Alice no País das Maravilhas – Última Parte

alice-in-wonderland-fairytail

Houveram ao longo das décadas diversas adaptações da personagem pro teatro, televisão e cinema.

Confesso que algumas nem merecem ser mencionadas, porque não há material suficiente na web para tal. Mais se a sua versão preferida não estiver aqui comente pra mim saber.

Então, chega de enrolar e vamos ao que interessa

alice

Alice no País da Maravilhas – Alice in Wonderland: An X-Rated Musical Comedy – 1976

É um filme musical pornográfico inspirado no livro infantil e foi dirigido por Bud Townsend.

Na trama, após recusar as investidas de seu namorado a bibliotecária Alice (Kristine De Bell) adormece quando estava lendo o referido livro.

Logo a moça segue o coelho branco se deparando com situações fora do comum.

Como curiosidade, naquela época haviam duas versões do filme uma hardcore mostrando sexo realmente e outra soft (aonde tinha apenas insinuações do ato em si).

Pra fechar, quando Alice acorda está preparada para ter relações com seu namorado, pois teve “experiências incríveis” no País das Maravilhas.

Fushigi no Kuni no Alice

Alice no País da Maravilhas – Fushigi no Kuni no Alice  – 1983

É um anime que foi uma co-produção japonesa-alemã (Nippon Animation e Apollo Films).

No início a série animada é semelhante a história original depois adapta parte de Alice Através do Espelho.

A grande diferença mostrada é que Alice volta pro mundo real no final de cada desenho. E retornando ao País das Maravilhas (no início do próximo episódio).

Essas mudanças entre ambos os mundos são retratadas como sonhos, e geralmente a menina percebe que alguma coisa mudou.

Fushigi no Kuni no Alice teve 52 episódios, porém apenas 32 chegaram nas terras do Tio Sam.

alice-natalie-gregory-1985

Alice no País das Maravilhas – Alice in Wonderland – 1985

É uma minissérie televisiva com alguns segmentos musicais que adaptou os dois livros de Lewis Carroll, Alice no País das Maravilhas e Através do Espelho.

A série foi filmada em Los Angeles no MGM Studios sendo transmitida pela Rede CBS americana.

Dizem as lendas que foi produzida por Irwin Allen que nos presenteou com Perdidos no Espaço, Terra de Gigantes, Viagem ao Fundo do Mar e outros clássicos.

Só pra constar, havia algumas celebridades nesta versão tipo: Sammy Davis Jr., Ringo Starr, Telly Savalas, Roddy McDowall, Pat Morita, Ernest Borgnine, Lloyd Bridges, Beau Bridges entre outros.

A série foi dividida em duas partes e mostrava as aventuras de Alice (Natalie Gregory) que não tinha permissão pra participar das festas de chá, pois seus pais não acreditavam que era madura o suficiente (algo que a menina tenta ser ao longo de sua jornada).

Como curiosidade, as celebridades que trabalham nessa versão surgem todas fantasiadas. E durante a primeira parte Alice sempre tenta arranjar uma maneira de voltar pra casa.

E na segunda parte a menina entra no espelho sendo recebida por um sapo depois de tocar o sino de seu novo palácio (quando ela se torna rainha). O grande inimigo a ser combatido é o Jaguadarte (ou Jabberwocky, no original).

Desta vez, Alice terá que enfrentar seus medos pra que finalmente possa voltar pra casa.

Essa versão teve cinco nomeações ao Emmy e passou na Rede Globo, em 1988. A emissora dividou a minissérie em cinco partes pra que durasse uma semana (apresentado-a de seg a sex-feira).

Em, 1989, fez mais cortes e apresentou como filme na Sessão da Tarde.

tina-majorino-1999

Alice no País da Maravilhas – Alice in Wonderland – 1999

É um filme feito direto para telinha que adapta a história de ambos os livros. Alice in Wonderland foi transmitido originalmente pela rede NBC inglesa (no canal Channel 4).

Se não me falha a memória por aqui o SBT exibiu pra nós, mas não me lembro exatamente quando.

O filme narra as aventuras de Alice (Tina Majorino) que está em seu quarto nervosa devido a uma apresentação musical que terá que fazer.

Por causa disso, a menina foge pro jardim pretendendo se esconder até que a festa dos seus pais termine. De repente, uma maçã cai em sua cabeça e ela percebe um coelho seguindo-o até cair num buraco (e indo para no Páis da Maravilhas).

O aspecto mais importante para se prestar atenção é a participação de vários atores consagrados.

Entre os quais posso citar: Ben Kingsley (Lagarta), Martin Short (Chapeleiro Louco), Whoopi Goldberg (Gato de Chesire), Christopher Lloyd (Cavaleiro Branco), Gene Wilder (Tartaruga Fingida), Miranda Richardson (Rainha de Copas) entre outros.

return-to-wonderland

Alice no País das Maravilhas –  Alice in Wonderland – 2007

Grimm Fairy Tales: Return to Wonderland é uma adaptação feita para os quadrinhos da empresa Zenescope Entertainment.

Grimm Fairy Tales é uma série de sucesso que atualiza diversos contos de fadas para versões mais modernas (geralmente essas histórias são mostradas num estilo de terror).

Na trama, acompanhamos a vida de Alice Liddle que está adulta e com uma filha Calie Liddle (anagrama de Alice).

Alice tornou-se uma adulta mentalmente perturbada devido aquilo que viu nos País das Maravilhas.

A história mostra toda família Liddle, desde a infância de Alice e também Calie se aventurando no País das Maravilhas mais sombrio e assustador que sua mãe havia visitado no passado.

Mia Wasikowska-2010

Alice no País da Maravilhas – Alice in Wonderland – 2010

É um filme da Disney, foi dirigido por Tim Burton e sua narrativa acontece 13 anos após a história original, pois Alice tem 19 anos.

A trama acontece durante a era vitoriana, Alice Kingsleigh (Mia Wasikowska) perdeu seu pai recentemente, no entanto estava tendo sonhos com um lugar estranho.

Durante uma festa da nobreza ela descobriu que seria pedida em casamento. Aturdida diante daquele acontecimento inusitado, Alice sai para pensar e de repente vê o Coelho Branco que está correndo (olhando pro relógio).

Alice vai atrás do animal e acaba caindo no buraco que a leva até ao País das Maravilhas. Mais quando retorna pro mundo das maravilhas não se lembrava que esteve lá antes.

Então, o Chapeleiro Louco (Johnny Depp) a recepciona e junto a Feiticeira Branca (Anne Hattaway) vão ajudá-la, porque o maior problema é a terrível Rainha de Copas (Helena Bonham Carter).

Não há como negar que o tom sombrio e fascinante de Burton demonstrado em todas as suas produções anteriores sendo também visto nesta versão.

No entanto, como se trata da Disney há um capricho inegável nos cenários, figurinos e músicas compostas por Danny Elfman.

Alice terá que se tornar uma heroína numa cruzada por um lugar que ela nem se lembrava mais da existência e nós acompanhamos o crescimento da personagem dentro da história.

Como se trata de Tim Burton é um bom filme, principalmente na luta de Alice contra o Jaguadarte.

once-upon-a-time-in-wonderland-sophie-lowe

Once Upon a Time in Wonderland – 2013

É um spin-off da aclamada série televisiva Once Upon a Time (acontecendo no mesmo universo).

O seriado conta a história de Alice Kingsleigh (Sophie Lowe) que na época vitoriana conta para todos a história de uma terra subterrânea estranha.

Um lugar no qual havia um coelho branco, um gato invisível, lagarta que fuma e ainda cartas que falam. Devido aos acontecimentos incríveis narrados a moça é tida como louca. E os médicos pretendem curá-la usando lobotomia (para que possa esquecer tudo).

Porém, o Valete de Copas (Michael Socha) e o Coelho Branco (John Lithgow) surgem para salvá-la e Alice está determinada a encontrar o gênio Cyrus (Peter Gadiot), o grande amor de sua vida.

Pra isso ela terá que enfrentar a Rainha Vermelha (Emma Rigby), o cruel Jafar (Naveen Andrews) e todos os perigos do País da Maravilhas, incluindo o Jaguadarte.

Seguindo o estilo de adaptações da série original, o atual País das Maravilhas surge sempre em flashbacks mostrando a pré-maldição do lugar.

Once Upon a Time in Wonderland teve uma única temporada com 13 episódios no total e terminando em 2014.

alice-através-espelho-2016

Alice Através do Espelho – Alice Through the Looking Glass – 2016

É uma continuação direta de sua versão anterior. O primeiro foi um sucesso absoluto e faturou a enorme quantia de US$1 bilhão no mundo inteiro.

Só que desta vez, Tim Burton retorna apenas como produtor, pois quem dirigiu o filme foi James Bobin. Burton não gosta de fazer sequências, pois está traumatizado por alguns fracassos históricos.

Lembrando que há uma homenagem pro ator Alan Rickman que atuou em diversos filmes ao longo da carreira. Entre os quais cito: Duro de Matar (Hans Gruber), Robin Hood: O Princípe dos Ladrões (Xerife de Nottingham) e Harry Potter (Severo Snape).

Bom, na trama, Alice (Mia Wasikowska) retorna depois de uma longa viagem pelo mundo, reencontrando sua mãe. Durante uma festa num casarão, ela percebe um espelho mágico.

Sendo através dele que ela volta ao País das Maravilhas e acaba descobrindo que o Chapeleiro (Johnny Deep) corre risco de morte, pois descobriu algo sobre o seu passado. Sua família pode estar viva e correndo um grande perigo.

A fim de salvá-lo, Alice deverá conversar com o Senhor do Tempo (Sacha Baron Cohen) para voltar ás vésperas de um acontecimento traumático. E assim mudar o destino de seu amigo.

Nessa viagem temporal, Alice também descobre um trauma que separou as irmãs Rainha Branca (Anne Hathaway) e Rainha Vermelha (Helena Bonham Carter).

Confesso que há uma leve inspiração no livro do qual foi retirado o título deste filme e só.

Os atores estão mais convincentes em seus personagens, no entanto deixaram o humor de lado e o tom sombrio ainda persiste.

Porém não há como negar a existência de um drama familiar recorrente nesta produção (num estilo feito mesmo para pensarmos em nossos entes queridos).

É claro que os cenários, figurinos e todo resto ainda estão caprichados mais elevados num nível bem maior. Não chega a ser um filme ruim, mas muito extravagante e até cansativo em alguns momentos.

Confesso que não é um filme ruim, mas prefiro a versão anterior e teria sido bem melhor se tivessem ficado apenas nela.

Espero que tenham gostado e relembre aqui o texto anterior.

Fonte de Pesquisa: Wikipédia.

Anúncios

Simbad

mil-e-uma-noites-livro-persa

Simbá, o Marujo (também grafado Sinbad ou Sindbad) é um marinheiro que surgiu nos contos tendo origem no antigo Oriente Médio.

O herói é da cidade de Bagdá e viveu durante o califado abássida. Suas sete viagens pelos mares a leste da África e sul da Ásia o fizeram passar por inúmeras aventuras fantásticas.

Enfrentando seres monstruosos, fenômenos sobrenaturais e encontrando povos estranhos.

Suas histórias foram lidas no livro As Mil e uma Noites, que reúne diversos contos árabes e que foi traduzida pelo escritor e orientalista francês Antoine Galland (1646-1715), um especialista em manuscritos antigos, línguas orientais e moedas.

O clássico livro foi publicado na França entre 1704 e 1717.

Dizem as lendas que Galland tomou várias liberdades artísticas quando reescreveu o livro, pois incluiu As Viagens de Simbad. Sendo que na verdade o conto era avulso e foi incluído nas Noites.

A mesma situação ocorreu com Aladim e a Lâmpada Maravilhosa e Ali Babá e os Quarenta Ladrões, porque essas histórias ele escutou do contista sírio Hanna Diab. E ambas foram incluídas também nas Noites.

O escritor adaptou grande parte do estilo da narrativa, falas dos personagens e outros aspectos pra que o público europeu ficasse mais a vontade na leitura.

Apesar das críticas recebidas de escritores e estudiosos posteriores, sua versão das Mil e uma Noites é a mais célebre e tornou-se um dos fundamentos da literatura ocidental.

Na história Simbad vivia nos dias de Harune Arraxide, califa de Bagdá, nesta cidade tinha um carregador pobre. Certo dia, o carregador fez uma pausa em seu trabalho pra descansar perto da casa de um homem comerciante e rico.

Então pragueja quanto a injustiça e sua sorte miserável no mundo, pois ele é tão pobre e o dono da casa tão rico. O comerciante escutou seus lamentos e pediu que o rapaz fosse trazido pra dentro.

Descobriram que compartilhavam o mesmo nome, Simbad e o comerciante disse que já havia sido pobre. Tornou-se rico por fortuna e destino e se oferece pra contar sobre suas histórias das sete viagens fantásticas que teve.

Ao longo das décadas suas narrativas são um dos contos mais populares de As Mil e uma Noites. Sendo adaptada pra música, cinema, teatro, desenhos animados e quadrinhos.

Vou deixar de fora a versão do marinheiro Popeye, porque já fiz um comentário sobre o assunto.

Então, vamos conhecer algumas dessas versões?

sinbad-the-sailor-1935

Sinbad the sailor – 1935

É um curta-metragem animado produzido e dirigido pela Ub Iwerks.

No desenho, o lendário Sinbad viaja pelos mares num navio acompanhado de um papagaio. Então, de repente um grupo de piratas causa problemas, pois estão planejando roubar seu tesouro.

Sinbad precisa usar sua inteligência pra poder salvar o que conquistou.

É um desenho muito simples tendo toda aquela inocência, nostalgia e canções que haviam na época.

sinbad-the-sailor-1947

Simbad, o Marujo – Sinbad, The Sailor – 1947

Numa época muito distante nos tempos do califa Harun-Al-Rashid (na antiga Pérsia).

Simbad (Douglas Fairbanks Jr.) conta suas aventuras, porém ninguém sabe se talvez seja mentira ou está dizendo a verdade.

Em sua oitava viagem, na companhia de seu amigo Abbu (George Tobias) descobriu um navio aonde estava o mapa do tesouro que mostra a localização das riquezas de Alexandre, O Grande.

Durante o leilão da embarcação, Shireen (Maureen O’Hara) também queria compra-lo a mando de seu mestre. Sinbad querendo obter o navio acaba arranjando uma dívida enorme por causa dele.

Mais na procura por esse tesouro, o herói terá que enfrentar, Emir (Anthony Quinn) e Melik (Walter Slezak) que farão de tudo pra se apossar dessas riquezas.

Juntos todos irão numa perigosa viagem querendo encontrar uma enorme riqueza escondida deixada pelo maior general da antiguidade.

Confesso que sou suspeito pra comentar sobre essa produção, pois faz parte de minha memória afetiva. Já que assisti na Sessão da Tarde na década de 1980.

É um filme de fantasia feito numa época na qual Hollywood caprichava nos figurinos, canções e interpretações.

Maurren O’Hara impressiona por sua beleza, Douglas Fairbanks Jr. faz todas as suas acrobacias legais e Anthony Quinn nos entrega um excelente vilão.

Mesmo sendo um filme tão antigo é óbvio que gosto dessa versão.

simbad-e-a-princesa

Simbad e a Princesa – The 7th Voyage of Sinbad – 1958

Vai entender tradutor se o título original era A Sétima Viagem de Sinbad, porque mudaram?

Bom, foi o primeiro filme de uma trilogia da Columbia Pictures tendo como protagonista o herói Sinbad. Lembrando que todo conceito e animação em stop motion foi realizado pelo mestre Ray Harryhausen.

Esse filme teve como sequência A Nova Viagem de Sinbad e Simbad Contra o Olho do Tigre.

Na trama, Simbad (Kerwin Matthews) embarca numa perigosa jornada para a misteriosa Ilha de Colossus, mas se envolve com diversos problemas quando um diabólico feiticeiro Sokurah (Torin Thatcher) joga um feitiço em sua amada a princesa de Chandra (Kathryn Grant).

A fim de salvá-la, o herói terá que enfrentar diversos monstros místicos como o terrível Ciclope, o enorme pássaro Roc, um exército de esqueletos entre outros desafios.

Também sou suspeito pra comentar sobre esse filme, pois vi na Sessão da Tarde (mais confesso que não é o meu preferido da trilogia).

Seria chover no molhado dizer que os efeitos especiais estão bem toscos atualmente, mas eu adorava ver esse filme quando era moleque.

captain-sindbad

As Aventuras do Capitão Sindbad – Captain Sindbad – 1963

Essa versão do herói foi protagonizada por Guy Williams que no seu currículo foi o inesquecível Zorro da Disney e também o Professor John Robinson de Perdidos no Espaço.

Na trama, o reino de Baristan é comandado pelo tirano El-Carim (Pedro Armendáriz). Ele planeja capturar seu rival, Simbad que logo retornará do mar, pois pretende se casar com a Princesa Jana (Heidi Brüh).

A princesa resolve pedir ajuda do mago Galgo (Abraham Sofaer) para transformá-la num pássaro a fim de avisar seu amado da armadilha que lhe espera.

Infelizmente a princesa não consegue chegar a tempo, porque o vilão consegue transformar seus soldados em gaviões que destroem o navio do herói.

Só que Simbad continua vivo e descobre que a única forma de destruir seu inimigo é roubando seu coração que está escondido numa distante torre de marfim.

Então, Simbad parte nessa viagem não só pra ajudar sua amada, mas também pra salvar o povo deste terrível tirano.

Esse é outro clássico da antiga Sessão da Tarde, lembro que o mago era bastante atrapalhado e por causa de suas mágicas que sempre davam errado eu me divertia muito quando via o filme.

Feito numa época mais inocente é um filme que retrata a jornada do herói e isso é o há de melhor nele.

sinbad jr

Sinbad Jr. –  Sinbad Jr. and his magic belt – 1965

É uma produção da Hanna-Barbera que surgiu baseado no famoso marinheiro dos livros. No desenho acompanhamos as aventuras de Sinbad Jr. na companhia do papagaio Calado.

Sinbad Jr. utiliza um cinto dourado que lhe concede poderes como grande força.

Só pra constar, suponho que “talvez” não tenha sido exibido em terras tupiniquins.

O desenho teve 102 episódios, dividido em 3 temporadas e terminando no mesmo ano que começou.

the-golden-voyage-of-sinbad

A Nova Viagem de Simbad – The Golden Voyage of Sinbad – 1974

É o segundo filme com o herói distribuído pela Columbia Pictures e com “efeitos especiais” em stop motion feitos por Ray Harryhausen.

Desta vez, Simbad (John Philip Law) encontra um mapa e viaja em busca da Ilha de Lemuria. Além de seus tripulantes temos a bela Margiana (Caroline Munro), uma misteriosa mulher que possui um olho em sua mão.

O problema é quando o grão-vizir, herdeiro do sultão sofre com uma maldição lançada por Koura (Tom Baker) e o herói terá que levá-lo á fonte da vida pra que seja desfeita  a magia negra.

A viagem não será fácil, pois além de enfrentar Koura, Simbad precisa vencer diversos desafios como uma estátua com seis espadas, um grifo assustador, um centauro entre outros.

Mesmo pra época os efeitos especiais são ótimos e o clima de fantasia e aventura foi um dos melhores vistos das sequências.

Caroline Munro já era musa nesse período e Tom Baker que interpreta o vilão Koura depois ficou mundialmente famoso e imortalizado ao interpretar o Quarto Doutor de Doctor Who.

arabian-nigths-1975

The Arabian Nights: Sinbad’s Adventures – 1975

Arabian Nights: Sindbad no Bōken é um anime  dirigido por Fumio Kurokawa e produzido pela Nippon Animation.

No desenho, Sinbad é um menino e filho de um famoso comercinate de Bagdá. O garoto gosta de ouvir as histórias de seu tio Ali que narra muitas aventuras.

Ele trouxe pro garoto Shera, um estranho pássaro falante e Sinbad une-se ao tio na esperança de partir em outra de suas viagens. Após uma baleia gigante atacar o navio, Sinbad fica numa ilha deserta.

Separado de Ali e apenas acompanhado por Shera começa suas próprias aventuras.

Ao retornar pra casa fica desesperado ao saber que seus pais haviam desaparecido (e parte novamente pra encontra-los).

Ao longo dos episódios o menino via pra diversos lugares diferentes e acaba fazendo amizade com Ali Baba e Aladdin. Nos episódios eles encontram criaturas estranhas, incluindo um pássaro gigante, sereias, gÊnios, liliputianos, cobras enormes e mágicos hostis.

Sinbad também conhece outros personagens apresentados nas Mil e Uma Noites, incluindo os Quarenta Ladrões, também da história O Gênio e o Mercador ou o Cavalo Voador.

No final após derrotar os mágicos malvados que estavam atrapalhando sua jornada, Sinbad reencontra todos os seus amigos, seus pais e seu tio que haviam sido capturados por uma feiticeira malévola.

A série animada apresentou um total de 52 episódios, terminando em 1976.

Espero que tenham gostado e fim da primeira parte.

 

Transformers–Segunda Parte

transformers-o-filme

O sucesso do primeiro desenho dos robozões desencadeou uma febre que dura até hoje. Ao longo das décadas foram diversos gibis que ajudaram a expandir o universo cybertroniano.

Além das famosas action figures da Hasbro temos também jogos, filmes e animes.

Conheça aqui mais um pouco da mitologia dos heróis

Transformers – O Filme – Transformers: The Movie – 1986

Pra quem como eu cresceu na década de 80 esse desenho foi uma das coisas mais sensacionais sobre os personagens que pude assistir na época.

Lembro que na primeira vez que vi deixei de jogar bola com meus amigos pra poder voltar correndo pra casa e assistir na Sessão da Tarde.

A trama acontece em 2005 e dá sequência aos acontecimentos da série animada, pois Autobots e Decepticons ainda mantém aquela eterna luta.

Os Autobots montaram definitivamente sua base aqui na Terra e os Decepticons assumiram o controle de Cybertron. Mais os Autobots mantinham bases lunares no planeta e estavam planejando uma ofensiva pra retomar a posse dele.

A parte interessante é que vemos Líder Optimus e Megatron numa batalha decisiva na qual ambos ficam mortalmente feridos. Infelizmente vários Autobots acabam morrendo nesta guerra insidiosa.

Pouco antes de morrer Optimus cita uma antiga profecia que no momento de maior escuridão um corajoso Autobot iluminará o caminho pra vitória. Então Prime deixa sua Matriz de Liderança com Ultra Magnus morrendo logo após isso (lembro que foi muito triste pra mim ver essa cena).

Enquanto isso Megatron é deixado pra morrer por Starscream e ao ser encontrado por Unicron é transformado em Galvatron. Há também outros Decepticons que são modificados pelo planeta vivo.

Unicron revela ser uma ameaça assustadora, pois devora planetas inteiros pra poder se alimentar. Apesar de demonstrar um poder incalculável Unicron possui um medo enorme da Matriz de Liderança enviando Galvatron e suas tropas pra destruí-la.

Finalmente Starscream conseguiu tornar-se líder dos Decepticons mais sua alegria durou pouco, pois Galvatron o destrói (e assume seu lugar de direito).

Devido a morte de Prime os Autobots remanescentes tiveram que fugir senão seriam destruídos por Galvatron.

Então, antes do final Hot Rod e sua equipe estão divididos em planetas diferentes. Rod estava em poder dos Quintesseson, uma raça robótica que gosta de manipula a justiça da forma que lhe convém.

Enquanto o outro grupo estava no planeta Junkion, uma lixeira habitada por robôs sucatas.

Outro destaque importante é que Ultra Magnus não consegue abrir a Matriz de  Liderança sendo morto por Gavaltron. Finalmente descobrimos que Hot Rod era digno de usar a Matriz sendo transformado em Rodimus Prime.

A trilha sonora de Transformers: O Filme é excelente porque ouvimos muito rock n’ roll. Os produtores não tiveram a intenção de mostrar um desenho infantil, pois a trama é mais sombria (principalmente devido as mortes dos personagens que vemos nele).

Mais há uma grande diferença da primeira parte para a segunda, porque ficou mais arrastado demorando pra se desenvolver. É óbvio que a tecnologia envolvida nessa produção está bem defasada pros tempos atuais, mas pra quem é saudosista como este humilde comentarista isso não quer dizer nada.

Serve pra relembrar os velhos tempos e viajar um pouco pra uma época sem muitas responsabilidades.

Só pra constar os acontecimentos desta animação ocorrem 20 anos após a segunda temporada da série televisiva (estando também conectada a terceira).

Após a série animada clássica no Japão houveram outros animes do personagens. Foram lançados: Transformers: The Headmasters, Transformers: Super-God Masterforce, Transformers: Victory e Transformers: Zone que não fizeram muito sucesso.

beast-wars

Transformers: Beast Wars – 1996

Historicamente é uma das primeiras séries animadas feitas em 3D e foi criada pela Mainframe Entertainment.

Continuação da saga Transformers a grande diferença é que temos animais robóticos.

Os Maximals que são descendentes dos Autobots formados por: Optimus Primal (gorila), Rattrap (rato), Cheetor (guepardo), Rhinox (rinoceronte), e Dinobot (velociraptor), um Maximal que mudou de lado.

E seus inimigos os Predacons descendentes dos Decepticons que eram Megatron (tiranossauro rex), Terrorsauro (pteranodonte), Tarântulos (tarântula), Scorponok (escorpião), Waspinator (vespa), Airazor (falcão) e Inferno (formiga).

A parte interessante é que essa aventura acontece aqui na Terra há milhares de anos atrás (tanto Autobots, quanto Deceptcons ainda estavam desativados durante a série).

Megatron, líder Predacon rouba junto com seus aliados um disco dourado com informação importantíssima sobre o passado e futuro.

Optimus Primal durante um voo Maximal recebe uma mensagem emergência pra deter Megatron. Durante a perseguição todos acabam viajando pro passado.

Ambas as naves caem em nosso planeta ficando danificadas. O lugar é inóspito, mas descobrem ser rico em Energon.

Mais a fonte de energia encontra-se em estado bruto que pode ser fatal pra eles. A decisão tomada é encontrar formas alternativas de se transformarem e escolhem animais.

Além de resolverem esse problema os Maximals ainda devem proteger os Autobots inertes pra assegurarem seu futuro (e proteger a raça humana que ainda está surgindo naquele planeta).

Atualmente tanto as transformações, quanto os efeitos em CGI estão defasados, mas a história desse desenho é ótima. Gosto demais das personalidades dos animais sendo bem definidas.

Transformers: Beast Wars tinha duração de 30 minutos, tendo um total de 52 episódios e durou de 1996 até 1999.

beast-machines-transformers

Transformers – Beast Machines – 1999

Também produzida pela Mainframe Entertainment é uma continuação do desenho citado acima. Tanto Beast Wars, quanto Beast Machines foram exibidas pela Rede Record.

Dizem as lendas que os produtores iriam batizar o desenho de Beast Hunters, mas decidiram manter Machines (devido ao personagem Skybolt que está em ambos os desenhos).

Na trama Optimus Primal e os Maximal estavam retornando da pré-história depois de terem capturado Megatron. Quando estavam viajando pra Cybertron, o vilão consegue escapar através de um buraco de minhoca.

Devido a isso, Megatron consegue dominar o planeta tornando-se um ditador cruel e poderoso. Assim que os Maximals chegam em Cybertron são atacados pelos Viacons sendo infectados por um vírus.

Os Viacons são diversos soldados zangões que foram criados por Megatron. Por causa do vírus os Maximals perdem seus corpos transmetais ficando aprisionados nas formas animais.

Pra piorar Silverbolt e Rhinox foram capturados sendo transformados em Jetstorm e Tankor. Os Maximals que sobraram Primal, Blackarachnia, Cheetor e Rattrap encontram o Oráculo de Cybertron. Através dele são reformatados em corpos tecnorgânicos podendo se transformar em robôs novamente.

A história de Beast Machines é continuada no gibi Transformers: Universe sendo situadas durante a segunda temporada do desenho.

Infelizmente Beast Machines teve curta duração foram 26 episódios divididos em duas temporadas.

Relembre da primeira parte aqui.

 

 

Robin Hood

robin

Há algum tempo atrás eu já havia feito matérias com Hércules, Os Três Mosqueteiros, o Rei Arthur e Tarzan personagens famosos da literatura que ganharam diversas versões ao longo das décadas, mas estava faltando algo sobre o Princípe dos Ladrões.

Robin Hood é um mítico herói inglês famoso no manuseio do arco e flecha que viveu na floresta de Sherwood. Na qual estava na companhia do bondoso Frei Tuck, do João Pequeno entre outras pessoas.

Há uma divergência quanto ao surgimento de suas aventuras, pois geralmente acontecem durante o séc. XI, XII, XIII ou até XIV. Alguns escritores e pesquisadores relatam que “talvez” o herói realmente existiu, porém não há provas suficiente pra essas versões (são somente suposições).

A referência mais antiga sobre Robin Hood que se tem conhecimento está no poema “Piers Plowman”, escrito por William Langland, em 1377 (de 1400 em diante surgem outras aventuras).

Na lenda pelo que sabemos, Robin Hood era um fora-da-lei que roubava dos ricos e distribuia aos pobres. Em sua versão mais famosa Robin de Locksley, filho do Barão de Locksley viajava com o Rei Ricardo Coração de Leão catequizando as pessoas. Só que havia sido feito prisioneiro e ao fugir consegue voltar pra Inglaterra.

Ao retornar se depara com mudanças radicais, pois o Príncipe John é o segundo no direito a sucessão. Ele se aproveita da ausência de Ricardo assumindo o trono. Pra piorar os impostos aumentaram, o pai de Robin foi morto e também seu castelo está destruido.

Sem ter onde morar, Robin encontra um grupo de homens que moravam na floresta liderando-os contra o Príncipe John. Sua intenção é reaver seu título de nobre e durante este tempo também ajuda aqueles que ficaram pobres por causa da ganância de John.

Bom, agora vamos conhecer algumas versões do herói inglês?

1-fairbanks_robin_hood

Robin Hood – Douglas Fairbanks – 1922

Foi um dos primeiros astros do cinema mudo, pois fazia tanto sucesso quanto Charles Chaplin (o eterno Carlitos). Além de ser bastante carismático, Fairbanks demonstrava uma elegância em suas cenas de ação que fazia sem usar nenhum dublê encantando multidões em sua época.

Foi praticamente um dos primeiros atores a interpretar Robin Hood no cinema.  Seu vestuário marcou definitivamente como o herói seria demonstrado consecutivamente ao longo dos anos posteriores.

2-robin-erol-flynn

As Aventuras de Hobin Hood – Errol Flynn – 1938

Um dos maiores e melhores clássicos do gênero capa-e-espada, foi o primeiro filme colorido do fora-da-lei e uma das versões mais fiéis mostradas da lenda.

Nesta aventura o Rei Ricardo (Ian Hunter) havia sido sequestrado na Áustria, mas o Príncipe João (Claude Rains) era o culpado deste acontecimento. Ele se apoderou do trono e aumentou os impostos para angariar um falso resgate pro rei e pra piorar ainda favorecia os normandos invasores ao invés dos saxões.

Em sua empreitada o príncipe era auxiliado pelo maldoso Sir Guy (Basil Rathbone), porém Robin une-se aos salteadores João Pequeno, Frei Tuck e Will roubando os normandos e distribuindo pros pobres.

O herói se apaixona pela Lady Marian (Olivia de Havilland) protegida do rei Ricardo que estava sendo obrigada a se casar com Sir Guy.

Aclamada e reverenciada como a versão definitiva do herói é uma das minhas preferidas, pois assisti numa época em que a Rede Globo veiculava filme que prestava na Sessão da Tarde.

The-Story-of-Robin-Hood-and-His-Merrie-Men-(1952)

Robin Hood, o Justiceiro (The Story of Robin Hood and His Merrie Men) – Richard Todd – 1952

É a segunda produção live-action da Disney gravada na Inglaterra.

Robin está apaixonado pela Lady Marian (Joan Rice). O herói entra num concurso de arco e flecha junto a seu pai no palácio do Rei. Ao voltar pra casa, seu pai foi assassinado por capangas do Príncipe John. Ele assume a vida de fora-da-lei e busca vingança para reaver seu título de nobreza.

Apesar desta versão não mostrar nada além do comum na história do personagem, no entanto destaca-se pelo bom humor e cenário colorido qualidade evidenciada numa produção da Disney.

Robin_Hood_disney

Robin Hood – Disney – 1973

Gosto muito desta divertidíssima versão estrelada por animais, no entanto infelizmente está jogada pra escanteio num tipo de filme B da empresa.

Vemos Robin e Lady Marian como raposas enquanto o Rei Ricardo e o Príncipe João são leões.

O bobão do Príncipe João chupa dedo várias vezes e tem como confidente Sr. Chio, uma pérfida serpente bajuladora. Ainda em seu auxílio vemos o Xerife de Nottingham, um lobo burríssimo que anda na companhia dos guardas Tiro Certo e Biruta, abutres atrapalhados.

É impossível não se encantar com a astúcia e sagacidade da raposa Robin Hood e a história segue aquela trama normal do herói. Destaco também a dublagem do inigualável Orlando Drumond como João Pequeno.

A parte interessante é vermos uma animação recheada com altas doses de comédia, ação na medida certa, mostrando cenários belíssimos e músicas empolgantes. Servindo realmente pra você sentar, relaxar, se divertir e curtir sozinho ou junto com a família ou seus amigos.

robin-hood-espaço

Super Robin Hood do Espaço – Rocket Robin Hood – 1966

A série animada também é uma das minhas versões preferidas. Foi o primeiro desenho protagonizado pelo herói, feito pela televisão canadense, produzida pela Krantz Films e Grantray-Lawrence Animation.

No desenho, Robin era um descendente do herói medieval, pois estavamos no distante ano 3000. Ele morava num asteróide conhecido como Sherwood e tinha a mesma missão que seu antigo antepassado.

Durante os episódios, Robin tinha a companhia dos seus amigos Joãozinho, Frei Tuck, Ruivo e Giles. A parte estranha é que seus coadjuvantes tinham os mesmos nomes que no passado, mas não havia explicação nenhuma pra isso. Lady Marian era sua namorada que sofria com o Xerife que dava encima dela constantemente.

Robin Hood do Espaço combatia o pérfido Príncipe João e o Xerife de NOTT (Novos Territórios Trans-Espaciais). Como a intenção era mostrar o futuro nosso herói tinha a sua disposição naves espaciais, foguetes, armamentos a laser e até flechas eletrônicas.

No total foram produzidos 52 episódios tendo duração de 22 minutos cada. E só pra constar a Grantray-Lawrence Animation também produziu os desenhos desanimados, da Marvel Comics.

robin-marian-1976

Robin e Marian – Sean Connery – 1976

Destaco essa versão por mostrar um herói já na terceira idade, pois é algo totalmente diferente de qualquer outra feita com Robin Hood. O herói é interpretado pelo eterno James Bond e a bela Audrey Hepburn retorna após algum tempo afastada da mídia.

Nesta aventura, Robin após a morte do Rei Ricardo (Richard Harris) volta pra Inglaterra reencontrando seus velhos amigos. Ele passou 20 anos fora nas Cruzadas e fica sabendo que Lady Marian está vivendo num convento (sendo perseguida por sua crença). Depois de salvá-la eles acabam revivendo sua antiga paixão.

O filme se destaca por mostrar um verdadeiro combate final entre Robin e o Xerife de Nothingham (Robert Shaw).

Deixem algum comentário.

Filmation – Segunda Parte

filmation-2

Mesmo tendo êxito com as séries animadas do He-Man e Os Fantasmas, a Filmation entrou numa terrível crise financeira em meados dos anos 80. Teve que ser vendida para L’Oréal, uma famosa empresa de cosméticos (infelizmente sendo fechada em 1989).

O problema é que seu acervo ficou abandonado, porém Lou Scheimer (1928-2013) fundou a Lou Scheimer Productions (só que nunca conseguiu atingir o sucesso de outrora).

Hoje em dia os direitos de algumas séries da empresa ficaram com a Hallmark, empresa de cartões de crédito. Outra parte foi comprada pelo conglomerado Turner que restaurou uma grande parte do acervo da Filmation.

Exibindo no canais Boomerang (Estados Unidos e parte da Europa) e também no Tooncast (Brasil e América Latina).

Vamos viajar no tempo relembrando algumas séries e desenhos animados da Filmation ?

monstros

Monstros Camaradas – Groovie Goolies Show – 1972

Era uma série animada muito doida que usava como personagens centrais os monstros mais conhecidos da cultura pop. Tínhamos Conde Drácula, Wolfie, Múmia, Frankstein entre outros.

Eles conviviam num castelo sempre arranjando problemas entre si e durante os episódios tocavam alguns instrumentos.

missão-mágica

Missão Mágica – Mission: Magic  – 1973

A professora Miss Trickle era uma feiticeira que dava aulas numa escola e sempre usava seus dons para levar os alunos pra viagens incríveis. Ela tinha um gramofone mágico que enviava mensagens que algum lugar misterioso designando as missões (é claro que sua turma acaba indo nas aventuras).

O gato Tut-Tut, era uma estátua que ganhava vida quando a professora dizia: “Tut-tut, está na hora de desenhar a porta mágicaaa!”, então surgia uma porta pela parede e começava nossa… missão mágica.

Na série animada havia o Clube dos Aventureiros, um grupo que era formado pelos alunos de Miss Triclke: Socks, Debbie, Franklin, Harvey, Kim e Vinnie que demonstravam ter diferentes tipos de etnia.

Na época o cantor Rick Springfield participava do desenho como ele mesmo, cantando suas músicas, dublando sua voz e também nos episódios.

 

poderosa-ísis

Poderosa Ísis – (The Secrets of Ísis) – 1975

Criada especialmente pra telinha a heroína surgiu como coadjuvante no seriado do Capitão Marvel. Depois teve uma série estrelada por ela (e também completando seu horário).

Andrea Thomas (a belíssima Joanna Cameron), era uma professora de ciências que era uma arqueologa amadora quando estava de folga. Durante uma de suas viagens encontrou no Egito, um amuleto mágico que pertenceu a Deusa Ísis.

Ao colocar o amuleto na cebeça descobriu que era descendente da antiga deusa. Andrea foi capaz de ler os hieróglifos e ao falar: “Poderosa Ísis!” transformava-se na heroína. Para poder voar a heroína dizia: “Oh! Zephyr que comanda o ar. Erga-me para que eu possa voar!”

Nos episódios a heroína combatia o crime e contava com a ajuda do Professor Mason e das alunas Renee Carol e Cindy Lee. Quando agia,  Ísis recitava versos pedindo ajuda de algum Deus Egípcio.

A produção era fraca e mesmo tendo feito um relativo sucesso a série durou 22 episódios. Formando apenas uma temporada, porque produzi-la custava muito caro pra Filmation.

Ísis migrou pros quadrinhos da DC Comics e ganhou um desenho chamado Ísis e a Liga da Liberdade. Em sua equipe estava os heróis: Hércules, Sinbad, Merlin e Super Samurai.

Durante a fatídica Crise dos anos 80 nossa heroína foi retirada da continuidade, mas agora voltou reformulada como esposa do Adão Negro (na época em que viviam no Egito Antigo).

ark-2

Ark II – 1976

No século XXV, nosso planeta estava horrível, pois a guerra, a poluição e o descuido levou ao colapso nossa civilização.

O Ark II, era um veículo equipado com os instrumentos tecnológicos mais evoluídos. Como não poderia deixar de ser a missão da equipe era trazer esperança pra humanidade ajudando quem encontrasse.

A parte interessante é que por qualquer lugar que fossem a equipe tudo estava em ruínas. O mundo apocalíptico que sobrou estava povoado por terras selvagens e rudimentares.

O grupo de cientistas era formado por: Jonah (Terry Lester), a belíssima Ruth (Jean Marie Hon), Samuel (José Flores) e Adam, um chimpanzé que chamava atenção, porque falava.

Outro aspecto inesquecível do Ark II é que haviam mais transportes dentro dele. O Jet Jumper, um foguete tipo uma mochila que ajudava Jonah a voar, um jipe e também um carro.

É claro que na época esses veículos mexiam com a minha imaginação, mas eu já ficava encantado pela beleza da Ruth. Dizem as lendas que o próprio Lou Scheimer era quem dublava a voz do Adam.

SentinelsFilmation

Os Sentinelas do Espaço – Space Sentinels – 1977

Essa série animada apresentava um trio de heróis de culturas diferentes. Todos foram abduzidos da Terra sendo levados pra outro planeta onde ganharam super poderes.

E decidiram retornar pra ajudar nosso povo pra que se desenvolvem-se sem qualquer interferência externa.

A equipe dos Sentinelas do Espaço era formada por: Astrea, uma afro-americana que podia se transformar em qualquer ser vivo, Mercúrio, um asiático que podia correr e voar com super velocidade e Hércules que detinha uma força fora do comum.

Só pra constar, Astrea junto com Vulcão Negro foram os primeiros personagens afro-americanos dos desenhos animados.

Continuando, o grupo havia sido recrutado pela Sentinela 1, um supercomputador que surgia na forma de uma cabeça holográfica. Outro que participava das aventuras era o robô Operador de Manutenção.

A base dos heróis uma espaçonave que ficava escondida no interior de um vulcão extinto.

Uma curiosidade é que os Sentinelas não foram os primeiros, pois anteriormente havia Morpheus, um herói que possuia todos os poderes dos três. Aqueles que haviam lhe conferido seus poderes erram em sua avaliação. E Morpheus havia se tornado mal (querendo obviamente dominar o universo).

Os Sentinelas do Espaço teve curta duração, porém o personagem Hércules migrou pro spin-off de Ísis e a Liga da Liberdade (1978).

 

 

quacula

Quácula – (Quackula) – 1979

Esse atrapalhadíssimo pato vampiro fazia parte do programa The New Adventures of Mighty Mouse and Hecle & Jeckle.

A produtora havia relançado Super Mouse e também a impagável dupla Fáisca e Fumaça, mas essas versões assim como Tom & Jerry ficaram tão terrivelmente abaixo das que haviam surgido antes (que deixei de fora qualquer comentário sobre elas).

Quácula era um personagem inteiramente novo criado pra esse segmento. Ele tinha uma voz esganiçada igualzinha a do Pato Donald e dormia num estranho caixão em formato de ovo que ficava no porão do urso Teodoro.

Quando anoitecia, Quácula ia atazanar a tranquilidade do urso, mas geralmente se dava mal. O desenho contou com apenas 16 episódios. O personagem havia sido dublado por Orlando Drummond, o Seu Peru da Escolinha do Professor Raimundo.

Ele também já dublou diversos personagens como: Scooby-Doo, Vingador (Caverna do Dragão), Hong Kong Fu, Gargamel (Smurfs) entre vários e vários outros.

Só pra fechar temos a animação Journey Back to Oz que marca o retorno de Dorothy a Cidade das Esmeraldas. Essa versão foi exibida há alguns anos atrás na Sessão da Tarde.

Esses foram os desenhos e séries que fazem parte da minha infância e de toda uma enorme geração de crianças que curtiam essa aventuras durante os anos 80 e início dos 90.

Ghostbusters

Os Fantasmas –  Ghost Busters – 1986

Era uma continuação direta do Trio Calafrio, um seriado live action também produzido pela Filmation, nos anos 70 (a diferença é que esta é uma série animada).

Os heróis do seriado Jake, Eddie se aposentaram passando a tocha pros seus filhos Jake Jr. e Eddie Jr que unindo-se ao gorila Tracey, o mesmo do seriado original, formavam “Os Exterminadores de Fantasmas”.

Jake Jr., era o líder do trio fazendo sempre os planos para capturar os fantasmas e sentia seu nariz coçar quando algum se aproximava.

Enquanto, Eddie Jr., era muito atrapalhado, comia pra caramba e morria de medo dos fantasmas.

Tracey era o mais forte e inteligente de todos, pois criava os apetrechos e as armas usadas por eles. O vilão era aquele terrível Líder Mau que comandava tudo do seu “QG Mal-Assombrado”.

No combate contra as forças do mal a equipe usava o Fantasmóvel, um carro muito resmungão que podia mudar de forma e também viajar pelo tempo (eu achava ele fantástico).

Era muito engraçado quando o trio descia pra uma missão caindo encima do carro que ficava muito puto reclamando deles.

Além da equipe a série ainda tinha diversos coadjuvantes como a linda Jessica Wray, uma repórter que acompanhava o grupo. A belíssima Futura, uma viajante do tempo que tinha poderes telepáticos e que usava o Time Hooper, um patinete voador.

Ainda tinha diversos personagens como: Corky, Madame Por que, Merlin, Foxglove, Maginho, Porcego, Esquelevisão, Ossofone entre outros.

No lado dos vilões ainda encontrávamos o Morcegóide, Sabrinho, Mistéria, Aparícia, João Susto Metalóide, Caçador, Sir Trancelot, Cabeça-Oca entre outros.

Havia um enorme comentário na época, pois o SBT mostrava este desenho os “falsos” caça-fantasmas e na Globo tínhamos os “verdadeiros” Caça-Fantasmas, desenho baseado no filme homônimo da Columbia Pictures.

bravestarr

Bravestarr – 1987

Esse também é um dos meus desenhos preferidos e infelizmente foi a última produção da Filmation, Bravestarr misturava Velho Oeste com ficção científica. As aventuras aconteciam durante o distante ano de 2349, no planeta “Novo Texas” que possuia três sóis.

O planeta era rico em Kerium, um minério valiosíssimo que era sempre atacado por colonizadores e vilões gananciosos. O valente delegado Bravestarr, um índio que invocava os poderes dos “animais-espírito”: falcão (enxergando longas distâncias), Puma (velocidade), Lobo (audição) e Urso (super-força).

Combatia o crime ao lado do seu fiel escudeiro Furacão, um cavalo-androide muito resmungão, a bela Juíza J.B., Shaman, o feiticeiro e o trapalhão do delegado Fuzz.

Devido ao sucesso que fez aqui no Brasil a série animada migrou pros gibis, mas durou somente 12 edições.

Só pra fechar, a Filmation ainda produziu: The Brady Kids, The Hardy Boys, Homem-Borracha e Mini Mini, Manta e Moray, Fat Albert and the Cosby Kids, A Ilha de Gilligan, The Secret Lives of Waldo Kitty, Jasão do Comando Estelar, Tom e Jerry entre vários outros.

Espero que tenham gostado.