Liga da Justiça: Escada Para o Céu

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É uma edição especial com roteiro de Mark Waid, arte de Bryan Hitch, cores de Laura Depuy e foi lançada pela Painini Comics, em 2002.

Nossa aventura, começa com Átomo auxiliando o Caçador de Marte a imunizar seu corpo, mas de repente algo inesperado acontece.

E presenciamos uma situação impressionante, pois a estrutura toda está tremendo (lembrando que estão no espaço).

Bom, os heróis se encontram na base lunar da LJA que nesse período era composta por: Superman, Mulher-Maravilha, Flash, Lanterna Verde (Kyle Rayner), Ajax, Batman, Aço, Aquaman e Homem-Borracha.

Logo, o Super capta com sua visão uma nave, no entanto é tão absurdamente gigantesca que não há como medir.

A situação fica estranha já que nosso planeta foi retirado do lugar deixando toda a equipe sem reação por alguns instantes. Os heróis mais fortes da Liga Kal, Diana e Arthur tentaram retirar o objeto que estava cravado na Terra, porém suas tentativas foram em vão.

Então, Ajax entra em contato telepático com todos mostrando a estrutura mais devido a complexidade do lugar por ser tão vasto (eles ficaram com uma baita dor de cabeça).

Na verdade vários planetas havia sido retirados de suas órbitas e assim unidos tínhamos uma formidável cadeia de DNA.

A tecnologia usada é tão avançada que mesmo fora de seus lugares esses planetas se mantinham estáveis.

Diante de algo totalmente inexplicável e sentindo-se como um grão de areia no deserto a Liga da Justiça age.

Só que Ajax foi atacado por um alienígena vermelho que deseja destruir o maquinário da estrutura. Lançando-o pra bem longe numa explosão e ao cair num tipo de líquido azul foi salvo pelo Aquaman (que descobriu que aquilo também tratava-se de uma raça alienígena).

Essa raça havia surgido segundos após o Big Bang, através do tempo solitariamente vagou pelo cosmo pesquisando tudo e adquirindo apenas conhecimento.

Mais como aquilo que tem início, um dia chegará ao fim. Agora é o momento de partirem e usarem todo seu conhecimento pra procurar em outras culturas o significado da morte e do paraíso (sua intenção é construir o local definitivo pro descanso deles).

Bruce estava resolvendo um crime em Gotham e por causa disso ficou de fora da viagem ao espaço.

Sua missão era coordenar outras equipes de heróis pra conter a histeria mundial dado a um acontecimento tão inesperado. E mesmo assim ele ainda agia dando conselhos táticos pra Liga.

A equipe se dispersou pra conter os problemas em diversos planetas. E procurando os agentes alienígenas temos: Flash e Aquaman no planeta dos durlanianos, Aço e Homem-Borracha em Collu.

Depois Átomo e Aquaman em Rann onde são auxiliados por Adam Strange, Superman e Aço em Thanagar, Diana e Kyle com os khundios e por último Superman e Átomo na Quinta Dimensão.

Todas essas culturas alienígenas tem uma visão diferente da morte para chegar ao paraíso. É claro que as duplas sempre encontram algum conflito, mas conseguem resolver o problema.

Enquanto isso ficamos sabendo como cada um dos integrantes da Liga acreditam como é o pós vida.

Liga da Justiça: Escada Para o Céu é uma das melhores histórias da equipe que eu já tive o prazer de ler.

Seja pelo conceito fantástico que o roteiro bem elaborado de Mark Waid nos apresenta. Já que todos em algum momento pensamos como será quando morrermos (cada pessoa tem sua crença desse momento).

Seja pela arte hiper realista de Bryan Hitch que nos ajuda de maneira eficaz a viajar pelas páginas dessa aventura.

Ou também pelas cores de Laura Depuy emoldurando as cenas e deixando-as praticamente perfeitas pelos contrastes que vemos.

Afirmo que depois que você ler essa edição nunca mais conseguirá esquecê-la .

Fim por enquanto.

 

 

 

Superman & Batman: Gerações

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Com o sugestivo subtítulo de “Uma Saga Imaginária” é uma minissérie em 4 edições lançada pela Editora Opera Graphica, em 2001.

Comento sobre a primeira, pois houveram continuações que se não me engano foram duas (as quais nunca consegui ler completamente).

Bom, Gerações é uma história no estilo Túnel do Tempo (ou Elseworlds) contando com roteiro e arte de John Byrne.

As edições são tratadas como livros e cada um deles compreende o tempo de dez anos na vida dos Melhores do Mundo.

Devo frisar que essa história parte do ponto de vista de como Batman e Superman envelheceriam do aspecto de “pessoas comuns”.

O mais importante a destacar é notarmos as mudanças que os personagens tiveram ao longo destes anos.

Só pra citar, o Livro Um vem abordando o período de 1939 a 1949 então vemos características dos heróis que nos conectam aquele momento.

Tipo Bat-Man (a grafia era assim mesmo) usando luvas mais simples, suas orelhas são enormes e não há aquela elipse amarela no peito.

Enquanto o Azulão tem seu símbolo triangular e poderes reduzidos (superforça, invulnerabilidade e podendo dar apenas grandes saltos).

Outra curiosidade interessante é a presença de Julie Madison, uma das primeiras namoradas de Bruce Wayne.

Fora isso podemos notar uma homenagem pro Batmóvel da década de 50 (esse automóvel tem muitos fãs desenhistas, pois sempre alguém faz referência).

Ainda temos o Ultra Humanóide que historicamente foi o primeiro grande antagonista do Homem do Amanhã.

E aquilo que mais gostei foi presenciar que tanto Kal quanto Bruce tiveram descendentes entre filhos e netos.

Bruce com Kathy Kane teve Bruce Jr que depois se tornou Robin e Clark com Lois além de Joel Kent teve Lara (seu nome homenageando a mãe kriptoniana do herói).

Alguns destes personagens foram realmente retirados de histórias antigas dos heróis.

Obviamente eu sou suspeito para comentar sobre gibis Túnel do Tempo, pois sou fã desse estilo (são pouquíssimas as aventuras que não ficam boas).

Mais tenho que afirmar o fato de que Byrne é um excelente contador de histórias. Seja mostrando diversos elementos que nos conectam a Era de Ouro, Prata e Moderna.

Seja por sua arte detalhadíssima que a cada página faz nossa viagem tornar-se cada vez mais incrível.

Só pra constar, há um glossário no final de cada edição ajudando-nos a compreender melhor os detalhes mostrados.

Superman & Batman: Gerações é uma edição riquíssima apresentando vários acontecimentos marcantes.

E principalmente levando-nos para um futuro tão distante que atiçou minha imaginação de uma forma que eu nunca havia visto antes.

Confesso que vale a pena ler, reler e guardar em sua coleção.

Até o próximo texto.

 

Superman: Entre a Foice e o Martelo

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Histórias com realidades alternativas do Morcegão existem várias. E na grande maioria delas o personagem continua interessante.

Mais com o Homem do Amanhã o assunto muda de figura, pois posso escolher a dedo qual edição do selo Elseworlds vale a pena ler.

E Superman: Entre a Foice o Martelo (Superman: Red Son) é definitivamente uma delas. O gibi tem roteiro do consagrado Mark Millar, arte em dupla de Dave Johnson com Killian Plunkett e foi lançada por aqui em 2004.

Lembrando que inicialmente a história foi lançada como minissérie dividida em 3 edições.

Imagine uma realidade na qual o foguete lançado por Jor-El ao invés de cair no território americano. Por algum acaso do destino a aeronave tenha ido cair na antiga União Soviética e no período da Guerra Fria?

O foguete do bebê havia caído numa fazenda coletiva na Ucrânia. Então Kal cresceu sob os valores socialistas e mostrado como um Campeão dos proletários (ou trabalhadores).

Tal notícia difundida na telinha pelo presidente J. Edgar Hoover caiu como uma bomba devastadora nos lares americanos.

O mundo vivia com medo da Guerra Fria e nessa época os Estados Unidos era mostrado como capitalista e a URSS era comunista.

Devido ao surgimento do Super-Homem soviético a balança do poder estava pendendo pro lado comunista (transformando-a numa superpotência).

Os americanos ficaram alarmados e tentando correr atrás do prejuízo contrataram o Dr. Lex Luthor, nos Laboratórios S.T.A.R.

Seu contato na Casa Branca é o Agente James Olsen, pois Luthor é o homem mais inteligente que existe.

O aspecto de Luthor ser uma mente fora do comum é fascinante (e isso é demonstrado a todo momento na história).

A grande diferença é que Lois Lane tornou-se a Sra. Luthor, pois aqui o caso de amor entre Kal e Lois nunca aconteceu.

Deixando isso de lado um dos aspectos mais importantes desta narrativa é que Kal-El nos conta sua história.

O roteiro de Mark Millar é surpreendente do tipo elevado a nona potência e fica ainda melhor ao notarmos versões de personagens conhecidos como Mulher-Maravilha, Batman, Lanterna Verde, Bizarro e Brainiac.

Há também referências clássicas como a cidade engarrafada de Kandor, Senhorita Teschmacher, Fortaleza da Solidão, Zona Fantasma entre várias outras.

Além desses detalhes importantes há um pouco de história com acontecimentos que nos conectam com o que ocorreu na década de 50 e 60.

A arte de Dave Johnson com Killian Plunkett e as cores de Paul Monts demonstram um tom sombrio trazendo-nos um daqueles momentos que tudo se complementa brindando-nos de forma única e inesquecível.

É importante lembrar que o Superman de Karl Max é elevado ao extremo, pois seu comportamento humanista difere do seu regime ditatorial.

Sendo assim antagoniza com a maneira fria e intelectual de Lex Luthor.

Devido a passagem de tempo a luta entre Superman e Luthor torna-se um jogo de xadrez sem precedentes.

Lembrando que no final da segunda e terceira edição há um glossário pra que saibamos sobre palavras e situações daquele período.

Só pra constar, no arco Multiplicidade do Superman: Renascimento, há um vilão que está caçando várias versões do Azulão pelo multiverso da DC Comics.

Na oitava edição, Kal recebe um aviso do Superman soviético que logo depois morre em seus braços.

Para enfrentar esse inimigo o herói decide se unir com diversas versões suas pra que possam sobreviver.

E pra fechar, eu gostaria que a editora adaptasse Entre a Foice e o Martelo pra DVD, pois além da edição ser magnífica o final é surpreendente e ficou fora de série.

Espero que tenham gostado.

 

 

Imagens

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Superman 80 anos

Um dos maiores ícones da cultura pop reconhecido e querido ao redor do mundo todo.

“Mais rápido que uma bala!”, “Mais forte que uma locomotiva!”, “Capaz de saltar sobre os prédios mais altos com um simples pulo”, “Olhem! Lá no céu!”, “É um pássaro! É um avião!”

“Não! É o Super-Homem!”

“Sim, é o Super-Homem – estranho visitante de outro planeta, que veio á Terra, com poderes e habilidades superiores ás de qualquer mortal.

Super-Homem- pode mudar o curso do rio mais caudaloso, dobrar o aço com as mãos, ele que na vida real é Clark Kent, um discreto repórter de um grande jornal de Metrópolis, trava uma batalha sem fim pela Verdade, pela Justiça e pela América.”

Instigando a imaginação do ouvinte a primeira versão do Azulão depois dos gibis foi a série radiofônica de 1940.

Não é novidade afirmar que o gênero surgiu junto com o maior de todos os super-heróis em Action Comics #1, em 1938.

Seus criadores Jerry Siegel (1914-1996) e Joe Shuster (1914-1992) amargaram uma longa e sinuosa jornada até finalmente conseguirem lançar o Super-Homem.

Durante a Era de Ouro o Homem do Amanhã tinha uma imagem muito diferente da qual estamos acostumados. Seu short estava maior, a capa era indestrutível e principalmente não podia voar (apenas dava longos saltos).

A explicação dos poderes do Super era bem simples, pois sua força se baseava nas formigas enquanto o gafanhoto explicava seus grandes saltos.

Depois foram acrescentado outros poderes e explicando de uma forma mais científica.

Rapidamente o herói tornou-se um símbolo de justiça para as pessoas comuns numa época conturbada (Grande Depressão). Em suas páginas o Azulão lutava contra políticos corruptos, defendia os inocentes e prevenia catástrofes inspirando vários autores pro surgimento de outros personagens.

Um sucesso absoluto desde seu lançamento até os dias atuais, o Superman engloba muito mais do que poderíamos imaginar.

O “S” de seu emblema significa esperança e através de suas atitudes devemos cooperar pra que futuramente haja um mundo melhor.

Será uma ingenuidade minha num mundo cada vez mais tão violento? Afirmo que não amigo leitor. A esperança é algo que nós seres humanos devemos sempre mante-la dentro de nós.

O Superman demonstra que mesmo sendo tão poderoso quer apenas que a humanidade possa algum dia caminhar com os seus próprios passos e prosseguir sozinha.

Bom, não me recordo quando foi o meu primeiro contato com o Superman nos gibis, no entanto a edição que ele é divido em dois por um casal de feiticeiros é a mais antiga que posso lembrar.

Devo confessar que a versão de George Reeves também traz ótimas lembranças pra mim, pois foi apartir dele que comecei a conhecer o Super.

Mais sinceramente quem serviu de ponta pé inicial pra que eu me tornasse fã do herói foi Christopher Reeve. Sua atuação como Super-Homem é tão marcante que hoje tantos anos depois ainda é aplaudida como a forma definitiva de representar o herói.

Mesmo com todos os seus defeitos no roteiro como a inesquecível cena de fazer a Terra girar ao contrário pra voltar o tempo, símbolo sendo lançado e um estranho beijo amnésico. Não há como negar que é a minha versão preferida de todas que já assisti em minha vida.

O Superman ao longo das décadas possui várias versões e uma das mais famosas foi feita pelo Fleischer Studios, em 1941.

Nos gibis o herói não voava, porém isso foi remediado nesta versão animada lançada nos cinemas daquela época.

Pra mim a versão dos Fleischer é tão importante que mesmo anos depois Bruce Timm utilizou diversos de seu elementos para compor a Série Animada, na década de 90.

Porém não é só de desenhos que vimos o Azulão, pois a clássica reformulação de John Byrne trouxe um personagem inteiramente novo.

A DC Comics havia lançado a Crise nas Infinitas Terras e depois desta saga reiniciou praticamente todo o seu panteão de heróis.

John Byrne, um dos melhores contadores de história e desenhistas de todos os tempos pra esse humilde comentarista. Teve a árdua tarefa de recontar toda a origem do kriptoniano.

Nesse período o Homem de Aço não era mais um deus invencível, Clark Kent teve seu caráter moldado pela criação de seus pais adotivos, seus poderes surgiram apenas na vida adulta e havia um homem com o qual poderíamos nos identificar.

Além disso, Lex Luthor deixou de ser aquele cientista maluco da Era de Prata e Lois Lane também foi atualizada para uma mulher mais independente.

A mudança mais radical foi a perda da amizade com o Batman, pois ambos divergiam na forma de combate ao crime (e isso virou uma regra por algum tempo).

Desse vespeiro o saldo ruim foi retirar da cronologia a Supergirl e o Superboy, mas Byrne depois arranjou formas de traze-los de volta.

As mudanças promovidas nesse período foram as melhores pra mim sendo que realmente valeram a penas terem sido feitas.

Na década de 90, o Escoteiro Azul morreu combatendo Apocalypse. O embate com o monstro e sua ida pro além foi algo tão impactante que virou notícia nos jornais e na telinha também.

Depois disso acompanhei os gibis do herói até aquele momento no qual foi dominado pelo artefato kriptoniano.

E fiquei um bom tempo sem ler suas edições até que surgiu uma “nova” versão da Liga da Justiça em Os Melhores do Mundo com arte de Howard Porter e roteiros de Grant Morrison (a qual tenho todas as edições guardadas até hoje).

Ao final dessa coleção fiquei longos anos sem comprar gibis do herói, mas fico acompanhando notícias pela web.

Lembrei também do Superman que surgiu após a Saga Ponto de Ignição que estava conectado a versão original de 1938 (feito numa roupagem mais atual).

Infelizmente, ficamos sabendo da terrível notícia que Henry Cavill não fará mais o personagem pro Universo Estendido DC Comics (pra mim é inegável que ele ficou ótimo como Superman).

O problema é que teremos que esperar mais algum tempo pra ver quem erguerá o manto e a capa do Azulão. Nós sabemos que ao longo das décadas sempre mudará o ator, no entanto o Superman é eterno.

Continuando, o Superman da fase Renascimento (Rebirth, no original) veio após a Saga dos Novos 52. Devido a isso tivemos duas versões de Kal-El com experiências de vida diferentes.

Deste período o Super precisa ensinar seu filho a usar seus poderes e o anterior é o Clark que aprendemos a gostar que morreu no embate contra Apocalypse.

Como saldo pra resolver a bagunça, o Super da Nova Terra morreu e aquele mais velho ficou em seu lugar mantendo seu legado.

E pra fechar, atualmente o seriado Krypton narra as aventuras de Seg-El, avô do Azulão que luta para resgatar a honra da sua família e salvar seu amado mundo do caos.

Existem várias versões do Superman ao longo das décadas qual é a sua preferida?

Veja na galeria abaixo algumas imagens do herói que garimpei na web

Coleção DC 70 Anos

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Quando a empresa atingiu a marca de sete décadas de publicações lançou gibis com seu melhores ícones.

Então foram 6 edições abordando As Maiores Histórias do Superman, Lanterna Verde, Mulher-Maravilha, Flash, Liga da Justiça e Batman.

Obviamente são aventuras dos personagens que abordam a Era de Ouro, Prata, Bronze e Moderna.

É importante notarmos que as histórias lançadas são as mais influentes de cada período citado servindo pra termos uma ideia da evolução dos heróis a cada década.

Bom, ao invés de comentar cada uma das revistas (algo que sempre faço). Desta vez vou apenas falar de uma aventura que me impressionou bastante.

As capas de todas as edições tem arte de Alex Ross dando mais destaque pra cada uma delas.

Chega de enrolação e vamos ao que interessa

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Superman – “O Exílio á Beira da Eternidade”

A primeira edição é dedicada ao Azulão mostrando momentos importantes como sua origem, funcionamento dos poderes, a versão de John Byrne, Os Últimos Dias do Superman e Olho por Olho que já fiz comentários há um tempo atrás.

Aqui temos roteiro e arte de Jim Steranko, um dos mais renomados desenhistas dos gibis de todos os tempos.

Na trama estamos no futuro, pois havia vinte mil anos que o Superman havia morrido. Seu legado foi honrado por seus descendentes e até uma constelação foi batizada com seu nome heroico.

Com o auxílio deles a humanidade desbravou o espaço colonizando milhares de planetas. Através dos séculos e milênios os descendentes de Kal evoluíram e se modificaram.

Paralelamente a tecnologia desenvolvida pelo homem atingiu seu ápice, mas nem tudo era perfeito nessa sociedade utópica (havia política, guerras, cobiça e mortes).

Pra piorar numa estação mineradora com robôs autômatos classificou de maneira errada uma chuva de meteoros como ameaça. Em retaliação detonaram armas tão poderosas que rasgaram o tecido da realidade causando um colapso que estava destruindo tudo no universo.

A explosão voraz fazia planetas e sistemas solares sumirem e a notícia se espalhou rapidamente. A Irmandade Superman foi convocada pra resolver o problema e pra solucioná-lo foi proposto algo extraordinário.

Toda a humanidade seria convertida em seres de luz, porém alguém deveria ficar pra lançar essa enrgia no vórtice devorador.

O único que se apresentou foi A’dam’ Mkent, um Superman deficiente visual. Ao realizar essa façanha monumental de salvar o universo, A’dam ficou sozinho e vagando por muito tempo, muito tempo (chegando até a enlouquecer por causa disso).

Bom, nem preciso contar que a arte psicodélica de Jim Steranko me deixou alucinado (confesso que virei fã só por causa dela).

O Exílio á Beira da Eternidade é uma aventura que vale a pena viajar em sua leitura. Principalmente, porque me surpreendeu pelos aspectos futuristas apresentados e lembrando o arrebatamento bíblico (entre outras coisas). Não vou comentar o final pra não estragar a surpresa de quem quiser ler.

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Lanterna Verde – “Vôo”

A segunda edição é dedicada ao Homem de Verde mais famoso da Tropa.

Vou deixar de fora “S.O.S Lanterna Verde” que é a história de origem , “O Mal Sucumbirá Ante Minha Presença” (introdução de John Stewart) e Velocidade da Luz, pois também já comentei.             

Antes de mais nada eu fiquei muito tentado em falar sobre “O Herói do Amanhã” que homenageia tanto Alan Scott quanto Hal Jordan.

Há vários elementos clássicos da mitologia de ambos mostrando Tom Kalmaku, Jade, Os Guardiões de Oa e até o chato do Krona.

Mais “Vôo” com arte de Darwyn Cooke e roteiro de Geoff Johns me pegou de surpresa.

Em relação a história anterior que citei posso afirmar que é bem simples, porém o fato importante é que mostra o fascínio de voar.

Algo que sinceramente é muito estranho, pois os heróis voam pra qualquer lugar com seu anel energético. O que nos conecta nessa aventura é a realidade que nós podemos voar de avião e apreciar o mundo lá de cima (algo que nunca fiz, mas sonho realizar futuramente).

Na trama, Harold Jordan é um aficcionado por aviões desde pequeno, principlamente, porque seu pai Martin é piloto de avião. Houve um período que todos os dias antes de ir pra escola Hal sumia pra ver seu pai voando.

Isso se tornou uma grave peocupação pra sua mãe e motivo de orgulho do pai é lógico. Só que transformou-se um problema quando o menino revelou pra eles que esse era o seu maior desejo.

Então, numa noite, Martin o leva pra voar escondido sendo um acontecimento inesquecível pro jovem Jordan. Marcando-o pra vida toda e a melhor parte nessa história é vermos o tempo passando e Hal levando no mesmo lugar Carol Ferris e Kyle Rayner.

Nesses anos todos que passaram a únca coisa constante é a presença de Johnny, na entrada do hangar transformando a aventura em algo pessoal (já que conhecia Jordan desde garotinho).

Essa passagem de tempo e o sentimento de vida particular tornam “Vôo” uma história singular conectando aquilo que nos faz ser nós mesmos. E nem preciso comentar sobre Darwyn Cooke e Geoff Johns, pois a carreira de ambos já fala por si só.

Espero que tenham gostado.

 

 

Liga da Justiça: Ano Um

Essa história foi lançada originalmente no gibi Os Melhores do Mundo 21 a 25, da Editora Abril, em 1999.

Pra quem gosta da equipe eis aqui uma ótima oportunidade de conhecê-la melhor.

O aspecto mais importante de Liga da Justiça: Ano Um é recontar sua origem retirando obviamente Superman, Batman e Mulher-Maravilha como membros fundadores (algo que já havia sido feito desde a Crise dos anos 80).

No entanto a origem da LJA já havia sido mostrada em Superalmanque DC 1 – Origens Secretas.

Justice League Year One tem argumento de Mark Waid & Brian Augustyn, arte de Barry Kitson e cores de Pat Garrahy.

Na formação reeditada temos: Flash 2 (Barry Allen), Caçador de Marte (J’onn J’onzz), Canário Negro 2 (Dinah Lance), Aquaman (Arthur Curry Jr.) e Lanterna Verde 2 (Hal Jordan).

Nossa aventura começa com a equipe lutando contra sete alienígenas que escolheram nosso mundo como campo de batalha. A intenção dos aliens era lutarem entre si pra descobrir quem iria comandar o mundo deles (mais se depararam com os heróis citados).

Após esse primeiro conflito todos da equipe ficam se perguntando se haverá algo pra que se juntem novamente.

Então vemos, Barry trabalhando no DPCC, Dinah ajudando sua mãe na floricultura, Aquaman tendo problemas de convívio entre “os seres da superfície”, Hal confiante demais e o detetive John Jones agindo pelas ruas de Middleton.

O problema começa quando a caverna na qual deixaram escondidas duas criaturas alienígenas foi invadida pela organização secreta Locus. Tal fato serviu como motivo pra que a Liga se torna-se de vez uma equipe.

Depois de perderem pra Liga o Locus contatou Vandal Savage que utiliza alguns vilões pra combater a equipe recém formada.

Quando a LJA estava formalmente se apresentando foram atacados pelos vilões Solomon Grundy, Eclipso, Espinho e Cara de Barro. Essa prova de fogo serviu pra saberem se a equipe iria realmente vingar ou ser destruída.

Sinceramente o que se destaca nessa aventura é notarmos como foi surgindo a amizade entre os integrantes do grupo.

É óbvio que havia bastante divergência, pois Arthur era introvertido (pensando que ninguém o compreendia), Hal era convencido pra caçamba (confiando apenas no poder do anel), Dinah (só falava na Sociedade da Justiça) e Ajax (tinha medo das pessoas não o aceitarem). É justamente esse aspecto intimista da personalidade deles que torna a história cativante.

Há outros momentos interessantes, pois o Locus também contrata A Irmandade Negra, um grupo de vilões formado por Cérebro, Monsieur Mallah e Madame Rouge (recebendo ajuda da Patrulha do Destino).

Os integrantes da Patrulha se sentem como se fossem desajeitados e excluídos, mas são heróis que pra mim mereciam uma atenção maior da editora.

Tanto a Patrulha quanto a Irmandade participaram da versão dos Jovens Titãs, de 2005.

Continuando, também vemos a aventura contra Starro, aquela estrela do mar imbecil sendo homenageada.

Quando a Liga enfrenta o baixinho Xotar, vulgo Mestre das Armas recebe ajuda do Super. Lembrei que na edição Super-Homem # 143 (o mesmo acontecimento é relembrado).

Temos, Super-Homem: Ano Um “Herói” com argumento de Louise Simonson e desenhos de John Paul Leon.

Retornamos pra época em que Lois e Clark eram rivais nas reportagens, pois ela ainda o detestava por ter conseguido uma exclusiva com o Homem de Aço.

Após deter o sequestro de um trem, Clark retorna pra redação e através dos noticiários encontra o Morcegão e os heróis que irão formar a Liga da Justiça.

Detendo Magpie no museu de Gotham (Batman), um satélite no espaço acima de Coast City (Lanterna Verde), agindo numa nevasca provocada pelo Mago do Tempo (Flash), um furacão provocado pela fúria do deus Netuno (Aquaman) e um incêncio num prédio (Ajax).

Depois o Azulão auxilia a Liga na luta contra Xotar que criou uma ilusão fazendo-os lutarem entre si.

É uma aventura muito simples servindo apenas pra conhecermos a LJA e o Homem de Aço no período que estavam iniciando. Nessa edição há acontecimentos que nos conectam a fase de John Byrne, pois Clark descobre sobre sua origem kriptoniana.

Voltando, outro momento importante é o QG da equipe que estava sendo contruído naquela caverna em Happy Harbor. Snapper Carr era o faz tudo, mas sua função principal era instalação elétrica e dos computadores.

Lembrando que Snapper aparece no desenho da Liga como repórter e também no seriado da Supergirl. Interpretado por Ian Gomez, trabalha como editor-chefe da Catco Maganize (um baixinho chato e arrogante pra dedéu).

Continuando, só que o problema com o Locus ainda não havia terminado, porque a organização tinha seus próprios planos. Através do trabalho do Dr. Ivo e do Dr. TOMORROW ambos vilões geneticistas.

Fizeram experiências e construíram um exército enorme de criaturas usando o DNA alienígena.

A confusão só piorou, pois secretamente Ajax estava disfarçado conhecendo melhor cada integrante da equipe (e fazendo arquivos detalhados sobre os heróis da Liga).

Mais o plano de dominação mundial do Locus tornou-se mais fácil quando se apoderaram dos arquivos do Caçador tendo acesso aos nomes de todos os heróis que foram capturados.

Como se tudo isso ainda não fosse ruim havia um oitavo alien que estava planejando uma invasão pra derrotar os heróis.

A Liga consegue libertar todos os heróis cativos na Ilha dos Falcões Negros, porém a ameça é tão grande que somente a união de todos poderão salvar o mundo.

Pra mim a história em si já era boa, porém com a inclusão dos personagens: Os Combatentes da Liberdade, Guardiões Globais, Sociedade da Justiça, Homem-Animal entre vários outros foi uma diversão total.

Devido ao esforço e união da Liga conseguiram deter a invasão alienígena.

Liga da Justiça Ano Um é uma edição pra ser lida e relida quantas vezes você quiser, pois é empolgante contando em detalhes como ressurgiu a equipe mais adorada dos quadrinhos.

Só pra fechar anos depois a história foi relançada na Coleção Eaglemoss.

Espero que tenham gostado.

 

 

Imagens

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Mulher-Maravilha

É uma das minhas heroínas preferidas dos gibis e tem uma popularidade incrível.

Logo estaremos assistindo ao seu filme de origem nas telonas. A princípio ninguém gostou da escolha de Gal Gadot pra interpretá-la, porém sua aparição em Batman vs Superman deu um gás de esperança pra todos.

Só que houveram até boatos de que o filme seria ruim e a diretora Patty Jenkins correu imediatamente pra dar explicações.

Por enquanto podemos dizer que o trailer mostrado está bom mais pra piorar BvsS está cotadíssimo pra receber o prêmio Framboesa de Ouro. Um tipo de Oscar que premia as piores categorias: filme, ator principal e coadjuvante, atriz mesma que no masc., roteiro, diretor entre outras coisas mais.

Vamos esperar pra conferir e pra mim a adaptação ficou fracona, principalmente por dar destaque pro Morcegão sendo que o filme era do Super.

Felizmente já foi confirmado que haverá Homem de Aço 2 e que Henry Cavill irá retornar pro papel. Eu adoraria que Zack Snyder não fosse cotado pra diretor, mas parece que é querer demais.

Continuando, o grande problema da DC são os executivos da Warner que não tem visão de porcaria nenhuma e querem apenas conseguir verdinhas com o licenciamento de merchandising.

Mudando de assunto o desenho DC Super Hero Girls mostra as aventuras de Diana, Supergirl, Batgirl, Abelha, Katana entre outras personagens da editora.

Acompanhamos a vida das heroínas em aventuras curtas dentro da Super Hero High School. Aonde além de assistir aulas, devem aprender sobre seus poderes e também lhe dar com os tipos diferentes de personalidades.

Amanda Waller é a diretora da escola e temos a presença de vários personagens conhecidos como: Lanterna Verde, Mutano, Nuclear, Flash, Tornado Vermelho entre outros.

As confusões geralmente são aprontadas pela Arlequina e também pela Mulher-Leopardo. O conteúdo dos desenhos são mais leves destinado pra meninas entre 6 e 12 anos.

É uma chance de renovar o público focando nelas que estão acompanhando bastante esse universo que tanto adoramos. Só pra constar, a empresa Mattel lançou uma linha de brinquedos e actions figures desta versão.

Bom, no desenho Justice League Action podemos notar que a equipe ficou muito diferente da versão do Bruce Timm.

Eu confesso que sou fã de BT e sei que são novos tempos querem arranjar uma nova quantidade de fãs e bibibi e bobobo.

Já, Justice League Action está centrado na trindade Superman, Mulher-Maravilha e Batman temos um entrosamento maior entre os heróis dando chance até pra algumas piadinhas e o relacionamento entre Kal e Diana que surgiu durante os Novos 52 foi mantido.

Há também bastante cenas de ação e os personagens foram redesenhados ficando mais simples pra ajudar nas cenas de humor.

Deixo pra essa nova geração apreciar esse desenho, pois a Liga anterior de BT era mil vezes melhor e isso não há como negar nunca, pois é inesquecível pra mim.

No ano passado a Guerreira Amazona fez 75 anos e ao longo destas décadas teve diversas histórias, porém a versão de George Pérez pra mim foi uma das melhores e mais marcantes.

Recentemente seu passado foi reescrito, pois Diana agora é uma semideusa, filha de Zeus com a Rainha Hipólita.

Durante a década de 60, Diana perdeu seus poderes, tendo que adaptar-se aprendeu artes marciais e se tornou dona de uma loja (essa fase ficou famosíssima).

Lembro que na década de 90, Diana perdeu o manto pra Ártemis é uma das amazonas perdidas que que migraram pro Egito. Ela é descendente de Antíope, irmã de Hipólita (e sua tribo é Bana-Mighdall).

Quando a Rainha teve uma visão do futuro viu Diana morrendo e guardando esse segredo. Decidiu intervir afirmando que Diana não servia mais pra ser embaixadora no Patriarcado.

Houve um novo torneio das amazonas, mas Artemis só venceu através de uma artimanha de Hipólita que pediu a feiticeira Magala que conjurasse um feitiço pra ajudá-la.

Artemis tornou-se a nova Mulher-Maravilha recebendo o mesmo uniforme de sua antecessora (o laço da verdade, sandália de Hermes. tendo problemas devido a seu temperamento violento.

A fim de melhorar sua imagem contratou uma empresa de relações públicas. E realmente decidida a mudar estava ajudando imigrantes oprimidos e mulheres que sofreram abuso sexual. Só que secretamente a empresa era comandada pelo vilão Mago Branco e Artemis morreu combatendo-o.

Nessa época, Diana até mudou de uniforme usando um bustiê e bermuda pretos com uma jaquetinha azul. A mudança de uniforme causou polêmica, foi um assunto muito discutido em 2010 e acho que ainda continua sendo, mas colocaram uma calça na personagem (dando um visual bem diferente).

Eu até era contra, porém na verdade independente do modelo usado pra heroína espero que mantenham ótimas histórias pra que nós possamos acompanhar.

Outro fato quase desconhecido dos leitores é que além de Donna Troy, Diana também tem outra irmã.

Núbia é uma Mulher-Maravilha afro-descendente e foi a primeira heroína negra dos quadrinhos. Tem os mesmos poderes que sua irmã, no entanto Núbia foi raptada quando criança e quando retornou teve um confronto com Diana.

Tudo não passava de um ardil do deus Ares mais com o passar do tempo a personagem foi jogada no limbo.

Só pra constar, na série animada Os Joven Titãs em Ação teve um episódio no qual a equipe foi pra Sala da Justiça. Quero acrescentar que a Sala é uma lembrança agradável da molecada que assistiu ao desenho dos Super Amigos (eu sou um deles).

Continuando, na intenção de fugirem acabam entrando no local dos uniformes da Liga e vemos Robin de Batman, Cyborg de Lanterna Verde, Estelar de Flash, Mutano de Ajax e Ravena de Mulher-Maravilha.

É óbvio que aprontaram grandes confusões tendo que salvar a Liga de Darkseid em Apokolips, mas coisas ruins sempre acontecem com eles.

E temos outro momento marcante quando Vic voa ao redor do planeta (lembrando o clássico Super-Homem: O Filme, de 1978).

É um dos raros episódios desta versão dos Titãs que eu gosto de ver, porque na maioria das vezes o humor deles é tão louco que chegar a ser chato.

Pra fechar, quando a heroína fez 75 anos no passado foi admitida como embaixadora honorária da ONU, mas essa indicação teve problemas. O fato é que estão implicando por causa das pin-ups sensuais que são feitas da personagem.

E que seria melhor que colocassem uma pessoa de verdade. Eu até concordo mais seria melhor se nem tivessem indicado. Só que já fizeram isso e destituí-la do cargo seria uma forçada de barra ridícula.

É inegável que a Mulher-Maravilha serve de inspiração pra milhares de moças, mulheres e meninas ao redor do mundo inteiro e retirá-la de sua nomeação seria uma bobagem grandíssima.

O fato de existirem diversas pin-ups da heroína vai de encontro ao princípio de direito de liberdade de expressão que tanto os americanos apregoam.

A heroína tem diversas representação através da décadas. Confira na galeria abaixo algumas imagens da Mulher-Maravilha que garimpei na web