Liga da Justiça: Ano Um

Essa história foi lançada originalmente no gibi Os Melhores do Mundo 21 a 25, da Editora Abril, em 1999.

Pra quem gosta da equipe eis aqui uma ótima oportunidade de conhecê-la melhor.

O aspecto mais importante de Liga da Justiça: Ano Um é recontar sua origem retirando obviamente Superman, Batman e Mulher-Maravilha como membros fundadores (algo que já havia sido feito desde a Crise dos anos 80).

No entanto a origem da LJA já havia sido mostrada em Superalmanque DC 1 – Origens Secretas.

Justice League Year One tem argumento de Mark Waid & Brian Augustyn, arte de Barry Kitson e cores de Pat Garrahy.

Na formação reeditada temos: Flash 2 (Barry Allen), Caçador de Marte (J’onn J’onzz), Canário Negro 2 (Dinah Lance), Aquaman (Arthur Curry Jr.) e Lanterna Verde 2 (Hal Jordan).

Nossa aventura começa com a equipe lutando contra sete alienígenas que escolheram nosso mundo como campo de batalha. A intenção dos aliens era lutarem entre si pra descobrir quem iria comandar o mundo deles (mais se depararam com os heróis citados).

Após esse primeiro conflito todos da equipe ficam se perguntando se haverá algo pra que se juntem novamente.

Então vemos, Barry trabalhando no DPCC, Dinah ajudando sua mãe na floricultura, Aquaman tendo problemas de convívio entre “os seres da superfície”, Hal confiante demais e o detetive John Jones agindo pelas ruas de Middleton.

O problema começa quando a caverna na qual deixaram escondidas duas criaturas alienígenas foi invadida pela organização secreta Locus. Tal fato serviu como motivo pra que a Liga se torna-se de vez uma equipe.

Depois de perderem pra Liga o Locus contatou Vandal Savage que utiliza alguns vilões pra combater a equipe recém formada.

Quando a LJA estava formalmente se apresentando foram atacados pelos vilões Solomon Grundy, Eclipso, Espinho e Cara de Barro. Essa prova de fogo serviu pra saberem se a equipe iria realmente vingar ou ser destruída.

Sinceramente o que se destaca nessa aventura é notarmos como foi surgindo a amizade entre os integrantes do grupo.

É óbvio que havia bastante divergência, pois Arthur era introvertido (pensando que ninguém o compreendia), Hal era convencido pra caçamba (confiando apenas no poder do anel), Dinah (só falava na Sociedade da Justiça) e Ajax (tinha medo das pessoas não o aceitarem). É justamente esse aspecto intimista da personalidade deles que torna a história cativante.

Há outros momentos interessantes, pois o Locus também contrata A Irmandade Negra, um grupo de vilões formado por Cérebro, Monsieur Mallah e Madame Rouge (recebendo ajuda da Patrulha do Destino).

Os integrantes da Patrulha se sentem como se fossem desajeitados e excluídos, mas são heróis que pra mim mereciam uma atenção maior da editora.

Tanto a Patrulha quanto a Irmandade participaram da versão dos Jovens Titãs, de 2005.

Continuando, também vemos a aventura contra Starro, aquela estrela do mar imbecil sendo homenageada.

Quando a Liga enfrenta o baixinho Xotar, vulgo Mestre das Armas recebe ajuda do Super. Lembrei que na edição Super-Homem # 143 (o mesmo acontecimento é relembrado).

Temos, Super-Homem: Ano Um “Herói” com argumento de Louise Simonson e desenhos de John Paul Leon.

Retornamos pra época em que Lois e Clark eram rivais nas reportagens, pois ela ainda o detestava por ter conseguido uma exclusiva com o Homem de Aço.

Após deter o sequestro de um trem, Clark retorna pra redação e através dos noticiários encontra o Morcegão e os heróis que irão formar a Liga da Justiça.

Detendo Magpie no museu de Gotham (Batman), um satélite no espaço acima de Coast City (Lanterna Verde), agindo numa nevasca provocada pelo Mago do Tempo (Flash), um furacão provocado pela fúria do deus Netuno (Aquaman) e um incêncio num prédio (Ajax).

Depois o Azulão auxilia a Liga na luta contra Xotar que criou uma ilusão fazendo-os lutarem entre si.

É uma aventura muito simples servindo apenas pra conhecermos a LJA e o Homem de Aço no período que estavam iniciando. Nessa edição há acontecimentos que nos conectam a fase de John Byrne, pois Clark descobre sobre sua origem kriptoniana.

Voltando, outro momento importante é o QG da equipe que estava sendo contruído naquela caverna em Happy Harbor. Snapper Carr era o faz tudo, mas sua função principal era instalação elétrica e dos computadores.

Lembrando que Snapper aparece no desenho da Liga como repórter e também no seriado da Supergirl. Interpretado por Ian Gomez, trabalha como editor-chefe da Catco Maganize (um baixinho chato e arrogante pra dedéu).

Continuando, só que o problema com o Locus ainda não havia terminado, porque a organização tinha seus próprios planos. Através do trabalho do Dr. Ivo e do Dr. TOMORROW ambos vilões geneticistas.

Fizeram experiências e construíram um exército enorme de criaturas usando o DNA alienígena.

A confusão só piorou, pois secretamente Ajax estava disfarçado conhecendo melhor cada integrante da equipe (e fazendo arquivos detalhados sobre os heróis da Liga).

Mais o plano de dominação mundial do Locus tornou-se mais fácil quando se apoderaram dos arquivos do Caçador tendo acesso aos nomes de todos os heróis que foram capturados.

Como se tudo isso ainda não fosse ruim havia um oitavo alien que estava planejando uma invasão pra derrotar os heróis.

A Liga consegue libertar todos os heróis cativos na Ilha dos Falcões Negros, porém a ameça é tão grande que somente a união de todos poderão salvar o mundo.

Pra mim a história em si já era boa, porém com a inclusão dos personagens: Os Combatentes da Liberdade, Guardiões Globais, Sociedade da Justiça, Homem-Animal entre vários outros foi uma diversão total.

Devido ao esforço e união da Liga conseguiram deter a invasão alienígena.

Liga da Justiça Ano Um é uma edição pra ser lida e relida quantas vezes você quiser, pois é empolgante contando em detalhes como ressurgiu a equipe mais adorada dos quadrinhos.

Só pra fechar anos depois a história foi relançada na Coleção Eaglemoss.

Espero que tenham gostado.

 

 

Anúncios

DC: Um Milhão

justice-legion-a

Essa aventura teve roteiro de Grant Morrison, arte de Val Semeiks e foi mostrada numa minissérie principal contendo 4 edições sob o título ‘”Um Milhão”.

No entanto também estava conectada com os gibis mensais de alguns heróis da editora, em 2000.

As edições que mostraram essa aventura foram Super-Homem # 39, Batman Vigilantes de Gotham # 39, Melhores do Mundo # 27, Super-Homem: O Homemde Aço # 11 e Batman # 39.

Lembro que na época junto com o gibi DC Um Milhão # 1 veio uma caixa preta pra guardarmos todas as revistas da saga.

Eu fiquei bastante impressionado, porque conheci a Legião da Justiça A, uma equipe do século 853. Eles pertencem a um futuro muito mais longínquo e distante daquele que lemos na Legião dos Super-Heróis.

A Legião da Justiça A era formada por versões futuristas do Super-Homem (Kal Kent), Mulher-Maravilha (Deusa da Verdade), Batman, Flash (John Fox), Aquaman, Homem-Hora (Matthew Tyler, um andróide) e Starman (Farris Knigth).

Outro aspecto interessante sobre esses heróis é que cada um deles defende um planeta inteiro. E não apenas uma cidade como vemos normalmente nos gibis.

É que nesse futuro a humanidade havia se espalhado por todo sistema solar.

Então temos: Super-Homem defendendo a Terra, Mulher-Maravilha no planeta Vênus, Batman numa colônia penal em Plutão, Flash defendendo Mercúrio, Aquaman em Netuno e Homem-Hora suponho que seja Saturno, pois defende o tempo e o espaço.

Apenas, Starman fica numa estação espacial monitorando Solaris, aonde ficava o planeta Urano.

Na trama, o kriptoniano que foi chamado de Super-Homem I estava retornando após séculos em seu exílio no sol. Onde sua Fortaleza da Solidão fica e também concede superpoderes pra seus descendentes (desde que continuem a proteger a Terra).

E a equipe do futuro querendo promover uma grande festividade veio convocar a Liga da Justiça propondo-lhes desafios num tipo de Roma antiga igual aos gladiadores.

Os heróis da LJA que viajaram pro futuro foram: Kal, Diana, Arthur, Kyle, Wally e Bruce (que havia sido raptado pelo Batman futurista).

Infelizmente como nem tudo é fácil na vida de quem está na Liga. O vilão Vandal Savage detona uma bomba atômica em Montevidéu, no Uruguai causando uma catástrofe sem precedentes.

Pra piorar seu plano de dominação ainda incluia lançar outras ogivas nucleares, porém os Titãs tentaram impedi-lo mais foram capturados. E tivemos mísseis lançados com esses heróis dentro deles: Super-Moça (Kara Zor-El), Tempest (Garth) e Arsenal (Roy Harper).

Só pra constar na série animada da Liga, Savage também lança um míssil nuclear durante o episódio “No Além”.

Voltando, nesta aventura temos a inclusão do herói Ressureição (Mitchel Shelley), um imortal e também inimigo de Savage.

A trama fica mais complexa a partir do momento que a LJA viaja pro futuro, pois um vírus da loucura foi disseminado se alastrando pelo mundo inteiro (e causando um caos inimaginável).

A única solução que a Legião da Justiça A encontrou foi criar Solaris, o Computador Estelar, uma ameaça intergaláctica que tornou-se inimigo do Azulão através dos séculos.

Enquanto isso no futuro além de ter que enfrentar os desafios que lhe foram impostos a Liga também sofre com a desconfiança de todos. Na neuronet foi divulgada uma informação que todos eram impostores.

Só pra constar a neuronet é uma internet conectada diretamente ao cérebro das pessoas (algo que torna o cohecimento como sua moeda mais importante).

Bom, essa confusão toda não passava de um plano em conjunto arquitetado por Savage que ainda estava vivo naquela época distante, mas com o auxílio do Sol vivo.

DC: Um Milhão (DC One Million, no original) é uma aventura que põe nossa imaginação pra funcionar ao vermos um futuro tão longínquo (repleto de tecnologias tipo aquelas que vemos nos animes japoneses).

E pra mim é muito empolgante, pois a melhor parte nesta extensa aventura é podermos ver os descentes ou sucessores de nosso heróis preferidos.

Vou citar apenas a Legião da Justiça B, uma equipe que mais parece uma versão futurista dos Titãs. Nela temos Tróia, Asa Noturna, Aqualad e Arsenal (que obviamente lembram Donna, Dick, Garth e Roy).

Deixe algum comentário.

 

 

 

 

 

 

 

The Flash – Personagens – Segunda Parte

danielle_panabaker_killer_frost

A segunda temporada do seriado do Flash veio pra consolidar o sucesso que presenciamos anteriormente.

Então confira meus comentários sobre as diferenças dos personagens dos quadrinhos e da telinha.

A Dra. Caitlin Snow (Danielle Panabaker), é uma bioengenheira do Star Labs. Snow era noiva e se casou com Ronnie Raymmond que por sua vez unindo-se ao ao professor Martin Stein formam o Nuclear (Firestorm, no original).

crystal-frost-Killer_Frost_01

Nos gibis Catlin Snow é a atual vilã Nevasca (Killer Frost), mas outras mulheres já usaram esse codinome. A primeira foi Crystal Frost, uma cientista apaixonada pelo professor Martin Stein.

Após saber que o sentimento não era recíproco decidiu trabalhar num prjeto no Ártico. Infelizmente acabou se trancando numa câmara fria sendo transformada e capaz de absorver calor de seres vivos (projetando frio e gelo).

Nevasca tornou-se inimiga do Nuclear enfrentando-o diversas vezes e acabou morrendo ao tentar absorver muita energia do herói.

A segunda Nevasca foi a Dra. Louise Lincoln que era amiga de Crystal Frost. Quando sua amiga morreu decidiu fazer a mesma experiência consigo mesma.

Era um tipo de homenagem pra sua mentora, porém tornou-se cruel e fria partindo com uma vingança pessoal contra o Nuclear (culpando-o pela morte de Crystal).

A segunda Nevasca participou do Esquadrão Suicida e se eu não me engano é ela quem  estava na excelente animação Batman: Ataque ao Arkham.

Surgida durante o reboot dos Novos 52 temos a terceira Nevasca que foi Loren Fontier.

Nesta versão Jason Rusch e Ronnie Raymond são colegas de escola e ganham seus poderes ao mesmo tempo. Mais uma célula terrorista ataca a escola e nesse grupo está Loren Fontier que estava decidida a mata-los (para conseguir a Matrix do Nuclear).

Quando ela estava presters a extermina-los ambos se unem formando o herói, porém houve uma explosão. E descobrimos que Loren foi transformada em Nevasca.

Catlin Snow é a quarta mulher a usar o codinome de Nevasca. Catlin era uma cientista dos Laboratórios Star que havia sido enviada pro Ártico num posto de pesquisas. Ela estava trabalhando num motor termodinâmico, mas Agentes da C.O.L.M.E.I.A se infiltraram no laboratório tentando matar a doutora jogando-a no motor.

Só que se corpo se fundiu ao gelo transformado-a num tipo de “vampira de calor”, Snow matou todos os agentes e saiu em busca de outras fontes para se aquecer.

Nevasca acabou descobrindo que os poderes do Nuclear poderiam curar sua ansia por calor, no entanto quando ele foi dado como morto pelo Sindicato do Crime perdeu suas esperanças de ser curada.

Quero ver como irão mostrar a transformação de Catlin no seriado em Nevasca?

E pra fechar no excelente episódio da Liga Sem Limites, “Em Outras Terras”, temos a história do Príncipe Viking. Seu navio foi encontrado numa geleira e a Diana estava lá participando de uma reunião da ONU.

Destaco a participação da Nevasca e também do Caçador de Marte que tenta compreender a humanidade e deixa a Liga por algum tempo.

Nuclear-Dc-Comics

Só pra constar devo comentar também que no seriado tivemos uma versão do Nuclear (Firestorm, no original). Interpretado pela fusão da dupla Ronnie Rammond (Robbie Amell) e Dr. Martin Stein (Victor Garber).

Nos gibis a primeira versão do herói de fogo também era formado por eles. Ronnie era um estudante e Stein Prêmio Nobel de Física e ambos foram pegos num acidente nuclear que lhes concedeu a capacidade de se fundirem no herói.

A parte interessante é que a personalidade de Ronnie se sobresaia sobre o professor que servia como uma voz da razão na mente do Nuclear (algo que foi mostrado na série).

Além de poder voar, o Nuclear possui força fora do comum e a incrível capacidade de controlar a matéria transformando-a em qualquer coisa que quiser.

Na última versão do clássico desenho dos Super Amigos seu nome ficou conhecido como Tempestade.

Quase no final da década de 80, o Nuclear foi reescrito como um “Elemental do Fogo” (tipo o Monstro do Pântano que é Elemental do Verde).

Ao longo dos anos houveram algumas mudanças como a fusão de Ronnie com Mikhail Denisovitch Arkadin, um russo. Porém depois mudaram novamente seus status quo pro normal.

Durante a ótima Crise de Identidade, Ronnie foi  transpassado por uma espada mágica explodindo. Então sua energia fundiu-se a Jason Rusch que transformou-se no novo Nuclear. A grande diferença é que agora pode se fundir com qualquer pessoa e Ronnie está apenas como espírito dentro do herói.

Na telinha após o sumiço de Raymond o professor estava morrendo e o pessoal do Star procurou uma outra pessoa que pudesse formar o herói.

Jay Jackson (Franz Drameh), um ex-atleta do colégio que sofreu um grave ferimento e pra sobreviver trabalha como mecânico faz parte do novo alter-ego do Nuclear.

jesse-quick

E realmente pra fechar nesta segunda temporada o Dr.Wells teve sua filha sequestrada pelo Zoom.

Seu nome é Jesse Quick (Violett Beane), porém nos quadrinhos Jesse Chambers é uma velocista. Filha dos heróis Johnny Quick e Liberty Belle ambos da Era de Ouro (ela tem os poderes de ambos).

Jesse Quick usa a fórmula de seu pai para ganhar super velocidade (3×2 (9yz) 4a). Se eu não me engano é uma velocista que pode voar. Durante algum tempo, Jesse adotou o codinome de sua mãe Liberte Belle II. Ela já participou das equipes Sociedade da Justiça, Novos Titãs e Liga da Justiça.

Vamos esperar pra saber se a versão da heroína no seriado irá ganhar ou não superpoderes?

Quanto a Mulher Gavião (Ciara Renée) e o Gavião Negro (Peter Francis James) foi muito empolgante ver como aproveitaram a história deles na telinha. No entanto já fiz  postagens sobre os campeões alados há algum tempo atrás.

A participação do Gavião e da Mulher Gavião no crossover entre The Flash e Arrow irá futuramente culminar na série Legends of Tomorrow.

Quero acrescentar que já promete pela presença de Rip Hunter, um viajante do tempo que nos gibis participa do grupo Homens Lineares.

Na série Hunter formará uma equipe mista entre heróis e vilões para deter Vandal Savage que almeja destruir o próprio tempo.

Relembre aqui da primeira parte.

Se gostou deixe algum comentário, mas se não gostou deixe um comentário também.

 

 

Vidas Paralelas se Encontram no Infinito

super-powers-17

O título é grande pra caramba e chama bastante atenção, porque pra mim desde da primeira vez que li sempre me pareceu um poema.

Só pra constar, essa aventura foi lançada por aqui na clássica edição Super Powers # 17, em 1990.

Nela temos argumento e também arte feita a quatro mãos pelos mestres John Byrne e Jerry Ordway.

Era uma continuação direta da edição Super Powers # 11 que reintroduziu o Superboy nas histórias do Homem de Aço. Bom, pra quem não lembra após a Crise nas Infinitas Terras todo o passado do Azulão havia sido apagado da continuidade.

E durante a reformulação feita por Byrne veio a afirmação de que o Super-Homem nunca havia sido Superboy. Já que Clark assumiu sua cueca por sobre a calça quando adulto.

Continuando, a LSH tem sua origem atrelada ao Superboy, pois foram inspirados pelos atos do jovem herói que viajavam através de uma bolha do tempo pra se encontrar com o Garoto de Aço.

No Pós-Crise as histórias do Menino de Aço foram desconsideradas causando um grande alvoroço entre os fãs americanos, mas choveram cartas reclamando quanto a isso.

E Byrne veio com a ideia da existência do Mundo Compacto, uma realidade alternativa criada pelo Senhor do Tempo, arqui-inimigo da Legião dos Super-Heróis.

Essa aventura pra nós brasileiros foi lançada na edição citada acima. Uma história em que o Super conhece a LSH quando acabam vindo parar em nossa realidade.

É claro que surge um confronto entre eles, pois acham que Kal se esqueceu das aventuras que tiveram no passado (só que isso nunca ocorreu no Pós-Crise).

Durante a luta o Superboy aparece e o Homem de Aço atônito vai procura-lo indo parar em Pequenópolis (Smallville era chamada assim há algum tempo atrás). Pertencente ao Mundo Compacto que foi inspirado nas histórias surgidas durante a Era de Prata do Menino de Aço.

Pra encurtar, Kal descobre a tramóia do Senhor do Tempo que havia criado uma máquina que mantinha aquela realidade fora do trelele que rolava com a onda de destruição causa pela antimatéria.

E infelizmente, o Superboy se sacrificou heroicamente para salvar seu mundo.

Fato que nos leva a história deste texto, pois aqui presenciamos o surgimento da nova Supergirl, uma Lana Lang criada por Lex Luthor desta realidade alternativa que era feita de protomatéria.

lana-lang

Lembrando que a minha querida Supergirl conhecida pelos fã durante a Era de Prata também havia morrido assassinada pelo vilão Antimonitor. Acontecimento trágico e marcante visto durante a Crise dos anos 80 (se sacrificando para salvar seu primo).

Voltando, essa nova Moça de Aço veio do Mundo Compacto que estava sem a proteção do Superboy seu único e maior herói.

Lex Luthor era bem diferente do careca que adoramos odiar, pois era um cientista benevolente que sem conhecimento algum acabou libertando três criminosos da Zona Fantasma: General Zod, Quex-Ul e Zaora, uma versão da vilã Faora.

Após a morte dos Kent, Lex foi pra Pequenópolis procura-lo, mas o herói já havia morrido sem eles saberem.

Junto a Lana Lang e Peter Ross estava procurando enviar uma mensagem pro Garoto de Aço no futuro. Até que encontraram Zod que havia enganado Lex afirmando ser tio do jovem herói e acaba libertando-os de sua prisão.

Durante dez anos os vilões causaram diversas destruições a humanidade do Mundo Compacto e Lex  construiu uma resistência humana contra eles.

Vemos versões de personagens que em nosso mundo se tornaram lendários heróis como: Bruce Wayne, Hal Jordan e Oliver Queen que durante as batalhas acabaram morrendo.

Uma das cenas mais impactantes da edição foi ver o trio de criminosos kriptonianos perfurando a crosta terrestre. Sua intenção era chegar ao centro da Terra fato conseguido que jorrou milhões de litros de água sobre o magma destruindo o equilíbrio atmoférico do planeta (assim como diversas espécies).

Tamanha crueldade exterminou com cinco bilhões de vidas naquele mundo e o Super-Homem teve que tomar a decisão mais difícil de toda sua vida.

Diante da afirmação de Zod que faria o mesmo em nossa Terra, Kal como único recurso agiu como Juiz, Juri e Executor.

Sendo que primeiro utilizando a Kriptonita Dourada removeu pra sempre os poderes dos kriptonianos e depois com Kriptonita Verde matou aqueles vilões.

O herói retorna do Mundo Compacto acompanhado de sua única sobrevivente a Supergirl/Matriz que havia retornado ao estado de protomatéria.

Deixando-a aos cuidados de seus pais na fazenda. Os acontecimentos daquela realidade alternativa tiveram consequências drásticas na vida do Azulão, pois ele se exilou no espaço em aventuras posteriores.

Nesta época foi quando acabou indo parar no Mundo Bélico enfrentando o vilão  Mongul e também conhecendo o artefato kriptoniano que se transformou no Erradicador.

Na série animada da Liga também tivemos uma ótima adaptação desta aventura com Kal e Ajax (mostrada no Planeta Arena).

absolute-power

Voltando, pra quem se assustou ao ver Kal-El matando Zod em Superman: O Homem de Aço.

Talvez não tivesse conhecido essa aventura, mas temos outras histórias do Superman na quais aconteceram dele matar.

A mais emblemática dela foi sua própria morte quando lutou de maneira implacável contra o monstro Apocalypse e ambos caíram exaustos sem vida.

Outra edição que se não me falha a memória foi Superman & Batman # 6 da Panini Comics que foi lançada, em 2005.

Durante essas histórias tivemos o arco Poder Absoluto que mostrava os Melhores do Mundo numa realidade alternativa em que se tornavam controladores tiranos da Terra.

Nesse mundo os heróis havia sido criados pela Legião dos Super-Vilões, uma equipe inimiga da LSH vinda também do sec. XXXI.

A equipe de vilões é formada por: Rainha Satúrnia, Rei Cósmico e Lorde Relâmpago versões malignas dos principais integrantes da Legião.

Numa batalha feroz em que Batman morre, Kal luta contra a Mulher-Maravilha matando-a de forma impiedosa com seu próprio laço da verdade (cena fortíssima muito impactante).

Só pra constar na série animada da Liga da Justiça temos o episódio “No Além”, aonde vemos um grupo de supervilões conspirando pra matar o Azulão.

O Mestre dos Brinquedos atira um raio que aparentemente mata Kal, mas na verdade ele havia sido jogado 30 mil anos no futuro. Lá encontramos Vandal Savage como único sobrevivente da raça humana (todo esse holocausto foi provocado por ele).

Ambos desenvolvem uma amizade e Clark precisa lutar contra baratas geneticamente alteradas pra sobreviver. Ele consegue retornar graças a energia de um sol miniatura que energiza a máquina do tempo que Savage tinha em seu laboratório.

E aonde fica a morte nisso tudo? Quando o Super chegou nesse futuro foi perseguido por uma alcatéia de lobos e pra sobreviver teve que lutar contra o líder deles.

Após mata-lo Clark tornou-se o macho alfa e os lobos passaram a segui-lo.

Bom, quem disse que Superman não mata está redondamente enganado esses foram apenas alguns acontecimentos que lembrei fuçando minha memória, porém pesquisando mais a fundo deve se encontrar outras situações.

As edições Super Powers # 11 e 17 foram lançadas com a intenção de homenagear Kal-El que na época estava se tornando cinquentão.

E só pra fechar a edição 17 finaliza homenageando Mort Weisinger e Otto Binder que foram o editor e roteirista que ajudaram no surgimento da Moça de Aço na Era de Prata.

Temos também fichas de Jerry Siegel e Joe Shuster que todos estamos cansados de saber foram os criadores do Azulão.

Mais do meu ponto de vista ao invés de Siegel e Shuster deveria ter algo sobre Al Plastino o desenhista que fez a arte da Supergirl naquele período.

Se gostou do texto deixe algum comentário, mas se não gostou deixe também.