Os Trapalhões

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Pra mim o grupo é o maior fenômeno da comédia nacional de todos os tempos.

Seu estilo obviamente estava conectado com o dos Três Patetas, O Gordo e o Magro e também da dupla Bud Spencer e Terence Hill.

Lembro de quando eu era moleque que o programa dos Trapalhões era transmitido de noite.

Um detalhe muito importante é que ninguém ficava na rua, então todo mundo sentava no sofá e ficava assistindo era incrível (e só depois tínhamos o Fantástico pra fechar a noite de domingo).

Os Adoráveis Trapalhões foram criados por Wilton Franco e surgiram pela primeira vez na antiga TV Excelsior, em 1966.

Nessa época o grupo era formado por Wanderley Cardoso (fazia o tipo galã), Ivon Cury (tipo diplomata), o famoso lutador de telecatch Ted Boy Marino (o esquentadinho), Didi Mocó (Renato Aragão – o palhaço do grupo) e Dedé Santana (Manfried Sant’anna).

No início dos anos 70, Renato Aragão, Dedé Santana, Roberto Guilherme e Mussum (Antônio Carlos Bernardes Gomes), um pagodeiro do grupo Os Originais do Samba.

Foram trabalhar na TV Record no programa humorístico Os Insociáveis, porém na TV Tupi e a inclusão do Zacarias (Mario Faccio Gonçalves) o grupo se tornou Os Trapalhões fazendo muito sucesso.

Já em 1977 o grupo foi contratado pela Rede Globo através do Boni (José Bonifácio de Oliveira) e o resto entrou pra história.

O estilo dos Trapalhões em matéria de humor nacional é incomparável seja pela esperteza nordestina do Didi, o jeito meio bobo do Dedé, a malandragem carioca do Mumu da Mangueira e sua forma engraçada de falar cacildis entre outras coisas.

E também não poderia esquecer da forma infantil que o Zacarias se apresentava, um menino grande, mas quando sua peruca caia era hilário.

Geralmente o programa apresentava esquetes com situações cômicas entre os integrantes. Algumas vezes o trio Dedé, Mussum e Zacarias arranjavam alguma coisa pra sacanear o Didi (só que sempre dava errado).

Havia homenagens pra artistas nacionais tipo: Roberto Carlos, Ritchie, Chico Buarque, Gonzaguinha, Fábio Jr. tudo encenado por eles de uma maneira muito doida.

Ou ainda as paródias dos super-heróis com: Didi de Super-Homem, Dedé de Batman, Zacarias de Robin (na época tinha aquela bobeira de insinuar que o Morcegão era homossexual).

Mussum já surgiu interpretando Superman, Flash, Capitão Marvel e  também O Fantasma, mas era muito divertido quando vinha de Nega Maravilha.

É inegável que a enorme popularidade do grupo veio por causa do carisma deles unidos. No entanto não podemos negar que também se deve a extensa lista de colaboradores que ao longo dos anos ajudaram a criar o sucesso do quarteto.

Tipo Roberto Guilherme, o eterno Sargento Pincel, Tião Macalé (com seu bordão “Nojento!”), Felipe Levy, Jorge Lafond, Carlos Alberto de Nóbrega, Arnaud Rodrigues, Maurício Sherman entre vários outros.

Os Trapalhões entraram pro Livro Guinness dos Recordes Mundiais como o programa humorístico de maior duração da telinha (foram trinta anos no ar).

Só pra constar o programa foi vendido pra outros países: Portugal, Estados Unidos, Canadá e Angola.

Infelizmente o programa havia perdido um pouco da graça pra mim quando o Zacarias morreu, em março de 1990. E pra piorar o grupo realmente se desfez quando perdemos o Mussum em julho de 1994.

Os Trapalhões tem uma extensa filmografia contando com 47 filmes. Dizem as lendas que os filmes eram feitos baseados em livros, fábulas e filmes internacionais.

Só pra constar, inicialmente os filmes apresentavam Renato Aragão e Dedé Santana como protagonistas.

Entre os quais cito: Na Onda do Iê-Iê-Iê (1966), Adorável Trapalhão (1966), A Ilha dos Paqueras (1967), Ali Babá e os 40 Ladões (1972), Aladim e a Lâmpada Maravilhosa (1973), Robin Hood, O Trapalhão da Floresta (1973), O Trapalhão na Ilha do Tesouro (1974) e Simbad, o Marujo Trapalhão (1975). Já O Trapalhão no Planalto dos Macacos (1976) tem a primeira participação do Mussum.

Fato marcante é que há alguns anos atrás Os Trapalhões lançavam filmes na época das férias e sempre rendiam uma bilheteria absurda.

Vou comentar apenas os meus preferidos e aqueles que lembro de ter assistido.

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Simbad, o Marujo Trapalhão – 1975

Se não me falha a memória havia uma época na Rede Globo que tínhamos uma semana com filme dos Trapalhões, na outra Jerry Lewis, depois Roberto Carlos e também Elvis Presley. Obviamente não lembro se foi nesta ordem, no entanto foram esses que vi na telinha.

Simbad, o Marujo Trapalhão surgiu inspirado em Simbá, o Marujo do Livro As Mil e Uma Noites e foi dirigido por J.B. Tanko.

Como curiosidade, foi um recorde de bilheteria com mais de 4 milhões de espectadores algo totalmente fora do comum pros padrões atuais.

Na trama, Kiko (Renato Aragão) e Duda (Dedé Santana) trabalham num circo e se envolvem num grande confusão, pois Kiko é confundido com Simbad (Edson Rabello), um trapezista famosíssimo.

Pra piorar a situação ele e Duda foram raptados pelos comparsas do mágico Ali Tuffi (Carlos Kurt) que possui o poder do gênio da lâmpada mágica. Só que precisa do trapezista que é descente do marujo pra localizar a pedra filosofal (sua intenção é ficar bastante rico).

Querendo ajudar seus amigos, o verdadeiro Simbad e sua namorada Luciana (Rosina Malbouisson) também se tornam prisioneiros no navio dos bandidos.

Simbad, o Marujo Trapalhão é um filme divertido e muito engraçado, pois Renato apronta grandes confusões. A melhor parte é vermos muitas cenas de ação com perseguições, lutas e correria.

O vilão Carlos Kurt rouba a cena quando surge e também participa de outros filmes dos Trapalhões. Não devo mentir que apresenta algumas cenas muito surreais , porém isso faz parte dos filmes do grupo.

E por falar em grupo neste filme temos somente Renato Aragão e Dedé Santana como principais, pois Mussum e Zacarias ainda não haviam ingressado nos Trapalhões.

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Os Trapalhões Nas Minas do Rei Salomão – 1977

Vale a pena lembrar que este filme foi a maior bilheteria dos Trapalhões, contando com 5,8 milhões de pessoas que foram assisti-lo e ocupando o 6º lugar no ranking de maior público na história do cinema nacional.

Na trama, os amigos Pilo (Renato Aragão) e Duka (Dedé Santana) sobrevivem de brigas simuladas nas praças e feiras públicas. Enquanto Fumaça (Mussum) pega o dinheiro das apostas.

Num dia, Glória (Monique Lafond) presencia a trapaça deles e acredita ter encontrado guerreiros formidáveis. Então, contrata o trio numa expedição até as minas do Rei Salomão, pois seu pai o arqueólogo Aristóbulo (Carlos Kurt) foi feito prisioneiro.

Ela oferece como prêmio um grandioso tesouro que há nas minas, no entanto a única pista que há é um medalhão pra encontrar o lugar.

Logo, Pilo se apaixona pela moça, mas Glória fica interessada por Alberto (Francisco Di Franco, outro integrante da expedição. Só que não será fácil achar tal tesouro, pois além da bruxa malvada  (Vera Setta) existem diversos outros perigos a serem enfrentados durante o caminho.

Lembrando que nesse período o Zacarias ainda não fazia parte do grupo.

Esse filme é muito marcante pra mim por causa do cachorro Lupa que morria no final (fato que me deixou muito triste na época que vi). Porém graças a um pó mágico o simpático cãozinho ressuscita pra nossa alegria.

Lembro que havia uma fórmula já utilizada em outros filmes que consistia do Renato ficar apaixonado pela mocinha (enquanto ela gostava do bonitão da vez).

Havia um tipo de tristeza em sua atuação que nos conectava diretamente com o inesquecível Carlitos, interpretado por Charles Chaplin.

Continuando, é lógico que atualmente veremos diversos furos no roteiro, efeitos especiais e nas interpretações, mas sinceramente é um filme feito pra família com o intuito de divertir e esquecer do problemas.

OS TRAPALHÕES NA GUERRA DOS PLANETAS

Os Trapalhões na Guerra dos Planetas – 1978

Dirigido por Adriano Stuart, é o primeiro filme que tem a participação do quarteto de comediantes e historicamente uma de suas maiores bilheterias no cinema nacional.

Perdendo somente pro filme citado acima e também para Os Saltimbancos Trapalhões (1981).

Obviamente, Os Trapalhões na Guerra dos Planetas surgiu inspirado no estrondoso sucesso do filme Star Wars IV: Uma Nova Esperança, dirigido por George Lucas, em 1977.

Na história, depois de uma perseguição por causa de uma mulher, os Trapalhões precisam acampar em volta de uma fogueira. E de noite surge um disco voador pilotado por Bonzo (Emil Rached) que aterrisa perto deles.

O príncipe Flick (Pedro Aguinaga) desce da espaçonave e pede ajuda do grupo, pois Zucko (Carlos Rucka) pretende dominar o universo e ruma pra aldeia que está Myrna (Christina Rocha), sua mulher.

Mesmo tendo uma bilheteria absurda o maior problema deste filme é o seu péssimo enredo (feito sem pé e nem cabeça). Sinceramente, as atuações do quarteto são a única coisa que “quase” o salvam, pois de todo resto há diversas falhas horríveis.

Aproveitaram muito mal e porcamente o enredo de Star Wars, pois Flick se parece com Luke e Han Solo ao mesmo tempo e o vilão Zucko é um arremedo de Darth Vader.

Quando vi pela primeira vez já achei chato aquele recurso de ficar voltando as cenas repetindo-as várias vezes e pra piorar os efeitos especiais são muito, muito, muito fracos de tão ruins.

Devo afirmar que o cinema nacional ainda estava engatinhando naquela época, mas pra mim é o pior filme do grupo de todos que já assisti.

O Rei e os Trapalhões

O Rei e os Trapalhões – 1979

Também dirigido por Adriano Stuart, o filme surgiu inspirado no conto O Ladrão de Bagdá que faz parte do livro clássico As Mil e Uma Noites.

Na trama, o trono do Rei Amad (Mário Cardoso) foi usurpado pelo terrível Vizir Jafar (Carlos Kurt). O rei está preso e na cadeia conhece os ladrões do reino: Abdul (Renato Aragão), Abel (Dedé Santana), Abol (Mussum) e Abil (Zacarias).

Recebendo ajuda do grupo, o rei foge e conhece a princesa Alina (Heloísa Millet) por quem se apaixona.

O problema é que o Vizir possui poderes mágicos e para que possam enfrentá-lo precisam da ajuda  do Gênio da Garrafa (Tony Vermont).

O melhor aspecto deste filme é sua esmerada produção a qual parece realmente acontecer no antigo Oriente Médio (e suas locações foram feitas no Rio de Janeiro).

O Grão Vizir Jafar é um vilão e tirano que merece destaque, pois o ator Carlos Kurt estava acostumado a fazer esse tipo de papel nos filmes do grupo.

A qualidade melhorou bastante mesmo que os efeitos estejam fraquíssimos pra atualidade e a melhor coisa é vermos as confusões que a trupe nos proporcionam sendo uma diversão garantida pra toda família.

Fim da primeira parte.

 

 

 

 

 

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Guerras Secretas

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Em meados dos anos 80 a DC Comics lançou uma minissérie em 12 edições que marcou pra sempre a história dos quadrinhos.

A editora estava comemorando seus 50 anos de existência decidindo acabar com a terrível bagunça de sua continuidade (e o resto deste comentário já estamos cansados de saber como foi).

Bom, praticamente ao mesmo tempo a Marvel Comics também lançou uma grande saga com doze edições.

Só pra constar, essa história é considerada a primeira Mega-saga dos gibis (mesmo havendo outros crossovers com vário heróis anteriores).

Dizem as lendas que a Mattel estava interessada em lançar uma linha de brinquedos da editora. Porém isso só aconteceria se houvesse uma história que realmente chamasse atenção do público.

O projeto foi idealizado pelo editor-chefe Jim Shooter incluindo também os desenhistas Mike Zeck e Bob Layton.

Lembrando que aqui em terra brazilis essa aventura foi lançada pela Editora Abril, em 1986.

Guerras Secretas (ou Secret Wars, no original) apresentou uma trama envolvendo os melhores personagens do panteão da editora.

Os heróis: Capitão América, Hulk, Thor, Homem-de-Ferro, Capitã Marvel, Colossus, Vespa, Senhor Fantástico, Tocha Humana, Wolverine, Coisa, Mulher-Hulk, Gavião Arqueiro, Professor X, Tempestade, Cíclope, Vampira, Noturno entre outros.

E os vilões: Doutor Destino, Gangue da Demolição, Ultron, Homem Molecular, Kang, o conquistador, Encantor, Doutor Octopus, Homem Absorvente, Lagarto e mais alguns.

Não poderia esquecer do enorme Galactus que também estava nesse meio, mas afirmar que o gigante seja apenas um vilão seria sintetizar algo que simplesmente não tem nada a ver. O Devorador de Planetas é necessário pra manutenção do universo (algo que está muito além de nossas simples capacidades mentais).

Continuando, foram abduzidos por Beyonder, um ser alienígena de incomensurável poder. E num lugar chamado Planeta de Guerra tiveram que disputar sob as regras impostas por ele.

Pra se ter uma noção Beyonder construi esse planeta usando pedaços de vários outros ao redor do universo.

Beyonder prometeu ao grupo vencedor que iria realizar qualquer desejo que tivessem.

Obviamente o Capitão age como líder sempre organizando a todos e dizendo como agir. E o Hulk está como seu braço direito colocando em pratica tudo que lhe for ordenado.

Houve um problema enorme no grupo dos heróis, porque Magneto havia sido escolhido pra ficar com eles. Charles até tentou defender seu ex-amigo, mas obviamente Erik tinha seus próprios interesses.

Um detalhe interessante é que o Doutor Destino através do maquinário tecnológico avançado concedeu poderes pra duas mulheres. Transformando-as em Titânia (Mary Macpherran) e Vulcana (Marsha Rosenberg).

Outra coisa que me chocou bastante foi quando a fortaleza dos heróis ficou sob ataque. Eles até conseguiram escapar, mas depois o Homem Molecular jogou uma montanha enorme sobre eles (foi uma cena muito impactante).

Somente a inteligência de Reed foi capaz de arranjar uma forma deles sairem daquele jazigo mortal.

Houveram momentos importantíssimos nessa edição com o Coisa retornando a sua forma humana de Ben Grimm. Outro foi quando Thor refez seu uniforme, o Cabeça de Teia viu e queria fazer o mesmo sendo que encontrou o uniforme simbionte e já nesta saga tivemos a introdução do famoso uniforme negro.

Em meio as escruciantes batalhas há também alguns relacionamentos. Vemos o mulherengo Johnny Storm encontrando Szaji, uma alienígena que possui o toque de cura. Seu poder ajuda os heróis quando estão bastante machucados.

O Homem Molecular se encanta com Vulcana que demonstra algum sentimento por ele. Até a Vespa dá uma bitocas no Magneto, mas foi algo que não durou muito. E Colossus fica sofrendo pra caçamba por estar distante da Kitty.

Não poderia deixar de lembrar que a cronologia de alguns personagens estava bastante atrasada por aqui quando a saga foi lançada. Como solução a Editora Abril sumiu com as personagens Capitã Marvel (Monica Rambeau) e Vampira.

E também modificou o final da saga pra que estivesse de acordo com os acontecimentos nos quadrinhos do Brasil.

Só pra constar, a história foi relançada resumida em Capitão América # 119 e algum tempo depois na íntegra na Teia do Aranha nº 62 à nº 66.

Houveram outros relançamentos tanto da Abril, quanto da Panini Comics todas mostrando a história completa.

Voltando, o sucesso foi tão grande na época que a Gulliver, uma empresa de brinquedos lançou dois castelos nesse tema (Homem-Aranha e Doutor Destino). Além das action figures de alguns heróis e vilões também havia turbo-cycles, veículos que os personagens usavam pra se locomover nas batalhas (e até mini gibi).

Enquanto nos Estados Unidos os brinquedos foram lançados pela empresa Gulliver.

Aqui houve um problema de licenciamento dos brinquedos, pois em nosso país a empresa responsável foi a Mattel (que já trabalhava com a Marvel desde os anos 70).

Aproveitando o momento a Editora Abril lançou Super-Heróis Marvel Secret Wars, um album de figurinhas contendo diversas coisas sobre o gibi.

A saga teve continuação em Guerras Secretas 2 com Beyonder retornando, mas ficou péssima. A intenção dele era entender o ser humano e tivemos diversas situações ridículas neste processo. Pra se ter uma noção o Homem-Aranha ensina-o a ir no banheiro sentar no trono, putz que horrível!

A história foi adaptada na série animada do Cabeça de Teia dos anos 90. Isso foi mostrado durante a quinta temporada do desenho (episódios 61 e 62).

E realmente pra fechar no ano passado a editora fez um reboot de seu universo mostrando-o em Guerras Secretas. Essa versão foi desenhada por Esad Ribic e teve roteiro de Jonathan Hickman.

A intenção é terminar com o multiverso da editora unindo-os no Mundo de Batalha. Confesso que atualmente não acompanho mais essas grandes sagas (perdi a paciência pra esperar tantos meses pro desfecho).

Espero que tenham gostado.

 

O Poderoso Thor – A Saga de Surtur

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É considerada uma das melhores histórias do deus nórdico de todos os tempos.

A Saga de Surtur foi inicialmente publicada numa minissérie em 6 partes pela editora Abril entre 1988 e 1989.

Anos depois teve relançamento na edição Os Maiores Clássicos do Poderoso Thor vol. 2 (2007).

A história tem argumento e arte de Walter Simonson que conseguiu consolidar um momento épico e definitivamente marcante quando esteve trabalhando com o Deus do Trovão.

Na trama há muitos e muitos milênios atrás Surtur havia forjado a Espada do Crespúsculo. Quando inflamasse a espada na pira mística da Eterna Destruição liberaria um poder incalculável capaz de destruir todos os Nove Reinos (e também aniquilar o universo inteiro).

Na aurora da raça humana três corajosos deuses asgardianos Vili, Ve e Odin viajaram até ao Reino de Fogo para deter Surtur. Durante uma luta que pareceu estender-se por  séculos, Surtur foi impedido de realizar seus planos maléficos.

Mais a vitória dos deuses foi somente com o desprendimento de Vili e Ve irmãos de Odin que se sacrificaram em prol da paz. No entanto após milhares e milhares de anos a ameaça de Surtur paira não só sobre Asgard, mas também sobre todo universo.

Nessa época Thor usava a identidade civil de Sigurd Jarlson e Lorelei, irmã mais nova de Encantor estava disfarçada de Melodi (namorada do herói).

Na primeira edição temos a introdução do passado de Odin como perdeu seus irmãos e conseguiu através da morte deles um poder inimaginável. Devido ao retorno do anjo caído, seu maior inimigo, Odin convoca todos os deuses pra ajudarem na batalha que está prestes a acontecer.

Pra reforçar sua fileiras temos a presença de Bill Raio Beta e Lady Sif que nesse período era companheira do carbonita.

Na segunda edição Thor, Bill, Os Três Guerreiros (Frandal, Volstagg e Hogun) unem-se as demais combatentes por sobre a Ponte do Arco-Íris rumando pra Midgard.

Enquanto isso na cidade dourada, Odin mandou Frigga com as crianças pra se esconderem. Deixando com Balder a missão de procurar Karnilla pra convence-la a se unir na batalha que virá. Mesmo receoso o guerreiro cumpre as ordens de seu rei.

A rainha afirma que só entrará com suas tropas na batalha se Balder tornar-se seu amante.

Na Terra, Nova York estava sendo invadida pelos Filhos de Muspell causando destruição e morte por onde passavam. Logo, Thor surge atacando os demônios e também vemos alguns Vingadores: Feiticeira Escarlate, Starfox, Mulher-Hulk, Hércules, Capitã Marvel e Vespa ajudando a combater o inimigo.

Quando a situação não ia bem surgem as tropas asgardianas e a batalha se intensifica.

De repente o próprio Surtur aparece pra lutar, porém deixa tudo rumando pra Asgard (na verdade nem era ele sendo apenas um simulacro ardente). Assim que o Loirão percebe o engodo já é tarde, pois Surtur já estava invadindo Asgard.

Na terceira parte estamos na Bifrost, Heimdall tenta deter Surtur, mas fracassa e o monstro destrói a Ponte do Arco-Íris (antes disso o herói já havia retornado). Em nosso planeta, Bill Raio Beta comanda as tropas numa tentativa de destruir o portal que os demônios surgem.

De volta ao Reino Dourado mesmo Thor usando todo seu poder pra confrontar Surtur não consegue efeito nenhum (caindo desacordado). Então, Odin surge pra detê-lo e a batalha entre eles é épica de tão grandiosa.

Na Inglaterra, o Tocha Humana e Roger Willis, amigo do Thor vão atrás da Caixa dos Invernos Antigos pra reconstruí-la e salvar nosso planeta de morrer congelado (sendo prontamente atacados por seres de fogos).

Através de um exímio plano de ataque Bill consegue chegar até ao portal que envia seus inimigos e o Senhor Fantástico o auxilia.

Em Asgard, Odin reune toda sua energia cósmica pra derrubar o vilão, mas Surtur também convoca o poder do gelo pra ataca-lo.

Na quarta parte, as tropas asgardianas vão pro deserto do Saara se deparando com milhares de inimigos. No Reino Dourado, Surtur aprisiona Odin numa esfera de gelo e consegue por sua espada na pira mística.

Loki intervém no momento derradeiro, mas não consegue muito. No entanto Willis consegue reunir os fragmentos da caixa. Fato que ajuda Odin a ser liberto e na sua companhia estão Thor e Loki.

No deserto graças a chegada das tropas da Rainha Karnilla a ameaça dos demônios é contida.

Surtur que estava quase vencendo sente a mudança de imediato, porém a sua derrota tem um preço alto demais (algo que não vou contar pra não estragar a surpresa de quem irá ler, ok).

Na quinta edição, com a invasão terminada os guerreiros asgardianos estão presos em Midgard, pois a Bifrost foi quebrada por Surtur.

Bill Raio Beta e Sif vão pras lojas tentarem usufurir uma vida “normal” durante o tempo que ficarão na Terra.

Hela, a Deusa da Morte surge em Asgard pra reclamar seu direito só que Thor a faz fugir rapidamente. Mesmo a distância ela controla os passos do trovejante e faz cair uma avalanche sobre o herói.

Na conclusão, o Loirinho é salvo indo parar na morada de um gigante. Tiwaz é intrigante cheio de histórias e mistérios. Mais não sei por qual motivo sempre convida Thor pra lutar antes de comer.

O trovejante se restabelece e seu sentimento de proteção por Midgard é renovado devido as conversas que teve com Tiwaz (que na verdade revela ser bisavô dele quando estava sozinho).

Bom, o aspecto mais importante em A Saga de Surtur é notar a forma como Walter Simonson conseguiu destacar a mitologia nórdica misturando com magia no enredo desta aventura.

Também presenciamos a empolgante batalha dividida em vários lugares diferentes (Nova York, Asgard e deserto do Saara).

A presença de Loki é importante por querer se apoderar do trono, principalmente que para conseguir tal coisa. Utilizando a ambiciosa Lorelei que está apaixonada pelo herói e fará de tudo pra tê-lo ao seu lado.

A arte de Simonson consegue nos fazer viajar pela edição não só por causa de seus cenários detalhados. Destaco ainda os sentimentos de honra, nobreza e senso de dever que ficam evidentes a cada página lida.

Se você não conhecia está edição eis aqui a chance de poder conferir e se maravilhar nessa aventura inesquecível.

Fico por aqui.

 

Grandes Heróis Marvel # 36

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A Sensacional Mulher-Hulk

Logo na introdução temos uma referência de como as personagens femininas não tinham grande relevância nos quadrinhos. Principalmente as mais importantes como Mulher-Maravilha e Supergirl (sendo usadas apenas em histórias masculinas estereotipadas).

O surgimento da Mulher-Hulk foi uma tentativa de quebrar tal tipo de abordagem. Inicialmente Jen era chamada de A Selvagem Mulher-Hulk e seu título mudou quando John Byrne assumiu.

Byrne é mundialmente reconhecido por sua característica de modificar os personagens nos quais trabalha, pois com ela não foi diferente.

Começou assinando como A Sensacional Mulher-Hulk tornando-a mais feminina, sexy e engraçada. Foi justamente a partir de Byrne que passei a gostar da heroína.

Bom, Grandes Heróis Marvel # 36 tem roteiro e arte de Byrne juntamente com o estilo de quarta parede, pois Jen fala conosco algumas vezes.

Essa edição é logo após o término do relacionamento dela com Wyatt Wyngfoot a qual lemos em sua Graphic Novel lutando contra baratas, blaaarghh!!!

Logo no inicio a Mulher-Hulk está num circo lembrando que seu primo também havia feito isso anos antes.

Só que o Mestre do Picadeiro havia hipnotizado a heroína, fazendo-a contar todo seu passado e também através de seus comparsas transformaram-na em Glamazônia (nomezinho ridículo mais deixa pra lá!).

A intenção do Circo do Crime era ganhar três milhões de dólares que um financiador anônimo iria pagar se testassem os poderes dela.

Mesmo se apresentando travestida daquele jeito, Jen tem sua hipnose quebrada e o Circo foi preso. Quem estava por trás da tramóia era o grupo Os Cabeças (nossa cada vilãozinho chinfrim que surge nestas edições).

Os Cabeças (Headmen, no original) são vilões do segundo escalão da editora que eu nunca tinha lido nada antes.

Seu líder é Arthur Nagan, um cientista cirurgião com corpo de gorila, Jerome Morgan, outro cientista que tem a pele maior que os ossos, Chondu, o Místico que possui tentáculos, asas e usa magia e Ruby Thursdsday, uma mulher com bola na cabeça que se transforma em diversas coisas (sinceramente todos são estranhíssimos demais).

Voltando, a Mulher-Hulk após se livrar deste problema resolve procurar um lugar pra morar. E a Janet (vulgo heroína Vespa) deixa-a em seu luxuoso apartamento em Nova York com vista pro Edifício Baxter e World Trade Center.

Enquanto isso os vilões estranhos dos cabeças ainda continuavam armando contra Mulher-Hulk. Mais ela após reconhecer todas as depências do lugar foi ver televisão e seu seriado preferido é Star Trek, a série clássica (ótimo bom gosto).

De repente um noticiário extraordinário conta sobre uma invasão de homens-sapos e Jen aborrecida reclama com Byrne sobre essa palhaçada.

Ao mesmo tempo um escritório de advocacia reve as credencias dela e o dono pensa em contratá-la. Quando a cena volta a heroína estava esperando por nós  pra recomeçar a ação.

Então, a Mulher-Hulk descobre que a invasão era apenas uma encenação e por trás dela quem comandava era Mysterio inimigo do Cabeça de Teia. Enganda pelo vilão a heroína inala gás ficando desacordada (sendo presa pelos Cabeças).

O assunto fica mais estranho após retirarem a cabeça dela do lugar. E logo nosso Amigo da Vizinhança aparece indo atrás do Mysterio.

Ao descobrir que foi enganado Mysterio entrega seus empregadores e o Homem-Aranha resolve ajudar a heroína.

Ao entrar no esconderijo dos Cabeças, o Homem-Aranha precisa lhe dar com todos e acaba sucumbindo. A edição fica mais maluca, pois Chondu nota que sua cabeça ficou no corpo da Mulher-Hulk.

Pra encurtar o Aranha descobre que Jen estava com seu corpo e juntos acabam prendendo os Cabeças.

Grandes Heróis Marvel # 36 pode não ser uma das melhores edições sob esse título mais o que a torna interessante é seu humor bem descompromissado.

John Byrne estava começando a trabalhar com a Mulher-Hulk que logo depois iria ter sua própria revista e aqui nós temos uma visão de como seria esse trabalho.

No final desta GHM temos uma entrevista do artista mostrando o que faria com a personagem.

 

 

 

 

Imagine Shazam

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Imagine Shazam

Desta vez temos a arte incrível de Gary Frank e a aventura já começa séculos no passado mostrando a sexy vilã Morgana Le Fey.

Ela deseja se livrar de Merlin, mas o mago consegue se safar e deixa-a presa numa árvore. Merlin sabe que está ficando velho e poucos anos lhe restam, então conjura um feitiço para criar um protetor quando não estiver mais podendo proteger a humanidade.

O mago se retira partindo pro descanso até que seja necessário que intervenha. Então séculos depois na Índia, estamos na presença de Robert Rogers e também da bela Carla Noral, agentes da Interpol.

Eles estão a procura de Gunga Khan, um terrorista internacional que detem uma máquina do Juízo Final, um artefato perigoso.  Durante sua investigação encontram um mágico de rua que mostra alguns truques como levitar e transformar uma cobra numa corda.

Depois de algum tempo, Rogers diz que David Copperfield é bem melhor que aquele mágico.

Além de estar apaixonado pela Carla, Robert sente-se diminuído, pois ela é uma excelente lutadora.

De repente a dupla vê que o velho mágico está sendo atacado por um grupo (eles queriam que transformasse um pedaço de madeira em ouro).

Carla intervém de maneira rápida e Robert fica bastante atrapalhado, mas ambos conseguem salva-lo. Mesmo estando bastante ferido o mágico afirma que Shazam não deve ser esquecido.

Merlin morre na frente de Robert e Morgana que estava na igreja do Reverendo Darkk sabe que sua energia foi transferida adiante pra alguém que desconhece esse poder (assim que Carla chega com ajuda já é tarde demais).

Quando Rob Rogers achava que estava tudo tranquilo foi atacado pelos mesmos bandidos que estavam atrás dos segredos do mago. Carla luta mais é capturada e Rogers foi jogado pra morrer.

Prestes a se afogar, Rob lembra-se da palavra mágica, Shazam e pronunciando-a transforma-senum monstro enorme cheio de poder. É claro quer fica confuso, mas lembra-se de sua amada e vai a sua procura.

Enquanto isso, Carla está refém de Gunga Khan que demonstra o que sua máquina pode fazer. Vemos Rob desesperado sem saber aonde sua amada está e ele acaba dizendo a palavra mágica novamente.

Ao se transformar quase foi atroplado por um caminhão e sente o desejo de voar. É quando suas asas surgem e ele voa pela primeira vez, mas totalmente desajeitado.

Rob volta ao normal e escuta dois capangas de Khan falando sobre seu ataque e ao transformar-se novamente descobre seu esonderijo na montanha.

Ao voar pra lá, Shazam consegue destruir aporta, mas o vilão consegue vence-lo com uma arma de raios. Caindo sob a influência de Khan, Shazam fica na prisão tomando conta de Carla, porém ao saber que Gunga decidiu destruir os Estados Unidos sai do transe.

Ambos lutam contra os capangas do vilão que consegue ativar sua máquina de raios. Quando tudo parecia estar perdido, Shazam voa pro espaço e destrói o satélite que direcionaria o raio miniaturizador.

Ao voltar acaba salvando Carla que havia sido capturada novamente. Fazendo através do raio Gunga Khan e seus asseclas serem diminuídos como castigo. Na viagem de trem, Rob explica tudo que aconteceu pra Carla, ambos concordam que seu segredo deve ser mantido em total sigilo e finalmente tornam-se amantes.

No final vemos Morgana e o Reverendo Darrk conversando que a situação havia mudado, mas seus planos ainda serão postos em prática.

Apesar da arte sensacional de Gary Frank que eu gosto demais, achei essa versão do Shazam bastante fraca (ficou parecendo um dragão numa versão humanóide). Mesmo que o estilo de ação dos seriados da década de 40 tenha ficado legal. Pra mim a única coisa que realmente salva é a presença da estonteante Carla Noral e nada mais.

Bom, depois temos, “Nas Ruas”, com roteiro de Michael Uslan e arte de Kano. Ainda estamos em Nova Deli, na Índia e ficamos sabendo da história dos pais de Billy.

A cidade é um país de vários contrastes tanto com as pessoas, quanto a sua arquitetura. A pobreza é foco desta narrativa e os pais de Billy são voluntários de uma Força de Paz que ajudam numa comunidade aprendendo sua cultura e ensinando a sobreviver da terra.

Infelizmente os pais de Billy morreram doentes e o Embaixador Batson veio a procura de Billy pra auxilia-lo pra continuar o caminho de seus pais. O menino conta a miséria que viu durante o tempo em que esteve sozinho perabulando pela cidade.

Mais o embaixador o incentiva dizendo que há heróis como o Homem-Monstro que salvou o mundo (aventura principal desta edição).

Então o embaixador devido a coragem que o garoto demonstrou transforma-o num colaborador honorário do Corpo de Paz dos Estados Unidos. Sendo que Billy ganha o apelido de “Capitão Marvel”, uma outra homenagem pro personagem da DC Comics.

Relembre aqui da edição anterior.

 

 

 

Space Ghost – O Espectro Sinistro

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Pra quem cresceu lá na década de 80 como eu sabe que Space Ghost é uma das melhores de tantas e várias outras lembranças inesquecíveis daquela época.

Há algum tempo atrás foi lançada uma excelente minissérie do Space Ghost com arte de Ariel Olivetti, roteiro de Joe Keli (e capas de Alex Ross).

Bom, essa edição foi escrita pela dupla Mark Evanier e Steve Rude que também contribuiu com sua arte inigualável.

Na trama, Zorak um dos maiores inimigos do herói no desenho antigo. Havia sido condenado há cinco dias no Mundo Cárcere. Mais um dia em nossa contagem era o equivalente pra 20 anos (então foram 100 anos de condenação).

Zorak reclama de sua estadia na prisão sendo motivo de zombaria dos outros detentos que também estão ali graças ao herói. Junto com Zorak: Brak, Rei das Criaturas, Metallus e Larápio formam a União do Mal.

Quando o louva-deus estava falando em se unir com Larápio foi atingido por um raio que o fez desmaiar.

E logo foi transportado mentalmente até um estranho misterioso lhe incumbe da missão de reunir os piores inimigos do Fantasma do Espaço. A intenção é somente uma destruir de uma vez por todas Space Ghost.

Dando a até uma cópia dos Braceletes do Poder pra que pudesse fugir. O vilão acorda pensando que tudo não passou de uma alucinação, mas ao pressionar o lugar aonde estaria o bracelete um raio é disparada contra seu carcereiro robô.

Graças a isso consegue uma rebelaião pra destruir seu oidiado arqui-inimigo. Uma anve surge levando todos os prisioneiros pra longe da prisão.

Enquanto isso Jan e Jace estavam se divertindo numa praia, porém logo são convocados pelo herói. No Planeta Fantasma uma chamada de emergência faz Space Ghost ficar preocupado com o surgimento da União do Mal, um grande problema que poderia se espalhar pela galáxia.

Devido estar absorto em pensamento SG não notou que uma nave surgiu repentinamente capturando-o, mas devido aos seu esforços conseguiu escapar.

Logo o herói é atacado por morcegos espaciais gigantes, porém há uma discussão na nave pelo direito de dar cabo da vida de SG. Somente Larápio diz acreditar que Zorak deveria liderar o bando, mas diante do nervosismo o louva-deus hesita em argumentar um plano.

É quando o estranho misterioso sussura pra libertar Metallus pra que destrua o Planeta Fantasma. Zorak faz tal afirmação dizendo que havia libertado-o da risão Omega.

Quando estava voltando pro seu QG, o vilão misterioso diz seu plano citado acima. Fazendo nosso herói voltar desesperado pra que haja tempo de salvar Jen, Jace e Blip.

Só que algo já estava ocorendo, pois os irmãos descobriram a fuga do Mundo Cárcere e estavam sendo atacados. Mesmo tentando fugir acabam sendo capturados pelo gigante restando apenas Blip.

Ao chegar, SG encontra tudo destruído e parte no Cruzador Fantasma pouco tempo depois.

Ao invadir o esconderijo dos vilões, o herói estava sendo espionado por Zorak. E ao entrar Larápio joga seu gás do sono atordoando-o, Brak utiliza um campo de força achatador, mas Zorak chega pra reclamar e os três brigam pelo momento de matar o herói.

Blip esperto como sempre aumenta a confusão entre eles, conseguindo libertar seu amigo que voa dali pra recuperar-se. Ao chegar do lado de fora SG se depara com monstros gigantescos enviados pelo Rei das Criaturas.

Nosso herói consegue se safar usando seu campo de força e também o raio de calor. Só que Metallus ainda queria uma revanche e o estranho misterioso lhe proporciona tal feito.

Metallus propõe um mano a mano pra saber que é superior e o herói aceita. A luta é acirrada mais o vilão engana Space Ghost pegando suas armas pra levar vantagem.

Larápio pegou os braceletes fugindo elfórico com eles, no entanto Jan e Jace são libertos por Blip.

Os irmãos descobrem a identidade secreta do inimigo misterioso ficando abobalhados. Ao derrotar Metallus que acerta um tanque de gás criogênico e se congela.

Depois, Space Ghost conhece seu algoz misteriosos que havia arquitetado todo aquele plano sinistro. Depando-se com um homem idêntico a ele.

O falso SG era um andróide criado pela União do Mal no momento em nosso herói havia sido capturado por uma nave no início desta aventura.

O verdadeiro Space Ghost foge, pois está sem seus braceletes do poder enqunato sua cópia se vangloria perseguindo-o.

Como sempre o macaquinho salva a pátria recuperando os braceletes levando-os até os irmãos.

No exato instante que o andróide ia destruir SG, surgem Jace e Jan servindo de distração para que Blip entregasse seus braceletes. O vilão foi acertado indo parar longe e Zorak em sua sede de vingança atinge o andróide ao invés do herói.

Os vilões são presos e tudo volta ao normal com a equipe retornado pra casa.

Sinceramente, não vá esperar nada de especial ou extremamente maravilhoso nesse gibi, porque Space Ghost – O Espectro Sinistro é uma edição bastante simples mesmo. Conseguindo apenas evocar aquele clima inocente da série animada do herói nos anos 60.

Com certeza vale a pena pra aqueles fãs nostálgicos que assim como eu adoram remexer no passado. O roteiro não é nada mirabolante mostrando aquela eterna luta do bem contra o mal.

Só devo acrescentar que a arte de Steve Rude ficou sensacional devido as cores de Willie Blyberg que realçou bem o estilo do desenhista.

Até o próximo post.

 

 

 

 

 

 

Batman no Túnel do Tempo -Segunda Parte

elseworlds-batman

Confesso que sou fã de realidades alternativas, pois nela podemos notar que algumas alterações por mínimas que sejam podem mudar todo um contexto.

Ou no caso do Homem-Morcego por mais que sejam diferentes ainda conseguem manter algo que sempre desperta nosso interesse.

E que na grande maioria das vezes valem a pena dar uma conferida.

Sem mais enrolação veja o texto abaixo

tirano

O Tirano

Na terceira revista o argumento é de Alan Grant e a arte ficou com a dupla Tom Raney e Joe Staton.

Nossa aventura começa com Batman reflexivo, pois havia feito algo imperdoável. Ele está pesaroso, porque através de seus atos talvez nunca mais haja um protetor pra Gotham City.

Logo a história volta no tempo e vemos a Mulher-Gato roubando documentos importantíssimos. Batman a caça, pois a ladra já havia o enrolado e fugido antes.

Seus pensamentos divagam, porque a moça lhe interessa. Mais consegue prender a criminosa e descobre sua identidade secreta, Vicki Vale, uma repórter que trabalha em sua empresa.

Após descobrir quem é a Mulher-Gato, Batman desconfia que ela tinha um informante e descobre ser Jim Gordon (que foi preso).

Só pra constar, nessa realidade BW é dono da Waynemídia, uma empresa de comunicação e também do Departamento de Polícia sendo comandado pelo Morcegão.

Enquanto isso o Dia dos Pais estava chegando.

Depois, Batman dá um depoimento na TV para que denunciem o Anarquia (Lonnie Machin), em nossa realidade é um moleque supervilão inteligente e hacker que surgiu nos anos 90 nas revistas do Homem-Morcego. Então de posse dos documentos roubados, Lonnie retorna pro seu apartamento.

Devido a suas atitudes como defensor da cidade a criminalidade havia diminuído bastante em 2 anos. Fato que estava deixando Bruce muito nervoso.

Vemos, Jonathan Crane torturando, Vale que quase consegue fugir (sendo logo recapturada). No entanto pra piorar, Crane usa seu gás nela e também em outros criminosos.

Loonie descobre o que estava criptografado naqueles arquivos deixando-o alarmado com as atitudes do maior herói da cidade.

Ao interrogar Gordon usando um gás para induzi-lo a confessar, Batmna descobre que há algo errado em Gotham e a culpa é totalmente dele.

Sua obsessão doentia por ordem causou um a insatisfação em algumas pessoas. Só que Crane é o seu mentor ludibrinado-o novamente e afirmando que estão agindo da melhor maneira possível.

Anarquia convoca uma reunião com todos os vilões de Gotham: Pinguim, Duas-Caras, Crocodilo, Cara de Barro, Charada, Mariposa Assassina entre outros. Convocando-os pra deter o suposto herói que está drogando a água da cidade com gás tranquilizante.

Foi somente por esse motivo que a criminalidade em Gotham  começou a diminuir. O fato principal nessa realidade quando houve a perda dos pais de Bruce, o garoto havia sido salvo por Jonathan Crane conhecido por nós como o Espantalho.

O assassinato havia acontecido no dia dos pais (por isso a data era tão importante).

Crane aproveitou seus conhecimentos em psicologia e moldou a mente de Bruce para sempre obedecê-lo.  No dia dos pais, Anarquia comandou o ataque.

Ao crescer sem a influência de Alfred ou Leslie Thompkins, BW tornou-se um maníaco obssessivo em acabar com a violência em Gotham.

Durante a investida dos vilões, Alfred é morto, mas infelizmente Anarquia é capturado.

Corajoso, o jovem conta toda verdade pro Batman que descobre ter sido manipulado por todos esses anos. Ao final o herói se entrega pro julgamento do povo de Gotham que revoltado por suas atitudes põe fogo em sua mansão (algo que até lembra aqueles filmes de terror antigos).

Eu não gosto desta edição, porque de todas as linhas temporais criadas pro herói essa é a mais inusitada de todas. Eu também nunca gostei da capa, pois sempre achei-a bastante estranha.

A arte compartilhada de Joe Staton e Tom Raney não ficou ruim, pois deu todo aquele clima de medo e revolta descrito no argumento de Alan Grant (que ficou bem explorado.

Não sei explicar o motivo, talvez seja porque já vi o Superman agindo como um ditador fascista (Lordes da JustiçaInjustiça: Deuses Entre Nós e Admirável Metrópolis Nova). E essa situação não fosse algo inteiramente novo pra mim.

corsário

O Corsário

A quarta e última edição  tem argumento de Chuck Dixon que nesta época estava trabalhando nas edições mensais do herói. E a arte estava com Alcatena.

Obviamente é uma história de piratas e quando eu era moleque havia assistido alguns filmes na Sessão da Tarde. Quem pensa que Piratas do Caribe fez sucesso á toa esta redondamente enganado, pois havia uma época em que filmes sobre piratas eram exibidos a exaustão em Hollywood.

O ator , Errol Flynn que interpretou pra mim a melhor versão de Robin Hood foi seu maior expoente.

Na trama, o navio Raposa Voadora singrava os mares sob o comando do intrépido Capitão Asas de Couro. E seu braço direito era o fiel, Alfredo.

Asas de Couro era um nobre inglês de vasta fortuna, mas agia como pirata contribuindo com partes de sua pilhagem pro Rei James. Entrou nessa vida para resgatar seu título de nobreza perdido e a fortuna de sua família que havia sido roubada.

Ele havia abordado um navio espanhol saqueando seu conteúdo e resgatando a princesa Quest’ Chala, uma prisioneira que iria ser vendida como escrava.

De repente acompanhamos o jovem Robin as ruas de Londres. Unido a outras crianças rouba todos aqueles marinheiros que estão bêbados para que possam garantir sua sobrevivência. O garoto idolatra o famoso comandante e se veste como pirata.

Mesmo entregando seu tributo a sua majestade e protegendo-o das invasões de Espanha. Asas de Couro é convidado a visitar a corte, mas é algo que se recusa a fazer.

Sua desistência é para proteger o nome de sua família que poderia sofrer represálias de seus inimigos que não são poucos.

Naquela época também navegava pelo oceano, O Pescador, um navio comando pelo inescrupuloso Homem que Ri.

Só pra constar esse é o nome de um filme antigo lançado em 1928, foi estrelado pelo ator Conrad Veidt e serviu de inspiração pra criação do Coringa.

Voltando, um capitão subjugado rogava por sua vida, mas o Coringa além de matar toda sua tripulação. Iria acabar com ele com requintes de crueldade. A fim de barganhar por sua vida, o pobre homem disse saber da localização da Gruta Vespertílio, o esconderijo secreto do Asas de Couro somente isso foi capaz de salvá-lo (por algum tempo).

Então, o jovem Robin entra furtivamente no navio que zarpa pras Ilhas Caimã pra devolver a princesa a seu pai.  Apenas ao dar-lhe um vestido e receber uma pulseira em troca. Asas de Couro estava prestes a se casar com a princesa (um costume que o deixou intrigado).

Enquanto isso, a Capitã Felina, comandante do navio Pata-do-Gato lutava contra sua tripulação. Não estavam a fim de partilhar o saque que tinham pelos simples fato dela ser mulher deixando-a bravíssima.

A chegada do Coringa que propôs roubtr a Gruta Vespertílio usando seus atributos para seduzir Asas de Couro despertou seu interesse (detalhe o Coringa mandou matar todos os insurgentes da tripulação dela).

Sempre agindo de maneira sorrateira, Robin escuta um motim contra o Capitão e depois de quase ser morto ajuda entregando os descontentes e passando a ser protegido do Batman.

Disfarçada de Contessa, a Felina foi salva de afogar-se pelo Asas de Couro e se enamorou de sua coragem por lutar contra tubarões pra defende-la.

Mais ao chegar na Gruta descobriu a “esposa” del remonedo-se de ciúmes e voltando ao seu palno original. Infelizmente, Robin havia sido capturado ao segui-la. Felina entrega a localização do esconderijo pro Homem que Ri, porém no último momento.

O garoto conta que Asas de Couro a ama e quer se casar com ela. Reconhecendo seu erro, a Mulher-Gato dispara uma bola de canhão. E a situação muda completamente com Felina e Robin tentando sobreviver até a chegada do Capitão.

Logo Asas de Couro surge, o navio do Coringa recebe vários disparos e vemos uma luta de espadas espetacular entre ambos.

Essa também é uma das minhas edições pelos motivos que expliquei no ínicio do texto. O roteiro de Chuck Dixon de maneira eficaz nos faz realmente viajar pro período mostrado.

E a arte de Alcatena pra mim ficou perfeita demonstrando os detalhes dos cenários e também dos personagens lembrando demais o século XVII.

Veja a primeira parte aqui.

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