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Superman 80 anos

Um dos maiores ícones da cultura pop reconhecido e querido ao redor do mundo todo.

“Mais rápido que uma bala!”, “Mais forte que uma locomotiva!”, “Capaz de saltar sobre os prédios mais altos com um simples pulo”, “Olhem! Lá no céu!”, “É um pássaro! É um avião!”

“Não! É o Super-Homem!”

“Sim, é o Super-Homem – estranho visitante de outro planeta, que veio á Terra, com poderes e habilidades superiores ás de qualquer mortal.

Super-Homem- pode mudar o curso do rio mais caudaloso, dobrar o aço com as mãos, ele que na vida real é Clark Kent, um discreto repórter de um grande jornal de Metrópolis, trava uma batalha sem fim pela Verdade, pela Justiça e pela América.”

Instigando a imaginação do ouvinte a primeira versão do Azulão depois dos gibis foi a série radiofônica de 1940.

Não é novidade afirmar que o gênero surgiu junto com o maior de todos os super-heróis em Action Comics #1, em 1938.

Seus criadores Jerry Siegel (1914-1996) e Joe Shuster (1914-1992) amargaram uma longa e sinuosa jornada até finalmente conseguirem lançar o Super-Homem.

Durante a Era de Ouro o Homem do Amanhã tinha uma imagem muito diferente da qual estamos acostumados. Seu short estava maior, a capa era indestrutível e principalmente não podia voar (apenas dava longos saltos).

A explicação dos poderes do Super era bem simples, pois sua força se baseava nas formigas enquanto o gafanhoto explicava seus grandes saltos.

Depois foram acrescentado outros poderes e explicando de uma forma mais científica.

Rapidamente o herói tornou-se um símbolo de justiça para as pessoas comuns numa época conturbada (Grande Depressão). Em suas páginas o Azulão lutava contra políticos corruptos, defendia os inocentes e prevenia catástrofes inspirando vários autores pro surgimento de outros personagens.

Um sucesso absoluto desde seu lançamento até os dias atuais, o Superman engloba muito mais do que poderíamos imaginar.

O “S” de seu emblema significa esperança e através de suas atitudes devemos cooperar pra que futuramente haja um mundo melhor.

Será uma ingenuidade minha num mundo cada vez mais tão violento? Afirmo que não amigo leitor. A esperança é algo que nós seres humanos devemos sempre mante-la dentro de nós.

O Superman demonstra que mesmo sendo tão poderoso quer apenas que a humanidade possa algum dia caminhar com os seus próprios passos e prosseguir sozinha.

Bom, não me recordo quando foi o meu primeiro contato com o Superman nos gibis, no entanto a edição que ele é divido em dois por um casal de feiticeiros é a mais antiga que posso lembrar.

Devo confessar que a versão de George Reeves também traz ótimas lembranças pra mim, pois foi apartir dele que comecei a conhecer o Super.

Mais sinceramente quem serviu de ponta pé inicial pra que eu me tornasse fã do herói foi Christopher Reeve. Sua atuação como Super-Homem é tão marcante que hoje tantos anos depois ainda é aplaudida como a forma definitiva de representar o herói.

Mesmo com todos os seus defeitos no roteiro como a inesquecível cena de fazer a Terra girar ao contrário pra voltar o tempo, símbolo sendo lançado e um estranho beijo amnésico. Não há como negar que é a minha versão preferida de todas que já assisti em minha vida.

O Superman ao longo das décadas possui várias versões e uma das mais famosas foi feita pelo Fleischer Studios, em 1941.

Nos gibis o herói não voava, porém isso foi remediado nesta versão animada lançada nos cinemas daquela época.

Pra mim a versão dos Fleischer é tão importante que mesmo anos depois Bruce Timm utilizou diversos de seu elementos para compor a Série Animada, na década de 90.

Porém não é só de desenhos que vimos o Azulão, pois a clássica reformulação de John Byrne trouxe um personagem inteiramente novo.

A DC Comics havia lançado a Crise nas Infinitas Terras e depois desta saga reiniciou praticamente todo o seu panteão de heróis.

John Byrne, um dos melhores contadores de história e desenhistas de todos os tempos pra esse humilde comentarista. Teve a árdua tarefa de recontar toda a origem do kriptoniano.

Nesse período o Homem de Aço não era mais um deus invencível, Clark Kent teve seu caráter moldado pela criação de seus pais adotivos, seus poderes surgiram apenas na vida adulta e havia um homem com o qual poderíamos nos identificar.

Além disso, Lex Luthor deixou de ser aquele cientista maluco da Era de Prata e Lois Lane também foi atualizada para uma mulher mais independente.

A mudança mais radical foi a perda da amizade com o Batman, pois ambos divergiam na forma de combate ao crime (e isso virou uma regra por algum tempo).

Desse vespeiro o saldo ruim foi retirar da cronologia a Supergirl e o Superboy, mas Byrne depois arranjou formas de traze-los de volta.

As mudanças promovidas nesse período foram as melhores pra mim sendo que realmente valeram a penas terem sido feitas.

Na década de 90, o Escoteiro Azul morreu combatendo Apocalypse. O embate com o monstro e sua ida pro além foi algo tão impactante que virou notícia nos jornais e na telinha também.

Depois disso acompanhei os gibis do herói até aquele momento no qual foi dominado pelo artefato kriptoniano.

E fiquei um bom tempo sem ler suas edições até que surgiu uma “nova” versão da Liga da Justiça em Os Melhores do Mundo com arte de Howard Porter e roteiros de Grant Morrison (a qual tenho todas as edições guardadas até hoje).

Ao final dessa coleção fiquei longos anos sem comprar gibis do herói, mas fico acompanhando notícias pela web.

Lembrei também do Superman que surgiu após a Saga Ponto de Ignição que estava conectado a versão original de 1938 (feito numa roupagem mais atual).

Infelizmente, ficamos sabendo da terrível notícia que Henry Cavill não fará mais o personagem pro Universo Estendido DC Comics (pra mim é inegável que ele ficou ótimo como Superman).

O problema é que teremos que esperar mais algum tempo pra ver quem erguerá o manto e a capa do Azulão. Nós sabemos que ao longo das décadas sempre mudará o ator, no entanto o Superman é eterno.

Continuando, o Superman da fase Renascimento (Rebirth, no original) veio após a Saga dos Novos 52. Devido a isso tivemos duas versões de Kal-El com experiências de vida diferentes.

Deste período o Super precisa ensinar seu filho a usar seus poderes e o anterior é o Clark que aprendemos a gostar que morreu no embate contra Apocalypse.

Como saldo pra resolver a bagunça, o Super da Nova Terra morreu e aquele mais velho ficou em seu lugar mantendo seu legado.

E pra fechar, atualmente o seriado Krypton narra as aventuras de Seg-El, avô do Azulão que luta para resgatar a honra da sua família e salvar seu amado mundo do caos.

Existem várias versões do Superman ao longo das décadas qual é a sua preferida?

Veja na galeria abaixo algumas imagens do herói que garimpei na web

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