Superman: Entre a Foice e o Martelo

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Histórias com realidades alternativas do Morcegão existem várias. E na grande maioria delas o personagem continua interessante.

Mais com o Homem do Amanhã o assunto muda de figura, pois posso escolher a dedo qual edição do selo Elseworlds vale a pena ler.

E Superman: Entre a Foice o Martelo (Superman: Red Son) é definitivamente uma delas. O gibi tem roteiro do consagrado Mark Millar, arte em dupla de Dave Johnson com Killian Plunkett e foi lançada por aqui em 2004.

Lembrando que inicialmente a história foi lançada como minissérie dividida em 3 edições.

Imagine uma realidade na qual o foguete lançado por Jor-El ao invés de cair no território americano. Por algum acaso do destino a aeronave tenha ido cair na antiga União Soviética e no período da Guerra Fria?

O foguete do bebê havia caído numa fazenda coletiva na Ucrânia. Então Kal cresceu sob os valores socialistas e mostrado como um Campeão dos proletários (ou trabalhadores).

Tal notícia difundida na telinha pelo presidente J. Edgar Hoover caiu como uma bomba devastadora nos lares americanos.

O mundo vivia com medo da Guerra Fria e nessa época os Estados Unidos era mostrado como capitalista e a URSS era comunista.

Devido ao surgimento do Super-Homem soviético a balança do poder estava pendendo pro lado comunista (transformando-a numa superpotência).

Os americanos ficaram alarmados e tentando correr atrás do prejuízo contrataram o Dr. Lex Luthor, nos Laboratórios S.T.A.R.

Seu contato na Casa Branca é o Agente James Olsen, pois Luthor é o homem mais inteligente que existe.

O aspecto de Luthor ser uma mente fora do comum é fascinante (e isso é demonstrado a todo momento na história).

A grande diferença é que Lois Lane tornou-se a Sra. Luthor, pois aqui o caso de amor entre Kal e Lois nunca aconteceu.

Deixando isso de lado um dos aspectos mais importantes desta narrativa é que Kal-El nos conta sua história.

O roteiro de Mark Millar é surpreendente do tipo elevado a nona potência e fica ainda melhor ao notarmos versões de personagens conhecidos como Mulher-Maravilha, Batman, Lanterna Verde, Bizarro e Brainiac.

Há também referências clássicas como a cidade engarrafada de Kandor, Senhorita Teschmacher, Fortaleza da Solidão, Zona Fantasma entre várias outras.

Além desses detalhes importantes há um pouco de história com acontecimentos que nos conectam com o que ocorreu na década de 50 e 60.

A arte de Dave Johnson com Killian Plunkett e as cores de Paul Monts demonstram um tom sombrio trazendo-nos um daqueles momentos que tudo se complementa brindando-nos de forma única e inesquecível.

É importante lembrar que o Superman de Karl Max é elevado ao extremo, pois seu comportamento humanista difere do seu regime ditatorial.

Sendo assim antagoniza com a maneira fria e intelectual de Lex Luthor.

Devido a passagem de tempo a luta entre Superman e Luthor torna-se um jogo de xadrez sem precedentes.

Lembrando que no final da segunda e terceira edição há um glossário pra que saibamos sobre palavras e situações daquele período.

Só pra constar, no arco Multiplicidade do Superman: Renascimento, há um vilão que está caçando várias versões do Azulão pelo multiverso da DC Comics.

Na oitava edição, Kal recebe um aviso do Superman soviético que logo depois morre em seus braços.

Para enfrentar esse inimigo o herói decide se unir com diversas versões suas pra que possam sobreviver.

E pra fechar, eu gostaria que a editora adaptasse Entre a Foice e o Martelo pra DVD, pois além da edição ser magnífica o final é surpreendente e ficou fora de série.

Espero que tenham gostado.

 

 

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Marvel Heroes – Terceira Parte

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Como eu já havia dito antes a Marvel Comics possuiu uma infinidade de personagens no seu panteão.

Já li algumas aventuras dos heróis abaixo e destaco pra que vocês possam conhecê-los melhor

Manto e Adaga – Cloak and Dagger

Manto foi criado por Bill Mantlo e Ed Hannigan estreando na revista The Spetacular Spider-Man # 64, em 1982.

Tyrone Johnson cresceu no bairro pobre de South Boston. Por ser gago não conseguiu avisar seu amigo que infelizmente morreu. Devido ao trama Ty foi morar em Nova York.

Quando estava morando nas ruas ficou desesperado por comida e procurando alguém pra roubar. Até que Tandy Bowen que também havia fugido de casa lhe pede ajuda pra não ser assaltada (ela comprou comida e ambos passaram a ter um forte elo de amizade).

Num dia, o Dr. Simon Marshall e seus asseclas oferecem abrigo e comida pra dupla. Tandy aceita logo, mas Ty suspeita de suas intenções. Então foi dupla é presa e golpeada, pois Simon trabalha pra Maggia levando-os pra Illha Ellis.

Eles foram usados de cobaias num experimento de drogas, mas devido a fatores genéticos Tyrone e Tandy sobreviveram (só que várias outras cobaias haviam morrido).

Ambos desenvolveram super poderes e conseguiram escapar junto com um rapaz chinês. Quando os capangas de Marshall atacaram Ty manifestou seus novos poderes derrotando-os.

Manto possui poderes de teleporte controlando as forças da dimensão escura que ficam sob seu manto. Também possui intangibilidade e levitação.

Manto já participou dos X-Men, Fugitivos, Vingadores Secretos e Defensores Secretos.

Adaga (Dagger) também foi criada por Bill Mantlo e Ed Hannigan surgindo na mesma edição que citei no início do texto.

Tandy Bowen cresceu em Shaker Heigths, num subúrbio de Cleveland (Ohio). Sua mãe era uma modelo famosa que se tornou muito rica. Além do seu trabalho recebeu herança do pai de Tandy que havia partido pra Índia. Sua mãe casou-se novamente, mas a menina não aceitou o padrastro, principalmente pela falta que sentia do pai (e pra piorar sua mãe ainda a negligenciava).

Por não se sentir amada, Tandy saiu de casa indo pra Nova York. Após chegar na cidade estava pra ser roubada quando Tyrone a ajudou e ao comprar comida pra ele (tornaram-se amigos).

Simon Marshall e seus homens estavam buscando fugitivos oferendo-lhes abrigo e comida. Depois de ser raptada e ter uma droga experimental injetada, Tandy sobreviveu e fugiu junto com Tyrone.

Quando os homens de Marshall os estavam perseguindo os poderes de Tyrone se manifestaram atacando seus oponentes.

Os adolescentes manifestaram seus poderes ao mesmo tempo. Enquanto o poder de Johnson se parece com a escuridão em contrapartida Tandy demonstra seus poderes de luz em formato de adagas.

A dupla resolveu adotar o nome de Manto e Adaga protegendo outros jovens dos perigos que surgirem.

Os poderes de Adaga incluem voo limitado, adagas de luz, cura de intoxicações, manipulação de luz, teletransporte moderado e regeneração rápida.

Só pra constar, lembrei que dupla de heróis esteve participando da série animada Ultimate Spider-Man.

O seriado, Marvel’s Cloak & Dagger, demonstra como os adolescentes Adaga (Olivia Holt) e Manto (Aubrey Joseph) adquiriram seus superpoderes.

A trama acontece na cidade de New Orleans e foca na convivência deles, pois de repente precisam conviver e lhe dar com seus conflitos pessoais.

Pra mim não é o melhor seriado da Marvel/Netflix, mas consegue imprimir seu próprio estilo de narrativa.

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Inumanos – Inhumans

Foram criados pelas lendas Jack Kirby (1917-1994) e Stan Lee (1922-2018) surgindo pela primeira vez na revista Fantastic Four #45, em 1965.

Só por curiosidade, Gorgon e Medusa apareceram inicialmente como coadjuvantes do Quarteto Fantástico agindo como vilões (antes da história citada acima).

Na trama há milhares de anos atrás quando a Guerra Kree-Skrull estava iniciando. Os Krees estabeleceram uma base no planeta Urano (usada como ponto estratégico entre os impérios).

Trabalhando nessa base descobriram que os Celestias foram pra Terra fazer experiências com o Homo Sapiens. Intrigados decidiram fazer o mesmo resultando num a nova espécie de humanos evoluídos batizada de inumanos.

Os krees queriam utilizar essa espécie como soldados em sua guerra, mas abandonaram essa intenção sem dar grandes explicações.

Então os inumanos criaram uma sociedade separada dos humanos comuns desenvolvendo uma tecnologia avançadíssima. Realizando experiências com a névoa terrígena conseguindo poderes especiais.

Os Inumanos moravam na cidade de Atillan que ficava escondida no Himalaia, mas devido a poluição em nossa atmosfera (se mudaram pra Lua ficando na Zona Azul).

Os principais Inumanos pertencem a Família Real governando seu povo num sistema de castas:

Raio Negro é o rei dos Inumanos (também reconhecido como um dos seres mais poderosos do Universo Marvel). Não pode falar, pois ao emitir qualquer som seu efeito é devastador.

Além de usar uma antena em formato de diapasão para controlar seus poderes sônicos, possui força, resistência, velocidade, pode voar e habilidade de manipular elétrons.

Fora isso Raio Negro pertence aos Illuminati, uma sociedade secreta formada por heróis pra defender nosso planeta de eventuais grandes desastres.

Em sua primeira formação no grupo tínhamos: Senhor Fantástico, Professor X, Namor, Doutor Estranho e Homem de Ferro. Os Illuminati foram responsáveis por expulsar o Hulk de nosso planeta e quando voltou tivemos a Saga Hulk contra o Mundo.

Medusa é a Rainha dos Inumanos, prima e esposa do Raio Negro. Seus poder reside em seus cabelos longos podendo moldá-los da forma que quiser (usando-os até como arma).

Como se apenas isso não fosse suficiente seus poderes incluem inteligência, força, resistência, agilidade e velocidade fora do comum.

Antes de ser casada, Medusa foi uma vilã pertencente ao Quarteto Terrível. Período no qual estava sem memória tornado-se inimiga do Quarteto Fantástico.

Medusa já foi integrante do Quarteto Fantástico e a heroína Cristalys é sua irmã.

Cristalys, prima de Raio Negro, possui os poderes de controlar os quatro elementos: terra, ar, água e fogo. Também já foi integrante do Quarteto Fantástico e namorou o Tocha Humana por um curto período de tempo.

Casou-se com o velocista Pietro com teve uma filha Luna que não possui poder algum. Pietro e Crystalis são membros reservas dos Vingadores.

Karnak é um mestre das artes marciais sendo reconhecido como um dos maiores lutadores do Universo Marvel. Possui a incrível capacidade de encontrar o ponto fraco de qualquer coisa (irmão de Triton).

Triton é  igual ao Aquaman, pois é um anfíbio que possui poderes de força, agilidade e resistência fora do comum (debaixo d’água seus poderes aumentam intensamente ).

Maximus possui poderes psiônicos, tipo telepatia e manipulação mental. Além de ser muito inteligente, tem personalidade forte, nos gibis transita entre vilão e herói (é irmão do Raio Negro).

Gorgon é primos de todos os integrantes da Famíla Real, parece com um sátiro, pode provar terremotos chocando os pés no chão.

E por último temos, Dentinho, um cão que é o mascote da Família Real, possui a habilidade de se teletransportar.

Os Inumanos já foram apresentados na telinha em Agents of SHIELD, no entanto se eu não me engano disseram que iria ter um filme do grupo na telona e logo depois estrearia sua série na TV.

No seriado tivemos, Raio Negro (Anson Mount), Medusa (Serinda Sawan), Crystal (Isabelle Cornish), Maximus (Iwan Rheon), Gorgon (Eme Ikwakor) e Karnak (Ken Leung).

Na trama a Família Real precisa fugir de Atillan pro nosso planeta após ter sofrido um golpe militar.

Infelizmente devido a baixa audiência e a crítica negativa cancelaram a série que teve pouquíssimos episódios apresentados.

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Os Exilados – Exiles

A equipe foi criada por Judd Winick e Mike McKone surgindo na edição Exiles #1, em 2001.

O que eu gosto nas aventuras do grupo é que são personagens de realidades diferentes. E são convocados pelo Corretor do Tempo, no Palácio de Cristal pra ficar viajando pelas dimensões na intenção de corrigir algum erro pra manter a ordem pelo Multiverso.

Na primeira formação dos Exilados tinha: Blink, Pássaro Trovejante, Nocturna, Mímico, Magnus e Morfo.

Blink (Clarice Ferguson) é a líder do equipe e foi retirada da Era do Apocalipse. Possui o poder de criar portais pra teletransporte, também pode arremessar cristais pontiagudos e demonstra ser uma excelente acrobata.

Durante as várias missões da equipe houve uma grande rotatividade de personagens, mas Blink é a única personagem que mais permaneceu nos Exilados.

Houve uma rixa com Dentes-de-Sabre que liderava a Arma-X, um grupo rival também sob a juridição do Corretor do Tempo (suas missões envolviam morte de heróis e pessoas comuns).

No filme X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido a heroína foi interpretada pela atriz Fan Bingbing.

Pássaro Trovejante (John Proudstar) possui sentidos ampliados, força, resistência e velocidade acima do normal. Em uma aventura John ficou em coma e Sasquatch Heather Hudson assumiu sua vaga.

Nocturna (TJ Wagner) filha do Noturno com a Feiticeira Escarlate. Demonstra ter os mesmos poderes que seu pai.

Mímico (Calvin Ralkin) é um mutante que surgiu na Terra-12. Ele consegue copiar habilidade, conhecimento e poderes de qualquer indivíduo. Sintetizando um máximo de cinco poderes mutantes de cada vez. Só pra constar é o namorado da Blink.

Magnus Lensherr é filho de Magneto com Vampira. Possui os mesmos poderes eletromagnéticos de Erik.

Logo no início, Magnus se sacrificou contendo uma explosão nuclear salvando seus amigos e Solaris (Mariko Yashida) ficou em seu lugar.

Morfo (Kevin Sidney) tem a capacidade de se transformar em qualquer coisa. Como é muito brincalhão funciona como alívio cômico da equipe.

Demonstra ser apaixonado pela Solaris, mas como ela é lésbica firmaram uma forte amizade (ficou muito deprimido quando Mariko morreu).

Houveram algumas histórias sinistras, principalmente quando a equipe descobriu que não havia corretor do tempo (eram alienígenas com cara de insetos comandando o lugar).

Nessa aventura tiveram que enfrentar Hipérion que comandava em tudo. Neste combate a equipe sofreu baixas, pois Holocausto e Namora foram mortos pelo Hipérion. Mímico e Morfo foram feridos e ele estava praticamente dominando o Multiverso.

Diante do enorme problema Bico foi libertado e convocou diversos Hipérions de outras realidades pra combaterem sua versão malvada. No final conseguiram vencer e pra mim essa foi a melhor história do grupo.

Algumas das aventuras da equipe acontecem em realidades importantes da editora tipo Era do Apocalipse, Dinastia M e Heróis Renascem.

Tivemos vários heróis que participaram da equipe: Bico, Psylocke, Gambit, Valeria Richards, Mística, Kitty Pride, Proteus, Magia entre outros.

Na mais recente formação dos Exilados temos: Princesa do Poder, Blink, Homem-Aranha 2099, Heather Hudson, Longshot, Dentes de Sabre e Morfo.

Eu sinceramente acho que a Marvel poderia aproveitar e fazer uma série animada ou até mesmo um seriado deles, pois há um material considerável pra ser aproveitado.

Relembre aqui do texto anterior.

 

 

 

 

Crise nas Infinitas Terras

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Eu já havia feito um texto comentando sobre essa edição. E após lê-la novamente pela milésima vez fiquei pensando o que poderia abordar de novo nela.

Estarei comentando o óbvio ao lembrar que a Crise dos anos 80 foi importantíssima pra DC Comics e também pros fãs (principalmente pra mim).

O Multiverso foi destruído e as cinco terras restantes formaram um único universo (totalmente renovado). Esse evento serviu pra definir um novo momento da editora.

Já comentei diversas vezes que essa pra mim deveria ser a única crise feita pela Distinta Concorrente, mas seu sucesso foi tão estrondoso (rendendo tanto dindin). E somente devido a isso infelizmente de tempos em tempos há uma nova crise abalando as estruturas do cosmo.

Bom, durante a confusão temporal presente, passado e futuro estão co-existindo simultaneamente. A notícia era veiculada pela televisão e tanto Miriam Lane (lembrando que Lois era conhecida assim naquela época) e Lana Lang davam entrevistas com pessoas de tempos distintos.

A versão delas estava vinculada com os anos 70 em que Clark também era um âncora de telejornal.

Outro ponto importante era o poder do Antimonitor que crescia de forma imensurável diante da onda de antimatéria. Então, Pária visitava mundo após mundo somente para vê-los sendo destruídos e milhões morreram.

A Precursora era outra personagem que me deixou muito fascinado quando li o gibi pela primeira vez. Lyla Michaels pode dividir-se em várias identidades diferentes e sua função é convocar os heróis das diversas Terras que não foram destruídas.

Depois da Crise a Precursora pesquisou A História do Universo DC lançando-o uma orbe pro espaço como homenagem pro Monitor. Quando foi convidada pra morar em Themyscira como historiadora da Amazonas, Lyla foi morta quando Darkseid planejou atacar a Supergirl que estava completando seu treinamento na ilha.

Alexander Luthor, da Terra-3 foi outra peça importante pra que houvesse um meio pra que a mudança proposta no roteiro viesse realmente a acontecer.

Fato interessante muito importante pra mim foi ter conhecido a versão original do Super-Homem que habitava a Terra-2. E todos os heróis criados na década de 40 foram colocados nesta realidade.

A crise oitentista não foi a única crise da editora, pois houveram outras menores em edições antigas que serviram de inspiração pra essa famosa.

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A primeira foi “Crise na Terra-Um” (Crisis on Earth-One!, no original) lançada em Liga da Justiça #21. Só pra constar essa capa já foi homenageada por diversos artistas ao longo dos anos.

Um detalhe importante a ser mencionado é que essa história acontece após a clássica “Flash de Dois Mundos”.

O gibi tinha roteiro de Gardner Fox, arte de Mike Sekowski, com colaboração de Murphy Anderson e Julius Schwartz como editor, em 1963.

Temos o primeiro encontro das equipes Liga da Justiça composta por: Superman, Mulher-Maravilha, Aquaman, Batman, Caçador de Marte, Lanterna Verde (Hal Jordan), Eléktron, Arqueiro Verde e Flash.

Enquanto na Sociedade da Justiça estavam: Senhor Destino, Lanterna Verde (Alan Scott), Átomo, Canário Negro, Joel Ciclone, Gavião Negro e Homem-Hora.

A Liga havia se reunido pra deter os vilões Félix Fausto, Doutor Alquimia e e Cronos que “anunciaram” que iriam roubar um banco, um navio naufragado e um submarino.

Sei que é surreal, mas a história é muto simples mesmo. Então os heróis se dividem pra capturar os encrenqueiros.

Enquanto isso na Terra-2 a SJA se reencontra após doze anos parada e também foi convocada pra deter crimes. Seus inimigos os vilões Geada, o Violinista e o Mago afirmaram que iriam roubar um milhão de dólares cada.

A equipe se sente feliz por voltar ao bom combate e parte atrás dos vilões.

No navio Fausto sofre represália de Ajax, Aquaman e Eléktron, Doutor Alquimia luta contra Superman, Arqueiro Verde e Flash. E Batman, Mulher-Maravilha e Arqueiro Verde vão deter Cronos.

Curiosamente todos os heróis fracassam, pois seus inimigos somem de maneira misteriosa.

Enquanto isso os vilões comemoram numa enorme esfera de energia na barreira entre os mundos. O Mago se gabando conta como derrotou Allan Scott e Dinah, o Violinista também faz o mesmo relatando como foi contra Gavião Negro, Joel Ciclone e Átomo.

Pra não mudar o rumo infelizmente o Senhor Destino e Homem-Hora também cairam diante do Geada.

Os vilões prenderam Barry e Ciclone pra que não interfiram em seus planos, pois mudaram pras terras diferentes a fim de cometerem seus crimes sem a interferência dos heróis.

A liga da Justiça é convocada novamente pra deter os vilões da Terra-1 que estão disfarçados como seus inimigos e falham ao cair numa armadilha.

Quando descobrem que estão presos por força de magia a LJA usando uma bola de cristal pede ajuda pros heróis da Terra-2 (imagem clássica da capa desta edição).

Depois que Barry explica tudo, a LJA viaja pra Terra Paralela encontrando pela primeira vez a Sociedade. Então a Liga fica no QG da Sociedade e eles partem pra Terra Um afim de combater seus inimigos.

Allan e Hal vão até a barreira entre os mundos pra libertar os velocistas (terminando nesse ponto).

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A conclusão lemos em Crise na Terra-2! (Crisis on Earth-Two) novamente com arte de Mike Sekowski, roteiro de Gardner Fox e lançada em Liga da Justiça # 22, também em 1963.

A SJA parte pra deter os vilões que se esconderam em nossa Terra. Em Clayville o Homem-Hora e Átomo derrotam o Violinista, o Senhor Destino em Three Corners acaba com o Geada e em Alfa City o Mago perde pro Gavião e a Canário.

Na Terra-2 a Liga da Justiça enfrenta Félix Fausto, Doutor Alquimia e Cronos.

Num parque de diversões Félix Fausto é detido por Oliver, Jonn e Ray Palmer. Batman e Mulher-Maravilha lutam contra o Doutor Alquimia numa montanha. Por último Cronos é detido por Arthur e Kal.

Mais enquanto os Lanternas soltam Barry e Ciclone na barreira entre os mundos todos os heróis desaparecem misteriosamente (e surgindo presos em gaiolas no espaço sideral).

É só através da astúcia de Eléktron que consegue pensar em algo pra sairem daquela situação que a SJA e a Liga consegue sair daquela situação.

Os vilões ao descobrirem que seus inimigos vem caça-los tentam partir pra Terra-3, porém já era tarde demais.

No final há uma promessa deles pra que sempre se unam quando for necessário.

Ambas as edições são bem simples mesmo. Pra mim Mike Sekowiski não é um dos melhores desenhistas de sua época, pois seus quadros não demonstram muita qualidade.

E principalmente o roteiro de Gardner Fox não acrescenta nada de espetacular ao enredo. Podemos notar que havia uma visão bem diferente de heroísmo e maldade (bem inocente pra ser sincero).

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Quase ia me esquecendo a Terra-3 que havia sido comentada pelos Campeões do Crime que pretendiam fugir pra lá teve sua introdução em Liga da Justiça # 29 e 30, de 1964. É o lar do Sindicato do Crime da América, uma versão distorcida da LJA.

Os membros do Sindicato descobrem a Terra Um e partem pra conquista-la. Quando dizem a palavra mágica “Volthoom” os heróis da Liga viajam pra Terra-3.Há algo de estranho nessa realidade, pois o mal sempre prevalece sobre o bem e a LJA é derrotada.

Mesmo alertando a Sociedade da Justiça do inimigo poderoso, mas a Liga enfrenta o Sindicato na Terra 2 sendo lá que conseguem vencer esse inimigo.

Só pra fechar as histórias servem apenas pra sabermos como o Multiverso surgiu e também notarmos como a qualidade dos quadrinhos foi se aprimorando durante as décadas.

Fico por aqui.

 

 

 

 

 

 

Liga da Justiça: Outro Prego

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Continuação da edição anterior, Justice League of America: Another Nail também foi uma trabalho da dupla Alan Davis responsável pela arte e roteiro e Mark Farmer que ficou com a arte-final.

Foi uma minissérie em três edições lançada pela Panini Comics, em 2005.

A história já começa de forma empolgante, pois devido aos acontecimentos da primeira aventura. Nova Gênese e Apokolips estão deflagrando uma guerra avassaladora.

Os Guardiões do Universo convocaram toda a Tropa dos Lanternas Verdes pra minimizar os problemas do holocausto, mas não adiantou nada.

Darkseid age de maneira implacável, porque quando o campo de força estava envolvendo a Terra (ele já estava pondo em prática seu plano nefasto).

Mais ao notar que sua derrota será iminente Darkseid utiliza a Sina Ômega, uma máquina de destruição vasta, suprema e de proporções inimagináveis.

A Sina Ômega é um tipo de ameba de energia e sua onda de explosão se torna tão abrangente que atingiria toda existência no Multiverso.

O Senhor Milagre e Grande Barda haviam sido capturados pelo Senhor de Apokolips e após ser torturado a exaustão por Desaad. Scott morre (deixando Barda enfurecida e inconsolável).

Mais o Senhor Milagre numa fuga incrível consegue esconder sua alma numa caixa materna e após Barda conseguir um anel de LV atua em conjunto com sua esposa.

Então, Hal, Barry e Ray após um ano começam a investigar os fatos acontecidos em Apokolips. Só ficamos sabendo que há algo sinistro acontecendo quando o Vingador Fantasma está agindo de sua forma enigmática.

Como não poderia deixa de acontecer a situação fica ainda pior, pois Batman ouve a risada do Coringa ameaçando-o. Selina até pensou que Bruce estava enlouquecendo, mas depois que o Desafiador surge assustado sabemos que até o plano astral estava sendo ameaçado.

Acompanhamos o Palhaço do Crime retornando do Tártaro e temos o confronto definitivo dele contra o Morcegóide.

Outro aspecto importante  desta história é que também destaca vários personagens da editora como: Orquídea Negra, Rastejante, Rapina e Columba, Nuclear, Halo, Etrigan, Sindicato do Crime entre outros.

Tanto a Patrulha do Destino, quanto os Renegados novamente desempenham uma importante função na trama.

Bom, apesar de eu particularmente não gostar mais das crises da editora. Notamos que há uma enorme crise temporal desestabilizando tudo.

Vemos isso quando Diana e Arthur vão parar na época dos dinossauros. E também quando Barry e Ray fogem do Sindicato do Crime através do Multiverso que está com problemas em todas as suas realidades.

Mais não tenho como negar que a maneira de como vemos isso acontecendo é empolgante.

A parte engraçada foi quando Martha tentou arranjar um disfarce pro Clark, pois estava diferentão. Só que Lois chegou e deu aquele visual que estamos acostumados a vê-lo. Mesmo diante de tantos problemas o relacionamento entre eles rola.

Aqui presenciamos o Superman realmente aceitar as características marcantes que simboliza e o definem a verdade, justiça e também a esperança.

Mais quem rouba cena é Oliver Queen que estava quase morrendo e faz algo surpreendente (que obviamente não vou contar).

Como na edição anterior a arte de Alan Davis consegue contribuir bastante com nossa leitura. Sua participação no roteiro foi eficiente prendendo minha atenção até a última  página.

Sem sombra de dúvidas sua arte de unir diversos heróis na página me lembrou muito George Pérez (mais a melhor parte é que faz isso com seu próprio estilo).

Quero acrescetar que as cores de John Kalisz mantém o excelente nível da edição anterior.

Liga da Justiça da América: Outro Prego é uma história tão boa que ao chegar no final deixa aquela nítida sensação de querer mais e mais e mais. Fazendo-nos não querer nunca sair daquela aventura incrível.

Até o próximo texto.

 

 

 

 

 

 

Who’s Who in the DC Universe

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É uma série da Distinta Concorrente  que existe desde 1985 e se não me engano houve outras duas versões (1988 e também 1990).

Definindo a grosso modo Who’s Who é tipo um dicionário com biografia tanto de heróis, quanto de vilões da editora.

Além disso há detalhes importantes contendo história, poderes e armas de todos os personagens obscuros relacionando com cada letra (de A até Z).

Foi dividido em 26 capítulos e teve inspiração num projeto da Marvel que também visava catalogar seus personagens.

A parte mais interessante é que Who’s Who também nos conecta A História do Universo DC uma excelente revista que havia sido criada pela dupla Wolfman e Pérez depois da Crise nas Infinitas Terras.

Nessa edição a Precursora estava contando a história da editora após o término do Multiverso.

Voltando, quanto ao Who’s Who tivemos diversos artistas envolvidos nesse projeto no qual vemos: George Pérez, Gil Kane, John Byrne, Curt Swan, Murphy Anderson, Jack Kirby, José Luis Garcia-López, Jerry Ordway, Carmine Infantino, Jim Aparo entre vários outros.

Confira na galeria abaixo algumas imagens que consegui na web

 

 

 

 

 

 

The Flash – Personagens

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O seriado do Velocista Escarlate conseguiu angariar uma enorme legião de fãs e também tornar o vilão Harrison Wells (Tom Cavanagh) aquele que todos nós adoramos odiar.

Enquanto na primeira temporada tivemos a apresentação da origem dos poderes do herói e como aprendeu a lidar com esta situação.

Tivemos alguns personagens oriundos dos gibis como os vilões Flash Reverso, Gorila Grodd, Patinadora Dourada, Trapaceiro, Capitão Frio, Onda Térmica, Plastique, Multiplex, Mago do Tempo entre outros.

Creio que a parte mais interessante foi a mudança significativa na etnia da personagem Íris West interpretada pela atriz Candice Patton.

Do meu ponto de vista foi algo maravilhoso que conseguiu comprovar que a DC Comics está afim de atualizar pro séc. XXI seus personagens.

Outro fato memorável foi a criação de Barry pelo Detetive Joe West (Jesse L. Martin) funcionando como seu segundo pai. Já que infelizmente, Henry Allen (John Wesley Shipp) foi preso por um crime que não havia cometido.

Só pra constar Wesley Shipp vestiu o uniforme do herói naquele seriado dos anos 90.

Um aspecto importantíssimo na relação familiar de Barry foi essa inclusão de dois pais, porque mesmo quando sofreu a dor de perder sua mãe e com o agravamento de ter seu pai preso.

Joe funcionou como um substituto reforçando os ensinamentos que definem como age o Barry adulto. Podemos notar que algumas das melhores falas estão nos momentos em que ambos estão juntos (sempre nos acontecimentos mais importantes).

Voltando, pra primeira temporada o amor que Barry sempre sentiu por Íris foi obliterado pela presença de Eddie Thawne (Rick Cosnett), mas mesmo com o coração partido nosso herói teve outro relacionamento.

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Comento sobre Linda Park (Malese Jow) que trabalha no mesmo lugar que Íris, mas o problema é que nos quadrinhos Linda é esposa de Wally West.

O velocista que sucedeu Barry após sua morte durante a Crise nas Infinitas Terras e ascendeu como um dos melhores personagens da Distinta Concorrente na década de 90.

Nos gibis, Linda é uma repórter televisiva e se não me engano apareceu no episódio “Pompa e Circunstância”, da série animada da Liga da Justiça.

Nesta aventura, Central City estava prestando homenagem pro Velocista Escarlate no museu do Flash. E seus piores inimigos aproveitam pra exterminar com o herói pra sempre.

Um aspecto interessante deste episódio é a atitude de Órion que não consegue entender, porque o Wally age fazendo tantas piadas (e Batman com seu jeito áspero acaba lhe dando uma explicação).

Linda Park faz uma entrevista com o herói deixando num papel seu telefone anotado.

Voltando pros gibis, Linda é casada com Wally e ambos sãos pais de Jai West e Íris West que se não me engano são conhecidos como gêmeos relâmpago.

Além da velocidade herdada por seu pai, Jai West também possuiu força fora do comum. Já sua irmã Íris West adotou o codinome de Impulso e possui uma diversa quantidade de poderes que lembra os de seu pai.

Durante essa segunda temporada (aviso de spoiler pra quem ainda não tiver assistido), temos a Linda Park, da Terra-2 sendo mostrada como a Doutora Luz.

Bom, nos gibis a Doutora Luz é uma heroína que participou durante algum tempo da Liga da Justiça Internacional.

Seu nome é Kimio Hoshi, um astronoma japonesa que ganhou seus poderes através da intervenção do Monitor durante os eventos da Crise nos anos 80.

A Doutora Luz pode manipular e absorver energia e também consegue disparar rajadas potentes de luz. Além disso pode voar num tipo de “escada” de luz (se tudo isso não bastasse também consegue absorver energia solar).

Além da presença do herói clássico Joel Ciclone (Teddy Sears) que aportou na segunda temporada do seriado (e a inclusão do Multiverso). Temos outra personagem dos quadrinhos que também migrou pra telina.

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Patty Spivot foi assistente de laboratório trabalhando com Barry Allen no DPCC (e também amiga dele).

Durante a saga Ponto de Ignição, Patty quase morreu pelas mãos do Flash Reverso, porém foi salva pelo Flash no último momento.

Antes, Barry estava salvando Bart de ser morto pelo Peseguidor Implacável, um velocista oriundo de outra Terra Paralela.

Depois descobrimos que o Peseguidor Implacável era um Barry Allen que usa uma moto que acessa a energia da Força de Aceleração. Esse visitante tinha vindo até aqui para evitar que houvesse uma nova anomalia temporal, mais foi morto pelo Professor Zoom.

Então, Patty Spivot querendo fazer algo melhor com sua vida rouba a moto de velocidade adotando o codinome e ajudando Bart Allen a fugir de uma realidade paralela governada por Brainiac.

No seriado Patty é interpretada pela atriz Shantel VanSanten que decidiu se unir a força-tarefa de Joe West, pois Mark Mardon havia assassinado seu pai alguns meses antes.

Joe demorou pra aceita-la como sua parceira, mas acho que sua persistência foi algo determinate pra isso.

Além de ser bastante simpática e perspicaz, Patty é muito inteligente demonstrando estar num nível que se iguala ao de Barry. Ela já percebeu que Barry está lhe escondendo alguma coisa e quero saber quando o herói lhe contará a verdade sobre sua identidade.

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No time de amigos que ajuda o herói temos Cisco Ramon (Carlos Valdes) que trabalhava como assistente do Dr. Wells na equipe do Star (era tido como um filho pelo vilão).

Cisco é inteligentíssimo criando diversos equipamentos que ajudam a elucidar os casos e também nomeia os vilões da série.

Ficando muito chateado quando alguém faz isso em seu lugar. Além disso adora ficar paquerando as mulheres e recentemente descobriu que tem poderes sendo reconhecido como “Vibro”.

Vibro nos gibis foi um dos heróis que participaram da infame Liga Detroit. Ele é um porto-riquenho que liderou a gangue Los Lobos antes de virar herói (abandonando a vida do crime quando entrou pra Liga).

Vibro possui o poder de criar ondas de vibração destrutivas. E assim podia rachar objetos e também conseguia sentir se alguém atravessava as dimensões (servindo como guardião do Multiverso).

O herói aparece na série animada da Liga da Justiça de forma esporádica junto com outros personagens que integraram a formação que citei acima. Se eu não me engano o personagem está morto há vários anos nos gibis.

Fim da primeira parte.

Viagem no Tempo

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O primeiro filme da aclamada trilogia De Volta para o Futuro fez 30 anos recentemente e aquele skate voador de Martin McFly (Michael J. Fox) se tornou o sonho de consumo de vários nerds ao redor do mundo (incluindo este comentarista que vos escreve).

Se não me falha a memória a Nike fez o tênis que aparece no segundo filme tornar-se realidade.

Na franquia temos o inesquecível De Lorean, um carro que faz a incrível proeza de viajar pelo tempo através do Capacitor de Fluxo. McFly aprendeu que viajar no tempo pode ter consequências desastrosas.

O cientista Dr. Emmet Brown (Christopher Lloyd) explica de maneira primorosa toda teoria científca sobre o assunto de maneira simples. Não vou nem enumerar  as diversas coisas que eu adoro em De Volta para o Futuro, pois o assunto aqui é mostrar outros filmes que abordam viagem no tempo.

Bom, a viagem no tempo é um dos meus assuntos preferidos e mais fascinantes que existem na ficção científica. O assunto é um dos temas mais abordados nos quadrinhos, filmes, desenhos e livros.

Só pra constar, o excelente seriado The Flash causou um impacto tremendo na cabeça de quem estava acompanhando ao sabermos que nosso adorado e inteligentíssimo vilão Dr. Harrison Wells (Tom Cavanagh) havia modificado o tempo pra que o Velocista Escarlate surgisse (querendo retornar pra sua época).

E os produtores de novo jogaram uma outra bomba atômica pra nós fãs ao mostrar Jay Garrick (Teddy Sears), o Cometa Escarlate da Era de Ouro participando da segunda temporada.

O segundo episódio é uma homenagem a clássica edição Flash de Dois Mundos que inaugurou o Multiverso da DC Comics mostrando também a cena do muro na qual ambos os heróis estão no gibi.

Veja alguns filmes sobre este tema fantástico que consegui assistir

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A Máquina do Tempo – 1960

É um dos maiores clássicos sobre o assunto que assisti na Sessão da Tarde há alguns anos atrás.

No séc. XIX, George (Rod Taylor) é um cientista que estava cansado das pessoas ignorantes que tinha a sua volta. Construiu uma máquina do tempo indo parar num futuro muito distante aonde a raça humana estava dividida em duas, uma na surfície com pessoas pacíficas enquanto no subsolo eram canibais deformados.

Só pra que pra retornar a sua época tinha que entrar no subterrâneo enfrentando as criaturas que estavam lá. Atualmente os cenários são paupérrimos, mas pra época foi uma produção caprichada.

Esse filme teve um ótimo remake, mostrando a aventura de Alexander Hartdegen (Guy Pearce), um cientista que ao perder Emma (Sienna Guillory), sua noiva num trágico acidente decide inventar uma máquina do tempo para modificar aquele acontecimento.

Ao retornar tentando salva-la infelizmente constata que o passado é imutável, então viaja pro futuro em busca de alguma resposta sendo aí que o filme fica interessante.

Gosto das diferenças entre os séculos que vão acontecendo sendo uma aventura que vale a pena ser vista pra quem gosta do assunto.

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Homens de Preto 3 – 2012

A interessante é que consegue misturar na medida certa ação com comédia. E fechando a franquia nesse filme vemos J (Will Smith) tendo que literalmente “saltar” no tempo pulando do alto do Empire State numa viagem para os anos 60.

Sua missão é salvar seu amigo K de ser apagado da existência e também evitar uma invasão alienígena nos dias atuais.

MIB 3 é um filme divertidíssimo se ainda não teve coragem de ver está perdendo seu tempo (piadinha infame essa!)

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Contra o Tempo – 2011

Colter (Jake Gyllenhaal) é um soldado que participa de um programa experimental do governo. E sua missão é viajar no tempo para evitar uma enorme tragédia durante um atentado terrorista.

Colder acorda no metrô todo dia num corpo de uma pessoa completamente estranha pra ele.

Em sua missão acaba conhecendo a belíssima Christina Warren (Michelle Monaghan) que durante o percurso ajuda-o nessa situação.

O detalhe instigante é que a história cria um paradoxo temporal, pois eles revivem incessantemente o mesmo momento várias vezes.

Contra o Tempo tem o final mais surpreendente dos diversos filmes que já pude assistir quando se trata deste tema abordadíssimo.

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Feitiço do Tempo – 1993

Phil Connors (Bill Murray) é um repórter arrogante e desprezível que trabalha prevendo o tempo. Ele e sua equipe vão cobrir uma matéria pro Dia da Marmota, uma festividade famosa no estado da Pensilvânia, Estados Unidos.

Doido pra retornar pra casa por achar tudo aquilo muito entendiante, porém quando o despertador mostra 06:00, Phil é obrigado a reviver aquele mesmo dia várias e várias vezes. Um detalhe legal é que ouvimos a música I Got You Babe (talvez seja a versão original não sei, mas eu adoro aquela feita pelo UB40).

Voltando, devido a repetição, Phil perde as estribeiras tentando se matar de diversas formas para se livrar do fardo, contudo não consegue.

Então a partir do momento que aproveita seu tempo pra aprender diversas coisas como gastronomia, tocar piano, falar outras línguas e também ajudar aos outros começa a se transformar num ser humano melhor.

Devo destacar a beleza de Andy McDowel que se torna um motivo mais do que aprazível para ajuda-lo nessa mudança.

Em Feitiço do Tempo não há nenhuma máquina para faze-lo viajar, mas o filme funciona de uma maneira tão inteligente, quanto engraçada. Divertindo-nos muito durante sua exibição.

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Em Algum Lugar do Passado – 1980

É um filme estupendo e maravilhoso estrelado por Chris Reeve, nosso eterno Super-Homem.

Na trama Richard Collier (Reeve) durante a estréia da sua primeira peça, em 1972.

Encontra uma senhora bastante idosa, que lhe entrega um antigo relógio de bolso e fala: “volte pra mim”.

Então simplesmente ela vai embora deixando-o aturdido. Alguns anos depois em Chicago, no inicio dos anos 80. Richard tentando terminar sua nova peça viaja indo parar no Grand Hotel.

Lá visita um Salão Histórico cheio de antiguidades ficando apaixonadíssimo pela fotografia de Elise McKenna (Jane Seymour), uma belíssima mulher e descobre ser ela a mesma que entregou-lhe o relógio.

Elise estava no distante ano de 1912, então Collier decide arranjar ajuda para viajar no tempo a fim de conhecer o grande amor de sua vida.

Em Algum Lugar do Passado é um filme romântico odiado por alguns críticos por causa de sua história inverossímel, mas trata-se de mostrar que o amor verdadeiro pode superar qualquer coisa (até o limite do tempo).

Destaco também a trilha sonora bem escolhida, o figurino da época e as belíssimas paisagens nele mostradas.

Bom, só pra constar no primeiro filme do Escoteiro Azul, nosso herói faz a Terra girar no sentido anti-horário para salvar Lois Lane que havia morrido num terremoto (mentira desgraçada, mas deixa pra lá).

Efeito Borboleta

Efeito Borboleta – 2004

Evan Treborn (Asthon Kutcher) sofre constantemente com apagões diversas vezes, sempre em momentos de muito estresse. Durante sua juventude e também na adolescência teve graves traumas psicológicos e sexuais.

Sua mãe levava-o num psicólogo pra ser tratado que lhe recomendou escrever sempre num diário (tudo que podia se recordar).

Anos depois, quando estava na faculdade a fim de ter momentos intímos com uma garota, ela acaba encontrando seu antigo diário. Evan ao ler certo trecho escrito viaja no tempo justamente para aquele momento.

Voltando pra sua cidade, Evan encontra Kayleigh Miller (Amy Smart) o grande amor de sua vida e seu invejoso irmão Tommy.

Intrigado pelos acontecimentos de seu passado obscuro viaja algumas vezes tentando resolve-lo, mas cria diversos paradoxos temporais com situações catastróficas para si mesmo.

Ao regressar dessas viajens, Evan se encontra num futuro divergente que lhe causa terríveis hemorragias nasais e danos cerebrais graves.

Efeito Borboleta aborda um tema perigoso como pedofilia, mostrando de forma primorosa a teoria do caos e as consequências de como alterar o passado podem afetar sua vida no futuro.

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O Exterminador do Futuro – 1984

Um inesquecível clássico do gênero, a franquia teve diversas sequências ao longo dos anos, mas o primeiro e o segundo pra mim são os melhores de todos.

Na trama dirigida por James Cameron, o soldado Kyle Reese retorna no tempo pra ajudar Sarah (Linda Hamilton), mãe de seu amigo John Connor.

Arnold Schwarzenegger interpreta o implacável ciborgue T-800 que também retornou pra aquela época para assassinar Sarah. No futuro Connor seria um importante líder da resitência contra o domínio das máquinas que desejavam exterminar com a raça humana.

A coisa que deu um nó em minha mente é que Reese molhou o biscoito com Sarah tornado-se o pai de John (loucura, loucra, loucura!).

Na sequência tivemos O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final lançado, em 1991. É um filme marcante também, por causa da evolução nos efeitos especiais ao mostrar o T-1000 (Robert Patrick), um androide avançadíssimo feito de metal líquido.

Fora isso é claro que nem preciso comentar que O Eterminador do Futuro 2 é um dos melhores filmes de ação de todos os tempos.

Temos a música-tema You Could be Mine, do Guns N’ Roses e aquela cena inesquecível pra mim do T-1000 elevando-se do chão. Sinceramente, não preciso comentar mais nada (quem não assistiu deveria ver só por curiosidade).

Mesmo não sendo um dos melhores filmes da franquia, O Exterminador do Futuro 3: A Rebelião das Máquinas apresenta uma única coisa interessante a presença da T-X (interpretada pela belíssima Kristanna Loken).

Fora isso é tudo muito repetitivo com algumas cenas de ação que não conseguem empolgar muito e no final ficamos ainda mais confusos de como será o futuro apocalíptico que a humanidade terá que vivenciar.

Só pra fechar, Robert Patrick participou do seriado excelente Arquivo X interpretando o Agente John Doggert. Há boatos fortíssimos na web que durante o ano que vem X-Files retornará com apenas 6 episódios pra deixar-nos com água na boca (vamos esperar pra conferir).

E Kristanna Loken participou de Mortal Kombat: Conquest como Taja e também protagonizou uma adaptação cinematográfica do jogo Bloodrayne, um filme que foi muitíssimo mal falado pela crítica.

Fim da primeira parte.