Shazam! & A Sociedade dos Monstros

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É uma edição com roteiro e arte de Jeff Smith sendo lançada por aqui pela Panini Comics, em 2014.

Originalmente lá na terrinha do Tio Sam, Shazam! The Monster Society of Evil teve 4 edições e aqui temos um encardernado com 212 páginas.

Antes há uma introdução de Alex Ross comentando sobre o Capitão Marvel de C.C. Beck, seu estilo peculiar e inovador de apresentar um super-herói.

Uma criança que ao proferir a palavra mágica Shazam se transforma no “Mortal mais Poderosos do Planeta Terra”.

E também sobre Jeff Smith com seu trabalho consagrado no personagem Bone.

Bom, na verdade temos aqui uma releitura do herói (só pra constar, a versão de Jerry Ordway também é fantástica).

Billy Batson é um menino orfão que mora sozinho num prédio abandonado e sofre bullyng todos os dias. Seu único amigo é o Malhado, um mendigo senhor de idade que o menino ajuda sempre.

Até que numa noite, Billy segue um homem misterioso até o metrô indo parar na caverna do mago. Dentro dela estão os sete inimigos da humanidade (orgulho, inveja, ganância, ódio, egoísmo, preguiça e injustiça).

O mago diz que está velho e precisa de um substituto que valha a pena ficar em seu lugar. Ensinado ao garoto pra dizer a palavra mágica que todos nós conhecemos e Billy desaparece dando lugar pro grandão do Capitão Fraldinha.

Esse mundo no qual Batson entrou é estranho, pois a magia possui suas próprias regras.

Além de Billy ter que aprender a lhe dar com seus novos poderes, o Capitão tem que conviver com seu novo hospedeiro. Nesta versão temos duas pessoas diferentes, mas antigamente parecia que o Capitão era apenas Batson crescido.

A história também dá espaço pra Mary Bromfield, irmã de Billy. Ao dizer a palavra mágica Mary também se transforma mais com uma fração menor de poder se Billy estiver transformado.

Vale lembrar que Mary Marvel é uma das primeiras heroínas do universo dos gibis (servindo até de inspiração pro surgimento da Supergirl).

Com várias situações acontecendo ao mesmo tempo ainda surge o Dr. Silvana, o procurador geral que deixa a todos alarmados e em pânico  falando sobre um falso ataque terrorista.

Ocorrem fatos estranhos como o surgimento da Sociedade dos Monstros (suponho que seja algo retirado das edições antigas).

Pra se ter uma noção todas as baratas da cidade haviam desaparecido e pra piorar o pior inimigo era o Sr. Cérebro, uma minhoca inteligente que deseja exterminar toda raça humana da face da Terra.

Sinceramente eu nunca entendi transformar uma minhoca, um ser tão pequenininho num vilão, mas deixa pra lá!

Continuando, os problemas pra serem solucionados não são poucos, porém com o auxílio de sua irmã e do Sr. Malhado nosso herói irá triunfar.

Shazam! & A Sociedade dos Monstros é uma aventura sensacional, pois consegue evocar o espírito das aventuras originais de C.C. Beck. E principalmente pelo fato  que Billy tem a árdua tarefa de redescobrir quem é tendo que dividir sua vida entre super-herói e menino.

Não vou mentir é uma aventura simples e posso afirmar que seja até meio pueril, porém a melhor parte é vermos sendo mostrados sua mitologia clássica como: o Sr. Malhado, Dr. Silvana, Sr. Cérebro e a estação WHIZ.

Nessa releitura de Jeff Smith gostei de de terem mostrado a vida pessoal do menino focando principalmente em suas escolhas.

Suas arte demonstra um estilo caricato parecendo um desenho aniamdo, no entanto o roteiro sem muitas reviravoltas nos conecta aos sentimentos infantis.

resgatando aquelas crianças que já fomos um dia quando acreditávamos que falando uma palavra mágica podíamos nos transformar num super-herói.

Até o próximo texto.

 

 

 

 

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DC: A Nova Fronteira

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É uma edição em que Darwyn Cooke trabalhou tanto com a arte, quanto no roteiro.

DC: A Nova Fronteira (DC: The New Frontier) foi lançada nos Estados Unidos como uma minissérie divida em 6 partes.

Aqui nós acompanhamos a história reunida em duas edições ambas com mais de 200 páginas.

Na trama vemos acontecer um momento histórico não só dos gibis época convencionada como Era de Prata, mas do mundo como a Guerra Fria.

Período no qual os States e a União Soviética estavam travando uma intensa corrida espacial.

Nossa aventura começa logo após a Segunda Guerra Mundial devido ao medo do comunismo o governo americano realiza uma verdadeira caça as bruxas.

O clima de perseguição ficou ainda pior, pois as autoridades declararam que os heróis deveriam retirar suas máscaras. Revelando suas identidades secretas para que não fossem declarados traidores (e por consequência foras-da-lei).

A Sociedade da Justiça veio a público ficando contra tal decisão e abandonando a vida heroica e assim a grande maioria dos heróis fizeram o mesmo.

Vemos a trindade agindo cada um á sua maneira, pois Superman e Mulher-Maravilha estavam na ativa realizando incursões no campo inimigo sob comando do governo americano. Enquanto, Batman agia sozinho como vigilante sombrio.

No entanto o clima de paranóia só aumentou após o governo descobrir que havia um marciano vivendo escondido no país. A verdade é que o Caçador de Marte veio pra Terra contra sua vontade tendo que sobreviver com medo. Mais também descobrindo a cultura dos americanos seja sob sua identidade de John Jones, assistindo TV ou indo ao cinema.

Após a Guerra da Coréia vemos Hal Jordan procurando um significado maior pra sua vida, Os Desafiadores do Desconhecido viajando pelo mundo em busca de aventuras, a desilusão do Flash que enfrentou aquela loucura fazendo de tudo pra ser apenas ele mesmo.

Até o Esquadrão Suicida agindo de forma intrépida para proteger a vida comum dos cidadãos americanos.

Além da ameaça nuclear, desrespeito aos direitos civis, censura à liberdade de expressão, violência e perseguição política (havia um outro problema surgindo).

O Centro, uma ameaça monstruosa que emitia sons telepáticos. Só pra piorar o nível de destruição dele pode chegar ao universo inteiro. O monstro é tão gigantesco que há outras criaturas que se assemelham a dinossauros dentro da criatura.

Somente a união de todos os heróis será necessária pra que a humanidade não sucumba.

A edição é tão rica de participação demonstrando diversos heróis do segundo escalão da editora como: Os Perdedores, Demônios do Mar, Falcões Negros, Príncipe Viking, Slam Bradley, King Faraday entre outros.

DC: A Nova Fronteira é uma edição excelente, porque o roteiro conectando acontecimentos históricos importantes unindo a perspectiva da narrativa intimista dos personagens torna essa obra única.

Nem preciso comentar da arte de Darwyn Cooke que consegue resgatar com maestria essa época.

E acrescento também o trabalho das cores de Dave Stewart apresentando contrastes, brilho e tons sombrios que tornam nossa viagem pela história muito aprazível.

Merecidamente a edição ganhou os prêmios Eisner, Harvey e Shuster (as mais importantes da indústria de gibis americanas).

Então, afirmo depois que você ler essa história nunca mais irá esquecê-la.

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Liga da Justiça: A Nova Fronteira – Justice League: New Frontier – 2008

A animação em DVD foi a segunda adaptação lançada pela DC Comics sendo que sua classificação é PG-13, pois apresenta conteúdo violento.

Na abertura do DVD temos algumas cenas mostradas em estilo minimalista como: a perseguição aos heróis encapuzados, a desistência da Sociedade da Justiça, morte do Homem-Hora I (Rex Tyler) e origem do Flash II (Barry Allen). Fatos que ajudam na introdução da trama.

Pra mim o mais complicado nessa adaptação é o que seria deixado de fora de algo tão mínimamente detalhado no gibi.

Sinceramente foi uma tarefa ingrata não mostrar Os Perdedores e o peso dramático que representa na narrativa. Ainda houve uma reunião que alguns personagens místicos entre os quais estão: Zatanna, Vingador Fantasma, Billy Batson, Doutor Destino e Espectro.

Eles debatem se irão entrar na batalha ou deixar que os outros heróis decidam o sucesso ou a derrota da humanidade.

A passagem da lenda de John Wilson em sua luta solitária contra o racismo também foi mostrado (só que de forma sutil). Não há realmente uma confirmação se Henry existiu ou se sua história é apenas um mito. Mais essa figura incrível serviu de inspiração pro herói Aço (nos quadrinhos é descendente dele).

Lembro que a Disney fez uma ótima animação homenageando o lendário John Henry. Foi apresentada por James Earl Jones (famoso por emprestar sua voz pro vilão Darth Vader). Só pra constar no gibi John trocou seu sobrenome de Wilson pra Henry.

Continuando, é por isso que os leitores reclamam quando um livro é adaptado pra telona, pois algumas passagens significativas são perdidas (mas deixa pra lá).

Pra compensar outros momentos importantes foram mostrados e pra mim isso foi o grande acerto da animação deixando a Trindade de lado e focar em seus coadjuvantes.

Seja mostrando a origem do Lanterna Verde, a determinação de King Faraday que forjou um certo nível de amizade com Ajax, a inocência perdida do Flash e a personalidade marcante de Carol Ferris.

Só por diversão vemos a Mulher-Maravilha esculachando o Escoteiro Azul (é estranho notar que Diana é mais alta que Kal).

Batman mudando de herói sombrio, suavizando sua imagem e adotando um parceiro mirim (tanto na edição, quanto no DVD vemos o Batmóvel da década de 50). Também notei que a amizade entre Kal e Bruce lembra o antigo gibi World’s Finnest.

Liga da Justiça: A Nova Fronteira mostra cenários detalhadíssimos, apresenta uma história adaptada na medida certa, há um roteiro dramático, momentos de ação impressionantes e uma arte que respeita o design de Darwyn Cooke.

Continuo a afirmar que mesmo tendo cortado diversas cenas é a melhor reinterpretação de uma época.

É óbvio que o clima de conspiração, intolerância, paranóia e o sentimento de conspiração que fez o governo perseguir seus heróis e cidadãos foi mantido.

Aqui vemos os acontecimentos que culminaram no surgimento da Liga da Justiça (terminando nos anos 60 quando estão enfrentando Starro).

É uma história de heroismo, coragem e lealdade numa época em que o mundo vivia com medo de uma guerra nuclear.

Mesmo que você já tenha visto vale a pena assistir de novo apreciando cada momento desta aventura emocionante do início ao fim, pois há as origens dos heróis que gostamos.

Mais vemos em seu contexto clássico original sem nenhuma firula ou baboseira como estão tentando fazer atualmente nesses reboots.

Pra fechar outro aspecto importante da dublagem brasileira são as vozes dos atores que integram a série animada da Liga (tornando nossa viagem ainda melhor).

Espero que tenham gostado.