Simbad – Última Parte

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Desta vez vou deixar de fora a versão feita pelos Trapalhões, pois já comentei num outro texto.

Vamos ao que interessa

Sinbad Contra o Olho do Tigre – Sinbad and the Eye of the Tiger – 1977

É a terceira sequência do herói em stop motion feita por Ray Harryhausen pra Columbia Pictures.

Na história, Simbad (Patrick Wayne), é Princípe de Bagdá e um corajoso marinheiro. Ele viaja até Charnak na intenção de pedir ao Princípe Kassim (Damien Thomas), a mão de sua irmã Farah (Jane Seymour).

Mas, Simbad descobre que Kassim havia sido transformado num babuíno, pois o feitiço foi lançado pela maligna madrastra Zenobia (Margareth Whiting).

Pra que a magia fosse desfeita, o herói precisa sair numa jornada pra terra da Hiperbórea algo que nunca havia sido feita antes.

Nessa perigosa viagem, Simbad terá que enfrentar o terrível Minoton (que se parece com o Minotauro), uma morsa gigante , uma vespa enorme e até um tigre dentes de sabre.

Pra piorar a situação, Zenobia junto com seu comparsa Rafi (Kurt Christian) segue o herói pra que não consiga salvar o princípe Kassim.

É o meu preferido de todos já mostrados com Simbad, pois além dos “efeitos especiais” estarem impressionantes.

Os lugares visitados pelos personagens são de uma riqueza belíssima e a parte interessante é que as cenas dos navios no mar foram gravadas em uma enorme tanque de água.

Lembro do Trog, um homem das cavernas que ajudou o herói em vários momentos perigosos (a forma dele agir e se comportar era tão simples quanto cativante).

Só pra constar, o Trog deste filme foi usado posteriormente pra ser Calibos do clássico Fúria de Titãs, de 1981.

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Sinbad e Os Sete Mares – Sinbad of the Seven Seas – 1989

Essa versão é estrelada por Lou Ferrigno que interpretou o Incrível Hulk no antigo seriado televisivo nos anos 80.

Só pra constar o ator também já interpretou o herói mitológico Hércules nos filmes: Hércules (1983) e As Aventuras de Hércules, em 1985.

O filme é narrado por uma mãe que conta pra sua filha uma história  de um grande livro pra dormir.

Num tempo antigo, houve uma cidade que o malvado vizir Jaffar (John Steiner) nublou a mente do califa e aprisionou sua filha, a princesa Alina (Alessandra Martines) para que possa se casar com a moça.

Sinbad e seus companheiros voltavam de uma viagem pra casa quando se deparam com a cidade transformada em miséria e tristeza.

O culpado é o feiticeiro Jaffar e Sinbad junto com sua tripulação terá que derrotá-lo buscando as gemas perdidas de Basra.

É uma versão italiana do herói, mas na época recebeu péssimas críticas e foi classificado como um filme B bastante fraco.

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As Aventuras de Sinbad – The Adventures of Sinbad – 1996

É um seriado televisivo que foi filmado em Ontário, no Canadá e na Cidade do Cabo, na África do Sul. Surgiu com um estilo bastante parecido com  Hércules e Xena.

Acompanhamos as histórias de Sinbad (Zen Gesner) que é capitão do navio, “Nomad” . Em sua companhia temos: Doubar (George Buza), seu irmão mais velho e muito forte, Maeve (Jacqueline Collen), uma feiticeira e par romântico, Firouz (Tim Progosh), um cientista e inventor, Rongar (Oris Erhuero), um guerreiro que não consegue falar e Dermott, um falcão.

O principal inimigo é o malévolo feiticeiro Turok (Juan Chiorian), mas durante os episódios surgem outros vilões.

As Aventuras de Sinbad teve 2 temporadas, com 44 episódios e terminou em 1998.

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Sinbad – A Lenda dos Sete Mares – Sinbad: Legend of the Seven Seas – 2003

É uma animação da DreamWorks, porém o filme muda o cenário original que é o Oriente Médio por Siracusa, na Sicília. E também, tem como inspiração mitos gregos como o de Damão e Pítias.

Na trama, Sinbad, é o aventureiro mais ousado e famoso que cruzou os sete mares, passou a vida correndo riscos e acaba se deparando com um perigo que jamais havia imaginado.

Ele foi acusado de roubar o Livro da Paz, um dos mais valiosos tesouros do mundo, pra provar sua inocência, deve então recuperá-lo ou seu melhor amigo, Proteu irás morrer em seu lugar.

O problema é que Éris, a deusa da Discórdia quer ficar com o livro pra seus interesses mesquinhos (algo do tipo dominar o universo).

Ela usa o herói enviando pro Tártaro na busca pelo artefato, porém Marina, a noiva de Proteu vai escondida na viagem e ambos acabam se apaixonando.

Os cenários são ótimos, seus efeitos especiais são convincentes, só a história destoa muito da original, no entanto afirmo que não é uma animação ruim.

Apesar de Sinbad ser o principal quem realmente chama atenção é Marina que consegue mostrar coragem e sensualidade ao mesmo tempo (os personagens secundários são engraçados tipo a tripulação do herói e seu cachorro).

Sinceramente, não é a minha versão preferida do herói, porém consegue entreter enquanto assistimos e só.

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1001 Arabian Nights: The Adventures of Sinbad – 2008

É uma versão em quadrinhos do personagem que faz parte do Grimm Fairy Tales da Zenescope Entertainment que demonstra os personagens dos contos de fadas numa abordagem mais sombria.

Nesta versão, Sinbad é o capitão do navio Al Da’rab e sua habilidade no combate corpo-a-corpo é insuperável. Infelizmente ele foi acusado falsamente de assassinato e  por causa disso banido de sua cidade natal.

O capitão soube de um artefato mágico que seria capaz de limpar seu nome e junto de sua fiel tripulação partiu numa viagem afim de provar sua inocência.

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Sinbad – 2012

É uma série televisiva mostrando o estilo fantasia, ação e aventura que foi produzido pela Impossible Pictures e transmitida pela Sky1.

Sinbad (Elliot Knight) mata acidentalmente o filho do Lorde Akbari (Naveen Andrews) em uma briga. Como recompensa pela dívida de sangue, o irmão de Sinbad é morto na sua frente.

Sinbad escapa, mas sua avó o amaldiçoa com um talismã mágico. Por causa desta maldição ele fica impedido que permaneça em terra por mais de um dia. Caso continue o talismã irá sufocá-lo até a morte.

Devido a isso, ele leva uma vida repleta de aventuras no mar. Em sua companhia temos: Gunnar, um marinheiro norueguês, Rina, uma ladra de jóias, Nala, uma aristocrata, Anwar, o médico e também o cozinheiro do navio.

Só que Sinbad não sabe que está sendo caçado por Lorde Akbari que ainda não considera a morte do irmão de Sinbad suficiente como pagamento da dívida de sangue.

Infelizmente o seriado teve vida curta com apenas 12 episódios e terminando em 2013.

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Magi: Adventure of Sinbad – Magi: Sinbad No Buken – 2016

É um spin-off e também prequel de Magi : O Labirinto da Magia (Magi: The Labyrinth of Magic), um mangá escrito e ilustrado por Shinobu Ohtaka. Essa edição foi lançada pela Weekly Shonen Sunday que teve um total de 37 edições publicadas entre 2009 a 2017.

O sucesso rendeu um anime Magi: The Kingdom of Magic (2013) e uma sequência Adventure of Sinbad: The Capture of Dungeon Baal (2015).

Neste anime temos as aventuras de Sinbad antes dele se tornar rei de Sindria. Mostrando o período que vivia com seus pais Badr, um veterano de guerra e sua mãe Esra. Infelizmente o menino perde o pai na guerra contra o Império Reim passando sua juventude ajudando os moradores e cuidando de sua mãe que estava muito doente.

Então, surgem boatos sobre as masmorras, misteriosos edifícios que foram erguido ao redor do mundo. Dizem que esses locais possuem grande poder e tesouro fato que despertou o interesse de diversos aventureiros e exércitos, mas todos que foram nessa jornada nunca ninguém voltou.

Sinbad devido a sua infância sofrida e por causa das histórias de sue pai deseja explorar o mundo além de sua aldeia. E quando abriga o misterioso viajante Yunan, o rapaz parte em busca de aventuras.

O anime conta como foi o início da lenda de Sinbad antes de se tornar o Grande Rei dos Sete Mares.

A parte interessante é que podemos acompanhar o desenho pela Netflix e por enquanto tivemos uma temporada com 13 episódios.

Comentei somente as versões mais significativas do Simbad que conheço e mais algumas que também encontrei na web.

Espero que tenham gostado e reveja aqui o texto anterior.

 

 

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Simbad

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Simbá, o Marujo (também grafado Sinbad ou Sindbad) é um marinheiro que surgiu nos contos tendo origem no antigo Oriente Médio.

O herói é da cidade de Bagdá e viveu durante o califado abássida. Suas sete viagens pelos mares a leste da África e sul da Ásia o fizeram passar por inúmeras aventuras fantásticas.

Enfrentando seres monstruosos, fenômenos sobrenaturais e encontrando povos estranhos.

Suas histórias foram lidas no livro As Mil e uma Noites, que reúne diversos contos árabes e que foi traduzida pelo escritor e orientalista francês Antoine Galland (1646-1715), um especialista em manuscritos antigos, línguas orientais e moedas.

O clássico livro foi publicado na França entre 1704 e 1717.

Dizem as lendas que Galland tomou várias liberdades artísticas quando reescreveu o livro, pois incluiu As Viagens de Simbad. Sendo que na verdade o conto era avulso e foi incluído nas Noites.

A mesma situação ocorreu com Aladim e a Lâmpada Maravilhosa e Ali Babá e os Quarenta Ladrões, porque essas histórias ele escutou do contista sírio Hanna Diab. E ambas foram incluídas também nas Noites.

O escritor adaptou grande parte do estilo da narrativa, falas dos personagens e outros aspectos pra que o público europeu ficasse mais a vontade na leitura.

Apesar das críticas recebidas de escritores e estudiosos posteriores, sua versão das Mil e uma Noites é a mais célebre e tornou-se um dos fundamentos da literatura ocidental.

Na história Simbad vivia nos dias de Harune Arraxide, califa de Bagdá, nesta cidade tinha um carregador pobre. Certo dia, o carregador fez uma pausa em seu trabalho pra descansar perto da casa de um homem comerciante e rico.

Então pragueja quanto a injustiça e sua sorte miserável no mundo, pois ele é tão pobre e o dono da casa tão rico. O comerciante escutou seus lamentos e pediu que o rapaz fosse trazido pra dentro.

Descobriram que compartilhavam o mesmo nome, Simbad e o comerciante disse que já havia sido pobre. Tornou-se rico por fortuna e destino e se oferece pra contar sobre suas histórias das sete viagens fantásticas que teve.

Ao longo das décadas suas narrativas são um dos contos mais populares de As Mil e uma Noites. Sendo adaptada pra música, cinema, teatro, desenhos animados e quadrinhos.

Vou deixar de fora a versão do marinheiro Popeye, porque já fiz um comentário sobre o assunto.

Então, vamos conhecer algumas dessas versões?

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Sinbad the sailor – 1935

É um curta-metragem animado produzido e dirigido pela Ub Iwerks.

No desenho, o lendário Sinbad viaja pelos mares num navio acompanhado de um papagaio. Então, de repente um grupo de piratas causa problemas, pois estão planejando roubar seu tesouro.

Sinbad precisa usar sua inteligência pra poder salvar o que conquistou.

É um desenho muito simples tendo toda aquela inocência, nostalgia e canções que haviam na época.

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Simbad, o Marujo – Sinbad, The Sailor – 1947

Numa época muito distante nos tempos do califa Harun-Al-Rashid (na antiga Pérsia).

Simbad (Douglas Fairbanks Jr.) conta suas aventuras, porém ninguém sabe se talvez seja mentira ou está dizendo a verdade.

Em sua oitava viagem, na companhia de seu amigo Abbu (George Tobias) descobriu um navio aonde estava o mapa do tesouro que mostra a localização das riquezas de Alexandre, O Grande.

Durante o leilão da embarcação, Shireen (Maureen O’Hara) também queria compra-lo a mando de seu mestre. Sinbad querendo obter o navio acaba arranjando uma dívida enorme por causa dele.

Mais na procura por esse tesouro, o herói terá que enfrentar, Emir (Anthony Quinn) e Melik (Walter Slezak) que farão de tudo pra se apossar dessas riquezas.

Juntos todos irão numa perigosa viagem querendo encontrar uma enorme riqueza escondida deixada pelo maior general da antiguidade.

Confesso que sou suspeito pra comentar sobre essa produção, pois faz parte de minha memória afetiva. Já que assisti na Sessão da Tarde na década de 1980.

É um filme de fantasia feito numa época na qual Hollywood caprichava nos figurinos, canções e interpretações.

Maurren O’Hara impressiona por sua beleza, Douglas Fairbanks Jr. faz todas as suas acrobacias legais e Anthony Quinn nos entrega um excelente vilão.

Mesmo sendo um filme tão antigo é óbvio que gosto dessa versão.

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Simbad e a Princesa – The 7th Voyage of Sinbad – 1958

Vai entender tradutor se o título original era A Sétima Viagem de Sinbad, porque mudaram?

Bom, foi o primeiro filme de uma trilogia da Columbia Pictures tendo como protagonista o herói Sinbad. Lembrando que todo conceito e animação em stop motion foi realizado pelo mestre Ray Harryhausen.

Esse filme teve como sequência A Nova Viagem de Sinbad e Simbad Contra o Olho do Tigre.

Na trama, Simbad (Kerwin Matthews) embarca numa perigosa jornada para a misteriosa Ilha de Colossus, mas se envolve com diversos problemas quando um diabólico feiticeiro Sokurah (Torin Thatcher) joga um feitiço em sua amada a princesa de Chandra (Kathryn Grant).

A fim de salvá-la, o herói terá que enfrentar diversos monstros místicos como o terrível Ciclope, o enorme pássaro Roc, um exército de esqueletos entre outros desafios.

Também sou suspeito pra comentar sobre esse filme, pois vi na Sessão da Tarde (mais confesso que não é o meu preferido da trilogia).

Seria chover no molhado dizer que os efeitos especiais estão bem toscos atualmente, mas eu adorava ver esse filme quando era moleque.

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As Aventuras do Capitão Sindbad – Captain Sindbad – 1963

Essa versão do herói foi protagonizada por Guy Williams que no seu currículo foi o inesquecível Zorro da Disney e também o Professor John Robinson de Perdidos no Espaço.

Na trama, o reino de Baristan é comandado pelo tirano El-Carim (Pedro Armendáriz). Ele planeja capturar seu rival, Simbad que logo retornará do mar, pois pretende se casar com a Princesa Jana (Heidi Brüh).

A princesa resolve pedir ajuda do mago Galgo (Abraham Sofaer) para transformá-la num pássaro a fim de avisar seu amado da armadilha que lhe espera.

Infelizmente a princesa não consegue chegar a tempo, porque o vilão consegue transformar seus soldados em gaviões que destroem o navio do herói.

Só que Simbad continua vivo e descobre que a única forma de destruir seu inimigo é roubando seu coração que está escondido numa distante torre de marfim.

Então, Simbad parte nessa viagem não só pra ajudar sua amada, mas também pra salvar o povo deste terrível tirano.

Esse é outro clássico da antiga Sessão da Tarde, lembro que o mago era bastante atrapalhado e por causa de suas mágicas que sempre davam errado eu me divertia muito quando via o filme.

Feito numa época mais inocente é um filme que retrata a jornada do herói e isso é o há de melhor nele.

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Sinbad Jr. –  Sinbad Jr. and his magic belt – 1965

É uma produção da Hanna-Barbera que surgiu baseado no famoso marinheiro dos livros. No desenho acompanhamos as aventuras de Sinbad Jr. na companhia do papagaio Calado.

Sinbad Jr. utiliza um cinto dourado que lhe concede poderes como grande força.

Só pra constar, suponho que “talvez” não tenha sido exibido em terras tupiniquins.

O desenho teve 102 episódios, dividido em 3 temporadas e terminando no mesmo ano que começou.

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A Nova Viagem de Simbad – The Golden Voyage of Sinbad – 1974

É o segundo filme com o herói distribuído pela Columbia Pictures e com “efeitos especiais” em stop motion feitos por Ray Harryhausen.

Desta vez, Simbad (John Philip Law) encontra um mapa e viaja em busca da Ilha de Lemuria. Além de seus tripulantes temos a bela Margiana (Caroline Munro), uma misteriosa mulher que possui um olho em sua mão.

O problema é quando o grão-vizir, herdeiro do sultão sofre com uma maldição lançada por Koura (Tom Baker) e o herói terá que levá-lo á fonte da vida pra que seja desfeita  a magia negra.

A viagem não será fácil, pois além de enfrentar Koura, Simbad precisa vencer diversos desafios como uma estátua com seis espadas, um grifo assustador, um centauro entre outros.

Mesmo pra época os efeitos especiais são ótimos e o clima de fantasia e aventura foi um dos melhores vistos das sequências.

Caroline Munro já era musa nesse período e Tom Baker que interpreta o vilão Koura depois ficou mundialmente famoso e imortalizado ao interpretar o Quarto Doutor de Doctor Who.

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The Arabian Nights: Sinbad’s Adventures – 1975

Arabian Nights: Sindbad no Bōken é um anime  dirigido por Fumio Kurokawa e produzido pela Nippon Animation.

No desenho, Sinbad é um menino e filho de um famoso comercinate de Bagdá. O garoto gosta de ouvir as histórias de seu tio Ali que narra muitas aventuras.

Ele trouxe pro garoto Shera, um estranho pássaro falante e Sinbad une-se ao tio na esperança de partir em outra de suas viagens. Após uma baleia gigante atacar o navio, Sinbad fica numa ilha deserta.

Separado de Ali e apenas acompanhado por Shera começa suas próprias aventuras.

Ao retornar pra casa fica desesperado ao saber que seus pais haviam desaparecido (e parte novamente pra encontra-los).

Ao longo dos episódios o menino via pra diversos lugares diferentes e acaba fazendo amizade com Ali Baba e Aladdin. Nos episódios eles encontram criaturas estranhas, incluindo um pássaro gigante, sereias, gÊnios, liliputianos, cobras enormes e mágicos hostis.

Sinbad também conhece outros personagens apresentados nas Mil e Uma Noites, incluindo os Quarenta Ladrões, também da história O Gênio e o Mercador ou o Cavalo Voador.

No final após derrotar os mágicos malvados que estavam atrapalhando sua jornada, Sinbad reencontra todos os seus amigos, seus pais e seu tio que haviam sido capturados por uma feiticeira malévola.

A série animada apresentou um total de 52 episódios, terminando em 1976.

Espero que tenham gostado e fim da primeira parte.

 

Rankin/Bass

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Eu sou um fã ardoroso de stop motion primeiro devido a essa empresa e também por causa de Ray Harryhaussen. Quando eu era moleque essas produções eram mostradas direto pra gente na telinha.

Quem cresceu na década de 80 deve se lembrar do que estou comentando e não é átoa que sou tão nostálgico.

A Rankin/Bass Entertainment foi uma empresa australiana reconhecidíssima no passado por causa de suas produções na telinha feitas em stop-motion.

Atualmente o acervo dos especiais televisivos estão divididos, pois uma parte ficou com a Warner Bros. enquanto a outra com a Classic Media.

A empresa surgiu nos anos 60 sendo fundada por Arthur Rankin Jr. e Jules Bass, porém seu nome era Videocraft Internacional.

A grande maioria da produções “Animagic” da empresa foram feitas no Japão e o grupo de animadores era chefiado por Tadahito Mochinaga.

As animações eram produzidas pela Toei Animation, Films Crawley e Mushi Productions. Nos anos 70 tiveram a participação da Top Craft que foi um desdobramento da Toei Animation.

Toru Hara que foi funcionário da Top Craft teve seu nome incluído em diversas produções da Rankin/Bass. Algum tempo depois uniu-se Hayao Miyazaki trabalhando no Studio Ghibli em animes que se tornaram clássicos como A Viagem de Chihiro, O Castelo Animado,Ponyo, Princesa Mononoke, Meu Vizinho Totoro, Nausicaä do Vale do Vento e vários outros.

Chega de enrolar e vamos ao que interessa.

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Rodolfo, A Rena do Nariz Vermelho (Rudolph the Red-Nosed Reindeer) – 1964

Há alguns anos atrás esta animação tornou-se um sucesso infantil sendo exibida diversas vezes durante a época do natal.

Se compararmos com as produções atuais podemos notar nitidamente que é bem fraquinha, mas fez a alegria de muitas crianças.

Um simpático boneco de neve conta a história de Rodolfo, uma rena que nasceu com um nariz vermelho e reluzente (sofrendo preconceito por ser diferente).

Papai Noel não é um velhinho bonzinho como estamos acostumados a ver, pois está tão ocupado com o Natal que tornou-se um tanto ranzinza. Tratando mal a pequena rena e a todos ao seu redor (“talvez” naquela época não tivessem a intenção de ser politicamente corretos).

Aqui temos também uma característica que lembra os desenhos da Disney, porque há várias canções dos personagens.

Após fugir Rodolfo conhece um duende de Papai Noel que também sofre por ser tachado de diferente, pois seu sonho é tornar-se um dentista.

Enquanto todos ficam preocupados com o sumiço dos dois eles estão se divertindo á beça. Sem saberem estão correndo um perigo enorme podendo se deparar com o terrível Monstro da Neve.

Ambos tornam-se amigos e durante sua fuga encontram Cornélio do Alasca que leva a dupla pra Ilha dos Brinquedos Desajustados, um lugar aonde moram os brinquedos que ninguém mais quer.

Depois de ter sumido os pais de Rodolfo saem á sua procura e são capturados pelo Monstro da Neve. E somente com a ajuda de Cornélio é que Rodolfo consegue salvá-los.

Então uma grande tempestade caiu e Papai Noel ia desistindo de entregar os presentes, descobrindo que a luz do nariz de Rodolfo, resolveria seu problema (guiando-o pelo caminho).

E assim Rodolfo conseguiu seu lugar de destaque no trenó sendo respeitado por todos. A intenção da animação é mostrar pra crianças que precisamos ser aceitos pelo que nós somos e a conviver com estas diferenças (um belo clássico de natal).

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A Festa do Monstro Maluco – 1967

Pra quem acha que Hotel Transilvânia é alguma grande novidade realmente não conhece essa raridade.

Saibam queridos leitores que foi por causa desta animação que surgiu inspiração para Drácula, Johnny, Mavis e cia nos divertirem.

Na animação quando o Dr. Frankenstein decide se aposentar convoca uma reunião com todos os monstros do mundo (sua intenção é eleger seu sucessor).

Então vemos o Conde Drácula, a Múmia, Dr. Jekyll e Mr. Hide, Homem Invisível, Lobisomem entre outros.

A história acontece numa ilha e o Doutor esconde a fórmula da destruição total que obviamente não pode ficar em posse das mãos erradas.

Quando Frankenstein decide entregar seu cargo pro Felix, seu sobrinho que é humano causa uma enorme revolta entre os demais.

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A Verdadeira História do Papai Noel (Santa Claus is Coming to Town) – 1970

É feita também no estilo stop motion que eu adoro, justamente, por causa desta clássica animação entre outras que tive o prazer de assistir .

Um simpático carteiro com a imagem de Fred Astaire revela a origem de Papai Noel. Ele também é o narrador da nossa história e decide responder a algumas das perguntas mais comuns sobre o Bom Velhinho.

E nos fala de um pequeno bebê chamado Kris que foi deixado na porta da família Kringle.

Com o passar dos anos eles ensinam ao garoto, agora batizado de Kris Kringle (voz de Mickey Rooney), todo ofício de fabricar brinquedo. Certa vez em suas andanças  Kris pára numa cidade só pra descobrir que lá os brinquedos foram proibidos pelo “Mestre Burgo, Burgomestre” o líder local.

Kris insiste em entregar presentes e acaba virando uma espécie de rebelde tendo toda guarda em seu encalço. Pra continuar entregando presentes, ele se une á professora da escola, Jéssica.

O interessante é que o roteiro se importa em dar um porque á várias características do Papai Noel: o fato dele entregar presentes á noite pela chaminé, como as renas passaram a voar, porque ele passou a usar a barba, dentre outras coisas.

Vemos também o casamento entre Kris (que adota o nome Noel para não ser perseguido) e Jessica, que se torna a Mamãe Noel. O casamento adquire aspectos pagãos, já que eles não podem ir em igrejas e cidades, pois são perseguidos, eles ficam embaixo de uma árvore enfeitada na floresta (a explicação para a árvore de natal) e se casam numa cerimônia sem vínculo algum com qualquer religião.

Interessante é que Papai Noel sempre é mostrado como um rebelde, que tem que usar certos mecanismos para entregar presentes sem ser pego.

E para piorar as coisas, há um malvado feiticeiro chamado Inverno que vive entre os Kingles e Sombertown para atrapalhar a vida do nosso Papai Noel.

É um dos maiores clássicos sobre o Papai Noel que vale a pena ser visto (conhecer ou se recordar).

Fico por aqui.

 

 

 

 

 

As Viagens de Gulliver

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O livro é considerado um dos grandes clássicos da literatura inglesa. Na verdade trata-se de uma aventura fantástica contada pelo escritor Jonathan Swift e foi lançado em 1726 (Gulliver’s Travels, em inglês).

A trama já começa com o naufrágio do navio em que Lemuel Gulliver estava viajando e sendo arrastado pra ilha de Lilliput. Seus habitantes são pequenos e viviam constantemente em guerra. É através dos lilliputianos que o autor faz uma metáfora quanto a realidade de sua época.

Durante a segunda parte, Gulliver viaja até Brobdingnag. É na terra dos gigantes que o herói descobre como os lilliputianos se sentiam quanto a ele. O escritor também faz uma outra metáfora ridicularizando a sociedade inglesa e enaltecendo a grandeza das pessoas comuns.

Na terceira parte temos a ilha Flutuante de Laputa e Swift critica a Royal Society, a conceituada academias de ciências inglesa (criticando ferozmente o pensamento científico).

Depois o herói encontra os Houyhnhm, uma raça de cavalos muito inteligentes que representavam os ideais iluministas da verdade e da razão. Eles tinham medo que alguém da raça imperfeita dos Yahoos se tornassem cultos.  Era uma sátira a humanidade, pois os yahoos se assemelhavam aos seres humanos.

Gulliver aprende sobre a cultura dos Houyhnhm e retorna pra Inglaterra pra ensinar sobre aquilo que vivenciou.

Nas várias versões de livros editados sobre Gulliver ao longo das décadas as vezes sua profissão é mostrada como médico cirurgião ou capitão de navio.

Ao longo dos anos foram feitas algumas adaptações sobre As Viagens de Gulliver na televisão, cinema, rádio, teatro e quadrinhos. Vamos conhecer algumas delas?

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Le Voyage de Gulliver à Lilliput et chez les géants – Georges Méliès – 1902

O diretor visionário é conhecido por sua obra mais famosa Viagem a Lua também de 1902.

Nesta versão vemos porque Méliés ficou conhecido como pai dos efeitos especiais, pois as cenas duplas que mostram Gulliver interagindo com os lilliputianos “sugerem ser apenas uma só.

A história é bem simples mostrando a interação entre Gulliver e a corte dos pequeninos. A parte interessante é o colorido do cenário e também sua sofisticação.

Não sei se há mais cenas, pois isso foi somente o que eu consegui encontrar na web.

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As Viagens de Gulliver – Gulliver´s Travels – in Technicolor – 1939

Foi a primeira versão animada feita com o personagem. Destaco a qualidade assustadoramente incrível mostrada pelos Studios Fleischer. Os irmãos Dave Fleischer e Max Fleischer comandam respectivamente a direção e a produção.

A dupla é famosa por ter nos presenteado com a bela Betty Boop, o inesquecível Popeye, o Marinheiro e também o Super-Homem (uma das melhores versões do Azulão).

Apesar da qualidade inegável da animação a história é bem simples girando em torno do casamento da Princesa Glory e do Príncipe David. Pra mim há na verdade um tipo de Romeu e Julieta, pois Glory é uma lilliputiana enquanto David nasceu em Blefuscu.

A briga entre as nações é por causa da canção escolhida pro casamento e há também uma conspiração pra matar o herói.

Fiquei impressionado com a beleza dos cenários, a trilha sonora envolvente e também gostei da forma como mostraram Gulliver, pois devido aos seus movimentos “parece” até ser uma pessoal real.

Só pra constar essa versão surgiu como resposta ao sucesso Branca de Neve e os Sete Anões, da Disney lançado, em 1937.

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As Viagens de Gulliver – The Three Worlds of Gulliver – 1960

É a primeira adaptação live action feita sobre o livro. Os efeitos especiais são feitos pelo mestre do stop-motion Ray Harryhausen e também temos uma ótima trilha sonora de Bernard Herrman.

Gulliver (Kerwin Mathews) é um cirurgião pobre que parte num navio em busca de riquezas. Elizabeth (June Thorburn), sua noiva deseja que fique para levar uma vida humilde, mas eles acabam brigando.

Na viagem durante uma tempestade Gulliver é levado pra Liliput (que mais parece ser na Índia). Ele foi amarrado, mas devido a sua boa índole conquista a confiança dos habitantes.

Porém quando arrasta os navios de Blefuscu e critica a tolíssima guerra entre as nações Gulliver é visto como traidor tendo que fugir. Então escapa pra Brobdingnag sendo encontrado pela menina Glumdalclitch (Sherry Alberoni). O rei deles decretou uma lei que todos os seres minúsculos seriam levados a corte.

A menina faz isso com Gulliver e lá reencontra Elizabeth que também havia naufragado, o matrimônio deles é realizado e ficam morando numa casa de bonecas. Após ter ajudado a rainha com ua dor de estômago, Gulliver é acusado de bruxaria por Makova, o primeiro ministro.

Mesmo explicando que trata-se de ciencia é decretada sua execução, porém a menina o salva. Então, Gulliver e Elizabeth retornam pra Inglaterra.

Mesmo não sendo uma das melhores produções de Harryhausen é um daqueles clássicos e nostálgicos filmes que ficam guardados na memória somente de quem assistiu.

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As Aventuras de Gulliver – The Adventures of Gulliver – Hanna-Barbera – 1968

Nesta inesquecível versão, Gary Gulliver e seu cão Tagg sofrem um naufrágio indo parar na ilha de Liliputi. Como na história original, Gulliver foi capturado pelos lilliputianos, mas com o tempo torna-se amigo deles.

O herói estava a procura de Thomas Gulliver, seu pai que havia lhe deixado um mapa do tesouro escondido. E por causa deste tesouro, Gulliver sofria perseguição do malvado Capitão Leeck (que tentava roubar o mapa).

Os personagens secundários eram um caso a parte começando pela pequena Flitácia, filha do Rei Pomp que era completamente apaixonada por Gulliver. Eu adorava o inteligente Bunco e também me divertia bastante com Soturno (porcausa de seu tom resmungão e pessimista).

A série animada fazia parte do show dos Banana Splits e no total foram produzidos apenas 17 episódios.

Só pra constar, o programa foi exibido plea TV Bandeirantes há alguns anos atrás. Os Banana Splits, eram um grupo de atores fantasiados formado por Fleegle, um cão, Drooper, o leão, Bingo, o gorila e o elefante Snorky.

Nossa diversão sempre acontecia em meio a muitas trapalhadas e clipes musicais apresentando os desenhos Os Cavaleiros da Arábia, Os Três Mosqueteiros e também o seriado A Ilha do Perigo.

Espero que tenham gostado.