Os Trapalhões – Última Parte

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Nesse ano tivemos o retorno do grupo com outros atores: Lucas Veloso (Didico), Mumuzinho (Mumu), Gui Santana (Zaca) e Bruno Gissoni (Dedeco).

Ainda temos: Nego do Borel (Tião) e Ernani Moraes (Sargento Pincel).

Só pra constar, Renato Aragão e Dedé Santana também fazem parte do humorístico.

Esse genérico do grupo não me agradou em nada, porque havia uma sintonia nas palhaçadas que era hilariante e divertidíssimo de se ver.

Devo confessar que não é a mesma coisa de antes, mas “talvez” agrade essa nova geração de crianças que não cresceu assistindo ao grupo que fez tanto sucesso pelo Brasil inteiro.

Chega de enrolação e vamos ao texto

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Os Trapalhões no Reino da Fantasia – 1985

O filme foi uma produção em parceria realizada por Renato Aragão Produções e Estúdios Maurício de Sousa.

Como curiosidade, o filme foi gravado na cidade de Blumenau, estado de Santa Catarina.

Na trama, Irmã Maria (Xuxa Meneghel) recebe a triste notícia que por falta de dinheiro o orfanato irá fechar. E lendo um gibi tem a ideia pra realizar um espetáculo beneficente feito pelos Trapalhões pra arrecadar o pagamento da dívida.

Enquanto o show estava ocorrendo o dinheiro foi roubado, mas Irmã Maria, Dedé e Didi perseguem os bandidos (Mussum e Zacarias ficam pra continuar o espetáculo).

Durante a perseguição o trio vai até o mundo de Beto Carrero num cenário que relembra o Velho Oeste do Tio Sam.

O saudoso Beto Carrero faz o herói que ajuda a trupe a recuperar a grana roubada (temos umas cenas de ação e perseguição bem caprichadas de tão empolgantes).

Uma cena bastante interessante mostra o grupo em fotos antigas quando estavam iniciando suas carreiras. E há também uma retrospectiva de alguns filmes importantes deles.

Só pra constar, existem coisas muito surreais em todos os filmes do Trapalhões.

Uma que eu não poderia esquecer foi na parte animada feita num estilo de video game bem década de 80. O quarteto está numa cidade futurista sendo perseguidos por um bruxo com roupa rosa que deseja por algum motivo muito estranho tocar na “mão” do Didi.

Eu sinceramente, não entendi o motivo do bruxo ter um corvo azul na mão e que ainda num momento voa.

As cenas em desenho tem aproximadamente 20 minutos de duração. É muito sinistra essa parte, porque surge do nada parecendo não haver nenhuma conexão com o resto do filme.

O bruxo é dublado pelo saudoso ator José Vasconcellos que interpretou o divertido gago Sá Silva, na Escolinha do Professor Raimundo.

Outra que eu gosto demais são duas cenas hilárias: a primeira na parte musical com a banda Hevy Traps cantando a música “Hoje não é meu dia de sorte”. E a segunda no ringue de luta na qual há uma referência ao marinheiro Popeye.

Mesmo com algumas situações fora do comum o filme é diversão garantida pra quem curte o estilo de palhaçada circense que os tornaram uma sensação nacional daquela época.

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Os Trapalhões no Rabo do Cometa – 1985

Como curiosidade, o cometa Halley passa pela órbita da Terra há cada 76 anos.

Numa das primeiras aparições dele as pessoas pensavam que nosso planeta seria destruído (sua última passagem foi em 1986).

Lembro que a aparição do cometa causou um furor nos jornais e na telinha, pois virou até um gibi famoso “A Era dos Halley” que até li algumas edições.

Continuando, neste filme temos novamente uma parceria da Renato Aragão Produções e Estúdio Maurício de Sousa (servindo como sequência direta do anterior).

A parte interessante é que foi dirigido e roteirizado por Dedé Santana.

Na trama, Os Trapalhões estavam apresentando seu show de esquetes no Teatro Scala, mas de forma abrupta surge no palco o famoso cartunista Maurício de Sousa.

Algumas situações acontecem até que ressurge o antagonista da vez o bruxo que através da passagem do cometa de Halley irá ficar mais poderoso se tocar na mão do Didi (ninguém merece).

De repente, o bruxo cita palavras mágica que lembram o bordão do príncipe Adam pra se transformar no He-Man (e logo depois começa a versão animada do filme).

A parte animada começa na Pré-História com Didi cheio de fome envolto em apuros entre os dinossauros. Temos a música “Eu no Rango”, uma versão de “Eu me Amo”, do Ultraje a Rigor e uma participação rápida do Horácio, personagem filosófico e preferido do Maurício de Sousa.

Nesse período é explicado o motivo pelo qual o bruxo deseja “tocar” na mão do Didi por causa do Triângulo do Poder e após algumas confusões.

Viajam pra outro período é quando temos uma alusão a Guerra de Tróia com Mussum sendo Aquiles. O bruxo vai  continuando sua perseguição e vemos uma nova passagem do cometa. Indo parar no Coliseu de Roma sendo que essa parte é muito sem graça.

Há outra viagem temporal e esta foi pra Idade Média com Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda. Ficou muito estranho com os cavaleiros vestindo armaduras de bule de café, pinico, chinês e até Darth Vader.

Logo é a vez do Velho Oeste com Mussum representando os índios e Zacarias a cavalaria americana.

Depois vemos a década de 30 com Jazz e até o King Kong no que “parece” ser o Empire State Building (vemos uma fuga de Alcatraz, perseguição de carros e até merchandising da Gelatina Royal).

O último segmento  mais “atual” mostrando o Rio de Janeiro numa comunidade pobre, o bruxo contrata dois capangas pra sequestrar o Didi e conseguir seu intento. O segmento musical com Mussum é um samba de carnaval (pra mim foi a melhor parte desta animação fora o cenário da Pré –História).

Pra fechar, o vilão nunca consegue tocar na mão de sua vítima, porque sempre acontece algo pra atrapalhar.

Obviamente seu plano de dominação mundial dá errado e no final do filme voltamos ao palco com o quarteto e Maurício.

O filme é bom somente pra aqueles que assistiram quando crianças, pois a animação que é a maior parte do filme não é tão empolgante assim.

Há muita coisa que a torna fraca quando deveria realmente nos entreter (já que em nenhum momento consegui rir de suas situações).

Confesso que vale somente pela nostalgia e mais nada.

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Os Trapalhões no Auto da Compadecida – 1987

Como curiosidade é o único filme que não adapta um livro clássico da literatura mundial e também não é uma versão de outro filme famoso.

Desta vez temos um produto genuinamente nacional, pois foi adaptação do livro Auto da Compadecida do saudoso escritor Ariano Suassuna.

Infelizmente não foi um dos maiores sucessos de bilheteria do grupo, mas o próprio autor do livro colaborou nesta versão considerando que foi a mais fiel de sua obra.

Eu não poderia deixar de comentar que tivemos uma outra versão que fez bastante sucesso estrelada por Selton Mello e Matheus Nachtergale, produzida no ano 2000. Lembrando que anteriormente foi uma minissérie.

Continuando, o filme inicia com a apresentação do circo com o palhaço (Luiz Armando de Queiróz) anunciando que o desfecho será o julgamento dos poderosos da cidade.

Na trama, estamos na pequena cidade de Taperoá que fica no interior da Paraíba.

Acompanhamos as confusões de João Grilo (Renato Aragão) e Chicó (Dedé Santana) que ganham a vida enganando as pessoas.

A dupla trabalha pro padeiro (Zacarias) que está sendo traído por sua esposa (Claudia Jimenez). Aliás o padeiro usa um bigodinho tipo Hitler mostrando que não é tão bonzinho assim.

A situação fica estranha quando o cachorro deles adoece e morre, sendo que João e Chicó buscam o Padre (Emmanuel Cavalcanti) afim de benzer fazer um enterro em Latim.

O problema fica tão grande que envolve o Major (Raul Cortez) e chega até ao Bispo (Renato Consorte).

Mussum interpreta um Frade bem humilde que acompanha e serve ao Bispo. A parte interessante é que quase não fala nada agindo apenas por gestos sua atuação é sensacional.

Mais a situação piora quando o cangaceiro Severino de Aracaju (José Dumont) e seu bando invadem a cidade  e mata todo mundo.

É a partir deste momento que irão enfrentar um julgamento no céu. Diante de Jesus/Emanuel (Mussum), da Virgem Maria (Betty Goffman) e do Diabo (também interpretado por Raul Cortez).

Sem sombra de dúvidas é um dos melhores filmes do quarteto, pois tem atuações impecáveis (destacando alguns dos melhores atores daquela época).

O mais importante a ser notado são as características de injustiça social, política, religiosidade e corrupção misturadas a literatura de cordel que vemos no desenrolar da trama.

Ainda podemos notar uma fotografia bem montada e mudança evidente no tom da trama a partir do momento que os cangaceiros invadem a cidade (perdendo o ritmo de comédia e ganhando ares dramáticos).

Há outra mudança fantástica ao presenciarmos o julgamento no céu com os principais personagens do enredo.

Destaco novamente a atuação do Mussum como Jesus Cristo que ficou diferente forte com imposição, seu linguajar está correto não chega nem perto daquele que se tornou sua marca registrada (e ainda comenta sobre preconceito situação que persiste até hoje).

É um filme atemporal que merece ser revisto toda vez que for possível.

Devo afirmar que a trajetória cinematográfica dos Trapalhões é muito extensa. Ficaram de fora outros filmes que gosto, mas que não são tão importantes assim pra mim.

Espero que tenham gostado e reveja aqui o texto anterior.

Fonte de Pesquisa: Memória Globo, Trapalhões Nostalgia e Wikipédia.

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Coleção DC 70 Anos

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Quando a empresa atingiu a marca de sete décadas de publicações lançou gibis com seu melhores ícones.

Então foram 6 edições abordando As Maiores Histórias do Superman, Lanterna Verde, Mulher-Maravilha, Flash, Liga da Justiça e Batman.

Obviamente são aventuras dos personagens que abordam a Era de Ouro, Prata, Bronze e Moderna.

É importante notarmos que as histórias lançadas são as mais influentes de cada período citado servindo pra termos uma ideia da evolução dos heróis a cada década.

Bom, ao invés de comentar cada uma das revistas (algo que sempre faço). Desta vez vou apenas falar de uma aventura que me impressionou bastante.

As capas de todas as edições tem arte de Alex Ross dando mais destaque pra cada uma delas.

Chega de enrolação e vamos ao que interessa

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Superman – “O Exílio á Beira da Eternidade”

A primeira edição é dedicada ao Azulão mostrando momentos importantes como sua origem, funcionamento dos poderes, a versão de John Byrne, Os Últimos Dias do Superman e Olho por Olho que já fiz comentários há um tempo atrás.

Aqui temos roteiro e arte de Jim Steranko, um dos mais renomados desenhistas dos gibis de todos os tempos.

Na trama estamos no futuro, pois havia vinte mil anos que o Superman havia morrido. Seu legado foi honrado por seus descendentes e até uma constelação foi batizada com seu nome heroico.

Com o auxílio deles a humanidade desbravou o espaço colonizando milhares de planetas. Através dos séculos e milênios os descendentes de Kal evoluíram e se modificaram.

Paralelamente a tecnologia desenvolvida pelo homem atingiu seu ápice, mas nem tudo era perfeito nessa sociedade utópica (havia política, guerras, cobiça e mortes).

Pra piorar numa estação mineradora com robôs autômatos classificou de maneira errada uma chuva de meteoros como ameaça. Em retaliação detonaram armas tão poderosas que rasgaram o tecido da realidade causando um colapso que estava destruindo tudo no universo.

A explosão voraz fazia planetas e sistemas solares sumirem e a notícia se espalhou rapidamente. A Irmandade Superman foi convocada pra resolver o problema e pra solucioná-lo foi proposto algo extraordinário.

Toda a humanidade seria convertida em seres de luz, porém alguém deveria ficar pra lançar essa enrgia no vórtice devorador.

O único que se apresentou foi A’dam’ Mkent, um Superman deficiente visual. Ao realizar essa façanha monumental de salvar o universo, A’dam ficou sozinho e vagando por muito tempo, muito tempo (chegando até a enlouquecer por causa disso).

Bom, nem preciso contar que a arte psicodélica de Jim Steranko me deixou alucinado (confesso que virei fã só por causa dela).

O Exílio á Beira da Eternidade é uma aventura que vale a pena viajar em sua leitura. Principalmente, porque me surpreendeu pelos aspectos futuristas apresentados e lembrando o arrebatamento bíblico (entre outras coisas). Não vou comentar o final pra não estragar a surpresa de quem quiser ler.

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Lanterna Verde – “Vôo”

A segunda edição é dedicada ao Homem de Verde mais famoso da Tropa.

Vou deixar de fora “S.O.S Lanterna Verde” que é a história de origem , “O Mal Sucumbirá Ante Minha Presença” (introdução de John Stewart) e Velocidade da Luz, pois também já comentei.             

Antes de mais nada eu fiquei muito tentado em falar sobre “O Herói do Amanhã” que homenageia tanto Alan Scott quanto Hal Jordan.

Há vários elementos clássicos da mitologia de ambos mostrando Tom Kalmaku, Jade, Os Guardiões de Oa e até o chato do Krona.

Mais “Vôo” com arte de Darwyn Cooke e roteiro de Geoff Johns me pegou de surpresa.

Em relação a história anterior que citei posso afirmar que é bem simples, porém o fato importante é que mostra o fascínio de voar.

Algo que sinceramente é muito estranho, pois os heróis voam pra qualquer lugar com seu anel energético. O que nos conecta nessa aventura é a realidade que nós podemos voar de avião e apreciar o mundo lá de cima (algo que nunca fiz, mas sonho realizar futuramente).

Na trama, Harold Jordan é um aficcionado por aviões desde pequeno, principlamente, porque seu pai Martin é piloto de avião. Houve um período que todos os dias antes de ir pra escola Hal sumia pra ver seu pai voando.

Isso se tornou uma grave peocupação pra sua mãe e motivo de orgulho do pai é lógico. Só que transformou-se um problema quando o menino revelou pra eles que esse era o seu maior desejo.

Então, numa noite, Martin o leva pra voar escondido sendo um acontecimento inesquecível pro jovem Jordan. Marcando-o pra vida toda e a melhor parte nessa história é vermos o tempo passando e Hal levando no mesmo lugar Carol Ferris e Kyle Rayner.

Nesses anos todos que passaram a únca coisa constante é a presença de Johnny, na entrada do hangar transformando a aventura em algo pessoal (já que conhecia Jordan desde garotinho).

Essa passagem de tempo e o sentimento de vida particular tornam “Vôo” uma história singular conectando aquilo que nos faz ser nós mesmos. E nem preciso comentar sobre Darwyn Cooke e Geoff Johns, pois a carreira de ambos já fala por si só.

Espero que tenham gostado.