Liga da Justiça: Outro Prego

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Continuação da edição anterior, Justice League of America: Another Nail também foi uma trabalho da dupla Alan Davis responsável pela arte e roteiro e Mark Farmer que ficou com a arte-final.

Foi uma minissérie em três edições lançada pela Panini Comics, em 2005.

A história já começa de forma empolgante, pois devido aos acontecimentos da primeira aventura. Nova Gênese e Apokolips estão deflagrando uma guerra avassaladora.

Os Guardiões do Universo convocaram toda a Tropa dos Lanternas Verdes pra minimizar os problemas do holocausto, mas não adiantou nada.

Darkseid age de maneira implacável, porque quando o campo de força estava envolvendo a Terra (ele já estava pondo em prática seu plano nefasto).

Mais ao notar que sua derrota será iminente Darkseid utiliza a Sina Ômega, uma máquina de destruição vasta, suprema e de proporções inimagináveis.

A Sina Ômega é um tipo de ameba de energia e sua onda de explosão se torna tão abrangente que atingiria toda existência no Multiverso.

O Senhor Milagre e Grande Barda haviam sido capturados pelo Senhor de Apokolips e após ser torturado a exaustão por Desaad. Scott morre (deixando Barda enfurecida e inconsolável).

Mais o Senhor Milagre numa fuga incrível consegue esconder sua alma numa caixa materna e após Barda conseguir um anel de LV atua em conjunto com sua esposa.

Então, Hal, Barry e Ray após um ano começam a investigar os fatos acontecidos em Apokolips. Só ficamos sabendo que há algo sinistro acontecendo quando o Vingador Fantasma está agindo de sua forma enigmática.

Como não poderia deixa de acontecer a situação fica ainda pior, pois Batman ouve a risada do Coringa ameaçando-o. Selina até pensou que Bruce estava enlouquecendo, mas depois que o Desafiador surge assustado sabemos que até o plano astral estava sendo ameaçado.

Acompanhamos o Palhaço do Crime retornando do Tártaro e temos o confronto definitivo dele contra o Morcegóide.

Outro aspecto importante  desta história é que também destaca vários personagens da editora como: Orquídea Negra, Rastejante, Rapina e Columba, Nuclear, Halo, Etrigan, Sindicato do Crime entre outros.

Tanto a Patrulha do Destino, quanto os Renegados novamente desempenham uma importante função na trama.

Bom, apesar de eu particularmente não gostar mais das crises da editora. Notamos que há uma enorme crise temporal desestabilizando tudo.

Vemos isso quando Diana e Arthur vão parar na época dos dinossauros. E também quando Barry e Ray fogem do Sindicato do Crime através do Multiverso que está com problemas em todas as suas realidades.

Mais não tenho como negar que a maneira de como vemos isso acontecendo é empolgante.

A parte engraçada foi quando Martha tentou arranjar um disfarce pro Clark, pois estava diferentão. Só que Lois chegou e deu aquele visual que estamos acostumados a vê-lo. Mesmo diante de tantos problemas o relacionamento entre eles rola.

Aqui presenciamos o Superman realmente aceitar as características marcantes que simboliza e o definem a verdade, justiça e também a esperança.

Mais quem rouba cena é Oliver Queen que estava quase morrendo e faz algo surpreendente (que obviamente não vou contar).

Como na edição anterior a arte de Alan Davis consegue contribuir bastante com nossa leitura. Sua participação no roteiro foi eficiente prendendo minha atenção até a última  página.

Sem sombra de dúvidas sua arte de unir diversos heróis na página me lembrou muito George Pérez (mais a melhor parte é que faz isso com seu próprio estilo).

Quero acrescetar que as cores de John Kalisz mantém o excelente nível da edição anterior.

Liga da Justiça da América: Outro Prego é uma história tão boa que ao chegar no final deixa aquela nítida sensação de querer mais e mais e mais. Fazendo-nos não querer nunca sair daquela aventura incrível.

Até o próximo texto.

 

 

 

 

 

 

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Liga da Justiça: O Prego

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É uma minissérie dividida em 3 edições com arte de Alan Davis e roteiro de Mark Farmer que foi lançada em 1998.

JLA: The Nail foi publicada pela Mythos Editora essa edição faz parte do famoso selo Túnel do Tempo (ou Elseworlds).

A premissa básica parte do princípio que apenas um pequeno fato conseguiu mudar uma sequencia de enventos importantes.

Neste caso foi um prego que furou o pneu da caminhonete dos Kents e por isso o casal não pegou o foguete do pequeno bebê Kal-El.

Clark cresceu entre os Amish, uma comunidade famosa por ser distinta e também reclusa (sua ausência causou uma mudança drástica nesta realidade).

Na trama, Lex Luthor é prefeito de Metrópolis e sua administração está marcada como uma das melhores da cidade. Além do fato de conseguir diminuir o nível de criminalidade a praticamente zero.

A tecnologia envolvida nesse processo tornou-o um símbolo de sucesso mundo afora.

Podemos notar Perry White agindo como âncora de talk show e entrevistando Jimmy Olsen. Há uma homenagem pro Jimmy quando vemos os heróis: Tartaruga e Rapaz Elástico. Suponho que isso deva ter acontecido durante a Era de Prata período em que Olsen tinha sua própria revista.

Perry também entrevista Oliver Queen que está amargurado e rancoso após ter sofrido um ataque do Amazo que quase lhe retirou a vida (infelizmente neste fatídico combate o Gavião Negro tombou). Na telinha, Oliver destilou seu ódio contra seus antigos companheiros da Liga.

A formação da equipe era: Mulher-Gavião, Eléktron, Flash, Lanterna Verde, Caçador de Marte, Mulher-Maravilha, Aquaman e Batman.

Há uma campanha na mídia que jogou a opinião pública contra os meta-humanos, principalmente a LJA (e o Morcegóide tinha a pior imagem pra população).

Seu M.O. de agir nas sombras assustava a todos. É óbvio que nós sabemos o motivo, pois Batman não tem superpoderes. A Liga pede ajuda de Lois Lane pra que possam ganhar credibilidade na mídia.

Na primeira vez que li essa história confesso que fiquei embasbacado quando o Coringa fez um rebu no Asilo Arkham assassinando o Robin e a Batgirl.

A expressão de terror nos olhos de Bruce ao ver seus pupilos sendo brutalmente massacrados em sua frente ficou marcada em minha memória por horas (tal situação deixou BW num estado depressivo lastimável).

Quando Hal começa a investigar uma flutuação de energia encontra um campo de força envolvendo nosso planeta. Isso acaba desencadeando uma guerra entre Apokolips e Nova Gênese.

A situação só piora com Batman matando o Coringa e isso sendo trasmitido pela telinha. Todos os integrantes da LJA são atacados, mas isso não passava de uma manipulação orquestrada (esse spoiler não vou revelar).

É interessante notar que Os Renegados e a Patrulha do Destino desempenham uma importante função na aventura.

Gosto da grande quantidade de heróis envolvidos nesse gibi. Isso acaba destacando o extenso panteão da editora. Temos: Homem Animal, Metamorfo, Homem Elástico, Fera Bwana, Homens Metálicos, Metron entre outros. Pra mim tornam nossa leitura mais empolgante (descobrir quem é quem).

É nessa edição que Selina troca de uniforme e passa a agir como Batwoman.

Continuando, diversos meta-humanos são atacados por uma força-tarefa feita de clones do Bizarro e sendo encarcerrados no Kansas.

No momento de maior conflito quando toda a esperança estava indo embora é que descobrem Clark vivendo escondido entre os Amish. É quando vemos o Superman surgindo e salvando o dia.

A arte de Alan Davis mostra as reações dos personagens diante do aspecto sombrio que a trama traz. Fica evidente a qualidade dos cenários, expressões faciais e as cenas de ação.

Não poderia esquecer de comentar que as cores de Patricia Mulvill nos ajudam nesta viagem direta com o gibi.

O roteiro de Mark Farmer consegue nos envolver construindo uma panorama instigante nesta aventura. A medida que tudo vai acontecendo notamos que há algo realmente suspeito se desenrolando.

E a cada página lida confesso Liga da Justiça: O Prego é uma daquelas raras ocasiões em que roteiro, arte e cores se conectam trazendo-nos um trabalho de altíssimo nível.

Saiba que você não irá se arrepender depois que tiver acompanhado essa magnífica trama.

Fico por aqui.

 

 

Vidas Paralelas se Encontram no Infinito

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O título é grande pra caramba e chama bastante atenção, porque pra mim desde da primeira vez que li sempre me pareceu um poema.

Só pra constar, essa aventura foi lançada por aqui na clássica edição Super Powers # 17, em 1990.

Nela temos argumento e também arte feita a quatro mãos pelos mestres John Byrne e Jerry Ordway.

Era uma continuação direta da edição Super Powers # 11 que reintroduziu o Superboy nas histórias do Homem de Aço. Bom, pra quem não lembra após a Crise nas Infinitas Terras todo o passado do Azulão havia sido apagado da continuidade.

E durante a reformulação feita por Byrne veio a afirmação de que o Super-Homem nunca havia sido Superboy. Já que Clark assumiu sua cueca por sobre a calça quando adulto.

Continuando, a LSH tem sua origem atrelada ao Superboy, pois foram inspirados pelos atos do jovem herói que viajavam através de uma bolha do tempo pra se encontrar com o Garoto de Aço.

No Pós-Crise as histórias do Menino de Aço foram desconsideradas causando um grande alvoroço entre os fãs americanos, mas choveram cartas reclamando quanto a isso.

E Byrne veio com a ideia da existência do Mundo Compacto, uma realidade alternativa criada pelo Senhor do Tempo, arqui-inimigo da Legião dos Super-Heróis.

Essa aventura pra nós brasileiros foi lançada na edição citada acima. Uma história em que o Super conhece a LSH quando acabam vindo parar em nossa realidade.

É claro que surge um confronto entre eles, pois acham que Kal se esqueceu das aventuras que tiveram no passado (só que isso nunca ocorreu no Pós-Crise).

Durante a luta o Superboy aparece e o Homem de Aço atônito vai procura-lo indo parar em Pequenópolis (Smallville era chamada assim há algum tempo atrás). Pertencente ao Mundo Compacto que foi inspirado nas histórias surgidas durante a Era de Prata do Menino de Aço.

Pra encurtar, Kal descobre a tramóia do Senhor do Tempo que havia criado uma máquina que mantinha aquela realidade fora do trelele que rolava com a onda de destruição causa pela antimatéria.

E infelizmente, o Superboy se sacrificou heroicamente para salvar seu mundo.

Fato que nos leva a história deste texto, pois aqui presenciamos o surgimento da nova Supergirl, uma Lana Lang criada por Lex Luthor desta realidade alternativa que era feita de protomatéria.

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Lembrando que a minha querida Supergirl conhecida pelos fã durante a Era de Prata também havia morrido assassinada pelo vilão Antimonitor. Acontecimento trágico e marcante visto durante a Crise dos anos 80 (se sacrificando para salvar seu primo).

Voltando, essa nova Moça de Aço veio do Mundo Compacto que estava sem a proteção do Superboy seu único e maior herói.

Lex Luthor era bem diferente do careca que adoramos odiar, pois era um cientista benevolente que sem conhecimento algum acabou libertando três criminosos da Zona Fantasma: General Zod, Quex-Ul e Zaora, uma versão da vilã Faora.

Após a morte dos Kent, Lex foi pra Pequenópolis procura-lo, mas o herói já havia morrido sem eles saberem.

Junto a Lana Lang e Peter Ross estava procurando enviar uma mensagem pro Garoto de Aço no futuro. Até que encontraram Zod que havia enganado Lex afirmando ser tio do jovem herói e acaba libertando-os de sua prisão.

Durante dez anos os vilões causaram diversas destruições a humanidade do Mundo Compacto e Lex  construiu uma resistência humana contra eles.

Vemos versões de personagens que em nosso mundo se tornaram lendários heróis como: Bruce Wayne, Hal Jordan e Oliver Queen que durante as batalhas acabaram morrendo.

Uma das cenas mais impactantes da edição foi ver o trio de criminosos kriptonianos perfurando a crosta terrestre. Sua intenção era chegar ao centro da Terra fato conseguido que jorrou milhões de litros de água sobre o magma destruindo o equilíbrio atmoférico do planeta (assim como diversas espécies).

Tamanha crueldade exterminou com cinco bilhões de vidas naquele mundo e o Super-Homem teve que tomar a decisão mais difícil de toda sua vida.

Diante da afirmação de Zod que faria o mesmo em nossa Terra, Kal como único recurso agiu como Juiz, Juri e Executor.

Sendo que primeiro utilizando a Kriptonita Dourada removeu pra sempre os poderes dos kriptonianos e depois com Kriptonita Verde matou aqueles vilões.

O herói retorna do Mundo Compacto acompanhado de sua única sobrevivente a Supergirl/Matriz que havia retornado ao estado de protomatéria.

Deixando-a aos cuidados de seus pais na fazenda. Os acontecimentos daquela realidade alternativa tiveram consequências drásticas na vida do Azulão, pois ele se exilou no espaço em aventuras posteriores.

Nesta época foi quando acabou indo parar no Mundo Bélico enfrentando o vilão  Mongul e também conhecendo o artefato kriptoniano que se transformou no Erradicador.

Na série animada da Liga também tivemos uma ótima adaptação desta aventura com Kal e Ajax (mostrada no Planeta Arena).

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Voltando, pra quem se assustou ao ver Kal-El matando Zod em Superman: O Homem de Aço.

Talvez não tivesse conhecido essa aventura, mas temos outras histórias do Superman na quais aconteceram dele matar.

A mais emblemática dela foi sua própria morte quando lutou de maneira implacável contra o monstro Apocalypse e ambos caíram exaustos sem vida.

Outra edição que se não me falha a memória foi Superman & Batman # 6 da Panini Comics que foi lançada, em 2005.

Durante essas histórias tivemos o arco Poder Absoluto que mostrava os Melhores do Mundo numa realidade alternativa em que se tornavam controladores tiranos da Terra.

Nesse mundo os heróis havia sido criados pela Legião dos Super-Vilões, uma equipe inimiga da LSH vinda também do sec. XXXI.

A equipe de vilões é formada por: Rainha Satúrnia, Rei Cósmico e Lorde Relâmpago versões malignas dos principais integrantes da Legião.

Numa batalha feroz em que Batman morre, Kal luta contra a Mulher-Maravilha matando-a de forma impiedosa com seu próprio laço da verdade (cena fortíssima muito impactante).

Só pra constar na série animada da Liga da Justiça temos o episódio “No Além”, aonde vemos um grupo de supervilões conspirando pra matar o Azulão.

O Mestre dos Brinquedos atira um raio que aparentemente mata Kal, mas na verdade ele havia sido jogado 30 mil anos no futuro. Lá encontramos Vandal Savage como único sobrevivente da raça humana (todo esse holocausto foi provocado por ele).

Ambos desenvolvem uma amizade e Clark precisa lutar contra baratas geneticamente alteradas pra sobreviver. Ele consegue retornar graças a energia de um sol miniatura que energiza a máquina do tempo que Savage tinha em seu laboratório.

E aonde fica a morte nisso tudo? Quando o Super chegou nesse futuro foi perseguido por uma alcatéia de lobos e pra sobreviver teve que lutar contra o líder deles.

Após mata-lo Clark tornou-se o macho alfa e os lobos passaram a segui-lo.

Bom, quem disse que Superman não mata está redondamente enganado esses foram apenas alguns acontecimentos que lembrei fuçando minha memória, porém pesquisando mais a fundo deve se encontrar outras situações.

As edições Super Powers # 11 e 17 foram lançadas com a intenção de homenagear Kal-El que na época estava se tornando cinquentão.

E só pra fechar a edição 17 finaliza homenageando Mort Weisinger e Otto Binder que foram o editor e roteirista que ajudaram no surgimento da Moça de Aço na Era de Prata.

Temos também fichas de Jerry Siegel e Joe Shuster que todos estamos cansados de saber foram os criadores do Azulão.

Mais do meu ponto de vista ao invés de Siegel e Shuster deveria ter algo sobre Al Plastino o desenhista que fez a arte da Supergirl naquele período.

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