Artista

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Didi Esmeralda

Sem sombra de dúvidas é praticamente impossível não gostar de sua arte.

Podemos notar que a versatilidade do seu trabalho nos brinda com diversas musas surgidas nos quadrinhos e outras dos jogos.

Seu estilo nem precisa de comentários, mas a sensualidade ao extremo de suas pin-ups nos deixa perplexos ao contempla-la.

Saiba sobre o que estou comentando na galeria abaixo e também no Deviantart de Didi Esmeralda

 

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Liga da Justiça e Sociedade da Justiça

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Essa imagem acima com as duas maiores equipes da DC Comics despertou meu interesse desde a primeira vez que a vi.

Isso foi há muito tempo atrás, numa galáxia muito distante quando eu estava iniciando a ler gibis (lá na década de 80).

A arte é do mestre George Pérez mostrando ambas as equipes e naquela época eu não conhecia alguns dos heróis da Sociedade que estavam na imagem.

Confesso que esse papel de parede me instigou a conhecer quem eram aqueles personagens.

E daquele momento em diante só fui descobrindo mesmo na clássica Crise nas Infinitas Terras.

Bom, é claro que a maioria dos fãs das antigas sabe que essa formação da Liga da Justiça era aquela dos anos 70 (que ficou conhecida como Liga Satélite).

Surfando pela web descobri que essa imagem havia sido publicada na edição americana de Justice League of America # 195, em 1981.

E nela temos da esquerda pra direita: Super-Homem (Kal-El), Mulher-Maravilha, Tornado Vermelho (John Smith) e Batman. Ao centro temos: Ajax, Flash, Zatanna, Gavião Negro (Katar Holl), Mulher-Gavião (Shayera Hall) e Nuclear.

Agachados estão: Aquaman, Arqueiro Verde, Canário Negro, Lanterna Verde (Hal Jordan), Homem Elástico e Snaper Carr.

Enquanto que na Sociedade da Justiça temos em pé: Robin, Homem-Hora, Mulher-Maravilha e Super-Homem (Kal-L).

No meio temos: Sideral (Sylvester Pemberton), Átomo (Al Pratt), Falcão da Noite (Carter Hall), Caçadora, Joel Ciclone e Senhor Destino (Kent Nelson).

Na frente estão:  lá no alto Relâmpago, Johnny Trovoada, Lanterna Verde (Alan Scott), Poderosa, Doutor Meia-Noite (Charles McNider) e Pantera (Ted Grant).

Só pra constar creio que essa imagem deve ter sido feita baseada no período Pré-Crise, então ainda estava valendo aquele velho conceito de Terra-1 pra Liga e Terra-2 pra Sociedade.

Pra alguns pode até ser uma pin-up sem importância nenhuma mais pra mim serviu bastante pra ajudar a querer me aprofundar neste mundo maravilhoso que estou até hoje.

Confira na galeria abaixo algumas imagens que garimpei na web de diversos personagens de outras editoras

 

 

Porque eu gosto de Quadrinhos?

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Sinceramente eu não posso afirmar em qual momento de minha vida eu disse: “adoro gibis e trilharei por este caminho até ficar velhinho”.

Pra mim é algo que já faz parte de minha essência e não consigo mais deixar de lado de forma alguma.

“Há muito tempo atrás,  numa galáxia muito muito distante”… Seu Luiz Carlos (meu pai) foi o grande incentivador na minha incursão no mundo dos quadrinhos, porque quando eu tinha uns 8 anos. Ele trazia Pato Donald pra mim ler e Turma da Mônica (pra minha irmã).

Eu lia as minhas edições e também as da minha irmã, pois Maurício de Souza foi muito influente pra geração de crianças que começaram a ler gibis na década de 80.

Quando passei a receber uma mesada do Seu Luiz Carlos. Eu ia a pé até São João de Meriti pra comprar e também trocar revistinhas (moro  em Anchieta, no antigo Caminho do Padre). Comecei com Gastão, Peninha, Super Pateta, mas depois mudei pro gênero dos heróis.

Lembro que algum tempo depois meu pai havia me dado uma edição do Super-Homem nesta aventura Kal havia sido dividido em dois por um casal de feiticeiros. Se não me falha a memória era arte de Gil Kane.

Meu pai também lia bastante livro de bolso sobre faroeste, a espiã ZZ7 (eu imaginava uma mulher sensual e lindíssima que atiçava demais a minha imaginação). E por algum tempo curti muito essas edições, colecionando vários números e conheci Perry Rhodan com outras histórias fantásticas de ficção científica.

Não lembro quando foi que parei de ler os livros de bolso ou por qual motivo deixei de compra-los, no entanto foi nesse período em que eu recebia mesada.

E partia pro jornaleiro correndo pra comprar gibis que conheci o Super-Homem, de John Byrne, em 1986.

Quando estava servindo no quartel já comprava revistas com meu salário de soldado e colecionei as edições do Azulão até o n° 100 daquele período (quando vestiu o traje kriptoniano). E também pra dizer a verdade não lembro qual foi o motivo que parei de comprar suas revistas, no entanto me desfiz daquela coleção.

Então, comecei a ler Batman e junto Batman Vigilantes de Gotham. Tive todas as publicações de ambos os títulos e acompanhei fielmente as Sagas Contágio e Terremoto, mas novamente depois acabei me desfazendo de tudo.

Colecionei Batman e Liga da Justiça naquela fase histórica em que o Morcegão derruba Guy Gardner com apenas um soco (também infelizmente me desfiz desta coleção por total falta de espaço pra guardar).

Depois , em 1997 surgiu, Os Melhores do Mundo (desta vez eu guardei com maior carinho todos os gibis).

Durante esses anos como fã de quadrinhos já li quase todas as Crises da DC: Infinitas Terras, Zero Hora, Crise de Identidade, Crise Infinita (faltou apenas essa tal de Convergência).

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Apesar de me aventurar pelo mundo dos caras de capa e cueca por cima da calça adoro Asterix & Obelix, Martin Mystere, Zagor, Tex e a belíssima Druuna.

Quando surgiu as revistas especializadas sobre super-heróis passei a colecionar a Revista Herói que era lançada em formatinho (tive todas as cento e poucas edições e me desfiz delas com tristeza).

Passando mais algum tempinho colecionei a Wizard: O Guia dos Quadrinhos, da Editora Globo e a Wizard Brasil da Panini Comics (todas guardadas para consultar sobre heróis, séries e desenhos).

E por último ia seguindo com minha coleção da Mundo dos Super-Heróis aprendendo cada vez mais sobre este universo maravilhoso que já faz parte essencialmente da minha alma, mas infelizmente por total falta de grana também já parei de comprar.

Lendo HQs posso ser eu mesmo, pois me transporto para o mundo da arte sequencial e interajo com meus personagens favoritos que já fazem parte da minha vida.

Seu mundo é de fantasia, mas aonde existe um realismo deliciosamente fantástico.

São homens que são á prova de balas, lançam teias e grudam nas paredes, têm fator de cura acelerado e garras de adamantium, conjuram o raio e a tempestade, crianças que pronunciam palavras mágicas ou simplesmente podem voar.

O que mais me impressiona é o poder de voar e assim desafiar a gravidade podendo ir pra onde quiser. É tudo fascinante já comentei inúmeras vezes que a DC  perdeu caminho por seus heróis viverem num mundo fictício enquanto a Marvel têm seu “mundo real”, pois Os Vingadores, Quarteto Fantástico, Homem-Aranha entre outros vivem em Nova York.

A Distinta Concorrente tem como principal característica ser uma das editoras mais antigas do mercado dos comics, mas que infelizmente  perdeu um terreno considerável para a Casa de Ideias com seus heróis com aspectos humanos isso tornou-os mais próximos de nós.

O que torna difícil para alguns leitores é aceitar cidades que existem apenas num mundo fictício: Metrópolis, Gotham City, Star City entre outras. Estas características mostram claramente que as empresas iniciaram em épocas diferentes.

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Mesmo que sua morte tenha sido algo impactante, o Superman teve uma enorme queda de vendas durante os anos 1990, mas a situação mudou e foi revertida com os Novos 52!

O Azulão voltou renovado, mas com as características da Era de Ouro algo que achei maravilhoso, pois é um período desconhecido pela maioria dos leitores novatos.

Nós fãs de gibis atualmente estamos vivendo o melhor período de nossas vidas, pois estamos vendo diversas adaptações de heróis.

Sendo mostradas no cinema: Superman : O Homem de Aço, Os Vingadores, X-Men, Homem-Aranha, Guardiões da Galáxia, Kick Ass, Kingsman: Serviço Secreto entre tantos outros.

Estaremos aguardando Batman vs Superman :  A Origem da Justiça, Thor: Ragnarok, X-Men: Apocalypse e Capitão América: Guerra Civil.

A Marvel prometeu filmes do Pantera Negra e também do Doutor Estranho

E na telinha temos o sensacional The Flash, Arrow, Agent Carter, Gotham, Agents of Shield, Demolidor e pra nossa alegria ainda sairá uma safra de novos seriados como: Supergirl, Legends of Tomorrow, Luke Cage, Jessica Jones e possivelmente sobre Os Defensores.

Ataulmente não compro mais edições prefiro até baixar algumas pra ler no computador, mas nas bancas pego somente edições antigas com sagas fechadas.

Não consigo mais ficar acompanhando arcos de histórias intermináveis, pois isso deixo pros novos leitores. Hoje em dia a fase está tão boa pra nós que podemos escolher o que vamos acompanhar.

Obs: esse texto estava pronto há algum tempo bem antes da estreia de Jessica Jones, porém mantive tudo no original.

Espero que tenham gostado e se também não gostou deixe algum comentário.

 

The Flash – Personagens – Segunda Parte

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A segunda temporada do seriado do Flash veio pra consolidar o sucesso que presenciamos anteriormente.

Então confira meus comentários sobre as diferenças dos personagens dos quadrinhos e da telinha.

A Dra. Caitlin Snow (Danielle Panabaker), é uma bioengenheira do Star Labs. Snow era noiva e se casou com Ronnie Raymmond que por sua vez unindo-se ao ao professor Martin Stein formam o Nuclear (Firestorm, no original).

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Nos gibis Catlin Snow é a atual vilã Nevasca (Killer Frost), mas outras mulheres já usaram esse codinome. A primeira foi Crystal Frost, uma cientista apaixonada pelo professor Martin Stein.

Após saber que o sentimento não era recíproco decidiu trabalhar num prjeto no Ártico. Infelizmente acabou se trancando numa câmara fria sendo transformada e capaz de absorver calor de seres vivos (projetando frio e gelo).

Nevasca tornou-se inimiga do Nuclear enfrentando-o diversas vezes e acabou morrendo ao tentar absorver muita energia do herói.

A segunda Nevasca foi a Dra. Louise Lincoln que era amiga de Crystal Frost. Quando sua amiga morreu decidiu fazer a mesma experiência consigo mesma.

Era um tipo de homenagem pra sua mentora, porém tornou-se cruel e fria partindo com uma vingança pessoal contra o Nuclear (culpando-o pela morte de Crystal).

A segunda Nevasca participou do Esquadrão Suicida e se eu não me engano é ela quem  estava na excelente animação Batman: Ataque ao Arkham.

Surgida durante o reboot dos Novos 52 temos a terceira Nevasca que foi Loren Fontier.

Nesta versão Jason Rusch e Ronnie Raymond são colegas de escola e ganham seus poderes ao mesmo tempo. Mais uma célula terrorista ataca a escola e nesse grupo está Loren Fontier que estava decidida a mata-los (para conseguir a Matrix do Nuclear).

Quando ela estava presters a extermina-los ambos se unem formando o herói, porém houve uma explosão. E descobrimos que Loren foi transformada em Nevasca.

Catlin Snow é a quarta mulher a usar o codinome de Nevasca. Catlin era uma cientista dos Laboratórios Star que havia sido enviada pro Ártico num posto de pesquisas. Ela estava trabalhando num motor termodinâmico, mas Agentes da C.O.L.M.E.I.A se infiltraram no laboratório tentando matar a doutora jogando-a no motor.

Só que se corpo se fundiu ao gelo transformado-a num tipo de “vampira de calor”, Snow matou todos os agentes e saiu em busca de outras fontes para se aquecer.

Nevasca acabou descobrindo que os poderes do Nuclear poderiam curar sua ansia por calor, no entanto quando ele foi dado como morto pelo Sindicato do Crime perdeu suas esperanças de ser curada.

Quero ver como irão mostrar a transformação de Catlin no seriado em Nevasca?

E pra fechar no excelente episódio da Liga Sem Limites, “Em Outras Terras”, temos a história do Príncipe Viking. Seu navio foi encontrado numa geleira e a Diana estava lá participando de uma reunião da ONU.

Destaco a participação da Nevasca e também do Caçador de Marte que tenta compreender a humanidade e deixa a Liga por algum tempo.

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Só pra constar devo comentar também que no seriado tivemos uma versão do Nuclear (Firestorm, no original). Interpretado pela fusão da dupla Ronnie Rammond (Robbie Amell) e Dr. Martin Stein (Victor Garber).

Nos gibis a primeira versão do herói de fogo também era formado por eles. Ronnie era um estudante e Stein Prêmio Nobel de Física e ambos foram pegos num acidente nuclear que lhes concedeu a capacidade de se fundirem no herói.

A parte interessante é que a personalidade de Ronnie se sobresaia sobre o professor que servia como uma voz da razão na mente do Nuclear (algo que foi mostrado na série).

Além de poder voar, o Nuclear possui força fora do comum e a incrível capacidade de controlar a matéria transformando-a em qualquer coisa que quiser.

Na última versão do clássico desenho dos Super Amigos seu nome ficou conhecido como Tempestade.

Quase no final da década de 80, o Nuclear foi reescrito como um “Elemental do Fogo” (tipo o Monstro do Pântano que é Elemental do Verde).

Ao longo dos anos houveram algumas mudanças como a fusão de Ronnie com Mikhail Denisovitch Arkadin, um russo. Porém depois mudaram novamente seus status quo pro normal.

Durante a ótima Crise de Identidade, Ronnie foi  transpassado por uma espada mágica explodindo. Então sua energia fundiu-se a Jason Rusch que transformou-se no novo Nuclear. A grande diferença é que agora pode se fundir com qualquer pessoa e Ronnie está apenas como espírito dentro do herói.

Na telinha após o sumiço de Raymond o professor estava morrendo e o pessoal do Star procurou uma outra pessoa que pudesse formar o herói.

Jay Jackson (Franz Drameh), um ex-atleta do colégio que sofreu um grave ferimento e pra sobreviver trabalha como mecânico faz parte do novo alter-ego do Nuclear.

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E realmente pra fechar nesta segunda temporada o Dr.Wells teve sua filha sequestrada pelo Zoom.

Seu nome é Jesse Quick (Violett Beane), porém nos quadrinhos Jesse Chambers é uma velocista. Filha dos heróis Johnny Quick e Liberty Belle ambos da Era de Ouro (ela tem os poderes de ambos).

Jesse Quick usa a fórmula de seu pai para ganhar super velocidade (3×2 (9yz) 4a). Se eu não me engano é uma velocista que pode voar. Durante algum tempo, Jesse adotou o codinome de sua mãe Liberte Belle II. Ela já participou das equipes Sociedade da Justiça, Novos Titãs e Liga da Justiça.

Vamos esperar pra saber se a versão da heroína no seriado irá ganhar ou não superpoderes?

Quanto a Mulher Gavião (Ciara Renée) e o Gavião Negro (Peter Francis James) foi muito empolgante ver como aproveitaram a história deles na telinha. No entanto já fiz  postagens sobre os campeões alados há algum tempo atrás.

A participação do Gavião e da Mulher Gavião no crossover entre The Flash e Arrow irá futuramente culminar na série Legends of Tomorrow.

Quero acrescentar que já promete pela presença de Rip Hunter, um viajante do tempo que nos gibis participa do grupo Homens Lineares.

Na série Hunter formará uma equipe mista entre heróis e vilões para deter Vandal Savage que almeja destruir o próprio tempo.

Relembre aqui da primeira parte.

Se gostou deixe algum comentário, mas se não gostou deixe um comentário também.

 

 

As Viagens de Gulliver

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O livro é considerado um dos grandes clássicos da literatura inglesa. Na verdade trata-se de uma aventura fantástica contada pelo escritor Jonathan Swift e foi lançado em 1726 (Gulliver’s Travels, em inglês).

A trama já começa com o naufrágio do navio em que Lemuel Gulliver estava viajando e sendo arrastado pra ilha de Lilliput. Seus habitantes são pequenos e viviam constantemente em guerra. É através dos lilliputianos que o autor faz uma metáfora quanto a realidade de sua época.

Durante a segunda parte, Gulliver viaja até Brobdingnag. É na terra dos gigantes que o herói descobre como os lilliputianos se sentiam quanto a ele. O escritor também faz uma outra metáfora ridicularizando a sociedade inglesa e enaltecendo a grandeza das pessoas comuns.

Na terceira parte temos a ilha Flutuante de Laputa e Swift critica a Royal Society, a conceituada academias de ciências inglesa (criticando ferozmente o pensamento científico).

Depois o herói encontra os Houyhnhm, uma raça de cavalos muito inteligentes que representavam os ideais iluministas da verdade e da razão. Eles tinham medo que alguém da raça imperfeita dos Yahoos se tornassem cultos.  Era uma sátira a humanidade, pois os yahoos se assemelhavam aos seres humanos.

Gulliver aprende sobre a cultura dos Houyhnhm e retorna pra Inglaterra pra ensinar sobre aquilo que vivenciou.

Nas várias versões de livros editados sobre Gulliver ao longo das décadas as vezes sua profissão é mostrada como médico cirurgião ou capitão de navio.

Ao longo dos anos foram feitas algumas adaptações sobre As Viagens de Gulliver na televisão, cinema, rádio, teatro e quadrinhos. Vamos conhecer algumas delas?

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Le Voyage de Gulliver à Lilliput et chez les géants – Georges Méliès – 1902

O diretor visionário é conhecido por sua obra mais famosa Viagem a Lua também de 1902.

Nesta versão vemos porque Méliés ficou conhecido como pai dos efeitos especiais, pois as cenas duplas que mostram Gulliver interagindo com os lilliputianos “sugerem ser apenas uma só.

A história é bem simples mostrando a interação entre Gulliver e a corte dos pequeninos. A parte interessante é o colorido do cenário e também sua sofisticação.

Não sei se há mais cenas, pois isso foi somente o que eu consegui encontrar na web.

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As Viagens de Gulliver – Gulliver´s Travels – in Technicolor – 1939

Foi a primeira versão animada feita com o personagem. Destaco a qualidade assustadoramente incrível mostrada pelos Studios Fleischer. Os irmãos Dave Fleischer e Max Fleischer comandam respectivamente a direção e a produção.

A dupla é famosa por ter nos presenteado com a bela Betty Boop, o inesquecível Popeye, o Marinheiro e também o Super-Homem (uma das melhores versões do Azulão).

Apesar da qualidade inegável da animação a história é bem simples girando em torno do casamento da Princesa Glory e do Príncipe David. Pra mim há na verdade um tipo de Romeu e Julieta, pois Glory é uma lilliputiana enquanto David nasceu em Blefuscu.

A briga entre as nações é por causa da canção escolhida pro casamento e há também uma conspiração pra matar o herói.

Fiquei impressionado com a beleza dos cenários, a trilha sonora envolvente e também gostei da forma como mostraram Gulliver, pois devido aos seus movimentos “parece” até ser uma pessoal real.

Só pra constar essa versão surgiu como resposta ao sucesso Branca de Neve e os Sete Anões, da Disney lançado, em 1937.

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As Viagens de Gulliver – The Three Worlds of Gulliver – 1960

É a primeira adaptação live action feita sobre o livro. Os efeitos especiais são feitos pelo mestre do stop-motion Ray Harryhausen e também temos uma ótima trilha sonora de Bernard Herrman.

Gulliver (Kerwin Mathews) é um cirurgião pobre que parte num navio em busca de riquezas. Elizabeth (June Thorburn), sua noiva deseja que fique para levar uma vida humilde, mas eles acabam brigando.

Na viagem durante uma tempestade Gulliver é levado pra Liliput (que mais parece ser na Índia). Ele foi amarrado, mas devido a sua boa índole conquista a confiança dos habitantes.

Porém quando arrasta os navios de Blefuscu e critica a tolíssima guerra entre as nações Gulliver é visto como traidor tendo que fugir. Então escapa pra Brobdingnag sendo encontrado pela menina Glumdalclitch (Sherry Alberoni). O rei deles decretou uma lei que todos os seres minúsculos seriam levados a corte.

A menina faz isso com Gulliver e lá reencontra Elizabeth que também havia naufragado, o matrimônio deles é realizado e ficam morando numa casa de bonecas. Após ter ajudado a rainha com ua dor de estômago, Gulliver é acusado de bruxaria por Makova, o primeiro ministro.

Mesmo explicando que trata-se de ciencia é decretada sua execução, porém a menina o salva. Então, Gulliver e Elizabeth retornam pra Inglaterra.

Mesmo não sendo uma das melhores produções de Harryhausen é um daqueles clássicos e nostálgicos filmes que ficam guardados na memória somente de quem assistiu.

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As Aventuras de Gulliver – The Adventures of Gulliver – Hanna-Barbera – 1968

Nesta inesquecível versão, Gary Gulliver e seu cão Tagg sofrem um naufrágio indo parar na ilha de Liliputi. Como na história original, Gulliver foi capturado pelos lilliputianos, mas com o tempo torna-se amigo deles.

O herói estava a procura de Thomas Gulliver, seu pai que havia lhe deixado um mapa do tesouro escondido. E por causa deste tesouro, Gulliver sofria perseguição do malvado Capitão Leeck (que tentava roubar o mapa).

Os personagens secundários eram um caso a parte começando pela pequena Flitácia, filha do Rei Pomp que era completamente apaixonada por Gulliver. Eu adorava o inteligente Bunco e também me divertia bastante com Soturno (porcausa de seu tom resmungão e pessimista).

A série animada fazia parte do show dos Banana Splits e no total foram produzidos apenas 17 episódios.

Só pra constar, o programa foi exibido plea TV Bandeirantes há alguns anos atrás. Os Banana Splits, eram um grupo de atores fantasiados formado por Fleegle, um cão, Drooper, o leão, Bingo, o gorila e o elefante Snorky.

Nossa diversão sempre acontecia em meio a muitas trapalhadas e clipes musicais apresentando os desenhos Os Cavaleiros da Arábia, Os Três Mosqueteiros e também o seriado A Ilha do Perigo.

Espero que tenham gostado.

Liga da Justiça e Vingadores

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Essa história de crossover entre as duas maiores equipes não é algo recente, pois havia surgido no distante ano de 1979.

Nesta versão as equipes teriam uma viagem temporal  e juntas  enfrentariam o Senhor do Tempo e Kang. O roteiro ficou com Gerry Conway e arte com George Pérez.

Só que o projeto não foi adiante por causa de Jim Shooter, editor-chefe da Casa de Ideias que acabou arranjando encrenca (e infelizmente engavetando a história que já possuia algumas páginas prontas).

Bom, esqueçam tudo que foi mostrado antes naquele fraquíssimo embate DC x Marvel. Apenas pelo fato de juntar as duas melhores equipes das maiores editoras dos quadrinhos é o suficiente pra lermos esta aventura.

LJA/Vingadores é uma minissérie que tem roteiro do aclamado Kurt Busiek, arte do lendário George Pérez e foi lançada em 2004.

O roteiro de Kurt Busiek  não é nada mirabolante, porque vemos aquela velha situação de herói contra herói que depois muda pra esforço em conjunto pra lutar contra o mal.

Mais sinceramente, pra mim, isso é o que menos importa na narrativa. A forma como a situação é mostrada é que torna nossa leitura aprazível.

Sem sombra de dúvidas outro aspecto importante é o capricho mostrado pela arte de George Pérez por causa da riqueza dos detalhes. Podemos notar as expressões faciais seja de raiva, perplexidade ou assombro emoldurando o rosto dos personagens.

Destaco também as capas dupla de cada edição na primeira todos olham pro céu preocupados, na segunda uma batalha campal dos heróis, na terceira há diversos heróis sendo mostrados e a quarta virou um clássico com Kal segurando em cada mão Mjolnir e o escudo do Bandeiroso.

Na trama há uma nova crise temporal surgindo e presenciamos pertubações em cada universo. É quando vemos uma outra versão do Sindicato do Crime morrendo novamente (se não me engano havia acontecido a mesma coisa com o grupo na Crise dos anos 80).

E vilões dos universos sendo trocados como a Liga enfrentado Terminus, do Universo Marvel. A equipe ficando estarrecida com a presença do Espectro, Hal Jordan que nesta época estava morto ocupando o lugar de Jim Corrigan. Hal devolve a criatura ao seu devido lugar e desaparece.

Enquanto isso em Nova York, os Vingadores enfrentam Starro, aquela ridícula estrela do mar espacial que estava dominando boa parte da equipe. Visão propõe pra Wanda usar sua magia caótica contra o intruso e a Feiticeira descobre que a ameaça não era daquele universo.

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Temos mais algumas invasões sendo notadas como Lobo enfrentando a guarda do Império Shiar e a raça bélica dos Khundios atacando outros seres.

O Grão-Mestre surge na lua convocando a Liga da Justiça pra conseguir alguns artefatos que são: o sino, a roda e a ânfora, a máscara medusa, do Pirata Psíquico, a lança do destino, a bateria energética de Kyle Rayner, o Livro da Eternidade e o Globo de Ra.

Mesmo desconfiados alguns integrantes da Liga partem pro outro universo  entre eles estão: Superman, Batman, Mulher-Maravilha, Aquaman, Lanterna Verde (Kyle Rayner), Caçador de Marte, Homem-Borracha e Eléktron. O Flash (Wally West) ficou de fora, pois havia sido perseguido como mutante (quase sendo linchado até a morte). E assim mesmo desconfiada a Liga viaja pra outra realidade.

Enquanto isso no universo dos Vingadores, Metron surge explicando a “situação” e as outras peças que pertencem ao Universo Marvel como: as gemas do infinito, a caixa dos invernos antigos, o Olho Maligno, o Cubo Cósmico (ou Tesseract do UCM), o Bastão de Watoomb e o Nulificador Total.

A equipe dos Vingadores é composta por: Thor, Capitão América, Homem de Ferro, Feiticeira Escarlate, Visão, Gavião Arqueiro e Mercúrio. Os Vingadores também se sentem obrigados a viajarem pro outro universo.

Tanto o Grão-Mestre quanto Metron contam pras equipes que se não conseguirem os artefatos seu universo irá morrer.

Na verdade o problema se evidencia ao sabermos que há um jogo cósmico feito pelo Grão-Mestre envolvendo Krona.

Na disputa se o ancião ganhar, Krona terá que poupar seu universo e o Grão-Mestre o levará até Galactus, o Devorador de Mundos que é o ser mais antigo do Universo Marvel.

Neste jogo a Liga está jogando pelo Grão-Mestre enquanto Os Vingadores lutam por Krona.

O maluco oano é famoso por querer descobrir a origem do universo não importando as consequências pra que consiga esse conhecimento.

Durante essa aventura podemos notar homenagens pros universos do personagens nos títulos: Jornada para o Mistério (Jorney into Mistery) é algo relacionado a um clássico gibi da Marvel e O Bravo e o Corajoso (The Brave and The Bold) também outro título antigo da DC.

Além disso vemos outras situações interessantes como a presença dos seres cósmicos das editoras Eternidade e Kismet (respectivamente Marvel e DC).

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O Azulão e o Bandeiroso mudam drasticamente seu modo de agir, pois demonstram uma raiva assustadora com os acontecimentos. Ambos são os maiores heróis de suas editoras e personificam esse conceito do que significa heroismo.

Num destes momentos intempestivos, há uma comparação da Liga ao Esquadrão Supremo, uma versão dos Justiceiros na Marvel. Lembrei que na história Vingança Máxima temos uma versão dos Vingadores na DC.

Como se apenas isso não bastasse entre os distúrbios temporais vemos mudanças em ambas equipes demonstrando visuais dos heróis de diferentes períodos nos quadrinhos (vale a pena fazer um cata-piolho pra sabermos quais heróis conhecemos e outros que nunca vimos).

Num certo momento a situação fica tão caótica que Wally e Kyle são substituídos por Hal e Barry. É quando cada herói presencia seu futuro sombrio: Superman morto no confronto contra Apocalypse, Batman quebrado por Bane, Hal tornando-se Parallax, Wanda perdendo seus filhos, Aquaman sem sua mão entre outros fatos dolorosos e frustantes.

Pra mim a última edição é melhor de todas, pois diante da crise catastrófica a Liga e os Vingadores se unem numa única força de combate pra enfrentar Krona.

Independente que você seja dcnauta ou marvete esta é uma edição sencional que merece ser lida, relida e guardada em sua coleção.

Espero que tenham gostado e até o próximo texto.