Mulher-Maravilha de George Pérez

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A maior musa nerd dos gibis é uma das heroínas mais populares de todos os tempos.

Há alguns anos atrás no Pós-Crise, dos anos 80. A DC Comics teve a ideia de recomeçar seus maiores ícones.

E nós leitores fomos brindados com o Super-Homem, de John ByrneBatman, de Frank Miller e Mulher-Maravilha, de George Pérez.

Não posso descartar que Pérez teve a parceria no roteiro de Len Wein e Greg Potter, também tivemos a presença de Bruce Patterson como arte-finalista e Tatjana Woods nas cores.

O excelente trabalho em conjunto deles foi o grande responsável pelo sucesso da Guerreira Amazona.

Só pra constar essa aventura foi relançada em Grandes Clássicos DC Vol. 1 n° 2, em 2005.

Originalmente aqui em terras tupiniquins Diana teve sua história lançada em Super-Homem # 38 (ao mesmo tempo em que John Byrne motrava sua versão do Azulão).

Naquela época, Diana já tinha 40 anos de existência e um inegável sucesso entre os leitores.

Só que as histórias da Mulher-Maravilha não estavam indo muito bem, pois infelizmente a heroína aparecia apenas como coadjuvante nas aventuras de outros heróis.

Durante a Crise, Diana foi alvejada por um raio do Anti-Monitor, mas ao invés de morrer ela reverteu pro barro do qual havia sido gerada (e retrocedeu no tempo).

Sua versão original a Mulher-Maravilha, da Terra-2 foi agraciada com a imortalidade indo viver no Monte Olimpo.

Então suas histórias anteriores “deixaram” de fazer parte da cronologia dando passagem pro reboot.

Mulher-Maravilha: Deuses e Mortais começa na pré-história com um homem das cavernas tipo caçador mutilado. Ao ser expulso da tribo por não poder mais exercer seu poder sente-se diminuído e com raiva matando a própria companheira.

De uma maneira incrível na introdução as amazonas são reencarnações de mulheres que foram mortas por algum ato violento (desde essa época).

Logo presenciamos uma acalorada discussão no Monte Olimpo, Zeus ouve a proposta de Artémis sobre a criação de uma raça de guerreiras imponentes, corajosas e valorosas.

Para que honrem o nome do Olimpo, Zeus se opõe por serem mulheres e Ares, o deus da guerra acirra o problema ainda mais querendo declarar guerra contra o homem.

Então, mesmo que Zeus não abeçoasse tal coisa as deusas mantiveram sua intenção de criar a raça das amazonas.

Mesmo sem o consentimento do pai de todos as deusas: Atena, Artémis, Deméter, Héstia e Afrodite rumam pro Hades até a Caverna das Almas e libertam as almas pra que as mulheres renasçam (emergindo do mar).

O tempo passa e as amazonas se distanciam do ideial pro qual foram criadas. E Hades se aproveita da situação colocando Hércules em seu encalço (chamado de Héracles na edição).

Hércules estava cumprindo um dos seus Doze Trabalhos. Então, a mando do rei Eristeu pega o Cinturão de Hipólita ludibriando-a e seus homens se aproveitam violando as amazonas (algumas até morrem).  Através das súplicas de Hipólita as guerreiras são libertadas e se vingam matando seus algozes.

Em condenação por terem esquecido o propósito pro qual foram criadas as amazonas são guiadas por Poseidon até uma ilha distante. Conhecida como Ilha Paraíso é o local aonde reconstroem sua civilização florescendo em arquitetura, história, arte tornado-se imortais e também sendo incumbidas de guardarem um mal inominável sob a ilha.

Um dos aspectos mais importantes dessa reformulação foi conectar a origem da Mulher-Maravilha a mitologia grega dando realmente importância nisso em sua vida.

E principalmente no seu surgimento, pois ela foi a última alma que estava esperando na caverna pra ser concebida. Diana recebeu dos deuses Deméter (força), Afrodite (beleza), Atena (sabedoria), Ártemis (dom da caça), Héstia (afinidade com o fogo) e Hermes (velociade e poder de voar). Todos esses poderes lhe seriam conferidos quando chegasse a idade adulta.

Vemos o torneio proposto pelos deuses que possibilita as amazonas terem uma campeã e a prova do trovão que destrói com apenas um estampido (o desafio consiste em se esquivar dos tiros de uma pistola).

Desde que as amazonas pisaram na Ilha Paraíso haviam se passado 3.000 anos e a humanidade progrediu em tecnologia (tanto pro bem, quanto pro mal).

Ares, o Deus da Guerra estava ganhando uma força incomensurável devido aos seus seguidores num tipo de culto (comandado por Fobos e Deimos seus filhos).

Personagens importantes da mitologia da heroína são reinseridos como Steve Trevor e Etta Kandy.

Há também explicação pros objetos icônicos da Guerreira Amazona como os Braceletes de Prata, pois inicialmente as amazonas usaram os braceletes como punição pra se lembrarem do tempo de cativeiro.

O uniforme, porque Diana é uma homenagem pra aviadora americana que havia caído na ilha há alguns anos antes. Foi por causa de sua bravura em ajudar as amazonas que Hipólita resolveu batizar sua filha com o mesmo nome (e construir um uniforme de batalha honrando seu brasão).

E o Laço da Verdade que era o Cinturão de Gaia sendo forjado por Hefesto no Monte Olimpo. É um presente da deusa Átermis e todos sabem que os poderes do laço fazem que qualquer pessoa envolvido nele é forçado a dizer a verdade.

Quando Diana, a princesa das amazonas viaja ao mundo do patriarcado auxiliada por Hermes. É  cidade de Boston que precisa ter um aprendizado sobre o mundo dos homens e quem a auxilia nessa incursão é a professora universitária de história Júlia Kapatelis.

Através de Julia, Diana compreendeu sobre a cultura americana, aprendendo seu idioma de forma rápida e também na casa da professora que a heroína tem seu primeiro embate contra o monstro Ruína (que transforma em pó tudo que pode tocar).

A aparição pública de Diana lutando contra Ruína despertou o interesse da mídia. Então, o jornal Boston Globe-Leader aproveitando que o Planeta Diário fazia sucesso com o Super-Homem. Resolveu batizar a heroína com o nome de Mulher-Maravilha, pois já tinha alguém usando Mulher-Gavião.

Toda situação começa a se complicar quando os deuses enfraquecidos pensam em deixar o plano de existência (eles sentem o poder de Ares aumentando consideravelmente).

Ares decide provocar um holocausto nuclear usando as maiores potências de todos os países  pra destruir a humanidade e apenas a união de Diana, Kapatelis e Trevor poderá deter o insano deus da guerra.

Após o confronto contra Ares, Diana através da publicitária Mindy Mayer torna-se embaixadora de Themyscira (ganhando um enorme espaço na mídia do país).

Pra finaliza a edição termina com o retorno de uma grande inimiga da heroína a Mulher-Leopardo (Bárbara Minerva).

Afirmo que a “nova” Mulher-Maravilha fez um sucesso estrondoso entre os leitores (se não me engano até hoje essa versão ainda faz). No entanto na e´poca deixou um problema enorme em sua cronologia.

Como aquela Diana era uma heroína inteiramente recém chegada, ela não havia participado da formação clássica da Liga da Justiça, nos anos 60. A solução foi substituí-la colocando a Canário Negro, pois a LJA também foi reformulada.

A Princesa das Amazonas só entraria na equipe durante a minissérie Lendas que contribuiu pra firmar de ver o universo da editora.

Pra fechar é realmente chover no molhado comentar que a arte de George Pérez está magnífica nesta obra, pois seu estilo repleto de detalhes nos faz viajar pela leitura do gibi (e pra mim as imagens dos Deuses do Olimpo e da Ilha Paraíso são sensacionais).

Não poderia esquecer das cores de Tatjana Woods que conseguem de maneira incrível e aprazível emoldurar todas as cenas da edição.

Mulher-Maravilha: Deuses e Mortais é uma edição obrigatória pra quem gosta da heroína, pois sua aventura empolga a cada página que desfrutamos dela.

Fico por aqui.

Supermulher

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Superwoman é a identidade heroica de várias personagens femininas do Universo DC. Só pra constar não sei explicar por qual motivo tosco a Mulher-Maravilha já foi chamada de Miss América e também de  Super-Mulher há alguns anos atrás.

A primeira Superwoman foi Lois Lane na edição Superman # 45, de 1947. A repórter sonhou que através de uma tranfusão de sangue havia ganho os superpoderes do Azulão.

Depois numa outra história, uma dupla de mágicos farçantes hipnotizaram Lois fazendo acreditar que tinha poderes. O Superman ajudou-a em supervelociade em todos os momentos que Lois agia.

Em outra aventura através de um aparato tecnológico criado por Lex Luthor, Lois ganha novamente superpoderes e atua como Super-Mulher.

No período em que eram casados na Terra-2, Lois ganhou poderes graças ao efeito de uma planta extraterrestre que Kal-L havia levado pra casa. E teve até uma vez em que Mxyzptlk transformou-a em heroína tendo direito até a uniforme.

Durante esse período com diversas histórias de realidades imaginárias Lois e Clark tiveram filhos. Numa dessas histórias a bela Laura Kent possuia os mesmos poderes do Azulão.

Em Grandes Astros: Superman, Lois toma uma fórmula criada pelo Homem do Amanhã que lhe confere poderes por apenas um dia.

Lana Lang em diversas histórias do período da Era de Prata também ganhou alguns superpoderes causando muita confusão na vida do Menino de Aço.

Na clássica edição O Que Aconteceu com o Homem de Aço?”, que homenageia esta época temos Lana novamente ganhando superpoderes para auxiliar o Azulão.

Vamos conhecer outras personagens que ao longo do tempo usaram o codinome Supermulher?

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Superwoman – Lisa Jennings

É a atual heroína a usar o manto da personagem.

Lisa ganhou seus poderes quando uma pedra kriptoniana caiu em seu quintal após a explosão de Nova Krypton.

Inicialmente surgiu como inimiga do Homem de Aço perseguindo-o quando Kal-El estava receoso se o mundo ainda precisava de sua presença, porém depois inspirada por ele resolveu seguir carreira heroica.

Lisa Jennings é uma professora que pertence ao Esquadrão Superman. Uma equipe futurista composta por diversos Supermen tanto crianças, homens, mulheres, alienígenas e animais que lutam defendendo o ideal que o Azulão ensinou.

A verdade, a justiça e o modo americano igualitário de viver e sua base de operações fica na Fortaleza da Solidariedade, um hipercubo localizado num lugar fora do tempo e do espaço.

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Sindicato do Crime da Amérika

É uma famosa equipe de supervilões baseados na Liga da Justiça.

Superwoman é a versão maligna da Mulher-Maravilha, da Terra-3. No período Pré-Crise, dos anos 80, ela era uma amazona renegada que tinha um laço mágico que podia se transformar em dragão.

No Pó-Crise, virou Lois Lane com alguns poderes que lembrava sua versão anterior.

Lois trabalha no Planeta Diário como editora-chefe. Enquanto Cat Grant a chama de “Cadela Rainha”, Ela usa Jimmy Olsen como seu escravo, pois ele a segue de maneira pervertida pra vê-la se trocando (e também servindo de seu informante).

A Superwoman parece ser “casada” com o Ultraman, versão do Super, mas mantém um caso tórido com o Coruja (versão do Morcegão).

A melhor versão destes vilões foi vista no ótimo DVD Liga da Justiça: Crise em Duas Terras.

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Clara Kent

É uma contraparte feminina do kriptoniano que surgiu na edição DC Series: Superman # 349.

Na trama assim que o Homem do Amanhã volta de uma missão no espaço constata que todos na Terra tiveram seu sexo trocado. Enquanto homens viraram mulheres: Penny White Batwoman (Batman), Super-Mulher e Jenny Olsen.  As mulheres viraram homens Wonder Warrior (Mulher Maravilha), Louis Lane (Lois), Superlad (Supergirl) e Condor Negro (Canário Negro).

A parte interessante é que não há identidade secreta da heroína, Clara Kent, uma repórter e Supermulher são duas pessoas diferentes. Tudo não passava de uma brincadeira de mal gosto do Sr. Mxyzptlk que havia trocado tudo de propósito, porém assim que falou seu nome ao contrário tudo voltou ao que era antes.

Superwoman

Kristin Wells

Criada pelo mestre Elliot S! Maggin e também por Keith Pollard, Superwoman surgiu pela primeira vez na edição Superman: Miracle Monday, em 1981.

Kristin é uma estudante de jornalismo do século 29 e também descente do chatérrimo Jimmy Olsen.

Ela convenceu as autoridades lhe darem permissão pra viajar ao passado para descobrir a identidade da Superwoman (a fim de ajudar o Superman a derrotar o vilão King Kosmos).

Como Kristin não encontrou a heroína naquele período a solução foi ela mesma transformar-se na Supermulher usando tecnologia futurista. A Supermulher possui poderes de teletransporte, precognição, telecinesia, empatia e voo.

Depois de ajudar o kriptoniano, a Superwoman retornou pro seu tempo, mas teve que retornar outras vezes ao século 20 pra garantir que tudo deveria acontecer como era em sua linha temporal.

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Dana Dearden

É uma fã tão obcecada pelo Superman que namorou Jimmy Olsen somente com a intenção de conhecer o Azulão. Dana arranjou artefatos místicos para ter superpoderes conseguindo a força de Hércules, a visão de Heimdall, os raios de Zeus e a velocidade e voo de Hermes.

Ao sequestrar Jimmy que ficou acuado usando o relógio e tentou forçar o Superman a ficar com ela. Algum tempo depois Dana morreu protegendo o herói de ser morto por demônios, pois ficou sabendo de sua vulnerabilidade a magia.

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Luma Lynai

Ela é uma das muitas heroínas que usaram o nome de Superwoman. A Supergirl vendo que seu primo estava muito solitário tentou arranjar uma namorada pra ele.

Ao usar o computador da Fortaleza da Solidão, ela encontra no distante planeta Staryl, a linda Luma Lynai. O herói logo depois voa pra lá a fim de conhece-la e ambos logo se apaixonam (vivendo um breve romance).

Mais pra sua infelicidade os poderes de Luma só funcionam sob os raios de sol laranja, pois na Terra o nosso faria nela os mesmos efeitos da kriptonita verde.

E Luma teve a triste decisão de terminar seu relacionamento, pois Superman deveria continuar na Terra como nosso protetor.

Fim da primeira parte.