diversas destruições a humanidade do Mundo Compacto e Lex  construiu uma resistência humana contra eles.

Vemos versões de personagens que em nosso mundo se tornaram lendários heróis como: Bruce Wayne, Hal Jordan e Oliver Queen que durante as batalhas acabaram morrendo.

Uma das cenas mais impactantes da edição foi ver o trio de criminosos kriptonianos perfurando a crosta terrestre. Sua intenção era chegar ao centro da Terra fato conseguido que jorrou milhões de litros de água sobre o magma destruindo o equilíbrio atmoférico do planeta (assim como diversas espécies).

Tamanha crueldade exterminou com cinco bilhões de vidas naquele mundo e o Super-Homem teve que tomar a decisão mais difícil de toda sua vida.

Diante da afirmação de Zod que faria o mesmo em nossa Terra, Kal como único recurso agiu como Juiz, Juri e Executor.

Sendo que primeiro utilizando a Kriptonita Dourada removeu pra sempre os poderes dos kriptonianos e depois com Kriptonita Verde matou aqueles vilões.

O herói retorna do Mundo Compacto acompanhado de sua única sobrevivente a Supergirl/Matriz que havia retornado ao estado de protomatéria.

Deixando-a aos cuidados de seus pais na fazenda. Os acontecimentos daquela realidade alternativa tiveram consequências drásticas na vida do Azulão, pois ele se exilou no espaço em aventuras posteriores.

Nesta época foi quando acabou indo parar no Mundo Bélico enfrentando o vilão  Mongul e também conhecendo o artefato kriptoniano que se transformou no Erradicador.

Na série animada da Liga também tivemos uma ótima adaptação desta aventura com Kal e Ajax (mostrada no Planeta Arena).

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Voltando, pra quem se assustou ao ver Kal-El matando Zod em Superman: O Homem de Aço.

Talvez não tivesse conhecido essa aventura, mas temos outras histórias do Superman na quais aconteceram dele matar.

A mais emblemática dela foi sua própria morte quando lutou de maneira implacável contra o monstro Apocalypse e ambos caíram exaustos sem vida.

Outra edição que se não me falha a memória foi Superman & Batman # 6 da Panini Comics que foi lançada, em 2005.

Durante essas histórias tivemos o arco Poder Absoluto que mostrava os Melhores do Mundo numa realidade alternativa em que se tornavam controladores tiranos da Terra.

Nesse mundo os heróis havia sido criados pela Legião dos Super-Vilões, uma equipe inimiga da LSH vinda também do sec. XXXI.

A equipe de vilões é formada por: Rainha Satúrnia, Rei Cósmico e Lorde Relâmpago versões malignas dos principais integrantes da Legião.

Numa batalha feroz em que Batman morre, Kal luta contra a Mulher-Maravilha matando-a de forma impiedosa com seu próprio laço da verdade (cena fortíssima muito impactante).

Só pra constar na série animada da Liga da Justiça temos o episódio “No Além”, aonde vemos um grupo de supervilões conspirando pra matar o Azulão.

O Mestre dos Brinquedos atira um raio que aparentemente mata Kal, mas na verdade ele havia sido jogado 30 mil anos no futuro. Lá encontramos Vandal Savage como único sobrevivente da raça humana (todo esse holocausto foi provocado por ele).

Ambos desenvolvem uma amizade e Clark precisa lutar contra baratas geneticamente alteradas pra sobreviver. Ele consegue retornar graças a energia de um sol miniatura que energiza a máquina do tempo que Savage tinha em seu laboratório.

E aonde fica a morte nisso tudo? Quando o Super chegou nesse futuro foi perseguido por uma alcatéia de lobos e pra sobreviver teve que lutar contra o líder deles.

Após mata-lo Clark tornou-se o macho alfa e os lobos passaram a segui-lo.

Bom, quem disse que Superman não mata está redondamente enganado esses foram apenas alguns acontecimentos que lembrei fuçando minha memória, porém pesquisando mais a fundo deve se encontrar outras situações.

As edições Super Powers # 11 e 17 foram lançadas com a intenção de homenagear Kal-El que na época estava se tornando cinquentão.

E só pra fechar a edição 17 finaliza homenageando Mort Weisinger e Otto Binder que foram o editor e roteirista que ajudaram no surgimento da Moça de Aço na Era de Prata.

Temos também fichas de Jerry Siegel e Joe Shuster que todos estamos cansados de saber foram os criadores do Azulão.

Mais do meu ponto de vista ao invés de Siegel e Shuster deveria ter algo sobre Al Plastino o desenhista que fez a arte da Supergirl naquele período.

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